Artista moçambicana vence prémio internacional Prince Claus

A artista multidisciplinar Yara Costa foi recentemente premiada com o Prémio Prince Claus Fund 2023, um reconhecimento anual a 100 artistas e profissionais culturais que inspiram mudanças positivas e imaginam novas realidades através de suas obras. 

A nomeação e vitória de Costa refletem o impacto de sua abordagem única que entrelaça arte e activismo para questionar e desconstruir estereótipos sociais.

Segundo escreve a BANTUMEN, Yara Costa “Acredito que esta nomeação é fruto dos questionamentos e das intervenções artísticas que realizamos com o objetivo de gerar mudança social. É urgente a necessidade de uma arte que desafie o status quo e esteja disposta a romper com paradigmas nocivos à sociedade.” Esta declaração ressalta o compromisso da artista em usar sua voz e talento para provocar reflexão e ação entre as comunidades globais.

O projeto que lhe rendeu este prestigiado prémio, “Nakhodha e a Sereia”, é uma instalação imersiva situada na Ilha de Moçambique. Ela oferece uma experiência multisensorial que inclui áudio em 360 graus, vídeo mapping e realidade virtual para contar histórias das comunidades costeiras africanas e sua relação milenar com o mar, agora ameaçada pelo aquecimento global.

Yara CostaYara Costa

fonte: Xigubo

18.04.2024 | por martalanca | mar, Moçambique, Yara Costa

Conversa-debate: Memorializar a Escravatura no espaço público português

Paulo Moreira

Nuno Coelho

Marta Lança

Evalina Gomes Dias

Conversa-debate “Memorializar a Escravatura no espaço público português” com Evalina Gomes Dias (Djass – Associação de Afrodescendantes), Marta Lança (BUALA) e Paulo Moreira (INSTITUTO), moderada por Nuno Coelho (curador da exposição).

Evento do programa paralelo da exposição “Joaquim – O Conde de Ferreira e seu legado” com curadoria de Nuno Coelho.

Jardim da Memória, Ilha de Moçambique- © Nuno Coelho Jardim da Memória, Ilha de Moçambique- © Nuno Coelho


SOBRE                                         PÁTIO DO BOLHÃO 125

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19.01.2024 | por Nélida Brito | Africa, escravatura, Moçambique

Lançamento de "Xirico", de Nélson Moda I 7 de novembro I Tigre de Papel

XIRICO retrata a história da guerra civil em Moçambique, apresentando as causas internas e externas. É a primeira compilação genuína de entrevistas feitas em todas regiões de Moçambique aos moçambicanos que viveram a guerra civil. Estabelece igualmente uma descrição exaustiva de todo sinuoso processo de negociações desde Nairobi, para finalmente assinar-se o Acordo Geral da Paz a 4 de Outubro de 1992, em Roma, sob o envolvimento insólito duma entidade débil, fora das potências globais, a Comunidade de Sant’Egidio.

A obra contém uma exclusiva entrevista feita pelo autor Nelson Moda ao antigo presidente de Moçambique, Joaquim Alberto Chissano.

7 de novembro às 18h30 na Tigre de Papel

Apresentação do autor e Álvaro Vasconcelos, com moderação de Marta Lança

03.11.2023 | por martalanca | guerra cívil, Moçambique, Nélson Moda, processos de paz, Xirico

Tributo a Azagaia - Povo no Poder

O concerto em homenagem ao rapper moçambicano de intervenção social que perdeu a vida no passado dia 9 de março, em Maputo, vai realizar-se na Casa Independente, em Lisboa, no dia 6 de abril, às 21h.

Cerca de 22 músicos vão reunir-se na próxima quinta-feira, dia 6 de abril, às 21h, na Casa Independente, para homenagear a vida e obra do músico e ativista moçambicano Azagaia. Consagrado herói nacional pelo povo moçambicano e com repercussão internacional, Edson da Luz deixa um legado e reportório musical que desconstrói o período pós-colonial e o presente de descolonização, transversal a Portugal e a todos os países de expressão portuguesa.

O concerto vai contar com a as vozes de Valete, Sérgio Godinho, Paulo Flores, MCK, Maria João, Luiz Caracol, João Afonso, Mirza, Prodígio, Papillon, Batida, Milton Gulli, Karyna Gomes, Scuru Fitchadu, Ikonoklasta, Prince Wadada, Conductor, Bruno Huca, Chullage, Phoenix RDC e Lancelot e Hindira Mateta no Dj Set.

A curadoria está a cargo do rapper Valete, da empresária Inês Valdez, do músico Milton Gulli, da jornalista Magda Burity e da empresária Lídia Amões.

Uma homenagem que celebra a sua vida e obra, pautada pela luta pelos direitos universais da dignidade humana, pela resistência e solidariedade, acrescidas de uma construção lírica que reúne consenso no panorama musical nacional e não se resume só a Moçambique.

“Azagaia”, através do rap e do uso da língua portuguesa, conseguiu ser transversal, unindo gerações, independentemente de “estratos sociais” ou cor da pele. Nunca antes tinha aparecido, em Moçambique, um artista que estivesse tão em sintonia com a alma do seu povo e da sua nação, qual um Bob Marley ou um Fela Kuti, que carregasse nas costas toda a frustração de uma geração pós-colonial e que retratasse de forma certeira os anseios, desilusões e sonhos do povo moçambicano.” , Milton Gulii - Rimas e Batidas

Edson da Luz nasceu a 6 de Maio de 1984, na Namaacha, mesmo ao lado da fronteira com Eswatini (antiga Suazilândia). Filho de pai cabo-verdiano e mãe moçambicana, mudou-se com a mãe aos 10 anos para a cidade de Maputo, depois da separação dos seus pais. Concluiu o ensino médio e ingressou na faculdade, no curso de Geologia, tendo ainda passado pelo Desportivo de Maputo, na equipa de basquetebol.

Em 2007 edita o seu primeiro álbum a solo: Babalaze (ressaca na língua changana), pela editora Cotonete Records, que atingiu um recorde de vendas no dia do lançamento. O primeiro single, “As Mentiras da Verdade”, põe Azagaia no mapa pela forte crítica política e representa um marco na história da música de intervenção e na defesa da liberdade de expressão em Moçambique. Pela primeira vez, surge um artista que fala aquilo que toda a gente pensa, mas ninguém tem coragem de verbalizar.

Cubaliwa, que significa renascimento na língua sena, é editado em 2013 pela Kongoloti Records, editora criada por Milton Gulli e pelos cineastas Pipas Forjaz e Mickey Fonseca. Para este disco, Azagaia reuniu alguns dos mais proeminentes beatmakers moçambicanos: Guto, Jay Leopard (Scam), Mr. Dino, Black Snow, Mak Da P, Proofless, entre outros. O álbum conta com as participações de vários cantores e rappers moçambicanos como Guto, Júlia Duarte, Dama do Bling, Bhaka, Stewart Sukuma, Tira-Teimas e ainda com as participações internacionais de Hélio Bentes (Ponto de Equilíbrio), MCK e Valete, companheiros habituais em vários projetos.

Contatos

Comunicação: Magda Burity - 930 524 843 Artistas - Milton Gulli - 910 993 314

madamecomunicacao@gmail.com

04.04.2023 | por martalanca | Azagaia, Moçambique, rapper

Memórias de um caçador de lixo. A Mafalala e os bairros suburbanos de Maputo sob domínio colonial português.

As memórias de Celso Mussane sobre o último período da presença portuguesa na capital de Moçambique oferecem um relato cru da vida quotidana nos bairros suburbanos da cidade, nomeadamente da icónica Mafalala, onde viveu. Da periferia, Mussane conta uma experiência, em muitos aspetos comum à da maioria da população africana local, marcada pela violência, a exploração laboral, a discriminação racial e por carências económicas básicas.
A sua narrativa dialoga criticamente com representações contemporâneas deste passado, tanto as que em Moçambique submetem a história do subúrbio, e em especial da Mafalala, onde viveram Samora, Craveirinha e Eusébio, a uma narrativa centrada na resistência política e cultural, como as que a partir de Portugal insistem em retratar Maputo colonial como um paraíso moderno e harmonioso criado pelos europeus, e entretanto perdido.

Autor: Celso Mussane

Organização e apresentação: Mário Cumbe e Nuno Domingos

Edição: Outro Modo, Le Monde diplomatique – edição portuguesa

2022 | Preço: 10€

25.01.2023 | por catarinasanto | celso mussane, memorias de um caçador de lixo, Moçambique

Lançamento de "Memórias em tempo de amnésia", de Álvaro Vasconcelos I 10 de janeiro

“Da brutalidade do colonialismo e do apartheid brotou a minha convicção de que lutar pelos direitos humanos é um dever, e precisamente por isso considero que há uma obrigação ética de recusar a lei do silêncio e de assumir um dever de memória.

A memória do colonialismo e dos anos de ditadura em Portugal está a ser construída pelos historiadores e pelos relatos daqueles que viveram na África colonial, mas também pela voz, cada vez mais audível, dos afrodescendentes que, pela ação cívica, desconstroem a narrativa do lusotropicalismo. Todos os testemunhos ajudarão a erguer o memorial das vítimas que o Portugal democrático procurou, tão rapidamente quanto possível, esquecer, numa conjugação, aparentemente paradoxal, de todas as forças políticas que a construíram a nossa democracia no pós-25 de Abril de 1974.

O trabalho de memória é como o trabalho de Sísifo, um constante regresso ao início, um absurdo indispensável à vida em sociedade, para tornar o regresso à barbárie mais difícil.”

Álvaro Vasconcelos 

Apresentação do livro com Margarida Calafate Ribeiro, Álvaro Vasconcelos, Vitor Barros e moderação de Marta Lança. Poemas ditos por Aoni Salvaterra,

na UCCLA, dia 10 de Janeiro às 18h. 

Sinopse:
Estas Memórias em Tempo de Amnésia são publicadas em dois volumes. O livro trata sobretudo do que era proibido lembrar, do que era subversivo memorizar. Os crimes deviam ser esquecidos para todo o sempre. Podia-se ser preso e torturado por ter visto o crime que nenhum registo podia guardar e ficava, apesar de todo o esforço dos fazedores de silêncio, na memória dos homens. Nos contadores de histórias, nos que pela tradição oral preservam as lembranças dos seus antepassados. Mas as dificuldades do presente funcionam como uma droga que apaga a memória e propaga como um vírus a amnésia coletiva, tornando a sociedade mais frágil perante ameaçadas já conhecidas pela humanidade.
Uma Campa em África, o primeiro volume, aborda os caminhos que me levaram, ainda menino, para África. Aí vivi entre 1953 e 1967, primeiro em Moçambique, depois na África do Sul. Pretende ser um testemunho da viagem às trevas que era viver em África no tempo em que o racismo era política de Estado, quer fosse na mentira luso tropical ou no horror do apartheid. É um testemunho em nome do dever de memória, contra a política do esquecimento e o revisionismo histórico sobre o crime contra a humanidade que foi o colonialismo.
Da Beira da minha infância, da cidade branca, resta uma campa; aí jaz a minha avó Amélia Claro, que eu tanto amara no Douro.

08.12.2022 | por martalanca | Álvaro Vasconcelos, Beira, colonialismo, livro, Memórias em tempo de amnésia, Moçambique

Ciclo de Cinema e Descolonização

28.10.2022 | por Alícia Gaspar | cinema, Descolonização, iseg, Moçambique, pós-colonialismo

Resistência Visual Generalizada. Livros de Fotografia e Movimentos de Libertação: Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo-Verde

28 setembro a 27 novembro 2022

Galeria do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional

Curadoria: Catarina Boieiro e Raquel Schefer

Entre 1961 e 1974, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), o Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC) e a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) travam guerras de Libertação contra o sistema fascista e colonial português, após quase cinco séculos de dominação colonial e de resistência. Nesta conjuntura histórica, a descolonização política é considerada como indissociável da descolonização da cultura e das formas visuais. A cultura e a arte são entendidas como um campo produtor de efeitos de transformação na sociedade. As Revoluções africanas são um período de libertação da palavra, da imagem e das formas de representação. Para Amílcar Cabral, a resistência política é uma forma de resistência cultural, do mesmo modo que a resistência cultural é uma forma de resistência política.

No contexto da solidariedade internacionalista das décadas de 1960 e 1970, as lutas de libertação despertam o interesse de fotógrafos e cineastas. A revista, o livro, a fotografia e o cinema são percebidos como instrumentos fundamentais para mobilizar o apoio popular e difundir a luta pela descolonização a nível internacional. Fotógrafos como Augusta Conchiglia e Tadahiro Ogawa, entre outros, documentam a luta armada e a vida nas zonas libertadas, onde se experimentavam diferentes formas de organização social e se implementavam projectos de pedagogia radical. Depois das independências, outros livros de fotografia documentam o processo de construção dos Estados-nação. Entre o militantismo e a experimentação formal, estes livros restituem a dimensão sensível dos primeiros anos de independência, período marcado pela adopção de modelos políticos marxistas-leninistas e pela busca de uma imagem descolonizada.

Reunindo um conjunto inédito de livros, fotografias e documentos produzidos entre as décadas de sessenta e oitenta, esta exposição desenha uma constelação espacial e temporal da estética de Libertação. Além de um vasto conjunto de livros, revistas, cartazes e documentos, a mostra inclui obras fotográficas e cinematográficas das décadas de sessenta e setenta de Augusta Conchiglia, Moira Forjaz, Silvestre Pestana e da cooperativa Grupo Zero. Integra também peças recentes de Daniel Barroca, Welket Bungué, Filipa César e Sónia Vaz Borges que interrogam a história e a memória, reelaboram as formas visuais da estética de Libertação e examinam a persistência de estruturas coloniais no presente.

*Exposição organizada no âmbito da programação da Saison France – Portugal 2022.*

Mais informações.

20.09.2022 | por Alícia Gaspar | angola, Cabo-verde, Catarina Boieiro, cultura visual, fotografia, Guiné-Bissau, livro de fotografia, Moçambique, movimentos de libertação, Raquel Schefer

Residência Criativa Audiovisual UPCycles 2022

Open Call até 31 de Março


Caros jornalistas,

A Associação Amigos do Museu do Cinema em Moçambique (AAMCM) vem por este meio comunicar abertura das candidaturas de projetos para a 3ª edição da Residência Criativa Audiovisual UPCycles.

Com a primeira edição em 2019, a UPCycles viu-se forçada a adiar as suas atividades em 2020, devido às restrições de mobilidade internacional, e concretizou a segunda edição em 2021.

Este ano, teremos o orgulho de receber em Maputo, as duas tutoras Ângela Ferreira (PT/SA) e Rita Rainho (PT/CV) e as/os sete artistas seleccionados/as, no processo de candidatura que agora decorre, até ao dia 31 de Março.

Basta inscrever-se, preenchendo o Formulário: https://forms.gle/YW6vNyRSy4mkwpAv5

Com um programa de dois meses de tutoria à distância e um período de residência presencial, em Maputo, que decorrerá de 28 de Agosto a 10 de Setembro, esta iniciativa da AAMCM culmina como habitualmente com a exposição na Fortaleza de Maputo.

Financiada pela Fundação Calouste Gulbenkian, com apoio da Fortaleza de Maputo, Centro Cultural Franco-moçambicano, Centro Cultural Português, em Maputo e Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas, a UPCycles tem como objetivo proporcionar experiência de aprendizagem e de intercâmbio e desenvolvimento profissional para jovens artistas interdisciplinares emergentes, dos PALOP.

Consultas ao Regulamento: https://www.facebook.com/upcyclespalop

Mais informações pelo e-mail: upcycles2019@gmail.com

01.03.2022 | por Alícia Gaspar | AAMCM, Centro Cultural portugues, Gulbenkian, Moçambique, open call, residência criativa audiovisual, upcycles

'Limbo', de Victor de Oliveira I TBA

Arquivo pessoal do encenadorArquivo pessoal do encenador18 a 22 setembro (exceto segunda). sábado, terça e quarta 19h30, domingo 17h no Teatro do Bairro Alto.

Limbo: lugar ou condição intermediária esquecida entre dois extremos.

Limbo: lugar imaginário para coisas ou pessoas perdidas, esquecidas ou não desejadas.
Limbo: dança das Caraíbas na qual os bailarinos, de costas dobradas, passam debaixo de uma barra; de origem incerta, diz-se estar ligada à terrível experiência nos porões dos barcos negreiros durante a travessia.

Há demasiado tempo paralisado no limbo em que a História o colocou, Victor de Oliveira cria em palco um mosaico narrativo que, entre outros elementos, percorre a história íntima de um homem mestiço nascido em Moçambique. Entre a autoficção e a ficção social, questiona as razões do negacionismo histórico, as disputas da memória coletiva, as experiências de crescer na indefinição.

Victor de Oliveira nasceu em Maputo, passou a adolescência em Portugal (onde começou a fazer teatro) e foi terminar a sua formação de ator no Conservatório de Paris, cidade onde vive desde então. Nos últimos anos colaborou sobretudo com Stanislas Nordey e Wajdi Mouawad. Encenou (e apresentou em Portugal) Magnificat a partir de Fernando Pessoa, Final do Amor de Pascal Rambert e Incêndios de Wajdi Mouawad.

Conceção, texto e interpretação Victor de Oliveira
Música e operação de som Ailton Matavela (TRKZ)
Desenho e operação de luz Diane Guerin
Desenho e operação de vídeo Eve Liot
Colaboração dramatúrgica Marta Lança
Assistente estagiária Miranda Reker
Participação especial Ana Magaia (Excerto de “Poema de infância distante” de Noémia de Sousa)
Produção executiva En Votre Compagnie (Paris)
Coprodução Teatro do Bairro Alto, Théâtre National de Bretagne

Mais infos.

 

08.09.2021 | por martalanca | colonialismo, mestiçagem, Moçambique, teatro

Memória Ambiental — MAAT

29 de Maio | 15.00 - 18.00

Programa: Clima: Emergência > Emergente

Curadora:Margarida Mendes

Com: Boaventura Monjane, Joana Roque de Pinho, João Ruivo, Julia Seixas, proTEJO, Movimento SOS Serra d’Arga

Local: Sala dos Geradores [Central]

João Ruivo, 'Monólitos Solo'João Ruivo, 'Monólitos Solo'

Este fórum composto por dois painéis – integrado na iniciativa de programação do maat Clima: Emergência > Emergente – aborda legados críticos do extrativismo e a atual transição energética propondo futuros restaurativos. O fórum reúne investigadores e ativistas que operam nos campos da engenharia do ambiente, conservação e humanidades, para discutirem o legado colonial da política de recursos e opções alternativas para a utilização da terra e da água.
Cruzando o campo da crítica infraestrutural com o discurso descolonial, Memória Ambiental introduz perspectivas históricas sobre o planeamento agrário, a gestão de recursos e práticas de conservação, definindo um eixo entre a injustiça climática contemporânea e o legado colonial das políticas ambientais, tanto em Portugal como noutros locais. Pondo em causa o extrativismo que permeia os modelos económicos contemporâneos, os convidados analisam a sua origem em regimes prévios de instrumentalização de solos e recursos, fundeando o debate em casos de estudo em territórios previamente colonisados. São também introduzidas perspectivas críticas sobre modelos emergentes para uma transição energética justa, questionando-se o conceito de “energia verde” em relação à manutenção hidrográfica da bacia do Tejo que atravessa a Península Ibérica, e à extração de lítio no Alto Minho.

As conversas (em inglês) contam com a participação de Boaventura Monjane, Joana Roque de Pinho, João Ruivo, Júlia Seixas, proTEJO – Movimento pelo Tejo, Movimento SOS Serra d’Arga, a convite de Margarida Mendes.

Painel 1:
Disputas territoriais em Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal

Com Boaventura Monjane, Joana Roque de Pinho, João Prates Ruivo.
Moderação Margarida Mendes.

Boaventura Monjane fala-nos das dinâmicas agrárias e de extração, de penetração de capital em zonas rurais do Sul Global, olhando em particular para processos de acumulação históricos, mas também dos nossos dias. A conferência traz luz às raízes muitas vezes obscuras do contínuo conflito de Cabo Delgado no norte de Moçambique, ou seja, o modo militarista do extrativismo de enclave, que amplia desigualdades sociais e económicas existentes, e os usuais défices no que diz respeito à tomada de responsabilidade, transversalmente evidentes no sector de extração em África. Monjane fala-nos ainda sobre o que é cunhado por ele como “reações políticas vindas de baixo” para destacar agências rurais (e urbanas) no confronto e resistência ao extrativismo (e militarização).

Através de fotografias e narrativas criadas por um grupo variado de agricultores da Guiné-Bissau que vivem no Parque Nacional de Cantanhez, a apresentação de Joana Roque de Pinho examina as descrições locais de uma paisagem culturalmente muito valorizada e as próprias práticas dos agricultores de conservação de biodiversidade, ambas as quais desafiam narrativas dominantes sobre o parque e os seus residentes.

Partindo de uma leitura crítica da história recente do aproveitamento hidroelétrico, a conferência de João Prates Ruivo foca o papel das missões de reconhecimento pedológico na reconfiguração territorial ocorrida durante o conflito anticolonial em Angola, e refletir hoje sobre as possibilidades de práticas situadas de resistência, no contexto das transformações ambientais decorrentes do projeto de cultivo intensivo da Barragem de Alqueva, no Alentejo.

Painel 2:
Vectores energéticos e modelos de conservação
Com Júlia Seixas, Carlos Seixas (Moviemento SOS Serra d’Arga) and Paulo Constantino (Movimento proTEJO).
Moderação Margarida Mendes.

O uso de recursos energéticos tem aumentado desde a revolução industrial, particularmente depois do fim da Segunda Guerra Mundial, para suportar o número crescente de serviços humanos e sociais. Os modelos de abastecimento de combustível fóssil têm colocado uma enorme pressão ambiental e social em algumas zonas do planeta, nomeadamente em países vulneráveis, com poucos ou nenhuns benefícios para as suas populações. Segundo Júlia Seixas, a transição energética traz um novo modelo muito baseado em recursos energéticos locais, mas muito exigente para com a terra, os minerais e metais. A “velha” relação entre países fornecedores de recursos e países consumidores de tecnologia ainda persiste, dificultando a transição justa desejada pelas novas gerações.

Endereçando a questão da prospecção de lítio em Portugal, Carlos Seixas do Movimento SOS Serra d’Arga esclarece como a população do Minho tem resistido ao projeto governamental de fomento mineiro, expondo como os cidadãos podem combater a mentira da mineração verde e ganhar esta batalha.

proTEJO – Movimento pelo Tejo questiona o conceito de energia verde e irá apresentar a sua posição sobre as questões hídricas e energéticas ligadas à bacia do Tejo, que vem a observar desde 2009. Prestando especial atenção às questões de conservação e salvaguarda da biodiversidade do rio Tejo e seus afluentes, o movimento propõe uma gestão sustentável, transparente e participativa da bacia hidrográfica do Tejo a fim de assegurar a disponibilidade de água em quantidade suficiente e de qualidade tanto para nós como para as gerações futuras. Com este objetivo considera fundamental a defesa dos pilares da vida do rio: a quantidade de água com a circulação de caudais ecológicos, em consonância com os ritmos sazonais e com condições que permitam a migração das espécies; a qualidade da água para suprir as necessidades humanas e ecológicas; e a conectividade fluvial que mantém um rio livre e vivo para assegurar as condições naturais para termos água em quantidade e com qualidade, bem como para preservar a biodiversidade e o património cultural material e imaterial associado.

Sobre o programa
Ao chamar a atenção para a emergência climática, a iniciativa de programa público Clima: Emergência > Emergente estimula análises críticas e propostas criativas que procuram ir além do catastrofismo, fazendo emergir futuros ambientalmente sustentáveis.
De âmbito internacional e interdisciplinar, o programa foi idealizado pelo recém-fundado Coletivo Climático do maat, dirigido por T. J. Demos, e destina-se a reunir diferentes profissionais de cultura que trabalham na interseção das artes experimentais com a ecologia política.

Leia a declaração do Coletivo Climático no maat ext. (em inglês).

25.05.2021 | por Alícia Gaspar | ambiente, angola, conversas, Guiné-Bissau, maat, memória ambiental, Moçambique, Portugal, proTEJO

Octopus e Miopia, de Ilídio Candja Candja

EXPOSIÇÃO

Octopus e Miopia é uma exposição que compõe uma selecção de processos e percurso do artista moçambicano Ilídio Candja Candja desde 2014 a 2021, que se estabeleceu na cidade de Porto, em 2006. Fazendo parte de uma geração de artistas que nascem num momento eufórico de Moçambique que culminou com a independência e um processo complexo de descolonização que ainda reclama um espaço de diálogo.

Se o Ilídio Candja nasce em 1976, um ano depois da independência de Moçambique e imprime esta consciência no seu trabalho, pensamos nas gerações pós-25 de Abril em Portugal, mas também dos territórios nacionais em África que estiveram sob domínios coloniais.
No seu processo, retraça o seu embate na tentativa do domínio ou inserção no espaço, imprimindo a sua preocupação com responsabilidade da sua sobrevivência. Com uma urgência e necessidade, desenvolve gestos e formas de organizar o sentido de um mundo exterior “caótico” que possamos apreender pelos sentidos, criando uma linguagem e um espaço imaginário através de uma capacidade de raciocínio abstracto, impregnado a partir de tintas, cores, formas, signos, símbolos, marcas sobre telas, servindo de “mediuniacção” na elaboração consciente para apreensão e construção da realidade em que ele está inserido.

– Rafael Mouzinho, curador

Ilídio Candja Candja, 'África minha'; técnicas variadas; 2018; Cortesia do artistaIlídio Candja Candja, 'África minha'; técnicas variadas; 2018; Cortesia do artista

 

curadoria
Rafael Mouzinho
data
24.04.2021
– 27.06.2021
horário
Terça e sexta: 10h-13h e 14h-18h
Sábado e Domingo: 10h-13h

mais infos.

 

29.04.2021 | por martalanca | EGEAC, Ilídio Candja Candja, Moçambique, pintura

"Formação de professores Primários e Identidade Nacional: Moçambique em tempos de mudança"

Novo livro do autor José de Sousa Miguel Lopes — Formação de professores Primários e Identidade Nacional: Moçambique em tempos de mudança


Inúmeros processos no campo político e educacional que se apresentam em Moçambique e com os quais o autor se viu confrontado mergulham suas raízes em acontecimentos da primeira década de independência (1975-1985), acontecimentos nos quais teve o privilégio histórico de participar ativamente. Vivenciou a agonia e queda do colonialismo, por força de uma luta armada de libertação nacional. Acompanhou in loco o processo que conduziu à independência de Moçambique, bem como as profundas transformações que se seguiram e que levaram o país a se envolver num projeto de construção do socialismo. Encontrou-se, pois, colocado face a face a um processo de ruptura política, econômica e social que vai fazer emergir uma nova nação, atravessada por divisionismos de todo o tipo, como o racismo, o tribalismo, o regionalismo, a opressão da mulher e pelo choque de valores culturais da sociedade tradicional feudal, da sociedade colonial e da nova sociedade socialista que se pretendia implantar.

Na década que precedeu a independência, foi professor primário em várias escolas da Região Sul do país. É nesse período que, progressivamente e de forma muitas vezes contraditória, vão avolumando-se discordâncias em relação ao ensino colonial, quer ao nível de seus pressupostos político-ideológicos, quer no campo pedagógico. Sua experiência de trabalho docente forjou-se, pois, no contato cotidiano com a perversidade do colonialismo, que discriminava a presença de negros, sempre uma minoria nas escolas, e que impunha programas de ensino completamente desligados da realidade.

Contudo, foi no ano de independência de Moçambique (1975) que o autor teve a possibilidade de iniciar, a outro nível, um processo de trabalho no campo de formação de professores primários. Com efeito, nesse ano foi chamado para trabalhar no Ministério da Educação e Cultura, tendo desenvolvido atividades durante cinco anos na Comissão de Formação de Quadros[1], estrutura que tinha por tarefa dirigir a formação inicial e em exercício dos professores do ensino primário (1ª a 4ª classes) em todo o país. Nesse período, foram criados 10 centros de formação de professores primários (um por província), os formadores de professores (instrutores) foram preparados, elaboraram-se os currículos, os programas de ensino, os textos de apoio, selecionaram-se livros didáticos, definiram-se critérios de seleção de alunos, foi elaborado o sistema de avaliação, o regimento do estágio, o regimento interno dos centros de formação de professores primários, definiu-se a articulação com a escola anexa e com a comunidade.

Em 1979, um novo ciclo se abre ao autor, quando foi indicado como Diretor Provincial de Educação e Cultura de Maputo (província que englobava a capital do país), tarefa que foi desempenhada pelo período de cinco anos. Nesse período, intensificou-se a guerra em Moçambique: primeiro, mediante a agressão do regime racista da Rodésia do Sul e, depois, por meio de ação armadas do regime sul-africano. Num contexto de guerra, novos desafios se apresentavam. Como fazer funcionar a educação e todos os outros setores de atividade econômica e social? Como garantir que a nação que estava emergindo não caísse sob novas tutelas, perdendo uma soberania tão duramente conquistada?

Em 1984, foi chamado, de novo, a trabalhar no Ministério da Educação, onde passou a trabalhar por um período de cinco anos, na Direção Nacional de Formação de Quadros de Educação. Essa estrutura passou a dirigir a administração unitária do Subsistema de Formação de Professores e a formação e aperfeiçoamento dos técnicos de educação. Assistiu-se, nesse período, a uma intensificação sem precedentes da guerra de agressão movida pelo regime do apartheid. De novo, emergiram reflexões sobre a edificação do homem moçambicano e da sociedade pluricultural em que ele se encontrava inserido. Eram várias as etnias, várias as línguas, em suma, várias culturas num mesmo espaço geográfico chamado Moçambique.

Todas essas questões acabaram por fazer emergir novos desafios no sentido de definir o que configura a identidade nacional e sua relação com a educação. É todo o envolvimento com o processo descrito que incitou o autor a penetrar de forma mais profunda e elaborada nas inúmeras facetas que estão presentes no binômio formação de professores primários/identidade nacional nos primeiros 10 anos de independência de Moçambique.

Como enfrentar, no campo social, o ressurgimento de antigos divisionismos (de ordem tribal, racial e de gênero) que poderiam pôr em causa o projeto de construção da nação moçambicana? Qual papel cabe à educação e, em particular, aos educadores?

Este livro, de 336 páginas, vai, por um lado, procurar cobrir a exiguidade de estudos que abordem essa problemática no caso moçambicano e, por outro, vai tentar oferecer subsídios para aqueles que acreditaram/acreditam na construção de uma sociedade livre, justa e soberana, onde, entre outras coisas, a educação e, em particular, a formação de professores primários, possam, de algum modo, contribuir para a formação da cidadania, sem prejuízo da diversidade cultural presente no tecido social moçambicano.

Ao analisar o caso moçambicano, procurou priorizar, no campo educativo, a vertente da formação de professores primários, pois é essa vertente que é decisiva para a formação da identidade nacional.

Nenhuma medida política para o problema da formação da identidade nacional será bem-sucedida se ela não conduzir a uma clara emancipação econômica para a maioria dos seus habitantes, se não assegurar um desenvolvimento nacional equilibrado. Na persecução desse princípio, a formação de professores primários, ainda que de forma modesta, poderá dar o seu contributo.

28.04.2021 | por Alícia Gaspar | educação, identidade nacional, José de Sousa Miguel Lopes, livro, moçambicanidade, Moçambique, professores, sistema educativo

Chamada para dossiê "América Latina-Moçambique / Moçambique-América Latina"

Está aberto o call for papers para o dossiê “América Latina – Moçambique / Moçambique – América Latina”, organizado por Matheus Serva Pereira (ICS-ULisboa) and Priscila Dorella (Universidade Federal de Viçosa), na Revista Eletrônica da ANPHLAC (Associação Nacional de Pesquisadores e Professores de História das Américas).


A data limite para submissão de proposta é 31/07/2021.

Para mais informações, podem consultar o website da associação.

Moçambique conquistou sua independência em 1975, após anos de luta armada contra o controle colonial português, por meio de um processo influenciado, entre outras experiências, pelas revoluções latino-americanas da segunda metade do século XX. A posição geográfica de Moçambique, assim como suas diversas correntes intelectuais, suas práticas artísticas e desafios econômicos, obriga aos pesquisadores do passado moçambicano estabelecerem uma constante troca de escalas entre o local, o nacional e o global. O caminhar pelas ruas atuais da capital do país, Maputo, nos leva facilmente a encarar essa questão. Suas ruas foram ganhando novos nomes após a independência, com o objetivo de homenagear importantes figuras das lutas das esquerdas e, consequentemente, latino-americana, como Che Guevara, Salvador Allende, Augusto Cesar Sandino, etc. Na América Latina, infelizmente continua difusa a visão sobre Moçambique. No Brasil, em específico, alguns setores econômicos associados a práticas predatórias de extração de riquezas do solo moçambicano perpetuam na contemporaneidade visões estereotipadas sobre os africanos que se assemelha ao olhar colonial português de meados do século XIX e XX. Talvez seja no campo dos trabalhos literários, sobretudo pela divulgação de autores como Mia Couto, Paulina Chiziane e, mais recentemente, Ungulani Ba Ka Khosa, que um novo saber sobre a história e cultura moçambicana esteja ganhando novos significados na América Latina. 

Uma pauta importante das lutas anticoloniais contemporâneas está no esforço de desracializar a História da África, rechaçar sua exotização e compreender o continente como parte integrante de uma história global. Nessa direção, os estudos desenvolvidos na América Latina sobre a África cresceram exponencialmente nas últimas décadas, ampliando os interesses para além das experiências de escravização. O objetivo do dossiê é o de reunir novos trabalhos historiográficos que reflitam as conexões entre a América Latina e Moçambique, que estabeleçam comparações e/ou aproximações entre ambos os espaços geográficos e suas experiências sociais, abrindo horizontes de mútuo conhecimento em uma perspectiva cronológica abrangente e instigante para que esse passado conectado viva nas nossas histórias.

05.02.2021 | por Alícia Gaspar | america latina, call for papers, dossiê, história de áfrica, Moçambique

A Ilusão do Desenvolvimento. Cahora Bassa e a História de Moçambique

Seminário e lançamento do livro

A construção da barragem de Cahora Bassa marcou o último período da administração portuguesa em Moçambique, já durante a guerra colonial. Tratando da edificação deste grande projeto hidrográfico, este livro examina a história do Rio Zambeze, das suas populações envolventes e condições ecológicas, a experiência do colonialismo português em Moçambique no século XX e o impacto das grandes barragens sobre a vida social e ecológica. Este livro debate também as ideias de progresso e desenvolvimento e dos planos concretos que as tentaram colocar em prática, demonstrando como são noções disputadas, inúmeras vezes cooptadas pelos interesses de estados, empresas ou grupos sociais privilegiados.

Uma história social e ambiental, esta obra ganhou em 2014 o prémio da Associação Americana de História e da Associação de Estudos Africanos dos Estados Unidos (respectivamente os prémios Martin A. Kelin e Melville J. Herskovits.

18 Outubro 2019 – 17.30 – 19 horas Auditório – ICS–Lisboa Organização: GI Impérios, colonialismo e sociedades pós-coloniais & GI Identidades, Culturas, Vulnerabilidades

15.10.2019 | por martalanca | Cahora Bassa, Moçambique

"Sonhámos um país" de Camilo de Sousa e Isabel Noronha

No início dos anos 70, Camilo de Sousa saiu de Lourenço Marques, Moçambique, atravessou a Europa e juntou-se aos guerrilheiros da Frelimo. Primeiro na base de treino de Nachingwea e depois na luta de libertação nacional. Tinha na altura vinte anos.Hoje, a viver em Portugal, regressa a Moçambique para reencontrar dois camaradas de armas, que conheceu na guerrilha e com quem depois partilhou a direcção do partido em Cabo Delgado, até descer de novo à agora Maputo e integrar o novel Instituto de Cinema, tornando-se realizador. Com Aleixo Caindi e Julião Papalo ele rememora tempos antigos, quando a alegria da libertação deu lugar aos tempos negros em que a procura do ‘homem novo’ veio destruir os sonhos de um país para todos os moçambicanos…

co-produção Midas Filmes e Mocik, Cineastas Moçambicanos Associados, com o apoio do ICA, da RTP e do Centro de Estudos Sociais da Universidade Coimbra

Sábado,19 Outubro, 15:30, no DocLisboa, Culturgest Grande Auditório


14.10.2019 | por martalanca | Cinema Moçambicano, Moçambique

TRKZ no Festival Iminente 2019

É com grande alegria que anunciamos o regresso do músico moçambicano TRKZ a Portugal e ao Festival Iminente. 

TRKZ estreou-se em palcos nacionais em 2017, na segunda edição do Festival Iminente. Veja AQUI o vídeo.
O festival urbano de arte e música, co-organizado com a Câmara Municipal de Lisboa, decorre entre os dias 19 e 22 de Setembro no Panorâmico de Monsanto, em Lisboa, tem curadoria de Alexandre Farto aka Vhils e da plataforma Underdogs, e este ano com a especial colaboração de Shaka Lion na selecção musical. 
TRKZ - Festival Iminente Panorâmico de Monsanto, Lisboa 22 Setembro - Palco Cave - 17h30


 
         mais informação sobre TRKZ

 

05.09.2019 | por martalanca | Festival Iminente, Moçambique, música., TRKZ

Encontro com o escritor Amosse Mucavele - Feira do Livro

Conversa sobre o processo de criação literária em residência. A cultura e literatura moçambicanas. A lusofonia e a importância da leitura. A mobilidade da língua portuguesa. Moderado por Marta Lança (editora da revista Buala) I 89a Feira do Livro de Lisboa Stand BLX – Bibliotecas de Lisboa I 30 maio | 19h

Amosse Mucavele é o escritor vencedor da primeira edição da Residência Literária em Lisboa, criada ao abrigo do protocolo de cooperação celebrado entre a Câmara Municipal de Lisboa e o Camões – Centro Cultural Português em Maputo.

Nota Biográfica: Amosse Mucavele nasceu em 1987 em Maputo, Moçambique, onde vive. Poeta e jornalista cultural, coordenador do projeto de divulgação literária “Esculpindo a Palavra com a Língua”, foi chefe de redação de “Literatas – Revista de Literatura Moçambicana e Lusófona”, diretor editorial do Jornal O Telégrafo, Editor Chefe do Jornal Cultural Debate, Editor de Cultura no Jornal ExpressoMoz, Colaborador do Jornal Cultura de Angola e Palavra Comum da Galiza – Espanha. É membro do Conselho Editorial da Revista Mallarmargens (Brasil), da Academia de Letras de Teófilo Otoni (Brasil) e da Internacional Writers Association (Ohio – USA). Representou Moçambique na Bienal de Poesia da Língua Portuguesa em Luanda (2012), nas Raias Poéticas, Vila Nova de Famalicão (2013), no Festival Internacional de Poesia de Córdoba (2016) e em 2017 participou numa série de atividades em Portugal, nomeadamente: IV Festival Literário da Gardunha, no Fundão; VI Encontro de Escritores Lusófonos no âmbito da Bienal de Culturas Lusófonas, Odivelas; Conversa sobre a poesia moçambicana, no Centro Intercultura Cidade, Lisboa; Palestra na Universidade de Lisboa, entre outras. Com textos publicados em diversos jornais do mundo lusófono, publicou os livros: “A Arqueologia da Palavra e a Anatomia da Língua – Antologia Poética”, Revista Literatas, 2013 (coordenação) e “Geografia do Olhar: Ensaio Fotográfico Sobre a Cidade” (editora Vento de Fondo, Córdoba, Argentina, 2016), livro premiado como Livro do Ano do Festival Internacional de Poesia de Córdoba; no Brasil (Dulcineia Catadora Edições, Rio do Janeiro, 2016); em Moçambique (Cavalo do Mar, Maputo, 2017).

24.05.2019 | por martalanca | Amosse Mucavele, literatura, Moçambique

Antropologia em Moçambique

19 de Junho, 17h Auditório Sedas Nunes (ICS-ULisboa)Entrada LivreMetro: ENTRECAMPOS

A projecção do documentário Junod, realizado por Camilo de Sousa, é o mote para discutir a história da antropologia em Moçambique. O documentário retrata a vida e obra do suíço Henri-Alexandre Junod (1863-1934), missionário protestante que desenvolveu múltipla actividade: foi antropólogo, linguista, fotógrafo, entomologista e escritor de ficção. Filmado em Moçambique e na África do Sul, países onde Junod viveu, acedemos ao seu retrato através de intelectuais, seguidores e descendentes deste pensador e pioneiro da botânica e entomologia, que situam a diversidade e especificidades do seu trabalho.
A projecção é seguida por uma conversa entre Camilo de Sousa, realizador, Matheus Serva Pereira, investigador especializado em História social da África e Paulo Granjo, antropólogo.
Junod foi produzido em 2006, Moçambique/África do Sul, 46 min. Ganhou o prémio FUNAC no DocKanema. Mais detalhes sobre o filme aqui.

Ciências Sociais e Audiovisual explora o valor analítico e metodológico das imagens em movimento para o trabalho desenvolvido por cientistas sociais. Mais informações sobre o ciclo aqui. Organização: Francesco Vacchiano, Inês Ponte, Mariana Liz, Pedro Figueiredo Neto, Paulo Granjo ICS-ULisboa: R. Prof. Anibal Bettencourt, 9

 

22.05.2019 | por martalanca | antropologia, Moçambique

"Nas Dobras da Capulana"

3ªf, 29 de Maio, pelas 17h30 no ICS - Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, a última sessão dedicada a Moçambique entre Cinema e Ciências Sociais, exibição com a presença dos realizadores de “Nas Dobras da Capulana”
Realização e Produção: Camilo de Sousa e Isabel Noronha
Moçambique 2014, 30 min, Doc

Viagem aos encantamentos da “capulana”. Uma viagem do presente para o passado, que nos revela um universo tipicamente feminino através de situações e narrativas de um grupo de mulheres que, tal como todas as mulheres moçambicanas, usam a capulana para diversos fins e lhe atribuem diversas significações. Ao longo desta viagem, somos levados a descobrir o sentido de ser mulher em diferentes épocas, ligadas entre si pelos traços, cores, padrões, desenhos, dizeres e nomes de cada capulana, na dobra da qual se esconde uma história única, singular…

A exibição do filme será complementada por uma pequena mostra e explicação acerca de outras capulanas: as dos curandeiros.

25.05.2018 | por martalanca | cinema, Moçambique