Meridianos do Futuro – A Casa dos Estudantes do Império de Coimbra

A exposição Meridianos do Futuro – A Casa dos Estudantes do Império de Coimbra (1945-1965) inaugura no próximo dia 28 março, sábado, pelas 16h00, na Galeria Pedro Olayo (filho) do Convento São Francisco. Com curadoria dos historiadores Helena Wakim Moreno e Miguel Cardina, a exposição é uma coorganização do Município de Coimbra, através do Convento São Francisco, e do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES).


Meridianos do Futuro procura dar a conhecer a importância da delegação de Coimbra da Casa dos Estudantes do Império. A exposição reúne um conjunto de documentos, fotografias e recortes de imprensa provenientes de diversos arquivos como o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, a Associação Tchiweka de Documentação (ATD), o Centro de Documentação 25 de Abril e o Museu Académico da Universidade de Coimbra, entre outros. A exposição apresenta ainda recursos audiovisuais, compostos por filmes, depoimentos e registos áudio, que permitem explorar as dimensões política e cultural da atividade da Casa dos Estudantes do Império, com enfoque especial no caso da delegação de Coimbra.  

A exposição integra uma programação associada com projetos na área das artes performativas, da música, do cinema e da literatura, a realizar durante o período de apresentação da exposição ao público até 18 de outubro. Destaca-se a realização de um colóquio académico com a participação de estudiosos sobre as temáticas propostas pela exposição, no dia 1 de junho, no Convento São Francisco, bem como como o programa de mediação dirigido a públicos diversos, nomeadamente ao público escolar, com curadoria da artista e investigadora Raquel Lima. 

O programa de inauguração de Meridianos do Futuro – A Casa dos Estudantes do Império de Coimbra (1945-1965) inclui uma visita guiada pelos curadores. A exposição é de entrada gratuita e pode ser visitada até ao dia 18 de outubro, de quarta a segunda-feira, das 15h00 às 20h00 (última entrada às 19h30). 

A exposição Meridianos do Futuro busca dar a conhecer a importância da delegação de Coimbra da Casa dos Estudantes do Império, que existiu na cidade entre 1945 e 1965. Dependente financeiramente da sede lisboeta, a Casa de Coimbra tinha especificidades e acolheu um conjunto importante de estudantes oriundos das então colónias, alguns deles com um papel relevante na produção cultural e depois no empenhamento político que conduziu às independências. Procura-se mostrar a atividade cultural e desportiva feita na Casa ou pelos seus associados; a forma como na época se foram definindo identidades africanas; a relação da CEI de Coimbra com outros espaços e estruturas da cidade; a perseguição e a vigilância política a alguns dos seus associados; e a forma singular como a Casa e os seus membros contribuíram para a politização de um meio estudantil em mudança. 

31.03.2026 | por martalanca | Casa dos Estudantes do Império

COMBATE DE NEGRO E DE CÃES, Teatro Griot

de Bernard-Marie Koltès I encenação de Zia Soares
produção Teatro GRIOTco-produção Teatro José Lúcio da Silva
Teatro José Lúcio da Silva (Leiria)  27 de março | Dia Mundial do Teatro
Sex às 21h30 Bilhetes aqui
Combate de negro e de cães é uma tragédia noturna que se instala num território fechado: um enclave de brancos cercado por uma noite que não lhes pertence.
Nas torres de vigia, pressentem-se os guardas negros que vivem uma contradição estrutural: são servos e vigias, proteção e ameaça, interior e exterior ao mesmo tempo. São a fronteira sonora entre os mundos — as chamadas guturais que ecoam na noite mantêm o cerco, mas fazem-no vibrar, abrindo fendas.
A frágil normalidade do enclave é perturbada pela chegada de Alboury, um homem negro que atravessa o cerco para reclamar o corpo do irmão, Nuofia, morto no estaleiro dos brancos em circunstâncias suspeitas. Ele recusa-se a partir sem o corpo.
Entre as buganvílias e o limite da visibilidade, as explicações falham por excesso: palavras que desviam, justificam, omitem. O conflito adensa-se entre estratégias que se acumulam e se anulam.
Não há esperança: o corpo desapareceu e não será devolvido.
Alboury lidera e opera uma revolta que não se anuncia: o trágico é um assédio sonoro, territorial, imparável.


O Teatro GRIOT dá continuidade à sua investigação sobre como o poder se organiza, como a linguagem o sustenta e como a presença do outro o desestabiliza. Com Combate de negro e de cães, aprofunda a relação com o universo de Bernard-Marie Koltès, iniciada em 2024 com Na solidão dos campos de algodão.

Texto: Bernard-Marie Koltès
Tradução: Jorge Tomé
Revisão estilística: Thomas Coumans
Encenação: Zia Soares  
Interpretação: António Simão, Matamba Joaquim, São José Correia, Thomas Coumans  
Cenografia e Figurinos: Neusa Trovoada
Música e Design de Som: Xullaji
Design de Luz: Ricardo Campos
Tradução e elocução dos textos em Wolof: Mamadou Ba
Apoio à cenografia: Marco Peixoto
Confeção de figurinos: Fernanda Santos
Assistência: Anca Usurelu, Grazie Pacheco
Produção: Teatro GRIOT
Co-produção: Teatro José Lúcio da Silva
Apoios: Câmara Municipal de Leiria, Centro das Artes do Espectáculo de Sever do Vouga, Batoto Yetu, BANTUMEN, Polo Cultural Gaivotas Boavista, Teatro do Bairro
Projeto financiado por Câmara Municipal de Lisboa, República Portuguesa – Cultura Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes
Agradecimentos: A Barraca Teatro, Associação Passa Sabi, Gi Carvalho, Jorge Gonçalves, Junta de Freguesia da Misericórdia, Luís Gomes, Matheus de Alencar, Rui Pina Coelho
Classificação etária: 16+ | Duração: 120 minutos

26.03.2026 | por martalanca | teatro griot

FilmLab Moçambique,

A REDE de Cinema e Audiovisual PALOP + TL, uma iniciativa da AAMCM - Associação dos Amigos do Museu do Cinema em Moçambique, em parceria com a EKRAN Eventos e a Parallax Produções (em Cabo Verde) e a Tela Digital Media Group (em São Tomé e Príncipe), com financiamento da Cooperação Portuguesa - Camões I.P. através do programa PROCERIS, e apoio do CCFM – Centro Cultural Franco-moçambicano, abriu candidaturas para o FilmLab Moçambique, em colaboração com o KUGOMA 2026, que terá lugar em Maputo, de 25 de Agosto a 5 de Setembro de 2026.

Este laboratório de cinema oferece uma oportunidade única de formação intensiva, onde seis participantes selecionados/as irão trabalhar diretamente com profissionais experientes do setor.

Durante o FilmLab, @s participantes irão adquirir ferramentas práticas para a preparação de pitch, fundraising e distribuição de cinema, aprender estratégias de apresentação de projetos a nível internacional, e explorar modelos empreendedores de divulgação e exibição dos seus conteúdos.

Com o compromisso da REDE de Cinema e Audiovisual PALOP + TL com a igualdade de género e a valorização de vozes diversas, o FilmLab Moçambique privilegiará (pelo menos 50%) candidaturas de mulheres e pessoas não-binárias, contribuindo para um setor audiovisual mais inclusivo e representativo.

Os projetos selecionados terão ainda a oportunidade de ser escolhidos para integrar a Agência de Curtas-metragens PALOP, ampliando o seu alcance regional e internacional.

Se és um@ jovem cineasta ou videasta dos PALOP ou de Timor-Leste, tens um projeto em desenvolvimento ou um filme em pós-produção e queres levá-lo ao próximo nível. Se resides em Moçambique ou tens oportunidade de conseguir garantir a tua viagem, a REDE de Cinema e Audiovisual PALOP + TL oferece alojamento e per diem durante estas duas semanas de capacitação e intercâmbio.

Candidaturas até 25 de Abril, através do formulário online, aqui: https://forms.gle/QgKJeKEeCxAqZjnq9

Regulamento: https://drive.google.com/file/d/1QWUNDTtzHm0yQvKVQpLYki7sSGhVey7e/view?usp=sharing

Gravação da Sessão de Esclarecimentos: https://youtu.be/d8VOvzQkzWE?si=z-CVa4U7MxvCgU39

FAQ: https://drive.google.com/file/d/1540_x1EqhpjkI8CL_6qwAOpsP-u5l-cW/view?usp=sharing

Mais informações: redecinemapaloptl@gmail.com

26.03.2026 | por martalanca | FilmLab Moçambique

Os Direitos Humanos numa imagem

A exposição “Direitos Humanos numa Imagem”, com curadoria do MEF (Movimento de Expressão Fotográfica), inaugura na NOVA FCSH no dia 8 de abril. Um total de 10 fotografias impressas em telas gigantes irão ficar suspensas no átrio da Torre B, convidando todos a refletirem sobre a experiência global dos direitos humanos. 

A sessão inaugural decorre dia 8 de abril às 15h30, no Auditório B1 da NOVA FCSH, com uma conversa entre a escritora Djaimilia Pereira de Almeida, a investigadora Teresa Flores da NOVA FCSH e os curadores Tânia Araújo e Luís Rocha. A entrada é livre e a conversa irá guiar-nos pelos sentidos e apropriações das imagens fotográficas.

A exposição nasce de um convite lançado ao MEF pela Mosaiko – Instituto para a Cidadania, em novembro de 2022. Na cidade de Luanda, em Angola, 18 jovens participaram na oficina “Direitos Humanos numa Imagem”, um espaço de aprendizagem e criação onde a fotografia foi utilizada como ferramenta de reflexão sobre os direitos humanos. A experiência reforçou o compromisso com a promoção de uma cultura de direitos humanos em diferentes contextos, criando uma ponte visual e simbólica entre jovens angolanos através da linguagem universal da imagem.

O MEF desenvolveu “Direitos Humanos numa Imagem” com o propósito de sensibilizar jovens para a importância dos direitos humanos através da prática artística da fotografia. Partindo da convicção de que a arte pode ser um instrumento de transformação pessoal e social, a iniciativa propôs um percurso de aprendizagem técnica e criativa, no qual os participantes construíram narrativas visuais inspiradas na sua interpretação dos princípios consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Dos trabalhos resultantes, foram selecionadas 10 fotografias, que agora compõem a exposição que estará patente, até dia 5 de maio, na escadaria da Torre B da NOVA FCSH. As fotografias têm como autores/as: Lucas Kianeca, Graciana Chamba, Tavarosc Idalvares, Enoque Suvica, Likwasseno (Armindo Licuassa), Alone Kandongo Educador e Waldemar Muhongo.

De 8 Abr a 5 Mai 2026.

foto de Graciana Chambafoto de Graciana Chamba


25.03.2026 | por martalanca | fotografia

LIMBO / KUMINA - de Victor de Oliveira

Kumina, a peça mais recente, vai estar em cena no TBA, em Lisboa, entre 26 e 29 de Março.

Nas livrarias a  16 de Abril 

«Sou tudo isto, e mesmo que pareça estar a separar-me de uma parte de mim, 

sou tudo isto continuamente.»

LANÇAMENTO 29 de Março, 19h, no Teatro do Bairro Alto  (depois da apresentação da peça Kumina), Lisboa, com o autor, Francisco Frazão e Marta Lança.


22.03.2026 | por martalanca | Limbo, Victor de Oliveira

Úlcera, Útero | Incidências

«O livro, extraordinário, reúne as reflexões de um jornalista que sabe pensar o mundo, e o vai questionando, através das grandes questões do nosso tempo:  o estado das democracias, o futuro do jornalismo e o papel das redes sociais, o passado, o presente e o futuro da relação Europa-África, os direitos humanos… E isto numa ficção que, citando Calvino (“As Cidades Invisíveis”), tem simultaneamente em Lisboa o cenário e a personagem central, que vai moldando e sendo moldada pelos demais personagens que a habitam (alguns, hilariantes), ilustrando como o ambiente urbano fabrica e se reflecte nas experiências  e na vida de todas elas».

Teresa Pina, Profª Universitária (ISCTE).

Ex-Directora Amnistia Internacional.pt.

Ex-Jornalista Sic-Notícias (10 anos). 

continua…

 

Úlcera, Útero / Imprensa ( TV, Rádio ).

 

18.03.2026 | por martalanca | Brassalano Graça

Vislumbre – Residência de Criação Documental em Odemira

O Doc’s Kingdom e o Cinema Fulgor anunciam nova residência de criação documental em Odemira, programa que apoiará um/a cineasta ou artista residente em Portugal na realização de uma curta-metragem no concelho de Odemira. As candidaturas podem ser enviadas até ao dia 22 de março. Esta iniciativa, co-organizada por Doc’s Kingdom e Cinema Fulgor, com o apoio do programa Odemira Criativa, tem como objectivo promover a realização de uma curta-metragem de não-ficção no concelho de Odemira.

O programa compreende um período de residência de criação em Odemira, durante o mês de maio de 2026, com o acompanhamento das entidades organizadoras. É oferecido alojamento no centro da vila de Odemira e serão proporcionados encontros com pessoas guardiãs de histórias, experiências e saberes dos lugares e das comunidades de Odemira. Após o período de residência, a montagem e a pós-produção do filme serão realizadas de forma autónoma, de modo a apresentar o filme no Doc’s Kingdom 2026, em novembro.

Vislumbre visa estimular a criação artística e documental em Odemira, apoiando cineastas e artistas residentes em Portugal na produção de obras inovadoras que explorem questões contemporâneas e promovam novas narrativas sobre o território local. Podem candidatar-se artistas e cineastas de qualquer nacionalidade residentes em Portugal, sem restrições de idade, fase da carreira, desde que já tenham realizado pelo menos um filme com exibição pública. Será concedida uma bolsa no valor total de 8.000€, além das despesas de alojamento e deslocação associadas à presença em Odemira. Sempre que possível, as entidades organizadoras prestarão apoio à produção e pós-produção da obra, tanto a nível artístico como logístico. As candidaturas podem ser submetidas até 22 de Março de 2026.

O regulamento e mais informações podem ser consultados através do link


11.03.2026 | por martalanca | doc's Kingdom

Não são águas passadas

Neste sábado, 07/03/2026, a partir das 16h, acontece uma sessão super especial do Cineclube da Linha de Sintra. Será exibido NÃO SÃO ÁGUAS PASSADAS, filme da realizadora Viviane Rodrigues, em parceria com o produtor Brunno Constante, que aborda a ausência de reconhecimento do papel português no tráfico transatlântico.
A programação contará também com debate, livros, Black City Krew e Falas Afrikanas.
Esperamos por vocês!

Espaço Cultural Mbongi_67Praceta António Sérgio, 4AMonte Abraão, Queluz

06.03.2026 | por martalanca | colonialismo, lisboa

Seis décadas de Revolução Cubana e da Tricontinental,

Seis décadas de Revolução Cubana e da Tricontinental, revisitamos o seu legado político e simbólico; a resistência e ameaças a Cuba. Conversa com Raquel Ribeiro. Dia 7 março, às 15h, na Boutique da Cultura, em Carnide, no contexto das atividades do ATRIUM.moderação de Marta Lança 

06.03.2026 | por martalanca | Cuba, tricontinental

As Fugas de Hannah, NowHere Lisboa

07 de março, 19:00, Entrada livre
As Fugas de Hannah (2026, 12’), de Bárbara Bergamaschi e Nathalia Rech.
A partir de imagens de arquivo, o filme-ensaio imagina os três meses em que Hannah Arendt viveu em Lisboa antes de partir para o exílio nos Estados Unidos. Inspirado no poema “W.B.”, dedicado a Walter Benjamin, o filme cruza memória e fabulação para pensar a condição do imigrante, o deslocamento e os limites entre fronteiras e nação.
Lisboa surge como cidade de passagem, ontem e hoje, lugar de suspensão para quem vive a experiência do exílio e do “não-lugar”, onde um mundo se desfaz, mas pode sempre recomeçar.
A sessão contará com a presença da realizadora Bárbara Bergamaschi, cineasta, professora e crítica de cinema, cujos filmes foram exibidos em festivais no Brasil, Portugal, Índia e França. Doutorada em Literatura pela PUC-Rio, é associada da ABRACCINE e da FIPRESCI e integra a equipa de programação do Festival Internacional de Curtas de Vila do Conde, qualificado para os Óscares. Após a exibição, terá lugar uma conversa com Pedro Duarte, Professor de Filosofia da PUC-Rio, investigador do CNPq, da Faperj e da FCT, tradutor de Hannah Arendt no Brasil e autor de diversos livros.
A apresentação conta ainda com a parceria dos vinhos Fictício e das comidinhas Delícias Valim, que acompanharão o encontro.
Entrada livre, sem restrição de idade.
NowHere Lisba / Estrada de Chelas 41A, Lisboa

06.03.2026 | por martalanca | Hannah Arendt, Walter Benjamin