Como falar com(o) a terra? IV CONFERÊNCIA INTERNACIONAL COUNTER-IMAGE

18, 19 e 20 de novembro Universidade do Algarve (Faro, Portugal)

Conhecimentos situados, métodos para desnomear e visões do umbral

“Eu não podia tagarelar como costumava fazer, tomando tudo por garantido. As minhas palavras agora devem ser tão lentas, novas e hesitantes quanto os passos que dei descendo o caminho para longe de casa…”

Ursula K. Le Guin, Ela Tira-lhes os Nomes, 1985/2025 [trad. Liliana Coutinho]

A pergunta “Como falar com(o) a terra?” não é uma metáfora, mas uma urgência política, ontológica e epistémica diante do colapso ecológico, do esgotamento das gramáticas antropocêntricas e dos modelos de representação do regime colonial-capitalista e o seu paradigma de expansão e ocupação da terra – a plantação, cuja lógica de extração, objetificação e extinção perdura (Le Petitcorps et al. 2023; Bastos 2020; Thomas 2019; Haraway 2015; Tsing 2015, McKittrick 2013; Mirzoeff 2011; Stoler 2008, 2016; Hartman 2007). Os Pós com que insistimos em nomear um mundo (ainda) não superado – pós-colonialismo, pós-modernismo, pós-humanismo – estão a ser substituídos pelo prefixo Geo (Pratt 2025, 2022; Coelho & Ponce de Léon 2025; Krieger 2022; Ray 2019, 2026; Latour 2018; Povinelli 2016). O “advento do Geo”, esclarece Mary Louise Pratt (2025), marca uma mudança de escala (do global para o planetário), de imaginário (do político para o ecológico) e de tempo (do histórico para o “tempo profundo” geológico). Esta condição requer o questionamento do que tomamos por garantido e formas outras de pensar e produzir conhecimento que Gabriela Milone e Franca Maccioni, em “The Land of Language, the Language of the Earth” (2025), iluminaram como “geo-logia” (a linguagem da terra) e “geo-grafia” (a escrita da terra).

Tal implica “falar com a terra” em vez de “sobre a terra” e em termos de “semelhança” em vez de “diferença” – um “trabalho de imaginação” e “experimentação”. De subjetivação em vez de objetificação (Kopenawa 2010). De fusão em vez de ocupação (Krenak 2022).

“Como falar com(o) a terra” é então inseparável da questão de como a terra foi constituída como objeto, recurso e imagem e disso nos fala o conto de Ursula K. Le Guin, Ela tira-lhes os nomes (1985). Sobre o impulso colonial de nomear e identificar sem cuidado, criando fronteiras artificiais, ao mesmo tempo que nos exorta a encontrar formas de falar com outras criaturas. Falar “com” ou “como” em vez de “sobre” sinaliza

um deslocamento epistemológico e exige-nos repensar a sua nomeação, mediação e representação. E se a terra não fosse o referente do discurso, mas a sua condição? E se a possibilidade de falar com(o) ela abrisse um espaço entre o individual e o múltiplo, entre o território situado e a totalidade planetária? Esta dialética é metodológica: uma prática de “desnomeação” – de erosão da semântica objetificante, extrativista e extintora. Se a terra foi mapeada, renomeada e cercada (e a propriedade privada criada), ela é também resistência, cosmopercepção e ritual.

A IV Counter-Image propõe explorar a terra não como tema, mas como onto-episteme. Não a linguagem universal e logocêntrica (que teima em separar o sujeito do objeto), mas antes conhecimentos situados, enraizados nos territórios, corpos e relações que habitam as frestas da colónia e do capital. Não a semântica antropocêntrica da ciência positivista e da sua fictícia objetividade, mas antes métodos para desnomear

que suspendam as taxonomias coloniais e permitam que o solo, o fóssil, o animal, a planta, a pedra, a árvore, o rio, a montanha, o líquen, o fungo se apresentem na sua singularidade irredutível e também em proximidade. Não a pseudo “visão de lugar -2-Submissões até 25 de Maio nenhum”, mas antes as visões do umbral, aquelas fabricadas a partir do pial das casas das nossas avós ou nas horas crepusculares, em imagens dialéticas e incandescentes de sínteses impossíveis.

Com vista à profusão de questionamentos, mais do que à sua resolução, a IV Counter-Image pergunta: o que significa pensar com(o) a terra em vez de sobre ela? É possível traduzir a linguagem da terra, dos animais, das plantas, dos minerais? É a “desnomeação” um método filosófico-estético? Como é que as visões do umbral suspendem os regimes extrativos de representação? Que práticas artísticas resistem, reconfiguram ou perturbam os regimes coloniais sobre a terra? Como dar vida a formas de pertença, cuidado e reparação com vista a um mundo pós-extrativista? Ancorada no território do Algarve, mas expandindo ligações a outros territórios, convidamos investigadores, artistas, ativistas e ensaístas a submeterem propostas que dialoguem com os seguintes eixos temáticos:

1. Conhecimentos Situados

Como e o que é que a terra lembra? Este eixo acolhe trabalhos ancorados em composições relacionais e geo-subjectividades que desafiam a “visão de lugar nenhum”, bem como a incerteza, a falha e a contradição, encorajando a conexão entre pesquisa e experiência vivida.

• “Terricidio” (Millán 2024) e buen vivir
• Epistemologias artesanais (Farago et al 2025) e epistemologias do Sul
• Ecologias decoloniais, anti-extrativistas, ecofeministas, queer e trans
• “Ecologias exílicas” (Marder 2023)
• Cosmopolíticas indígenas e afro-diaspóricas
• O baldio e o quilombo/quilombismo (B. Nascimento 1977, A. Nascimento 1980)
• “Arquivos Insurgentes” (Biehl 2022) e contra-cartografias
• Lutas ambientais, os seus lutos e justiça multiespécie
• Crítica às taxonomias Lineanas e biopolíticas
• Histórias ambientais, políticas da paisagem e “piropolítica” (Marder 2020)

2. Métodos para Desnomear

Se nomear é colonizar, como podemos desnomear para aproximar? Este eixo acolhe trabalhos sobre geo-semânticas e experimentações metodológicas e pedagógicas que erodam o olhar extrativista e especista.

• Desnomear como método filosófico-estético

• Poéticas do silêncio e escuta profunda

• Caminhar como método e “ver com o corpo todo” (Cusicanqui 2015)

• Ontologias fósseis (Castro 2023), minerais e animais

• Geo-estéticas (Coelho & Ponce de Léon 2025; Krieger 2022; Ray 2019), incluindo

vulcânicas e das ervas ditas daninhas

• Estéticas e “alianças líquidas” (Mendes & Garcia-Antón 2026)

• Narrativas de relacionalidade e métodos multiespécie

• Contracolonizar (Nêgo Bispo 2015)

• Arte como laboratório de pensamento (e não como representação)

• Cinema animista e montagens visuais anti-extrativistas e anti-especistas

3. Visões do Umbral

Como habitar o umbral e mover-se entre mundos? Neste eixo acolhemos as formas que excedem os preceitos dualistas do Plantationoceno/Capitaloceno – as geo-coreografias que nos conduzem ao alargamento de afinidades e alianças.

• Epistemologias do umbral

• “Dark ecology” (Morton 2016), deep time e temporalidades submersas

• Ecologia popular

• Agência não-humana e a redistribuição do sensível

• “Ruínas do Plantationoceno/Capitaloceno” (Tsing 2015)

• “Zonas intersticiais” (Gomez-Barris 2017), conhecimentos ribeirinhos e da beira-mar

• Imagens dialéticas (Benjamin 1940) e “peles de imagens” (Kopenawa 2010)

• Visões “ch’ixi” (Cusicanqui 2015)

• “Alianças afetivas” (Krenak 2022)

• “Florestania” (Krenak 2022) e “lutas com a floresta” (Milanez 2024)

+DATAS IMPORTANTES

25 de maio | envio de propostas

30 de junho | notificação de aceitação

18-20 de novembro | conferência

Formatos de submissão:

1. Comunicações (pesquisas teóricas ou empíricas): sumário até 300 palavras

2. Intervenções artísticas (performances, leituras poéticas): memória descritiva até 300 palavras

3. Rodas de conversa, oficinas, caminhadas de escuta, cartografias afetivas: memória descritiva até 300 palavras

O sumário (em português, espanhol ou inglês) deve fazer-se acompanhar de uma biografia breve (até 100 palavras) para: counterimageconference@fcsh.unl.pt

Oradores principais: Gabriela Milone e Franca Maccioni (Universidade Nacional de Córdoba, Argentina) e Felipe Milanez (Universidade Federal da Bahia, Brasil)

Organização:

Inês Beleza Barreiros (ICNOVA, NOVA FCSH / CIAC, Universidade do Algarve)

Liliana Coutinho (IHC, NOVA FCSH)

Maria do Carmo Piçarra (ICNOVA, NOVA FCSH)

Salomé Lopes Coelho (ICON, Utrecht University / ICNOVA, NOVA FCSH)

Sílvia Leiria Viegas (CIAC, Universidade do Algarve)

Teresa Castro (IRCAV, Sorbonne Nouvelle / ICNOVA, NOVA FCSH)

Teresa Mendes Flores (ICNOVA, NOVA FCSH)

-4-Submissões até 25 de Maio

Comité Científico:

Ana Lúcia Marsillac (Universidade Federal de Santa Catarina)

Bruno Mendes da Silva (CIAC, Universidade do Algarve)

Cristiana Bastos (Instituto de Ciências Sociais)

Filippo Di Tomasi (ICNOVA, NOVA FCSH)

Iacã Macerata (Universidade Federal de Santa Catarina)

Isabel Stein (ICNOVA, NOVA FCSH)

Leila Lehnen (Brown University)

Luís Trindade (IHC, NOVA FCSH)

Margarida Brito Alves (IHA, NOVA FCSH)

Margarida Mendes (ICNOVA, NOVA FCSH)

María Gloria Robalino (Washington University St. Louis)

Maria Teresa Cruz (ICNOVA, NOVA FCSH)

Marita Sturken (New York University)

Maura Castanheira Grimaldi (ICNOVA, NOVA FCSH)

Mirian Nogueira Tavares (CIAC, Universidade do Algarve)

Patrícia Martins Marcos (University of Oklahoma)

Patrícia Martinho Ferreira (Brown University)

Paulo Nuno Vicente (ICNOVA, NOVA FCSH)

Romy Castro (ICNOVA, NOVA FCSH)

Rui Gomes Coelho (Durham University)

Susanne Knittel (ICON, Utrecht University)

Organização institucional:

ICNOVA, FCSH, Universidade Nova de Lisboa

CIAC, Universidade do Algarve

Coordenação do CIAC:

Bruno Mendes da Silva

Mirian Tavares

Comissão de Comunicação e Logística do CIAC:

João Paulo dos Reis e Cunha (Gestão)

Juan Manuel Escribano Loza

Cobertura Fotográfica e Audiovisual:

João Paulo dos Reis e Cunha

Desenho gráfico:

Maura Grimaldi

Apoio institucional:

IHC, FCSH, Universidade Nova de Lisboa

ICON-Institute for Cultural Inquiry, Utrecht University

 

12.05.2026 | por martalanca | conferência

MEG STUART - SULPHUR EDGES

13 MAY 2026
WED 19:00 Culturgest Moderation: Liliana Coutinho 


Sulphur Edges is a choreographic encounter shaped with and through place. Created during Forum Dança’s PACAP 8 / Mystery School residency, the 60-minute film unfolds across São Miguel’s thermal sites, oceanfront pools, traces of a mine, and the shell of an abandoned hotel. These places act as co-agents in a process of sensing and transmission. Guided by Meg Stuart’s direction, the performers respond to the elemental conditions of each site. Movement arises from relation — to temperature, texture, invisible forces, and to one another. The camera moves as a choreographic partner, tracing tensions between body, place, and atmosphere. Before the film screening, a conversation with Meg Stuart, about project Mystery School will explore modes of presence, transmission, and artistic practice that resonate through the work.

Following the screening of the film, there will be a conversation with Meg Stuart about the Mystery School project, exploring modes of presence, transmission, and artistic practice that resonate throughout the work.

10.05.2026 | por martalanca | MEG STUART

MEG STUART - SULPHUR EDGES

13 MAY 2026
WED 19:00 Culturgest Moderation: Liliana Coutinho 


Sulphur Edges is a choreographic encounter shaped with and through place. Created during Forum Dança’s PACAP 8 / Mystery School residency, the 60-minute film unfolds across São Miguel’s thermal sites, oceanfront pools, traces of a mine, and the shell of an abandoned hotel. These places act as co-agents in a process of sensing and transmission. Guided by Meg Stuart’s direction, the performers respond to the elemental conditions of each site. Movement arises from relation — to temperature, texture, invisible forces, and to one another. The camera moves as a choreographic partner, tracing tensions between body, place, and atmosphere. Before the film screening, a conversation with Meg Stuart, about project Mystery School will explore modes of presence, transmission, and artistic practice that resonate through the work.

Following the screening of the film, there will be a conversation with Meg Stuart about the Mystery School project, exploring modes of presence, transmission, and artistic practice that resonate throughout the work.

10.05.2026 | por martalanca | MEG STUART

1001 Noites – Irmã Santomense

estreia a 8 de maio, em Palmela 

 1001  NOITES – IRMÃ SANTOMENSE estreia em Palmela no próximo dia 8 de maio. Com dramaturgia e encenação de Miguel  Jesus e cenografia de João Brites, será o último espetáculo da tetralogia que  o Teatro O Bando tem vindo a traçar desde 2023, a partir d’ As Mil e Uma  Noites. No elenco, Rita Brito (Xerazade), Fabian Bravo (Xariar), Adozia Cristo  (Dinarzade) – atriz consagrada em São Tomé e Príncipe pela sua histórica personagem Saco de Boxe –, Nicolas Brites (Bacbaca), Diogo Rocha (Silencioso),  aos quais se junta a percussão de Mick Trovoada (Zantune) e as batidas de DJ  Marfox. Um espetáculo ao ar livre, de 8 a 31 de maio junto ao Cine-Teatro São João, em Palmela. Nos dias 5 e 6 de junho na Quinta do Anjo - Sociedade de Instrução Musical e 12 e 13 de junho no Pinhal Novo - Edifício Santa Rosa.

Um Demónio que quer conhecer a voz dos Anjos, um Barbeiro que fala mais do que corta cabelo, um Jovem apaixonado que diz ter aversão pelas mulheres, um Pobre cheio de fome que come comida invisível, um Alfaiate que trabalha por amor até à exaustão e à humilhação, enfim, muitas são as personagens que Xerazade evoca para tentar apaziguar o coração de Xariar. Mas será que ele vai conseguir controlar os seus impulsos destrutivos? Poderá ainda ser levado a sonhar, a rir, a aceitar as falhas dos outros e as suas? E se o fizer, poderemos ainda assim perdoá-lo, ou teremos de nos vingar? Qual a responsabilidade de cada um de nós face àqueles que nos oprimem?

 

Venham, venham. Venham ver e ouvir como é tão boa esta história. Soia se sa fina. 8 de maio junto ao Cine-Teatro São João, em Palmela.

Ficha Artística

 

1001 NOITES – IRMàSANTOMENSE

texto a partir de As Mil e Uma Noites (tradução de Hugo Maia)

 

dramaturgia e encenação Miguel Jesus

elenco Adozia Cristo, Diogo Rocha, Fabian Bravo, Mick Trovoada, Nicolas Brites e Rita Brito

cenografia João Brites

música Mick Trovoada e DJ Marfox

figurinos Clara Bento

pintura cenográfica Emerson Quinda

apoio à dramaturgia Susana Mateus

apoio à corporalidade Juliana Pinho

desenho Maria Taborda

produção Inês Gregório

apoio à produção Isabel Mota

execução de figurinos Inês Reis e Rosa Silva

montagem Vitor Santos

apoio a ensaios Beatriz Oliveira e Viviana Nicolau

 

 Sobre O Teatro o Bando

Fundado em 1974 e constituindo-se como uma das mais antigas cooperativas culturais do país, o Teatro O Bando assume-se como um coletivo que elege a transfiguração estética enquanto modo de participação cívica e comunitária. Na génese do Bando encontram-se o teatro de rua e as atividades de animação para a infância, em escolas e associações culturais, integradas em projetos de descentralização. O Bando continua a procurar o singularismo das suas criações, na medida em que pretende alcançar obras de arte mais acutilantes e inesperadas. Estas são resultado duma metodologia coletivista onde uma direção artística alargada procura a diferença, a interferência, a rutura, a colisão dos pontos de vista, até que essa intersecção revele o seu potencial ao exprimir-se para além do controlo e da capacidade de previsão dos criadores envolvidos. 

06.05.2026 | por martalanca | BAndo

3ª Edição do Festival Literário L.O.V.E AFRICA

LER OUVIR VER E EXPRESSAR! Data: 15, 16 e 17 de maio Local: Palácio Baldaya, um espaço da Junta de Freguesia de Benfica. Este ano, o festival acontece na semana do Dia de África e, como sempre, trazemos uma programação rica e diversificada!  Além da literatura, preparem-se para uma explosão de culturas africanas com: Música ao vivo; Artes plásticas; Artesanato; Capoeira; Gastronomia típica africana … e muito mais!
“Ler, Ouvir, Ver e Expressar” — o nosso lema L.O.V.E. representa a essência do projeto da Livraria Lulendo, uma livraria africana que celebra a literatura africana, afrodescendentes e os conteúdos sobre África, independentemente da origem do autor/a. É uma livraria diversificada e inclusiva. 
Venham celebrar connosco a identidade e o orgulho africano!  Preparem-se para ouvir contos, romances, poesia, ensaios, história e muito mais nos dias 15, 16 e 17 de maio no jardim do Palácio Baldaya.
Não percam! Vamos juntos fazer desta festa um momento inesquecível! 
#LOVEEAFRICA #FestivalLiterário #IdentidadeAfricana #Cultura #LiteraturaAfricana 

05.05.2026 | por martalanca | L.O.V.E AFRICA

3ª Edição do Festival Literário L.O.V.E AFRICA

LER OUVIR VER E EXPRESSAR! Data: 15, 16 e 17 de maio Local: Palácio Baldaya, um espaço da Junta de Freguesia de Benfica. Este ano, o festival acontece na semana do Dia de África e, como sempre, trazemos uma programação rica e diversificada!  Além da literatura, preparem-se para uma explosão de culturas africanas com: Música ao vivo; Artes plásticas; Artesanato; Capoeira; Gastronomia típica africana … e muito mais!
“Ler, Ouvir, Ver e Expressar” — o nosso lema L.O.V.E. representa a essência do projeto da Livraria Lulendo, uma livraria africana que celebra a literatura africana, afrodescendentes e os conteúdos sobre África, independentemente da origem do autor/a. É uma livraria diversificada e inclusiva. 
Venham celebrar connosco a identidade e o orgulho africano!  Preparem-se para ouvir contos, romances, poesia, ensaios, história e muito mais nos dias 15, 16 e 17 de maio no jardim do Palácio Baldaya.
Não percam! Vamos juntos fazer desta festa um momento inesquecível! 
#LOVEEAFRICA #FestivalLiterário #IdentidadeAfricana #Cultura #LiteraturaAfricana 

05.05.2026 | por martalanca | L.O.V.E AFRICA

Ghost Kitchen in a City Shell Performance/Debate Sábado 16h-18h30

“GHOST kitchen IN THE city SHELL” é uma conversa performativa, em formato de long-table, cruzando antropologia e arquitetura para pensar a cidade a partir das ghost kitchens enquanto infraestruturas invisíveis. Convocando a noção de hauntologia abordada por Mark Fisher, e a narrativa ciberpunk de Ghost in the Shell, de Masamune Shirow, onde a questão do humano é central, também aqui se interrogam presenças, mediações e invisibilidades na cidade e cozinhas contemporâneas.

Propõe-se refletir sobre ‘ghost’, a aura fantasmagórica, invisível e anónima destas cozinhas — em referência às plataformas a partir das quais se opera a entrega de comida (apesar da existência de um espaço físico) — e ‘dark’, adjetivo pouco conseguido, como se estas cozinhas fossem um segredo a manter escondido.

À mesa, com comida, propomos interrogar a deslocação da cozinha — espaço afetivo da casa — para um sistema logístico espectral, onde consumidores e trabalhadores permanecem anónimos. Na antítese desta ideia, pretende-se mostrar, explorar e contrapor o filme “FOOD” de Matta-Clark onde a cozinha surge a preto&branco, como espaço simultaneamente doméstico e experimental, coletivo e marginal, que implementa dinâmicas e (re)desenha cidade(s).

Autoria e organização de: Patrícia Azevedo da Silva (antropóloga) e Luísa Sol (arquitecta)

Trienal de Lisboa. + infos 

04.05.2026 | por martalanca | conversa performativa