Uma espécie de viagem. Desmedida, de Ruy Duarte de Carvalho

Uma espécie de viagem. Desmedida, de Ruy Duarte de Carvalho Detém-se no Brasil enquanto caso de estudo e de pasmo, exímio na “produção social do inédito”, onde tantos se pasmaram “diante do inédito, da anarquia e do escândalo da exuberância da flora brasileira” e de outras questões, tendo sido o deslumbramento a causa do enriquecimento (e provavelmente enviesamento) das investidas científicas (e românticas), dos exploradores e observadores do século XIX e demais.

02.06.2011 | por Marta Lança

Secção Ruy Duarte de Carvalho

Secção Ruy Duarte de Carvalho Pretendemos divulgar aspectos mais dispersos da obra de Ruy Duarte de Carvalho através deste arquivo digital que disponibiliza alguns textos do autor e sobre autor, fotografias e audiovisuais, facilitando a acessibilidade a conteúdos diversificados que intersectam a sua obra. Uma obra que permanece intensa, por ler e descobrir, pensar e relacionar.

24.05.2011 | por Buala

A terra prometida

A terra  prometida inútil dizer: o deserto é rosto afogueado de mulher iminência de revelação constelada apocalipse imenso do braseiro; o deserto é ar e areia ar e areia quente e seco;

19.04.2011 | por Breyten Breytenbach

Evocação a Ruy Duarte de Carvalho em Santarém

Evocação a Ruy Duarte de Carvalho em Santarém Ruy Duarte Carvalho vai ser homenageado num encontro de familiares e amigos, com uma Exposição documental e biográfica, uma mostra e visionamento dos seus filmes e a análise antropológica da sua filmografia, no próximo dia 23 de Março (quarta-feira), pelas 17 horas, na Escola Secundária Dr. Ginestal Machado.

19.03.2011 | por vários

Swakopmund Galore

Swakopmund Galore Voltar a Swakopmund é estranho, fora da estação há sempre uma neblina na cidade e, dado que tudo fecha às cinco da tarde, a cidade fica deserta, quase abandonada, uma velhinha que passeia por ali, uns namorados acolá, mas fora isso é Twin Peaks

17.01.2011 | por Luhuna de Carvalho

Namibe vasto

Namibe vasto Namibe vasto é um belo livro de fotografias de Jorge Ferreira “sobre paisagens, gentes, animais e plantas da província do Namibe”, com texto e legendas de Cristina U. Rodrigues e design gráfico do João Ribeiro Soares.

17.11.2010 | por Cristina Salvador

A viagem desmedida

A viagem desmedida Esta é a história de um rio que desce pelos sertões. De uma viagem que foram três e deu um livro. De uma amizade entre uma brasileira e um angolano. Em 2006, Daniela Moreau acolheu e acompanhou Ruy Duarte de Carvalho ao longo da bacia do São Francisco. E esteve na homenagem in memoriam ao escritor, no festival de cinema do Estoril.

12.11.2010 | por Alexandra Lucas Coelho

Tem viagens e tem fugas, pela África do Sul com Ruy Duarte de Carvalho

Tem viagens e tem fugas, pela África do Sul com Ruy Duarte de Carvalho Esta foi uma viagem à África do Sul em 13 dias e 6 mil quilómetros. Viagem redonda de Joanesburgo a Joanesburgo, do interior à costa pela outra costa, deixando de fora a província do Cabo Oriental, berço de lutadores anti-apartheid, ainda assim presente nas histórias. O Ruy Duarte de Carvalho, escritor e cineasta angolano, que deixou recentemente este mundo para ir lá falar aos mais-velhos sobre as coisas que andou por cá muito tempo a tornar visíveis, era o grande impulsionador da viagem e o guia deste relato.

08.11.2010 | por Marta Lança

Desmedida: Ruy Duarte de Carvalho, a escrita e nós, no “vaivém das barcas”

Desmedida: Ruy Duarte de Carvalho, a escrita e nós, no “vaivém das barcas” Embora defenda sempre a necessidade de distinguir o pessoal do profissional, percebo que essa distinção hoje mostra-se impossível para mim. Não há como não me sentir, nesse momento, misturada ao tentar falar desse notável Desmedida, que ficou como um dos últimos legados deixados pelo Ruy Duarte. E dos mais valiosos para nós brasileiros. Porque a emoção é indisfarçável, eu antecipo o meu pedido de desculpas por não conseguir a dose de rigor que foi sempre uma das marcas essenciais do autor desse e de outros livros fundamentais.

12.10.2010 | por Rita Chaves

Etnografia(s) e territorialidade

Etnografia(s) e territorialidade  O papel de mediação do etnógrafo, o sujeito “ocidental”, o viajante, colocado entre os mundos de partida e as culturas de contacto, apresenta uma flagrante afinidade com o perfil itinerante dos autores de ficções africanas, em diferentes momentos da História recente. De formas distintas, muitos destes autores preocuparam-se em transmitir imagens e conteúdos representativos das culturas a que estavam expostos, tanto a partir de universos de localização regional como de contextos marcados pela experiência urbana, em boa medida cosmopolita.

08.10.2010 | por Ana Maria Mão-de-Ferro Martinho

Da Etnicidade ao Simbolismo: três olhares sobre a etnia Kuvale

Da Etnicidade ao Simbolismo: três olhares sobre a etnia Kuvale A etnia kuvale para além de observada e estudada do ponto de vista antropo-sociológico constituiu e constitui um elemento importante na construção da memória e identidade angolanas, sendo transversal ao período colonial e pós-colonial. Através de três olhares antropo-literários, de Augusto Bastos, Pepetela e Ruy Duarte de Carvalho, reconstruiremos esse simbolismo e a actualidade do mesmo, percorrendo o caminho que medeia entre a recolha etnográfica (muitas vezes com base na compilação de relatos orais) e a sua exposição sob a forma da palavra escrita.

23.09.2010 | por Cátia Miriam Costa

Ruy Duarte de Carvalho nas margens da terra angolana

Ruy Duarte de Carvalho nas margens da terra angolana Através dos provérbios e de outras manifestações colectivas da sua cultura, abre-se a uma voz impessoal capaz de captar tanto as observações mais terra-a-terra, relacionadas com a vida de todos os dias, como os mitos fundadores da cultura local. O seu discurso nada tem de dogmático; ele faz-nos ler as reflexões do autor sobre o seu próprio trabalho, o seu medo obsessivo de trair ou de conhecer mal este ou aquele acontecimento, este ou aquele comportamento, a alegria decorrente do sentimento de ter penetrado no que é a beleza feminina, de ter avaliado a importância das transumâncias, de ter conseguido fazer de uma zona desértica o seu momento de vida material e intelectual.

23.09.2010 | por Gérard Chalendar e Pierrette Chalendar

Viagem no Deserto – Namibe, Angola

 Viagem no Deserto – Namibe, Angola Posso talvez dizer que esta viagem aumentou a nossa percepção dos aspectos incontroláveis da natureza (o vulcão islandês serviu agora de aviso aos distraídos) e desvendou-nos a existência de populações que sabem conciliar uma organização social complexa e uma apropriação simples de recursos naturais, que só pode ser resultado de seu profundo conhecimento do território.

11.09.2010 | por Cristina Salvador

Mukanda ao Ruy Duarte de Carvalho

Mukanda ao Ruy Duarte de Carvalho Voz transmudante e transumante, inaugural. E desse teu dizer primevo, um apuro e um rigor encantatórios se vieram sedimentando num tom crescente de métrica libertária e de epopeia, para se afirmarem cada vez mais como um dizer poético de sábio e longuíssimo fôlego, e caracterizar toda a tua obra, na qual, “as artes de que sobretudo [dás] notícia são aquelas expressões da actividade humana imediatamente ligadas ao exercício de estar vivo e dar continuidade à vida.”

25.08.2010 | por Zetho Cunha Gonçalves

Ruy Duarte de Carvalho: o cacto e sua água ímplicita

Ruy Duarte de Carvalho: o cacto e sua água ímplicita Como brasileira, persigo na sua viagem pelos nossos sertões, e não só, o encantamento e a capacidade de, no chão tão batido por outros viajantes, descobrir o inédito, elaborá-lo, convertê-lo em prosa, contrapondo as imagens do país apreendidas na errância às que colheu nas leituras desde a adolescência em Moçâmedes. Na escrita dessa experiência, compreendi o sentido de desmedida. Não a do país de dimensões continentais, mas a da energia do olhar que nos revela outras faces de nós mesmos.

23.08.2010 | por Rita Chaves

O Conselheiro generoso

O Conselheiro generoso Era um prazer viajar com ele. Acordávamos muito cedo, “matabichávamos” juntos e depois... pé na estrada. Eu guiava no asfalto, ele na terra. Trocávamos impressões e memórias. Tínhamos todo o tempo do mundo, entre um ponto e outro do trajeto diário. Na Chapada Gaúcha, lugarejo mais próximo do Parque do Grande Sertão Veredas, subitamente o Ruy se apaixonou por uma menina que vendia flores de papel. E assim vivemos aqueles momentos.

22.08.2010 | por Daniela Moreau

Desmedida - pré-publicação Ruy Duarte de Carvalho

Desmedida - pré-publicação Ruy Duarte de Carvalho tem um lugar, dizia eu, tem um ponto no mapa do Brasil, tem um vértice que é onde os estados de Goiás, de Minas Gerais e da Bahia se encontram, e o Distrito Federal é mesmo ao lado. Aí, sim, gostaria de ir... é lá que se passa muita da ação do Grande sertão: Veredas... e depois descer para o alto São Francisco, que é o resto das desmedidas paisagens de Guimarães Rosa... e ao baixo São Francisco, podendo, ia também... porque encosta aos Sertões euclidianos... sou estrangeiro aqui e nada me impede de incorrer no anacronismo de querer ir ver, de perto, Guimarães Rosa e Euclides da Cunha...

14.08.2010 | por Ruy Duarte de Carvalho

uma espécie de habilidade autobiográfica

uma espécie de habilidade autobiográfica E julgo, chegado a esta altura da vida, não poder deixar de ter que entender que o mundo, por toda a parte e não só aqui, se urde e se produz recorrendo sempre, ou quase sempre, ao uso e ao abuso da boa-fé dos outros. Temo não conseguir nunca chegar, mesmo velhinho, a conformar-me com isso e a tornar-me no sujeito bem acabado, dissimulado, pirata, adaptável e finalmente adaptado que nunca, durante toda a vida, consegui ser.

12.08.2010 | por Ruy Duarte de Carvalho

Cinema e antropologia para além do filme etnográfico

Cinema e antropologia para além do filme etnográfico Do exposto se infere qual é a nossa posição relativamente ao cinema que escolhemos fazer. O profissional de cinema tem plena consciência de que para fazer um trabalho de acordo com a realidade nacional deve munir-se de instrumentos de reflexão que lhe permitam escolher o que deve filmar e como fazê-lo. Ele sente-se autoconduzido à escolha de temas que legitimem o emprego do seu tempo de trabalho, e do da sua equipa, numa actividade não directamente produtiva e numa conjuntura em que a reabilitação da economia e da organização se impõe a todos como tarefa prioritária.

02.07.2010 | por Ruy Duarte de Carvalho

Filmografia Ruy Duarte de Carvalho

Filmes realizados pelo autor.

24.05.2010 | por Buala