Ruy Castro, escritor. Lia Rodrigues, coreógrafa. Raul Mourão e Ernesto Neto, artistas plásticos. Enrique Diaz, encenador. BNegão, músico. O que o Rio de Janeiro é, e pode vir a ser, são todas as cidades que eles têm na cabeça.
Vou lá visitar
20.03.2011 | por Alexandra Lucas Coelho
Ruy Duarte Carvalho vai ser homenageado num encontro de familiares e amigos, com uma Exposição documental e biográfica, uma mostra e visionamento dos seus filmes e a análise antropológica da sua filmografia, no próximo dia 23 de Março (quarta-feira), pelas 17 horas, na Escola Secundária Dr. Ginestal Machado.
Ruy Duarte de Carvalho
19.03.2011 | por vários
Demasiado pouco, demasiado tarde? Até onde irá a revolta? Que regimes irão emergir deste tsunami? Será ainda possível impedir os falcões israelitas de lançar uma guerra preventiva? Será a Turquia ou o Irão o modelo das próximas revoluções? Perguntas por agora sem resposta, porque os jovens já não acreditam na capacidade e vontade dos Estados Unidos e da União Europeia para pôr termo ao conflito israeloárabe, e promover o desenvolvimento e uma nova ordem na região. Mesmo que quisessem.
A ler
19.03.2011 | por Nicole Guardiola
“O povo das ilhas quer um poema diferente
para o povo das ilhas:
um poema sem homens que percam a graça do mar
E a fantasia dos pontos cardeais”
Onésimo Silveira
Vou lá visitar
19.03.2011 | por Mário Alves
EVA é a história documental de duas culturas que poderão ter mais coisas em comum do que à partida se imagina. Eva ou Evas... uma menina que vive na EUROPA, num país que poderá ser PORTUGAL, e outra menina que vive em ÁFRICA, num país que poderá ser MOÇAMBIQUE, iniciam em lados opostos do livro uma viagem para o encontro! Eva é um livro que celebra a diversidade e a pluralidade do mundo com os seus encontros e desencontros. Eva é também um livro que apresenta uma expressão visual desafiante para o leitor.
Mukanda
18.03.2011 | por Margarida Botelho
A sonoridade única da banda continua enraizada no intercâmbio musical de fusão histórica entre Cabo Verde e Senegal e na exploração de novos horizontes, com um som cada vez mais influenciado pelo afro-jazz, por vezes prestando homenagem à mazurka caboverdiana, mas ancorado nos ritmos quentes do Senegal e na tradição griot. Cantando em wolof e crioulo, numa voz peculiar, Mamadou dá cor à música acústica de fusão com letras que contam histórias, como um griot canta o passado. Como dizia a avó N’Gom, “uma canção que não conta uma história, que não transmite conhecimento e amor não é uma canção, é uma brincadeira”.
Palcos
18.03.2011 | por Pedro José-Marcellino aka P.J. Marcellino
No dia 16 de Março o Chapitô acolheu o BUALA para mais uma calorosa Tertúlia, desta vez sobre a produção cultural na periferia de Lisboa. Aqui ficam umas linhas sobre os nossos convidados e alguns aspectos que partilharam connosco da sua experiência (fragmentos de discurso).
Cidade
18.03.2011 | por vários
E de repente o ar se esboroa
A sombra de seu cheiro vibra a meus pés
Minha terra é apenas uma ilha de areia perdida
E minha pele um alvo escuro
Um tecido rígido de lamentos
Quem imaginaria uma mãe capaz de algo diferente do amor
Mukanda
16.03.2011 | por Céléstin Monga
O programa All Power to the People Então e agora a decorrer na ZDB, em Lisboa, remete-nos, inevitavelmente, para o impacto dos Panteras Negras no resto do mundo. Na exposição fica evidente uma estética que é partilhada por grupos oprimidos em diversas zonas do globo. Em termos ideológicos, a sua influência no movimento dos direitos civis e a sua inserção no pensamento de esquerda que suporta muitos movimentos libertários é também conhecida. Então e agora? O que é feito dessa influência, da atitude combativa?
Vou lá visitar
16.03.2011 | por Suzana Sousa
O LUGAR DO MORTO
Neste espaço escritores já desencarnados reflectem, a partir do além, sobre os dias que correm.
"O Pensamento nunca é totalitário. O pensamento é sempre revolucionário. A estupidez, sim – a estupidez é fascista."
Mukanda
15.03.2011 | por José Eduardo Agualusa
Passando tempo no mercado, a Feira do Ponto da cidade de São Tomé, Olavo pintou várias séries de quadros com vendedoras. Falava com elas enquanto desenhava esboços, retratou-as na sua vida pública de trabalho. Na tela, as mulheres, cestos e bacias à cabeça, crianças nas costas, a luta diária: ganhar a vida, cuidar da família. O confronto com a vivência quotidiana das vendedoras sobrepôs-se ao seu impacto figurativo e os contornos das mulheres emanciparam-se para delinear os estreitos corredores do mercado. As mulheres moldaram-se nos trajectos repisados por elas todos os dias, e mais tarde os trajectos devolveram-se às mulheres na multiplicidade dos seus caminhos interiores, mais extensos e complexos.
Cara a cara
15.03.2011 | por Nuno Milagre
No título da exposição está todo um programa e uma teoria privada do autor relativamente à fotografia: "Moi,un blanc" (Eu, um branco). E poderíamos continuar a frase subentendendo todo esse programa timidamente enunciado: Eu, um homem branco viajei para África e dentro deste enorme continente viajei no interior do Mali, um país da costa oeste atravessado pelo mítico Rio Niger.
Cara a cara
11.03.2011 | por António Pinto Ribeiro
Diferenciando-se de outras cinematografias, mas também apresentando a sua multiplicidade interna de linguagens, e de pronunciamentos, como desde o plural do título fica claro: Novos Cinemas Africanos.
De uma África que é um conceito mais do que um lugar geográfico ou uma etnicidade. Retomando a bela imagem de Achille Mbembe, uma força cultural que anda pelo mundo como uma corrente marítima num oceano: faz parte dele mas tem os seus próprios movimentos e temperaturas.
Afroscreen
10.03.2011 | por José António Fernandes Dias
Os cartazes de combate de Emory Douglas, Ministro da Cultura dos Black Panthers, foram uma arma apontada à violência racial da América dos anos 60. Pode vê-los em "All Power to the People. Então e Agora", na Zé dos Bois, em Lisboa, até Junho.
Vou lá visitar
10.03.2011 | por José Marmeleira
Em Moçambique as pessoas necessitam do mais básico para viver: o teatro! O teatro em Moçambique faz-se com as ruas (o palco) e os outros (interlocutores). As ruas estão ao rubro, o teatro é por todo o lado, algazarra, desorganização organizada, dança, constante representação. Tudo razões para uma actuação gloriosa.
Palcos
08.03.2011 | por Frederico Bustorff Madeira
Capulana no sul de Moçambique, Kanga no Quénia e Zanzibar, pagne no Congo e Senegal, lappa na Nigéria, leso em Mombaça. Um pano rectangular geralmente de 150 cm por 110 cm, estampado industrialmente em toda a sua superfície e que se diferencia de país para país pelos motivos africanos de cores contrastantes, formas antropomórficas, zoomórficas ou abstractas e padrões geométricos e figurativos variáveis que ilustram a cultura, a tradição, a contemporaneidade, os rituais, as ideias, a emoção, o silêncio, a revolta, a luta, a paixão. As Kangas são a “voz do silêncio feminino” (Beck, 2005).
A ler
08.03.2011 | por Sofia Vilarinho
As versões públicas autorizadas que sancionam o esquecimento destes passados por via da sua integração intencional num esquema de recordação abrangente e trivial, bem como os pactos de silêncio que se mantêm no tecido social, são destabilizados por incómodas e imprevistas erupções da memória que trazem à superfície as ambiguidades dos legados problemáticos.
A ler
06.03.2011 | por Elsa Peralta
sobre Mãe Ju: "Em Luanda, a nova Música / Dança inventa-se todos os dias e evolui a um ritmo efervescente. A novidade do fenómeno deve-se à afluência em massa de jovens vindos directamente das aldeias do interior (de tradições tribais) para a gigantesca metrópole (de vocação moderna e urbana). O resultado é uma explosão de tendências musicais radicalmente inovadoras, contemporâneas, urbanas, em rápida mutação."
Afroscreen
06.03.2011 | por vários
Baía morena da nossa terra
vem beijar os pézinhos agrestes
das nossas praias sedentas,
e canta, baía minha
os ventres inchados
da minha infância,
sonhos meus, ardentes
da minha gente pequena
Mukanda
04.03.2011 | por Alda Espírito Santo
Apesar de se inspirar na música e instrumentos tradicionais de Angola, onde nasceu o seu trabalho como compositor, revela um potencial de transformação para além das estruturas da tradição.
Cara a cara
04.03.2011 | por Kevin Murray