Revista Sintidus I Guiné Bissau

Informa-se a comunidade de investigadores, docentes, técnicos, estudantes e restante sociedade civil que o número 1 da Sintidus, Revista de Estudos Científicos e Interdisciplinares da Universidade Lusófona da Guiné, está agora disponível em suporte físico. Os exemplares podem ser adquiridos na sala da Sintidus (edifício Mavegro nas instalações da Universidade Lusófona da Guiné) por 5,000 XOF para não-estudantes e por 3,000 XOF para estudantes. Para quem estiver em Bissau, é possível fazer chegar o(s) exemplar(es) a local a combinar. Mais informações sobre esta possibilidade contactar sintidus.revista@gmail.com ou 955977108. Para quem estiver em Lisboa os exemplares podem ser adquiridos em mão em local a combinar ou enviados por correio em Dezembro próximo. Para quem estiver noutro país é possível enviar por correio internacional também em Dezembro. Não hesitem em contactar em qualquer dos casos.
Abaixo o índice do número 1.
O número 2 encontra-se neste momento em revisão e promete mais uma dose de bons artigos, comunicações curtas e ensaio fotográfico!

Índice

Nota editorial: Os sentidos do primeiro número

Comunicação curta

O olhar de Álvares d’Almada sobre os Rios da Guiné

Raul Mendes Fernandes

Artigo de investigação

Algumas considerações sobre o fim do Kaabu

e as relações de fulas com mandingas

Manuel Bívar e Sadjo Papis Mariama Turé

Recensão

Por uma práxis onírica e realista:

incursões pela poética de Rui Jorge Semedo

Jorge Otinta

Artigo de investigação

30º aniversário da grafia “oficial” do crioulo guineense

Luigi Scantamburlo

Artigo de investigação

Justiça estatal e justiça tradicional na Guiné-Bissau

Sara Guerreiro

Artigo de investigação

Indicadores das mudanças climáticas na zona leste da Guiné-Bissau

e estratégias de adaptação dos camponeses

Orlando Mendes

Ensaio Fotográfico

Onde mora Bissau? Nunde ki Bissau mora nel?

Guto Lopes Pereira e Ana Filipa Lacerda

Notas biográficas dos autores

Abstracts

Instruções para autores

01.11.2018 | por martalanca | revista, Sintidus

É possível descolonizar as metodologias ocidentais? O Sul como motor.

Μεσόγειος Θάλασσα, Σούνιο, Ελλάδα 2017 Mar Mediterráneo, Sunión, Grécia 2017 foto de Alejandro Simón.Μεσόγειος Θάλασσα, Σούνιο, Ελλάδα 2017 Mar Mediterráneo, Sunión, Grécia 2017 foto de Alejandro Simón.A perspectiva poscolonial anglo-saxónica e os seus textos inaugurados com O lugar da cultura (Bhabha) foi criticada por concentrar-se na análise do fenómeno da imigração nos centros hegemónicos, em vez de tentar resolver os problemas das antigas colónias. Uns anos depois começou-se a falar da Europa pós-colonial na era das migrações, o que se reforçou com a crise económica e a evidência das suas fronteiras internas que dividiam  o norte dos PIGS. Não será por casualidade que a actual edição da Documenta seja organizada em torno do conceito de Sul e se celebre entre Kassel e Atenas. Pelo potencial desta relocalização do Sul na Europa, e de reaprender novas estratégias políticas a partir de uma posição identitária em reconstrução, e ligado à obsolescência dos seus antigos discursos  de hegemonia (colonial). Será esta condição/sul migrante de Espanha, Grécia, Portugal ou Itália capaz de gerar novas estratégias de pensamento ou de interlocução com outras cidadanias do sul? Que problemas acarreta o sul como lugar onde ir a partir de uma posição de privilégio ou ao qual regresar? Qual o potencial transformador destes suis em conjunto? 

Ainda que nos últimos anos a proliferação do termo “descolonizar” explique uma urgência em procurar estratégias para superar a falência dos legados coloniais, a pergunta “é possível descolonizar?”, precisamente, vem sintetizar a dúvida fundamental dos seus teóricos. Como gerar novas propostas descoloniais se tanto as instituições como as metodologias que enquadram o nosso pensamento são intrínsecas à sua condição colonial: Silvia Rivera Cusicanqui pergunta se é possível descolonizar a mestiçagem, ou a nação (cuja base ocidentalizante é a branquitude); Boaventura de Sousa Santos se é possível descolonizar o marxismo; Sharon MacDonald ou Clementine Deliss, os Museus; Viveiros de Castro ou Vanessa Watts a natureza; os estudantes da Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres, a própria Academia, questionando a presença de pensadores ocidentais nos programas curriculares; ou a Universidade Federal do Sul da Bahia que inclui indígenas na aposta pela epistemodiversidade. Em 1999, um pouco antes deste boom descolonial, a teórica maõri Linda Ruhiwai Smith, no seu livro Descolonizar Metodologías, pressagiava o papel que as cosmovisões indígenas têm adquirido no sentido de superar as nossas relações coloniais com a natureza e com as formas extra-ocidentais de cidadania e cultura. Que tipo de relação pode o ocidente gerar com estas categorias-Sul? É possível descolonizar as metodologias ocidentais cuja complicidade com a colonialidade não está suficientemente analisada? Como construir epistemodiversidade se as nossas referências académicas justamente se diferenciam das não-ocidentais uma vez que estão baseadas na “acumulação de conhecimento” e na sua exploração? Será agora o Sul um lugar onde se vai “saquear”, para acumular formas de pensamento? Ou, pelo contrário, qual é o potencial desta interlocução para modificar a natureza colonial das metodologias ocidentais e gerar novos modelos?

CONVOCATÓRIA
Re-visiones
 
2017:
Recepción de originales 1 de Junio de 2017 (editora do número: María Iñigo) 

 

27.03.2017 | por martalanca | descolonial, pensamento, revista, sul

Este corpo que me ocupa

Foi ontem lançada, no Atelier Real, em Lisboa, a publicação do BUALA intitulada ESTE CORPO QUE ME OCUPA. 

Contou com uma pequena introdução de Marta Lança, leituras de Cláudio da Silva, Clara Pinto Caldeira, e apresentações de António Brito Guterres (Rede Cidade) e Yuri Sousa (luz e sangue). 

A revista conta com a particiação de: 
Ana Bigotte Vieira/ Andrew Esiebo / António Brito Guterres / Ato Malinda / Bruno Lamas / Candela Varas / Clara Caldeira / Cláudio Da Silva / Edgar Oliveira / Egbert Alejandro Martina / Francisca Bagulho / Hélène Veiga Gomes / Isabel Lima / Maria Mire / Marta Lança / Miguel de Barros / Mónica Sofia Vaz / Patricia Schor / Pedro Moura / Rita Bras / Rita Natálio / Sara Rosa Espi / Simone Frangella / Simon Njami / Tiago Mesquita Carvalho / Yuri Sousa Lopes Pereira.

Custa 8 eur e pode encomendar por aqui: info@buala.org

 

A revista que nunca mais chegava… chegou por fim pela mão de Este corpo que me ocupa, nome que dava título em 2008 à performance de João Fiadeiro e que agora, casualmente ou não, coincide com a reposição da peça em Lisboa. Este corpo que me ocupa tem não só uma grande carga poética como contém, também, um passado, destino familiar e coletivo marcado pelo exílio e pela prisão, e profundamente trespassado pela morte de uma irmã. Um corpo com buracos que se esvazia até quase ao desaparecimento e que, por não poder desaparecer, tem de encher-se consigo próprio. Uma performance e uma nota biográfica de João Fiadeiro que, tal como esta revista, transita entre o poético, o político e o íntimo.

Continuar a ler o editorial.

 

 

17.12.2014 | por martalanca | corpo, Este corpo que me ocupa, revista

REPRESENTAÇÕES HISTÓRICAS PÓS-COLONIAIS DE ANGOLA E MOÇAMBIQUE NA LITERATURA AFRICANA

Chamada para publicação

Volume 7, número 13

Recebimento de submissões: até 20 de novembro de 2013

 

Publicação: dezembro de 2013

Tecer reflexões sobre relações entre literatura e história é um caminho para interpretação de textos literários que não se limita à análise imanente da forma do texto, observando-se apenas suas singularidades estético-formais. É um processo de análise fecundo que pode mostrar a potencialidade dos textos literários como instrumento de reflexão histórica e social e como elemento de formação crítica do leitor. Nesse contexto, as literaturas africanas de expressão portuguesa após década de 50 do século XX possibilitam esse diálogo e, dentre suas particularidades, pode-se destacar que são marcadas pela presença de personagens que procuram se constituir como sujeitos de si e, por extensão, da sociedade e que oportunizam a reflexão acerca da vulnerabilidade e exclusão a que os sujeitos estão acometidos em seus respectivos contextos, especialmente quando se relaciona ao contexto pós-colonial de países como Angola e Moçambique.

Considerando as relações entre literatura e representação histórica e social, Literatura em Debate, na sua edição do volume 7, número 13, prevista para publicação em dezembro de 2013, recebe artigos que contemplem reflexões sobre como a literatura africana de expressão portuguesa tem representado a história pós-colonial de Angola e Moçambique.  Objetiva-se com essa edição promover divulgação de ensaios críticos sobre obras literárias africanas produzidas em língua portuguesa a partir da segunda metade do século XX, tanto as elaboradas em prosa quanto em verso, que representam a história do pós-colonialismo em Angola e Moçambique.

A revista pode ser acessada aqui

http://revistas.fw.uri.br/index.php/literaturaemdebate

CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)
Alameda da Universidade
1600-214 Lisboa - PORTUGAL
Telef.: 00351 21 792 00 44

14.10.2013 | por martalanca | revista

Revista Electrónica: Lucerna

A Fundação José Saramago lançou recentemente a primeira edição da sua revista electrónica, Lucerna.
Na revista, de periocidade mensal, constam textos e indicações dos colaboradores literários da fundação, e ainda uma Agenda Cultural.
Consta ainda nesta publicação a secção Leituras do mês, onde é feita, na página 6, uma referência ao Buala como difusor do texto “Nu kre casa!!! A habitação como direito no contexto caboverdiano”, de Andréia Moassab, originalmente publicado no jornal ‘A Semana’.

Para consultar e ler a revista clique aqui: Lucerna.
Mais informações sobre a Fundação José Saramago. 

 

15.05.2012 | por joanapereira | electrónica, fundação josé saramago, revista

Revista (IN)VISÍVEL

A Revista (IN)VISÍVEL tem por objectivo principal a criação de novas interpretações acerca de temáticas culturais e sociopolíticas a partir de um tratamento multidisciplinar entre variadas linguagens,  de forma a alargar o acesso ao  conhecimento a um público mais vasto.

A relevância de um projecto editorial neste âmbito, justifica-se a partir da constatação da ausência de espaços públicos de comunicação que estabeleçam um diálogo acessível acerca de temas que aqui consideramos “invisíveis”.

A invisibilidade que aqui destacamos origina-se a partir de dois principais eixos: de um lado pela forma de tratamento descontextualizado e “espectacular” realizado pelos média e de outro, pela rigidez excludente da linguagem científica. Diante do quadro exposto, a criação deste projecto surge também como tentativa de colaborar com a diminuição do fosso existente entre as linguagens académica e jornalística que, em muitos casos, seja de um lado ou seja do outro, acabam por restringir o potencial comunicativo de suas produções textuais.

A Revista, na sua primeira fase, contemplará o espaço lusófono e terá sua apresentação em formato digital com participação de colaborares/as de diferentes orientações profissionais. A periodicidade será trimestral e sua distribuição gratuita.

PRIMEIRO TEMA: PORNOGRAFIA

O tema de abertura do projecto é a Pornografia. Apesar de existirem diversos debates acerca das diferenciações socioculturais entre o que é ou não pornografia, não é interesse desta edição balizar qualquer tipo de definição certeira. E sim, experimentar as diversas formas de significação deste conceito. Uma delimitação interessante da emergência do conceito de pornografia e sua consolidação enquanto prática dá-se a partir do contexto histórico do surgimento das tecnologias de impressão “ao colocar em circulação reproduções baratas, criando um próspero mercado para o obsceno” (Moraes, 2003). Esta, segundo Moraes (2003) é uma das teses centrais da colectânea de ensaios “A invenção da pornografia – A obscenidade e as origens da modernidade, 1500-1800, organizado por Lynn Hunt (1999). Importa também realçar que o interesse deste projecto editorial afirma-se a partir das inúmeras possibilidades interpretativas deste conceito. E neste caso, prevalece a própria representação da pornografia a partir da visão escolhida pelos autores desta edição diante de uma impossibilidade delimitadora de tal prática.

O lançamento do Número Zero da Revista (IN)VISÍVEL decorrerá dia 28 de Setembro, pelas 15.30h (hora de Portugal), através de uma transmissão em directo, pela Internet.

 

31.08.2011 | por martalanca | invisível, revista