Arquivo de identidade angolano - site

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Somos um grupo de mulheres feministas LBTIQ (Lésbicas, Bissexuais, Transgénero, Intersexo e Queer) angolanas, criado em 2017, que cria conteúdos sobre sexualidade e género. 

MISSÃO Mudar mentalidades com relação ao género e sexualidade para que as comunidades LGBTIQ participem de processos políticos e para que o público em geral respeite seus direitos.

OBJECTIVOS Criar conteúdos educativos sobre género e sexualidade para adolescentes e jovens; pessoas das comunidades LGBTIQ e públicos estratégicos como políticos, educadores, profissionais da media, profissionais de saúde; Empoderar jovens mulheres LBTIQ para que se tornem líderes, com participação em assuntos cívicos e políticos, por meio de rodas de conversas, leitura de documentos, formações; Oferecer um seguro de acolhimento para as comunidades LGBTIQ; Sensibilizar adolescentes e jovens em escolas e comunidades para que desenvolvam atitudes de tolerância diante de comunidades LGBTIQ ; Sensibilizar públicos estratégicos como políticos, educadores, profissionais da media, profissionais de saúde para que incorporem conteúdos educativos sobre género e sexualidade nas suas agendas e áreas de actuação.

17.10.2019 | par martalanca | angola, LGBTIQ, queer

Blackyva

Atriz. Cantora. Compositora. Performer. Foi criada na favela da Rocinha.  Aos 19 anos abandonou o emprego de atendente em uma copiadora e foi estudar teatro na Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Penna, no Rio de Janeiro. Seu nome artístico é derivado da junção das palavras black e diva. Com visual andrógeno, a transsexual trouxe temas como violência doméstica, homofobia, sexismo, desigualdades sociais, entre outros.

Will Lopes: Ator - Performer
Em 2012, ingressou no curso livre de Produção Cultural pelo Observatório de Favelas na Rocinha. No mesmo ano, entrou para o coral do Instituto Reinaldo Delamare. Em 2013, ingressou na Oficina Livre, orientada por Anselmo Vasconcellos e, no mesmo ano, ingressou na Escola de Teatro Martins Penna. Em 2015, criou a performance Funk-Teatral “Blackyva”, tendo a oportunidade de se apresentar diversas vezes, além de conquistar uma viagem a Brasília para se apresentar na Conferência Nacional da Juventude ao lado de Karol Conka e Emicida. Em 2016 ingressou na Oficina ”Gênero, Teatro, e Performatividade - movimentos para corpos desviantes” ministrada por Silvero Pereira e Jezebel de Carli. 2017 integrou o elenco do espetáculo ”Balé Ralé” com contos de Marcelino Freire e direção de Fabiano Freitas (Teatro de Extremos). Integrou a mesa de debates da GLOBO na FLIP 2017. Foi convidado para fazer participar da co-criação do programa “Lazinho Com Você” no Globo LAB 2017. E ainda em 2017 integrou o elenco do espetáculo A Comédia e a Tragédia da América Latina (Teatro Municipal RJ) e SELVAGERIA do diretor Felipe Hirsch (Ultraliricos).

Música tocando na Rádio alemã EINS

Matéria O Globo

Matéria no Site A Coisa Toda (SP)

Matéria no Teatro Em Cena

Dicionário da MPB

Mídias socias: Facebook /  Instagram

06.12.2017 | par martalanca | Blackyva, funk, movimento negro, queer, teatro

DERIVATIVO SEM TÍTULO DE MSHOGA MPYA, OU O NOVO HOMOSSEXUAL

2SET – 22H00 ZDB [Performance]Ato Malinda (USA, KEN, 2014), inserida no evento/part of RABBIT HOLE: ORORO RISES


Rabbit Hole traz uma nova super heroína ao Queer Lisboa para lutar contra o mal! Ororo, a Tempestiva, invoca fortes ventos do Este e faz ribombar os céus, chegando mesmo a tempo de enfrentar o vilão que ataca a sua vila. Saindo vencedora, faz chover sapos e trovões celebrando nesta festa com delirantes performances, instalações e música que irão ocupar a ZDB. Conta com a especial presença da artista Ato Malinda, vinda diretamente do Quénia, que irá apresentar a sua performance “Derivativo sem título de Mshoga Mpya, ou o Novo Homossexual” (2014), uma performance one-on-one com canções auto-etnográficas cantadas por Ato Malinda. Malinda interpreta melodias cantadas por cantoras pop, Cher, Emili Sandé e Tracy Chapman, com as suas próprias letras. Cada membro da audiência ouve as canções com headphones, uma de cada vez, enquanto Malinda atua sobre um mapa de plástico. O mapa em que Malinda se senta é uma representação textual de espaços queer em Nairobi, no Quénia. Malinda pinta a cara repetidamente com o atualmente universal símbolo para o movimento LGBTI; a bandeira arco-íris. Esta repetição perante a representação do espaço queer em Nairobi formula inevitavelmente as questões, é uma mulher africana que tem desejos pelo mesmo sexo no Quénia automaticamente identificável com a palavra lésbica ou com a comunidade LGBTIQ? O que é ser queer e/ou LGBTI no Quénia? A identificação mantém-se uma problemática central. Depois de algum tempo, a experiência expande-se para uma performance em grupo envolvendo todos os membros da audiência presentes, tornando-se uma performance de leitura, escrita e partilha de histórias. 



 

24.09.2014 | par martalanca | Ato Malinda, queer

Africa Queer em Lisboa

O Festival Internacional de Cinema Queer, realiza-se de 19 a 27 de Setembro no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa. Apresentado na Cinemateca Portuguesa, o programa Queer Focus on Africa, uma colaboração com o Africa.Cont, sugere um olhar à forma como o cinema queer se tem vindo a desenvolver no continente africano, resgatando títulos emblemáticos como Touki Bouki (Senegal), de Djibril Diop Mambéty ou Appunti per un’Orestiade Africana (Itália, Marrocos), de Pier Paolo Pasolini, e propondo uma série de debates, instalações e performances com artistas africanos convidados. De 20 a 27 de Setembro, a Cinemateca Portuguesa será palco também de exposições da egípcia Amanda Kerdahi, e do franco-argelino Kader Attia.

A edição que assinala os 18 anos daquele que é o mais antigo festival de cinema de Lisboa fica marcada também pelo anúncio da chegada à cidade do Porto, este ano com a Retrospectiva de Waters, e a partir de 2015, com aquela que será a primeira edição do Queer Porto. Este ano, que o director do festival, João Ferreira, afirma como sendo o de um “ponto de viragem para o Queer Lisboa, em que o festival conhece mais um salto qualitativo”, é também marcado pelo lançamento do livro Cinema e Cultura Queer, onde se traça um panorama do cinema queer internacional, através do que foi a programação do Queer Lisboa desde 1997, e onde se reúne conjunto de ensaios que faz aquela que é a primeira abordagem exaustiva da história do cinema queer em Portugal.

Pela primeira vez, Portugal sobe à segunda posição de país com mais filmes programados, com um total de 18 títulos, superado apenas pelo Reino Unido, com 20 filmes. França e Alemanha estão representadas com 17 títulos cada, no ano em que o Queer Lisboa conseguiu o apoio do Programa MEDIA, da Comunidade Europeia, um importante impulso para a promoção do cinema europeu no Festival. O Queer Lisboa 18 é financiado pela Câmara Municipal de Lisboa / EGEAC, pelo ICA – Instituto do Cinema e do Audiovisual, pelo Programa MEDIA, e um conjunto de apoios privados, contando com um orçamento de cerca de Eur 130 mil ao qual acrescem as receitas previstas em Eur 20 mil, totalizando Eur 150 mil.

 Touki Bouki (Senegal) Touki Bouki (Senegal)

ver o programa completo

04.09.2014 | par martalanca | cinema, lisboa, queer

Hetero qb, Museu do Chiado, LISBOA

CURADORIA: Emília Tavares & paula roush

PROGRAMA (até 14 de Abril): Zanele Muholi & Peter Goldsmid (África do Sul). Difficult Love, 2010, vídeo, cor, som, 47’33’’. Cortesia da artista e Stevenson Gallery, Cape Town e Joanesburgo

“Esta programação apresenta um conjunto internacional de obras em vídeo realizadas por mulheres, sobre temáticas que vão desde o feminismo, ao lesbianismo e transgénero. A seleção de trabalhos abrange países e realidades consideradas “periféricas”, em relação ao discurso e prática do feminismo clássico euroamericano, usualmente mais conotado como progressista na defesa da igualdade das mulheres e do género. Sociedades em que as tensões históricas, culturais, sociais, políticas e naturais sobre o género têm sido, nas últimas décadas, disputadas e reivindicadas sob outros moldes, desafiantes da própria história do movimento feminista.

Por outro lado, esta programação revela alguns dos debates mais importantes sobre as questões dos feminismos ou pós-feminismo, assim como todo o âmbito das diversidades queer, desde o lesbianismo, bissexualidade, transsexualidade ou transgénero, que têm sido fundamentais para o esclarecimento e a constituição de uma nova cultura e mentalidade sobre estas realidades.

Um desses debates tem sido o protagonizado por Judith Butler, cuja teorização histórica sobre estas questões veio, recentemente, advogar uma aproximação dos movimentos feministas e transgénero na partilha de uma série de valores, contrariando um latente conflito entres as muitas facções da identidade sexual, a favor duma sociedade que reconfigure as distinções entre vida interior e exterior, evitando as abordagens patológicas da identificação de género cruzada. Para Butler, os termos de designação do género são uma categoria histórica e estão continuamente em processo de remodelação, o que deixa em aberto outras possibilidades para o seu entendimento, já que o “sexo” e a “anatomia” também não escapam às regulações e normativas culturais. O “masculino” e o “feminino” estão permanentemente sujeitos à mudança, cada um desses termos tem histórias sociais que mudam radicalmente segundo as fronteiras geopolíticas e as obrigações culturais.

Outro debate, tem oposto a hegemonia do discurso feminista euroamericano em países e culturas negras, índias, chinesas ou árabes, denunciado as dicotomias inerentes ao discurso feminista “branco” como forma de perpetuar as relações estruturais de poder do sistema capitalista e de identificar uma abordagem ocidental de superioridade sobre o “outro”.

Este é um âmbito de renovação dos discursos feministas que vem permitir novas formas de militância e teorização. Estudos e trabalhos concretos sobre o feminismo negro ou no Islão têm sido precursores de uma nova abordagem heterogénea e descentralizadora do discurso clássico feminista, aproximando-se em muitos dos seus aspectos da realidade dos países do sul da Europa, ao fazer confluir o debate e a prática para zonas de acção que englobam vertentes como o íntimo e o biográfico a cultura popular ou os costumes, em detrimento dum discurso filosófico e teorizante.

Este programa não pretende estabelecer nenhum discurso panfletário sobre as questões de género, mas considera que o enquadramento da heterossexualidade na sociedade contemporânea tem um papel normalizador e regulador duma autoridade patriarcal, permitindo grandes margens de desigualdade no seu exercício. Disso mesmo é exemplo a múltipla abordagem artística que em díspares meios sociais tem sido efectuada nas últimas décadas, utilizando diferentes linguagens para confrontar, denunciar, divulgar ou apenas divagar sobre a complexidade do género e da sua vivência.

O tema constitui ainda um tabu de contornos pouco esclarecidos em diferentes sociedades e por diferentes razões, mas um recente dossier sobre o tema, publicado pela revista Le Magazine Littéraire colocava uma pertinente questão “ devemos ter medo do género ou pelo contrário aproveitar a destabilização que o mesmo coloca às nossas normas de pensamento para transformar/melhorar a nossa sociedade.” O género é também uma doutrina em formação, cujos contornos de debate e investigação têm tido nos últimos anos uma exponenciação relevante, bem como têm interferido de forma fracturante na organização moral, ética e social das sociedades contemporâneas, o que por si só justifica a atenção que o tema nos merece.

A teoria do género tem sido debatida e questionada em vários meios mais científicos e intelectualizados, mas a realidade é que também se instalou no debate público entre interrogação e condenação sobre os novos modelos de vivência da sexualidade, e o seu consequente enquadramento legal e político.”

Emília Tavares (Curadora)

ARTISTAS: Ana Bezelga, Ana Pérez-Quiroga e Patrícia Guerreiro, Ana Pissarra, Carla Cruz, Catarina Saraiva, Célia Domingues, Cristina Regadas, Elisabetta di Sopra, Hong Yane Wang, Itziar Okariz, Joana Bastos, Lilibeth Cuenca Rasmussen, Maimuna Adam, Mare Tralla, Maria Kheirkhah, Maria Lusitano, Mónica de Miranda, Nilbar Güres, Nisrine Boukhari, Oreet Ashery, Patrícia Guerreiro, paula roush & Maria Lusitano, Pushpamala N, Rachel Korman, Razan Akramaw, Rita GT, Roberta Lima, Sükran Moral, Susana Mendes Silva, Tejal Shah, Zanele Muholi.

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10.04.2013 | par franciscabagulho | feminismo, lesbianismo, queer, video art

Towards Cosmopolitan Geographies of Migrations and Sexualities

(proposed session to the II  European Geographies of Sexualities Conference, Lisbon, 5 a 7 September)

Convened by: Paulo Jorge Vieira (Center for Geographical Studies, Institute of Geography and Spatial Planning, University of Lisbon); Andrew Gorman Murray(University of Western Sydney); and Jorge Macaísta Malheiros (Center for Geographical Studies, Institute of Geography and Spatial Planning, University of Lisbon)

 

This session will discuss the inter-relations between the “geographies of sexualities” and the field of population geography, including research on both international and intranational migration. In this sense, this session will map out possible themes that cross different fields of the (inter)disciplinary correlate of gender, sexuality and migration.

Recognizing a multiplicity of research conducted in recent years, this session will discuss the importance of migration and of different forms of mobility in the construction of the subjectivities of non-heteronormative sexualities and a variety of gender expressions and roles (Binnie, 2004). This includes issues akin to what Kath Weston (1995) called the “great gay migration”, discussions  of “queer diaspora”, and the application for political asylum based on sexual orientation (Fortier, 2001 and 2002).

Empirical and/or theoretical papers (in English, Portuguese or Castilian) are welcomed on any theme that deepens the plural understanding of the geographic dimensions of mobility, internal and international migration, including:

  • Genders, Sexualities, Mobilities and Migrations;
  • Sex Work and International Migration;
  • LGBT and queer international migration;
  • Queer mobility inside of national territories;
  • Post-Colonialism, Sexualities and Migration;
  • Cosmopolitanism, urban space, sexual and national minorities;
  • Asylum seekers, sexual orientation, gender expression and public policies

 

Deadline for submission is 18th April 2013. Please send a 300 words abstract to Paulo Jorge Vieira (pjovieira@gmail.com) and Andrew Gorman-Murray (a.gorman-murray@uws.edu.au)

 

For more details about the conference, please visit the website: http://egsc2013.pt.to/  

 

19.03.2013 | par martalanca | migration, queer, sex work