CHILE-EUA-CABO VERDE-PORTUGAL: na rota de Magaly Ponce

Inaugura hoje às 18h, no Museu Nacional de História Natural, em Lisboa, a exposição InSight-s: Uma Instalação Multimédia em três Continentes da artista chilena MAGALY PONCE, produzida por Natércia Caneira com o apoio da Embaixada do Chile em Portugal.

No seu texto sobre esta instalação de Ponce, a directora da Sheldon Art Galleries em Sant Luis (EUA), Olivia Lahs Gonzales, explica:

Magaly Ponce explora a interacção entre a sua vida interior e a sua história pessoal num diálogo com a história das paisagens com que escolhe trabalhar e com o movimento de pessoas nesses cenários. O seu trabalho consiste geralmente de vídeos e instalações multimédia, por sua vez apoiado e reforçado na sua mensagem por meio da utilização de diversas formas de expressão incluindo a projecção, som, escultura, impressão digital, fotografia ou desenho.

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10.05.2011 | por martalanca | cabo verde, chile, MAGALY PONCE

Lisbon shows off its African roots

by Anja Mutic

It’s a quiet night at En’Clave. As I savour a hearty meal of kalulu — a fish and spinach stew from the island nation of Sao Tome and Principe — and slowly sip on a shot of grog — potent rum from Cape Verde — a hefty man sings a soulful morna ballad with a backdrop of two guitars. It could be a tropical night on an African square, but instead I am at an African basement restaurant in Portugal’s capital city.

It was perhaps my own immigrant experience that made me decide to look for Africa in Lisbon. The story reaches as far back as the 15th century, when Prince Henry the Navigator sailed out into the Atlantic to explore the outlying islands and the coast of Africa. What followed was an epoch of trading in spices, gold and slaves.

By the early 19th century, Portugal ruled several African outposts and only released its harsh grip with the collapse of the Salazar dictatorship in 1974. Soon after, immigrants from the newly independent nations of Lusophone (Portuguese-speaking) Africa — Mozambique, Angola, Sao Tome and Principe, Cape Verde and Guinea-Bissau — flooded Lisbon, looking for a better life. Entire African suburbs were born, like Buraka in Amadora and Vale da Amoreira in Moita, and Lisbon’s cultural and ethnic tapestry changed.

A few decades later, I am strolling through Largo de Sao Domingos, a small square at the heart of Lisbon where the city’s mainly male African population stands around chatting. I walk up Calcada do Garcia then Rua do Arco da Graca, and among the African stores and barbershops, I stumble upon a restaurant advertising African food. I sit down with my Slovak friend — the only other white European in the house — to a delicious plate of fish with fried bananas and rice. If I had to guess where I was, I’d say — Maputo? Luanda? Praia?

Near the river in Alcantara, the city’s stylish African restaurant-bar Casa da Morna draws a more mixed crowd. Owned by famous singer-songwriter Tito Paris from Cape Verde, this dimly lit space serves up live music and Europeanized versions of African dishes. Paris was away the night I visited, so my prawn moqueca, an Afro-Brazilian seafood stew, was paired with sad-tinged morna songs performed by a duet of voice and guitar.

Rumour has it Paris, who performs here regularly, is a treat to catch, as are other Afro-Portuguese performers who play anything from upbeat funana dance songs to drum-heavy batuku popularized by the young Cape Verdean Lisbon-born singer Lura.

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10.05.2011 | por martalanca | Africa, Lisbon

Estación Experimental, CA2M _ MADRID

ESTACIÓN EXPERIMENTAL. INVESTIGACIONES Y FENÓMENOS ARTÍSTICOS

INAUGURACION 13 MAY 14 MAY – 9 OCT 2011

COMISARIOS: ANDRÉS MENGS Y VIRGINIA TORRENTE

ORGANIZA: CA2M CENTRO DE ARTE DOS DE MAYO Y LABORAL CENTRO DE ARTE Y CREACIÓN INDUSTRIAL

Estación experimental es una exposición que presenta la obra de aquellos artistas para los que la razón de su trabajo es un impulso irrefrenable que les conecta con la parte más pura de la investigación científica. Desviándose de las directrices preestablecidas en el arte contemporáneo, estos creadores comparten en su trabajo una cierta fascinación por temas extra-artísticos, por lo que sucede dentro del campo de lo real pero también en el más allá.

Investigación formal, pseudo-ciencia, ciencia-ficción y sucesos paranormales son los terrenos experimentales en que se mueve y materializa la obra de estos autores, que no renuncian a su capacidad de investigar, y ésta puede expandirse fuera de los límites de la creatividad artística como es entendida en lo contemporáneo. Esta búsqueda en terrenos paralelos, que abarca de la realidad a la mentira, es extraordinariamente interesante, y se mueve en un circuito marginal por su propia dificultad de ubicación. No es lo mismo un artista interesado en la última tecnología, aplicable a su obra para la consecución de resultados estéticos, que otro que se inclina por la investigación donde el experimento es la obra en sí misma, y esa investigación convierte el estudio de artista en laboratorio y campo de pruebas, de errores y resultados.

Tanto el dispositivo artístico como el científico nos transportan a lugares de cambios y descubrimientos, ya sea con un propósito real o imaginario. Hablamos de la creación como lugar de experimentación, y en eso, ciencia y arte tienen un fin común, llevando a cabo experimentos que cuestionan lo hasta ahora conocido, buscando una nueva frontera.

Ciencia y arte comparten también una poética común ¿Dónde se tocan y dónde se distancian? Ética y estética son conceptos que las separan y las unen, puntos de contacto que hacen pensar y reflexionar tanto al artista como al científico. Este último, trabaja en un maravilloso espacio de observación, a partir del conocimiento, con procedimientos rigurosos para la obtención y recolección de datos. Los artistas penetran en este campo restringido por una vía paralela.

A lo largo de la historia, una inmensa fuente de ideas investigadas han conducido a grandes cosas y a nada. Utopías y fallos, un gran lugar común del arte y la ciencia.

ESTACIÓN EXPERIMENTAL. VIERNES 13 MAYO. 20:00 H.

Julio Adán, Guillem Bayo, Alberto Baraya, Luis Bisbe, Ingrid Buchwald, Carlos Bunga, Caleb Charland, David Clarkson, Björn Dahlem, Karlos Gil, Faivovich & Goldberg, O Grivo, João Maria Gusmão y Pedro Paiva, Lyn Hagan, Ilana Halperin, Kiluanji Kia Henda, Esther Mañas y Arash Moori, Milton Marques, Alistair McClymont, Rivane Neuenschwander y Cao Guimarães, Jorge Peris, Paloma Polo, Rubén Ramos Balsa, Conrad Shawcross, Ariel Schlesinger, Alberto Tadiello, Jan Tichy, Ben Woodeson y Raphäel Zarka.

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09.05.2011 | por franciscabagulho | arte contemporânea

Urban Africa, uma viagem fotográfica por David Adjaye, LISBOA

 

Um dos mais reputados arquitectos da sua geração, David Adjaye sai da sua linha de trabalho habitual para fotografar e documentar as principais cidades africanas, como parte de um projecto contínuo de estudo sobre a construção e os padrões de urbanismo em África. Esta colecção de fotografias é uma procura pessoal, motivada pelo escasso conhecimento existente dos ambientes urbanos no continente africano. 

David Adjaye fotografou as características mais marcantes das principais cidades africanas, incluindo bairros suburbanos, urbanizações clandestinas e paisagens urbanas. 
A exposição é introduzida por uma representação gráfica do projecto. Mapas de África em grande escala, políticos e geográficos, mostram o continente africano sob diferentes prismas: as línguas, as bandeiras, as zonas geográficas, a densidade populacional, as fronteiras e as cidades capitais que David Adjaye visitou. As fotografias, em pequeno formato, são depois apresentadas num longo mural, agrupadas por tipologia, cidade e paisagem e oferecem uma visão abrangente de cada cidade, onde estão presentes edifícios civis, comerciais, religiosos e habitacionais. Estas cerca de duas mil fotografias revelam as cidades em si, e analisam os edifícios e os lugares que têm um eco especial nas preocupações de Adjaye, como arquitecto. O projecto integral e a dinâmica do trabalho são dados a conhecer através de uma série de projecções, em escala alargada, que inundam o espaço criando um traço de união na diversidade entre arquitectura, cultura e paisagem urbana. Tudo isto sob o pano de fundo de ritmos africanos, compostos especialmente para a exposição por Peter Adjaye (irmão de David).

Museu da Cidade _ Pavilhão Preto, de 25 Maio a 31 Julho.


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08.05.2011 | por franciscabagulho | africa.cont, arquitectura, cidades africanas, David Adjaye, urbanismo

"DINA", de Mickey Fonseca, ganhou o prémio de Melhor Curta Metragem do Festival FESTICAB 2011, no Burundi

When Dina (14 yrs) falls pregnant, Fauzia(mother), begins to understand that Remane’s(husband) violent behavior has reached extreme heights. After a big fight that leaves Fauzia in the hospital, Dina convinces her mother to open a case against her father. In court Fauzia confronts Remane for the last time.

Quando Dina, a filha de 14 anos engravida, Fauzia compreende que a violência de Remane, seu esposo, atingiu novos limites. Com a mãe hospitalizada depois de uma terrível cena de violência física, Dina convence-a a  denunciar Remane à Polícia. No tribunal Faizia enfrenta Remane pela última vez. 

O filme “DINA” ganhou no dia 7 de Maio de 2011, o prémio de Melhor Curta Metragem do Festival FESTICAB 2011, em Bujumbura no Burundi.

O filme “DINA” ganhou no dia 27 de Março de 2011, o premio de Melhor Curta Metragem de Africa para 2010, no African Movie Academy Awards, na Nigeria

O filme “LOBOLO” ganhou no dia 4 de Março de 2011, o premio Especial do Jury no 22’ FESPACO em Ouagadougou..

Obrigado a todos que ajudaram a fazer estes filmes.

DINA foi escrito e realizado por Mickey Fonseca, e O Lobolo, escrito por Emidio Josine e realizado por Michele Mathison.

Os filmes foram produzidos pela Mahla Filmes lda, e financiados pela embaixada do reino dos Paises baixos, Holanda, e que fazem parte de um projecto da N’weti.

CAST

Dina - Nelsia Laquine

Fauzia - Esperança Naiene

Remane - Tomas Bie

Fatima - Francilia Jonaze

Policia - Hildizino Boa

Juiz - João Antonio

Enfermeira - Tania Antonio

Amigo - Timoteo Maposse

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08.05.2011 | por martalanca | Cinema Moçambicano, Dina, Mickey Fonseca

Tributo a Bob Marley no Elinga Teatro 11/5 - LUANDA

A 11 de Maio de 2011, passam exactamente 30 anos que Bob Marley faleceu e continua a ser um dos mais influentes músicos da humanidade e um dos que mais discos vende. O seu legado aos homens é inquestionável e a sua aceitação em quase todas as culturas do mundo é o sinal da realização do seu sonho: um mundo sem fronteiras, “one love, one heart!”

Bob Marley morreu num hospital de Miami na segunda-feira, 11 de maio de 1981. No mês anterior, Marley havia sido agraciado com a Ordem do Mérito da Jamaica, a terceira maior honra da nação, em reconhecimento à sua inestimável contribuição à cultura do país. Na quinta-feira, 21 de Maio de 1981, o Honorável Robert Nesta Marley recebeu um funeral oficial do povo da Jamaica. Após o funeral - assistido tanto pelo Primeiro-Ministro como pelo líder da oposição - o corpo de Marley foi levado à sua terra natal, Nine Mile, no norte da ilha, onde agora descansa em um mausoléu. Bob Marley morreu aos 36 anos, mas a sua lenda permanece viva até hoje.

Para marcar a data, no Elinga Teatro, em Luanda, presta-se o Tributo a Bob Marley, com a presença do Selecta Ayala (Riddim  Culture Sound) e Ulixandthemix, a partir das 11:30. preço 1000 kwz
Selecta Ayala….Começou a passar som nas festas de liceu em Macau em 1997. Hoje é membro fundador do colectivo Riddim Culture desde 2004, que continua a actuar nacional e internacionalmente. Tem percorrido o país de norte a sul nos últimos anos, seja em modo de Mc de serviço ou selector de discos. Uma festa com ele basta para se perceber que o gosto é apurado, e a fusão de estilos e ritmos é irresistível. Traz na manga sets que transpiram groove por todos os poros: Roots Reggae, Dub e Afrobeat, daqueles de fazer dançar a mais céptica das almas.
A selecção adequada a cada momento é a palavra de ordem, seja ela feita num festival cheio de mentes sedentas de ritmo na Europa, num miradouro pelo final da tarde em Lisboa ou num boda em Luanda.
Ulixinthemix, dj eclético e perfeccionista, aposta na sonoridade sofisticada dos clássicos para compor os seus sets. Apoiando-se numa larga experiência como animador de noite em diversos bares e discotecas em Portugal e Angola, Ulix surpreende com a escolha de temas que nos guiam pela história da música urbana contemporânea. O reggae e seus derivados são territórios musicais onde este dj se passeia com um à vontade desconcertante capaz de converter os mais duros de ouvido aos espirituais oriundos da Jamaica.

 

07.05.2011 | por martalanca | Bob Marley, elinga, reggae

O País de Akendenguê

“Algures em Conacri, conheço uma casa.
Quiçá o pilar de uma casa
E o coração de África
Batendo sobre um livro indestrutível.

Há quanto tempo amanhece a cidade …

Quantas noites meditou o combatente
sob as vigas do seu tecto!

…”
excerto de um poema a Amilcar Cabral no livro O País de Akendenguê de Conceição Lima

(sugestão de Margarida Paredes)

07.05.2011 | por martalanca | Conceição Lima, poesia

Incêndio, de Miguel Seabra Lopes e Karen Akerman

 segunda feira, 9 de Maio, às 19h no grande auditório da Culturgest - INDIE LISBOA 

06.05.2011 | por martalanca | cinema

LIBERDADE de Gabriel Abrantes, LISBOA

7 Maio, 18:45, Teatro do Bairro • 9 Maio, 19:00, Culturgest, GA • 12 Maio, 19:00, Teatro do Bairro
Festival Indie Lisboa Secções: Cinema Emergente, Competição Nacional
LIBERDADE _ Ficção, Portugal 2011, 16′, DCP
Realização de Gabriel Abrantes e Benjamin Crotty
Produtor: Zé Dos Bois, Natxo Checa, e Gabriel Abrantes. Produção: Mutual Respect

Set in the area surrounding the Angolan capital of Luanda, ‘Liberdade’ follows a young couple, Betty a seductive but domineering Chinese immigrant and Liberdade, a troubled young Angolan. When Betty tries to take the relationship to the next level Liberdade must go beyond his physical and psychological limits.

06.05.2011 | por franciscabagulho | cinema, Luanda

I Oficina de Criação de Cinema Documentário de Maputo - “Olhares para o Território”

Embaixada de Espanha em Moçambique tem o prazer de anunciar a abertura das inscrições para a I Oficina de Criação de Cinema Documentário de Maputo - “Olhares para o Território”, destinada a jovens entre os 18 e 28 anos de idade, que demonstrem alto nível de motivação e não possuam recursos, nem formação prévia.

“Olhares para o Território” realizasse-a em Maputo, como resultado da colaboração entre Audiovisuales Sin Fronteras(Espanha), KUGOMA – Fórum de Cinema de Curta-metragem (Moçambique) e DROM (Espanha), iniciada pela Embaixada da Espanha em Moçambique, contando com o apoio institucional do INAC, do Ministério da Cultura e o patrocínio doHotel Turismo.

Audiovisuales Sin Fronteras (Audiovisuais sem Fronteiras) é um projecto que nasce para fomentar o diálogo e os novos espaços de comunicação intercultural, mediante a capacitação e a produção de audiovisuais criativos. Durante os anos de 2010 e 2011, a ASF implementou workshops nas Filipinas, Peru, Bolívia, Marrocos, Cambodja, Senegal e Chile. Em Maputo, a ASF, em parceria directa com o KUGOMA – Fórum de Cinema de Curta-metragem e a DROM, vai levar a cabo, entre 3 e 15 de Junho de 2011, a I Oficina de Maputo. 

Este Workshop, intitulado “Olhares para o Território”, será o primeiro a realizar-se na África Austral e, para dar continuidade a este projecto, ao longo dos próximos 4 anos, o mesmo será dotado de câmaras e outro material técnico, para a especialização dos participantes em termos de produção e exibição/difusão, procurando a autonomia local e criando uma ponte entre Barcelona e Maputo, que passe pela formalização de acordos de cooperação e a criação uma Web entre as diversas oficinas nos vários países envolvidos.

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06.05.2011 | por martalanca | documentário, workkshop