Raquel Lima

Lisboa (1983). Lisboeta, de mãe angolana, pai santomense, avó paterna senegalesa e trisavó materna brasileira. Poeta, performer e arte-educadora, parte de um percurso de dez anos de poesia que a levou a mais de uma dezena de países na Europa, América do Sul e África. Durante esse período, apresentou o seu trabalho em eventos de literatura, narração oral, poetry slam, spokenword, performance e música, nomeadamente na FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty, FLUP Rio - Festival Literário das Periferias, FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos, Festival Silêncio, Palavras Andarilhas, entre outros. Foi bolseira da 1ª edição do Programa INOV-ART, organizado pela Direcção Geral das Artes / Ministério da Cultura, no Rio de Janeiro, Brasil (2009) e bolseira Leonardo Da Vinci em Paris, França (2010).  Co-fundou a associação cultural Pantalassa em 2011, e foi Coordenadora Geral e Directora Artística do PortugalSLAM! desde a sua criação até 2017. Lançou, em Outubro de 2019, o seu primeiro livro e áudio-livro de poesia intitulado Ingenuidade Inocência Ignorância. A transdisciplinaridade com que aborda arte, memória e sociedade, atenta às desigualdades sociais e aliada a uma vontade de encontrar e compreender as suas raízes, levou-a a regressar à academia, onde desenvolve a sua investigação focada em oratura e escravatura em São Tomé e Príncipe como doutoranda do Programa Pós-Colonialismos e Cidadania Global do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Actualmente colabora com o projecto de investigação Post-Archive: Politics of Memory, Place and Identity da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Estudos Artísticos em 2008.

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