These winds of change may now reach across the Sahara

The revolutions in the north have inspired sub-Saharan Africans. We can only hope the region’s leaders take note

Wangari Maathai

As protests against authoritarian rule spread throughout north Africa and the Middle East, I’ve been asked whether similar pro-democracy protests could take place in sub-Saharan Africa too.

At first glance, the conditions appear ripe. Many sub-Saharan Africans also struggle daily with the consequences of poor governance, stagnating economies and dehumanising poverty, and rampant violations of human rights.

It’s difficult for an outsider to know the local reasons why people in any society finally decide they’ve had enough of their leaders and rise up against them. It’s also dangerous to assume that revolutions occurring simultaneously have the same root causes. But certain factors do help explain the volatility in north Africa and the relative quiet to the south – and why that may not persist indefinitely. The first is the idea of the nation itself, along with regional identity. Because the great majority of peoples of north Africa and the Middle East are Arabs, their ethnic, linguistic, religious, and cultural connections provide a degree of solidarity within and across national boundaries. The majority think less along ethnic and more along lines of national identity. Al-Jazeera provides a wealth of information in the region’s common language, Arabic, and allows one country’s news to reach a broad regional swathe practically instantaneously.

Many in the younger generation are well-educated professionals, eager to make their voices heard. And in Tahrir Square, we heard the protesters chant: “We are all Egyptians,” no matter where they came from in Egypt, their social status, or even their religion (Egypt has a small but significant population of Coptic Christians). That sense of national identity was essential to their success. But that national spirit, sadly, is lacking in much of sub-Saharan Africa. For decades, under colonial rule and since independence, many leaders have exploited their peoples’ ethnic rivalries and linguistic differences to sow division and maintain their ethnic group’s hold on power and the country’s purse strings. To this day, in many such states, ethnicity has greater resonance than national identity.

Instead of encouraging inter-ethnic understanding and solidarity, leaders have set communities against each other in a struggle for resources and power, making it difficult for citizens to join together for the national interest.

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16.03.2011 | por martalanca | Revolution, sub-Saharan Africans

50 anos depois do início das guerras coloniais, alguns dados para avivar a memória

Irene Pimentel, no Jugular

Entre 1961 e 1974, Portugal, onde vigorava um regime ditatorial, levou a cabo guerras coloniais em três frentes de combate. Segundo números oficiais, ao chegar-se a 1974 - ano em que foram mobilizados 150 mil efectivos militares para o esforço de guerra em África -, já havia treze anos que a guerra durava em Angola, onze anos na Guiné e dez em Moçambique. Vejam-se alguns dados para memória presente e futura:

- A guerra sorveu entre 7 a 10% da população portuguesa e mais de 90% da juventude masculina. Ainda em termos de gastos humanos, durante os treze anos de guerra, morreriam mais de 8 mil homens e ficariam feridos ou incapacitados cerca de 100 mil portugueses.

- Segundo dados do Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA), morreram de várias causas 8.831 militares portugueses, dos quais 4.027 em combate, ou seja, respectivamente 23% do contingente “metropolitano” e 77% dos soldados recrutados nas próprias colónias

- Das quase nove mil baixas das Forças armadas portuguesas, que representavam 1 % do número total de combatentes nos três teatros de guerra, 3.455 ocorreram em Angola, 3.136 em Moçambique e 2.240 na Guiné.

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16.03.2011 | por martalanca | guerra colonial

Encontros com a História: ciclo de Cinema e Debates - COIMBRA

22 de Março a 19 de Julho de 2011, 17h30

Mosteiro de Santa Clara; Associação Fila K – Coimbra

A década de 60 inaugurou um novo momento político em África. Todavia, as transições para as independências foram acompanhadas, em vários casos, por situações de extrema violência, reflexo quer da complexidade política presente, quer da intolerância imperial. É objectivo deste ciclo (Iº semestre de 2011) ver e discutir estes filmes como testemunho político da construção do projecto das independências africanas, abrindo pontes para uma análise mais profunda dos vários sujeitos que estes ‘encontros com a história’ procuram resgatar.
Assim, este projecto tem por magno objectivo assinalar tais eventos e fomentar uma reflexão abrangente e multidimensional sobre a questão colonial, contribuindo para o necessário enriquecimento das análises sobre o tema.
Tal reflexão afigura-se especialmente importante por um vasto conjunto de razões. De facto, as leituras hegemónicas do colonialismo e a sua conceptualização predominante como mera relação política formal de dominação invisibilizam a complexidade e a diversidade das formas de dominação, exploração, violência e discriminação que o colonialismo engendrou. Mesmo focando a diversidade das experiências coloniais europeias em África, tais perspectivas universalizam a um tal ponto os modos de produção e exercício do poder colonial, que as vivências, experiências e resistências dos povos africanos tendem a ser narradas e interpretadas pelo olhar dominantes das ex-metrópoles.
Fazendo eco das propostas e das preocupações de um olhar pós-colonial crítico e emancipatório e procurando promover uma perspectiva comparativa mais alargada do que a proposta pela denominada Lusofonia, pretende-se, assim, realçar a problemática do colonialismo de modo multidimensional, exercer o direito à memória e às verdades históricas e reflectir sobre as formas contemporâneas com que a experiência colonial se manifesta e se reproduz hoje.
A partir da visualização de filmes ficcionados, documentários e outro material histórico de época e da contemporaneidade, e procurando dar-se particular realce à cinematografia africana em clara reposta aos apelos pós-coloniais, promover-se-ão debates alargados sobre tal material.
Propõe-se a gravação pelo CES dos debates que poderão ser disponibilizados online.
O projecto terá dois momentos principais:

O primeiro momento – a decorrer durante o I semestre de 2011 -, abordará as questões coloniais de um ponto de vista mais global e transversal, para procurar contextualizá-las no terreno africano, ultrapassando o círculo restrito da Lusofonia.

O segundo momento, a iniciar em Setembro de 2011, será constituído por mini-ciclos temáticos sendo cada um deles consagrado à experiência de países concretos. Saliente-se também que em cada um destes mini-ciclos temáticos, procurar-se-á abordar cada caso nacional de um modo multidimensional, o que implica a procura de material de época e da contemporaneidade.

1º Ciclo: Março de 2011 – Julho de 2011

22 de Março. Filme : Cuba, uma odisseia africana

Sinopse: Realizado pela francesa Jihan El Tahri, é um documentário sobre a presença cubana em África nos anos 60, no apoio internacionalista aos movimentos de libertação. (2007). Duração: 80’ Local: Mosteiro de Santa Clara Comentadora: Iolanda Valle

12 de Abril.  Filme: Flame

Sinopse: Dirigido por Ingrid Sinclair, em 1996. Tem por cenário a Guerra civil do Zimbabwe (1972-2980) e retrata a experiência das mulheres que participaram na luta armada. Local: Mosteiro de Santa Clara  Comentadora: Giselle Wolkoff

19 de Abril.  Filme : O Leão do Deserto

Sinopse: EUA/Líbia, 1981. Dirigido por Moustapha Akkad. Discute a história da ‘pacificação’ da Líbia (conquistada dos Turcos em 1911) entre 1929 e 1931, período em que atingiram o auge as acções guerrilheiras de Omar Mukhtar, líder líbio. Duração: 173’ Local: Mosteiro de Santa Clara  Comentador : Celso Rosa

10 de Maio   Filme: A Batalha de Argel

Sinopse : Dirigido por Gillo Pontecorvo. Retrata a luta da Argélia para se tornar independente da França, a partir da trajectória de Ali, líder da Frente Argelina de Libertação Nacional (FLN). Banido por muitos anos na França e proibido no Brasil na época da ditadura militar, A batalha de Argel [The Battle of Algiers] conquistou o Prémio da Crítica Internacional no Festival de Veneza de 1966 e, em 1969, quando foi lançado nos Estados Unidos, recebeu duas indicações para os Oscar, nas categorias de melhor direcção e melhor roteiro original. (1966).  Duração: 117’  Local: Casa das Artes (Fila K) Comentador: Vania Baldi

21 de Junho  Filme: Something of Value

Sinopse: EUA, 1957. Dirigido por Richard Brooks, o filme tem por cenário o Quénia, discutindo a complexidade colonial através do desenrolar da revolta dos Mau-Mau. Local: Casa das Artes (Fila K)  Comentadora: Maria Madalena Gracioli

19 de Julho.  Filme: Lumumba

Sinopse: Documentário sobre Patrice E. Lumumba, a sua ascensão ao poder e a independência do Congo. (1992). Duração: 69’  Local: Casa das Artes (Fila K) Comentadora: Carolina Peixoto

Todas as sessões às 17h30.   Entrada Livre. + infos

Organização: Centro de Estudos Sociais (CES), Coimbra. Paula Meneses e Catarina Gomes (Núcleo DECIDe)

16.03.2011 | por franciscabagulho | independências africanas

Audio slideshow: Mapping Africa

From one of the earliest depictions of the continent - to the colonial scramble for land - the maps of Africa reveal a great deal about the people who have lived there through the centuries.

To try to shed new light on the African archives held by the Royal Geographical Society, London-based African community groups were asked for their views on the documents.

They spoke to Cliff Pereira and Zagba Oyortey - both African-born - who explain here how the maps tell the story of a changing continent.

ver aqui

16.03.2011 | por martalanca | Africa, maps

MITO ELIAS apresenta PÉ NA BOTI – Testemunhos VideoFónicos

Screening  de 10 curtas em tom de morabeza digital.
Mais uma caminhada vídeo nómada junto da comunidade de Cabo Verde na Holanda.
Este exercício pluri-media versa a estória de gentes Crioulas na sua diaspórica 11ª ilha.

15.03.2011 | por ritadamasio | cabo verde, diáspora. cabo verde, música, video

Mamadou & Sulabanku

Mamadou Bhour Guewel Sene nasceu em Dakar em 1972 e vive na cidade do Mindelo desde 2000. Da herança ancestral griot com influências mundanas vividas na cosmopolita cidade do Mindelo nasceu o projecto Sulabanku, em 2002, juntamente com o performer/coreografo Tony Tavares, o escritor Joaquim Arena e o percussionista Osseynou. Juntos iniciaram o projecto ora conhecido por Mamadou Y Sulabanku.

Mazurka, Afropop e as ancestrais influências griot senegalesa fazem deste projecto único. Mamadou (en)cantadas em Wolof e Kriolu, mescla ritmos di terra com o soul e groove senegalês, e conta histórias: de amor, de saudade, de tristreza, de revolta e de esperança.
Amy N’Gom, avó griot de Mamadou, dizia: “uma canção que não conta uma história, que não transmite conhecimento, não é uma cançao: é apenas uma brincadeira de crianças.”



15.03.2011 | por ritadamasio | cabo verde, fusão, lançamento disco, música, senegal

NABY (Senegal) em estreia em Portugal

Vencedor do Prémio Revelação da RFI em 2009, o cantor e compositor senegalês NABY fará a sua estreia em Portugal no Institut français du Portugal (Lisboa), no âmbito da Festa da Francofonia dia 18 de Março às 21: 30. Bilhetes vendidos no próprio dia.

Na sua bagagem traz o disco de estreia, “Dem Naa”, que apresenta uma mistura de reggae, hip hop, soul e funk… onde o artista descreve a realidade do povo senegalês.

15.03.2011 | por ritadamasio | afroreggae, musica senegalesa, senegal

João Bosco canta em Cabo Verde

O cantor e compositor brasileiro chegou ontem ao país para se apresentar em shows nos dias 17 e 18 (quinta e sexta), nas cidades de Praia e Mindelo.

Um dos maiores instrumentistas do Brasil, João Bosco, desembarcou ontem em Cabo Verde para as apresentações que terão lugar nos dias 17, no Mindelo, e 18, na Praia. Conhecido pelas suas composições para lá de versáteis, que passeiam desde a música Popular Brasileira até o erudito, o cantor e compositor é dono de uma carreira expressiva dentro e fora do Brasil, tendo aproximadamente 20 álbuns já lançados.

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15.03.2011 | por ritadamasio | concertos, João Bosco, musica brasileira