Ciclos de São Vicente - Colecção B

Igreja de São Vicente
Évora

Com uma programação intensa e variada, do cinema à performance, da leitura à música, do debate à festa, a Colecção B volta a abrir a porta da Igreja de São Vicente para mais um Ciclo de São Vicente.

O tema para este mês é ‘alteridades’! Entre parcerias locais e o acolhimento de projectos, o Ciclo de São Vicente de Março propõe uma incursão pelo espaço do ‘outro’, do ‘diverso’, mesmo quando próximo. Por isso temos, a abrir e a fechar, sessões de leitura de dramaturgia africana e brasileira, culturas tão nossas e tão ‘outras’ de nós. Cinema brasileiro  e guineense. Música caboverdiana! E Teatro no Exílio, no dia Mundial do Teatro!

Destaques na Programação:
Dia 20
22h | Outros Cinemas
José Carlos Schwarz, a voz do povo (Adulai Jamanca, 2006) 
No início dos anos 70, num país fragmentado em dezenas de etnias e em plena guerra de independência, José Carlos Schwarz criou o primeiro agrupamento musical da Guiné-Bissau, o ‘Cobiana Djazz’. José Carlos cantava em crioulo e criou uma forma musical que ainda hoje unifica os guineenses. Este documentário conta-nos a história do poeta e fundador da música moderna da Guiné-Bissau, que morreu num acidente aéreo em 1977, com apenas 27 anos.

Os mestres loucos (Jean Rouch, 1955)
“O título - Os Mestres Loucos – promete a quem ainda não teve a oportunidade de ver este filme ímpar e evoca ainda mais a quem, incansavelmente como perante um mistério revelado, se prepara para o rever. Ensaio escrito no ritmo ofegante de uma urgência – existem as necessidades ditas naturais, não existirão também as necessidades culturais? -, ensaio sobre os senhores loucos ilustrado pelos gestos rituais dos servos que se tornaram mestres e senhores da loucura.”(Regina Guimarães, Buala - Revista de Arte Contemporânea Africana).
Excerpto
Os Mestres Loucos, 1955Os Mestres Loucos, 1955

Dia 21
22h | Noites com Leituras #4 - Venha ler dramaturgia africana connosco.
Apresentação do livro ‘As orações de Mansata’, de Abdulai Sila, pela Cena Lusófona, com a presença de António Augusto Barros, director artístico Escola da Noite e Presidente da Cena Lusófona.

Ainda textos de Leite de Vasconcelos (Moçambique), António Aurélio Gonçalves (Cabo Verde), Mia Couto (Moçambique).Textos de Leite de Vasconcelos (Moçambique), António Aurélio Gonçalves (Cabo Verde), Mia Couto (Moçambique), Fernando de Macedo (S. Tomé e Príncipe) e José Mena Abrantes (Angola).Textos de Leite de Vasconcelos (Moçambique), António Aurélio Gonçalves (Cabo Verde), Mia Couto (Moçambique), Fernando de Macedo (S. Tomé e Príncipe) e José Mena Abrantes (Angola).

Dia 23
22h | Concerto Bilan
Hoje bem um curandêr 
Música Cabo-Verdiana / Improvisação
BilanBilanBilan (Voz e Guitarra), David Estêvão (Contrabaixo), Tiago Mota (Guitarra), Luís Pedro (Bateria)

“Bilan pode ser enquadrado numa reinvenção mais cosmopolita e urbana da música cabo-verdiana com Sara Tavares ou, a pouco conhecida em Portugal, Carmen Souza. Em qualquer dos casos, as raízes de Cabo Verde são cruzadas com a natural globalização de cultura e música vividas pelas novas gerações; sente-se a cadência morna ou cálida, como se adivinha o mainstream internacional, os ensinamentos do jazz, os arremessos do rock, a soul, o r&b. Os temas que se ouvem de Bilan com o seu quarteto partem do seu país para o mundo conhecido, como acontece com os restantes compatriotas desta vaga. Mas as raízes das ilhas que caíram da Lua parecem ir aqui mais além. (Eduardo Sardinha, Central Musical).

Entrada 3€ (2€ jovens, estudantes, desempregados, idosos)
Mais informação em CentralMusical.pt

Dia 27
22h | Outros Cinemas
Macunaíma (Joaquim Pedro de Andrade, 1969)
Um clássico do cinema brasileiro, o  filme permite muitas interpretações, com alusões ao desenvolvimentismo, ao tropicalismo e à luta armada que corria solta nos ‘Anos de Cumbo’, sem perder a ligação com a obra literária na qual se baseia ( obra homónima de Mário de Andrade), com aparição de vários personagens do  folclore brasileiro, tais como o Caipora.
Excerpto
macunaíma, 1969macunaíma, 1969


Colecção B, Associação Cultural
Estrutura Financiada
Governo de Portugal
Secretaria de Estado da Cultura
Direcção-Geral das Artes
Apoio Câmara Municipal de Évora


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20.03.2012 | por herminiobovino | cinema, cinema brasileiro, literatura, mostra de vídeo e cinema africano, performance, workshop | 0 comentários

DAI-BULLETIN 2011-2012: number three

PROGRAM DAI-WEEK 28 NOVEMBER / 2 DECEMBER
Please note that bio’s of all four workshop leaders are to be found at http://www.dutchartinstitute.nl/
DAI- Cantina:
Lunch will be served daily from 13:00-14:00
Dinner Monday & Tuesday from 18:00-19:00
Wednesday & Thursday 19:00-20.00

November 28: Monday DAI – Presentation

13.00 For a kick-off of today’s two projects we will have lunch with the complete group in the DAI’s canteen. Today we welcome Jean-Luc Vilmouth and David Weber Krebs as tutors.

14.00 - 21:00 (DAI Auditorium/Project room)
two workshops dealing with the act of ‘presenting/performing your work in public’:
1. When the stage hits you…
Run by Otobong Nkanga and Jean-Luc Vilmouth. When you believe that your hunger is an equivalent to that of a hostage who has been kidnapped by a terrorist or a bank robber, without food or drink then what do you do? This state of urgency creates a platform where intricate, extreme and creative stands are taken resulting in a holdup situation. We will be interested in looking at different forms of performances that can create this state of a holdup situation. When the stage hits you and there is no way out but to face the situation in a radical and extreme way. The idea will be to push the limits of (re) presentation, how one could go beyond just the normal and accepted ways of presentation of their works and engaged the public or spectator in an unusual and unpredicted way. “Un art ne peut être une fin pour lui-même car, en lui-même, il ne rend personne meilleur” Socrate
Bio’s of Otobong and Jean-Luc to be found at http://www.dutchartinstitute.nl/

2. Presenting Performance/Performing Presentation
A six part workshop on performance art and lecture performance with David Weber-Krebs and Jan-Philipp Possmann. This workshop is aimed at artists interested in developing or sharpening their own artistic language in the live mediums performance art and lecture performance. Together we will discuss and experiment on basic parameters of the performative situation and assist each other in developing performances. An interest but not necessarily an experience in performance art or lecture performance is required of all participants.

November 29: Tuesday DAI – Thesis
Morning workshops will continue with Jean-Luc Vilmouth and David Weber-Krebbs Starting 10.00 – 13.00 for all students

13.00 – 14.00 lunch
DAI Thesis, 2011-2012
Reading for Writing or How to do things with Theory, Alena Alexandrova & Doreen Mende and their two respective groups of students
During the first year the focus is on developing research skills and a central question for the thesis, formally submitted as a thesis project. During the second year the students engage in further research and writing the thesis.
Plenary session group Alena Alexandrova:

14.30 – 17.30 PM Alena Alexandrova’s reading group will focus on the question: what does it mean to think with or through images? Georges Didi-Huberman’s writing is key with regards to the field of visual studies; he insists that the image is a site and a medium of a specifically visual knowledge that cannot be reduced to language or concepts. His latest exhibition Atlas. How to Carry the World on One’s Back? explores the atlas as a “visual form of knowledge” and a “knowledgeable form of seeing.” Sarat Maharaj discusses the hotly debated topic of the (im-) possibilities of considering visual art as a field, or even a method, of knowledge production.
The last part of the Theory Seminar will focus on introducing the thesis project in a more detail and discussing issues around research process, finding and working with research resources.

Plenary session group Doreen Mende:
14.30 – 17.30 PM ‘The ontology of performance: representation without reproduction’. Doreen Mende’s reading group November session will focus on questions about the undocumented event and its relevance for the unconscious of society. The students will read the essay “The ontology of performance: representation without reproduction” by Peggy Phelan. The text stands in relation to the artistic practice of Milica Tomić who will be our guest for the reading group as well as for the evening lecture. In this framework, Phelan’s text will offer several lines of thoughts enabling to entangle theoretical propositions with urgencies of practice and concerns of gender. It is also useful here to understand ‘performance’ in a wider sense than a media-specific category but through its singular moment, e.g. the act and space of exposure. If there is time, we will relate Phelan’s text to the notion of ‘event’ as a cross-point of politics and aesthetics which has been extensively unfolded by Alain Badiou in his seminal book Being and Event (1988) - (optional for further reading and research).

20.00 – 22.00 Public evening lecture
Container: photography by other means by Milica Tomić
DAI Auditorium (in the framework of How to do Theory with Things)

Tomić will talk about her ongoing project CONTAINER which has been realized recently at the Octobersalon in Belgrade through the question: How to exhibit CONTAINER that is considered to be a performative object, with us in the middle? How to exhibit CONTAINER that has been an instrument to re-construct a crime?

November 30: Wednesday DAI – Private
09:30 – 13:00 (DAI location) For all students
Face to face meetings between students and: Milica Tomić, Alena Alexandrova, Doreen Mende, Renée Ridgway, Florian Göttke, Suzanne Kriemann, Ian White, Tanja Baudoin, Emma Hedditch, Kiluanji Kia Henda and Grant Watson.
Co-ordinated by Rik Fernhout

13.00 – 14.00 lunch

15.00 – 17.00 SHIFT IN MY THINKING
The Dutch Art Institute / MFA ArtEZ in collaboration with
The MMKA (Museum for Modern Art Arnhem) and curatorial collective Suze May Sho presents a series of 6 lectures, taking place at the MMKA on the following Wednesdays; October 19, November 30, January 11, February 8, March 21, April 18.
Always from 3-5 pm
By inviting 6 eminent speakers, each with an outspoken position in the current postcolonial or decolonial debate, we will rethink past, present and future entanglements between the African continent and Europe (and beyond),through theory and art.

November 30, 2011:
Afronautas: from the ashes of the past, to the blink of the satellites.
by Kiluanji Kia Henda

After their fights for indepence many countries in the so called “Third World” had to face destructive civil wars. Murdered before they were even born, those young countries were run over by history. Up to today many have to deal with stone age conditions for living, as if time had stopped. But at the same time, for better or for worse,they are willing to belong to a modern world.
“Afronautas” came into being as a post-war movement of young Angolan artists who, in their formation were compelled to travel; or in the absence of an industrial structure were contaminated by the different foreign cultures that arrived via the ports and airports and today through the internet and satellite television. In Angola this “contamination” created a global, assimilated, cultural production, from music to visual art and a rupture with traditional standards by legitimating multiculturalism.
By creating fiction from factual stories Henda’s work draws upon a certain complicity with history. He uses art as a method to revise it. But more than trying to escape from an amnesia of the recent past, Henda looks for utopian narratives, as a way to avoid the still very present harmful heritage caused by those years of conflict.
Kiluanji Kia Henda (born 1979) is a photographer and visual artist who also works in theater. His photographs grapple with colonial history and perceptions of modernism in Angola. Recent exhibitions include: Experimental Station: Research and Artistic Phenomena, Centro de Arte Dos de Mayo (CA2M), Madrid, 2011; Other Possible Worlds, NGBK, Berlin, 2011; and 2nd Luanda Triennale, Luanda, 2010. Henda lives and works in Luanda.
This specific lecture was organised in collaboration with BAK, basis voor actuele kunst in Utrecht where on 03.12.2011 Kiluanji Kia Henda will screen films in the context of the program Cinematic Narratives from Elsewhere: Revisions of African Representation.

18.00 – 19.00 Dinner
19.15 Negotiating Equity students and faculty leave by train to Brussels. Overnight stay in SleepWell youthhostel rue du Damier.
19.30 – 21.00 Continuation face to face meetings with: Milica Tomić, Alena Alexandrova, Doreen Mende, Florian Göttke, Suzanne Kriemann, Ian White, Tanja Baudoin, Emma Hedditch, and Grant Watson.
21.00 – 22.00 ‘practice-theatre’ an informal meeting with the group. Location: Audit I en II

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28.11.2011 | por joanapires | performance, presentation, workshop | 0 comentários

Imergência _ Encontro de Performance de 5 a 13 Novembro, LISBOA

uma proposta com acções provocadoras, happenings, vídeo-performances e conversas.

Evento a ser realizado em Lisboa, entre os dias 5 e 13 de Novembro de 2011, é marcado por um certo carácter provocador, nesta primeira edição aposta-se na multiplicidade de propostas e na apresentação de artistas portugueses, espanhóis, franceses, angolanos assim como latino-americanos. Espera-se que com acções de natureza efêmera, realizadas em espaços públicos e de cultura com larga história em termos de experimentação em Lisboa, se desvele o risco e o acaso numa intensa semana de experimentações.

O evento aparece como forma de questionamento sobre a urgência deste meio, o performativo enquanto acto singular e de tensão entre diferentes territórios: o artístico e o vivencial, o quotidiano e o provocador, o íntimo e o público, o poético e o ético.

+ INFO: epipiderme _ Encontros à volta da performance cpnintape@yahoo.com http://epipiderme.blogspot .com/ | +351 915758183

02.11.2011 | por franciscabagulho | performance | 0 comentários

Convite: Abertura coletivo SNH no espaço SOSO+ cultura

15.10.2011 | por joanapires | arte, cultura, performance | 0 comentários

O Barulhamento do Mundo

Para além de apresentar realizações culturais africanas da contemporaneidade, o AFRICA.CONT inclui também nos seus propósitos a reflexão, provocando-a a partir de diferentes campos da criação cultural. Desta vez, e em colaboração com o projeto ARTAFRICA, vão cruzar-se a imagem e a palavra.

Os filmes e instalações cinematográficas que vamos ver na secção MIGRAÇÃO, RACISMO E O PODER DA IMAGEM – REPRESENTAÇÕES CRUZADAS ÁFRICA/EUROPA [na CARPE DIEM e no CLUBE FERROVIÁRIO], bem como o livro de Édouard Glissant de que vamos lançar a primeira edição em português, o filme documentário que co-financiamos e apresentamos em estreia nacional, a performance e os debates que organizamos na secção PARA ALÉM DA TOLERÂNCIA [no INSTITUT FRANÇAIS DU PORTUGAL] pretendem abrir um espaço para uma outra imaginação da humanidade.

No contexto da globalização que vivemos, como escapar ao duplo impasse que representam, por um lado uma pax romana imposta pela força e que uniformiza o mundo, e por outro a anarquia identitária que estimula guerras de nações e de dogmas? « Não teremos o direito e os meios para viver uma outra dimensão de humanidade ? »

MIGRAÇÃO, RACISMO E O PODER DA IMAGEM – REPRESENTAÇÕES CRUZADAS ÁFRICA/EUROPA

MIGRAÇÃO, RACISMO E O PODER DA IMAGEM – REPRESENTAÇÕES CRUZADAS ÁFRICA/EUROPA

Retrospetiva de cinema

CLUBE FERROVIÁRIO | 13, 14 e 15 outubro

MNEMOSYNE

Instalação de John Akomfrah

CARPE DIEM ARTE E PESQUISA | INAUGURAÇÃO 21 outubro, 18h00

22 outubro – 19 novembro

4ª - Sáb., 13h – 19h

FORA DE CAMPO: ARQUIVO DE CINEMA DE MOÇAMBIQUE

Instalação de Catarina Simão

CARPE DIEM ARTE E PESQUISA | INAUGURAÇÃO 26 novembro, 16h00

30 novembro – 28 janeiro 2011

4ª - Sáb., 13h – 19h

PARA ALÉM DA TOLERÂNCIA

INSTITUT FRANÇAIS DU PORTUGAL | 25 outubro | 19h00-23h00

POÉTICA DA RELAÇÃO, de Édouard Glissant

Lançamento do livro. Edição portuguesa pela Sextante/Porto Editora

ÉDOUARD GLISSANT, UM MUNDO EM RELAÇÃO, de Manthia Diawara

Documentário, 2010, 51min [estreia nacional]

A RELAÇÃO PARA ALÉM DA TOLERÂNCIA

Mesa Redonda com Manthia Diawara, Miguel Vale de Almeida, Manuela Ribeiro Sanches e José António Fernandes Dias

CAIXA PRETA, um espectáculo de André e. Teodósio com Diogo Bento

Performance

Mais informações | www.africacont.org



MIGRAÇÃO, RACISMO E O PODER DA IMAGEM – REPRESENTAÇÕES CRUZADAS ÁFRICA/EUROPA

MIGRAÇÃO, RACISMO E O PODER DA IMAGEM – REPRESENTAÇÕES CRUZADAS ÁFRICA/EUROPA

Retrospetiva de cinema

CLUBE FERROVIÁRIO | 13, 14 e 15 outubro

Utilizando múltiplos registos e géneros – o documentário, a ficção, o musical ou o filme-ensaio –, a presente retrospetiva pretende divulgar obras que se destacam tanto pelas suas qualidades cinematográficas, como pela sua capacidade de estimular o debate sobre migração, racismo e o poder da imagem, ou seja: sobre o modo como as imagens – e o seu poder na disseminação de estereótipos – podem também contribuir para o seu questionamento.

A migração e a mobilidade - nomadismos aparentemente universais - têm sido temas correntes em vários campos, do artístico, ao mediático, ao académico, segundo um consenso apressado, a unir, sob uma vaga noção de hibridização ou multiculturalismo, experiências muito distintas que vão do nomadismo cómodo dos privilegiados ao racismo que segrega tanto imigrantes recentes oriundos do continente africano, como europeus de origem africana, também em Portugal.

Inserida no programa O BARULHAMENTO DO MUNDO, a terceira edição da retrospetiva Migração, racismo e o poder da imagem (Lisboa 2009 e Nápoles 2010) pretende oferecer uma oportunidade para refletir sobre estas temáticas no contexto da Europa pós-colonial.

A iniciativa não se cinge, porém, a esta perspectiva europeia, pretendendo-se também abordar representações cruzadas da África/Europa, ou seja, um “mundo em relação” (Édouard Glissant), considerando as histórias entrelaçadas de ambos os continentes, sob distintos pontos de vista.

Justapondo filmes de proveniência diversa, alguns realizados em África, outros na diáspora, pretende-se, assim, assinalar os temas comuns, bem como as distintas formas de os abordar, consoante diferentes experiências, desde as imigrações nas décadas de 1950 e 1960, até às nossas contemporâneas.

Num momento em que a Europa se encontra numa crise de identidade ímpar e o mundo se redefine a vários níveis, assistindo-se a uma condenação simplista do multiculturalismo, ao recrudescer dos mais diversos tipos de nacionalismos e etnocentrismos, bem como a um despertar de reivindicações inesperadas no continente africano, que outros modos mais inovadores e exigentes existem para se pensar os desafios da nossa contemporaneidade, um “mundo em relação”?

CLUBE FERROVIÁRIO | 13, 14 e 15 outubro

13 de outubro

            19h00  APRESENTAÇÃO 

            19h30  Juju Factory, Balufu Bakupa-Kanyinda, 97 min.

21h30  Reflexão/conversas. Cinemas africanos: contextos de realização, circuitos de distribuição. Com Balufu Bakupa-Kanyinda, Lydie Diakhate, Pedro Pimenta

14 de outubro 

19h00  Soltanto il mare, Dagmawi Yimer, Giulio Cederna e Fabrizio Barraco, 50 min. 

20h00  Reflexão/conversas. Migração/ modernidade. Olhadas a partir da Europa e de África. Com Alessandro Triulzi, Dagmawi Yimer, Manthia Diawara. 

            22h00  Essaha [La place], Dahmane Ouzid, 113 min.

15 de outubro 

            16h30  Viagem a Portugal, Sérgio Tréfaut, 75 min.

18h00  Reflexão/conversas. Poéticas e políticas da modernidade: arquivos e experiências da migração. Com John Akomfrah, Manthia Diawara, Sérgio Tréfaut

19h30  The Nine Muses, John Akomfrah, 92 min.

21h00  ENCERRAMENTO - Da Europa à África e de volta: Manthia Diawara, John Akomfrah, Balufu Bakupa-Kanyinda, Sérgio Tréfaut, Livia Apa, Mamadou Ba, Manuela Ribeiro Sanches e José António Fernandes Dias 

 www.artafrica.info



JUJU FACTORY

13 outubro | 19H30

Ficção, República Democrática do Congo, 2006, 97’

Realização e argumento: Balufu Bakupa-Kanyinda

Kongo Congo vive em Bruxelas no bairro ‘africano’ de Matonge, sobre o qual tem que escrever um livro. À medida que as páginas e os dias vão passando, o escritor e o editor divergem e afrontam-se. O editor quer uma espécie de guia turístico embelezado, suavizado e apimentado com ingredientes étnicos. O escritor inspira-se numa visão que o persegue dia e noite, de almas complexas e atormentadas, com que se cruza a cada esquina. Ao mesmo tempo, Kongo Congo persegue os fios invisíveis que o reconduzem à história do Congo e aos seus fantasmas. Como sobreviver a este caos da história? Com um «jujú». Com a fé em si mesmo. E com o amor de Beatriz.

Balufu Bakupa-Kanyinda nasceu em Kinshasa em 1957, estudou sociologia, história e filosofia em Bruxelas antes de se formar em cinema em França, na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. Escritor e poeta, é autor de textos de reflexão e análise sobre cinema africano que também lecciona. Em 2006/2007, foi professor convidado da New York University em Accra, Gana.

www.jujufactory.com



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10.10.2011 | por joanapires | cinema, lançamento livro, o barulhamento do mundo, performance | 0 comentários

O BARULHAMENTO DO MUNDO

27.09.2011 | por joanapires | cinema, livro, o barulhamento do mundo, performance | 0 comentários

O Mensageiro

Performance-Manifesto sobre o panfleto O Mensageiro de Hesse, de Georg Büchner

A partir da leitura de um panfleto escrito na Alemanha do séc. XIX; uma acusação ao sistema e autoridade que governavam à época e uma incitação à revolta dos camponeses e operários sobre o Estado e leis que o regem, coloca-se em questão a pertinência do teor deste Manifesto, quando deslocado do seu lugar e do seu tempo, e pensado para além da sua demanda política:

“Paz às Cabanas, Guerra aos Palácios!”

Que significado pode ter um Manifesto, enquanto género e forma de expressão, aplicado ao agora? E como estabelecer uma ligação entre um Manifesto e  o acto da performance/prática teatral?

Estas são algumas das questões das quais nasce a criação desta performance.

Projecto de  Manuel Henriques
Apoio à Criação e Dramaturgia Ana Bigotte Vieira e Nuno Fidalgo

8 de Setembro, quinta-feira,  21.30h. Entrada livre.
Espaço Da Barbuda, no Largo da Severa, Bairro da Mouraria – Lisboa
( próximo do Martim Moniz, no final da Rua do Capelão. segue o mapa em baixo)
Contactos:  963710498/ 914993273. manuelbhenriques@gmail.com

- A performance tem uma duração aproximada de 30 minutos, a seguir haverá espaço para uma conversa e uma bebida.

05.09.2011 | por martalanca | performance | 0 comentários

World of Interiors de Ana Borralho & João Galante, Évora

O Festival Escrita na Paisagem APRESENTA World of Interiors de Ana Borralho & João Galante 

8 Julho - Igreja de S. Vicente, ponto de encontro do Festival, Évora 

World of Interiors é uma performance que explora o espaço íntimo em confronto com o espaço público.

© Ana Borralho e João Galante© Ana Borralho e João Galante

06.07.2011 | por franciscabagulho | performance | 0 comentários

Cidade aTravessa poesia dos lugares, LISBOA

Depois de um ano atravessando Rio de Janeiro e São Paulo, o evento mensal Cidade aTravessa: poesia dos lugares cruza o oceano e aporta em Lisboa. Nessa primeira edição portuguesa (décima primeira do evento), nômades portugueses e brasileiros como Ana Luisa Amaral, Antonio Cícero, João Gilberto Noll e Fernando Aguiar, o francês Henri Deluy, o italiano Enzo Minarelli, além de outros poetas vindos do México, Holanda e Reino Unido, se reúnem na Casa Fernando Pessoa durante dois dias para celebrar as várias maneiras de dizer poesia.  Com curadoria dos escritores brasileiros Márcio-André, Victor Paes e Ronaldo Ferrito, o evento surge com a necessidade de criar um núcleo móvel da palavra, unindo os movimentos de diversas partes do mundo e fazendo convergir as inúmeras vertentes poéticas atuais, em seu amplo aspecto de entendimento. Leituras, performances de poesia sonora, filmes que experimentam a palavra, poemas visuais, além de conferências instigantes e entrevistas abertas, levam ao público o que há de mais atual na poesia contemporânea. Tudo, claro, regado a absinto, bebida que se tornou símbolo do evento. Em 2011, o Cidade aTravessa acontecerá revezadamente nas cidades de Lisboa, Rio de Janeiro e São Paulo, sempre com transmissão ao vivo pelo website do evento: http://www.confrariadovento.com/cidadeatravessa.htm

 

12.05.2011 | por franciscabagulho | absinto, lisboa, performance, poesia, Rio de Janeiro, são paulo | 0 comentários

Kathársis - PRAIA

Performance audiovisual no dia 14 de Maio, às 20h, no terraço do Palácio da Cultura Ildo Lobo.
A partir do filme KATHÁRSIS realizado em 2009, César Schofield Cardoso e Sori Araújo irão criar um espectáculo, com performances de video e música heavy metal, ao vivo.
Info do projecto         Info Facebook

12.05.2011 | por martalanca | César Schofield, performance | 0 comentários

Epipiderme #18 - encontros à volta da performance, LISBOA

12 Maio às 21h no espaço do URSO (Rua Palmira, nº5 R/C Dt. Lisboa. Performance:

Vitor Lago Silva (Portugal) “THE LAST WORDS OF DOMENICO” Duração: 7´

Concerto de Vitor Lago Silva e João Maia e Silva (Portugal) “ATTIC TESLA” Duração: 25´

http://thelastwordsofdomenico.wordpress.com/

http://fotocrono-fatosensivelwireless-vls.blogspot.com/

Ana Gesto (Espanha) Cuatro Veces la edad (1978-2011) Duração: 20´

http://anagesto.blogspot.com

Filipa Aranda com a participação de António M. Rodrigues (Portugal) “Transgressões” Duração: 45

http://filiparanda.wordpress.com/

Vídeo- intervenções no espaço público:

GIA – Grupo de Interferência Ambiental (Salvador/Bahia – Brasil) Duração: 20´

http://giabahia.blogspot.com/

Aleatoriedade, humor e reflexões a respeito da vida cotidiana e suas singularidades: talvez esses sejam pontos chaves do Grupo de Interferência Ambiental - GIA, coletivo artístico que foge a qualquer tentativa de definição.
O grupo é formado por artistas visuais, designers, arte-educadores e (às vezes) músicos que têm em comum, além da amizade, uma admiração pelas linguagens artísticas contemporâneas e sua pluralidade, mais especificamente àquelas relacionadas à arte e ao espaço público. Pode-se dizer que as práticas do GIA beberam na fonte da arte conceitual, em que o estatuto da obra de arte é negado, em favor do processo e, muitas vezes, da ação efêmera, buscando uma reconfiguração da relação entre o artista e o público.
Um dos principais objetivos do grupo é a utilização de meios que possibilitem atingir uma margem cada vez maior de pessoas, tomando de assalto o espaço público. Assim, as ações do GIA procuram interrogar as condições em que os indivíduos atuam com os elementos do seu entorno, produzindo, assim, significados sociais. E esses significados, são também, processuais, pois segundo John Cage “o mundo, na realidade, não é um objeto, é um processo”. O GIA, portanto, está disposto a questionar as convenções sociais sempre que possível, através de práticas concretas infiltradas em pequenas transgressões.
A estética GIA, baseada na simplicidade e ao mesmo tempo irônica, procura mostrar, portanto, que a arte está indissoluvelmente ligada à vida.

O grupo existe desde 2002 e os participantes atuais são: Mark Dayves, Everton Marco Santos, Tiago Ribeiro, Ludmila Britto, Tininha Llanos, Luis Parras, Cristiano Piton.

11.05.2011 | por franciscabagulho | performance | 0 comentários

No Performance's Land: Artes performativas em destaque no ISCTE-IUL

Entre 15 e 17 de Abril decorre no auditório B103 do ISCTE-IUL e nas instalações da Culturgest o ‘No Performance’s Land’, um ciclo de conferências e performance’s que irá reunir alguns dos nomes mais importantes das artes performativas internacionais. Entre os artistas convidados, que irão participar nas conferências, destacamos: Diana Taylor, Massimo Canevacci, André Lepecki e Victoria P. Royo.

O evento é organizado pelo Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA) com sede no ISCTE-IUL.  Comissão científica e curadoria de Paulo Raposo, Teresa Fradique, John Dawsey e Vânia Cardoso. 

Mais informações:

Site oficial    Programa: aqui 

“Explorando limites e fronteiras para uma ontologia da performance e para uma conceptualização do seu campo disciplinar nas artes e nas ciências sociais, pretendemos interrogar o lugar da performance na contemporaneidade. Terra de ninguém? Conceito que foge a uma focagem definitiva, difusamente interterritorial e transdisciplinar, a performance parece consubstanciar-se hoje como um objecto reflexivo controverso, perenemente polémico, e como um prolixo gerador de metáforas para a experiência humana. Tantas vezes, simultaneamente, intraduzível e intercomutável entre campos disciplinares, a performance incorpora e naturaliza uma relação epidérmica com a chamada falência das grandes narrativas contemporâneas. Nas artes – teatrais, plásticas e visuais –, depois de todo um século de confrontos e contra-discursos, a performance, reemerge no século XXI como um poderoso vocabulário e dispositivo rizomático de fusão, hibridismo, virtualidade, mediação e reflexividade da vida humana, sobretudo pelo potencial cibernético e digital das experiências mais recentes. Nas ciências sociais – em especial, mas não apenas –, passou por ser inicialmente um “conhecimento subjugado”,
para usar a metáfora epistemológica de Foucault, tornado corpo activo de significados, fora dos livros, iludindo ou sucumbindo às estratégias de inscrição que o tentaram tornar legível/inteligível e, portanto, um saber cientifico legítimo. Porém, emerge no presente como um conhecimento plasmado na materialidade contemporânea, um blurred genre deslizante, líquido, global, que atravessa fronteiras e reforça linguagens transversalmente em diversos domínios. Nesta conferência procura-se resgatar os performance studies do exílio conceptual procurado (ou forçado) nas últimas décadas pelos seus diversos especialistas. Tenta-se avaliar os sentidos de tal (auto)deportação, mas também explicitar o retorno triunfal do que hoje se define por movimento re-performativo. Pretende-se explorar, por fim, a miseen scene contemporânea que define e constrói as fronteiras entre arte e ciência, na qual a performance parece justamente consolidar-se como uma terra de ninguém em permanente redefinição.”

12.04.2011 | por martalanca | performance | 0 comentários

Propostas projectos Arte, Cidade e Desenvolvimento

Projecto de criação artística para o espaço público. Está aberta a fase de recepção de propostas para TERRA², projecto de criação artística para o espaço público a partir dos temas da ecologia, biodiversidade, aquecimento global e vivência sustentável das cidades.Deadline para entrega: 24h00 do dia 21 de Março.

Transforma integra a rede de programação europeia IMAGINE 2020, Art and Climate Change, constituida com o objectivo de apoiar o trabalho artistico que investiga as causas e os efeitos das alterações climáticas e que, assim, procura provocar mudanças no sector cultural e na sociedade em geral. No âmbito do ciclo programático sobre a Abundância, o Teatro Maria Matos junta-se à Transforma na organização de um programa de desenvolvimento artístico sobre temas ligados à ecologia, à biodiversidade, aoaquecimento global e à vivência sustentável das cidades, para criadores portugueses e estrangeiros, interessados em criar um projecto artístico para o espaço público, nas áreas da instalação, dohappening, da live art e da performance.

De forma articulada, serão facilitados diversos meios de produção a cinco projectos artísticos, e promovida tutoria de especialistas das áreas da Ciência e da Tecnologia aos seus criadores (cinco tutores — um por projecto). Com estes cruzamentos, pretende-se potenciar a pertinência e o valor das propostas a conceber, através da introdução de conhecimento técnico especializado sobre as temáticas referidas no processo de criação artística. Do percurso de trabalho delineado consta ainda a documentação dos processoscriativos através da colaboração de um documentalista (a definir) e ainda um período de residência na Transforma, em Torres Vedras, para formalização dos projectos no espaço público (não site-specific). Os resultados finais serão apresentados em Lisboa e em Torres Vedras.

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01.03.2011 | por franciscabagulho | happening, open call, performance | 0 comentários

Alterating Conditions: Performing Performance Art in South Africa

 Miss Congo, 2007, 3 channel video, sound, 4 min 44 sec, edition of 8 + 2AP. Courtesy of the artist and Whatiftheworld Gallery, Cape Town Miss Congo, 2007, 3 channel video, sound, 4 min 44 sec, edition of 8 + 2AP. Courtesy of the artist and Whatiftheworld Gallery, Cape Town

Jan 11 – Feb 15, 2011. Curator: Claudia Marion Stemberger

When Brian O’Doherty first published his famous essay Notes on the Gallery Space in 1976, he provocatively questioned the gallery space and system. Already one year earlier, RoseLee Goldberg had argued that the emerging arts practices at that time, as conceptual art or performance art, amongst others, negotiate space radically differently. 30 years later, Goldberg resumes that performance art today has, finally, become interesting for museums, but is still overlooked or rather presented as part of an event-like side programme of biennials or art fairs. Goldberg rather suggests to reflect how to give performance a specific time and space.

When it comes to the Bag Factory Artists’ Studios and GoetheonMain in Johannesburg, South Africa, both white-washed spaces, one might want to keep in mind, that the white cube is close-knit with (post-war) western art. How might either the production spaces at the Bag Factory or the project space at GoethonMain function for the presentation of performance art, while both the artists’ studio and the white cube are full of both internal (art) historical mythologies and connotations? Has performance art internalized the white cube - or even the black box - already? Or rather should the relationship between the notion of performance as (ephemeral) action and performative representation in media, such as video and photography, be challenged?

Throughout live-performances, performative video installations, performative photography, lectures, guides and talks, the exhibition project questions common notions of performance and performativity, the supposed (in)visibility of this art practice in South Africa and abroad.

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12.01.2011 | por franciscabagulho | performance, South African | 0 comentários

Inshadow - 2º festival internacional de vídeo, performance e tecnologia

Começa no dia 7 de Dezembro a 2ª edição do InShadow - Festival Internacional de Vídeo, Performance e Tecnologia, uma co-produção SLTM / Vo’Arte, com direcção artística e programação de Pedro Sena Nunes e Ana Rita Barata. O festival explora atmosferas e espaços de criação transdisciplinar, reafirmando-se como um território de intensa convergência entre a arte da imagem e do corpo, no qual se multiplicam várias vertentes da performance e da tecnologia. O programa conta com a exibição de vídeos, instalações, espectáculos e performances que cruzam géneros e linguagens do cinema/vídeo e da dança/performance. InShadow decorre até 11 de Dezembro no São Luiz Teatro Municipal. A Vo’Arte é uma estrutura financiada pelo Ministério da Cultura / Direcção -Geral das Artes.

26.11.2010 | por martalanca | performance, video | 0 comentários