fred, de Ska Batista

fred é um livro de noite. De corpos que se encontram, se perdem e se reinventam. Um diário visual fragmentado onde Ska Batista acumula imagens como se acumulam memórias — sem ordem, sem hierarquia, com a lógica própria do desejo. Performances, errâncias urbanas, cenas domésticas, gestos que resistem à definição: tudo coexiste num espaço onde a identidade recusa ser fixada. fred é queer não apenas no que mostra, mas na forma como olha — com a mesma atenção ao corpo que se oferece e ao corpo que se esquiva, ao íntimo que se expõe e ao que permanece na sombra. Um retrato aberto, onde a vulnerabilidade torna-se poder.

Lançamentos:

Livraria GRETA, Lisboa

Dia 8 de maio, 19h00 

Rua Palmira 66C, 1170-287 Lisboa

Conversa com Maura Grimaldi, David Guéniot e artista

https://www.gretalivraria.com/

Livraria STET, Lisboa

Dia 9 de maio, 17h00 

R. Actor António Cardoso 12A, 1900-011 Lisboa

Conversa com Sofia Silva, David Guéniot e artista

@stet_books

Exposição individual:

Imagem objeto imagem relação, de Ska Batista

Inauguração dia 4 de Julho, 16h00

Espaço Gaivotas 6

Rua das Gaivotas 6

1200-202 Lisboa

https://ruadasgaivotas6.pt/

“Em meio a tantas imagens, o que faz fred acreditar nelas? O que o faz percorrer por laboratórios sem a certeza se os seus retratos emergirão. Seus frames são pequenos brilhos, cintilam feito pequenas surpresas. Acaso, erro e descontrole. Isso que nos leva ao maravilhamento, algo como abrir um presente. E seria precisamente pela surpresa que teríamos a possibilidade de sermos arrebatados por uma pequena beleza. Esta que aflora a partir do que esperávamos pouco ou que fizemos um trabalho para não esperar, porque tínhamos a plena consciência de fugirmos às regras e protocolos. Encontrar “coisas acesas por dentro” em meio ao acúmulo de decisões que sabíamos implicar em erros parece ser um breve milagre.
Nesse fenômeno de arrebatamento e de construção de um espaço extremamente íntimo, somos fatalmente capturados: um encontro com Eros. Debruçar-se nessa obra é ver-se tomado por um espaço especial de nossa entrega perante esses registros, mas também da entrega de quem fotografa ao seu entorno. Aqui é justamente onde estar atento, dedicado e apaixonado, se confundem. Onde se abre uma nesga de desejo, em meio à crescente e assombrosa deserotização do mundo sobre a qual nos alerta Franco Bifo Berardi e Luigi Zoja. fred é, assim, a jornada entre os anos, os lugares de afeto e os seres que os integram. Lembremos o que Anne Carson nos conta: “Eros é um verbo”, isto é, “o desejo se move”. Eros é essa pulsão de mover-se, de dividir e partilhar os mundos, de perder-se e alargar-se nos outros. Eros é esse lançar-se a um outro, em um sentido vasto, seria a capacidade de “arrancar o sujeito de si mesmo e direcionar para o outro. […] Ele dá curso a uma denegação espontânea do si mesmo, um esvaziamento voluntário do si mesmo.” Se o sujeito narcisista é aquele que “não consegue perceber o outro em sua alteridade e reconhecer essa alteridade”, fred é o seu antagonista, bem como apaixonar-se é antídoto para não se afogar em si. ”

Extracto do texto “O Grão e o poro”, de Maura Grimaldi, publicado no livro fred, de ska batista.

Ska Batista (1987) acumulador de imagens e iluminador, radicada em Lisboa. Sua prática desenvolve-se entre a fotografia, o vídeo e a iluminação cênica, com foco na investigação da performatividade do fazer e dos processos de criação. Atualmente investigando a não imagem a partir da recusa da lógica da eficácia e do instantâneo. Integra a plataforma Matéria Leve, projeto de pesquisa e formação em iluminação coordenado por Letícia Skrycky. Colaborou em criações de luz para espetáculos como, Mandaki, violetas, de Vânia Doutel Vaz; Cantar, de Francisco Cavalcanti; Quase Nada e Um Plano, de Márcia Lança; e A Roda que Não Tem Fim. Entre as exposições das quais participou, destacam-se a série fotográfica Anarquivo, apresentada no Arquivo Municipal de Lisboa; a instalação fotográfica Rebojo, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, sob coordenação de Susana Sousa Dias; e a obra Desconectado, exibida na Casa da Cultura de Beja. Em 2022, realizou as exposições individuais As luzes vermelhas invadem a noite, na Galeria dos Encontros da Imagem, em Braga, e corpa incognita, no âmbito do festival de performances #PRECÁRIAS, com direção artística de Tita Maravilha, no Espaço Gaivotas 6, em Lisboa. Em 2025 participou da exposição coletiva Rota dos Ventos, na PLATO, no Porto. Colabora no projeto Fotonovelo, uma investigação que tenta resgatar criticamente um conjunto de objetos culturais e dispositivos hoje considerados obsoletos — da fotonovela aos dispositivos de pré-cinema e a técnicas de impressão.

 

 

GHOST Editions

www.ghost.pt

@ghost_editions

A editora GHOST surge em 2011 da conjunção dos interesses e práticas da fotógrafa Patrícia Almeida (1970-2017) e do editor David-Alexandre Guéniot para dar corpo a projectos editoriais e eventos programáticos.

Em 15 anos de existência, a GHOST publicou mais de 40 livros que abrangem um vasto leque de disciplinas: fotografia, artes visuais, design, dança contemporânea, dramaturgia e ciências sociais. Propõe-se publicar livros que articulam uma ‘política da imagem’, ou seja aproximações críticas sobre os usos e as condições de recepção da imagem fotográfica, seja ela documental, arquivística, ficcional ou apropriada. 

Em 2018, a publicação “Anatomia de uma decisão”, de João Fiadeiro, recebeu o Prémio de Design de Livro do Ano da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB/MC). Em 2019 e 2021, as publicações “Caldas 77” e “Ma vie va changer” receberam menções honrosas do mesmo prémio. Em 2023, “O Livro da Patrícia” foi selecionado para o Prémio de Melhor Livro do Ano pelo festival internacional de fotografia PhotoEspaña. Em 2024, o livro “I Photograph You Photographing Her Photographing Me” foi nomeado para o Premio do Melhor Livro do Ano nos Rencontres de la Photographie d’Arles em França, na categoria do Livro-Texto. Em 2024, “Livros de Fotografia em Portugal: da Revolução ao Presente” ganhou o Prémio de Melhor Livro do Ano pelo festival internacional de fotografia PhotoEspaña bem como o Premio ArtsLibris Banc Sabadell Barcelona. Foi ainda selecionado para o prémio de melhor livro do ano nos Rencontres d’Arles, o Premio Eloi Gimeno 2024 e o Buchkunst Stiftung, Best Book Design from all over the World 2025.

As publicações da GHOST integram colecções nacionais e internacionais, de instituições públicas e privadas e são regularmente integradas em exposições sobre livros de artista. Entre outras: “Vermelho Vivo”, festival Solar, Fortaleza (BR), 2024-25; “Narrativas do Eu, entre o público e o privado”, Biblioteca de Arte, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2024-25; “Nervo: Observatório do Fotolivro Português no séc. XXI”, Centro Português de Fotografia, Porto, 2024; “Fazer”, Culturgest, Lisboa, 2023; “Photo Vogue Festival”, Milão (IT), 2019; “Atlas Portugal”, Casa Encendida, Madrid (ES), 2019; “Ink#2”, Fotokino, Marselha (FR), 2017; “Uncensored Books”, Belgrade (YU) e Palermo (IT), 2017; “Everything is about to happen”, Museu de Serralves (PT), 2017; “Portugal em Flagrante – Operação 1”, CAM, Fundação Gulbenkian 2016 (PT), “EDIT: Sequence/Meaning”, CGAC - Centro Galego de Arte Contemporânea de Santiago de Compostela (ES), 2015, Galerie LENDROIT, Rennes (FR), 2015, Galeria Anamesa Atenas (GR), 2014.

A GHOST tem participado em mais de 65 feiras de edições internacionais e nacionais como Offprint Paris (desde 2012), Offprint London (de 2015 a 2018), Pa/per View Art Book Fair (Porto, 2012 e Bruxelas, 2013 e 2014), Libros Mutantes/Madrid Art Book Fair (2013 e 2022), ARCO Madrid (2014), Wiels Art Book Fair em Bruxelas (2015), Friends with Books (Berlim, de 2015 a 2019), P.A.G.E.S (Genebra, 2023), Mira Look Books Madrid (2023), Arts Libris Barcelona (2024), Fiebre Photobook Fest XII, Madrid (2025) bem como em feiras nacionais como a Feira do livro de fotografia de Lisboa (desde 2012), Feira de edições no Carpe Diem Lisboa (2012-2014), Est Art Fair no Estoril (2014), ARCO Lisboa (desde 2016), EDIT (2015-2017), Feira Gráfica de Lisboa (2018-2020), Feira do Livro de Arte de Coimbra (desde 2023), Matéria Impressa/Centro de Arte Oliva, S. João da Madeira (2023) e F.E.R.A (2023).

Os livros da GHOST são distribuídos através de uma rede nacional e internacional de livrarias especializadas em livros de arte. Concluiu em 2016, um contrato de distribuição com a distribuidora internacional Anagram Books com sede em Berlim. Ao nível nacional, os livros da GHOST são distribuidos pela editora Orfeu Negro em mais 150 livrarias em Portugal, e nas Feiras do Livro de Lisboa e do Porto, desde 2018.

 

fred

 

 

Fotografias: ska batista

 

Design: Joana Durães

 

Texto crítico “O Grão e o poro”: Maura Grimaldi

 

Impressão e acabamentos: Gráfica Maiadouro

 

Agradecimentos: Aurora, Francine Ramos, Izabel Nejur, Kimmy Simões, Julia Cury, Mandi Kaibo, Manoella Valadares, Yura, Zaya

 

Apoio: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto/DGARTES – Direção-Geral das Artes

 

Formato: 205 x 260 mm, 56 pp.

(43 fotografias, offset, duotone)

 

ISBN 978-989-36209-2-2

 

Editora: GHOST Editions - www.ghost.pt

 

Data de publicação: Abril 2026

 

PVP: 28€

Preço pré-venda: 22€ (até dia 5 de Maio, exclusivamente no site ghost.pt)

envio grátis para Portugal.

29.04.2026 | por martalanca | queer

7th Queering Afro-Luso-Brazilian Studies Conference

Organizado desde 2014, com edições em França (Sorbonne Université), na Suécia (Dalarna University), no Reino Unido (Birmingham University), em Portugal (Universidade do Porto) e no Brasil (Universidade de São Paulo), o colóquio internacional “Queering Afro-Luso-Brazilian Studies” retorna a Portugal para a sua sétima edição, a decorrer na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com organização do Quir Research Hub (CITCOM-CECOMP).

A conferência propõe-se a revisitar o cânone literário, artístico e cultural de países de língua portuguesa, assim como as práticas e arquivos de escritoris e artistas historicamente invisibilizades, cujas trajetórias insinuam potenciais contra-cânones de língua portuguesa, e tradições culturais subrepresentadas e subarticuladas enquanto tal.

Centrando-se nos estudos literários e artísticos, e em representações da dissidência sexual e da desobediência de género em corpos textuais diversos, a conferência procura aproximar pesquisadoris, escritoris, artistas, ativistas e outres agentes culturais cujas práticas e pesquisas promovam, de diferentes modos, ruturas importantes com ordem dominante de sexo-género, como configurada no paradigma moderno-colonial.

A interrogação queer (ou quir) de histórias textuais em disputa ata-se, assim, a uma crítica mais ampla e interseccional da monormatividade, do binarismo de género, do patriarcado, e da cisheteronormatividade - bem como da homonormatividade, do homonacionalismo, e de novos ideais regulatórios emergentes em culturas textuais contemporâneas.

Chamada de Artigos

A organização convida a submissão de propostas de trabalhos que investiguem a literatura e outras artes (com particular ênfase em conexões interartes) a partir de perspetivas queer, transfeministas e/ou decoloniais, e que visem a desconstrução da ordem de género colonial, profundamente estruturada a partir da mononormatividade, do binarismo de sexo/género, do patriarcado, e da cisheteronormatividade. 

Damos também as boas-vindas a leituras e intervenções sobre imaginários, práticas, e possibilidades alternativas ao regime moderno-colonial, incluindo resistências, subversões, e perversões da norma sexopolítica no contexto dito “pós-”colonial.

Temas e linhas sugeridas:

  • Leituras queer, transfeministas, e/ou decoloniais do cânone literário e artístico, tal como de obras e de autoris historicamente marginalizades pelos sistemas literário e artístico;
  • Genealogias e arqueologias literárias e artísticas: correntes e tradições contra-canónicas;
  • Arquivos Queer e LGBTQIA+: culturas materiais, éticas do passado, e políticas da memória;
  • Literaturas, cinemas e outras artes LGBTQIA+;
  • Novas normatividades: modelos, ideais e estereótipos no marco do homonacionalismo e do neoliberalismo;
  • Migrações, deslocamentos e diásporas LGBTQIA+;
  • Sexualidades e comunidades sexo-dissidentes: narrativas, performances, representações artísticas e estudos de campo;
  • Literaturas, imaginários, e linguagens não-binaries;
  • Fissuras, ruturas e fabulações críticas na colonialidade do género;
  • Modos de vida, práticas e perspetivas liminares, borderline ou fronteirizas;
  • Ativismos e artivismos queer, quir cuir;
  • Performances e performatividades queer: corpos, comunidades, e praxis;
  • Historicizações da cisgeneridade e heterossexualidade compulsórias;
  • AfroQueer: centrando a geopolítica do continente africano e da diáspora afrodescendente;
  • Estudos críticos das masculinidades;
  • Outras.

Comissão organizadora:

  • Helder Thiago Maia (FLUL - Universidade de Lisboa, Portugal)
  • Luísa Semedo (Universidade Paris-Sorbonne, França)
  • Marzia D’Amico (FLUL - Universidade de Lisboa, Portugal)
  • Salomé Honorio (ICS - Universidade de Lisboa, Portugal)
  • Sofia Zanini (ICS - Universidade de Lisboa, Portugal)

Comissão científica:

  • Alberto da Silva (Université Paris Sorbonne, France)
  • Alda M. Lentina (Dalarna University, Sweden)
  • Anna Klobucka (UMass Dartmouth, USA)
  • Fernando Curopos (Université Sorbonne Nouvelle, France)
  • Maria Araújo da Silva (Université Paris Sorbonne, France)
  • Mário Lugarinho (Universidade de São Paulo, Brasil)
  • Paulo Pepe (University of East Anglia, UK)

Línguas de trabalho:

  • Português, Inglês, Galego.

Inscrições:

Envio de resumos para: quir.hub@gmail.com

  • As propostas devem conter nome, filiação institucional (se existir), título da proposta e resumo.
  • Resumo com até 1000 caracteres, 5 palavras-chave, indicação de tema/linha sugerida, e bibliografia.
  • Indicação de preferência de participação: presencial ou online.
  • Importante: à partida, apenas investigadoris em formação e/ou pessoas com dificuldades de acesso poderão optar pela participação online (via Zoom). Em caso de dúvida, por favor contactar a organização.

Calendário:

  • Data-limite de envio dos resumos: até 20 de Maio de 2025.
  • Data-limite para aceitação dos resumos: até 20 de Junho de 2025.
  • Pagamento da inscrição: até 30 de julho de 2025.
  • Taxas de Inscrição:
    • Até dia 15 de Julho: Professoris e investigadoris com vínculo institucional: 30€; Estudantes: 10€.
    • Até dia 30 de Julho: Professoris e investigadoris: 60€; Estudantes: 20€

[Sítio oficial do CECOMP][Substack do Quir Research Hub][Para mais informações: quir.hub@gmail.com]

22.03.2025 | por martalanca | Conference, queer

Textos em prosa subordinados ao tema: «o desejo queer entre mulheres»

Convocatória Nacional 
O projeto independente as7bonecas lança, no próximo dia 21 de Dezembro, uma convocatória literária, subordinada ao tema «o desejo queer entre mulheres». Na sua primeira edição, este projeto conceptualizado e coordenado por Joana Rosa e Stella Faustino, que se propõe a encorajar a criação literária queer em Portugal e a autoria de mulheres, conta com ilustrações de Tamara Alves e com um grupo de juradas composto por Amanda Ribeiro, jornalista e editora do P3, Ana Bessa Carvalho, investigadora e professora na Universidade do Minho, Luísa Semedo, professora, ativista e autora e Helena Ales Pereira, jornalista e editora.


Num mundo desapiedado as estórias estimulam a empatia. Se nos contam uma estória aprendemos mais depressa um conceito ou uma ideia, as estórias criam comunidade, ajudam a refletir e a transformar a cultura e devolvem à imaginação as infinitas possibilidades que são o seu alimento. As estórias impelem à ação e dão, a quem ouve ou lê, um conjunto de possibilidades que lhes permite aceitar-se e criar-se a si mesmxs. Através de estórias aprendemos sobre nós próprios e sobre os outros, estimulamos a nossa cognição e, não raras vezes, salvamos a nossa vida.
A Literatura Queer tem um importante papel a desempenhar este século no que diz respeito à visibilidade, à aceitação e ao reconhecimento da complexidade acrescida que é ser-se uma pessoa queer a relacionar-se numa sociedade que assenta em valores, afetos e pensamento heteronormativos.
Dos textos enviados o coletivo destacará dois, com recompensas que podem ser consultadas no site, sendo os restantes textos passíveis de ser integrados num e-book futuro e num arquivo online, de acesso livre, e em português, que será o ponto de partida para colocar ao centro estas estórias deixadas historicamente à parte.
Mais detalhes no site www.as7bonecas.pt e no instagram @as7bonecas.

12.12.2022 | por martalanca | desejo, escrita, mulher, queer

Arquivo de identidade angolano - site

Novo Site

Somos um grupo de mulheres feministas LBTIQ (Lésbicas, Bissexuais, Transgénero, Intersexo e Queer) angolanas, criado em 2017, que cria conteúdos sobre sexualidade e género. 

MISSÃO Mudar mentalidades com relação ao género e sexualidade para que as comunidades LGBTIQ participem de processos políticos e para que o público em geral respeite seus direitos.

OBJECTIVOS Criar conteúdos educativos sobre género e sexualidade para adolescentes e jovens; pessoas das comunidades LGBTIQ e públicos estratégicos como políticos, educadores, profissionais da media, profissionais de saúde; Empoderar jovens mulheres LBTIQ para que se tornem líderes, com participação em assuntos cívicos e políticos, por meio de rodas de conversas, leitura de documentos, formações; Oferecer um seguro de acolhimento para as comunidades LGBTIQ; Sensibilizar adolescentes e jovens em escolas e comunidades para que desenvolvam atitudes de tolerância diante de comunidades LGBTIQ ; Sensibilizar públicos estratégicos como políticos, educadores, profissionais da media, profissionais de saúde para que incorporem conteúdos educativos sobre género e sexualidade nas suas agendas e áreas de actuação.

17.10.2019 | por martalanca | angola, LGBTIQ, queer

Blackyva

Atriz. Cantora. Compositora. Performer. Foi criada na favela da Rocinha.  Aos 19 anos abandonou o emprego de atendente em uma copiadora e foi estudar teatro na Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Penna, no Rio de Janeiro. Seu nome artístico é derivado da junção das palavras black e diva. Com visual andrógeno, a transsexual trouxe temas como violência doméstica, homofobia, sexismo, desigualdades sociais, entre outros.

Will Lopes: Ator - Performer
Em 2012, ingressou no curso livre de Produção Cultural pelo Observatório de Favelas na Rocinha. No mesmo ano, entrou para o coral do Instituto Reinaldo Delamare. Em 2013, ingressou na Oficina Livre, orientada por Anselmo Vasconcellos e, no mesmo ano, ingressou na Escola de Teatro Martins Penna. Em 2015, criou a performance Funk-Teatral “Blackyva”, tendo a oportunidade de se apresentar diversas vezes, além de conquistar uma viagem a Brasília para se apresentar na Conferência Nacional da Juventude ao lado de Karol Conka e Emicida. Em 2016 ingressou na Oficina ”Gênero, Teatro, e Performatividade - movimentos para corpos desviantes” ministrada por Silvero Pereira e Jezebel de Carli. 2017 integrou o elenco do espetáculo ”Balé Ralé” com contos de Marcelino Freire e direção de Fabiano Freitas (Teatro de Extremos). Integrou a mesa de debates da GLOBO na FLIP 2017. Foi convidado para fazer participar da co-criação do programa “Lazinho Com Você” no Globo LAB 2017. E ainda em 2017 integrou o elenco do espetáculo A Comédia e a Tragédia da América Latina (Teatro Municipal RJ) e SELVAGERIA do diretor Felipe Hirsch (Ultraliricos).

Música tocando na Rádio alemã EINS

Matéria O Globo

Matéria no Site A Coisa Toda (SP)

Matéria no Teatro Em Cena

Dicionário da MPB

Mídias socias: Facebook /  Instagram

06.12.2017 | por martalanca | Blackyva, funk, movimento negro, queer, teatro

DERIVATIVO SEM TÍTULO DE MSHOGA MPYA, OU O NOVO HOMOSSEXUAL

2SET – 22H00 ZDB [Performance]Ato Malinda (USA, KEN, 2014), inserida no evento/part of RABBIT HOLE: ORORO RISES


Rabbit Hole traz uma nova super heroína ao Queer Lisboa para lutar contra o mal! Ororo, a Tempestiva, invoca fortes ventos do Este e faz ribombar os céus, chegando mesmo a tempo de enfrentar o vilão que ataca a sua vila. Saindo vencedora, faz chover sapos e trovões celebrando nesta festa com delirantes performances, instalações e música que irão ocupar a ZDB. Conta com a especial presença da artista Ato Malinda, vinda diretamente do Quénia, que irá apresentar a sua performance “Derivativo sem título de Mshoga Mpya, ou o Novo Homossexual” (2014), uma performance one-on-one com canções auto-etnográficas cantadas por Ato Malinda. Malinda interpreta melodias cantadas por cantoras pop, Cher, Emili Sandé e Tracy Chapman, com as suas próprias letras. Cada membro da audiência ouve as canções com headphones, uma de cada vez, enquanto Malinda atua sobre um mapa de plástico. O mapa em que Malinda se senta é uma representação textual de espaços queer em Nairobi, no Quénia. Malinda pinta a cara repetidamente com o atualmente universal símbolo para o movimento LGBTI; a bandeira arco-íris. Esta repetição perante a representação do espaço queer em Nairobi formula inevitavelmente as questões, é uma mulher africana que tem desejos pelo mesmo sexo no Quénia automaticamente identificável com a palavra lésbica ou com a comunidade LGBTIQ? O que é ser queer e/ou LGBTI no Quénia? A identificação mantém-se uma problemática central. Depois de algum tempo, a experiência expande-se para uma performance em grupo envolvendo todos os membros da audiência presentes, tornando-se uma performance de leitura, escrita e partilha de histórias. 



 

24.09.2014 | por martalanca | Ato Malinda, queer

Africa Queer em Lisboa

O Festival Internacional de Cinema Queer, realiza-se de 19 a 27 de Setembro no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa. Apresentado na Cinemateca Portuguesa, o programa Queer Focus on Africa, uma colaboração com o Africa.Cont, sugere um olhar à forma como o cinema queer se tem vindo a desenvolver no continente africano, resgatando títulos emblemáticos como Touki Bouki (Senegal), de Djibril Diop Mambéty ou Appunti per un’Orestiade Africana (Itália, Marrocos), de Pier Paolo Pasolini, e propondo uma série de debates, instalações e performances com artistas africanos convidados. De 20 a 27 de Setembro, a Cinemateca Portuguesa será palco também de exposições da egípcia Amanda Kerdahi, e do franco-argelino Kader Attia.

A edição que assinala os 18 anos daquele que é o mais antigo festival de cinema de Lisboa fica marcada também pelo anúncio da chegada à cidade do Porto, este ano com a Retrospectiva de Waters, e a partir de 2015, com aquela que será a primeira edição do Queer Porto. Este ano, que o director do festival, João Ferreira, afirma como sendo o de um “ponto de viragem para o Queer Lisboa, em que o festival conhece mais um salto qualitativo”, é também marcado pelo lançamento do livro Cinema e Cultura Queer, onde se traça um panorama do cinema queer internacional, através do que foi a programação do Queer Lisboa desde 1997, e onde se reúne conjunto de ensaios que faz aquela que é a primeira abordagem exaustiva da história do cinema queer em Portugal.

Pela primeira vez, Portugal sobe à segunda posição de país com mais filmes programados, com um total de 18 títulos, superado apenas pelo Reino Unido, com 20 filmes. França e Alemanha estão representadas com 17 títulos cada, no ano em que o Queer Lisboa conseguiu o apoio do Programa MEDIA, da Comunidade Europeia, um importante impulso para a promoção do cinema europeu no Festival. O Queer Lisboa 18 é financiado pela Câmara Municipal de Lisboa / EGEAC, pelo ICA – Instituto do Cinema e do Audiovisual, pelo Programa MEDIA, e um conjunto de apoios privados, contando com um orçamento de cerca de Eur 130 mil ao qual acrescem as receitas previstas em Eur 20 mil, totalizando Eur 150 mil.

 Touki Bouki (Senegal) Touki Bouki (Senegal)

ver o programa completo

04.09.2014 | por martalanca | cinema, lisboa, queer

Hetero qb, Museu do Chiado, LISBOA

CURADORIA: Emília Tavares & paula roush

PROGRAMA (até 14 de Abril): Zanele Muholi & Peter Goldsmid (África do Sul). Difficult Love, 2010, vídeo, cor, som, 47’33’’. Cortesia da artista e Stevenson Gallery, Cape Town e Joanesburgo

“Esta programação apresenta um conjunto internacional de obras em vídeo realizadas por mulheres, sobre temáticas que vão desde o feminismo, ao lesbianismo e transgénero. A seleção de trabalhos abrange países e realidades consideradas “periféricas”, em relação ao discurso e prática do feminismo clássico euroamericano, usualmente mais conotado como progressista na defesa da igualdade das mulheres e do género. Sociedades em que as tensões históricas, culturais, sociais, políticas e naturais sobre o género têm sido, nas últimas décadas, disputadas e reivindicadas sob outros moldes, desafiantes da própria história do movimento feminista.

Por outro lado, esta programação revela alguns dos debates mais importantes sobre as questões dos feminismos ou pós-feminismo, assim como todo o âmbito das diversidades queer, desde o lesbianismo, bissexualidade, transsexualidade ou transgénero, que têm sido fundamentais para o esclarecimento e a constituição de uma nova cultura e mentalidade sobre estas realidades.

Um desses debates tem sido o protagonizado por Judith Butler, cuja teorização histórica sobre estas questões veio, recentemente, advogar uma aproximação dos movimentos feministas e transgénero na partilha de uma série de valores, contrariando um latente conflito entres as muitas facções da identidade sexual, a favor duma sociedade que reconfigure as distinções entre vida interior e exterior, evitando as abordagens patológicas da identificação de género cruzada. Para Butler, os termos de designação do género são uma categoria histórica e estão continuamente em processo de remodelação, o que deixa em aberto outras possibilidades para o seu entendimento, já que o “sexo” e a “anatomia” também não escapam às regulações e normativas culturais. O “masculino” e o “feminino” estão permanentemente sujeitos à mudança, cada um desses termos tem histórias sociais que mudam radicalmente segundo as fronteiras geopolíticas e as obrigações culturais.

Outro debate, tem oposto a hegemonia do discurso feminista euroamericano em países e culturas negras, índias, chinesas ou árabes, denunciado as dicotomias inerentes ao discurso feminista “branco” como forma de perpetuar as relações estruturais de poder do sistema capitalista e de identificar uma abordagem ocidental de superioridade sobre o “outro”.

Este é um âmbito de renovação dos discursos feministas que vem permitir novas formas de militância e teorização. Estudos e trabalhos concretos sobre o feminismo negro ou no Islão têm sido precursores de uma nova abordagem heterogénea e descentralizadora do discurso clássico feminista, aproximando-se em muitos dos seus aspectos da realidade dos países do sul da Europa, ao fazer confluir o debate e a prática para zonas de acção que englobam vertentes como o íntimo e o biográfico a cultura popular ou os costumes, em detrimento dum discurso filosófico e teorizante.

Este programa não pretende estabelecer nenhum discurso panfletário sobre as questões de género, mas considera que o enquadramento da heterossexualidade na sociedade contemporânea tem um papel normalizador e regulador duma autoridade patriarcal, permitindo grandes margens de desigualdade no seu exercício. Disso mesmo é exemplo a múltipla abordagem artística que em díspares meios sociais tem sido efectuada nas últimas décadas, utilizando diferentes linguagens para confrontar, denunciar, divulgar ou apenas divagar sobre a complexidade do género e da sua vivência.

O tema constitui ainda um tabu de contornos pouco esclarecidos em diferentes sociedades e por diferentes razões, mas um recente dossier sobre o tema, publicado pela revista Le Magazine Littéraire colocava uma pertinente questão “ devemos ter medo do género ou pelo contrário aproveitar a destabilização que o mesmo coloca às nossas normas de pensamento para transformar/melhorar a nossa sociedade.” O género é também uma doutrina em formação, cujos contornos de debate e investigação têm tido nos últimos anos uma exponenciação relevante, bem como têm interferido de forma fracturante na organização moral, ética e social das sociedades contemporâneas, o que por si só justifica a atenção que o tema nos merece.

A teoria do género tem sido debatida e questionada em vários meios mais científicos e intelectualizados, mas a realidade é que também se instalou no debate público entre interrogação e condenação sobre os novos modelos de vivência da sexualidade, e o seu consequente enquadramento legal e político.”

Emília Tavares (Curadora)

ARTISTAS: Ana Bezelga, Ana Pérez-Quiroga e Patrícia Guerreiro, Ana Pissarra, Carla Cruz, Catarina Saraiva, Célia Domingues, Cristina Regadas, Elisabetta di Sopra, Hong Yane Wang, Itziar Okariz, Joana Bastos, Lilibeth Cuenca Rasmussen, Maimuna Adam, Mare Tralla, Maria Kheirkhah, Maria Lusitano, Mónica de Miranda, Nilbar Güres, Nisrine Boukhari, Oreet Ashery, Patrícia Guerreiro, paula roush & Maria Lusitano, Pushpamala N, Rachel Korman, Razan Akramaw, Rita GT, Roberta Lima, Sükran Moral, Susana Mendes Silva, Tejal Shah, Zanele Muholi.

+ info sobre exposição


10.04.2013 | por franciscabagulho | feminismo, lesbianismo, queer, video art

Towards Cosmopolitan Geographies of Migrations and Sexualities

(proposed session to the II  European Geographies of Sexualities Conference, Lisbon, 5 a 7 September)

Convened by: Paulo Jorge Vieira (Center for Geographical Studies, Institute of Geography and Spatial Planning, University of Lisbon); Andrew Gorman Murray(University of Western Sydney); and Jorge Macaísta Malheiros (Center for Geographical Studies, Institute of Geography and Spatial Planning, University of Lisbon)

 

This session will discuss the inter-relations between the “geographies of sexualities” and the field of population geography, including research on both international and intranational migration. In this sense, this session will map out possible themes that cross different fields of the (inter)disciplinary correlate of gender, sexuality and migration.

Recognizing a multiplicity of research conducted in recent years, this session will discuss the importance of migration and of different forms of mobility in the construction of the subjectivities of non-heteronormative sexualities and a variety of gender expressions and roles (Binnie, 2004). This includes issues akin to what Kath Weston (1995) called the “great gay migration”, discussions  of “queer diaspora”, and the application for political asylum based on sexual orientation (Fortier, 2001 and 2002).

Empirical and/or theoretical papers (in English, Portuguese or Castilian) are welcomed on any theme that deepens the plural understanding of the geographic dimensions of mobility, internal and international migration, including:

  • Genders, Sexualities, Mobilities and Migrations;
  • Sex Work and International Migration;
  • LGBT and queer international migration;
  • Queer mobility inside of national territories;
  • Post-Colonialism, Sexualities and Migration;
  • Cosmopolitanism, urban space, sexual and national minorities;
  • Asylum seekers, sexual orientation, gender expression and public policies

 

Deadline for submission is 18th April 2013. Please send a 300 words abstract to Paulo Jorge Vieira (pjovieira@gmail.com) and Andrew Gorman-Murray (a.gorman-murray@uws.edu.au)

 

For more details about the conference, please visit the website: http://egsc2013.pt.to/  

 

19.03.2013 | por martalanca | migration, queer, sex work