Lucrecia Martel, queres viver?

Lucrecia Martel, queres viver? O espírito do mundo sai-lhe pelos olhos. Lucrecia volta a emprestar o corpo ao mundo – desta vez radicalmente - e transforma-o em cinema. Em Zama, voltamos a encontrar-nos com uma coreografia de corpos e animais, de crianças e adultos, de oprimidos e opressores, de torrentes de água e de naturezas asfixiantes, onde a beleza é o lugar onde repousam os segredos, como atrás dos habituais longos e brilhantes cabelos, que sussurram desejos e histórias perdidas.

Afroscreen

12.06.2018 | por Cláudia Varejão

A boca para pronunciar monstro

A boca para pronunciar monstro somos o bestiário. nossa animalização nos afirma como parte da natureza. o animal pré-alegórico é o coração latente; é uma violência. a livre caça na sociedade de consumo e produção arrebata nossos corpos de margem : nos tirem do centro; é para onde caem os desejos. quiçá os vagalumes nos façam atear fogo ao céu : a luz é pulsante - o escuro é largo e espaçado pela micropolítica da carne do monstro. é a carne que sobrevive.

Mukanda

22.02.2018 | por Jonas van Holanda

América do Sul / América do Sol / América do Sal, exposição “Potência e Adversidade: arte da América Latina nas coleções em Portugal”

América do Sul / América do Sol / América do Sal, exposição “Potência e Adversidade: arte da América Latina nas coleções em Portugal” Este texto identifica alguns nexos históricos que ainda passam à margem das narrativas institucionalizadas sobre a produção artística da América Latina. Partindo dos anos 70, analisa diferentes momentos da aproximação de Portugal à arte da América Latina, desde a retórica do “multiculturalismo” até à necessidade, no presente, em estabelecer uma revisão pós-colonial dos acervos e da curadoria em Portugal.

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16.01.2018 | por Marta Mestre

Arquiteturas e Urbanismos do sul em debate

Arquiteturas e Urbanismos do sul em debate Com vasta programação e intenso debate, integrantes do MALOCA reforçaram seus laços, ampliaram suas parcerias e definiram a agenda do grupo para o próximo triênio, que segue fortemente focada no debate étnico-racial em arquitetura e urbanismo e nas questões de ensino na área, o papel social dos arquitetos e urbanistas no Brasil e na América Latina.

Cidade

11.12.2017 | por Andréia Moassab e Gabriel Cunha

Potência e Adversidade, arte da América Latina nas coleções em Portugal

Potência e Adversidade, arte da América Latina nas coleções em Portugal A frase de Hélio Oiticica “da adversidade vivemos”, refere-se à ideia de existência enquanto espaço de confronto e de disputa, que inscreve a experimentação, habitualmente associada à América Latina. O título denuncia também um tom de melancolia ou “fim de festa”, que sinaliza o presente desequilíbrio induzido pelo neoliberalismo consumista e pela retomada de poderes conservadores em vários países.

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24.10.2017 | por Marta Mestre

Duas universidades ameaçadas pelo racismo

Duas universidades ameaçadas pelo racismo Por que os conservadores querem destruir a Unila e Unilab, voltadas à integração latinoamericana e com a África Negra. O que isso revela sobre um déficit da esquerda.(...) A luta contra o capital é indissociável da luta contra o racismo, contra o patriarcado e contra tantas outras formas de dominação e de opressão.

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02.08.2017 | por Andréia Moassab e Marcos de Jesus

No coração dos Andes há um país cuja selecção nacional mais parece de uma nação africana

No coração dos Andes há um país cuja selecção nacional mais parece de uma nação africana  Além fronteiras, a imagem de marca é a de um Equador andino, de rasgos índios e de um paraíso natural chamado Galápagos, ilhas justamente consideradas uma das reservas naturais mais bonitas do mundo. No entanto, há um Equador de cor negra e ritmos africanos que ainda tende a ficar esquecido.

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30.08.2010 | por Sílvia Norte