Notas de reconciliação Algumas reflexões sobre o hino, a bandeira e a língua kabuverdianu

Notas de reconciliação Algumas reflexões sobre o hino, a bandeira e a língua kabuverdianu Com a participação de Kabuverdi, vi-me depressa envolvido num mar azul de emoções que em vão tentei suprimir. Subestimei a capacidade que este tipo de eventos tem para nos mobilizar e encantar. O entusiasmo, porém, não era propriamente pelo futebol em si, mas pela mensagem contagiante de união e convicção transmitida por aqueles jogadores que, na sua maioria, nasceram na diáspora e que, sob a liderança de Bubista, tão bem nos representaram. Mas também, e sobretudo, pela capacidade da nossa gente em fazer povo e formar um só corpo em torno de um objetivo comum: vencer coletivamente.

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06.07.2026 | por Apolo de Carvalho

O que resta depois do Carnaval: Liceu, Mingas, o hino e a bandeira I Um passo atrás

O que resta depois do Carnaval: Liceu, Mingas, o hino e a bandeira I Um passo atrás É muito fácil esquecer que os hinos nacionais, as bandeiras e as insígnias foram criadas por mãos humanas, gente como nós. O processo de sacralização desses símbolos, como se tivessem sido obra de um deus no início dos tempos, como se sempre tivessem estado ali, como se fossem invioláveis e imutáveis, é uma espécie de pacto coletivo, não necessariamente consensual, muitas vezes implicando a existência de uma bandeira vencida e outra vencedora. Esse é, como sabemos, o caso de Angola, onde a bandeira vencedora triunfou sobre as outras.

Palcos

15.02.2024 | por Aline Frazão