A luta anti-racista e o feminismo são luta de classes II

A luta anti-racista e o feminismo são luta de classes II Os cadáveres empestam e desarmam a esquerda anticapitalista. Não raras vezes são as mesmas vozes da indignação moral anti-fascista. Chamo moral porque, na sua prática, convivem sem problema aparente com uma sociedade profundamente desigual, sem que a questionem para lá da crítica superficial. E como um balão enchido esporádica e rotineiramente que rebenta até ao próximo frémito, como se não tivéssemos estado antes no mesmo sítio, como se o lugar da indignação não tivesse já passado, esvaziando o balão a cada abaixo assinado ou artigo no jornal e remetendo todos ao suspiro com abraços de sentimento do dever cumprido.

A ler

05.09.2026 | por Josina Almeida

Enquanto houver racismo. Carta às esquerdas, por alguns dos seus

Enquanto houver racismo. Carta às esquerdas, por alguns dos seus Que todos estes acontecimentos do ano de 2019 confiram um novo impulso ao combate contra o racismo, eis o que desejamos e aquilo a que este texto vem, apelando-se nestas linhas ao empenhamento anti-racista de quem se filia na mesma tradição política que nós, a das esquerdas.

Mukanda

26.12.2019 | por vários

A esquerda portuguesa e a luta contra o racismo – a propósito de um artigo de José Pacheco Pereira

A esquerda portuguesa e a luta contra o racismo – a propósito de um artigo de José Pacheco Pereira ontem como hoje, não é difícil encontrar exemplos que mostram que a esquerda e o marxismo foram tanto mais transformadores quando articularam uma crítica de classe e uma crítica antirracista do mundo em que vivemos. Se o PCP ainda hoje insiste na necessidade de ler Marx com Lenine, é também porque a memória positiva do encontro entre movimento operário e movimento anticolonial subjaz tanto à história da disseminação mundial do comunismo como à Revolução de Abril de 1974.

A ler

27.01.2019 | por José Neves

“A esquerda tem mostrado uma maturidade enorme para engolir sapos.”

“A esquerda tem mostrado uma maturidade enorme para engolir sapos.” É perigoso porque toda a diferença é estigmatizada. Se eu me considero superior moralmente e penso que uma família é um homem e uma mulher, tenho toda a justificação para liquidar os homossexuais. É uma lógica repressiva. O Brasil, ao contrário de outros países da América Latina, tem uma sociedade civil bastante organizada, com muitos movimentos sociais. É evidente que vai haver resistência. Há uma sociedade civil que não está desarmada social e politicamente. Nas últimas semanas houve uma mobilização extraordinária, que não foi suficiente, mas mostra um apego à democracia que o Latinobarómetro não previa.

Cara a cara

06.11.2018 | por Boaventura de Sousa Santos