Companhia de Dança Contemporânea de Angola em digressão pela Europa

Mysterium Coniunctionis | Foto Rui Tavares © CDC AngolaMysterium Coniunctionis | Foto Rui Tavares © CDC AngolaA Companhia de Dança Contemporânea de Angola realiza entre 05 e 31 de Outubro a maior digressão do seu tempo de existência.

Durante um mês realizará 10 espectáculos em diversas cidades entre a Holanda e Portugal. O início terá lugar em Amsterdão no Afro-Vibes Art Festival, no dia 05 com a peça O monstro está em cena de Ana Clara Guerra Marques e Nuno Guimarães, ao que se seguirá a participação na Quinzena Internacional de Dança em Almada.

Até final de Outubro a CDC Angola apresentará espectáculos em Faro (dias 11 e 12), Montemor-o-Novo (dia 16), Ponte de Lima (dia 25) e Coimbra (dia 31). Nos dias 22 e 23 de Outubro a CDC Angola fará uma apresentação especial no Porto com a peça Mysterium Coniunctionis, de Joana Von Mayer Trindade e Hugo Cristóvão.

O programa será complementado com master classes e conferências. No dia 08 será apresentado o documentário sobre a CDC Angola “Outros Rituais mais ou menos”, de Jorge António, na Cinemateca Portuguesa em Lisboa e, no dia 28, o livro “Máscaras Cokwe: A linguagem coreográfica de Mwana Phwo e Cihongo” de Ana Clara Guerra Marques, na Universidade de Coimbra.

Recordamos que esta companhia, à qual se deve a grande transformação do panorama da dança em Angola, foi fundada em 1991, é membro do Conselho Internacional da Dança da UNESCO, possui um historial de centenas de espectáculos apresentados em Angola e em todos os continentes, sendo hoje a principal referência da dança cénica angolana no estrangeiro.

A CDC Angola é suportada pelo Banco BAI, cuja sensibilidade e respeito pelo nosso trabalho são demonstrados pelo apoio continuado que tem ajudado a manter o funcionamento deste colectivo.

O monstro está em cena | Foto Rui Tavares © CDC AngolaO monstro está em cena | Foto Rui Tavares © CDC AngolaDVD | Outros Rituais mais ou menos (Jorge António)DVD | Outros Rituais mais ou menos (Jorge António)Livro | Máscaras Cokwe A linguagem coreográfica de Mwana Phwo e Cihongo (Ana Clara Guerra Marques)Livro | Máscaras Cokwe A linguagem coreográfica de Mwana Phwo e Cihongo (Ana Clara Guerra Marques)

 

02.10.2019 | por martalanca | Companhia de Dança Contemporânea de Angol

Identidades em debate na edição de 2019 do Porto/Post/Doc

A edição de 2019 do Porto/Post/Doc será dedicada ao debate das questões identitárias na sociedade contemporânea. O festival regressa à baixa da cidade entre 23 de Novembro e 1 de Dezembro.
Da resistência palestiniana à condição não-binária de género, do antropoceno à geografia de afectos, o Fórum do Real e um programa de filmes paralelo servirão como ponto de partida para conversas em torno da noção de identidade, nas suas mais diversas dimensões, e da sua relação intrínseca com o dispositivo cinematográfico.
O fórum decorre entre os dias 27 e 29 de Novembro, no Cinema Passos Manuel, e conta com três painéis de oradores: o primeiro, Da Terra, problematizará a relação entre a construção identitária e o território; o segundo, Do Pensamento, visa uma aproximação de teor filosófico ao próprio conceito de identidade e de identidades, no plural; por fim, o terceiro painel, intitulado Das Imagens, pretende reflectir sobre o cinema contemporâneo e o seu entretecimento com os mais diversos fluxos identitários, individuais e colectivos.
Álvaro Domingues (geógrafo), António Guerreiro (crítico), Ben Rivers (realizador), Christiana Perschon(realizadora), Daniel Ribas (investigador), Pedro Mexia (crítico), Susana de Matos Viegas (antropóloga), Valérie Massadian (realizadora) são algumas das presenças já confirmadas neste fórum, cuja entrada é gratuita.


Em paralelo, o Porto/Post/Doc apresenta uma selecção de curtas e longas-metragens, num programa especial dedicado ao tema, que pretende colocar em diálogo clássicos da história do cinema – como Persona, de Ingmar Bergman, Rua da Vergonha, de Kenji Mizoguchi ou La Salamandre, de Alain Tanner – com algumas descobertas e produções contemporâneas.
Neste contexto, o festival exibirá também três curtas-metragens da activista e realizadora suíça Carole Roussopoulos, rodadas durante a década de 1970. De carácter eminentemente político e militante, estes filmes dão a ver algumas das principais lutas sociais francesas à época, como é o caso da F.H.A.R. (Front homosexuel d’action révolutionnaire). Destaque ainda para a exibição de Ghost Strata e Now, At Last, dois dos mais recentes filmes realizados por Ben Rivers, apresentados pelo próprio; para o regresso de Gürcan Keltek (vencedor da edição de 2017) ao festival com a curta-metragem Gulyabani; e para a sessão especial de Off Frame AKA Revolution Until Victory, filme de Mohanad Yaqubi realizado a partir de imagens de arquivo da luta palestiniana produzidas entre os anos 60 e 80. Esta sessão será seguida por um debate com o cineasta moderado por Nuno Lisboa (director e programador do Festival Doc’sKingdom).
O programa contempla ainda os filmes She Is The Other Gaze (Sie ist der andere Blick), de Christiana Perschon, Sol Negro, de Laura Huertas Millán e Coffee Coloured Children, de Ngozi Onwurah.
O festival decorre entre 23 de Novembro e 1 de Dezembro, em vários espaços da cidade (Teatro Municipal do Porto – Rivoli, Cinema Passos Manuel, Planetário do Porto).
A edição de 2019 do Porto/Post/Doc conta com o apoio da Câmara Municipal do Porto, Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) – Ministério da Cultura, CVRVV – Vinho Verde, e de vários outros parceiros imprescindíveis à realização do festival.

Programação

Coffee Coloured Children, de Ngozi Onwurah
F.H.A.R, de Carole Roussopoulos
Ghost Strata, de Ben Rivers
Gulyabani, de Gürcan Keltek
La Salamandre, de Alain Tanner
Now, At Last, de Ben Rivers
Off Frame AKA Revolution Until Victory, de Mohanad Yaqubi
Persona, de Ingmar Bergman
S.C.U.M. Manifesto 1967, de Carole Roussopoulos e Delphine Seyrig
She Is The Other Gaze (Sie ist der andere Blick), de Christiana Perschon
Sol Negro, de Laura Huertas Millán
Street Of Shame (赤線地帯), de Kenji Mizoguchi
Y’a Qu’a Pas Baiser, de Carole Roussopoulos

30.09.2019 | por martalanca | Porto/Post/Doc

WI Project

O WI Project (WI – amigo em calão angolano) é uma dupla musical fundada pelo angolano Wilder Amado (voz, violão, baixo) e o israelita Ilia Kushner (saxofone, flauta, limba). Os jovens músicos encontraram-se pela primeira vez em 2012 em Luanda, Angola, onde começou a trajetória de colaboração artística e projetos de carácter variado, nomeadamente acompanhamento de artistas angolanos, internacionais, produção, trabalhos individuais e, ao longo da partilha conjunta nasce a ideia do WI Project.

Nem Wilder nem Ilia se definem pelo local de nascimento, simplesmente como seres humanos - afropolitanos e cidadãos do mundo. Assim, a sonoridade do duo é abrangente, e assenta no afro jazz, MPB, reggae, funk, música latina, fusão de estilos alternativos de raiz africana, e angolana em particular, como Kilapanga ternária e Massemba. Richard Bona, André Mingas, Djavan, Ed Motta, Filipe Mukenga, Boy Gé Mendes, Sara Tavares, Stevie Wonder, Toto ST, Fela Kuti, Clube da Esquina, Jimmy Dludlu e Sting são alguns dos artistas que inspiram a dupla. O seu repertório é composto quer por músicas originais como por covers de temas em português, inglês, espanhol, crioulo cabo-verdiano e antilhano, línguas regionais angolanas (kimbundu, umbundu, tchokwe), lingala (RD Congo), douala (Camarões) e hebraico. 

WI Project foi apresentado em vários lugares de Angola, bem como na África do Sul (2014) e São Tomé (2016). Em 2018 realizaram a “Europe Kudissanga Tour”, atuando em Portugal, Espanha, Alemanha, Inglaterra e Holanda como finalidade colaborar com músicos locais e angariação de fundos para o “Project WI for África” na África Austral, dentro do mesmo conceito usando a plataforma musical tendo como objetivo: propagação da cultura e mensagens de educação e paz em lugares remotos da África Austral e futuramente noutras partes do mundo. 

O álbum de estreia Kudissanga é produzido e gravado de forma independente. O disco conta com a participação de artistas angolanos, bem como de músicos de renome de Israel, África do Sul, Botswana e RD Congo.

Shows de Lançamento:

17 de Outubro - Apresentação e lançamento Kudissanga em Miami Beach (Ilha do Luanda)

2 de Novembro – Show WI Proejct e amigos na nova Fundação Arte e Cultura (Ilha de Luanda, junto ao Centro Médico e à Escola Primária 120

Mais música e informações nas redes sociais: 

Facebook: https://www.facebook.com/WIProjectWI

Instagram: https://www.instagram.com/wiprojectmusic

YouTube: https://tinyurl.com/ycujfsfw

Sound Cloud: https://soundcloud.com/wiproject

WI Project (WI – friend, in Angolan slang) was founded by Angolan Wilder Amado (lead vocals, guitar) and Israeli Ilia Kushner (saxophone, flute, limba). The young musicians met in Luanda, Angola´s capital, in 2012 where they began an artistic collaboration across different projects, including the accompaniment of national and international artists, production, individual works, ultimately creating the “WI Project”.

The two are not defined by their place of birth, but simply as human beings, Afropolitanos and World Citizens. Duo´s sound ranges from Afrojazz, MPB (Brazilian popular music), Reggae, Funk, and Latin, merged with alternative styles of African and Angolan traditional rhythms such as ternary Kilapanga, and Massemba. Richard Bona, André Mingas, Djavan, Ed Motta, Filipe Mukenga, Boy Gé Mendes, Sara Tavares, Stevie Wonder, Toto ST, Fela Kuti, Clube da Esquina, Jimmy Dludlu and Sting are some of pair´s inspiration. Their repertoire consists of both original songs and interpretations of themes and rhythms in Portuguese, English, Spanish, Cape Verde and Antilles Creole, Angolan regional languages (Kimbundu, Umbundu, Tchokwe), Lingala (Congo), Douala (Cameroon) and Hebrew.

WI Project presented in Angola, as well as in South Africa (2014) and São Tomé (2016). In 2018 they made the “Europe Kudissanga Tour”, playing in Portugal, Spain, Germany, England and The Netherlands in order to collaborate with local musicians and fundraise for “Project WI for Africa”. Wilder and Ilia would like to use their musical platform spread culture, education and peace messages across remote parts of Southern Africa and other parts of the world thereafter.

The debut album, Kudissanga, has produced and recorded independently. This CD includes original compositions and participation of musicians from Angola, Israel, South Africa, Botswana and RD Congo. 

Release concerts:

17 October - Kudissanga apresentation and concert in Miami Beach (Ilha do Luanda)

2 NovembrWI Proejct e amigos concert in the new Fundação Arte e Cultura (Ilha de Luanda, junto ao Centro Médico e à Escola Primária 120

30.09.2019 | por martalanca | música

The Biennale de Lubumbashi Announces Participating Artists

The Biennale de Lubumbashi is pleased to announce the artists participating in the 6th edition of the biennale. More than 40 national and international artists will present work in Lubumbashi. See the full list of participating artists.

“Future Genealogies, Tales From The Equatorial Line” Taking the Equator’s imaginary line not as one of demarcation, but rather of imbrication, the 6th edition of the Biennale de Lubumbashi probes the possibilities of repurposing the cartography of the world. This edition of the biennale is interested in mapping these connections and in tracing these genealogies in new ways. Read the curatorial statement by Artistic Director Sandrine Colard.

Biennale Opening Week & Forum Days – Organise your visit!
The Opening Week & Forum Days of the Biennale de Lubumbashi will take place from 24 until 29 October 2019. Our team happily assists you in the preparation of your visit. Make sure to apply for your visa before 15 September. Visit our website for useful information to help you plan your trip.

Pierre-Philippe DuchâteletPierre-Philippe DuchâteletPetna Ndaliko Katondolo, Matata, 2019Petna Ndaliko Katondolo, Matata, 2019Grada Kilomba, Illusions Vol. I and Vol. II, 2019Grada Kilomba, Illusions Vol. I and Vol. II, 2019

27.09.2019 | por martalanca | Biennale de Lubumbashi

Cinegeografia socialista: África - Europa de Leste

De 1 a 3 de outubro, o projeto BLEND-Desejo, Miscigenação e Violência: o presente e o passado da Guerra Colonial Portuguesa, do Centro de Estudos Sociais (Universidade de Coimbra) promove, em parceria com o Festival Internacional de Cinema BEAST, do Porto, a sessão especial de cinema e debates Cinegeografia Socialista: África - Europa de Leste

Esta programação procura ocupar um espaço, apesar de emergente, ainda pouco explorado na historiografia e no debate público sobre a história das relações entre os vários países do Leste Europeu e os países do continente africano, que adotaram modelos socialistas durante as guerras para a libertação nacional, como também no período pós-independência.  A panóplia de filmes selecionados e acompanhados de comentários informados, como também a masterclass sobre o tema em apreço, realizada pela Bojana Videkanic (Universidade de Waterloo, Canadá), pretende mostrar e problematizar a diversidade destas relações passadas no eixo Sul-Leste e os seus legados nos espaços pós-coloniais e pós-socialistas atuais. 

Os filmes escolhidos apontam para o leque das relações estabelecidas ao nível das microhistórias que foram forjadas pela macrohistória das relações estabelecidas pelos movimentos africanos de libertação com vários países da Europa de Leste, começando com os anos 1960. Assim, no 1 de outubro, às 19h, poderemos debater as ligações Moçambique-antiga Jugoslavia, através da solidariedade traduzida na coprodução da primeira longa moçambicana “O tempo dos Leopardos” (1985). O segundo dia, 2 de outubro, também às 19h, é dedicado à dois dos filmes do aclamado realizador Abderrahmane Sissako. Estes partem da história de vida do realizador mauritano que, na sua juventude, estudou na antiga União Soviética. Se “Octobre” [Outubro], (1982), fala sobre a história de amor entre um estudante africano na União Soviética e uma jovem russa, “Rostov-Luanda” (1997) explica a independência angolana de 1975 como um momento de busca, de transformação de um passado sempre presente. No último dia desta programação, 3 de Outubro, às 19h, assistiremos os newsreels que apresentam imagens de arquivo das visitas oficiais de “Tito em África” (1970) e da presença soviética no continente africano em “Our Africa” (2018). 

Todas as sessões serão seguidas de conversas com o público guiadas por Maria Paula Meneses, Isabel Noronha, Camilo de Sousa, Rui Lopes e Bojana Videkanic.

As sessões terão lugar na Casa das Artes do Porto (R. Ruben a 210).

Programação: Iolanda Vasile (Centro de Estudos Sociais, UC)

MODERNISMOS NÃO ALINHADOS NONALIGNED MODERNISMS

BOJANA VIDEKANIC

03.10 | 16H00 | OKNA (R. da Igreja de Cedofeita 27)| ENTRADA LIVRE | APRESENTAÇÃO EM INGLÊS

Tendo como ponto de partida a sua investigação sobre modernismo não alinhado, assim como surgiu das políticas do emergente Movimento dos Países Não Alinhados, Bojana Videkanic vai discutir como a cultura visual dos não alinhados, principalmente no cinema, mas também nas exposições e arte, celebrou, promoveu e construiu um novo sensorium visual que correspondeu às políticas de libertação, solidariedade e soberania das nações póscoloniais no século XX.

Bojana Videkanic é historiadora da arte e artista nascida na Bósnia e Herzegovina, antiga-Jugoslávia. Depois de se tornar apátrida, ela veio para o Canadá como refugiada patrocinada pelo governo em 1995. Videkanic é professora assistente de arte contemporânea e cultura visual no Departamento de Belas Artes da Universidade de Waterloo, Ontário, Canadá. Sua investigação concentra-se na arte socialista do século XX na Jugoslávia e nas contribuições desta para a ascensão dos modernismos globais, através da participação da Iugoslávia no movimento não-alinhado e em várias práticas culturais descoloniais.

Mais informações sobre o evento em: https://web.facebook.com/events/722586701496635/

Programa completo do Beast IFF 2019: http://twixar.me/hyc1

25.09.2019 | por martalanca | cinema

Movimentos Negros em Portugal recebem Conceição Evaristo

No dia 1 de Outubro de 2019 iremos receber a escritora brasileira Conceição Evaristo no Pendão em Movimento, em Queluz, das 15h às 18h para uma conversa, sessão de autógrafos e venda de livros.

A autora tem desenvolvido um trabalho literário muito relevante desde romances, poesias e ensaios com um foco na afirmação da subjectividade da mulher negra na sociedade brasileira, contrariando os estereótipos e as narrativas dominantes, e aproveitamos a sua presença em Portugal para organizar um encontro em torno do seu trabalho, cruzando questões comuns (como raça, género, classe, sexualidade, religião, nacionalidade, etc.) das lutas sociais no Brasil e Portugal.

Este evento está a ser organizado de forma informal por diferentes pessoas e colectivos associados aos movimentos negros em Portugal, e convida outras pessoas e colectivos a fazerem parte, seja através da comparência no evento, da divulgação ou do apoio financeiro necessário para assegurar um pro-labore para a convidada, que participa neste evento a custo zero.

Como organizamos este encontro de forma horizontal e sem ajudas financeiras institucionais, solicitamos a tod@s amig@s e companheir@s de luta uma doação monetária, totalmente voluntária e sem valor estabelecido, até ao dia 30 de Setembro para a conta indicada de seguida:

Femafro – Associação de Mulheres Negras, Africanas e Afrodescendentes de Portugal

NIB: 0033 0000 4550 1825 3520 5

IBAN: PT50 0033 0000 4550 1825 3520 5

Mais info sobre a escritora Conceição Evaristo:

http://www.letras.ufmg.br/literafro/autoras/188-conceicao-evaristo

Evento no Facebook:

https://www.facebook.com/events/2007387236028118/

Colectivos associados (em actualização):

Afrolis

Femafro - Associação de Mulheres Negras, Africanas e Afrodescendentes de Portugal

INMUNE - Instituto da Mulher Negra em Portugal

Leve-leve colectivo

NARP - Núcleo Anti-Racista do Porto

Nêga Filmes

Pantalassa

BUALA

24.09.2019 | por martalanca | Conceição Evaristo

Equipa Doclisboa em solidariedade com o Cinema Brasileiro

A equipa do Doclisboa assiste, chocada e com um sentimento de revolta, aos ataques feitos pelo governo do Brasil aos realizadores nesse país, aos nossos colegas e a todo o cinema independente brasileiro.

Na sequência de casos de censura, do anúncio de um ciclo de cinema militar na Cinemateca, e de cortes inexplicáveis à Ancine, o progressivo desmantelamento desta agência continua, agora suspendendo os apoios atribuídos aos realizadores com filmes programados em festivais internacionais. Esta medida visa evidentemente silenciar os realizadores, criando dificuldades à sua presença em contextos internacionais.

O Último Sonho, de Alberto ÁlvaresO Último Sonho, de Alberto ÁlvaresChão, de Camila FreitasChão, de Camila Freitas

É evidente um programa de eliminação da diversidade e da liberdade, visando uma arte que é, pela sua natureza, popular e democrática: o cinema. No Brasil, uma ditadura está em vias de se instalar - vários princípios do estado de direito têm sido descaradamente violados. Não é possível ser-se neutro perante isto.

Deste modo, o Doclisboa declara o seu repúdio a estas acções do governo, declara o seu apoio a todos os colegas brasileiros, e anuncia uma programação urgente que permitirá debater, pensar e contar armas para uma resistência activa contra o desmantelamento da democracia no Brasil. 

Apresentaremos, no contexto de um programa em torno de Eduardo Coutinho e em parceria com a Nitrato Filmes, o incontornável Cabra Marcado Para Morrer, que transporta a memória das lutas campesinas, mas também a memória do golpe de 64 e da subsequente ditadura; Últimas Conversas, o filme póstumo terminado pela sua montadora Jordana Berg, em que Coutinho conversa com alunos da rede pública de escolas do Rio de Janeiro, mas acaba por se confessar, também ele para a câmara; e Banquete Coutinho, de Josafá Veloso, que parte de uma entrevista ao realizador realizada em 2012, e numa série de arquivos da sua obra, para pensar a importância de Coutinho hoje, a sua memória como resistência necessária.

Apresentaremos também o filme Chico: Artista Brasileiro, de Miguel Faria Jr.: um filme que retrata a vida e obra do grande músico e escritor, e que foi retirado de uma mostra no Uruguai por indicação de representantes do Governo Brasileiro no país. 

Relembramos ainda que, como havíamos já anunciado, apresentaremos Chão, de Camila Freitas, um pungente retrato da luta do Movimento Sem Terra, que estreou na Berlinale, tal como apresentaremos a Estreia Internacional de O Último Sonho, de Alberto Álvares: uma invocação da memória do líder Guarani Wera Mirim.

Com estes filmes queremos relembrar a força do cinema brasileiro, não só na história como hoje, queremos partilhar este momento de dificuldade com todos os que querem resistir, e queremos dizer ao Governo do Brasil que amanhã vai ser outro dia - um dia construído pelos que respeitam os valores democráticos e a liberdade.

Banquete Coutinho, de Josafá VelosoBanquete Coutinho, de Josafá Veloso

 

21.09.2019 | por martalanca | cinema brasileiro, DocLisboa

Artes na Europa no Tempo da Pós-Memória: Debate, Performance, Cinema

de Francisco Vidalde Francisco Vidal

O projeto MEMOIRS do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra tem o prazer de a/o convidar para o evento Artes na Europa no Tempo da Pós-Memória: Debate, Performance, Cinema, integrado no Ciclo Memórias Coloniais, organizado pela Culturgest.

Qual o impacto da transferência de memórias do fim do colonialismo na Europa atual? Como se manifestam estas memórias em termos sociais, culturais e artísticos?

3 de outubro 18h30 - 20h00 | Pequeno Auditório | Culturgest (Lisboa)

O músico e slammer belga-congolês Pitcho, a cineasta franco-argelina Fatima Sissani e a escritora portuguesa Dulce Maria Cardoso refletem sobre as mudanças culturais protagonizadas pelas gerações seguintes em Portugal, na Bélgica e em França, a partir das suas experiências artísticas. Após o debate, Pitcho apresenta a performance L’expérience Pi.

Moderação do debate: Margarida Calafate Ribeiro.

[Entrada livre sujeita a prévio levantamento de bilhete. Sessões com tradução simultânea.]
mais informação 

21h30 | Grande Auditório | Culturgest (Lisboa)

Projeção do documentário La langue de Zahra (A língua de Zahra) de Fatima Sissani. 

O documentário La langue de Zahra foi apresentado em mais de duas dezenas de festivais e ganhou diversos prémios. Será exibido pela primeira vez em Portugal no programa Culturgest-Memoirs.

[Entrada livre sujeita 

21.09.2019 | por martalanca | memoirs, pós-memória

Documentário 'Guiné-Bissau: da Memória ao Futuro', de Diana Andringa,

A estreia do documentário Guiné-Bissau: Da Memória ao Futuro, está agendada para 24 de setembro, às 21h00 (hora de Lisboa, GMT+1), na RTP África. Realizado por Diana Andringa, produzido pela Garden Films e pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, no âmbito do projeto CROME - Memórias Cruzadas, Políticas do Silêncio. As Guerras Coloniais e de Libertação em Tempos Pós-coloniais, este filme é testemunha das esperanças e dos bloqueios que foram construindo a Guiné-Bissau ao longo de mais de quatro décadas.

Filmado integralmente na Guiné-Bissau, em setembro de 2018, quando se celebravam os 45 anos da independência, o documentário regista os testemunhos de um conjunto de académicos de várias nacionalidades, membros da sociedade civil guineense, artistas e combatentes da luta de libertação nacional que refletem e debatem as memórias e os legados desse passado.

Guiné-Bissau: Da Memória ao Futuro percorre uma ampla viagem reflexiva sobre a imaginação e a construção da Guiné independente, mostrando-nos, também, como a memória pode servir de instrumento à geração do presente para a construção do futuro.

Horários da exibição na RTP África:

Lisboa: 21h / Bissau: 20h / Praia: 19h / Luanda: 21h / S. Tomé: 20h / Maputo: 22h

Sinopse: A 24 de setembro de 1973, poucos meses depois do assassinato do seu líder histórico, Amílcar Cabral, o PAIGC-Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde declarava unilateralmente a independência da Guiné-Bissau. Era o corolário de uma longa luta contra o colonialismo e mais um passo dado no caminho que haveria de levar ao 25 de Abril em Portugal. O país tornou-se politicamente independente e passou por variadas vicissitudes ao longo de praticamente cinco décadas. Em 2018, um conjunto de académicos, membros da sociedade civil e combatentes guineenses encontraram-se com académicos portugueses e de outras nacionalidades no âmbito de um colóquio coorganizado pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES-UC), através do projeto CROME, pelo Centro de Estudos Sociais Amílcar Cabral (CESAC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP). Realizado por Diana Andringa, este documentário toma esse encontro como um pretexto para uma mais ampla viagem reflexiva sobre as esperanças e os bloqueios que foram construindo a Guiné independente. E mostra-nos também como a memória pode ser um inesperado instrumento para imaginar outro futuro.

 

Ficha Técnica:
Documentário / 60 minutos / Portugal – 2019Realização: Diana AndringaGuião: Diana Andringa e Miguel CardinaProdução: Garden Films e CES-UC

Diana Andringa (dianaandringa@ces.uc.pt)
Miguel Cardina (miguelcardina@ces.uc.pt)

19.09.2019 | por martalanca | Diana Andringa, Guiné Bissau

LÍNGUA FRANCA performances de Vanessa Fernandes e Ivo Reis I Alexandre Diaphra

Para além do BAILE BREGA, a contribuição de Rogério Nuno Costa para o GTM - Gaia todo um mundo (Fórum Internacional de Gaia) estendeu-se à criação de um laboratório experimental de interseção entre as artes visuais, a literatura, a performance e os estudos pós-coloniais. Intitulado LÍNGUA FRANCA, o projeto propõe a criação e a apresentação de duas performances, em regime de encomenda, da autoria de dois artistas Portugueses afro-descendentes (Vanessa Fernandes, dia 18, e AF Diaphra, dia 19) cujas práticas artísticas se desenvolvem em torno da relação da performance com o corpo e a palavra. O laboratório propõe questionar as políticas de visibilidade, os lugares de fala, a memória colonial, o feminismo, as políticas da memória, a história biopolítica e o papel preponderante da Língua na construção de hegemonias colonialistas. As duas performances convocam leituras anti-colonialistas, anti-racistas, anti-sexistas e anti-classistas, ao mesmo tempo revelando a forma como essas questões estão a ser trabalhadas por artistas negros em Portugal. Ambas as peças serão apresentadas na Sala Jorge de Sena da Biblioteca Municipal de Gaia, seguidas de conversa moderada por Marta Lança, investigadora do Buala.
#línguafranca #figaia2019

Chumbo e Algodão, apresentado por Espetro Visível de Vanessa Fernandes e Ivo Reis (@Capitão Igo)

QUARTA, 18 de setembro I SALA JORGE DE SENA, BIBLIOTECA MUNICIPAL DE GAIA |  19H00 I 2’

Uma performance que recorre à dança, à arte digital e à ideia de uma teia formada por estes dois materiais para tecer uma narrativa fragmentada da história de um corpo inventado, um híbrido transladado entre viagens, dissecado, plurilinguístico e transcultural que se reivindica universal e intemporal.

Alexandre Diaphra foto de Tiago MayaAlexandre Diaphra foto de Tiago Maya

Caixa Preta #GoDTM performance audiovisual de AF Diaphra. Nasce de um tema chamado Negreiro Espacial cuja premissa é “assim como a luz a verdade também encadeia. vê-te livre.” Caixa Preta é o blueprint deste tema/texto e disseca o que está a ser dito no Negreiro Espacial. O Negreiro despenhou-se e foi encontrada uma Caixa Preta que nos dá acesso aos dados. A intenção é a de inspirar as pessoas a experimentarem outras dimensões de si mesmas, elevarem-se acima do lodo dos ismos e dos conceitos e procurarem algo fora deste lugar onde nos encontramos, que diga algo mais sobre nós. Cada vez mais é as pessoas estão apaixonadas pelas lutas sem nunca se terem confrontado consigo mesmas profundamente. As lutas vêm cada vez mais de um lugar de crenças e querenças histórias que nos foram contadas ou de crenças compradas, e não de saberes. São uma forma de consumismo, todos queremos “a minha agenda”, como na primária. Não temos senso de autoridade e damos autoridade a quem não tem senso de si nem de nós, não somos humildes e acusamos o ego. Uma serie de contradições. Há muita coisa que sinto estar ao contrário do que pensamos e gostava que tomássemos um tempo a ponderar algumas coisas de outros ângulos. A dura batalha em saber afinal quem somos nós. 

Alexandre Francisco Diaphra é um reconhecido beatmaker, MC e artista multimédia Português, com ascendência angolana e guineense. O seu trabalho pluridisciplinar mistura os ritmos da África Ocidental com a poesia, o jazz e o hip hop, em performances psicadélicas que misturam a palavra dita, rap’ada e cantada. A partir do projeto de performances interativas intitulado #FolhasBrancas, AF Diaphra criou um trabalho inédito propositadamente para o FIGaia.

QUARTA, 19 de setembro I SALA JORGE DE SENA, BIBLIOTECA MUNICIPAL DE GAIA |  19H00 I 2’

 

18.09.2019 | por martalanca | Alexandre Diaphra, FiGaia, Língua Franca, Vanessa Fernandes

A ilusão do desenvolvimento. Cahora Bassa e a história de Moçambique | Pré-venda

18.09.2019 | por martalanca | Cahora Bassa

Memórias partilhadas - II Congresso da EASTAP

O II Congresso da EASTAP - European Association for the Study of Theatre and Performance, organizado pelo Centro de Estudos de Teatro e pelo Teatro Nacional D. Maria II, vai reunir artistas, agentes teatrais e investigadores à volta do tema Memória(s) partilhada(s): criação, investigação e política na cena europeia contemporânea. Convocando as áreas dos estudos artísticos, estudos visuais, ciências cognitivas, ciências sociais e estudos literários, o programa oferece uma perspectiva interdisciplinar sobre o tema proposto.Para pensar a questão da memória nos processos de criação e na investigação teatral, o debate será protagonizado por artistas, que terão a seu cargo palestras-performances, conferências e oficinas, a par de apresentações de comunicações e mesas redondas por investigadores, programadores e directores artísticos europeus. Shermin Langhoff, encenadora e directora do Maxim Gorki Theater (Berlim), é a artista associada do congresso. O evento, a ter lugar na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e no Teatro Nacional D. Maria II entre 23 e 25 de Setembro, contará com a presença de vários artistas de renome como Caroline Guiela Nguyen, David Geselson, Joana Craveiro, Mohammed Al Khatib, Raquel André e Sara Barros Leitão. O programa do congresso pode ser descarregado aqui.

11.09.2019 | por martalanca | EASTAP, memórias, teatro

Despertar na Roça, por Eduardo Waack e Leandro Taques 437 visualizações

“Escrito num momento de bastante tensão, “Despertar na Roça” retrata o cotidiano de lutas pela sobrevivência e posse da terra por agricultores empobrecidos e abandonados pelo poder público, vítimas dos desmandos dos poderosos e que sem desanimar insistem em alcançar seu ideal. Esta gravação conta com as imagens do fotógrafo Leandro Taques — mostram seres humanos que nada possuem a não ser a esperança de mudança e acreditam num mundo melhor. Viviane Lopes, Nayara Carolina Vinzinzotto, Maria Domingas Francischini e Vilma Caretta integram o coro feminino de abertura. Filmado por Valéria Chiozzini, a edição coube a Willian Calera.”

07.09.2019 | por martalanca | Roça

ANDANDO EM TORNO DO SOL. MÁQUINAS, ARANHAS E CORSÁRIOS - curadoria de Eduarda Neves

Na mitologia grega, Europa, princesa filha de Agenor, rei da Fenícia, foi raptada por Zeus. Para evitar que Hera, a sua mulher ciumenta, soubesse, assumiu a forma de um touro branco de olhos azuis e deitou-se no prado enquanto Europa passeava com as suas damas de companhia. A princesa, encantada com a calma e o afecto do animal, aproxima-se e acarinha-o. Subitamente, o touro desata a voar raptando-a. Leva-a para Creta onde viveram desde então. Seja a história de um mito, que é também a história de um roubo, ou Eurasia de Beuys, é da complexa narrativa do Velho Continente que se trata: de uma Europa que foi roubada a uma Europa que roubou. Se na Idade Média uma das formas de exclusão seria a de embarcar os loucos em certos navios, foi no mar que os antigos navegadores procuraram a boa saúde que não encontravam em terra firme. Em comum têm esse parentesco, a possibilidade de ir e não voltar. Como limite entre a água e a terra, o embarque e o navio são figuras do além, a possibilidade de um dehors. Que intensidades encontramos, hoje, na Europa? Estaremos perante um modelo de repressão para as nossas máquinas desejantes que desinvestem no campo sócio-histórico? Como investir o desejo de força revolucionária e abandonar o homem superior, a gramática humanista de uma máquina de escrita envelhecida? Como destronar o Grande Império, o Grande Significante e manter a força activa do culto do erro, tal como Nietzsche chamou à invenção da arte? A libertação de Ariana, a aranha que mantém o fio no labirinto, supõe o apelo nietzscheano para que nos enforquemos com esse fio, ou seja, nos libertemos do ideal ascético, do disfarce moral. Manter a força activa do culto do erro, como chamou Nietzsche à invenção da arte e apropriarmo-nos do humor filosófico das Cartas Persas de Montesquieu, constitui a nossa “cozinha do sentido”. Sejamos Rica e Usbek, os persas imaginários desse livro prodigioso. Na mesma Terra mas com homens diferentes. A Terra gira em torno do Sol. E nós com ela, a ocidente e a oriente.

WALKING AROUND THE SUN. MACHINES, SPIDERS AND BUCCANEERS

In Greek mythology, Europa, a princess, daughter of Agenor, king of Phenicia, was kidnapped by Zeus. To prevent Hera, her jealous wife, from knowing about it, he took the form of a blue-eyed white bull and layed down in the meadow while Europa strolled with her ladies-in-waiting. Delighted with the calm and affection of the animal, the princess came close and caressed the bull. Suddenly, he grabed her and flew away, taking her to Crete where they lived since then. From the history of a myth, which is also the story of a theft, to Beuys’ Eurasia, it is the complex narrative of the Old Continent which is presented to us: from a Europe that was stolen to a stealing Europe. If in the Middle Ages one of the forms of exclusion would be to embark the madmen on certain ships, it was at sea that the old navigators sought the good health that they could not find on land. In common they have this kinship, the possibility of going and not returning. As a boundary between water and land, boarding and ship are figures of the beyond, the possibility of a dehors.Which intensities do we find in Europe today? Are we facing a model of repression for our desiring machines that disinvest in the socio-historical field? How to invest the desire for revolutionary force and abandon the superior man, the humanist grammar of an aged writing machine? How to dethrone the Great Empire, the Great Significant, and keep with the active force of the cult of error, as Nietzsche called the invention of art? The liberation of Ariana, the spider that holds the thread in the labyrinth, supposes the Nietzschean appeal that we hang with this thread, meaning that we free ourselves from the ascetic ideal, from moral disguise. To keep the active force of the cult of error, as Nietzsche called the invention of art, and to appropriate the philosophical mood of Montesquieu’s Persian Letters, is what constitutes our “kitchen of sense.” Let us be Rica and Usbek, the imaginary Persians of this prodigious book. On the same Earth but with different men. Earth rotates around the Sun. And we spin with it, west and east.

CASA DO INFANTE | INFANTE´S HOUSE | Porto | Inauguração | Opening | 13.09.19 | 18H

5 pm [13.09_13.10.19]    

07.09.2019 | por martalanca | exposição, máquinas, porto, sol

TRKZ no Festival Iminente 2019

É com grande alegria que anunciamos o regresso do músico moçambicano TRKZ a Portugal e ao Festival Iminente. 

TRKZ estreou-se em palcos nacionais em 2017, na segunda edição do Festival Iminente. Veja AQUI o vídeo.
O festival urbano de arte e música, co-organizado com a Câmara Municipal de Lisboa, decorre entre os dias 19 e 22 de Setembro no Panorâmico de Monsanto, em Lisboa, tem curadoria de Alexandre Farto aka Vhils e da plataforma Underdogs, e este ano com a especial colaboração de Shaka Lion na selecção musical. 
TRKZ - Festival Iminente Panorâmico de Monsanto, Lisboa 22 Setembro - Palco Cave - 17h30


 
         mais informação sobre TRKZ

 

05.09.2019 | por martalanca | Festival Iminente, Moçambique, música., TRKZ

LÍNGUA ☆ FRANCA

Laboratório experimental de interseção entre as artes visuais, a literatura, a performance e os estudos pós-coloniais, LÍNGUA FRANCA propõe a criação e a apresentação de duas performances da autoria de dois artistas Portugueses afro-descendentes (Vanessa Fernandes e AF Diaphra) cujas práticas artísticas se desenvolvem em torno da relação da performance com o corpo e a linguagem. As duas obras pretendem questionar o papel preponderante da Língua na construção de hegemonias colonialistas, contribuindo para uma discussão interseccional sobre preconceitos raciais e sexuais, lugar de fala e políticas de visibilidade. As peças serão apresentadas nos dias 18 e 19 de Setembro, pelas 19H00, na Sala Jorge de Sena (Biblioteca Municipal de Gaia), seguidas de uma conversa moderada por Marta Lança, investigadora do Buala, portal de crítica e documentação de questões pós-coloniais e transatlânticas, com incidência na relação entre Portugal, África e Brasil, e seus contextos sócio-culturais particulares. Um debate que promete combater preconceitos raciais e sexuais, articulando questões de género e raça, e denunciando injustiças.

Foto de Vanessa FernandesFoto de Vanessa Fernandes

Mais info: Língua Franca | Vanessa Fernandes e Ivo Reis (Capitão Igo)Língua Franca | AF Diaphra

05.09.2019 | por martalanca | Alexandre Diaphra, Língua Franca, Vanessa Fernandes

Estreia PÚBLICO-ALVO + Lançamento publicação Encontros sobre políticas da recepção e envolvimento de públicos

7-8 Set /18h / Sala Mário Viegas Estreia PÚBLICO-ALVO (documentário)

Lançamento  O PÚBLICO VAI AO TEATRO (publicação) Encontros sobre políticas da recepção e envolvimento de públicos no contexto das artes performativas’ 

Programa inserido nas comemorações dos 125 anos do S. Luiz Teatro Municipal O teatro meia volta e depois à esquerda quando eu disser em parceria com o São Luiz Teatro Municipal apresenta o documentário “Público-Alvo”e o lançamento da publicação “O Público vai ao Teatro - Encontros sobre políticas da recepção e envolvimento de públicos no contexto das artes performativas”. De 15 a 17 de junho de 2018, abrimos portas para Os Dias do Público, três dias de programação pensada pelos espectadores e inseridos no projecto ‘O Público vai ao Teatro’, desenvolvido pelo teatro meia volta e depois à esquerda quando eu disser, em coprodução com o São Luiz Teatro Municipal. O documentário ‘Público-Alvo’ de Helena Inverno, que agora estreamos em duas sessões na sala Mário Viegas, acompanha o processo de preparação e realização d’Os Dias do Público, que concluem dois anos do projecto e de envolvimento e participação dos seus participantes no dia-a-dia do Teatro São Luiz. Partindo dos ‘Laboratórios de Curadoria’, que permitiram aos participantes conhecerem vários profissionais e experiências de programação, e passando pela definição conjunta de uma linha programática, subordinada ao tema “o Teatro como Espaço Público”, chega-se à realização destes dias e à implementação de uma multiplicidade de propostas de ocupação dos diferentes espaços do edifício e de irrupção do quotidiano da cidade dentro do teatro. 

Paralelamente ao documentário, é apresentada a publicação resultante dos ‘Encontros sobre políticas da recepção e desenvolvimento de públicos no contexto das artes performativas’, que aqui aconteceram em Outubro de 2018, uma edição do teatro meia volta e depois à esquerda quando eu disser, coordenada por Teresa Fradique. Esta publicação, tal como os encontros realizados em Outubro, reúne contributos de diferentes agentes do sector artístico, bem como de outras disciplinas, em torno da análise das relações entre criação, programação e recepção no âmbito das artes performativas, procurando problematizar os nexos entre estes três pólos e sistematizar políticas e estratégias de envolvimento.

A 2ª edição de ‘O Público Vai ao Teatro’, um projecto de envolvimento de públicos, teve início em Outubro de 2016, fruto de uma parceria entre o teatro meia volta e depois à esquerda quando eu disser e o São Luiz Teatro Municipal, a Escola Básica e Secundária Passos Manuel, a Escola Superior de Educação de Lisboa, e com o apoio da Junta de Freguesia de Arroios. Ao longo da temporada de 2016/2017, três grupos (crianças, adultos e professores) realizaram  visitas guiadas ao Teatro, acompanharam espectáculos e ensaios, conheceram as equipas criativas. Na temporada 2017/ 2018, aprofundou-se o envolvimento dos participantes do projecto nas dinâmicas de programação e criação,  reflectindo-se em torno de modelos participativos de governança cultural.

Ficha técnica projecto O PÚBLICO VAI AO TEATRO

coordenação: Alfredo Martins, Anabela Almeida, Sara Duarte participantes do projecto “O Público Vai ao Teatro”: Ana Catarina Silva, Ana Soares, Ana Teresa Magalhães, Carla Flores, Catarina Soares, Clara Agapito, Fernanda Silva, Isabel Correia, Margarida Silva, Maria Margarida Galvão, Mariana Correia, Miguel Brinca, Paula Antão, Renata Brites, Ricardo Correia, Vera Silva, Viviane Almeida| coprodução: teatro meia volta e depois à esquerda quando eu disser, São Luiz Teatro Municipal documentário PÚBLICO-ALVO (2019, 60’) intervenientes: participantes e convidados do projecto “O Público Vai ao Teatro”,  Equipa do São Luiz Teatro Municipal, convidados dos ‘Laboratórios de curadoria’, equipas dos espectáculos e grupos programados para ‘Os Dias do Público’ | realização, imagem e montagem: Helena Inverno | apoio à realização: Verónica Castro | câmara auxiliar: Raquel Dabarra  | som: Sara Ross | mistura de som: António Porém Pires | montagem de som: Margarida Keating e Melissa Pons | produção Executiva teatro meia volta: Alfredo Martins, Anabela Almeida, Daniela Ribeiro, Sara Duarte | produção executiva São Luiz Teatro Municipal: Bruno Reis | apoio à produção: do filme: Entre Imagem | coprodução: teatro meia volta e depois à esquerda quando eu disser, São Luiz Teatro Municipal publicação O PÚBLICO VAI AO TEATRO - Encontros sobre políticas da recepção e envolvimento de públicos no contexto das artes performativas coordenação editorial: Teresa Fradique | revisão: Pedro Cerejo | design gráfico: Sílvia Prudêncio |  edição: teatro meia volta e depois à esquerda quando eu disser | apoios: República Portuguesa - Cultura/Fundo de Fomento Cultural.

05.09.2019 | por martalanca | público, teatro

REPIKÁ -concurso de design

No contexto da URDI 2019, o MCIC - Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através do CNAD - Centro Nacional de Arte,Design e Arquitectura, lançou no dia 9 de Agosto o Edital REPIKÁ, a música como matéria criativa, um concurso de design que pretende envolver designers, artesãos, artistas, arquitectos e demais criativos no Arquipélago e na Diáspora, a refletir sobre o magnetismo deste universo da música de Cabo Verde, extraindo dele o conteúdo criativo para a conceção de um projeto de design fundado nas personagens, sentimentos ou intenções suscitados.


Aberto até ao dia 13 de Setembro, o Edital terá os 15 melhores projetos candidatos seleccionados por um júri nacional multidisciplinar e altamente qualificado. Os projetos selecionados e os convidados terão como prémioa) a execução do projeto em protótipo/peça/outro (custos assumidos pela organização); b) a exibição no Salão_Created in Cabo Verde URDI 2019; c) a presença no Catálogo; e d) o protótipo como parte integrante do espólio do Instituto Público CNAD. O melhor projeto eleito pelo júri terá o prémio monetário no valor de 60.000,00 CVE.

Para mais informações consultar o regulamento em anexo, as nossas páginas nas redes Facebook e Instagram.

05.09.2019 | por martalanca | concurso de design

ERA UMA VEZ EM GOA: identidade e memórias no cinema

4, 8, 13, 18, 22, 27 e 29 Setembro Auditório do Museu do Oriente, 18h00 Comissária | Maria do Carmo Piçarra (entrada Gratuita, mediante levantamento prévio de bilhete)

Este ciclo de filmes homenageia Paulo Varela Gomes – desvenda olhares sobre Goa antes e imediatamente após a integração do território na Índia, em 1961, além de olhares contemporâneos – documentais sobretudo –, de realizadores portugueses e goeses que problematizam cinematograficamente a sua complexidade identitária e cultural.
Nesse âmbito, são apresentados filmes de arquivos públicos – da  Rádio e Televisão Portuguesa, do Centro de Audiovisuais do Exército (CAVE), da Filmoteca Española –, por vezes desprovidos de som, que serão comentados por especialistas. Em contracampo aos filmes “oficiosos”, produzidos pela propaganda, serão mostradas investigações de realizadores não goeses, como o muito pessoal Eternal Foreigner (2003), de Paula Albuquerque, e Pátria Incerta (2005), de Inês Gonçalves e Vasco Pimentel ou A Dama de Chandor (1998), de Catarina Mourão (cópia apresentada após restauro apoiado pela Fundação do Oriente). Apresentar-se-ão ainda filmes goeses contemporâneos, documentais e um filme ficcional konkani, que fixam percepções pessoais mas que atestam quer a singularidade identitária goesa quer um cuidado em fixar as alterações culturais e da ecologia do território. O primeiro filme ficcional konkani, Mogacho Anvddo (1950) foi filmado, em Goa, por Jerry Braganza, ainda durante o colonialismo português. Digant (2012), de Dnyanesh Moghe, é um filme ficcional que participa no esforço de manutenção de uma produção de cinema local, em koncani, estando ligado, pela abordagem temática, às preocupações, pela via documental, de outros realizadores goeses. Agrupados sob o título “Comunidades goesas e culturas em filmes documentais”, Caazu (2015), de Ronak Kamak; Dances of Goa (2012), de Nalini Elvino de Sousa; Shifting Sands (2013), de Sonia Filinto e Saxtticho Koddo – O Celeiro de Salcete (2018), de Vince Costa reflectem sobre práticas ancestrais que estão hoje ameaçadas. Neste encontro, entre Portugal e Goa através do cinema, I Am Nothing, de Ronak Kamat, fixa aspectos da vida e obra de Vamona Navelcar, um dos maiores vultos da pintura na Índia, que afirma a sua identidade goesa sem esquecer nunca a sua ligação a Portugal.

1ª SESSÃO
4 Setembro | 18.00 – Auditório
ETERNAL FOREIGNER (2003, 28’), de Paula Albuquerque
PÁTRIA INCERTA (2005, 52’), de Inês Gonçalves, Vasco Pimentel
Com a presença de Paula Albuquerque, Inês Gonçalves e Vasco Pimentel
Após a projecção, conversa com moderação de Maria do Carmo Piçarra
Nas palavras de Paula Albuquerque Eternal Foreigner é um curto e muito pessoal home movie de 2003 que filmei em Goa, enquanto estudante da Rietveld Academy em Amesterdão. Usando uma miniDV barata e minúscula como meio de pensar os meus encontros com pessoas várias relacionadas com o passado da minha família, acabei por descobrir surpreendentes aspectos da minha identidade cultural/emocional. Linhas de fuga que ainda hoje influenciam o meu trabalho”.
Pátria Incerta olha para o génio que o povo colonizado revela ao produzir uma síntese civilizacional própria. “Durante 450 anos, Goa fez parte do império colonial português, de costas voltadas para o resto da Índia. Nos primeiros 60 anos da ocupação, metade da população (intensamente culta, intensamente estruturada, intensamente hindu) foi forçada a converter-se à religião católica. Tal como o clima húmido de Goa dificulta o sarar das feridas, também o passado parece não conseguir cicatrizar. A memória da cultura portuguesa sobrevive em Goa e revela-se à vitalidade da cultura hindu, nunca enfraquecida, presente por toda a parte - até nos católicos goeses, descendentes de hindus convertidos”.

2ª SESSÃO

8 Setembro | 18.00 – Auditório
A DAMA DE CHANDOR (1998, 93’), de Catarina Mourão
Projecção de cópia nova, restaurada com apoio da Fundação Oriente, com a presença de Catarina Mourão
Após a projecção, conversa com moderação de Maria do Carmo Piçarra
Passadas três décadas sobre a sua integração na União Indiana e a sua libertação face ao poder colonial português, Goa surpreende por nela coexistirem culturas diversas e uma sociedade que se encontra estranhamente cristalizada no tempo. Aida, a “dama de Chandor”, tem oitenta anos e vive sozinha num palácio perdido numa aldeia goesa. Este documentário conta a sua história, acompanhando o seu esforço diário para preservar a todo o custo a casa onde vive, símbolo visível e palpável da sua identidade que ela sente ameaçada. A “dama de Chandor” e a sua casa confundem-se. Aida terá de viver até garantir que a casa lhe sobrevive.
3ª SESSÃO
13 Setembro | 18.00 – Auditório
VITÓRIA OU MORTE – QUEDA DA ÍNDIA PORTUGUESA  (2002, 54’20’’), de Pedro Efe
Com a presença de Catarina Efe
Após a apresentação, comentário por Nuno Vassallo e Silva e Jason Keith Fernandes, com moderação de Maria do Carmo Piçarra
No conturbado ano de 1961, um acontecimento, entre muitos outros, vem abalar profundamente as fundações do regime salazarista: a anexação de Goa, pelas tropas da União Indiana, a 17 de Dezembro.
Ao longo de 14 anos – desde que, pela primeira vez, a Índia passou a reivindicar a integração de Goa, Damão e Diu no país recentemente independente – a tensão cresce entre Portugal e a União Indiana, apesar da mediação da ONU e de outras instâncias internacionais.
Na crença de que o pacifista Nehru não usaria da força contra o “solo sagrado” da pátria portuguesa, Salazar fica profundamente abalado com o ataque.
Uma força de 50.000 homens com equipamentos modernos cercou as colónias portuguesas de Goa, Damão e Diu defendidas apenas por um efectivo de 3.500 militares portugueses.
4ª SESSÃO
18 Setembro | 18.00  – Auditório
I AM NOTHING (2019, 50’)*, de Ronak Kamat
Após a projecção, conversa com Rosa Maria Perez e outros convidados, com moderação de Maria do Carmo Piçarra.
I Am Nothing é uma investigação sobre a vida e obras do lendário e enigmático artista goês-português, Vamona Navelcar. O filme fixa o seu processo criativo e tenta compreender o pensamento por detrás das suas obras, enquanto recolhe opiniões profundas e perspicazes sobre e pelo homem conhecido informalmente conhecido como ‘o artista de três continentes’”.
*Filme em inglês
5ª SESSÃO
22 Setembro | 18.00 – Auditório
Comunidades goesas e culturas em filmes documentais *
Após a projecção, conversa com Jason Keith Fernandes, moderada por Maria do Carmo Piçarra
CAAZU (2015, 7’58’’), de Ronak Kamak
DANCES OF GOA (2012, 26’36”), de Nalini Elvino de Sousa
SHIFTING SANDS (2013, 28’47’’), de Sonia Filinto
SAXTTICHO KODDO – O CELEIRO DE SALCETE (2018, 37’50’’), de Vince Costa

Caazu, de Ronak Kamak, mostra a produção artesanal de fenim de caju, uma aguardente, nas remotas aldeias de Goa; Dances of Goa, de Nalini Elvino de Sousa, fixa os estilos de vida, rituais e costumes que se revelam nas danças tradicionais das aldeias de Goa; Shifting Sands, de Sonia Filinto, aborda a pesca tradicional, o modo de vida das comunidades piscatórias e as ameaças ao seu estilo de vida e ambientais com que se confrontam. Saxtticho Koddo – O Celeiro de Salcete, de Vince Costa documenta os costumes da aldeia de Curtorim, na região de Salcete, subjacentes à sua herança agrária. Este documentário explora a relação da agricultura com a identidade Goesa e as ameaças à sua existência e própria subsistência dos seus habitantes.
*À excepção de Saxtticho Koddo – O Celeiro de Salcete, com legendas em português, todos os filmes são falados /legendados em inglês.
6ª SESSÃO
27 Setembro | 18.00 – Auditório
RANMALE (10’)*
DIGANT (2012, 96’)
de Dnyanesh Moghe
Filme konkani, Digant conta a história de um pastor, chefe de uma família, que deambula na floresta com as suas ovelhas, acompanhado pelo filho pequeno. Pertence a uma tribo nómada e morar permanentemente numa casa é algo estranho para ele e para a comunidade a que pertence. Por insistência do um professor, o seu filho começa a frequentar a escola. Quando este cresce, sonha tornar-se arquitecto enquanto Pangim, onde estuda, se transforma também, rapidamente. É antecedido por Ranmale, também de Dnyanesh Moghe, sobre a dança ritual homónima integrada na celebração da invocação Garane, em que participa toda a aldeia.
*Filmes em inglês
7ª SESSÃO
29 Setembro | 18.00 – Auditório
Goa nos arquivos
Sessão comentada por Jacinto Godinho e Maria do Carmo Piçarra
CHUVAS DE MONÇÃO EM GOA
NATAL DOS SOLDADOS PORTUGUESES EM PANGIM
CHEGADA DE REFUGIADOS A LISBOA
MANUEL VASSALO E SILVA É DISTINGUIDO NA ÍNDIA

Blocos noticiosos do arquivo da RTP (total 15’)

EN LA INDIA PORTUGUESA: GOA DE AYER Y DE HOY (1952, 9’50”)
 Imagenes / Filmoteca Española

OPERAÇÃO DE SEGURANÇA NO ESTADO DA ÍNDIA (1955, 11’, sem som)
N/S | Centro de Audiovisuais do Exército Português

RUMO À ÍNDIA (1959, 19’, sem som)**
Miguel Spiguel | Centro de Audiovisuais do Exército Português

HONRA À ÍNDIA PORTUGUESA (1961, 19’, sem som)
Imagens de Portugal nº 239, Perdigão Queiroga | Centro de Audiovisuais do Exército Português

Sessão que reúne curtas-metragens de arquivo relativas a Goa. Alguns dos filmes, apresentados pelo valor histórico, apresentam degradação cromática e perderam a banda de som. Em todos os casos, as imagens serão comentadas pelos convidados.
Filmado por ocasião das comemorações do centenário de S. Francisco Xavier, En la India Portuguesa: Goa de Ayer y de Hoy atesta como o regime de Franco apoiou a política colonial do Estado Novo. Operação de Segurança no Estado da Índia conta a versão do Estado Novo sobre os acontecimentos junto à fronteira que, em 1955, aumentaram a tensão entre o regime português e o governo indiano. Miguel Spiguel foi o realizador que mais filmou o “Oriente português”. Em 18 de Maio de 1959 estrearam, no cinema Império, em Lisboa, várias curtas-metragens realizadas por Spiguel relativas à chegada a Goa de Vassalo e Silva, entre outros temas, sendo que Rumo à Índia mostra a chegada de tropas ao território. Honra à Índia Portuguesa é uma edição especial da série de actualidades cinematográficas de propaganda Imagens de Portugal, patrocinada pelo Secretariado Nacional da Informação, e evoca o historial da tensão relativo à “questão de Goa” para afirmar que o território foi anexado ilegalmente.
Parceria RTP

05.09.2019 | por martalanca | cinema, Goa

"The True Story" I Berlim.

A WARM INVITATION to the PREMIERE and the other ideas of “THE TRUE STORY” on 30.08 at 19h at the JugendTheaterWerkstatt Spandau (JTW), Berlim.


The JTW ensemble picks up on the generational conflicts of our time with a grotesque parable. For “The true story” several narratives are linked together and make a portrait of the present:
In a distant land, the rumor goes around that the rulers devour children in solemn banquets. With a special theatrical investigation following the cannibalistic charges, the view of alcohol can be obscured, hallucinating, regaining strength and getting caught up in the conflict of generations, in nepotism and corruption.
Cannibalism as the central motif of “true history” is also a symbol of our contemporary capitalist and colonial society. We are living at the expense of future generations, our children - and they have only 3 options: they rebel, they understand the system and carry it on or they get eaten.
A real fiction with hit music and big costumes.
Further performances on Sat 31.8. at 19: 00h, Mon 2.9. at 11: 00h, Fri 6.9. at 19: 00h, Sat 7.9. at 19: 00h * (with sign translation), Sun 8.9. at 16: 00h * (with audio description), Sat 14.9. at 19: 00h, Sun 15.9. at 16: 00h, Sat 21.9. / 19: 00h * (with conference from 14h), Sun 22.9. at 16: 00h * (with child care).
Admission free. Donations desired. Registration requestedschreiner@jtw-spandau.de or 030-375 876 23.
Further information: https://jtw-spandau.de/die-wahre-geschichte/
BY & WITH Alice Schirmer, Andrea Manke, Esra Meyer, Florian Henning, Gianni Masariè, Joyce Heel, Leon Schley, Malin Hartig, Martina-Malte Rathmann, Maya Witt, Monika of Oertzen, Natalia Matthies, Patryk Witt.
DIRECTOR: Carlos Manuel, STAGE: João Ana, COSTUMES: Verena Hay, TECHNOLOGY: Marvin Wrobel+Gilles Stein+Jens Gerlich, DIVISION ACCOUNT: Li
Jingyun
, PROMOTION: Hauptstadtkulturfonds.

29.08.2019 | por martalanca | Berlim, Theatre