'Limbo', de Victor de Oliveira I TBA

Arquivo pessoal do encenadorArquivo pessoal do encenador18 a 22 setembro (exceto segunda). sábado, terça e quarta 19h30, domingo 17h no Teatro do Bairro Alto.

Limbo: lugar ou condição intermediária esquecida entre dois extremos.

Limbo: lugar imaginário para coisas ou pessoas perdidas, esquecidas ou não desejadas.
Limbo: dança das Caraíbas na qual os bailarinos, de costas dobradas, passam debaixo de uma barra; de origem incerta, diz-se estar ligada à terrível experiência nos porões dos barcos negreiros durante a travessia.

Há demasiado tempo paralisado no limbo em que a História o colocou, Victor de Oliveira cria em palco um mosaico narrativo que, entre outros elementos, percorre a história íntima de um homem mestiço nascido em Moçambique. Entre a autoficção e a ficção social, questiona as razões do negacionismo histórico, as disputas da memória coletiva, as experiências de crescer na indefinição.

Victor de Oliveira nasceu em Maputo, passou a adolescência em Portugal (onde começou a fazer teatro) e foi terminar a sua formação de ator no Conservatório de Paris, cidade onde vive desde então. Nos últimos anos colaborou sobretudo com Stanislas Nordey e Wajdi Mouawad. Encenou (e apresentou em Portugal) Magnificat a partir de Fernando Pessoa, Final do Amor de Pascal Rambert e Incêndios de Wajdi Mouawad.

Conceção, texto e interpretação Victor de Oliveira
Música e operação de som Ailton Matavela (TRKZ)
Desenho e operação de luz Diane Guerin
Desenho e operação de vídeo Eve Liot
Colaboração dramatúrgica Marta Lança
Assistente estagiária Miranda Reker
Participação especial Ana Magaia (Excerto de “Poema de infância distante” de Noémia de Sousa)
Produção executiva En Votre Compagnie (Paris)
Coprodução Teatro do Bairro Alto, Théâtre National de Bretagne

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08.09.2021 | por martalanca | colonialismo, mestiçagem, Moçambique, teatro

Memória Ambiental — MAAT

29 de Maio | 15.00 - 18.00

Programa: Clima: Emergência > Emergente

Curadora:Margarida Mendes

Com: Boaventura Monjane, Joana Roque de Pinho, João Ruivo, Julia Seixas, proTEJO, Movimento SOS Serra d’Arga

Local: Sala dos Geradores [Central]

João Ruivo, 'Monólitos Solo'João Ruivo, 'Monólitos Solo'

Este fórum composto por dois painéis – integrado na iniciativa de programação do maat Clima: Emergência > Emergente – aborda legados críticos do extrativismo e a atual transição energética propondo futuros restaurativos. O fórum reúne investigadores e ativistas que operam nos campos da engenharia do ambiente, conservação e humanidades, para discutirem o legado colonial da política de recursos e opções alternativas para a utilização da terra e da água.
Cruzando o campo da crítica infraestrutural com o discurso descolonial, Memória Ambiental introduz perspectivas históricas sobre o planeamento agrário, a gestão de recursos e práticas de conservação, definindo um eixo entre a injustiça climática contemporânea e o legado colonial das políticas ambientais, tanto em Portugal como noutros locais. Pondo em causa o extrativismo que permeia os modelos económicos contemporâneos, os convidados analisam a sua origem em regimes prévios de instrumentalização de solos e recursos, fundeando o debate em casos de estudo em territórios previamente colonisados. São também introduzidas perspectivas críticas sobre modelos emergentes para uma transição energética justa, questionando-se o conceito de “energia verde” em relação à manutenção hidrográfica da bacia do Tejo que atravessa a Península Ibérica, e à extração de lítio no Alto Minho.

As conversas (em inglês) contam com a participação de Boaventura Monjane, Joana Roque de Pinho, João Ruivo, Júlia Seixas, proTEJO – Movimento pelo Tejo, Movimento SOS Serra d’Arga, a convite de Margarida Mendes.

Painel 1:
Disputas territoriais em Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal

Com Boaventura Monjane, Joana Roque de Pinho, João Prates Ruivo.
Moderação Margarida Mendes.

Boaventura Monjane fala-nos das dinâmicas agrárias e de extração, de penetração de capital em zonas rurais do Sul Global, olhando em particular para processos de acumulação históricos, mas também dos nossos dias. A conferência traz luz às raízes muitas vezes obscuras do contínuo conflito de Cabo Delgado no norte de Moçambique, ou seja, o modo militarista do extrativismo de enclave, que amplia desigualdades sociais e económicas existentes, e os usuais défices no que diz respeito à tomada de responsabilidade, transversalmente evidentes no sector de extração em África. Monjane fala-nos ainda sobre o que é cunhado por ele como “reações políticas vindas de baixo” para destacar agências rurais (e urbanas) no confronto e resistência ao extrativismo (e militarização).

Através de fotografias e narrativas criadas por um grupo variado de agricultores da Guiné-Bissau que vivem no Parque Nacional de Cantanhez, a apresentação de Joana Roque de Pinho examina as descrições locais de uma paisagem culturalmente muito valorizada e as próprias práticas dos agricultores de conservação de biodiversidade, ambas as quais desafiam narrativas dominantes sobre o parque e os seus residentes.

Partindo de uma leitura crítica da história recente do aproveitamento hidroelétrico, a conferência de João Prates Ruivo foca o papel das missões de reconhecimento pedológico na reconfiguração territorial ocorrida durante o conflito anticolonial em Angola, e refletir hoje sobre as possibilidades de práticas situadas de resistência, no contexto das transformações ambientais decorrentes do projeto de cultivo intensivo da Barragem de Alqueva, no Alentejo.

Painel 2:
Vectores energéticos e modelos de conservação
Com Júlia Seixas, Carlos Seixas (Moviemento SOS Serra d’Arga) and Paulo Constantino (Movimento proTEJO).
Moderação Margarida Mendes.

O uso de recursos energéticos tem aumentado desde a revolução industrial, particularmente depois do fim da Segunda Guerra Mundial, para suportar o número crescente de serviços humanos e sociais. Os modelos de abastecimento de combustível fóssil têm colocado uma enorme pressão ambiental e social em algumas zonas do planeta, nomeadamente em países vulneráveis, com poucos ou nenhuns benefícios para as suas populações. Segundo Júlia Seixas, a transição energética traz um novo modelo muito baseado em recursos energéticos locais, mas muito exigente para com a terra, os minerais e metais. A “velha” relação entre países fornecedores de recursos e países consumidores de tecnologia ainda persiste, dificultando a transição justa desejada pelas novas gerações.

Endereçando a questão da prospecção de lítio em Portugal, Carlos Seixas do Movimento SOS Serra d’Arga esclarece como a população do Minho tem resistido ao projeto governamental de fomento mineiro, expondo como os cidadãos podem combater a mentira da mineração verde e ganhar esta batalha.

proTEJO – Movimento pelo Tejo questiona o conceito de energia verde e irá apresentar a sua posição sobre as questões hídricas e energéticas ligadas à bacia do Tejo, que vem a observar desde 2009. Prestando especial atenção às questões de conservação e salvaguarda da biodiversidade do rio Tejo e seus afluentes, o movimento propõe uma gestão sustentável, transparente e participativa da bacia hidrográfica do Tejo a fim de assegurar a disponibilidade de água em quantidade suficiente e de qualidade tanto para nós como para as gerações futuras. Com este objetivo considera fundamental a defesa dos pilares da vida do rio: a quantidade de água com a circulação de caudais ecológicos, em consonância com os ritmos sazonais e com condições que permitam a migração das espécies; a qualidade da água para suprir as necessidades humanas e ecológicas; e a conectividade fluvial que mantém um rio livre e vivo para assegurar as condições naturais para termos água em quantidade e com qualidade, bem como para preservar a biodiversidade e o património cultural material e imaterial associado.

Sobre o programa
Ao chamar a atenção para a emergência climática, a iniciativa de programa público Clima: Emergência > Emergente estimula análises críticas e propostas criativas que procuram ir além do catastrofismo, fazendo emergir futuros ambientalmente sustentáveis.
De âmbito internacional e interdisciplinar, o programa foi idealizado pelo recém-fundado Coletivo Climático do maat, dirigido por T. J. Demos, e destina-se a reunir diferentes profissionais de cultura que trabalham na interseção das artes experimentais com a ecologia política.

Leia a declaração do Coletivo Climático no maat ext. (em inglês).

25.05.2021 | por Alícia Gaspar | ambiente, angola, conversas, Guiné-Bissau, maat, memória ambiental, Moçambique, Portugal, proTEJO

Octopus e Miopia, de Ilídio Candja Candja

EXPOSIÇÃO

Octopus e Miopia é uma exposição que compõe uma selecção de processos e percurso do artista moçambicano Ilídio Candja Candja desde 2014 a 2021, que se estabeleceu na cidade de Porto, em 2006. Fazendo parte de uma geração de artistas que nascem num momento eufórico de Moçambique que culminou com a independência e um processo complexo de descolonização que ainda reclama um espaço de diálogo.

Se o Ilídio Candja nasce em 1976, um ano depois da independência de Moçambique e imprime esta consciência no seu trabalho, pensamos nas gerações pós-25 de Abril em Portugal, mas também dos territórios nacionais em África que estiveram sob domínios coloniais.
No seu processo, retraça o seu embate na tentativa do domínio ou inserção no espaço, imprimindo a sua preocupação com responsabilidade da sua sobrevivência. Com uma urgência e necessidade, desenvolve gestos e formas de organizar o sentido de um mundo exterior “caótico” que possamos apreender pelos sentidos, criando uma linguagem e um espaço imaginário através de uma capacidade de raciocínio abstracto, impregnado a partir de tintas, cores, formas, signos, símbolos, marcas sobre telas, servindo de “mediuniacção” na elaboração consciente para apreensão e construção da realidade em que ele está inserido.

– Rafael Mouzinho, curador

Ilídio Candja Candja, 'África minha'; técnicas variadas; 2018; Cortesia do artistaIlídio Candja Candja, 'África minha'; técnicas variadas; 2018; Cortesia do artista

 

curadoria
Rafael Mouzinho
data
24.04.2021
– 27.06.2021
horário
Terça e sexta: 10h-13h e 14h-18h
Sábado e Domingo: 10h-13h

mais infos.

 

29.04.2021 | por martalanca | EGEAC, Ilídio Candja Candja, Moçambique, pintura

"Formação de professores Primários e Identidade Nacional: Moçambique em tempos de mudança"

Novo livro do autor José de Sousa Miguel Lopes — Formação de professores Primários e Identidade Nacional: Moçambique em tempos de mudança


Inúmeros processos no campo político e educacional que se apresentam em Moçambique e com os quais o autor se viu confrontado mergulham suas raízes em acontecimentos da primeira década de independência (1975-1985), acontecimentos nos quais teve o privilégio histórico de participar ativamente. Vivenciou a agonia e queda do colonialismo, por força de uma luta armada de libertação nacional. Acompanhou in loco o processo que conduziu à independência de Moçambique, bem como as profundas transformações que se seguiram e que levaram o país a se envolver num projeto de construção do socialismo. Encontrou-se, pois, colocado face a face a um processo de ruptura política, econômica e social que vai fazer emergir uma nova nação, atravessada por divisionismos de todo o tipo, como o racismo, o tribalismo, o regionalismo, a opressão da mulher e pelo choque de valores culturais da sociedade tradicional feudal, da sociedade colonial e da nova sociedade socialista que se pretendia implantar.

Na década que precedeu a independência, foi professor primário em várias escolas da Região Sul do país. É nesse período que, progressivamente e de forma muitas vezes contraditória, vão avolumando-se discordâncias em relação ao ensino colonial, quer ao nível de seus pressupostos político-ideológicos, quer no campo pedagógico. Sua experiência de trabalho docente forjou-se, pois, no contato cotidiano com a perversidade do colonialismo, que discriminava a presença de negros, sempre uma minoria nas escolas, e que impunha programas de ensino completamente desligados da realidade.

Contudo, foi no ano de independência de Moçambique (1975) que o autor teve a possibilidade de iniciar, a outro nível, um processo de trabalho no campo de formação de professores primários. Com efeito, nesse ano foi chamado para trabalhar no Ministério da Educação e Cultura, tendo desenvolvido atividades durante cinco anos na Comissão de Formação de Quadros[1], estrutura que tinha por tarefa dirigir a formação inicial e em exercício dos professores do ensino primário (1ª a 4ª classes) em todo o país. Nesse período, foram criados 10 centros de formação de professores primários (um por província), os formadores de professores (instrutores) foram preparados, elaboraram-se os currículos, os programas de ensino, os textos de apoio, selecionaram-se livros didáticos, definiram-se critérios de seleção de alunos, foi elaborado o sistema de avaliação, o regimento do estágio, o regimento interno dos centros de formação de professores primários, definiu-se a articulação com a escola anexa e com a comunidade.

Em 1979, um novo ciclo se abre ao autor, quando foi indicado como Diretor Provincial de Educação e Cultura de Maputo (província que englobava a capital do país), tarefa que foi desempenhada pelo período de cinco anos. Nesse período, intensificou-se a guerra em Moçambique: primeiro, mediante a agressão do regime racista da Rodésia do Sul e, depois, por meio de ação armadas do regime sul-africano. Num contexto de guerra, novos desafios se apresentavam. Como fazer funcionar a educação e todos os outros setores de atividade econômica e social? Como garantir que a nação que estava emergindo não caísse sob novas tutelas, perdendo uma soberania tão duramente conquistada?

Em 1984, foi chamado, de novo, a trabalhar no Ministério da Educação, onde passou a trabalhar por um período de cinco anos, na Direção Nacional de Formação de Quadros de Educação. Essa estrutura passou a dirigir a administração unitária do Subsistema de Formação de Professores e a formação e aperfeiçoamento dos técnicos de educação. Assistiu-se, nesse período, a uma intensificação sem precedentes da guerra de agressão movida pelo regime do apartheid. De novo, emergiram reflexões sobre a edificação do homem moçambicano e da sociedade pluricultural em que ele se encontrava inserido. Eram várias as etnias, várias as línguas, em suma, várias culturas num mesmo espaço geográfico chamado Moçambique.

Todas essas questões acabaram por fazer emergir novos desafios no sentido de definir o que configura a identidade nacional e sua relação com a educação. É todo o envolvimento com o processo descrito que incitou o autor a penetrar de forma mais profunda e elaborada nas inúmeras facetas que estão presentes no binômio formação de professores primários/identidade nacional nos primeiros 10 anos de independência de Moçambique.

Como enfrentar, no campo social, o ressurgimento de antigos divisionismos (de ordem tribal, racial e de gênero) que poderiam pôr em causa o projeto de construção da nação moçambicana? Qual papel cabe à educação e, em particular, aos educadores?

Este livro, de 336 páginas, vai, por um lado, procurar cobrir a exiguidade de estudos que abordem essa problemática no caso moçambicano e, por outro, vai tentar oferecer subsídios para aqueles que acreditaram/acreditam na construção de uma sociedade livre, justa e soberana, onde, entre outras coisas, a educação e, em particular, a formação de professores primários, possam, de algum modo, contribuir para a formação da cidadania, sem prejuízo da diversidade cultural presente no tecido social moçambicano.

Ao analisar o caso moçambicano, procurou priorizar, no campo educativo, a vertente da formação de professores primários, pois é essa vertente que é decisiva para a formação da identidade nacional.

Nenhuma medida política para o problema da formação da identidade nacional será bem-sucedida se ela não conduzir a uma clara emancipação econômica para a maioria dos seus habitantes, se não assegurar um desenvolvimento nacional equilibrado. Na persecução desse princípio, a formação de professores primários, ainda que de forma modesta, poderá dar o seu contributo.

28.04.2021 | por Alícia Gaspar | educação, identidade nacional, José de Sousa Miguel Lopes, livro, moçambicanidade, Moçambique, professores, sistema educativo

Chamada para dossiê "América Latina-Moçambique / Moçambique-América Latina"

Está aberto o call for papers para o dossiê “América Latina – Moçambique / Moçambique – América Latina”, organizado por Matheus Serva Pereira (ICS-ULisboa) and Priscila Dorella (Universidade Federal de Viçosa), na Revista Eletrônica da ANPHLAC (Associação Nacional de Pesquisadores e Professores de História das Américas).


A data limite para submissão de proposta é 31/07/2021.

Para mais informações, podem consultar o website da associação.

Moçambique conquistou sua independência em 1975, após anos de luta armada contra o controle colonial português, por meio de um processo influenciado, entre outras experiências, pelas revoluções latino-americanas da segunda metade do século XX. A posição geográfica de Moçambique, assim como suas diversas correntes intelectuais, suas práticas artísticas e desafios econômicos, obriga aos pesquisadores do passado moçambicano estabelecerem uma constante troca de escalas entre o local, o nacional e o global. O caminhar pelas ruas atuais da capital do país, Maputo, nos leva facilmente a encarar essa questão. Suas ruas foram ganhando novos nomes após a independência, com o objetivo de homenagear importantes figuras das lutas das esquerdas e, consequentemente, latino-americana, como Che Guevara, Salvador Allende, Augusto Cesar Sandino, etc. Na América Latina, infelizmente continua difusa a visão sobre Moçambique. No Brasil, em específico, alguns setores econômicos associados a práticas predatórias de extração de riquezas do solo moçambicano perpetuam na contemporaneidade visões estereotipadas sobre os africanos que se assemelha ao olhar colonial português de meados do século XIX e XX. Talvez seja no campo dos trabalhos literários, sobretudo pela divulgação de autores como Mia Couto, Paulina Chiziane e, mais recentemente, Ungulani Ba Ka Khosa, que um novo saber sobre a história e cultura moçambicana esteja ganhando novos significados na América Latina. 

Uma pauta importante das lutas anticoloniais contemporâneas está no esforço de desracializar a História da África, rechaçar sua exotização e compreender o continente como parte integrante de uma história global. Nessa direção, os estudos desenvolvidos na América Latina sobre a África cresceram exponencialmente nas últimas décadas, ampliando os interesses para além das experiências de escravização. O objetivo do dossiê é o de reunir novos trabalhos historiográficos que reflitam as conexões entre a América Latina e Moçambique, que estabeleçam comparações e/ou aproximações entre ambos os espaços geográficos e suas experiências sociais, abrindo horizontes de mútuo conhecimento em uma perspectiva cronológica abrangente e instigante para que esse passado conectado viva nas nossas histórias.

05.02.2021 | por Alícia Gaspar | america latina, call for papers, dossiê, história de áfrica, Moçambique

A Ilusão do Desenvolvimento. Cahora Bassa e a História de Moçambique

Seminário e lançamento do livro

A construção da barragem de Cahora Bassa marcou o último período da administração portuguesa em Moçambique, já durante a guerra colonial. Tratando da edificação deste grande projeto hidrográfico, este livro examina a história do Rio Zambeze, das suas populações envolventes e condições ecológicas, a experiência do colonialismo português em Moçambique no século XX e o impacto das grandes barragens sobre a vida social e ecológica. Este livro debate também as ideias de progresso e desenvolvimento e dos planos concretos que as tentaram colocar em prática, demonstrando como são noções disputadas, inúmeras vezes cooptadas pelos interesses de estados, empresas ou grupos sociais privilegiados.

Uma história social e ambiental, esta obra ganhou em 2014 o prémio da Associação Americana de História e da Associação de Estudos Africanos dos Estados Unidos (respectivamente os prémios Martin A. Kelin e Melville J. Herskovits.

18 Outubro 2019 – 17.30 – 19 horas Auditório – ICS–Lisboa Organização: GI Impérios, colonialismo e sociedades pós-coloniais & GI Identidades, Culturas, Vulnerabilidades

15.10.2019 | por martalanca | Cahora Bassa, Moçambique

"Sonhámos um país" de Camilo de Sousa e Isabel Noronha

No início dos anos 70, Camilo de Sousa saiu de Lourenço Marques, Moçambique, atravessou a Europa e juntou-se aos guerrilheiros da Frelimo. Primeiro na base de treino de Nachingwea e depois na luta de libertação nacional. Tinha na altura vinte anos.Hoje, a viver em Portugal, regressa a Moçambique para reencontrar dois camaradas de armas, que conheceu na guerrilha e com quem depois partilhou a direcção do partido em Cabo Delgado, até descer de novo à agora Maputo e integrar o novel Instituto de Cinema, tornando-se realizador. Com Aleixo Caindi e Julião Papalo ele rememora tempos antigos, quando a alegria da libertação deu lugar aos tempos negros em que a procura do ‘homem novo’ veio destruir os sonhos de um país para todos os moçambicanos…

co-produção Midas Filmes e Mocik, Cineastas Moçambicanos Associados, com o apoio do ICA, da RTP e do Centro de Estudos Sociais da Universidade Coimbra

Sábado,19 Outubro, 15:30, no DocLisboa, Culturgest Grande Auditório


14.10.2019 | por martalanca | Cinema Moçambicano, Moçambique

TRKZ no Festival Iminente 2019

É com grande alegria que anunciamos o regresso do músico moçambicano TRKZ a Portugal e ao Festival Iminente. 

TRKZ estreou-se em palcos nacionais em 2017, na segunda edição do Festival Iminente. Veja AQUI o vídeo.
O festival urbano de arte e música, co-organizado com a Câmara Municipal de Lisboa, decorre entre os dias 19 e 22 de Setembro no Panorâmico de Monsanto, em Lisboa, tem curadoria de Alexandre Farto aka Vhils e da plataforma Underdogs, e este ano com a especial colaboração de Shaka Lion na selecção musical. 
TRKZ - Festival Iminente Panorâmico de Monsanto, Lisboa 22 Setembro - Palco Cave - 17h30


 
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05.09.2019 | por martalanca | Festival Iminente, Moçambique, música., TRKZ

Encontro com o escritor Amosse Mucavele - Feira do Livro

Conversa sobre o processo de criação literária em residência. A cultura e literatura moçambicanas. A lusofonia e a importância da leitura. A mobilidade da língua portuguesa. Moderado por Marta Lança (editora da revista Buala) I 89a Feira do Livro de Lisboa Stand BLX – Bibliotecas de Lisboa I 30 maio | 19h

Amosse Mucavele é o escritor vencedor da primeira edição da Residência Literária em Lisboa, criada ao abrigo do protocolo de cooperação celebrado entre a Câmara Municipal de Lisboa e o Camões – Centro Cultural Português em Maputo.

Nota Biográfica: Amosse Mucavele nasceu em 1987 em Maputo, Moçambique, onde vive. Poeta e jornalista cultural, coordenador do projeto de divulgação literária “Esculpindo a Palavra com a Língua”, foi chefe de redação de “Literatas – Revista de Literatura Moçambicana e Lusófona”, diretor editorial do Jornal O Telégrafo, Editor Chefe do Jornal Cultural Debate, Editor de Cultura no Jornal ExpressoMoz, Colaborador do Jornal Cultura de Angola e Palavra Comum da Galiza – Espanha. É membro do Conselho Editorial da Revista Mallarmargens (Brasil), da Academia de Letras de Teófilo Otoni (Brasil) e da Internacional Writers Association (Ohio – USA). Representou Moçambique na Bienal de Poesia da Língua Portuguesa em Luanda (2012), nas Raias Poéticas, Vila Nova de Famalicão (2013), no Festival Internacional de Poesia de Córdoba (2016) e em 2017 participou numa série de atividades em Portugal, nomeadamente: IV Festival Literário da Gardunha, no Fundão; VI Encontro de Escritores Lusófonos no âmbito da Bienal de Culturas Lusófonas, Odivelas; Conversa sobre a poesia moçambicana, no Centro Intercultura Cidade, Lisboa; Palestra na Universidade de Lisboa, entre outras. Com textos publicados em diversos jornais do mundo lusófono, publicou os livros: “A Arqueologia da Palavra e a Anatomia da Língua – Antologia Poética”, Revista Literatas, 2013 (coordenação) e “Geografia do Olhar: Ensaio Fotográfico Sobre a Cidade” (editora Vento de Fondo, Córdoba, Argentina, 2016), livro premiado como Livro do Ano do Festival Internacional de Poesia de Córdoba; no Brasil (Dulcineia Catadora Edições, Rio do Janeiro, 2016); em Moçambique (Cavalo do Mar, Maputo, 2017).

24.05.2019 | por martalanca | Amosse Mucavele, literatura, Moçambique

Antropologia em Moçambique

19 de Junho, 17h Auditório Sedas Nunes (ICS-ULisboa)Entrada LivreMetro: ENTRECAMPOS

A projecção do documentário Junod, realizado por Camilo de Sousa, é o mote para discutir a história da antropologia em Moçambique. O documentário retrata a vida e obra do suíço Henri-Alexandre Junod (1863-1934), missionário protestante que desenvolveu múltipla actividade: foi antropólogo, linguista, fotógrafo, entomologista e escritor de ficção. Filmado em Moçambique e na África do Sul, países onde Junod viveu, acedemos ao seu retrato através de intelectuais, seguidores e descendentes deste pensador e pioneiro da botânica e entomologia, que situam a diversidade e especificidades do seu trabalho.
A projecção é seguida por uma conversa entre Camilo de Sousa, realizador, Matheus Serva Pereira, investigador especializado em História social da África e Paulo Granjo, antropólogo.
Junod foi produzido em 2006, Moçambique/África do Sul, 46 min. Ganhou o prémio FUNAC no DocKanema. Mais detalhes sobre o filme aqui.

Ciências Sociais e Audiovisual explora o valor analítico e metodológico das imagens em movimento para o trabalho desenvolvido por cientistas sociais. Mais informações sobre o ciclo aqui. Organização: Francesco Vacchiano, Inês Ponte, Mariana Liz, Pedro Figueiredo Neto, Paulo Granjo ICS-ULisboa: R. Prof. Anibal Bettencourt, 9

 

22.05.2019 | por martalanca | antropologia, Moçambique

"Nas Dobras da Capulana"

3ªf, 29 de Maio, pelas 17h30 no ICS - Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, a última sessão dedicada a Moçambique entre Cinema e Ciências Sociais, exibição com a presença dos realizadores de “Nas Dobras da Capulana”
Realização e Produção: Camilo de Sousa e Isabel Noronha
Moçambique 2014, 30 min, Doc

Viagem aos encantamentos da “capulana”. Uma viagem do presente para o passado, que nos revela um universo tipicamente feminino através de situações e narrativas de um grupo de mulheres que, tal como todas as mulheres moçambicanas, usam a capulana para diversos fins e lhe atribuem diversas significações. Ao longo desta viagem, somos levados a descobrir o sentido de ser mulher em diferentes épocas, ligadas entre si pelos traços, cores, padrões, desenhos, dizeres e nomes de cada capulana, na dobra da qual se esconde uma história única, singular…

A exibição do filme será complementada por uma pequena mostra e explicação acerca de outras capulanas: as dos curandeiros.

25.05.2018 | por martalanca | cinema, Moçambique

Moçambique – José Cabral

11 de abril | 18h00 | Camões – Centro Cultural Português em Maputo

A exposição Moçambique – José Cabral, uma apresentação antológica inédita do trabalho do fotógrafo moçambicano José Cabral, resulta de uma parceria entre o Camões – Centro Cultural Português em Maputo e a Associação Kulungwana.

Com curadoria de Filipe Branquinho e Alexandre Pomar, a exposição Moçambique- José Cabral reúne um conjunto alargado de fotografias, entre provas de autor e novas impressões, apresentadas em dois espaços da cidade: o Camões – Centro Cultural Português em Maputo e a Galeria da Associação Kulungwana, onde a segunda parte deste projeto inaugurará no dia 26 de abril.

A exposição é acompanhada do livro Moçambique – José Cabral, uma edição bilingue (português/inglês) da XYZ Books e da Associação Kulungwana, coordenada por Alexandre Pomar. O livro reúne mais de 100 fotografias de José Cabral e inclui textos do coordenador e de DrewThompson (Estados Unidos da América).

Nas palavras de Alexandre Pomar, «José Cabral é o outro mestre da fotografia moçambicana, localizável entre a dinâmica coletiva interrompida e a nova geração. Um mestre original, irreverente, individualista, indisciplinado. Por vezes revoltado e irascível, o que as suas fotografias não deixam adivinhar, na serenidade dos seus itinerários e na ternura com que olha as pessoas, todas elas, nos seus inúmeros retratos. (…) Fotógrafo culto, informado pela literatura e o convívio literário, viajado, (…) Cabral tem um perfil de exceção e de rutura original e crítico.

A exposição Moçambique – José Cabral conta com o apoio da Brand Lovers, Embaixada da Noruega, Embaixada da Tailândia, Fundação Calouste Gulbenkian, LOGOS, Nuno Lima e PWC. Para mais informação, por favor contactar:

Camões – Centro Cultural Português em Maputo:

Mariana Camarate de Campos - mariana.campos@mne.pt  (+258)21493892

 

Av. Julius Nyerere, nº 720 Maputo

06.04.2018 | por martalanca | fotografia, José Cabral, Moçambique

Seminário “Os moçambicanos perante o Cinema e o Audiovisual” I Maputo

O projecto Museu do Cinema em Moçambique, uma iniciativa da Associação Amigos do Museu do Cinema em parceria com o INAC e uma série de outras instituições, apresentou-se pela primeira vez, em exposição e mesas redondas em 2016, e tem vindo a desenvolver actividades de pesquisa com vista a um plano de trabalho plurianual a médio prazo.  

Em 2017, desenvolvidos alguns contactos iniciais com instituições académicas e, reforçadas as parcerias do ano passado, vamos realizar o Seminário “Os moçambicanos perante o Cinema e o Audiovisual”, de 26 a 29 de Setembro, em Maputo, e a Exposição Museu do Cinema 2017, com inauguração a 20 do mesmo mês, ambos no Centro Cultural Franco-moçambicano.

Para além de inúmeros parceiros de produção locais sem os quais não seira possível realizá-las, estas acções contam com o apoio financeiro da Cooperação da Flandres, que nos permite convidar o historiador belga Guido Convents - autor do livro que dá título ao seminário - para uma série de 3 aulas sobre os períodos de 1896 a 2010.

Este seminário é desenvolvido para um público de estudantes e docentes universitários, em colaboração com a UEM, a UP e o ISArC, e vai igualmente apresentar comunicações, artigos e projectos de investigação - cujo prazo de envio é 1 de Agosto – contando com uma Comissão Científica convidada, formada pelos Prof.ª Dra. Alda Costa (DC/UEM); Prof. Dr. Eduardo Lichuge (ECA/UEM); Prof.ª Dra. Ute Fendler (Universidade de Bayreuth) e Prof. Dr. Jorge Jairoce (Biblioteca Nacional).

Este seminário tem como principal objectivo estimular o uso do referido livro como material de apoio ao estudo – desenvolvendo, a partir dele e com pesquisa complementar, diversos objectos de aprendizagem - e motivar para a pesquisa em Cinema, para a qual a associação organizadora pretende encontrar os parceiros financeiros que viabilizem a criação de um fundo anual específico.

Na exposição deste ano será apresentado o protótipo da App Galeria de Retratos - Museu do Cinema mobile - desenvolvido em parceria com a MOZApp - e um espaço de homenagem ao cineasta José Cardoso, onde serão exibidos, para além das suas 3 curtas em 8mm, artefactos e equipamentos da colecção particular da família.

+ info www.museudocinemamocambique.org

Diana Manhiça – 828659000 e Ivan Zacarias – 843645554

seminário2017@museudocinemamocambique.org

03.07.2017 | por martalanca | cinema, Moçambique, seminário

Álbum de estreia de Nandele

Lançamento a 2 de Maio, no Centro Cultural Franco - Moçambicano 

Depois do aclamado Argolas Deliciosas, o beat maker e artista moçambicano Nandele lança o álbum Likumbi, onde explora “vértices, zonas obscuras que sempre existem”, como revelou numa entrevista.

O álbum cruza sonoridades diversas, influências do Trip hop ao Drum and bass, do
experimental ao Big beat, num percurso profissional de mais de 18 anos. Likumbi (ritos de iniciação no grupo étnico Makonde, em Mueda, de onde é originário o Nandele) é também, simbolicamente, uma iniciação na produção discográfica e uma emancipação numa trajectória que se foi impondo com singularidade no contexto moçambicano e regional. O álbum, que foi produzido nos últimos dois anos e será editado pela Kongoloti Records em Maputo, conta com os trabalhos de mistura e masterização de Grasspopers, participações de embrion e do sul-africano Dion Monti. Com doze faixas, a produção de Likumbi foi, como o ritual que designa, uma experiência com medos, hesitações e aprendizagem, e é também uma
sincera homenagem ao povo Makonde. Nandele diz ter “tido a certeza de que era este o caminho que seguiria ao fim de vários meses de dúvida”, não só pelos compassos que foi tomando como pela integração de elementos sonoros distintos em todo o processo. É, portanto, um álbum que oferece surpressa ao ouvinte,
da primeira à última faixa.
Likumbi, 2 de Maio, Centro Cultural Franco – Moçambicano, 19H30


Info: nandele.bandcamp.com

15.04.2017 | por martalanca | Moçambique, música, Nandele

Museu do Cinema em Moçambique

Os últimos dias da exposição Capítulo 2.o História(s) e Narrativas do projecto Museu do Cinema em Moçambique serão marcados pela exibição de 6 filmes moçambicdnos - 3 curtas/médias e 3 longas - cujo cenário e a cidade, comemorando mais um aniversário de Maputo.

17.11.2016 | por martalanca | Moçambique, Museu do Cinema

"O Massacre Português de Wiriamu - Moçambique, 1972" de Mustafah Dhada

O primeiro grande livro de investigação sobre um dos episódios mais sangrentos da história colonial portuguesa.

Neste estudo aprofundado e destemido, o investigador moçambicano Mustafah Dhada expõe as motivações por detrás do massacre, a forma como os eventos se desenrolaram, os riscos que membros da igreja correram para denunciar a chacina e para a trazer a público, e o enorme impacto, sobretudo para o império português, desta tragédia deliberadamente obliterada – e até hoje nunca abertamente reconhecida – pela narrativa oficial.

«Na manhã de 16 de Dezembro de 1972, tropas coloniais portuguesas reuniram os habitantes de Wiriamu, incluindo mulheres e crianças, no largo principal da povoação e ordenaram-lhes que batessem palmas e que cantassem para se despedirem da vida. Em seguida, os soldados abriram fogo. Os que escaparam às balas foram mortos por granadas. Incitados pelo brado “Matem-nos a todos”, os militares levaram o morticínio a quatro povoações vizinhas ao longo do Rio Zambeze, onde o território de Moçambique se estende para o Zimbabué (Rodésia, à data dos acontecimentos), a Zâmbia e o Malawi — uma região designada pelos missionários católicos como ‘a terra esquecida por Deus’. No final do dia, perto de 400 aldeãos tinham sido mortos, e os seus corpos eram lentamente consumidos pelas chamas em piras funerárias ateadas pelos soldados com o capim que cobria as palhotas.» — Peter Pringle, Prefácio - info

06.11.2016 | por martalanca | Moçambique, Mustafah Dhada

No Trilho dos Naturalistas | DocLisboa 2016

Durante o Doclisboa, terá lugar a apresentação do SCI DOC, Festival Europeu de Documentário Científico de Lisboa, organizado pela Ciência Viva e a EuroPAWS e produzido pela Apordoc. Neste contexto, serão apresentados os quatro filmes da série No Trilho dos Naturalistas, da autoria de cinco realizadores portugueses cujos filmes têm marcado presença no Doclisboa.

Moçambique
João Nicolau 
2016 • Portugal • 60’ 
O filme aborda quatro dos ecossistemas mais relevantes do território moçambicano – o mangal, os prados de ervas marinhas, os inselbergs e a floresta de miombo – e retraça o movimento da Missão Botânica de Angola e Moçambique de 1963/64. 
23 out / 11.00, São Jorge – Sala 3

Angola
André Godinho
2016 • Portugal • 58’
Em 1927, Luís Wittnich Carrisso, botânico e professor da Universidade de Coimbra, parte para Angola, para estudar a flora e recolher plantas para o Herbário de Coimbra. Em 1937, morre no deserto do Namibe. Cerca de 80 anos depois, retraçamos a sua viagem.
28 out / 11.00, São Jorge – Sala

São Tomé e Príncipe
Luísa homem, Tiago Hespanha 
2016 • Portugal • 59’ 
Há 15 milhões de anos, uma erupção vulcânica deu origem a uma nova ilha no Oceano Atlântico. Uma viagem a São Tomé, à descoberta do presente, retraçando a exploração botânica da ilha feita pelo naturalista Adolpho Frederico Möller, em 1885.
29 out / 11.00, São Jorge – Sala 3

Viagens Philosophicas
Susana Nobre 
2016 • Portugal • 50’
O filme enquadra o desenvolvimento da ciência moderna em Portugal, impulsionado pelo Marquês de Pombal e traduzido nas expedições filosóficas portuguesas, no final do séc. XVIII. Viajamos pelos arquivos, herbários e metodologias de estudo da botânica.
30 out / 19.00, São Jorge – Sala M. Oliveira 

24.10.2016 | por marianapinho | angola, DocLisboa, Moçambique, No Trilho dos Naturalistas, São Tomé e Príncipe, Viagens Philosophicas

II Semana da África: Encontros com Moçambique

Entre os dias 21 e 23 de março a PUC-RIO sediará um encontro voltado para os estudos das dinâmicas históricas e sociais de Moçambique. A programação diversificada abrange temas como formação do estado nação, direitos e justiça durante o colonialismo, expressões artísticas e culturais, conflitos e conexões nos espaços Índicos, entre outros. “II Semana da África: Encontros com Moçambique” é imperdível para interessados e estudiosos do tema.

Mais informações aqui

17.03.2016 | por claudiar | história, Moçambique

Catarina Simão apresenta "Effects of wording"

A convidada para a próxima sessão dos Seminários dos Estudos Artísticos de 9 de Março, pelas 18h00, no ID sala 1.06 da FCSH (UNL) é Catarina Simão que apresentará o seu filme Effects of wording (2014) e falará do seu projecto Mozambique Archive Series.


 

05.03.2016 | por claudiar | apresentação de filme, Moçambique, seminarios

4 fotógrafos nos 40 anos da independência de Moçambique

De 29 Out. a 28 Nov.Galeria Municipal de Almada
Mostra de livros e catálogos e projecção de «Sem Flash, Homenagem a Ricardo Rangel (1924-2009)”, filme de Bruno Z’Graggen e Angelo Sansonne
Sábado, 31 Out. às 15h - visita comentada por Alexandre Pomar

27.10.2015 | por martalanca | fotografia, Moçambique