ERNESTO NETO – NOSSO BARCO TAMBOR TERRA

Ernesto Neto, um dos mais internacionais e conhecidos artistas brasileiros, apresenta uma instalação imersiva, que evoca o cruzamento de culturas entre os diferentes continentes.

Com curadoria de Jacopo Crivelli Visconti, Nosso Barco Tambor Terra é uma das maiores esculturas realizadas, até hoje, por Ernesto Neto. A sua forma foi-se definindo ao longo de meses de trabalho, em diálogo com o espaço arquitetónico do MAAT e com o entorno do museu, extremamente denso de um ponto de vista histórico e simbólico, por representar o ponto de partida das caravelas que rumaram para o lugar que depois viria a ser chamado de Américas.

 

Partindo de imagens (velas) e materiais (lonas e cordas) geralmente associadas às viagens transatlânticas, o artista cria um conjunto de instalações inéditas que ocupam as várias dimensões do espaço. Para a criação da obra, foi utilizada principalmente chita, um tecido de algodão relativamente barato e extremamente difuso no Brasil que geralmente é decorado com estampas de cores fortes que representam flores e plantas. Esse tecido foi cortado em tiras e crochetado à mão por vários colaboradores, a partir de uma técnica desenvolvida ao longo de anos no ateliê do artista no Rio de Janeiro: o atelienave; e, com o material assim obtido, foram realizadas as células que, juntas, compõem a escultura. O plano geral da obra é desenvolvido à mão livre, através de testes e ajustes, e com a ajuda de softwares específicos, de maneira a ficar preciso, mas também maleável o suficiente para se adaptar às especificidades do espaço, quando da montagem in situ.

 

Nos últimos anos, à margem da sua atividade como artista, Neto tem se dedicado à percussão. Ao longo da exposição, a escultura, que incorpora uma série de instrumentos, será periodicamente ativada por uma programação musical, a cargo de músicos e grupos de vários lugares do mundo, com atenção especial para os ritmos das diásporas africana e asiática. Simbolicamente, o encontro de ritmos e batidas em Nosso Barco Tambor Terra irá constituir um contraponto à multitude de idiomas falados pelo mundo, aludindo à possibilidade de encontrarmos, em momentos e contextos específicos, línguas comuns que permitam uma comunicação que transcende a verbal e possibilita encontros autênticos e profundos. Coerentemente com o desejo do artista de criar uma obra autenticamente coletiva e diversa, os tambores de vários tipos e proveniências que habitam a instalação podem também ser tocados pelo público que visita a exposição.

28.04.2024 | by Nélida Brito | Brasil, ernesto neto, exposição

Exposição Mínimo Olhar de António Ferra - Espaço Ulmeiro

Trata-se de um painel com cerca de dois metros e meio de largura onde serão colocados 12 quadros em pequeno formato e 15 miniaturas (pintura-colagens).

A exposição estará em cena até ao dia 30 de abril.

Exposição : 

Mínimo Olhar

pintura – colagens – objectos 

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abertura – 5 de Abril às 17h até 30 de Abril local – Livraria Espaço Ulmeiro            

Av. do Uruguai, 19 – b (Benfica)

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António Ferra Trabalho e convivo com palavras e imagens. As palavras tento juntá-las de maneira a criar imagens. As imagens tento construí-las de maneira a evocarem palavras lidas de outro ângulo. Assim me encontro no nascimento das formas, colando luz no papel que desempenho.

Desenho desde sempre, escrevo desde então. Às vezes dramatizo as palavras e as imagens 

em curtas performances satíricas e humorísticas - afinal a tragédia e a comédia sempre andaram de mãos dadas. Publiquei livros, cerca de trinta e fiz algumas exposições, talvez uma vintena. Aprendi e aprendo com as palavras e as imagens dos outros.

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cercado pelas aves 

movo-me entre a 

magnificência da terra

e as penas espalhadas 

no meu bairro 

 

Imagens de António Ferra

03.04.2024 | by mariana | António Ferra, Espaço Ulmeiro, exposição, Livraria Ulmeiro, Mínimo Olhar

Católica e Serralves inauguram exposição “Travelogue” de Pedro Barateiro no Porto

Artista dá ainda a conhecer a sua performance ” Como Fazer uma Máscara”
No dia 29 de fevereiro, às 18:30, vai ser apresentada a instalação Travelogue (2006), de Pedro Barateiro, no campus Porto da Universidade Católica Portuguesa. Esta exposição, com curadoria deJoana Valsassina, é a quarta iniciativa organizada no âmbito da adesão da Universidade CatólicaPortuguesa ao corpo de Fundadores da Fundação de Serralves e integra o Programa de Exposições Itinerantes da Coleção de Serralves.

Pedro Barateiro encontra na investigação de arquivo e na criação de microficções, estratégias paradesmontar narrativas históricas e contemporâneas que continuam a sustentar a cultura hegemónicaocidental. Na obra Travelogue, o artista apresenta uma compilação de imagens retiradas de filmes depropaganda do Estado Novo, outrora exibidos no início de sessões de cinema enquanto reportagens quedocumentavam o crescimento de cidades e a criação de infraestruturas nas antigas colónias portuguesas, em Angola e Moçambique. A estrutura de projeção concebida por Barateiro reforça oanacronismo destas imagens, que revelam hoje, mais do que a construção de cidade, a edificação deuma ideologia.

A exposição “Mãos sobre a cidade” apresenta um conjunto de obras de artistas portugueses einternacionais representados na Coleção de Serralves que se debruçam sobre a realidade urbanacontemporânea, investigando processos de ordem física, económica, social e cultural que moldam a vidana cidade. Mãos sobre a cidade inclui também um núcleo expositivo que reúne obras de diversosartistas no campus de Lisboa, e a apresentação de obras dos artistas E. M. Melo e Castro e GordonMatta-Clark, nos Centros Regionais de Braga e Viseu.

No mesmo dia, 29 de fevereiro, Pedro Barateiro realizará uma performance, pelas 19h, no Auditório Ilídio Pinho. Denominada “Como Fazer uma Máscara / How to Make a Mask”, a obra assume a forma deum monólogo, acompanhado por um conjunto de imagens projetadas, onde a pessoa que lê o textotenta pensar a questão da máscara, através de dispositivos de linguagem e imagem e exemplos que vãoda história do teatro ocidental a testes de personalidade. O evento faz parte do ciclo “Não foi Cabral:revendo silêncios e omissões”, um programa com co-curadoria de Lilia Schwarcz (antropóloga ehistoriadora brasileira) e Nuno Crespo (diretor da Escola das Artes), que contempla uma agenda deconcertos, conferências, exposições e performances, que vão decorrer entre 16 de fevereiro e 24 demaio. O ciclo é organizado pela Escola das Artes, em parceria com a Universidade de São Paulo (Brasil) ea Universidade de Princeton (EUA).

Mais informações: www.ucp.pt

29.02 — 24.06.24 Travelogue (2006) de Pedro Barateiro Curadoria: Joana Valsassina Universidade Católica Portuguesa - Porto Átrio do Edifício Central, R. de Diogo Botelho, Porto

Esta exposição integra o Programa de Exposições Itinerantes da Coleção de Serralves que tem porobjetivo tornar o acervo da Fundação acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país.

Mais informações: Inauguração e performance: Mãos sobre a cidade - Investigações artísticas nomeio urbano - PEDRO BARATEIRO | Universidade Católica Portuguesa - Porto (ucp.pt)
Pedro Barateiro Nasceu em 1979 em Almada. Vive e trabalha em Lisboa. Estudou na Associação Maumaus em Lisboa eobteve o grau de mestre pela Academia de Arte de Malmö, na Suécia. Foi artista residente do ThePavillon – Palais de Tokyo em Paris e bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.Pedro Barateiro já teve exposições individuais no Museu de Serralves, Museu Coleção Berardo, Museude Arte Contemporânea de Vigo, entre outros. Participou na 29ª Bienal de São Paulo, 16ª Bienal deSydney ou 5ª Bienal de Berlim. Apresentou performances em Paris, Beirute, Zurique, Porto, Lisboa e SãoPaulo. Barateiro fundou e geriu, com um conjunto de artistas, o Parkour, um espaço ligado à Avenida211 em Lisboa. Em 2018, o artista fez parte da exposição coletiva O Estado das Coisas, inaugurada no Camões Berlim.

29.02.2024 | by mariana | exhibition, exposição, Pedro Barateiro, performance

Campanha Neve Insular - exposição pop up e masterclass em Mallorca

Olá, 
É início de semana, e o meu coração segue palpitando para responder a todas as lutas!
Por isso escrevo-vos, para contar duas novidades da Neve Insular em Cabo Verde: uma distinção e uma campanha em que conto convosco!

1. É com grande entusiasmo que partilhamos a notícia de que a exposição + programa de seminário e workshops “Neve Insular 0,0003% - algodão e resistência” foi nomeado ‘Best of’ das artes visuais africana e afrodiaspórica em Portugal em 2023 (Bantumen). Ficamos muito felizes com o reconhecimento da ação conjunta do projeto semente do i2ADS com o coletivo NI! Esta distinção é, também por isso, resultado de todas as ligações que constituem o nosso cultivar relações! Assim esta distinção da Bantumen é para esta constelação.

2. Após essa primeira exposição internacional, estaremos presentes em Mallorca para a apresentação de:


 Neve Insular 0,0003% - algodão e resistência POP UP Exhibition e Master Class 1-13 maio de 2024XTANT, Cidade de Palma, ilha de Mallorca, Espanha


Lançamos um crowdfunding “Neve Insular - utopia a partir do algodão” para reforçar a rede de suporte da Neve Insular. A itinerância da exposição na XTANT-Roots 2024 permitirá alargar o impacto internacional do trabalho que realizamos com a comunidade, especificamente no sector da arte e design. Além disso, dar a conhecer a história cultural de Cabo Verde mediante uma abordagem contemporânea e artística.


 

19.02.2024 | by Nélida Brito | arte, cabo verde, exposição, neve insular, workshop

Guimarães - dia 24 de fevereiro - exposição TERRA ESTREITA

A exposição “Terra Estreita” cruza a urgência da reflexão e da ação pela paz, com propostas de artistas contemporâneos.

O elo de ligação é o pensamento vertido nos livros e nas traduções de autores como Judith Butler, Ilan Pappe ou Ariela Aïsha Azoulay, entre muitos outros, a que o coletivo português (un)common ground (João Figueira, Marlene Monteiro Freitas, Vitor Silva e Miguel Figueira) tem vindo a traduzir para o português.

Inspirada pelo espírito e pela letra do poema de Mahmoud Darwish, “A terra é estreita para nós” (1986),  a exposição apresenta obras dos artistas  Benji BoyadjianBisan Abu EishehEmily JacirJean Luc MoulèneLarissa SansourTaysir BatnijiRyuichi Hirokawa e Yazan Khalili, provenientes dos mesmos e da coleção Teixeira de Freitas. A curadoria é do coletivo (un)common ground, com a co-produção do CIAJG . Através desta iniciativa o CIAJG assinala os 50 anos do 25 de Abril.
Em nome pessoal, venho convidar-vos para estarem presentes na Inauguração no dia 24 de fevereiro às 17h, no CIAJG em Guimarães. A vossa presença é importante e necessária!
Inauguração começará às 17h. O programa de abertura conta com um momento de leitura de poemas de Mahmoud Darwish, seguido de uma conversa com a escritora e jornalista Alexandra Lucas Coelho que apresentará no CIAJG a nova edição do livro “Oriente Próximo” (ed. Leya), revista após 7 de outubro de 2023. Para finalizar, Dima Mohamed e Hindi Mesleh juntamente com Cantina CAAA, apresentam Sufret Ardh (Mesa da Terra), uma mesa comunal onde, através da comida, celebraremos o encontro e a luta pela liberdade.

12.02.2024 | by Nélida Brito | 25 de abril, exposição, paz

8 de Fevereiro de 2024 - Inauguração da exposição “Liberdade - Portugal, lugar de encontros” na UCCLA

No ano em que se assinalam os 50 anos do 25 de Abril, a UCCLA vai inaugurar a exposição “Liberdade - Portugal, lugar de encontros” no dia 8 de fevereiro, às 18 horas. 

Com curadoria de João Pinharanda, a exposição pretende dar voz à expressão artística propiciada pela conquista da Liberdade em Portugal. Com o 25 de Abril de 1974 e o fim da Guerra Colonial criaram-se condições para uma multiplicidade de encontros.

Na seleção curatorial de João Pinharanda são-nos apresentados 28 olhares artísticos contemporâneos, oriundos dos países que se expressam oficialmente em língua portuguesa. Estes artistas têm em comum o facto de terem tido ou ainda terem em Portugal um lugar de encontro e trabalho, que pode não ser central nem determinante no seu olhar, mas que não deixa de ser um laço, com a restante realidade artística. A manifesta pluralidade de perspetivas decorre não só da diversidade de origens geográficas e das vivências pessoais, que moldaram a respetiva sensibilidades e criatividade individual. 

A mostra assume-se como uma exposição de cruzamentos e de encontros, daqueles que partiram e regressaram, dos que chegaram e ficaram, ou partiram de novo, ou nunca mais regressaram… Mas todos eles olharam para Portugal e registaram um encontro em imagens; ou olharam, a partir de Portugal, para os seus próprios mundos. Fizeram-no com Liberdade criativa e crítica, oferecendo-nos peças de um puzzle que outros artistas completarão e que nós próprios somos chamados a completar.

De destacar as múltiplas as técnicas utilizadas na produção das peças expostas, que incluem pintura, serigrafia, fotografia, escultura, azulejo e tapeçaria.  

As obras presentes permitem-nos viajar à descoberta de um mundo onírico e de criatividade onde se percecionam muitas das influências que inspiraram estes artistas e as respetivas gerações, com especial destaque para a expressão da liberdade e do espírito anticolonial, as influências espirituais ou religiosas, as influências culturais e literárias e as questões relacionadas à identidade.  

 

A entrada é livre.

A exposição engloba um núcleo no Centro Cultural de Cabo Verde (CCCV), que será inaugurado no dia 15 de fevereiro. 

 

Lista de artistas expostos:

Abraão Vicente Alfredo Cunha

Ana Marchand

Ângela Ferreira

António Ole

Carlos Noronha Feio

Cristina Ataíde

Emília Nadal

Eugénia Mussa

Fidel Évora

Francisco Vidal

Gonçalo Mabunda

Graça Morais

Graça Pereira Coutinho

Herberto Smith

Joana Vasconcelos

José de Guimarães

Keyezua

Manuel Botelho

Mário Macilau

Nú Barreto

Oleandro Pires Garcia

Pedro Chorão

Pedro Valdez Cardoso

René Tavares

Vasco Araújo

Vhils (Alexandre Farto)

Yonamine


Morada:

UCCLA - Avenida da Índia, n.º 110 - Lisboa

CCCV - Rua de São Bento, n.º 640 - Lisboa

Horário:

UCCLA - 8 de fevereiro a 10 de maio de 2024 

Segunda a sexta-feira, das 10 às 18 horas

CCCV - 15 de fevereiro a 15 de abril de 2024 

Terça a quinta-feira, das 12 às 19 horas; Sexta e sábado, das 13 às 20 horas

 

30.01.2024 | by mariana | 25 de abril, 50 anos do 25 de abril, exposição, liberdade, uccla

Chorus 1.8 de composição de um grito de Neusa Trovoada

A artista visual Neusa Trovoada inaugura a exposição CHORUS 1.8, de composição de um grito no próximo dia 26 de maio no INSTITUTO, na cidade do Porto. 

Nesta primeira exposição a solo, Neusa Trovoada conta com a colaboração dos artistas Nú Barreto (fotografia), Xullaji (composição e design de som), António Castelo (vídeo) e Cláudia Sevivas (interação e tecnologia).

O projeto integra a performance Coro dos Assombrados de Zia Soares, com texto de Djaimilia Pereira de Almeida, que dialoga com as obras escultóricas e a instalação de Chorus 1.8, de composição de um grito. 

A SO WING  A R T S  tem o prazer em anunciar a primeira exposição a solo da artista visual, Neusa Trovoada, a realizar-se no INSTITUTO, na cidade do Porto.

“A boca-memória, a boca-identidades, a boca-geopolítica, a boca-interseção, a boca-que-expurga, a boca-emergente. É no grito composto por essas bocas que a exposição CHORUS 1.8 — de composição de um grito de Neusa Trovoada tem início. Um mergulho na corporeidade da artista multidisciplinar que utiliza a palavra e a voz para costurar feridas históricas difíceis de serem suturadas. Na sua primeira exposição individual, Trovoada atravessa-nos de forma cirúrgica, com uma linguagem muda e pulsante, que metaforicamente é articulada com cada uma das suas obras expostas no Instituto, na cidade do Porto.”

Daniel Moraes

 

 26.05 — 17.06.2023 Seg.a Qui. 10h-18h | Sex. 10h-21h | Sáb. 17h-21h Performance__ Coro do Assombrados INSTITUTO 17.06. 2023 Sáb. 21h

Sinopse

A boca, restringida, ensaia vivências de uma invasão violenta. O soterramento da fala, a convulsão das palavras, a condensação da voz, a repetição.

Um grito implode. Um grito explode. Partículas rasgam o espaço para serem sobrevivência e criação. O azul índigo conflui a materialização. O coro denso, implacável, mutante incita o devir. A emergência do futuro rasura o ato anterior. “É preciso destruir para recomeçar”. 1

CHORUS 1.8 — de composição de um grito, observa a boca, cujos canais da comunicabilidade contêm escuros resíduos de eventos historicamente violentos. O azul índigo “é a atmosfera líquida de morte e libertação que só turbilhão de sons e o sacudir infinito dos corpos deixa pressentir. A urgência de levantar, caminhar. Voltar a entrar no ar.” 2

CHORUS 1.8 — de composição de um grito é um projeto tentacular que envolve instalação, performance, oficinas e uma conferência. 

 

Ficha artística  autoria e direção: Neusa Trovoada; fotografia: Nú Barreto; composição e design de som: Xullaji; vídeo e fotografia: António Castelo; edição vídeo: António Castelo, Mário Espada; interação e tecnologia: Cláudia Sevivas; produção geral e gestão financeira: Katiana Silva; produção artística: Diana Sousa; consultoria para a acessibilidade: Maria Vlachou – Acesso Cultura; produção: SO WING Coro dos Assombrados instalação: Neusa Trovoada; encenação, performance: Zia Soares; texto: Djaimilia Pereira de Almeida; figurino: Aldina Jesus 

24.05.2023 | by mariadias | arte, CHORUS.18, exposição, performance

O Clima como Projecto - Exposição no Museu Nacional de História Natural e da Ciência

Esta é a nova exposição patente no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, até ao próximo dia 3 de Junho. Entre desenho, instalação e imagens criadas com Inteligência Artificial, imaginam-se paisagens num futuro climático plausível, com base em transformações já presentes no território.No conjunto de peças criadas, questiona-se o papel da tecnologia, nomeadamente, da Inteligência Artificial na adaptação ao clima, como se fosse possível projectar fora da escala das cidades e da arquitectura. Num aparente descontrolo da evolução do território, faltam oportunidades para visualizar padrões de consumo, com impacto no clima. É o exemplo da representação da albufeira do Alqueva, maior lago artificial da Europa, comparada ao volume de petróleo consumido em todo o continente, durante mais de dois anos.

Mais informação AQUI!

22.05.2023 | by mariadias | alqueva, arte, clima, exposição, Museu, museu nacional da história natural e da ciência

Exposição Vento (A) Mar

No passado dia 19/05, sexta-feira, às 15h, decorreu no Panóptico do Centro Hospitalar Conde Ferreira (Rua de Costa Cabral, 1211, Porto), a abertura oficial da Exposição Vento (A) Mar no contexto da Bienal Fotografia do Porto, dos artistas Dori Nigro e Paulo Pinto, sob curadoria de Georgia Quintas. 


Em Vento (A)Mar Dori Nigro e Paulo Pinto investigam o território simbólico-poético da ancestralidade e os espaços de memória entre Pernambuco, seu estado de origem, e a cidade do Porto onde se radicaram. Partindo da imagem do barco e dos fios de que se tece a jornada por territórios e imaginários, estabelecem uma rede de processos poéticos e de pensamento crítico em torno das noções de fronteira, pertença, refúgio, memória, narrativa e identidade.
Programação paralela
Convidamos também para acompanhares as atividades que decorrerão no contexto da exposição:
03/06 visit.ação com os artistas e curadora, no Panóptico, das 16h30 às 18h.
22/06 performance Pin Dor Ama: primeira lição + conversa com Beatriz Lacerda e Lígia Ferro das 17h às 19h, na Faculdade de Belas Artes do Porto (Avenida de Rodrigues de Freitas, 265, Porto).

22.05.2023 | by mariadias | curadoria, Dori Nigro, exposição, Georgia Quinras, paula Pinto, porto, Vento (A)Mar

O ESPETÁCULO DO PODER: Política e Exposições (1934 - 1940)

13 de maio a 30 de dezembro de 2023
A exposição O Espetáculo do Poder. Política e Exposições (1934 - 1940) debruça-se sobre as exposições políticas realizadas em Portugal, entre 1934 e 1940, e os pavilhões portugueses apresentados nas exposições internacionais de Paris (1937) e Nova Iorque (1939) explorando a relação entre arte, história, poder e propaganda.
No interior do Padrão dos Descobrimentos será possível passar por quatro áreas temáticas que recriam parcialmente os eventos em análise, bem como secções sobre exposições semelhantes organizadas no resto da Europa, no período entre guerras.
O Espetáculo do Poder procura criar uma viagem imersiva através de documentos inéditos e registos fotográficos, guardados em arquivos portugueses e estrangeiros, que permitem dar a conhecer como na década de 1930 Portugal investiu, de forma considerável, tempo, dinheiro e recursos humanos em exposições políticas no país e além-fronteiras.
A exposição aborda o espetáculo e os seus bastidores, os debates, as tentativas, os erros e os ensaios de propaganda, visíveis e invisíveis, que pontuaram o caminho que conduziu à Exposição do Mundo Português, em 1940.
Visita para a Comunicação Social com a comissária científica, Drª Annarita Gori
Dia 11 de maio, quinta-feira, 11h00

12.05.2023 | by mariadias | espetaculo do poder, exposição, Padrão dos Descobrimentos

Visita-conversa à exposição "#Slow #Stop ... #Think #Move

No passado dia 5 de maio realizou-se a visita-conversa à exposição “#Slow #Stop … #Think #Move” na companhia do filósofo André Barata, na Fidelidade Arte, em Lisboa. Em conjunto, realizou-se também o lançamento do catálogo da primeira parte da exposição, na companhia da designer Sofia Gonçalves.

08.05.2023 | by mariadias | %23Slow %23Stop ... %23Think %23Move, André barata, exposição, VisitaConversa

VisitaConversa com foco em Artur Barrio e a exposição “Interminável”

”Interminável”, a exposição de Artur Barrio (n. 1945) no CIAJG, recentemente inaugurada, é o pretexto para uma VisitaConversa aberta a todos os interessados, a 13 de maio (16h), na companhia de Eduarda Neves, Marta Mestre e Luiz Camillo Osorio, e que terá como fio condutor a obra deste artista – figura chave que ocupa um lugar central na história da arte contemporânea brasileira e portuguesa, sendo vencedor do ‘Prémio Velázquez das Artes Plásticas 2011’ e do ‘Grande Prémio Fundação EDP Arte de 2016’ – cujos trabalhos nos convocam para um encontro único no hall de entrada do museu. 
Os convidados desta VisitaConversa (grafia que presta humilde homenagem ao vocabulário de Barrio), reservada para o dia 13 de maio (sábado) e com a moderação de Marta Mestre (diretora artística do CIAJG e cocuradora da exposição “Interminável”), têm em comum interesses na filosofia e no trabalho do artista Artur Barrio. Assim, Eduarda Neves e Luiz Camillo Osorio são ambos professores, críticos, ensaístas, leitores, curadores, sendo que Eduarda Neves opera no Porto e Luiz Camillo Osorio no Rio de Janeiro, duas cidades que atravessam a biografia de Artur Barrio. E como acendalha deste momento, agarram-se manifestações do próprio Artur Barrio como “Tento evitar de me envolver ou de seduzir-me pelo apelo estético durante o processo criativo do trabalho, mantendo e preservando o lado selvagem do gesto … … é um fazer/ criar … exaustivo … mente corpo/ função única.” 

Trabalhos emblemáticos como a recente instalação “Interminável” – que tem a especificidade de existir como obra apenas durante a vida do artista, constituindo-se como uma caverna, um laboratório, uma série de mergulhos dentro de um sonho, sendo realizada num gesto permanente de traçar os sentidos e os não-sentidos inerentes à arte e à vida –, pela primeira vez mostrada em Portugal, no CIAJG, mas também “Livro da Carne”, “Áreas Sangrentas” ou “P…H…”, trabalhos que documentam algumas das suas ações na década de 70, são a base de uma conversa que no dia 13 de maio (sábado), às 16h00, procurará elucidar o público sobre o gesto (interminável) de Artur Barrio no contexto da arte contemporânea e dos fluxos e tensões entre Portugal, África e Brasil.

Também associado a esta exposição “Interminável”, surge um Programa Público trabalhado pela equipa de Educação e Mediação Cultural d’A Oficina (aqui representada por Patrícia Geraldes e Diana Geiroto), que se apresenta sob a forma de momentos oficinais intitulados “Ocorrências” que exploram a exposição de Artur Barrio em formatos visita-oficina, pela dimensão performativa que atravessa o trabalho deste artista e que se apresenta no CIAJG por meio de registos e remanescências de ações e situações provocadas e provocatórias. Distintas formas de materialização do trabalho para esta exposição – como vídeo, instalação, sequências fotográficas, livros-caderno ou inscrições textuais – são trabalhadas neste programa de forma autónoma em três momentos distintos: 1) fotografia-documentação; 2) palavra-diretriz; 3) inscrição do corpo. Com lugar reservado no calendário nas sextas-feiras de 5 (das 10h00 às 12h30 e das 14h30 às 17h00) e 19 de maio (das 10h00 às 12h30) e 23 de junho (das 10h00 às 12h30 e das 14h30 às 17h00).

Indo além das atividades já mencionadas, o mês de maio no CIAJG desdobra-se também com diversos géneros de atividades que nos próximos meses seduzem variados públicos e nos impelem a visitar e interagir com este lugar que se assume como principal centro dedicado às artes visuais em Guimarães. Um espaço que se reinventa a cada visita através dos mundos que cabem e se (re)criam na exposição “Heteróclitos: 1128 objetos”, que ocupa todo o piso 1 do museu e que expõe a totalidade da coleção do CIAJG, composta por arte africana, europeia, pré-colombiana e chinesa antiga, e obras de José de Guimarães.

Desta forma, a exposição “Fabriqueta” de Eduardo Matos (n. 1970), também recentemente inaugurada no CIAJG, labora com outro (alargado) Programa Público, com curadoria de Inês Moreira, em que se ampliam sentidos e imaginários sobre territórios desindustrializados. Este programa, que se constitui por vários eventos gratuitos que percorrem o calendário dos próximos meses através de momentos como caminhadas que interligam a cidade ao CIAJG, conversas abertasoficinas (de Voz e Trabalho, de Visibilização), performances e exposição, conta com a colaboração de artistas, participantes, e articulações institucionais com associações artísticas, o Laboratório de Paisagens, Património e Território da Universidade do Minho da Universidade do Minho (Lab2PT), o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) e o Centro para os Assuntos para a Arte e a Arquitectura (CAAA)
Já no próximo dia 6 de maio (sábado), às 14h00, o ponto de encontro é a Estação de Caminhos de Ferro de Guimarães, num intenso dia de caminhada e discussão. A ‘Saída dos Trabalhadores’, orientada pelos artistas Eduardo MatosMax FernandesLudgero Almeida e Pedro Bastos, irá percorrer o território de Guimarães, cruzando o CAAA e regressando ao CIAJG para a tertúlia noturna ‘Operários, Artistas e Espaços no Vale do Ave’, aberta a todos e com convidados especiais como Mariana ReiLaboratório das ArtesPedro Bastos e Eduardo Matos, a partir das 21h00. 


O momento de saída dos trabalhadores pelos portões da fábrica é um clássico do cinema e da fotografia que expõe o coletivo que faz laborar a grande máquina atravessando os portões ao fim da jornada de trabalho. E na referida caminhada (14h00), os visitantes são assim conduzidos pelo território e paisagem pós-industriais de Guimarães e, também, pelos espaços das exposições atuais: “Pitar na Cangosteira” (CAAA) e “Fabriqueta” (CIAJG). Na conversa aberta a decorrer no CIAJG às 21h00, o mote transporta-nos às últimas décadas, em que as fábricas, a indústria e a produção se encheram de metáforas, fenómeno a que se assiste no Vale do Ave e, em particular, em Guimarães, questionando quem ocupa hoje estes lugares. Se as indústrias criativas apontam novas vidas, também a produção industrial pode incluir níveis de criatividade, manualidade e artesania anteriormente não existentes. A “Fabriqueta” convida então à tertúlia sobre ideias, estudos e perceções sobre os lugares de trabalho de operários e artistas que hoje alteraram as funções da região. 

Nas semanas que se seguem, nota para o dia 18 de maio (quinta-feira), em que o CIAJG abre as portas e convida a participar num conjunto de atividades especialmente preparadas para o Dia Internacional dos Museus, onde cabem visitas orientadas, oficinas de artes plásticas e de correspondência, uma masterclass, um concerto comentado, e ainda a inauguração de uma exposição no âmbito das ‘Jornadas Indisciplinadas’ (ação desenvolvida no âmbito do Projeto Triangular, promovido pelo Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), a Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade do Minho (EAAD) e o Centro Para os Assuntos da Arte e Arquitectura (CAAA).  

Para além deste dia 18, as ‘Jornadas Indisciplinadas’ – momento de apresentação de propostas artísticas pelos alunos da Licenciatura em Artes Visuais (EAAD/UM), em três espaços culturais de Guimarães: o CIAJG, o CAAA e a Garagem Avenida – dão mostras da sua dinâmica até 14 de junho através de momentos como visitas orientadas por estudantes (20, 24 e 31 maio, 3 junho) e o Laboratório Vivo com Susana Gaudêncio (14 e 16 junho).

A participação nos vários momentos dos referidos Programas Públicos e da restante programação é gratuita, em alguns casos livre até ao limite da lotação e noutros mediante inscrição prévia através do formulário disponível em www.ciajg.pt, onde é possível consultar online toda a informação com maior pormenor. 

 

08.05.2023 | by mariadias | Artur Barrio, exposição, interminável, VisitaConversa

Ângela Ferreira´s survey show

It is with the greatest pleasure that we announce Ângela Ferreira´s first survey show in Germany at the Kunsthalle Recklinghausen on the 6th May at 17:00. This exhibition will include a range of works dating from 1992 to 2022!
Since the Kunsthalle is situated in the Ruhr region, with its incredible mining history, we are rebuilding the sculpture Entrer Dans La Mine (2013), on the facade of the building. As per its first presentation at the 3rd Lubumbashi Bienal there will be a performance with Shak Sakito and Claudine Mpolo on the opening night.

03.05.2023 | by mariadias | arte, exposição, Kunsthalle Recklinghausen

STONED - Remembering the 80s

This very special exibition will open in Cape Town next Thursday 27th - Freedom Day - at 17:30 at the Association for Visual Arts, and reunites many old and good friends, rummaging through our unusual learning curve together. It will reveal some of the images we produced in the 80s at that very specific time of laying down political roots. As  Cheryl Traub-Adler says “it will take many years for us to be able to grow past and through those tumultuous times in Southern Africa’s history”.
 I am still so proud to line up with this group of artists who probably still represent my critical base.
If you happen to be in Cape Town on Freedom Day, please join the celebrations. There will be live music!

 

27.04.2023 | by mariadias | arte, Cape Town, exposição, remembering the 80s, stoned

Mesa-redonda: “Da Conferência de Bandung ao fim do império português”

Quarta-feira, 3 de maio de 2023

16:00 - 19:00

Palácio Baldaya,701A Estrada de Benfica, Lisboa, 1500-087, Portugal (mapa)

Há várias notas biográficas sobre Amílcar Cabral que o colocam na Indonésia em 1955, onde teria participado na Conferência de Bandung. Cabral não esteve na Indonésia, mas o erro é sugestivo da importância de Bandung para as lutas de libertação travadas pelos movimentos anticoloniais em África. Como igualmente importantes seriam, mais tarde, a Conferência Tricontinental de Havana (1966), de que Cabral foi um protagonista, e o trabalho da OSPAAAL, a Organização de Solidariedade com os Povo da Ásia, África e América Latina. Foi no âmbito desta organização que, por exemplo, se produziram alguns dos retratos mais icónicos de Amílcar Cabral, depois e na hora da sua morte, os quais podem ser vistos na exposição em curso no Palácio Baldaya. Nesta mesa-redonda, o historiador Sanjay Seth (Goldsmiths College) falará sobre o imaginário de Bandung, seguindo-se intervenções da investigadora Raquel Ribeiro (IHC/IN2PAST) e do historiador Fernando Camacho Padilla (Universidad Autónoma de Madrid) sobre a Tricontinental e a OSPAAAL.

16:00: Mesa-redonda: “Da Conferência de Bandung ao fim do império português”

18:00: Visita guiada à exposição “Amilcar Cabral, uma Exposição”

«Amílcar Cabral, uma Exposição», iniciativa da Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril, estará patente no Palácio Baldaya, em Benfica, entre 16 de março e 25 de junho. Tem entrada livre e pode ser visitada todos os dias das 9h às 22h.

A exposição sobre Amílcar Cabral é inaugurada no ano em que passa meio século sobre o seu assassinato (1973, Conacri), e conta a história do revolucionário que – ao lado dos seus camaradas do PAIGC – contribuiu decisivamente para o fim do último império colonial europeu. Mostra objetos e correspondência de Cabral, mas também imagens, sons e textos que outras e outros lhe têm dedicado. É uma exposição sobre Amílcar Cabral e as suas vidas posteriores.

“Amílcar Cabral foi uma figura destacada do século XX cuja memória permanece, seja no imaginário político ou no nome das ruas de vários países do hemisfério Sul, da África do Sul ao Brasil. A sua vida é hoje motivo de renovado interesse em África, assim como nas periferias de capitais europeias, em universidades ocidentais ou nos principais canais televisivos mundiais”, explica José Neves, membro da Comissão Científica da iniciativa.

No Palácio Baldaya estarão 50 peças que permitem uma viagem pela vida do agrónomo e líder nacionalista, mas não só: “Cada uma das peças expostas leva-nos a momentos e lugares da vida de Cabral, enquanto indicia o tempo, o espaço e a experiência de quem o conheceu, vigiou, admirou, filmou, retratou ou cantou. Cabral está omnipresente, mas muitas das 50 peças que exibimos têm protagonistas próprios, da fotógrafa italiana Bruna Polimeni ao músico angolano David Zé, passando pelo líder ganês Kwame Nkrumah”, acrescenta o historiador.

A partir da exposição, a Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril vai promover iniciativas diversificadas – mesas redondas, concertos, visitas guiadas e cinema –, incidindo sobre temas como liberdade, colonialismo, luta anticolonial e descolonização.

 

27.04.2023 | by mariadias | Amílcar Cabral, arte, conferência, exposição, lisboa

SOMBRAS PRECIOSAS : Uma exposição de Joana Taya

Este projeto tem sido a viajem de um diálogo com a mente e sobre imagem corporal. Esta reflexão começou depois de diversas experiências que me deixaram com registos no corpo. Cicatrizes, riscos e gravuras que são constantes memórias de histórias que me marcaram. Que fazem parte de um processo de compreensão e reprogramação de uma perspectiva e imagem mental, emocional e corporal. Ensinando-me a refletir não apenas sobre aspectos físicos, mas a questionar as causa das minhas escolhas. A sociedade e a cultura também desempenham um papel nestas perspectivas. Não é fácil ser mulher numa sociedade onde temos que ser fortes para não abdicar da nossa auto-estima por consequência do meio social.

Em África, a Escarificação é praticada há séculos como símbolo de Beleza e Valentia. Para celebrar o nascimento, a puberdade e a identidade de um clã. A dor e o sacrifício pessoal associados a escarificação representam por muitos clãs, marcas de caráter espiritual individual e um veículo de transcendência para um estado superior. É visto como um sinal de força mental e amadurecimento espiritual. Este processo levou-me a pesquisa e observação, de como a imagem corporal é vista em épocas e culturas diferentes. Desde esculturas gregas quebradas (amputadas), até qualquer forma que fui associando a imperfeições perfeitas, como, por exemplo, como o chão de uma calçada é moldado pelas raízes de uma árvore. Na arte Kintsugi, uma forma de arte japonesa do século XV, uma arte de remendar cerâmicas quebradas com folhas de ouro. Arte singular, não só visualmente, mas sobretudo pela sua representação metafórica, que ensina a filosofia do valor das imperfeições, nos objectos e nas pessoas. Cicatrizes, corpos amputados, estrias, marcas não só físicas, mas também como mentais e emocionais. As mulheres que pinto são as minhas segredistas. Seres e ferramentas de desabafos e conversas com a minha mente e sombra. Com um desejo de consciência de auto- conhecimento Sombras preciosas que nos fazem quem somos. Título inspirado no livro A Historia Fabulosa de Peter Schlemihl de Adalbert Von Chamisso.

 

19.04.2023 | by mariadias | Africa, arte, exposição, Joana Taya, sombras preciosas

Ontem, hoje e amanhã

Apresentação do arquivo digital dos Papéis da Prisão de Luandino Vieira

29 de março de 2023, 18h00
Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa

Durante os 12 anos de cárcere, José Luandino Vieira escreveu grande parte da sua obra ficcional e coligiu 17 cadernos compostos por anotações diarísticas, correspondência, postais e desenhos, cancioneiros populares, esboços literários e exercícios de tradução, ditos e textos em quimbundo, recortes jornalísticos e apontamentos, num total de 2000 frágeis folhas manuscritas, conservadas inéditas ao longo de 50 anos. Em 2015 este acervo foi publicado em livro sob o título Papéis da Prisão: apontamentos, diário, correspondência (1962-1971) (Leya-Caminho), com financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian. Apresenta-se agora, em formato digital, o acervo original destes Papéis da Prisão.
Oradores/as: José Luandino Vieira (Escritor) | Margarida Calafate Ribeiro (CES) | Nuno Simão Gonçalves (CES) | Roberto Vecchi (CES/U. Bolonha) | Sandra Inês Cruz (CES)


24.03.2023 | by mariadias | apresentação, exposição, lisboa, manuscrito, Papéis da Prisão de Luandino Vieira

"Amílcar Cabral, uma Exposição"

«Amílcar Cabral, uma Exposição», iniciativa da Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril, estará patente no Palácio Baldaya, em Benfica, entre 16 de março e 25 de junho. Tem entrada livre e pode ser visitada todos os dias das 9h às 22h.

A exposição sobre Amílcar Cabral é inaugurada no ano em que passa meio século sobre o seu assassinato (1973, Conacri), e conta a história do revolucionário que – ao lado dos seus camaradas do PAIGC – contribuiu decisivamente para o fim do último império colonial europeu. Mostra objetos e correspondência de Cabral, mas também imagens, sons e textos que outras e outros lhe têm dedicado. É uma exposição sobre Amílcar Cabral e as suas vidas posteriores.

“Amílcar Cabral foi uma figura destacada do século XX cuja memória permanece, seja no imaginário político ou no nome das ruas de vários países do hemisfério Sul, da África do Sul ao Brasil. A sua vida é hoje motivo de renovado interesse em África, assim como nas periferias de capitais europeias, em universidades ocidentais ou nos principais canais televisivos mundiais”, explica José Neves, membro da Comissão Científica da iniciativa.

No Palácio Baldaya estarão 50 peças que permitem uma viagem pela vida do agrónomo e líder nacionalista, mas não só: “Cada uma das peças expostas leva-nos a momentos e lugares da vida de Cabral, enquanto indicia o tempo, o espaço e a experiência de quem o conheceu, vigiou, admirou, filmou, retratou ou cantou. Cabral está omnipresente, mas muitas das 50 peças que exibimos têm protagonistas próprios, da fotógrafa italiana Bruna Polimeni ao músico angolano David Zé, passando pelo líder ganês Kwame Nkrumah”, acrescenta o historiador.

A partir da exposição, a Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril vai promover iniciativas diversificadas – mesas redondas, concertos, visitas guiadas e cinema –, incidindo sobre temas como liberdade, colonialismo, luta anticolonial e descolonização.

  • Quinta-feira, 16 de março de 2023 16:00 
  • Domingo, 25 de junho de 2023 21:55
  • Palácio Baldaya 701A Estrada de BenficaLisboa, Lisboa, 1500-087 Portugal (mapa)

13.03.2023 | by mariadias | Amílcar Cabral, exposição

Exposição Individual de Francisco Vidal na Galeria THIS IS NOT A WHITE CUBE

Inaugura hoje, dia 4 de março a partir das 17h, na galeria THIS IS NOT A WHITE CUBE, em Lisboa, a inauguração da exposição do artista de origem angolana e cabo-verdiana, Francisco Vidal.Trata-se de um projecto totalmente inédito, que refle um dos mais ignotos aspectos do universo criativo do artista: a sua marcada ligação à música.
Todos os detalhes estão disponíveis no Press Kit. Esta exposição estará patente até 22 de Abril.

04.03.2023 | by mariadias | arte, exposição, Francisco Vidal

Exposição colectiva de BABU x SUEKÍ de nome “Pedras no Caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”

A exposição colectiva de BABU x SUEKÍ de nome “Pedras no Caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…” esta sexta feira, dia 2 de Dezembro de 2022, a partir das 18:00. 

Entrada é livre.

 

Segundo Dominick A Maia Tanner: “Em finais de 2021, ainda sob a ameaça da pandemia, os artistas angolanos Babu e Suekí participaram na terceira edição de uma residência artística na África do Sul com o apoio de organizações locais ´AVA´ e ´Worldart Gallery´, e do ´ELA-Espaço Luanda Arte´ à distância. Provou ser um momento difícil para ambos artistas,  cheio de imprevistos, e muitas vezes exacerbado pela familia distante e ansiedade por elas transmitida (que é normal). Mas as “pedras no caminho” e as obras que os artistas criaram, fruto das vivências frustradas e menos agradáveis vividas na Cidade do Cabo, provaram e continuam a provar que foram necessárias para se chegar a um lugar bom: esta exposição a dois. 

O ´ELA´ é um espaço de arte contemporânea com mais de 7 anos de existência, situado na Rua Alfredo Troni 51/57, na baixa de Luanda ao lado do Ministério das Relações Exteriores. 

Depois da inauguração, esta mostra poderá ser visitada entre terça e domingo, das 12h às 20h, até 25 de Janeiro 2023.

 

30.11.2022 | by catarinasanto | arte, BABU, Babu x Sueki, exposição, SUEKÍ