Memória Ambiental — MAAT

29 de Maio | 15.00 - 18.00

Programa: Clima: Emergência > Emergente

Curadora:Margarida Mendes

Com: Boaventura Monjane, Joana Roque de Pinho, João Ruivo, Julia Seixas, proTEJO, Movimento SOS Serra d’Arga

Local: Sala dos Geradores [Central]

João Ruivo, 'Monólitos Solo'João Ruivo, 'Monólitos Solo'

Este fórum composto por dois painéis – integrado na iniciativa de programação do maat Clima: Emergência > Emergente – aborda legados críticos do extrativismo e a atual transição energética propondo futuros restaurativos. O fórum reúne investigadores e ativistas que operam nos campos da engenharia do ambiente, conservação e humanidades, para discutirem o legado colonial da política de recursos e opções alternativas para a utilização da terra e da água.
Cruzando o campo da crítica infraestrutural com o discurso descolonial, Memória Ambiental introduz perspectivas históricas sobre o planeamento agrário, a gestão de recursos e práticas de conservação, definindo um eixo entre a injustiça climática contemporânea e o legado colonial das políticas ambientais, tanto em Portugal como noutros locais. Pondo em causa o extrativismo que permeia os modelos económicos contemporâneos, os convidados analisam a sua origem em regimes prévios de instrumentalização de solos e recursos, fundeando o debate em casos de estudo em territórios previamente colonisados. São também introduzidas perspectivas críticas sobre modelos emergentes para uma transição energética justa, questionando-se o conceito de “energia verde” em relação à manutenção hidrográfica da bacia do Tejo que atravessa a Península Ibérica, e à extração de lítio no Alto Minho.

As conversas (em inglês) contam com a participação de Boaventura Monjane, Joana Roque de Pinho, João Ruivo, Júlia Seixas, proTEJO – Movimento pelo Tejo, Movimento SOS Serra d’Arga, a convite de Margarida Mendes.

Painel 1:
Disputas territoriais em Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal

Com Boaventura Monjane, Joana Roque de Pinho, João Prates Ruivo.
Moderação Margarida Mendes.

Boaventura Monjane fala-nos das dinâmicas agrárias e de extração, de penetração de capital em zonas rurais do Sul Global, olhando em particular para processos de acumulação históricos, mas também dos nossos dias. A conferência traz luz às raízes muitas vezes obscuras do contínuo conflito de Cabo Delgado no norte de Moçambique, ou seja, o modo militarista do extrativismo de enclave, que amplia desigualdades sociais e económicas existentes, e os usuais défices no que diz respeito à tomada de responsabilidade, transversalmente evidentes no sector de extração em África. Monjane fala-nos ainda sobre o que é cunhado por ele como “reações políticas vindas de baixo” para destacar agências rurais (e urbanas) no confronto e resistência ao extrativismo (e militarização).

Através de fotografias e narrativas criadas por um grupo variado de agricultores da Guiné-Bissau que vivem no Parque Nacional de Cantanhez, a apresentação de Joana Roque de Pinho examina as descrições locais de uma paisagem culturalmente muito valorizada e as próprias práticas dos agricultores de conservação de biodiversidade, ambas as quais desafiam narrativas dominantes sobre o parque e os seus residentes.

Partindo de uma leitura crítica da história recente do aproveitamento hidroelétrico, a conferência de João Prates Ruivo foca o papel das missões de reconhecimento pedológico na reconfiguração territorial ocorrida durante o conflito anticolonial em Angola, e refletir hoje sobre as possibilidades de práticas situadas de resistência, no contexto das transformações ambientais decorrentes do projeto de cultivo intensivo da Barragem de Alqueva, no Alentejo.

Painel 2:
Vectores energéticos e modelos de conservação
Com Júlia Seixas, Carlos Seixas (Moviemento SOS Serra d’Arga) and Paulo Constantino (Movimento proTEJO).
Moderação Margarida Mendes.

O uso de recursos energéticos tem aumentado desde a revolução industrial, particularmente depois do fim da Segunda Guerra Mundial, para suportar o número crescente de serviços humanos e sociais. Os modelos de abastecimento de combustível fóssil têm colocado uma enorme pressão ambiental e social em algumas zonas do planeta, nomeadamente em países vulneráveis, com poucos ou nenhuns benefícios para as suas populações. Segundo Júlia Seixas, a transição energética traz um novo modelo muito baseado em recursos energéticos locais, mas muito exigente para com a terra, os minerais e metais. A “velha” relação entre países fornecedores de recursos e países consumidores de tecnologia ainda persiste, dificultando a transição justa desejada pelas novas gerações.

Endereçando a questão da prospecção de lítio em Portugal, Carlos Seixas do Movimento SOS Serra d’Arga esclarece como a população do Minho tem resistido ao projeto governamental de fomento mineiro, expondo como os cidadãos podem combater a mentira da mineração verde e ganhar esta batalha.

proTEJO – Movimento pelo Tejo questiona o conceito de energia verde e irá apresentar a sua posição sobre as questões hídricas e energéticas ligadas à bacia do Tejo, que vem a observar desde 2009. Prestando especial atenção às questões de conservação e salvaguarda da biodiversidade do rio Tejo e seus afluentes, o movimento propõe uma gestão sustentável, transparente e participativa da bacia hidrográfica do Tejo a fim de assegurar a disponibilidade de água em quantidade suficiente e de qualidade tanto para nós como para as gerações futuras. Com este objetivo considera fundamental a defesa dos pilares da vida do rio: a quantidade de água com a circulação de caudais ecológicos, em consonância com os ritmos sazonais e com condições que permitam a migração das espécies; a qualidade da água para suprir as necessidades humanas e ecológicas; e a conectividade fluvial que mantém um rio livre e vivo para assegurar as condições naturais para termos água em quantidade e com qualidade, bem como para preservar a biodiversidade e o património cultural material e imaterial associado.

Sobre o programa
Ao chamar a atenção para a emergência climática, a iniciativa de programa público Clima: Emergência > Emergente estimula análises críticas e propostas criativas que procuram ir além do catastrofismo, fazendo emergir futuros ambientalmente sustentáveis.
De âmbito internacional e interdisciplinar, o programa foi idealizado pelo recém-fundado Coletivo Climático do maat, dirigido por T. J. Demos, e destina-se a reunir diferentes profissionais de cultura que trabalham na interseção das artes experimentais com a ecologia política.

Leia a declaração do Coletivo Climático no maat ext. (em inglês).

25.05.2021 | by Alícia Gaspar | ambiente, angola, conversas, Guiné-Bissau, maat, memória ambiental, Moçambique, Portugal, proTEJO

Memorializar e descolonizar a cidade (pós)colonial - debates

Por ocasião do lançamento do projeto ReMapping Memories Lisboa e Hamburgo, Lugares de Memória (Pós)Coloniais, levado a cabo pelo Goethe-Institut, têm lugar uma série de discussões abertas sobre a cidade. Iremos debater temas como as marcas coloniais visíveis na cidade e nos corpos de quem a habita; a luta anti-colonial e a inscrição africana e afrodescendente no espaço metropolitano; ou, de um modo mais global, políticas, abordagens e desafios do processo de “descolonização” nas cidades europeias. Os debates contarão com estudiosos, ativistas e artistas e podem ser assistidos pela FB do Goethe, do TBA e do BUALA. 

Curadoria Goethe-Institut e Marta Lança 

5, 6 e 7 de maio das 18h00 às 20h00  

Os encontros decorrem em zoom com streaming, são gravados para material do site.

Língua: dia 5 e 6: português, dia 7: alemão e português, com tradução simultânea.

O site ReMapping Memories Lisboa e Hamburgo, Lugares de Memória (Pós)Coloniais resulta de uma pesquisa, mapeamento e análise de lugares em Lisboa e Hamburgo que contam histórias de colonialidade, de resistência e disputa de memória (material e imaterial) no espaço urbano. Num processo entre várias cidades europeias, pretende-se contribuir para o não apagamento da história e da memória colonial e pós-colonial de Lisboa e Hamburgo, defendendo a igualdade na pertença e acesso à cidade, ainda segregada na sua geografia, vivência e representações. 

#ReMappingMemories

5 de maio de 2021 – 18-20h

As marcas coloniais na cidade e no corpo - Moderação: Marta Lança 


Vídeo 1 de Rui Sérgio Afonso

Isabel Castro Henriques -  Percursos históricos dos Africanos em Lisboa (séculos XV-XX)

Mamadou Ba - A geografia racial estrutura a relação entre estar na cidade e ser da cidade

António Brito Guterres - A forma (pós)colonial da Metrópole

Debate 

6 de maio de 2021 – 18-20h 

Vídeo 2 de Rui Sérgio Afonso

Inscrição de uma AfroLisboa  - Moderação: Marta Lança 

Nádia Yracema - Artista mo(nu)mento

Kalaf  Epalanga - A importância de criar um Museu da Kizomba

José Baessa de Pina (Sinho) - Como construir comunidade nos subúrbios de Lisboa 

Debate 

7 de maio 2021 – 18-20h 


Vídeo 3 de Rui Sérgio Afonso

Estratégias para descolonizar a cidade - Moderação: António Sousa Ribeiro  

Miguel Vale de Almeida - “Como abanar estátuas?” os debates sobre Descolonizar a cidade

Maria Paula Meneses - Lisboa: histórias ocultas e linhas contínuas 

Noa K. Ha - O desafio da memória pós-colonial. Legados de colonialidade na cidade

Debate

Sinopse dos debates e bios dos convidados disponível aqui.

01.05.2021 | by Alícia Gaspar | ativismo, cidade, colonialismo, debates, Descolonização, Goethe institut, Hamburg, história, lisboa, memorializar e descolonizar a cidade pós colonial, Portugal, re-mapping memories, ReMappingMemories, sociedade

Ciclo Mundos 2021 - 27 de Abril

LUCA ARGEL | Samba de Guerrilha


 Cantor e compositor brasileiro vem para Portugal em 2012. É mestre em Literatura pela Universidade do Porto. Divide o tempo entre os palcos e outros projectos, como trilhas sonoras para dança e cinema, programas de rádio e podcasts dedicados à música brasileira. Tem livros de poesia publicados no Brasil, Espanha e em Portugal. Um deles foi semifinalista do Prêmio Oceanos 2017, considerado um dos prêmios literários mais importantes entre os países de língua portuguesa. 

Samba de Guerrilha que vai apresentar pela primeira vez ao vivo no Teatro da Trindade é o seu quarto disco. Um álbum conceptual em que o músico radicado no Porto traça a história política do samba, lembrando os “protagonistas esquecidos” da luta contra a escravatura e a ditadura militar e onde presta homenagem aos intérpretes que tentaram fazer frente ao racismo estrutural do país.

 

20.04.2021 | by Alícia Gaspar | Brasil, ciclo mundos 2021, concerto, luca argel, Portugal, samba de guerrilha

Cycle de conférences publiques The Empire Writes Back - la réponse des peuples colonisés à l'empire portugais

Conférences publiques en ligne sur inscription

Pour obtenir les accès à zoom, écrire à stephanie.cavallero@unige.ch au plus tard le jour de la conférence avant midi.

J’ai le plaisir de vous annoncer le nouveau cycle de conférences de l’unité de portugais. En attendant de pouvoir vous voir en personne à la prochaine année universitaire, j’espère que vous serez nombreux à vous joindre à nous par Zoom. Pour cela, il faudra écrire à la secrétaire de l’unité, Mme Stéphanie Cavallero pour obtenir l’accès et laisser votre nom (de préférence celui qui s’affichera sur votre fenêtre Zoom). Les conférences se dérouleront dans la langue du titre respectif. Pour plus d’informations consulter la page https://www.unige.ch/lettres/roman/unites/portugais/actualites/modernidade-e-modernismos-em-portugues-rotas-erros-roteiros-utopias/ .


09.04.2021 | by Alícia Gaspar | colonialisme, colonies, conférences publiques, empire portugais, Portugal

"Crónica de uma deserção, Retrato de um país", livro de Fernando Mariano Cardeira

Fernando Mariano CardeiraFernando Mariano CardeiraFernando Mariano Cardeira nasceu em Fanhais, freguesia da Nazaré, a 11 de Outubro de 1943. 

Frequenta o Liceu da Figueira da Foz, 1954-59, e o Liceu de Leiria, 1959-61. Ingressa na Academia Militar (AM) em Outubro de 1961. Em 1965 ingressa no Instituto Superior Técnico como oficial-aluno da AM. Em 1968 requere o abate ao efectivo da AM por discordar da política colonial do governo. Reclassificado em Tenente-miliciano de Infantaria em Mafra, Abril de 1969. Interrupção do curso de Engenharia, que vem a completar em 1977.

Mobilizado para a Guerra Colonial em Maio de 1970. Em 23 Agosto de 1970 deserta a salto pela Serra do Gerês, e pede asilo político na Suécia.

Regressa a Portugal em Junho de 1974. Reintregado no Exército é convidado para Director de Informação da RTP, onde fica de Abril de 1975 a Abril de 1976. Funcionário dos Serviços de Apoio do Conselho da Revolução até Agosto de 1979. 

Completa o Curso de Engenharia Nuclear no Instituto National des Sciences et Techniques Nucléaires de Saclay, França, em Setembro de 1980. 

Em 1986 ingressa no Reactor Português de Investigação como Supervisor.

Aposenta-se em 2004. Representou Portugal em vários comités científicos da OCDE e da União Europeia.

Foi um dos fundadores da Associação de Exilados Políticos Portugueses (AEP61/74) em 2015. É actualmente Presidente da Direção da Associação Movimento Cívico Não Apaguem a Memória- NAM. 

27.03.2021 | by Alícia Gaspar | Africa, crónica de uma deserção retrato de um país, Fernando mariano cardeira, guerra colonial, lançamento de livro, livro, Portugal

“O Meu Bairro é Lisboa”. Está aberto o concurso de ideias para curtas-metragens documentais sobre bairros de Lisboa

Esta iniciativa surge no âmbito da celebração do 10.º aniversário BIP/ZIP.

O Meu Bairro é Lisboa é um concurso de ideias para curtas-metragens documentais sobre bairros de Lisboa, com candidaturas abertas até 5 de Abril. Promovido pelo Projeto Educativo da Apordoc – Associação pelo Documentário e a Estratégia de Desenvolvimento Local BIP/ZIP, o concurso está aberto a grupos de 3 a 5 membros, sem limite de idade

Nos bairros do município de Lisboa, existem muitos aspetos que podem ser filmados com uma câmara de telemóvel: espaços de convívio, curiosidades do passado, os habitantes, as fronteiras e os pequenos pormenores. Na partilha de perspetivas sobre diferentes zonas e bairros, todas as ideias são válidas. 

Dos membros do grupo, pelo menos um deve ser morador do bairro que pretende documentar. A diversidade (geracional, de género, entre outras) dentro dos grupos será um fator de valorização no processo de seleção. 
No final do processo de seleção, a 16 de Abril, o painel divulgará os 10 grupos vencedores. Os selecionados participarão em oficinas para a realização das curtas metragens, com uma formadora especializada em cinema do Projeto Educativo Apordoc. 

Em Julho, no Cinema São Jorge, todas as curtas-metragens serão exibidas numa sessão aberta ao público. O formulário de inscrição e todas as informações estão disponíveis no site do Doclisboa. 

20.03.2021 | by Alícia Gaspar | bairros da cidade, cinema são jorge, concurso, curtas-metragens, DocLisboa, lisboa, Portugal

Teatro Estúdio Fontenova

“Cerco” 

Apresentação online a 21 de Março

A performance “Cerco”, do Teatro Estúdio Fontenova, estreada em 2020, será apresentada online no Festival Mátria Amada, no dia 21 de Março de 2021, numa sessão entre as 20h e as 23h (hora de Portugal), aproximadamente às 22h.

Ocupámos as terras, delimitámo-las, fechámo-las cada vez mais, até para quem sempre viveu delas. E como reagiu o nosso corpo a estes “cercos”? Foi-se fechando também, nele mesmo, e na sua ligação à terra. Corpo e Terra, dois lugares que habitamos, como não pensar neles de forma intrinsecamente ligada? Olhamos para o Alentejo, para Setúbal, para movimentos indígenas que questionam a violência para com terra e a violência para com o corpo da mulher, questionámos mulheres à volta do mundo na sua ligação corpo-terra, questionámos as nossas próprias ligações, bebemos das investigações académicas de Silvia Federici e do conceito de Marx de “cercamento”. Assim, cercámos corpos, palavras, memórias e movimentos descobrindo que precisamos de os devolver, mais livres e mais abertos.

“Dizemos Mãe Terra… é a nossa mãe, e nós somos os filhos, e tudo entre nós e a terra é o nosso cordão umbilical. Então… se violarmos a terra, violamos estas coisas… envenenamo-nos.” — Laura Red Elk (Pueblo Pintado)

Em memória da(s) (histórias) da avó Guilhermina.
Em memória da Acácia que era meu avô.

Criação: Eduardo Dias e Patrícia Paixão | Interpretação: Fábio Nóbrega Vaz e Patrícia Paixão | A partir de: Silvia Federici, Relatório “Violence on the Land, Violence on our Bodies”; Textos de Amala Oliveira, Anna Luňaková, Bitasta Das, Iliana Martinez, Shahd Wadi, Silvia Floresta, Tatiana Zalla, Guida Brito (Blog “Navegantes de Ideias”) | Música: Accordzéâm (Tema “Des Hauts Débats”) e Tio Rex / Miguel Reis (Tema “BOM DIA! e Outros Pensamentos”) | Voz-Off:Carlos Pereira, Graziela Dias, Ricardo Gaete, Ricardo Guerreiro Campos, Sara Túbio Costa | Design, Vídeo e Operação Técnica: Leonardo Silva | Agradecimentos: Inês Monteiro Pires, Luís Junqueira | Apoio à Produção: Tomás Barão | Fotografia: Helena Tomás

Ficha Técnica Vídeo Integral: Realização, Câmara e Montagem: Leonardo Silva | Assistentes de Câmara: Helena Tomás e Tomás Barão | Captação e Pós-Produção Áudio: João Mota | Anotação: Helena Tomás

Produção: Graziela Dias | Direção Artística: José Maria Dias | Co-Produção: Casa Da Cultura | Setúbal | Produção Executiva: Teatro Estúdio Fontenova | Estrutura financiada: Governo de Portugal – Direção-Geral das Artes e Município de Setúbal

Promovido pelo Grupo Manuí (Brasil) e coordenado pela Tati Zalla e pelo Leandro Pfeifer, o Festival Mátria Amada vai reunir músicos, escritores, artistas, atores, lideranças indígenas e quilombolas e promover reflexões acerca dos cuidados com o meio ambiente e preservação dos ecossistemas através de intervenções artísticas e um espetáculo a cada evento.

Decorre em quatro dias, das 20h às 23h (hora de Portugal), no canal de YouTube do Grupo Manuí:

21 de Março — O cuidado com a Terra como inspiração artística
28 de Março — Mestres tradicionais e os cuidados com a Terra
4 de Abril — O caipira e os cuidados com a Terra
11 de Abril — Povos Originários e os cuidados com a Terra


18.03.2021 | by Alícia Gaspar | Brasil, evento, festival, mátria amada, parcerias, Portugal, teatro, teatro estúdio fonte nova

Jornal Mapa - Edição 30

O Jornal MAPA chega ao #30 com um olhar especial sobre as fronteiras e o neofascismo enquanto mecanismos de produção de deslocados e excluídos, seja os que arriscam a vida a tentar entrar na Europa, seja os que, cá dentro, são usados como mão de obra e/ou bode expiatório.

Olhámos também para a luta do SoREA (Solar Residência dos Estudantes Açoreanos) e a situação das Repúblicas numa Coimbra aberta à voracidade imobiliária. E porque a liberdade de expressão passa pela liberdade de emissão, espreitamos ainda a luta pelas ondas de rádio enquanto bem comum, com direito a uma caixa de ferramentas livres para tu mesmo transmitires.

As páginas centrais trazem-nos uma hortografia, conjunto de fotografias de hortas que são «pedaços intemporais e marginais de agricultura», onde se cultiva à margem, «mostrando-nos as agroecologias e as campesinidades que (ainda) temos dentro de nós».

Espreitamos ainda o Fórum Social Mundial que, no seu 20º aniversário, decorreu online, revisitamos o caso da esquadra de Alfragide, damos um pulo ao aeroporto do Montijo, passamos pelo Sahara Ocidental e ainda por Angola e pelos Estados Unidos.

Não esquecemos a comunidade LGBTQI+, principalmente em tempo de pandemia, e, enquanto esperamos que os e as zapatistas cheguem na sua tour pela Europa, podemos tentar ouvir um ou outro canto do Coro da Achada.

Tudo isto e mais na edição #30 do Jornal MAPA.

Este número sai em pleno confinamento, pelo que é especialmente importante que faças/renoves a tua assinatura em https://www.jornalmapa.pt/assinatura-do-jornal/ (ou assinaturas@jornalmapa.pt), apoiando e garantindo a continuidade destas 48 páginas de informação critica. Ao fazê-lo poderás ainda reservar um exemplar da edição limitada do CD Viver / Festa, reedição do rap subversivo dos C.O.M.A.

11.03.2021 | by Alícia Gaspar | Agricultura, agroecologias, angola, Estados Unidos, jornal Mapa, jornalismo, LGBTQI, migração, neofascismo, Portugal, SoREA

Aqui em carne e osso com Mamadou Ba

SOMOS DE CARNE E OSSO, pessoas de proveniências variadas e diferentes gerações que não suportam o racismo nem as suas formas de violência, declaradas ou subtis. Entendemos que o colonialismo foi responsável pela exploração e genocídio de povos e culturas, assente em conceções de superioridade racial inadmissíveis, hoje como no passado.

Somos pessoas que não podem ficar caladas face às iniciativas que tentam transformar o antirracismo e ativistas antirracistas em inimigos da democracia. Condição para democracia plena são sociedades plurais e assentes na diversidade, capazes de olhar para o seu passado sem trauma ou glorificação, garantindo o respeito pelos direitos humanos de todos os refugiados, imigrantes, minorias étnicas que aqui têm a sua vida ou esperam poder tê-la.

Não criámos perfis automáticos. Cada um/a de nós é uma pessoa de carne e osso que não pode ficar calada neste tempo em que o racismo se normaliza no espaço público e a discriminação e violência encontram adeptos e ganham força no silêncio das pessoas decentes.

AQUI EM CARNE E OSSO COM MAMADOU BA 

24.02.2021 | by Alícia Gaspar | anti-racismo, antifascismo, ativismo, democracia, Mamadou Ba, Portugal, somos de carne e osso, SOS Racismo

Nasce um novo hub no Porto que explora a herança colonial da cidade

Através de uma parceria entre o INSTITUTO, o colectivo InterStruct e a Rampa, nasce na cidade do Porto um hub ao abrigo da iniciativa VAHA, uma rede de diálogo composta por organizações culturais da Turquia e de outros países europeus que visa sensibilizar e emancipar a sociedade civil face aos mais diversos desafios sociais e políticos. 

O primeiro resultado dessa sinergia traduz-se num ciclo de conversas virtuais sobre os vestígios da herança colonial da cidade do Porto, com o título de “Pós-Amnésia: Desmontando Manifestações Coloniais”. Dedicado a desvendar, pensar e questionar os vestígios - materiais e imateriais - do passado colonial da cidade, este ciclo é constituído por três debates com especialistas de várias áreas que partilham as suas experiências a partir de diferentes geografias. 

O primeiro debate, “Monumentos e Memoriais” acontece a 25 de fevereiro (19h00) e conta com a participação de Beatriz Gomes Dias / DJASS, Bárbara Neves Alves e Felipe Moreira. Será moderado por Mamadou Ba

O segundo debate, “Rotas e Toponímia”, será marcado pela participação de Cartografia Negra (São Paulo), African Lisbon Tour (Lisboa) e Rota dos Escravos (Luanda), com a moderação de Isabeli Santiago. Acontece no dia 4 de Março, também às 19h00.

Por último, a terceira conversa, que decorre no dia 11 de março (19h00), irá incidir sobre “História e Cultura”, e contará com a participação de Ângelo Delgado, Onésio Intumbo e Manuel de Sousa, assim como com a moderação de Navváb Aly Danso

 

Os debates terão lugar virtualmente, pelo que podem ser acedidos através das redes sociais do INSTITUTO, do InterStruct ou da Rampa

Ligação para o evento: https://fb.me/e/24pmwoNZj?ti=wa 

Mais detalhes sobre estes debates e o ponto de partida:

Monumentos e Memoriais — 25/fev

Refletir sobre estruturas comemorativas a partir do seu potencial simbólico, assim como o interesse público sobre a sua edificação e preservação. O debate será fomentado pela análise de monumentos existentes no espaço público que perpetuam narrativas coloniais, assim como de monumentos que oferecem uma contranarrativa à dominante, a partir de casos específicos nas cidades de Lisboa, Porto e São Paulo.

  • Memorial à Escravatura - Beatriz Gomes Dias, Djass 

  • Monumento ao Esforço Colonizador Português - Bárbara Neves Alves 

  • Imagens de Controle e Monumentos - Felipe Moreira

  • Moderação: Mamadou Ba


Rotas e Toponímia — 04/mar

Abordar a “amnésia” que parece existir no espaço urbano e na toponímia de ruas, praças, placas de lojas, etc., questionando as representações que celebram pessoas ou eventos relacionados com o comércio de escravos, colonialismo e guerra colonial, assim como a ausência de representações contra-hegemónicas e decoloniais. Neste debate participarão grupos e iniciativas que têm promovido esta discussão nas cidades de Lisboa, Luanda e São Paulo.

 

  • Volta Negra - Cartografia Negra
  • African Lisbon Tour - Naky Gaglo
  • Rota dos Escravos - Associação KALU
  • Moderação: Isabeli Santiago 

 


História e Cultura (11/mar) - 19h

Refletir sobre o legado colonial em Portugal a partir da sua dimensão histórica e cultural. Assim, narrativas e linguagens hegemónicas são questionadas, enquanto perspectivas anticoloniais fazem emergir a multiplicidade de relações de poder e de experiências subjetivas que foram historicamente marginalizadas. 

 

  • Sem Ofensa - Ângelo Delgado 
  • Onésio e a Azagaia - Onésio Intumbo
  • Porto Desaparecido - Manuel de Sousa
  • Moderação: Navváb Aly Danso

 

22.02.2021 | by Alícia Gaspar | conversa, debate, evento online, herança colonial, legado colonial em Portugal, palestras online, porto, Portugal

Olhares sobre o Racismo - Documentário

A associação SOS Racismo marca a sua presença em Portugal há 30 anos. Para assinalar a data produziu um documentário em parceria com Bantumen e realização de Bruno Moraes Cabral, Eddie Pipocas e Dércio Tomás Ferreira. 

Edição, grafismo e sonoplastia por Dércio Tomás Ferreira.  Pós-produção de Som por Billyboom.  Correção de Cor por Carlos Isaac.  Estúdios - Black on Black One e Billyboom. Música: Rahiz – A minha carta para a sociedade. Epidemic Sound. Youtube Audio Library

Entrevistados

Alexandra Santos - Clube Safo

Angella Graça - Inmune - Instituto da Mulher Negra em Portugal

António Tonga - Consciência Negra

Bruno Gonçalves - Letras Nómadas Aidc

Evalina Gomes Dias - Djass- Associação de Afrodescendentes

Guiomar Sousa - Ribaltambição

Jéssica Bruno - Núcleo Anti-Racista de Coimbra

José Semedo Fernandes - Advogado

Kitty Furtado - Académica e Activista Anti-Racista

Lúcia Furtado - Femafro

Mamadou Ba - SOS Racismo

Maria Gil - Activista cigana

Neusa Pedro - Levantados do Chão

Sinho Baessa - Cavaleiros de São-Brás

Xullaji / Prétu - Músico e Sound Designer

Zia Soares - actriz, encenadora, directora artística do Teatro GRIOT

22.02.2021 | by Alícia Gaspar | divulgação, documentário, Olhares sobre o Racismo, Portugal, racismo, SOS Racismo

Petição pelo Pagamento dos Subsídios de Natal, de Férias, de Almoço e o Trabalho Suplementar pago conforme a contratação coletiva e o Código do Trabalho

“Caros companheiros,

Segue o link, com o texto e os primeiros 112 subscritores da Petição Pública pelo Pagamento dos Subsídios de Natal, de Férias, de Almoço e o Trabalho Suplementar pago conforme a contratação coletiva e o Código do Trabalho!

A opção pela via online, em exclusivo nesta fase, deve-se à evolução das condições sanitárias impostas pela Covid19, que condicionam uma divulgação direta e alargada no terreno com quem a podia subscrever. Assim, solicitamos que todos a subscrevam, inclusive os primeiros 112 subscritores, porque assim requer a opção online. No mesmo sentido apelamos a que cada um dos 112 subscritores a possa divulgar pelo número mais alargado de contatos que entenda fazer. 

O resultado prático, final e efectivo, vai ser determinado pela capacidade de recolher as 15 mil subscrições que permitam que a mesma suba ao Plenário da Assembleia da República e a sua temática seja aí debatida.
Saudações associativas. Contamos com o vosso empenho, nesta causa por maior e justo reconhecimento do trabalho realizado!

P´los Órgãos Sociais da AOPIC:

Aldonça Ramos - Vice Presidente da Mesa da AG

Olávio Silva, Vice Presidente da Direção

Carlos Serrano, Secretário da Direção.

Nota final: o nosso email é o seguinte - aopic.contacto@gmail.com ”

09.02.2021 | by Alícia Gaspar | AOPIC, assembleia da república, cultura, direitos, petição pública, Portugal

Dossiê “O contemporâneo visto pelo ecrã: Políticas, culturas, memórias e identidades”

Organizadores: Carlos Alberto Máximo Pimenta-Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI- Brasil); Edson Capoano, Pedro Rodrigues Costa e Vítor de Sousa-CECS-Universidade do Minho (Portugal)

Prazo de submissão: 30 de março de 2021

Data prevista de publicação: a partir de abril de 2021

Critérios: - Os textos devem ser escritos dentro das exigências da RCH, conforme diretrizes indicados no endereço: https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/about/submissions

Idiomas: Português (Brasil)/English

Envio de propostas: https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/announcement/view/10?fbclid=IwAR04PpLLC_EGrm9DrwpvLBAgtS78JJT5m7PPvf_yO79xsv3UWY0fE4RDIdc

 

 

Call for papers

 Trata-se de chamada pública de textos para compor o dossiê “O contemporâneo visto pelo ecrã: políticas, culturas, memórias e identidades”, a ser publicado na RCH–Revista Ciências Humanas (e-ISSN 2179-1120) dos Programas de Pós-Graduação em Desenvolvimento Humano e em Educação da Universidade de Taubaté. Portanto, este dossiê se propõem reunir reflexões que discutam as inseguranças de nossos tempos que “colocam em xeque” a ordem política, econômica, social, cultural, moral, ética, intelectual, simbólica e subjetiva estabelecida a partir de um consenso cêntrico “ditado” pela cultura ocidental que desfila nos ecrãs (entendido como “tela” de cinema, televisão, computador, celular, tablet, etc.), mas traz, consigo, o fortalecimento do debate sobre a condição humana.

Dessa premissa, impõe leituras distintas da realidade, em que se abrem perspectivas para outros e novos conhecimentos “abafados”, “calados”, “omitidos”, “desprivilegiados”, “subalternizados”, “colonizados” ou para “novas” e “outras” interpretações de distintas formatações de linguagem e comunicação social, diante de um modelo hegemônico de desenvolvimento, crescimento, ordem e progresso aplicados, com maior ou menor grau, a todos, em escala mundial. Abrem-se, por isso mesmo, face às “imposições” dos tempos informacionais e tecnológicos que experimentamos, amplos campos de disputa “dos”, “nos” e “pelos” sistemas de linguagens e de comunicações sociais que “afetam”, para o bem e para o mau, questões de políticas, culturas, memórias e identidades.

Do quadro enunciado, esperamos que este dossiê aglutine um conjunto de textos, pesquisas e pesquisadores que trabalhem temáticas contemporâneas, de caráter interdisciplinar, teórico e empírico, tendo questões e interfaces entre “políticas”, “culturas”, “memórias” e “identidades” vividas e experienciadas que aglutinem preocupações que percebam as disputas no campo das comunicações e linguagens sociais no sentido de constituir outras plataformas de desenvolvimento social, ambiental e econômico, tais como:
(1) problemáticas, desafios e consequências da era digital (participação, formação, educação, ética, violências, subjetividades);

(2) políticas e (bio)diversidades culturais;

(3) inovações, manifestações e processos populares de geração de renda;

(4) Trajetos e trajetórias descolonizadoras do sul ao norte, do “centro” à “periferia”; 

(5) Relações migratórias–travessias, dinâmicas interculturais, identidades transculturais e “artivismo curatorial”.

09.02.2021 | by Alícia Gaspar | Brasil, call for papers, culturas, divulgação, identidades, memórias, política, Portugal, RCH, Revista ciências humanas

Welcome to “Portugal, Race, and Memory: A Conversation, A Reckoning”

24 de março de 2021 das 13:00 às 23:30 EST / 18:00-19:30 Lisboa / 19:00-20:30 Luanda via Zoom

Este evento interdisciplinar e transhistórico, co-patrocinado pela Global Arts + Humanities Discovery Theme e pelo Comitê de Diversidade e Inclusão do Departamento de Inglês, reúne pesquisadores e profissionais de espanhol e português, inglês e história para discutir o uso de narrativas pessoais no acerto de contas com a relação entre o passado e o presente.

O objetivo desta conversa é preencher a lacuna entre os legados portugueses de escravidão e a autoteoria, ou escrita de vida, que posiciona a memória e a personificação dos falantes como ferramentas centrais que nos ajudam a entender as vidas e a vida após a morte da violência racial.

Este evento será moderado pela Professora Lisa Voigt (Espanhol e Português, Universidade Estadual de Ohio).

Os apresentadores incluem Pedro Schacht Pereira (Espanhol e Português, Universidade Estadual de Ohio), Patrícia Martins Marcos (Estudos de História e Ciência, Universidade da Califórnia em San Diego), Kathryn Vomero Santos (Inglês, Universidade Trinity) e Mira Assaf Kafantaris (Inglês, Universidade Estadual de Ohio).

Inscreva-se aqui para este evento virtual.

07.02.2021 | by Alícia Gaspar | colonialismo, conferência, divulgação, história, Kathryn vomero santos, lisa Voigt, memória, mira Assaf kafantaris, palestra, patrícia martins marcos, pedro schacht pereira, Portugal, racismo

EUROPA, Oxalá

MUCEM (Marselha): Outubro de 2021 a Janeiro de 2022 | Fundação Gulbenkian (Lisboa: Abril - Julho de 2022) Royal Museum of Central Africa (Tervuren): Setembro - Dezembro de 2022

Figures 1883, Reference Map for Business Men (2019), Técnica Mista © Malala AndrialavidrazanaFigures 1883, Reference Map for Business Men (2019), Técnica Mista © Malala Andrialavidrazana

Na Europa, a partir da década de 1960, os fluxos de populações que tiveram uma experiência colonial - retornados, “pieds-noirs”, repatriados, africanos, norte-africanos, asiáticos, caribenhos - carregavam dentro de si uma teia de mistério, novidade, exotismo, fuga, migração e memórias dispersas. A sua presença atestou a transição da Europa como continente colonizador para uma Europa pós-colonial. Hoje, os filhos e netos de gerações que experimentaram processos de descolonização, bem como muitos cidadãos não ocidentais que vivem no Ocidente, questionam-se sobre uma nova perspectiva de enunciação. Uma dessas questões diz respeito ao lugar híbrido em que vivem, o do europeu não branco, o europeu oriental, o europeu latino-americano.

 Patrice Lumumba (2020), Dessin © Marcio de Carvalho Patrice Lumumba (2020), Dessin © Marcio de CarvalhoA exposição EUROPA, Oxalá questiona questões pós-coloniais na Europa, particularmente nas três antigas potências coloniais que eram Bélgica, França e Portugal. As questões memoriais dos descendentes das gerações que experimentaram os diferentes processos de descolonização estarão no centro de um trabalho em torno do poder criativo da diversidade cultural europeia.

EUROPA, Oxalá é o resultado de uma colaboração entre quatro instituições renomadas, o Museu Real da África Central em Tervuren (Bélgica), o Museu das Civilizações da Europa e do Mediterrâneo em Marselha (França), o Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra (Portugal) através do seu projeto europeu MEMOIRS - Children of European Empires and Postmemories, e a Fundação Calouste Gulbenkian - Delegation in France.

Curadores: Katia Kameli, Aimé Mpembe Enkobo, António Pinto Ribeiro

Artistas: Malala ANDRIALAVIDRAZANA; Kader ATTIA; Faisal BAGHRICHE; Sammy BALOJI; Nú BARRETO; Sabrina BELOUAAR; Mohamed BOUROUISSA; CARLOS BUNGA; John K. COBRA; Marcio DE CARVALHO; MÔNIA DE MIRANDA; Délio JASSE; Kátia KAMELI; Djamel KOKENE; Aimé MPANE; Sandra MUJINGA; Aimé NTAKIYICA; Josèfa NTJAM; Pedro A. H. PAIXÃO; Sara SADIK; Francisco VIDAL; Pauliana VALENTE PIMENTEL

04.02.2021 | by Alícia Gaspar | Bélgica, colonialismo, Europa, europa Oxalá, Europa pós-colonial, França, Gulbenkian, memoirs, MUCEM, Portugal, Royal Museum of central africa

Olhares sobre o Racismo

Programação “Cinema de Urgência”, em colaboração com o SOS Racismo e inserido no programa do DocLisboa, que se realiza no espaço do Padrão dos Descobrimentos.

14 de Janeiro, 18h00:  “30 Anos, olhares sobre o racismo” de Bruno Cabral, Eddie Pipocas e Dércio Ferreira | Convidado: Dércio Ferreira

15 de Janeiro, 18h00: “Racismo à Portuguesa: Há uma preferência ‘óbvia’ dos senhorios em arrendarem casa a brancos”; “Racismo à Portuguesa: A justiça em Portugal é ‘mais dura’ para os negros” de Joana Gorjão Henriques e Frederico Baptista | Convidada: Joana Gorjão Henriques 

16 de Janeiro, 10h30: “Mikambaru” de Vanessa Fernandes | Convidada: Vanessa Fernandes

17 de Janeiro, 10h:30: “Treino Periférico” de Welket Bungué | Convidados: Isabél Zuaa e Bruno Huca

18 de Janeiro, 18h00: “Nós Terra” de Ana Tica | Convidada: Ana Tica

19 de Janeiro, 18h00: “Canto do Ossobó” de Silas Tiny | Convidado: Silas Tiny

20 de Janeiro, 18h00: “Era uma vez um arrastão” de Diana Adringa, Mamadou Ba, Bruno Cabral, Joana Lucas, Jorge Costa, Pedro Rodrigues | Convidada: Maria do Carmo Piçarra

 

Os horários apresentados preveem restrições de fim-de-semana, passando as sessões de Sábado e Domingo para o período da manhã (aguarda confirmação).

06.01.2021 | by martalanca | anti-racismo, ativismo, Mamadou Ba, Portugal, SOS Racismo, Welket Bungué

Doutoranda da Universidade de Coimbra vence 3.ª edição do Prémio Internacional de Investigação Histórica «Agostinho Neto»

Cristina Sá Valentim acaba de vencer a 3.ª edição do Prémio Internacional de Investigação Histórica «Agostinho Neto» – Edição 2019-2020, com a obra «Sons do Império, Vozes do cipale. Canções Cokwe, Poder e Trabalho durante o colonialismo tardio na Lunda, Angola». A distinção deste estudo contempla a sua publicação em Angola e no Brasil, a atribuição de um diploma e de um troféu, bem como a quantia de 50 mil dólares.

Cristina Sá ValentimCristina Sá Valentim

No trabalho agora reconhecido, a autora procurou expor as complexidades das relações coloniais de dominação e resistência a partir de práticas que tiveram como denominador comum a música africana e o trabalho forçado no nordeste angolano. Trata-se da tese de doutoramento orientada por Catarina Isabel Martins (CES/FLUC) e Ricardo Roque (ICS-ULisboa), desenvolvida no âmbito do programa doutoral «Pós-Colonialismos e Cidadania Global», ministrado no Centro de Estudos Sociais (CES) e na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

Na ata de divulgação do/a vencedor do Prémio, pode ler-se que a obra eleita se carateriza como «um trabalho assaz importante, pluridisciplinar, inovador, que usa fontes diversificadas e cruza as fontes escritas com fontes orais e as fontes musicais e, nesse aspecto, é não só inovador como praticamente único, tratando de um grupo muito significativo na história de Angola, os Cokwe, população marcada pela adesão à novidade, pelo dinamismo e pela capacidade criativa e de mudança».

O objeto de estudo foram as canções coletadas pela «Missão de Recolha de Folclore Musical» (1950-1960) da ex-Companhia de Diamantes de Angola (Diamang), com particular ênfase nas canções evocativas do cipale (designação local africana para o trabalho forçado ou contratado) gravadas durante a década de 1950 no seio do povo Cokwe. Essas canções, interpretadas por africanos/as, incluindo trabalhadores contratados, foram integradas nos repertórios dos chamados “Grupos Folclóricos Indígenas” organizados pelo Museu do Dundo. Na forma de discos e bobinas em coleções de “Folclore Musical de Angola”, essas canções africanas foram divulgadas a nível nacional e internacional entre África, Europa e América através de exposições, concertos, conferências, estudos musicológicos, programas na rádio e notícias na imprensa e na televisão. A autora sugere que parte dessas canções gravadas, e o processo de folclorização de que foram alvo, serviram tanto propósitos de dominação colonial como responderam a vários interesses das comunidades africanas. Essas canções não só funcionaram como ferramentas complexas de dominação úteis ao projeto colonial português, como também foram instrumentos de expressão cultural autónoma e, até, de crítica ao poder colonial, para os/as africanos/as.

Na elaboração deste trabalho, Cristina Sá Valentim recorreu a uma metodologia interdisciplinar combinando uma interpretação antropológica orientada por pesquisa etnográfica com fontes arquivísticas escritas, visuais e sonoras, e com testemunhos orais de atores angolanos e portugueses.

Promovido de dois em dois anos pela Fundação António Agostinho Neto (FAAN) e o Instituto Afro-brasileiro de Ensino Superior (IABES), representado pela Faculdade Zumbi dos Palmares (FZP), o galardão destina-se a destacar as obras de investigação ― da autoria de investigadores/as angolanos/as, brasileiros/as ou de outras nacionalidades ― escritas sobre Agostinho Neto, Angola, África, Brasil, a Diáspora e Afrodescendentes que contribuam para o melhor conhecimento da história de Angola, do Brasil e de África.

Na edição deste ano do Prémio, o júri foi composto por Isabel de Castro Henriques (Professora Associada com Agregação da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Aposentada), Vanicléia Silva Santos (Professora Associada da História de África Pré-colonial na Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, Membro do Comité Científico da UNESCO para o IX volume da História Geral de África e Editora do III Volume), Maria da Conceição Neto – (Professora Auxiliar na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto), Maria Alexandra Miranda Aparício (Diretora-Geral do Arquivo Nacional de Angola), Roquinaldo Amaral Ferreira (Henry Charles Lea Professor de História na Universidade da Pensilvânia, Filadélfia), Thomas Patrick Wilkinson (Investigador integrado do CITCEM de Universidade do Porto), Ivair Augusto Alves dos Santos (Professor na Universidade de Brasília), José Vicente (Presidente do Instituto Afro-brasileiro de Ensino Superior) e Irene Alexandra da Silva Neto (PCA da FAAN).

O Prémio Internacional de Investigação Histórica «Agostinho Neto» foi constituído, em 2014, pela FAAN, em parceria com o IABES, ao qual se juntou a UNESCO em 2016.

 

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Contacto para mais informações:
Cristina Sá Valentim | cristina.valentim@gmail.com // 933.733.561

20.10.2020 | by martalanca | angola, Brasil, Cristina Sá Valentim, Portugal, Prémio Internacional de Investigação Histórica Agostinho Neto

Seminário: "Memória da guerra colonial em Angola"

3 Abril, 18:00 - 20:00

“Memória da guerra colonial em Angola”
Maria José Lobo Antunes (ICS-UL)

3 de abril de 2017, 18h-20h
Multiusos 2, Ed. ID, FCSH/NOVA


Resumo
Esta sessão centrar-se-á na apresentação de uma pesquisa de doutoramento, concluída em 2015, que teve como objetivo construir uma etnografia da memória da guerra colonial em Angola. Partindo da comissão de serviço de uma companhia de artilharia em Angola (1971-1973), a investigação articulou diferentes lugares e momentos do tempo. As memórias pessoais dos antigos militares desta unidade foram confrontadas com outras narrativas sobre o mesmo fragmento da guerra colonial (o relato institucional militar, a narrativa literária de António Lobo Antunes, antigo alferes médico da unidade) e com as retóricas públicas que, durante o Estado Novo e no Portugal contemporâneo, forneceram as ideias e as palavras com as quais o país e o mundo eram pensados. A apresentação do caminho percorrido pela investigação permitirá abordar questões teóricas e metodológicas que rodeiam o estudo da memória e, em particular, das ambiguidades e contradições geradas pela revisitação narrativa da guerra e do passado colonial português.


Nota biográfica
Doutorada em Antropologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (2015), é autora do livro Regressos quase perfeitos. Memórias da guerra em Angola. Atualmente é investigadora de pós-doutoramento no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, com o projeto “Imagem, guerra e memória: fotografia da guerra colonial nas coleções pessoais e nos arquivos institucionais”.


03.04.2017 | by marianapinho | angola, Estado Novo, guerra colonial, memória, Portugal

Africanos em Portugal, da escravatura à imigração, Colóquio I LISBOA

10 e 11 de março no Auditório da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, Telheiras

10 - 1º dia
14h30 - Boas vindas pela Direção da VCA e Presidente da Junta de Freguesia do Lumiar, Pedro Delgado Alves
14h45 - A silenciosa presença africana em Portugal
João Lavinha. Investigador do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge na área da genética humana
15h20 - Africanos escravos e africanos livres em Portugal nos séculos XV a XVIII - Arlindo Caldeira. Historiador e investigador no Centro de História de Além-Mar da UNL  

16h00 - Pausa para café

16h30 - O associativismo e as manifestações culturais dos africanos em Portugal entre os séculos XV e XIX. - Jorge Fonseca. Historiador e Investigador no Centro de História de Além-Mar da Universidade Nova de Lisboa
17h15- Africanos em Portugal: uma longa história de integração e de exclusão (séculos XV-XX) - Isabel Castro Henriques. Historiadora e professora da Universidade de Lisboa


11- 2º dia
14h30 - Falar de africanos na sociedade portuguesa contemporânea: novas fronteiras e novas retóricas de pertença e de exclusão - Celeste Quintino. Professora no ISCSP-Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas e investigadora na área das migrações
15h10 - As comunidades africanas na atualidade - Adolfo Maria, jornalista e escritor angolano. Augusto Mansoa, presidente da Federação das Associações Guineenses. Delmar Gonçalves, escritor, presidente do Círculo de Escritores Moçambicanos da Diáspora. Goretti Pina, escritora e designer santomense. Flávio Almada, Associação Cultural Moinho da Juventude. José Luís Hopffer Almada, Associação Caboverdeana
e Pedro Delgado Alves. Presidente da Junta de Freguesia do Lumiar
Moderadoras Fernanda Freitas e Luísa Ferreira – VCA
16h30 - Pausa para café
17h00 - Sessão de Encerramento Presidente da VCA-Vida, Cultura e Arte
Música africana - Calú Moreira e a sua Banda

03.03.2017 | by martalanca | africanos, escravatura, imigração, Portugal

Conferência Internacional “Activismos em África”

ISCTE-IUL
11 a 13 janeiro 2017

O Centro de Estudos Internacionais (CEI-IUL) do ISCTE acolhe, nos próximos dias 11 a 13 de janeiro, a Conferência Internacional Ativismos em África. Evento inédito em Portugal, trata-se da primeira reunião de investigadores e ativistas dedicada ao debate sobre os movimentos sociais no continente africano.
A Conferência será iniciada no dia 11 de janeiro com o Fórum de Ativistas, no qual estarão presentes organizações e movimentos ativistas de Portugal e Angola, como a Plataforma de Afrodescentes em Portugal, o SOS Racismo e a Femafro, entre outras.
A mesa de abertura contará com as intervenções de Leo Igwe (ativista nigeriano pela liberdade religiosa), Juan Tomás Ávila (escritor e ativista da Guiné Equatorial pró-democracia) e Luaty Beirão (rapper e ativista angolano). O encerramento terá a presença dos investigadores Pedro Neto (CEI-ISCTE IUL) e Nancy Dantas (Universidade do Cabo – África do Sul) e do ativista angolano José Marcos Mavungo. Durante a conferência decorrerá uma feira do livro, lançamento dos livros: “My way from Congo to Europe: between resistance, flight and exile” de Emmanuel Mbolela; “Sou Eu Mais Livre, Então. Diário de um preso político angolano” de Luaty Beirão e “A Sociedade Civil e o Estado na Guiné-Bissau: dinâmicas, desafios e perspectivas” de Miguel de Barros, e ainda uma mostra de documentários.
A programação completa e outras informações estão disponíveis no site da Conferência: http://cei.iscte-iul.pt/activismsinafrica/pt/

Para mais informações, por favor contactar:
Magda Bialoborska, magdabi@gmail.com
Mojana Vargas mojanavargas@gmail.com

06.01.2017 | by marianapinho | angola, Ativismos em África, Femafro, Fórum de Ativistas, Plataforma de Afrodescentes em Portugal, Portugal, SOS Racismo