TEMPO DE BICHOS - PRIVATE Z(oo)M

TEMPO DE BICHOS - PRIVATE Z(oo)M Que bichos são estes, senão nós mesmos. Sempre o homem, na sua condição mortal e precária, com as suas grandezas e misérias, no centro da obra de Arménio Vieira. Mesmo quando convoca os Bichos do seu animalário, ou sobretudo quando os convoca, para se tornarem no espelho de todas as nossas perplexidades, onde buscamos as impossíveis respostas para este improvável destino de bicho-gente que somos.

Cara a cara

25.01.2011 | por José Cunha

Tchalé Figueira "Do Arco da Velha"

Tchalé Figueira "Do Arco da Velha" Na obra do artista caboverdiano Tchalé Figueira, o político, a prostituta, o mendigo, o paupérrimo, o medo, a vergonha, a vaidade, a superficialidade, a tensão ou o desejo estão presentes, vivos e pulsantes. As telas gritam-nos perguntas acerca do nosso próprio papel.

Cara a cara

24.01.2011 | por Irineu Rocha

Gorongosa, Moçambique - o renascer da glória

Gorongosa, Moçambique - o renascer da glória Depois de décadas de devastação causada pela guerra, há uma nova batalha a ser travada no palco da Gorongosa: a da sobrevivência. Num esforço de conservação fortemente aplaudido, o projecto de restauração de um dos mais belos parques naturais do mundo está – pouco a pouco – a reavivar o ecossistema que em tempos deslumbrou celebridades de Hollywood e políticos mundiais. Graças à bolsa generosa de um filantropo americano, o Parque Nacional da Gorongosa está cada vez mais perto de recuperar a sua velha glória.

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23.01.2011 | por Cristiana Pereira

A queda do muro da Tunísia

A queda do muro da Tunísia Em termos de simbologia política, a revolução tunisina é equivalente, para o mundo árabe, ao que foi para o ocidente a queda do muro de Berlim em 1989. Pela primeira vez em décadas, a Tunísia está livre da ditadura de um homem só. Os extraordinários eventos de Dezembro de 2010 e Janeiro de 2011 são uma revolução política: a consistente pressão da fúria popular obrigou o presidente Zine El Abidine Ben Ali, primeiro, a uma promessa sem precedentes, de deixar o poder; depois, derrubou-o do poder; e finalmente conseguiu impedir uma tentativa de transferência inconstitucional de poder, marcando-se eleições ainda sem data, mas que se devem realizar em médio prazo.

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23.01.2011 | por Nadia Marzouki

África é o último território da arte contemporânea, entrevista a Miguel Amado

África é o último território da arte contemporânea, entrevista a Miguel Amado África é hoje, em 2011, o último território, entre aspas, por descobrir. A África de expressão portuguesa ainda está um bocadinho ignorada e o meu papel pode ser um pouco esse: servir de interlocutor.

Cara a cara

22.01.2011 | por Susana Moreira Marques

Quem tem medo da lusofonia?

Quem tem medo da lusofonia? É inegável que existe em Lisboa uma aproximação natural dos falantes da língua portuguesa, que não portugueses, mesmo quando não partilham a mesma raça e cultura. As diferenças nacionais diluem-se em virtude da discriminação a que todos estão submetidos. E faz todo o sentido pensar nesta diluição como necessidade de resistência à discriminação, no sentido em que a metrópole torna homogéneos todos os ex-colonizados, arrumando-os nas categorias de “pretos”, “negros”, “imigrantes”.

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21.01.2011 | por António Tomás

Miriam Makeba: a mãe da world music

Miriam Makeba: a mãe da world music Miriam Makeba foi uma incansável activista política. Condenou o Apartheid em várias ocasiões, e chegou mesmo a depor perante a Assembleia Geral das Nações Unidas contra o regime político da África do Sul, uma honra que muitos poucos músicos tiveram. Não são todos os artistas que são chamados a conciliar arte com activismo político. Só muitos anos depois – foram 31 anos de exílio – é que regressa a África do Sul para a comemoração da libertação de Nelson Mandela. Canta, na sua voz melosa de menina, uma versão antológica de Soweto Blues.

Palcos

21.01.2011 | por António Tomás

Terra prometida, as dores da perda do império

Terra prometida, as dores da perda do império O livro revela a embriaguez de Luanda no final do colonialismo, como símbolo da decadência de um sistema que nem consegue ver a mudança a acontecer: “surda à guerra, bate pé ao destino, diverte-se como se a festa ainda não tivesse acabado”. Depois a relação destas pessoas com a metrópole, onde todos contam que se sentiram estrangeiros: “isto era um atraso, no Fundão, só por a minha mulher fumar, trataram-na como se fosse uma vadia.”

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18.01.2011 | por Marta Lança

Entrevista com Matchume Zango - timbila style!

Entrevista com Matchume Zango - timbila style! Entrevista com Matchume Zango, músico moçambicano do grupo Timbila Muzimba. Matchume toca timbila, criada pelo povo Chope e declarada pela UNESCO Patrimônio Cultural da Humanidade em 2005. Este instrumento confunde-se com a história da música moçambicana.

Cara a cara

18.01.2011 | por Denise Guerra

Constelações identitárias

Constelações identitárias A Educação Multicultural e Intercultural surgiu no século XX como resposta a problemas históricos vividos pelas sociedades. Ao longo das últimas décadas procurou-se o reconhecimento das especificidades culturais em cada nível social para promover a igualdade de oportunidades, o respeito mútuo e a integração de todas as pessoas como cidadãos. No entanto, tende muitas vezes a dar ênfase a várias categorias identitárias, usando-as para distinguir os alunos e cidadãos.

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17.01.2011 | por Maria Prata

Swakopmund Galore

Swakopmund Galore Voltar a Swakopmund é estranho, fora da estação há sempre uma neblina na cidade e, dado que tudo fecha às cinco da tarde, a cidade fica deserta, quase abandonada, uma velhinha que passeia por ali, uns namorados acolá, mas fora isso é Twin Peaks

Ruy Duarte de Carvalho

17.01.2011 | por Luhuna de Carvalho

Bens de segunda necessidade

Bens de segunda necessidade Toda a África é um mercado informal, do Cabo ao Cairo, de Maputo a Marraquexe, seja nos mercados, nos semáforos, nos passeios, nas estações rodoviárias ou em qualquer muro ou pedaço de chão onde se possam expor produtos. Mas se o mercado informal é caracterizado pela ausência de registos e a invisibilidade perante o fisco, vamos encontrá-lo também longe do sol ardente e da poeira da estrada, nos gabinetes de ministérios, em carros pretos com vidros fumados, nos bares de hotéis.

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15.01.2011 | por Nuno Milagre

Lisboa

Lisboa Não sei como posso partir de ti sabendo eu que te amo tanto e que viverei atormentado por estas visões o resto da vida que sobra em mim para vivê-las e como hei-de dormir, e como hei-de ler e escrever, e como seguramente poderei cheirar uma flôr, colher algum odor do teu rio, se eu morro a cada instante que o tempo me chega, diminuto, pouquíssimo, intransigente, se eu choro com essa criança por uma boca que já não me serve para dizer outra coisa se não o teu nome e se tenho um homem que se mata e se anicotina em nome do que és e se, finalmente, Lisboa, para mim, deixar-te é incontornavelmente deixar de me exercer.

Cidade

15.01.2011 | por Eduardo White

“Interessa-me colocar questões sobre a sociedade angolana”, entrevista a António Tomás

“Interessa-me colocar questões sobre a sociedade angolana”, entrevista a António Tomás No seu mais recente livro, António Tomás reflecte sobre o que o rodeia. E nessa reflexão constata que em Luanda escasseiam espaços que cumpram uma função social, como as barbearias. Quem vive no musseque está, nesse aspecto, mais bem servido de lugares para o comentário social, afirma o antropólogo

Cara a cara

12.01.2011 | por Isabel Costa Bordalo

Três Poemas

Três Poemas Tempo! Em que Monstro Retalhas a chicote o meu corpo e os sonhos? Para que diabólica risada Arrastas o meu riso outrora deslumbrado pela vida? Fito a infância nos olhos – E logo viro a cara horrorizado.

Mukanda

12.01.2011 | por Dambudzo Marechera

Dambudzo Marechera - Memórias da Casa da Fome

Dambudzo Marechera - Memórias da Casa da Fome Enfant mais que terrible da literatura do Zimbabué, outsider da vida e da escrita, Dambudzo Marechera cresceu na miséria mais negra e viveu uma tempestuosa existência afligida por perseguições políticas, fome, clandestinidade, exílio, brigas de bar, drogas, doença… Morreu só, com Sida, aos trinta e cinco anos, e tornou-se o ídolo de milhares de jovens compatriotas que estamparam o seu belo rosto em t-shirts, copiaram as suas excêntricas indumentárias, decoraram os seus poemas e partilharam o seu desencanto pelo Zimbabué pós-Independência.

Cara a cara

11.01.2011 | por José Pinto de Sá

Em São Tomé e Príncipe há um grave défice de liderança

Em São Tomé e Príncipe há um grave défice de liderança O programa mais visto da televisão de São Tomé e Príncipe foi suspenso por decisão do Governo. Conceição Lima, jornalista, poeta e responsável pelo programa, considera ter sido alvo de "saneamento" e teme que o episódio possa ser um mau sinal para o futuro da democracia no seu país. Este mês chega às livrarias portuguesas o seu novo livro de poemas, "O País de Akendenguê".

Cara a cara

10.01.2011 | por Jorge Marmelo

Recomeçar a partir da Ásia, pós-colonialismo na China

Recomeçar a partir da Ásia, pós-colonialismo na China Como estabelecer uma ética da diferença no quadro da diferença na produção cultural, nas nossas sociedades que prezam a diferença mas são incapazes de criar a diferença? Estaremos a viver uma tirania do ‘outro’? As exposições internacionais erguem uma “cacofonia de vozes” e “espaços de negociação de vários valores”, mas reproduzem discursos e negligenciam a criatividade artística independente e os mundos imaginários alternativos. São algumas das críticas-reflexões apontadas pelos organizadores da Trienal de Cantão.

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08.01.2011 | por Marta Lança

Você diz trem, eu digo comboio

Você diz trem, eu digo comboio A voz vai mudando do outro lado do telefone – escritores, cantores, Lisboa, Rio de Janeiro – mas mantém-se o tom: ninguém sabe dizer o que é, ao certo, a lusofonia, se existe, e ainda que exista, talvez não baste. É preciso discutir, discordar, estrebuchar, concordar, amar perdidamente, ficar insatisfeito, porque bom, bom, era a utopia, aquela dos tempos de “descobrir” o mundo. Como se o mundo não existisse antes de nós o dizermos – em português.

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07.01.2011 | por Susana Moreira Marques

Pancho Guedes e “a nova arte africana”

Pancho Guedes e “a nova arte africana” As oportunidades criadas pelo contexto histórico de libertação que África vivia reforçavam a crença na possibilidade de uma nova arte africana, resultado de métodos de ensino inovadores e assente numa força criativa original.

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06.01.2011 | por Alda Costa