Dar a mão à mãe

Dar a mão à mãe   Não ter tido uma mãe viva não significa não ter tido uma mãe. Significa viver acompanhado por uma presença da ausência, por uma herança feita de fragmentos, de silêncios e de narrativas emprestadas e imaginadas. É esse território que Paola D'Agostino habita. Não para preencher o vazio, para criar uma sensação de pertença muito própria. Ela que queria “saber porque nasci, se foi egoísmo ou incompetência”, como escreveu no seu diário. A brutalidade da pergunta acompanha discretamente todo o livro.

Corpo

07.08.2026 | por Marta Lança