Cinema Negro em Portugal: uma contra-esfera pública transnacional

Cinema Negro em Portugal: uma contra-esfera pública transnacional Não pretendendo cartografar o cinema produzido por esta contra-esfera pública transnacional, nem sequer traçar-lhe uma panorâmica, proponho antes pensar o Cinema Negro produzido em Portugal (apenas). No entanto, não posso deixar de enquadrar esta produção numa rota transatlântica alargada, que determina a produção nacional, como espero tornar claro nas próximas páginas. Penso os temas predominantes nesses filmes e as vozes evidenciadas nestas obras cinematográficas ensaio compreendê-las num esforço de construção de um arquivo e de combate ao apagamento.

Afroscreen

26.05.2026 | por Ana Cristina Pereira (AKA Kitty Furtado)

"O Cinema Negro pode ter um papel preponderante na reconfiguração da memória coletiva portuguesa", entrevista com Kitty Furtado

"O Cinema Negro pode ter um papel preponderante na reconfiguração da memória coletiva portuguesa", entrevista com Kitty Furtado Outro aspeto muito importante nesta produção cinematográfica é a sua característica feminista e amiúde eco-feminista. É importante frisar que grande parte das pessoas que constituem esta esfera pública alternativa são mulheres e pessoas não binárias. Estou a falar também até ao nível da produção e da divulgação e também do estudo do acontecimento. As questões de género são muito centrais na produção, quase sempre aliadas a propostas ecologistas e a uma noção de tempo espiralar, que coloca em causa o tempo linear ocidental.

Cara a cara

13.10.2025 | por Marta Lança e Ana Cristina Pereira (AKA Kitty Furtado)

Conexão Brasil-Portugal pelo cinema negro

Conexão Brasil-Portugal pelo cinema negro O cinema pode ser uma ferramenta privilegiada para combater e romper com esses modelos hegemônicos de ver, pensar e representar o outro dentro de uma lógica de opressão. Ver-se em outra perspectiva, imaginar-se, descrever-se e reinventar-se pelo cinema é uma forma de descolonizar imaginários, interrogar as matrizes de representação opressoras e criar estratégias para a construção de outras, que em vez de reduzir, multiplicam as possibilidades de existência na ideia de diversidade.

Afroscreen

15.09.2021 | por Fernanda Polacow

Pelas águas sagradas que nos curam: uma conversa com Milena Manfredini

Pelas águas sagradas que nos curam: uma conversa com Milena Manfredini Conversei com a realizadora sobre a sua criação cotidiana com o audiovisual até à sua relação pessoal com os cultos de matriz africana. As narrativas que permeiam a vida de Milena partem da Baixada Fluminense do Rio de Janeiro e desembocam no atlântico, fazendo parte das grandes confluências que têm sido os cinemas negros contemporâneos.

Afroscreen

25.01.2021 | por Marco Aurélio Correa e Milena Manfredini

CAN - 1 década do "Navio Negreiro do Cinema"

CAN - 1 década do "Navio Negreiro do Cinema" Os filmes com temática afro ainda são um tabu em função da ignorância e insensibilidade de grande parte dos curadores de festivais do Brasil (e, que infelizmente, apesar da crescente busca por visibilidade preta em todas as mídias, ainda permanece). Durante boa parte da trajetória do CAN, ele se consolidou como um espaço aberto para exibição e lançamento dessas obras.

Afroscreen

10.09.2018 | por Clementino Junior