Cáucaso: a romã de doces estilhaços pós-soviéticos (parte 2)

Cáucaso: a romã de doces estilhaços pós-soviéticos (parte 2) A memória histórica da União Soviética foi-nos, regra geral, vendida dentro de uma embalagem de amnésia seletiva a preto e branco, pelos mesmos que nos tentaram vender o capitalismo como o fim da História, essa com H grande. Agora que já não havia Muro de Berlim — vamos pôr as palas etnocêntricas para não ver os outros muros, ainda maiores, que entretanto cresceram em Ceuta, no México ou na Cisjordânia —, convenceram-nos de que viveríamos ainda melhor do que os nossos pais e de que a prosperidade e a liberdade seriam sempre a somar. Omitiram a parte em que uns poucos, muito poucos, são cada vez mais, muito mais, prósperos e livres do que todos os outros.

Vou lá visitar

18.09.2026 | por André Almeida