"Dundo, memória colonial", de Diana Andringa

Nasci em 1947 no Dundo, centro de uma das mais importantes companhias coloniais de Angola, a Diamang. Ali fui feliz. Ali aprendi o racismo e o colonialismo. Agora volto, porque o Dundo é a minha única pátria, a mais antiga das minhas memórias.

Ficha Técnica: “Dundo, Memória Colonial”

Realização: Diana Andringa

60’, LX Filmes, Portugal, 2009

exibição dia 30 de Março, 18h, no ISCTE

24.03.2011 | por martalanca | angola, Diana Andringa, Dundo

"48", de Susana de Sousa Dias

na Cinemateca Portuguesa, 29 de Março, 21h30

Argumento, realização e montagem Susana de Sousa Dias

Imagem Octávio Espírito Santo

Design Sonoro António de Sousa Dias

Som Armanda Carvalho

Som Adicional Paulo Cerveira e Valente Dimande

Direcção de pós-produção Helena Alves

Mistura de som Tiago Matos

Correcção de cor Paulo Inês

Produção Kintop | Ansgar Schäfer 

Com o apoio de MC / ICA e RTP

Vendas internacionais Kintop

Distribuição em Portugal Alambique

24.03.2011 | por martalanca | 48, fascismo, presos políticos

«DESGRAÇA» de J.M. COETZEE


Desgraça é muito mais do que um relato social: é um relato de sobrevivência pessoal numa sociedade decadente. Passado na África do Sul pós-apartheid, este romance sincero e despudorado centra-se em David Lurie, professor universitário na Cidade do Cabo, de meia-idade, divorciado, que divide o seu tempo entre o desânimo das aulas e as satisfações momentâneas que encontra numa prostituta. Quando este o deixa de atender, David desvia as atenções para uma jovem aluna, começando uma aventura sexual que, quando tornada pública, o leva ao despedimento e à humilhação.”

 

J.M. Coetzee nasceu em 1940 na Cidade do Cabo e estudou na África do Sul e nos Estados Unidos. As suas obras compreendem onze romances, bem como memórias, traduções e críticas literárias. Residindo na Austrália desde 2002, foi em 2003 galardoado com o Prémio Nobel de Literatura. As Publicações Dom Quixote editaram em Portugal os seus livros No Coração Desta Terra, À Espera dos Bárbaros, (James Tait Black Memorial Prize, 1982), A Vida e o Tempo de Michael K. (Booker Prize, 1983), A Ilha, A Idade do Ferro, O Mestre de Petersburgo, Desgraça (Booker Prize, 1999), Elizabeth Costello, O Homem Lento, Diário de Um Mau Ano e Verão.   

 

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Ficha Técnica

Género: Romance

Páginas: 240

Formato: 12,5 x 19 cm

PVP: 7,50€

24.03.2011 | por martalanca | Coetzee

Agenda Cultural 23- 29 de Março - MAPUTO

Quarta-Feira, 23 de Março 

• Ciclo de Cinema Italiano. 15:30h. “Geração mil euros”. Anfiteatro 1502. FLCS. UEM.

• Jazz Rigoroso. 18hWaterfront. Consumo mínimo de 200 Mt.

• Homenagem. 18h“Noite de Abraços” ao radialista Izidine Fakirá. Bar Fofoca. 

• Cinema. 19hDuas curtas-metragens “Ekwapa” e “ Phatyma” de Luiz ChavesArtenoparke.

• Concerto. 22:30h. Ras Soto. Gil Vicente Bar.

 

Quinta-Feira, 24 de Março 

• Cinema. 18:30h. Estréia de dois documentários sobre a vida e obra dos grandes artístas plásticos moçambicanos Nöel Langa e Estevão Mucavele. Centro Cultural Franco Moçambicano Entrada gratuita. 

• Concerto22h. Banda Kakana. África Bar 

• Concerto. 22:30h. Silita. Gil Vicente Bar.

 

Sexta-Feira25 de Março

 Roteiro turístico. 9h-11h Roteiro turístico na periferia de Maputo. Bairro da Mafalala. Marcações: 824180314/ 824151580

• Ciclo de Cinema Italiano. 15:30h. “Menina Effe”. Anfiteatro 1502. FLCS. UEM.

• Critical Mass Maputo. 17h. Passeios de bicicleta para promover o uso desta na cidade. Saída: Praça da Independência. 

• Concerto. 18hWaterfront. Consumo mínimo de 200 Mt.

• Arte. 18h. Inauguração exposição “Voltas em mundos sem revoltas”: pintura, escultura, fotografia… com Mauto Pinto, Professor Orlando, Gonçalo Mabunda, Lulu Sala e mais. Núcleo de Arte. 

 Teatro. 18:30h Cine-teatro Gilberto Mendes.

 Concerto. 20:30h Hortêncio Langa: Comemorando 60 anos de vida!  Centro Cultural Franco-Moçambicano. 350/200 Mt.

• Concerto22h. Música ao vivo. Xima Bar.  

• Concerto22:30h. As fabulosas cantoras vindas da Swazilandia “Spirits Indigenous”  tocam soul afro. Mafalala Libre Bar.100 Mt. 

• Concerto22:30h Valdemiro José. Gil Vicente Bar

 

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23.03.2011 | por martalanca | agenda, Maputo

Helder Mendes ao Vivo, 25 de Março, Elinga Teatro, LUANDA

Será realizado esta Sexta-Feira dia 25 de Março de 2011 pelas 22h30 um concerto ao vivo com o artista Hélder Mendes no Elinga Teatro \ bar. Neste espectáculo o cantor apresentará temas dos seus dois Álbuns  “África Okwaba  e do seu ultimo trabalho “Vumbi” com musicas compostas e interpretadas em Kikongo, Umbundu, Kimbundo, Fiote, Kwanyama e Tchokwe.  Helder Mendes está de regresso a Angola depois de alguns anos passados em Espanha, onde produziu grande parte do seu trabalho que será apresentado esta Sexta no mítico espaço Elinga Teatro, e irá mostrar aos seus que continuam a surgir músicos com indubitável talento em Angola.

Numa Co-Produção da Mano a Mano Produções, Movimento X e Alliance Française, este espectáculo inclui a actuação de uma banda que será composta por 5 elementos incluindo Cloves na guitarra ritmo e solo, Celso Costa na guitarra baixo, Nana na precursão, Jó Pinto na bateria. Como convidado especial Hélder Mendes terá ainda o musico Venezuelano Jesús Chucho Garcia.

Biografia de Hélder Mendes

O cantor Hélder Mendes apresenta o seu segundo álbum, Vumbi, com músicas compostas e interpretadas em línguas nacionais. O músico já havia abraçado os idiomas angolanos no seu primeiro trabalho, “África Okwaba”, ou “África bela na tradução do kimbundo, de 2006, que constitui-se apenas de quatro faixas musicais, com mil cópias, todas gravadas em Espanha. Nasceu a 29 anos, na aldeia de Kaxiça, município de Cambambe, província de Kwanza-Norte e viu, contudo, ser cantada com nostalgia e muita alegria o sucesso deste disco, “Anjikita”. “A canção retrata as brincadeiras de infância, que, hoje, foram substituídas pelos jogos modernos, como a playstation”, disse.

Quatro anos depois, o músico regressa aos palcos com o seu novo disco “Vumbi”, (“Espíritos“ em kikongo) e quer superar as mil cópias do trabalho anterior. Predominantemente direccionado aos estilos afro-pop e beat, Hélder Mendes diz emprestar a sua voz para cantar as tradições africanas e valorizar a cultura dos povos.

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23.03.2011 | por franciscabagulho | música angolana

A Carta, de Paulo Flores

fotografia de José Fernandesfotografia de José Fernandes

 

 

reflexão de Paulo Flores sobre o país que tanto ama… 

chama-se A Carta, escuta aqui: 

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23.03.2011 | por martalanca | música angolana, Paulo Flores

EU SOU ÁFRICA - 8º episódio CAMILO DE SOUSA - MOÇAMBIQUE

sabado, dia 26 de março, às 19h na RTP2

 

CAMILO DE SOUSA, cineasta, nasceu na antiga Lourenço Marques (Maputo), em 1953, e cresceu na Mafalala, bairro de Craveirinha e Eusébio, no início da periferia de Maputo. Sobrinho da poetisa Noémia de Sousa, aprendeu em casa a construir uma consciência política e na rua que a cidade se demarcava consoante a cor da pele e a posição social. Guerrilheiro na luta pela Independência de Moçambique, militante da FRELIMO, marcou-o profundamente o que veio depois da guerra e que o leva a abandonar o partido. Com o projecto de cinema móvel - que cobre todo o território moçambicano - e o jornal de actualidades Kuxakanema, com o trabalho no Instituto Nacional de Cinema (onde encontra JL Godard, Jean Rouch e nasce toda a geração dos que hão-de fazer cinema em Moçambique), e mais tarde com a Ébano, a produtora onde continua a praticar o seu “cinema de resistência”, Camilo de Sousa reencontrou no cinema o caminho da luta por uma sociedade mais justa. É membro fundador e vice-presidente da Associação Moçambicana de Cineastas, criada em 2003. 

maputo visto de catembemaputo visto de catembe

Camilo de Sousa tem um ritmo só dele, maneira de contador de histórias (e tem sempre uma na manga). Acompanhado pela filha Camila, leva-nos a conhecer o bairro da Mafalala, habitado por macuas, rongas e changanas, pessoas das ilhas do Índico e muitos outros. Foi nessa mistura de gente, na fronteira da cidade de cimento com o subúrbio, que Camilo cresceu e logo percebeu que Maputo tinha dois mundos bem distintos, consoante a cor da pele e a posição social. Fala-nos do tempo colonial, da militância na FRELIMO e da formação de guerrilha em Cabo Delgado, a norte. Da guerra, marcou-o o que veio depois, e questiona o que fica das revoluções no funcionamento normal das sociedades. “Nem todos estávamos de acordo com o que se implementou depois da independência”, tempo de clivagens e aspectos mais nebulosos, desilusão que culmina nos dias de hoje, em que “os pobres estão cada vez mais pobres e os ricos mais ricos”. Lembra as originais expressões de Samora Machel, que já denunciava “é preciso matar o crocodilo quando ainda está no ovo.” Leva-nos de visita ao Instituto Nacional de Cinema, criado após a Independência, “onde nasceram todos os que fazem cinema em Moçambique”. Ali reside em formato de película a memória do país e o muito que foi registado da sua história. Fala-nos do projecto de cinema móvel, do jornal de actualidades Kuxakanema, e leva-nos à Ébano, a produtora onde, com muitos companheiros de jornada, de Isabel Noronha a Licínio de Azevedo e ao filho, Karl Sousa, continua a praticar o seu “cinema de resistência”.

 

 

23.03.2011 | por martalanca | camilo de sousa, Cinema Moçambicano

Do Corpo à Palavra

Em 2007/2008 realizámos colectivamente este documentário no interior do projecto Ir (mais info em www.c-e-m.org). A experiência de 4 anos atrás, abriu um caminho para movimentações políticas, artísticas, sociais… que temos vindo a criar desde então. 

Fomos convidados pela BASE - F.U.T, a Frente Unitária de Trabalhadores, existente desde os anos sessenta do século XX na luta contra a ditadura e a guerra colonial, fundada por militantes do Movimento Operário Cristã, com um papel assinalável na organização e animação do movimento sindical e social português (mais info aqui).
Neste domingo, dia 27 de março, as 15h na sede da BASE - F.U.T. na Rua Maria aos Anjos, n.15 (metro Intendente), 
vamos visionar o documentário seguido de uma conversa.

 

23.03.2011 | por martalanca | CEM, corpo