Nu BAI, o rap negro de Lisboa, um filme de Otávio Raposo

Cova da Moura, Arrentela e Porto Salvo. O rap negro da periferia forma um cordão à volta de Lisboa. Para apontar o dedo ao racismo, à exclusão, à violência policial, à pobreza. Vida de preto. “Hip hop é intervenção. Não quero ninguém a dançar, mas a pensar”, diz Jorginho, um dos oito rappers entrevistados.

Este documentário ouve o canto, solta a voz, não reprime os sonhos, os desabafos, o desejo de vingança, o diálogo-monólogo quase surreal. “Eu sonhei que estava a voar na Pedreira dos Húngaros.” O som do beat box e poesia em crioulo a reinventar a vida, para que um dia tenham o seu Malcom X, os seus Panteras Negras. É o futuro. O hip hop é a arma.

4 ABRIL 18:00, AUDITÓRIO B 204, ISCTE-IUL

Sessão ABerta promovida pelo Núcleo de Culturas Visuais /CRIA

com a presença do realizador

03.04.2011 | por martalanca | antropologia visual, hip hop, nubai

fotografias de Paulo Catrica num seminário de arquitectura

na Universidade Lusófona (Campo Grande), segunda feira, dia 4 às 18h

03.04.2011 | por martalanca | fotografia, Paulo Catrica

Ciclo Diana Andringa na Malaposta - Um Longo Caminho para a Liberdade

12-17 de Abril na Malaposta, em Lisboa

entrevista à Diana Andringa sobre o filme As Duas Faces da Guerra, co-realizado com Flora Gomes

02.04.2011 | por martalanca | Diana Andringa, documentário, guerra colonial

Todos à Aula Magna aos 15 anos da RDP África

Espectáculo de aniversário da RDP África junta vozes e instrumentistas dos países de lingua portuguesa com algumas das melhores músicas lusófonas de todos os tempos. Participação de Nancy Vieira, Tito Paris, Paulo Flores, Manecas Costa, Dom Kikas, Bonga, entre outros.    Entrada Livre 

1 de Abril, 21.30, na Aula Magna da Universidade de Lisboa

02.04.2011 | por martalanca | rádio, RDP África

II Viagem de 24 Horas a África

 

O CFC-Contagiarte regressa com mais 24 horas de dança africana. São mais 3 professores, de 3 países diferentes –Cabo Verde, Guiné Conacri e Burkina Faso, a integrarem na II VIAGEM DE 24H A ÁFRICA, de 9 a 17 de Abril. Organizado com a ESCOLA SEMENTINHA, esta viagem… é uma parceria com Associação Popolomondo.

9 e 10 de Abril com SIRIBI KONATÉ - Burkina Faso
11h-13h / 15h-17h

Siribi, mais conhecido como “Bébé”, pela primeira vez em Portugal. Reside actualmente em Helsinquia, tem vindo a desenvolver nesta cidade um reconhecido trabalho enquanto bailarino, coreógrafo e professor de dança. Desenvolve também em Burkina faso um excelente trabalho como bailarino tradicional e afro contemporâneo, com coreógrafos como Salia Sanou, Anne-Mari Porras,…

http://compagniekanou.blog4ever.com/blog/index-301853.html


11 a 14 de Abril com ANTONIO TAVARES - Cabo Verde
17h - 19h

Antonio Tavares, bailarino, coreógrafo, músico e autor da ópera “Crioulo”. Acompanhado por um baterista, nesta oficina vai nos dar a conhecer uma dança tradicional pouco conhecida da Ilha do Fogo – a Dança da CANISADE

http://operacrioulo.com/

16 e 17, com FANTA YAYO - Guiné Conacri
11h-13h / 15h-17h

Fanta Yayo, nasceu e cresceu numa família Griot no meio da música e da dança na Guiné Conacry. Faz parte do Ballet Matamba em Conacry. Já actuou com Mory Kante in Guinea, Kerfala Kante, Guinea, Ibro Diabatè, Guinea , Salif Keita, Mali and Aicha Kone. Desde 2005 que reside e desenvolve o seu trabalho em Estocolmo, onde também integra como vocalista no projecto musical Tamala.

 



http://www.myspace.com/fantayayo



15 Abril - VISUALIZAÇÃO DE VIDEOS E SECÇÃO DE CÂNTICOS AFRICANOS



Não percam esta viagem! Muito para além da dança e da música, é uma abordagem profunda às tradições, gentes e culturas de África.


01.04.2011 | por mariaprata | coreografia, dança, música, percussão

BOLSAS DE CRIAÇÃO/INVESTIGAÇÃO LITERÁRIA - atribuídas

Foram seleccionados os bolseiros da edição 2010/2011 do concurso Criar Lusofonia do Centro Nacional de Cultura com o apoio da Direcção Geral do Livro e Bibliotecas, na área de Criação/Investigação literárias.

O Júri foi constituído por Leonor Xavier, José Carlos Vasconcelos, Tiago Torres da Silva, José Cortez em representação da DGLB e Alexandra Prista em representação do CNC. Dada a qualidade das candidaturas, a atribuição das duas Bolsas previstas no regulamento foi dividida ex-aequo por três candidatos, por unanimidade do júri.
Assim, foi seleccionado um candidato português – Paulo Ramalho – com o projecto “O Outro Lado da Ilha”, a desenvolver em São Tomé, um candidato luso-brasileiro – Thiago Camelo – com o projecto de romance sobre a cidade, a desenvolver em Portugal, e um candidato brasileiro – Leandro Müller – com um projecto de trabalho acerca da desterritorialização dos indivíduos, a desenvolver em Portugal.
O programa Criar Lusofonia foi criado em 1995 e tem por objectivo a atribuição de bolsas no domínio da escrita para estadas em países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, pretendendo-se criar oportunidades de contacto aprofundado com outros países lusófonos aos criadores/investigadores de língua portuguesa a fim de produzirem uma obra destinada à divulgação no espaço lusófono.

aqui

01.04.2011 | por martalanca | escrita, literatura, lusofonia

Mickey Fonseca em entrevista à RDP- DINA- melhor curta metragem africana

Veja aqui o cineasta moçambicano    
     
     
 


01.04.2011 | por martalanca | Cinema Moçambicano

As mulheres de Maputo estão ainda mais “capulanosas”!

 

A utilização do tradicional pano africano em modelos arrojados ou clássicos, em peças com corte de pronto a vestir ao estilo ocidental, em acessórios de vestuário e outras utilidades entrou no dia a dia da capital e deixou de ser “extravagância” de estrangeiros para ser identidade dos habitantes de Maputo. Malas, brincos, colares, bolsa para portáteis, cintos ou porta-moedas. Camisas, calções, corsários, vestidos, saias, tiras de cabelo ou chapéus. De tudo se pode encontrar, utilizável por todos, em combinações mais ou menos arrojadas, mais ou menos “combinadas”.Desde 2005 Maputo apresenta a MFW-Maputo Fashion Week, que de ano para ano vem mostrando novos valores nacionais na área da moda, fazendo mais exigências de qualidade e criatividade aos que se apresentam e trazendo mais nomes estrangeiros – designers e modelos.

Deve ser por isso, por haver uma montra nova para a imaginação na utilização da capulana, e não só, que as mulheres de Maputo estão ainda mais “capulanosas”. E não só elas, eles também!

A utilização dos fatos africanos, feitos de panos coloridos, com cortes tradicionais, de mangas em balão, galões a debruar, lenço na cabeça igual ao pano e saias longas, a utilização destes fatos não está em risco. As mulheres de Maputo, mais velhas ou mais jovens, gostam de passear a sua identidade africana, em momentos especiais, envergando obras primas feitas por alfaiates dedicados e que têm eles próprios um “ranking” apenas conhecido no circuito da moda tradicional. Dizem que os melhores são os congoleses!

Marinela, Ísis, Taibo, Mama África são alguns dos melhores nomes dos novos “alfaiates” Moçambicanos, que reforçam esta identidade africana, que vestem eles e  elas, nacionais e estrangeiros, e que tornam Maputo ainda  mais singular.

Elisa Santos, PRÓXIMO FUTURO

01.04.2011 | por martalanca | capulana, Maputo

DIGITAL AFRICA

In a continent with few computers and little electricity, a smartphone is not just a phone—it’s a potential revolution. J.M. Ledgard reports from Somalia and Kenya …


The front-line in Mogadishu was just beyond the ruined cathedral. You could hear the small-arms fire of the al-Qaeda fighters and the return of heavy machinegun-fire from the sandbagged positions of the African Union troops. But the scene on the sun-washed street in the Hamarweyne district was calm. Women were shopping for fruit and vegetables, and the ciabatta and pasta Mogadishu gained a taste for in its Italian colonial days. A couple of cafés, serving also as electronics shops, were crowded, with people inside making voip phone calls and surfing the internet. Outside on the street boys were fiddling with mobile phones, Nokia and Samsung mostly, but also those fantastical Chinese models you find in poorer countries, nameless, with plastic dragon-like construction, heavy on battery-guzzling features like television tuners. I asked my Somali companion what the boys were up to. He wound down the window and summoned his gunmen to go and ask. The answer came back. “They’re updating their Facebook profiles.”

According to a recent intelligence estimate by a defence contractor, 24% of residents in Mogadishu access the internet at least once a week. This in a city in a state of holy war, too dangerous for foreigners to visit freely, where a quarter of the 1.2m residents live under plastic sheeting, infested, hungry, and reliant on assistance brought in on ships that are liable to be attacked at sea by pirates. Half the population of Mogadishu is under 18. Some of these teenagers end up uploading and downloading ghoulish martyrdom videos and tinkering with websites celebrating the global jihad. But far more spend their time searching for love, following English football teams, reading Somali news sites uncensored by the jihadists, and keeping track of money transfers from relatives abroad. It takes more than violent anarchy to extinguish the desire of the young to stay connected, and to keep up with the contemporaries they see on satellite television.

When it comes to electricity, Africa remains the dark continent. There are a billion Africans, and they use only 4% of the world’s electricity. Most of that is round the edges, in Egypt, the Maghreb and South Africa. The rest of Africa is unlit; seen from space, the Congo River basin is as dark as the Southern Ocean. Demand for power is already outpacing economic growth. With its population expected to double to 2 billion by 2050, Africa will have to build entire new power grids just to stand still. So far, the failure has been systematic: of Nigeria’s 79 power stations, only 17 are working. All of this increases political risk. Some African countries could collapse by 2020 unless they can power an industrial base. Yet Africa’s virtual future is not dependent on its physical future. You don’t need much electricity to run a phone network. You need even less to run a phone itself. Even the scabbiest African village has worked out how to charge mobiles and other devices using car batteries, bicycles and solar panels. Connectivity is a given: it is coming and happening and spreading in Africa whether or not factories get built or young people find jobs. Culture is being formed online as well as on the street: for the foreseeable future, the African voice is going to get louder, while the voice of ageing Europe quietens.(…)

 

From INTELLIGENT LIFE Magazine, Spring 2011

01.04.2011 | por martalanca | digital