Angola: Edifício Do Elinga Teatro foi desclassificado

O edifício sede do Elinga Teatro, em Luanda, que há vários anos funciona como espaço de dinamização cultural da capital angolana e considerado desde 1981 como “testemunho histórico do passado colonial”, foi desclassificado pelo Ministério da Cultura no final de Abril. Deverá agora ser demolido e dar lugar ao projecto imobiliário “Elipark”.
As ameaças de demolição do quarteirão em que se insere o edifício têm motivado reacções negativas por parte de muitos agentes culturais do país mas parecem agora mais perto de ser concretizadas. No despacho executivo que fundamenta a decisão (publicado a 30 de Abril), a Ministra da Cultura Angolana escreve que “as razões de natureza histórica que determinaram a classificação do edifício já não subsistem” e aponta “a necessidade de implementar o projecto Elipark e de requalificar o conjunto arquitectónico localizado no Largo Matadi” (ex-Largo Tristão da Cunha) como o motivo para a demolição.
Entre as várias críticas que a decisão está a suscitar em Angola, o jornalista Reginaldo Silva considerou no seu blogue “Morro da Maianga” que se trata de “uma batalha antiga do ‘gangue do betão armado’ que está prestes a ser ganha”. “Por este andar do camartelo - conclui -, a baixa histórica de Luanda vai desaparecer completamente dentro de 20 anos ou menos”.

Fonte: cenaberta.

04.06.2012 | por joanapereira | angola, Elinga Teatro

6ª Edição da Feira de Artesanato Urbano de Angola, Luanda


Não percam a 6ª Edição da Feira de Artesanato Urbano no Calçadão da Ilha, das 9 as 18 horas, Sábado 2 de Junho.
Haverá uma tenda especial para os mais pequeninos, uma tenda dedicada á reciclagem, e expositores sempre com novidades:

NhaLuany
Atelier Coisas da Minha Casa
Mozo Decor
Nina em Ponto e Linha
Koisas de Angola
PC Atelier
Atelier Shalom
Top Cherry
Bazar da Mariana
e muito mais!

31.05.2012 | por joanapereira | angola, artesanato, Feira, urbano

CONFERÊNCIA COMEMORATIVA DOS 10 ANOS DO CENTRO DE ESTUDOS E INVESTIGAÇÃO CIENTIFÍCA DA UCAN

6 de Junho de 2012


TEMA GERAL DA CONFERÊNCIA: CRESCIMENTO ECONÓMICO E CRISE NA ÚLTIMA DÉCADA
PROGRAMA
8,30 – Recepção dos convidados
9,00 – 9,15: Abertura pelo Magnífico Reitor da Universidade Católica de Angola
9,15 – 9,45: Apresentação do CEIC e das suas actividades, Dra. Regina Santos, CEIC
9,45 – 10,15: Lançamento e apresentação do Relatório Económico de Angola de 2011, Professor Alves da Rocha, CEIC/Universidade Católica de Angola
10,15 – 10,45: Lançamento e apresentação do Relatório Social de Angola 2011, Professor Nelson Pestana, CEIC
10,45 – 11,00: Café
11,00 – 11,30: A POLÍTICA ECONÓMICA EM ANGOLA EM 10 ANOS DE PAZ: SUCESSOS E CONSTRANGIMENTOS NO APOIO À INDUSTRIALIZAÇÃO E À AGRICULTURA, Professor Ennes Ferreira, ISEG-SOCIUS, Universidade Técnica de Lisboa
11,30 – 12,00: A SITUAÇÃO ACTUAL DO CONTINENTE AFRICANO FACE AOS CENÁRIOS DE CRISE ECONÓMICA MUNDIAL, Professor Adelino Torres, Professor Jubilado do ISEG/UTL.
12,00 – 14,00: Intervalo para almoço
14,00 – 14,30: REFLEXÕES SOBRE A REFORMA TRIBUTÁRIA EM ANGOLA E A DIVERSIFICAÇÃO DA ECONOMIA, Professor Odd-Helg Fjeldstad, Chr. Michelsen Institute, Bergen.
14,30 – 15,00: A EVOLUÇÃO DO SECTOR PETROLÍFERO AFRICANO NA ÚLTIMA DÉCADA, Professor Ricardo Soares de Oliveira, Universidade de Oxford.
15,15 – 15,45: ENCERRAMENTO DA CONFERÊNCIA, Magnífico Reitor da Universidade Católica de Angola.

31.05.2012 | por martacacador | angola, conferência, UCAN

Morreu o arquitecto Fernando Batalha

Morreu o arquitecto Fernando Batalha, investigador do urbanismo de Angola e autor do maior inventário arquitectónico de Angola.


Fernando Batalha, aos 104 anos de idade, responsável pelo inventário do património arquitectónico de Angola após a independência. Fixado em Angola em 1935, manteve-se em África até aos 83 anos, integrando gabinetes de arquitectura e urbanismo e expandindo a actividade à investigação nas áreas da etnografia, história e arqueologia.Fernando Batalha fez os planos do pavilhão principal da Exposição-Feira de Angola, em 1938, concluiu o Palácio do Comércio e assinou o projeto original do Grande Hotel, em Luanda, cuja construção seria proibida pelo ministro das Colónias de então, Vieira Machado, pelas “linhas demasiado modernas” que se propunham. A reconstrução do Palácio do Governo de Benguela, o Grande Hotel de Angola e o cinema Monumental, na cidade, assim como do Mercado Municipal de Huambo são outros projectos da autoria de Fernando Batalha. Publicou, entre outras obras, “Urbanização de Angola” (1950), “Em Defesa da Vila do Dondo” (1963) e “Em Defesa do Património Histórico e Tradicional de Angola” (1963).
O corpo do arquitecto será velado no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa,e o funeral realizar-se-à na quinta-feira, em hora ainda a definir.

26.05.2012 | por martacacador | angola, arquitectura, Morte de Fernando batalha

KIC – Kuduru International Conference

A Comissão Organizadora da KIC – Kuduru International Conference dá a conhecer aos órgãos de comunicação social, às instituições nacionais e internacionais e ao público em geral, que tem lugar de 23 a 25 de Maio de 2012, no Nacional Cine-Teatro, em Luanda, o primeiro evento que reúne especialistas e investigadores nacionais e internacionais, para um debate científico sobre o Kuduro. Tem como tema: “KUDURO, PATRIMÓNIO ANGOLANO PARA A ÁFRICA E O MUNDOe como slogan: “Conhecer para valorizar”.

O objectivo é incentivar o estudo e a prática performativa do Kuduro, debruçando-se sobre a sua génese, criatividade e inovação, e possibilitar aos estudiosos e praticantes a troca de ideias, conhecimento e informação, em torno deste movimento artístico cultural surgido no início da década de 90. Já confirmaram a sua participação investigadores angolanos e da Alemanha, Austrália, Reino Unido, Estados Unidos, Portugal, França, Ghana e Brasil.

Esta conferência internacional vai examinar como os avanços da tecnologia, cidadania global, transacções interculturais e empréstimos tiveram impacto sobre a génese e performance do Kuduro, através de soluções engenhosas baseadas na inovação e criatividade, a partir de diferentes vertentes. A abordagem académica é interdisciplinar, centrada em ângulos históricos, musicológicos, da ciência da dança, da linguística e da sociologia. Organizado em painéis temáticos, as comunicações abordarão diversas questões, destacando-se as seguintes: História da música popular angolana; Origem e formação do Kuduro; O percurso histórico do Kuduro e contextualizações; A Anatomia de kuduro; Os processos sincréticos envolvidos em culturas musicais do kuduro; O kuduro e os discursos em torno de uma produção musical jovem periférica; O conceito de Karga na dança de kuduro; Música, Socialização e reprodução de identidades no kuduro; As estruturas do imaginário e o kuduro como texto cultural; Áreas de incidência semântica da linguagem da música kuduro; Reflexões à volta da grafia; O kuduro como meio de educação profissional; A internacionalização do kuduro; As danças e músicas urbanas dos jovens afro-descendentes na periferia de Lisboa; Autenticidade e Pedagogia do Kuduro; Kuduro e Lusofonia; Papel do “I Love Kuduro” na divulgação mundial do kuduro.

Solicita-se a participação de todos, devendo os interessados efectuar a sua inscrição, a partir do dia 15 de Maio de 2012, na Associação Cultural e Recreativa Chá de Caxinde

 O projecto foi concebido e é organizado pelo Jornal Dos Negócios, Grupo-Editora Sons e Letras; pelo Centro de Estudos de  Teatro da Associação Cultural e Recreativa Chá de Caxinde e pela investigadora Stefanie Alisch, da Iwalewa-Haus, Museu de Arte Contemporânea e Popular Africana da Universidade de Bayreuth (Alemanha), que assume a responsabilidade da publicação das Actas da Conferência. A produção é da responsabilidade da Associação Cultural e Recreativa Chá de Caxinde e da empresa  Da Banda Entertainment S,A.

14.05.2012 | por martalanca | angola, kuduro, música urbana, património

Dois Filmes Duas Viagens nos cinemas a 17 de Maio

Dia 17 de Maio, estreiam dois novos filmes nas salas de cinema em Lisboa, Porto e Viseu:

Cartas de Angola”, da realizadora Dulce Fernandes, transporta-nos para um passado esquecido e para um reencontro da memória de Angola através dos cubanos que aí combateram. O documentário já participou em Festivais portugueses, onde recebeu prémio Documentário no Festival de Cinema Digital de Odemira 2011. Participou igualmente em dois Festivais de Cinema na Republica Checa, em França, Qatar, México e Canadá.


Kola San Jon é Festa di Kau Berdi”, do realizador Rui Simões, leva-nos a Cabo-Verde, o arquipélago de origem dos habitantes da Cova da Moura, numa travessia de regresso à sua terra-mãe. Já participou em Festivais de Cinema portugueses e Festivais de Cinema na Republica Checa.

Estes dois filmes serão lançados em DVD nas lojas FNAC de todo o país imediatamente a seguir a saírem das salas. Não perca!


11.05.2012 | por joanapereira | angola, cinema, estreia, festival, filme

Kizomba. Entre Angola e Cabo Verde

Danças no b.leza

Dias 13 e 27 de Maio às 21h30

A Kizomba é uma das danças mais conhecidas entre as danças africanas. Conquistou público pelo mundo inteiro. Em Portugal tem milhares de adeptos.

Oriunda de Angola, rapidamente se espalhou por alguns dos países africanos, ganhando aí um novo estilo, cada vez mais diferente da sua raiz original.

Em Cabo Verde dizem que a Kizomba deles não tem muito a ver com a Kizomba angolana. E que não se chama Kizomba mas Passada.

Os Angolanos consideram que a única e a verdadeira Kizomba é só na terra deles. E que todas as outras são uma cópia.

Vamos conhecer ambos os estilos de Kizomba, angolana e caboverdiana. Vamos ouvir a história destas danças nos dois países.

Podemos debater as ideias que nos surgirem a partir daí  chegar as conclusões ou talvez não. Ou simplesmente sentir a diferença dançando. Ou será que ela não existe?…

A seguir no workshop haverá uma prática “assistida” – o professor estará disponível para esclarecer as dúvidas dos participantes, tanto práticas como teóricas.

E depois a noite continuará com a selecção das melhores músicas africanas escolhidas pelo Calú Moreira.

workshop - debate - prática assistida - espaço para dançar

13 Maio: Angola Prof. Bandeira

27 Maio: Cabo Verde Prof. Zé Barbosa

Preço: 5€


b.leza

Rua cintura do porto de lisboa,

Armazém B (Cais do Sodré)
+ info: 963612816 ou info@dancas.pt

  

09.05.2012 | por martacacador | angola, B.Leza, Cabo-verde, dança, kizomba

A Geração 80 apresenta Kubiko unplugged - Aline Frazão

Um look intimista a músicos angolanos, aonde nos apresentam alguns dos seus êxitos num formato acústico e dão-nos a conhecer o seu mundo peculiar dentro de um Kubiko.

O segundo episódio da web series, KUBIKO UNPLUGGED, tem como convidada ALINE FRAZÃO. Uma artista que acabou de lançar o seu primeiro disco, CLAVE BANTU, que já deixou marca em alguns palcos internacionais pela sonoridade única que criou inspirada nas suas viagens e origens.

A EQUIPA:

Jorge Cohen
PRODUÇÃO EXECUTIVA

Mário Bastos
REALIZAÇÃO

Sérgio Afonso
DIRECÇÃO DE FOTOGRAFIA

Tchiloia Lara
DIRECTORA DE PRODUÇÃO

Hugo Salvaterra
ASSISTENTE DE REALIZAÇÃO

Daniela Lima
DIRECÇÃO DE ARTE

Oswald Juliana 
SOM

Zeno Monyak
MONTAGEM

08.05.2012 | por joanapereira | Aline Frazão, angola, geração 80

toda hora o Dadão

impossível não partilhar o que está a bater na banda. Muito bom!

07.05.2012 | por franciscabagulho | angola, música

Paulo Flores en France (Paris et Toulouse)

La VOIX de Paulo Flores, douce et chaleureuse, vibrante et grave, nous conte des histoires de l’Angola en ce début du XXIème siècle. C’est la voix de l’âme, du blues et de la fête qui s’adresse à chacun de nous pour nous entraîner dans un concert d’harmonies et d’humanité.

Paulo Flores est depuis vingt cinq ans un artiste majeur, immensément populaire en Angola et très aimé par lespublics de langue portugaise. Il présente pour la première fois en France le disque et le concert EXCOMBATENTES. C’est également la première fois que le Théâtre de la Ville reçoit un artiste d’Angola.

EXCOMBATENTES Redux, l’album qui sort en France, ce sont 15 titres extraits du coffret trois albums sorti en 2009, EXCOMBATENTES que Paulo a réalisé entre Luanda, Rio de Janeiro et Lisbonne, avec des musiciens de l’Angola, du Brésil, du Portugal et de pays africains de langue portugaise. Cette treizième création discographique est une oeuvre de la maturité.

Paulo Flores est né il y a 40 ans à Luanda, capitale de l’Angola. Les “Ex-Combattants”, dont il raconte la vie sur nombre de ses titres, ce sont les millions d’Angolais qui ont survécu durant plus de 40 ans dans un pays en état de guerre : les combats contre le colonialisme portugais furent suivis, après l’indépendance en 1975, par les affrontements entre les deux grands partis, soutenus par des puissances étrangères attirées par les richesses dupays. La paix ne fut scellée qu’en 2002. La musique est un creuset de résistance, une expression de vie et d’espoir.

Avec les grands artisans de la tradition luandaise, Paulo Flores a exploré la pulsation magique sur laquelle les guitares chantent en tons mineurs : la virtuosité du doigté sur les cordes, le cadencement de la guitare basse, lebattement sourd des batuques. Il a su créer “son” semba, mêlant les sons d’hier et d’aujourd’hui. Il a ainsi contribuéà entraîner la jeune génération à la redécouverte du riche patrimoine angolais. À partir de cellules rythmiques et mélodiques de tout le pays, Paulo Flores compose à la guitare des formes modernes, qu’il pare d’orchestrationssingulières. Son inspiration s’enrichit au gré de ses voyages et de ses rencontres.

Les accents brésiliens de certains titres trouvent leur origine dans la longue histoire, tragique et féconde, qui unitles peuples de l’Angola au géant sud-américain. Paulo transforme cet héritage en dialogue atlantique. Plusieurs musiciens brésiliens ont participé à EXCOMBATENTES ; notamment le violoncelliste Jaques Morelenbaum, avec lequel Paulo travaille régulièrement depuis dix ans, et le percussionniste Marcos Suzano.

Les chants et les danses du Cap Vert et des autres pays africains autrefois colonisés, comme l’Angola, par le Portugal, font partie de la vie de Paulo. Il chante en duo, sur scène et sur disque, avec Mayra Andrade. Despulsations, des sons, des couleurs, venues de toutes les Afriques, se font entendre sur certains titres. L’Afrique quele “premier monde” n’entend pas. Paulo nous communique son énergie de la survie et de la création au quotidien. Sur le ton de la complainte, en mélodie chaloupée, ou sur un rythme très dansant, les mots de Paulo Flores saisissent des images furtives de fête et d’amitié, de tragiques flashs de misère et de violence, des séquences tendres et intimes. Il lance des cris d’alerte et de révolte contre l’injustice et la brutalité d’un système prédateur qui contrôle les richesses et cloisonne la société. Il exprime sa perplexité devant la nouvelle Angola, riche et inégalitaire. Sa créativité musicale et sa générosité artistique ont conquis les coeurs de plusieurs générations qui se pressent par dizaines de milliers dans ses concerts.

Sur scène, au Théâtre de la Ville, Paulo Flores sera entouré de trois générations de talentueux musiciens de styles différents. Un puissant trio de guitares: Tedy Nsingi, vétéran de la soul angolaise, Pirica Duya, digne héritier desgrands solistes luandais, Manecas Costa, intrépide virtuose venu de la Guinée-Bissau. Le parcours du jeune clavier Armando Gobliss relie l’Angola et le Congo. Le batteur João Ferreira, le bassiste Mias Galheta, le percussionniste Dalú ont beaucoup contribué, par leurs singularités et leurs versatilités, à la revitalisation de lascène musicale en Angola. À la voix de Paulo s’associeront les choeurs de Zizi Vasconcelos et Rita Damazio. Pourle concert au Festival Rio Loco à Toulouse, trois cuivres et le chateur Yuri da Cunha viendront compléter la formation.

Auteur-compositeur prolifique et talentueux, Paulo Flores embrasse la profusion musicale de son pays pour la projeter au diapason des vibrations du monde. Sa singularité créative est constamment renouvelée par les échos dela vie et les connexions avec divers lieux de notre planète. L’intimité individuelle est traversée par les cris du monde.

Paulo Flores vient à la rencontre du public français, pour des instants magiques d’harmonie et d’allégresse. Il offre ses mélodies, sa poésie, sa personne pour nous faire partager ses émotions d’Angolais, en ce début du XXIème siècle.

26.04.2012 | por herminiobovino | angola, Music, paris, Paulo Flores

Emerging Platforms for Artistic Production in DRC, Angola, and Mozambique, Fall 2013

Critical Interventions Special Issue on: Emerging Platforms for Artistic Production in DRC, Angola, and Mozambique, Fall 2013.

Critical Interventions invites submissions for Emerging Platforms for Artistic Production in DRC, Angola, and Mozambique, an issue that examines recent developments in arts institutions, their
administrative infrastructures, and creative practices in the DRC, Angola and Mozambique. These countries’ political and cultural profiles and influences have changed dramatically with expanding
global demand for minerals and oil. Linguistically and geographically tied to older categorizations (i.e., Lusophone, Central, and Southern Africa), there are new alliances forming among these nations as well
as with ascending cultural players, like Brazil and China. As a result of these engagements, new artistic platforms are constantly emerging: archives, state-funded spaces, independent spaces and workshops, a shifting and expanding pool of global funds for exhibitions, museums, programs, and scholarly engagement.

This issue of Critical Interventions will explore the changing and evolving relationships between artists, the state, and the local and global art markets, and particularly recent scenarios of art platforms as extensions and articulations of state, private, and individual power. We invite contributions that consider the formation and activities of these networks across media in the visual and performative arts. We are also interested in the processes of formation and politics of new artistic networks, and curatorial and exhibition strategies. Writing and work by artists, curators,
scholars, activists and other observers, particularly those working on the continent, are sought.

We invite proposals to be submitted by 15 July 2012. The deadline for the final version of the paper is 30 January 2013. Proposal for articles should be no more than 400 words. Articles should be based on
original research, which is previously unpublished and may be up to 10,000 words inclusive of the bibliography and contain up to ten images. All rights for reproduction of images must be cleared in
advance and submitted along with the final draft of each article.

Editors
: Erin Haney and Drew Thompson
Proposals of no more than 400 words should be sent to:
Erin Haney erinlhaney@gmail.com and Drew Thompson thom2429@umn.edu.

Critical Interventions, a peer-reviewed journal, provides a forum for advanced research and writing on global African arts that investigates African and African Diaspora identities in the age of globalization,
as an arena for rethinking African art history and interrogating the value of African art/cultural knowledge in the global economy. The journal inaugurates a formal discourse on the aesthetics, politics and economics of African cultural patrimony as it affects African ownership of the intellectual property rights of its indigenous systems of knowledge and cultural practices.

H-AfrArts
H-Net Network for African Expressive Culture
E -Mail: H-AFRARTS@H-NET.MSU.EDU
web

18.04.2012 | por herminiobovino | african art, angola, DRC, mozambique

"Hotel Trópico" - Residência artística em Luanda

Hotel Trópico é um projecto desenvolvido em Luanda pela artista Mónica de Miranda  e com curadoria de André Cunha.

Promovido pela Xerem, Hotel Trópico conta ainda com a produção de Hugo Salvaterra  e colaboração artística do cineasta Tiago Mata Angelino. A iniciativa faz parte de um processo de investigação que assume em Luanda a forma de residência artística e se insere dentro de uma série de outras residências que a artista tem vindo a desenvolver desde há dois anos.

Essas residências, realizadas em lugares distintos e especificos, dão corpo a diferentes narrativas  e compõem como que um estúdio itinerante de intercâmbios criativos e espaciais contextualizados dentro de países que foram palco para as múltiplas deslocalizações presentes na biografia da artista. Nas residências já desenvolvidas em 2011 na Capacete (Rio de Janeiro) e na Zero Point Art Gallery (Mindelo), a artista explora a experiência do lugar e as memórias inerentes a histórias pessoais e arqueologias familiares. Do processo criativo das residências irá resultar numa série de exposições com a curadoria de Gabriela Salgado, agendadas para final de 2012 em Lisboa e com itinerância durante 2013 em São Paulo, Mindelo e Luanda.

Contacto:
mail | geral@xerem.org
web

03.04.2012 | por herminiobovino | angola, Luanda, residências artísticas

O labirinto em que vivemos, por António Tomás

Tive, finalmente, a oportunidade para fazer uma visita à nova centralidade do Kilamba. O que penso sobre esse grandioso projecto urbanístico não me vai ocupar aqui neste espaço. O que me chamou a atenção foi o cenário que me pareceu ter sido montado para a inauguração. Como só um terço da obra estava concluído, o que se pensou foi cobrir as partes inacabadas com chapas metálicas, pintadas a várias cores, criando assim uns acessos por onde terá passado a comitiva da inauguração, e outros grupos de visitantes ilustres que lhe seguiram. Este corredor tinha cerca de dois metros de altura, e quem por ele passasse de carro só veria a parte de cima dos prédios. Quando fui visitar o Kilamba, há coisa de quatro semanas, já várias secções do tapume estavam quebradas. Por buracos então descobertos pelas chapas em falta já se podia ver o que tinha sido escondido à comitiva inaugural: uma cidade em construção atrasada, com grandes partes ainda por construir, os passeios partidos e sobretudo o entulho.

Continuar a ler "O labirinto em que vivemos, por António Tomás "

29.03.2012 | por martalanca | angola, comunicação social

Só China de Yonamine, inaugura 22 Março, às 22h, Galeria Cristina Guerra, LISBOA

 

No trabalho de Yonamine (Luanda, 1975) a interação de meios de produção, expressos pela forma como constrói as suas obras, reequaciona a hierarquia de referentes culturais e tipologias sociológicas numa prática cumulativa que se expande ao ritmo das experiências do seu quotidiano enquanto homem mundano, ser cosmopolita que reconhece em si mesmo a pulsão de comunhão e pertença ao mundo em qualquer latitude onde se encontre.
Desde Luanda - a sua cidade natal - a Muyehlekete, em Moçambique, a Cali, na Colômbia (2010), onde esteve em residência artística e iniciou a série Tattoo You, até à sua mais recente passagem pelo Oriente a caminho da Austrália, Yonamine apropria-se de imagens, gestos e ações que reconhece como sinais de mestiçagem ou de ambivalência entre o fascínio do colono pelo colonizado e as suas manifestações culturais, ancestrais e contemporâneas, encapsuladas num universo global marcado pela transição colonial.
Esta conjunção de referentes traduz uma atividade artística prolífica e diversificada, como podemos observar nas obras desta exposição. São disso exemplo os desenhos executados a tinta da china sobre papel de jornal editado na China (estes jornais foram uma das suas primeiras impressões visuais ao chegar ao Oriente), e que serviram de matéria base para o artista cruzar desenhos de tatuagens e escarificações corporais (estas últimas são tradição dos povos aborígenes australianos, sendo a sua prática hoje proibida).
Outra obra, CAN (da série Tattoo You, que percorre influências como os Rolling Stones, Jimi Hendrix ou Hélio Oiticica), uma instalação vídeo em que o autor apresenta uma orquestra de percussão cuja composição é marcada pelo ritmo das agulhas a tatuarem latas, indicia um interesse pela incisão sobre um corpo1, seja este um tronco de árvore escarificada da Oceânia, ou folhas de coca tatuadas. Há aqui uma estreita relação ao corpo, como lugar de significação ética, moral e económica, no sentido em que o corpo é o agente da manufatura e simultaneamente o lugar do risco, do mercado, e a matéria dócil e sensorial de qualquer celebração iniciática. 

A exposição “SÓ CHINA” é mais uma etapa do seu trabalho de campo, como experiência disseminada por contextos diversos, que aglutina os seus métodos de produção e reflexão, deixando em aberto procedimentos e decisões que são testados no espaço expositivo, no sentido em que este é, a limite, um outro momento de experimentação e confronto.

João Silvério

Galeria Cristina Guerra

Rua Santo António à Estrela, 33 . 1350-291 Lisboa I Portugal 

Horários da galeria: Terça a Sexta > 11h00 às 20h00. Sábado > 15h00 às 20h00. Encerrado ao Domingo e Segunda

  • 1. Como, por exemplo, na obra da artista Catherine Opie, que num autorretrato de 1999 exibe nas costas alguns desenhos infantis feitos com uma lâmina e no braço direito uma tatuagem serpenteante.

16.03.2012 | por franciscabagulho | angola, arte contemporânea, yonamine

OLD SCHOOL #8 ESTÚDIO CANDONGA

“MENSAGEM NÚMERO 4: A METRÓPOLE”    Rita GT & Francisco Vidal 
QUARTA, 14 de Março de 2012, às 22h no Espaço Teatro Praga (Poço do Bispo), Lisboa    *One night only* 

TRAILER (made by the artists)
A 8ª edição do OLD SCHOOL, esta quarta, dia 14 de Março, às 22h, apresenta a última performance em vídeo do Estúdio Candonga (Rita GT e Francisco Vidal) realizada este mês em Angola, entre Luanda e Cacuaco.
Estúdio Candonga é o nome do colectivo de arte criado pelos artistas portugueses Francisco Vidal e RitaGT. O trabalho que produzem é uma reflexão sobre noções de identidade, fronteira, colonialismo e descolonização, diferenças entre culturas, género; o questionamento do ponto de vista eurocêntrico e ocidental da história da arte e da humanidade. A sua linguagem usa a pintura, a serigrafia, o vídeo a instalação e a performance. O colectivo usa a história das fusões e dos contactos culturais, como matéria prima e traduz essa pesquisa numa prática artística que pode ser inserida no campo dos estudos pós-coloniais.
oldschoolpomba.blogspot.com/

14.03.2012 | por franciscabagulho | angola, Estúdio Candonga, Francisco Vidal, Rita GT

Cartas para Angola

Documentário de Coraci Ruiz e Julio Matos
Neste filme, pessoas separadas por um oceano trocam correspondências - alguns são amigos de longa data, outros nunca se viram. Suas histórias se entrecruzam e contam sobre fluxos de migração, saudade, pertencimento, guerra, preconceitos, exílio, distâncias. A busca da identidade e o fio da memória são conduzidos pela linha da afetividade, que une as sete duplas de interlocutores que o documentário nos apresenta: pessoas que traçaram suas histórias de vida entre Brasil, Angola e Portugal.

+ info

03.01.2012 | por franciscabagulho | angola, Brasil

"Um fim de semana de história e cultura angolana"

 

07.12.2011 | por joanapires | angola, história, história de áfrica

Semana de Angola na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

07.12.2011 | por joanapires | angola, faculdade de letras lisboa

Residência artística do coreógrafo Rui Lopes Graça na Companhia de Dança Contemporânea de Angola

A Companhia de Dança Contemporânea de Angola recebeu no dia 1 de Dezembro o coreógrafo internacional Rui Lopes Graça, na qualidade de artista convidado, para efectuar uma residência artística. Rui Lopes Graça, que é coreógrafo residente da Companhia Nacional de Bailado, é autor de “Gold”, peça criada para a Companhia Nacional de Canto e Dança de Moçambique, a qual se estreou com grande êxito em 2010 no Teatro Camões em Lisboa.

Paisagens Propícias é o título ainda provisório da obra que este coreógrafo criará para a Temporada 2012 da CDC Angola, a qual será inspirada na vasta produção (literária, artística, cinematográfica e de investigação) do antropólogo angolano Ruy Duarte de Carvalho, dedicada particularmente aos povos do sul de Angola.

Rui Lopes Graça fez os seus estudos de dança nas Escolas do Ballet Gulbenkian e da Companhia Nacional de Bailado, em cujo elenco ingressou em 1985, tornando-se bailarino solista em peças do repertório clássico e contemporâneo.

Como coreógrafo trabalhou para o Ballet Gulbenkian, Companhia Nacional de Bailado, Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo e Companhia Rui Lopes Graça.

Coreografou igualmente para a Expo’98, Porto 2001 Capital Europeia da Cultura, Centro Cultural de Belém e festivais internacionais nos EUA, Holanda, Espanha, Alemanha, Escócia, Itália e Turquia.

Dirigiu ainda grandes eventos como as Noites de Queluz, Festa de Rua no Festival Europália na Bélgica com a participação de 250 pessoas e Embaixada da Juventude à Expo 92, em Sevilha, com a participação de 6000 pessoas.

É convidado regularmente para leccionar e coreografar na Escola Superior de Dança em Lisboa sendo, actualmente, coordenador do projecto Gesto Contínuo, atelier permanente de criação coreográfica da Companhia Nacional de Bailado.

 

Fotografias - CDC Angola©Rui Tavares

07.12.2011 | por joanapires | angola, Companhia de dança contemporânea de Angola, Rui Lopes Graça, Ruy Duarte de Carvalho

Elinga apresenta "As Grávidas"

 O Grupo Elinga Teatro, de Angola, estreou este sábado o espectáculo “As Grávidas”, um texto do autor brasileiro Adriano Marcena. José Mena Abrantes assina a adaptação a cenografia e a encenação do espectáculo, que aborda temas como “a gravidez indesejada, a fuga à paternidade, a violência doméstica e a degradação dos valores morais”.

 Francisco Bernardo/Jornal de Angola Francisco Bernardo/Jornal de Angola

A peça foi escrita em 1991 e integra a “Trilogia da Miséria Humana”, com os textos “Os leprosos” e “Os cristãos”. Nums instituição de apoio social, quatro grávidas e uma jovem conversam sobre os seus dramas pessoais e a falta de perspectivas para as suas vidas”. A propósito da montagem agora feita pelo Elinga, o autor da peça referiu que o texto “aborda a barbárie adormecida dentro do ser humano e é lamentável que em Angola, como em qualquer outra parte do mundo, o texto ainda seja bastante actual”.
“As grávidas” foi apresentada pela primeira vez em 1995, no Recife, com direcção de Izaltino Caetano. Em 1996 foi realizada uma segunda montagem do texto em Pernambuco. Ambos os espectáculos tinham homens a interpretar as personagens femininas. Em 2001, o grupo Dominus Soli, do Rio de Janeiro, montou pela primeira vez o texto com um elenco feminino, sob a direcção de César Burnier.
A versão angolana, dirigida por Mena Abrantes com a assistência de Adão Correia e Vírgula Capomba, conta com as interpretações de Anacleta Pereira, Cláudia Nobre, Cláudia Púkuta, Mayer Martins e Cesaltina dos Santos. Os figurinos são da autoria de Anacleta Pereira, o desenho de luzes de Nuno Nobre e a produção executiva de Cláudia Nobre.
Numa nota do encenador divulgada na internet, o Elinga assume a continuidade da linha de reportório que visa valorizar e dignificar o lugar da mulher no mundo, na sequência de espectáculos como “Antígona”, de Jean Anouilh, “Casa da Boneca”, de Ibsen, “Yerma”, de Garcia Lorca, “Adriana Mater”, de Amin Maalouf, e “Kimpa Vita”, do próprio José Mena Abrantes.

 

Tirado de Cena Lusófona

05.12.2011 | por joanapires | angola, Elinga Teatro, teatro