Sessão evocativa de Mário Domingues: 18 julho, 18h30, Paços do Concelho

O vereador Rui Tavares tem o prazer de convidar a assistir à sessão evocativa de Mário Domingues que irá decorrer no próximo dia 18 de julho, a partir das 18h30, na Câmara Municipal de Lisboa. Um dos autores pioneiros sobre a afirmação negra e a questão colonial, Mário Domingues será evocado por ocasião dos 100 anos de publicação da série “Para uma História da Colonização Portuguesa” no jornal “A Batalha”.

O evento contará com a presença de José Luís Garcia, Inocência Mata e Rui Tavares e irá também decorrer uma sessão de leitura de textos de Mário Domingues.

15.07.2022 | by Alícia Gaspar | câmara municipal de lisboa, Inocência Mata, jornal a batalha, jornalismo, josé luis garcia, mário domingues, negritude, pós-colonialismo, rui tavares

"Mirages and Deep Time" exposição de Mónica de Miranda

Mónica de Miranda inaugura a 21 de julho nas Galerias Municipais - Galeria Avenida da Índia : “Mirages and Deep Time”

Exposição reúne obras inéditas e estrutura-se em torno de A Ilha, um vídeo inspirado na “Ilha dos Pretos”, uma denominação de tradição oral dada no séc. XVIII a uma comunidade de pessoas de origem africana que se fixou junto ao rio Sado 

Mirages and Deep Time (Miragens e Tempo Profundo)

de: Mónica de Miranda

curadoria: Azu Nwagbogu

 

Galerias Municipais - Galeria Avenida da Índia

21 julho a 25 setembro 2022

terça a domingo: 10h -13h e 14h -18h

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Inaugura no dia 21 de julho a nova exposição individual de Mónica de Miranda nas Galerias Municipais - Galeria Avenida da Índia, intitulada “Mirages and Deep Time” (Miragens e Tempo Profundo), com curadoria de Azu Nwagbogu.

A exposição, reúne obras inéditas de Mónica de Miranda, cuja prática informada pela pesquisa investiga as convergências entre política, identidade, género, memória e lugar através de geografias de afeto, arqueologias urbanas, narrativas pós-coloniais e estratégias artísticas de subversão. A exposição estrutura-se em torno da obra vídeo “A Ilha” (2022), inspirada na “Ilha dos Pretos”, uma denominação de tradição oral dada no séc. XVIII a uma comunidade de pessoas de origem africana que se fixou junto ao rio Sado. 

Mirages and Deep Time de Monica de Miranda circunscreve os problemas com os tropos decoloniais, é uma busca contínua e não mitigada, que requer hiper-vigilância e sugere uma compreensão dos limites da história aprendida. Mirages and Deep Time dá espaço aos aspetos espirituais e metafísicos sobre o reenquadramento da história e identidade negra na história portuguesa. Também avança a conversa em direção à natureza e a novas formas de conhecimento na abordagem do maior desafio do mundo contemporâneo em relação as alterações climáticas na era do Antropoceno.

A exposição é também composta por trabalhos fotográficos, que, em diálogo com o filme, exploram várias relações entre feminilidade, natureza e histórias esquecidas por um sistema hegemónico. Expondo um olhar oposto para a história colonial e patriarcal, as obras avançam importantes questões sobre pertença e sobre a construção da identidade na era contemporânea.

As esculturas apresentadas, cobertas por terra e plantas, exploram a metáfora da ilha, a artista vê a terra ou o território como um detentor de memória, história, uma reciprocidade entre presente, passado e futuro. A terra contém dentro dela o tempo e o espaço, visto como matéria que está sempre a mudar, que não é estática.

O filme “A Ilha” apresenta a história de um lugar utópico, que reside no espaço entre a ficção e a realidade, onde as potencialidades para reescrever histórias e pensar o futuro são reunidas através das personagens e das suas viagens. O nome deste lugar, situado entre ficção e a realidade, e uma reapropriação das histórias locais de uma aldeia portuguesa (São Romão de Sádão) que foi pejorativamente chamada “a ilha dos Pretos” durante os séculos XVII e XVIII. As histórias desconhecidas de gerações de populações escravas em Portugal são procuradas e reescritas nestes espaços onde viveram, participaram ativamente e contribuíram para o desenvolvimento das sociedades que as escravizaram e discriminaram. A viagem à Ilha requer uma viagem física e interior para cada uma das personagens, a um estado superior que exige a redenção do passado e a capacidade de imaginar um futuro. A mulher, que escapa às memórias do passado ao confrontar os seus carrascos. A arqueóloga que investiga a memória a fim de compreender o presente e para que erros semelhantes não se repitam na Ilha. O homem capitalista que, na sua eterna insatisfação, reflete sobre como se tornou o opressor, o colonizador. As crianças, que com a sua força pura e vital energizam todas as outras personagens através da sua fantasia e sonhos.

A narrativa visual de Mónica de Miranda gira em torno de um motivo central: o espelho. Concreto (através do objeto feito) ou natural (por reflexão na água), os espelhos aparecem repetidamente na representação da ilha. Revelando verdades invisíveis e desejos mais profundos, o espelho na obra de Miranda torna-se um intrincado nó polifónico: tanto dobra como desdobra uma narrativa de várias camadas. Através de um filme e uma série de fotografias, de Miranda utiliza o espelho como um dispositivo estruturante que lhe permite sondar, em toda a sua complexidade e multiplicidade, ideias de identidade (eu e alteridade) e história (passado, presente e futuro potencial). Enquanto o espelho, como motivo, é um tropo bem estabelecido na história da arte, com este projeto de Miranda empreende uma re-apropriação do espelho como uma poderosa forma metafórica contemporânea. De facto, de Miranda ‘recupera o espelho’ e atualiza os seus valores simbólicos à luz das suas posições descoloniais, feministas e ecológicas.

De Miranda não só “recupera o espelho” como um aparelho, mas também subverte o seu significado, recusando-se a olhar para o outro lado, dando origem a uma história contada pelas forças dominantes, o espelho torna-se um epítome de agência. “Há poder no olhar”, como os ganchos dos sinos afirmaram - de facto, para Mónica de Miranda, o olhar no espelho rebelde é uma estratégia de olhar e ser olhado com uma agência de pertença.

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Bio

Mónica de Miranda (Porto, 1976) é uma artista portuguesa de origem angolana que vive e trabalha entre Lisboa e Luanda. Artista e pesquisadora, seu trabalho é baseado em temas de arqueologia urbana e geografia pessoal. Trabalha de forma interdisciplinar utilizando desenho, instalação, fotografia, filme, vídeo e som em suas formas expandidas e dentro dos limites entre ficção e documentário. Mónica é cofundadora do Hangar (Centro de Investigação Artística, Lisboa 2014) e em 2019 foi nomeada para o Prémio EDP Novos Artistas (MAAT, Lisboa) e em 2014 para o Prémio Novo Banco de Fotografia. A sua obra está representada em diversas coleções públicas e privadas, nomeadamente: Calouste Gulbenkian, MNAC, MAAT, FAS, Nesr Art Foundation e Arquivo Municipal de Lisboa. Entre as suas exposições mais recentes destacam-se: Europa Oxala (CAM, Lisboa; Mucem, França, 2022)  , Thinking about possible futures,(Biennale del Sur,2021), African Cosmologies, Houston Fotofest (2020), Taxidermy of the future (Biennale Lubumbashi,2019), Architecture and Manufacturing, at MAAT in Lisbon (2019), Tales from the water margins, (Biennale Internationale de l’Art Contemporain de Casablanca,2018); Daqui Pra Frente, Caixa Cultural (Rio de Janeiro and Brasília, 2017-2018); Dakar Biennial in Senegal (2016); Bienal de Casablanca (2016), Addis Photo Fest (2016); Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira (2017), Bamako Encounters – African Biennale of Photography (2015); MNAC (2015); 14th Biennale di Architettura di Venezia (2014); São Tomé e Príncipe Biennale (2013); Estado Do Mundo, Fundação Calouste Gulbenkian (2008), entre outras.
www.monicademiranda.org

11.07.2022 | by Alícia Gaspar | A ilha, arte, cultura, exposição, ilha dos pretos, Mirages and Deep Time, Monica de Miranda, negritude, rio sado

Jantar CBA

“Chá de Beleza Afro: Empoderando a mulher a cada dia”

Hoje, dia 15 de Junho às 20:00H, realizar-se-á um Jantar de networking no Espaço Espelho d’ Água, que pretende dar continuidade 6ª edição do “Chá de Beleza afro”, ocorrida a 4 de Junho no Fórum Lisboa.

CBA tem como objetivo criar espaços de partilha de experiências pessoais, profissionais e ligadas ao empreendedorismo. É um evento de networking e afroempreendedorismo onde uma série de oradores que abordam temas inclusivos e representativos da mulher negra, dando-lhes assim uma voz e um espaço de discussão de muitas realidades partilhadas entre si. A mais recente edição teve como tema “Vive o teu sucesso”, com testemunhos e dinâmicas que procuraram motivar os seus participantes em direção ao sucesso.

O jantar que vai suceder este evento, pretende dar seguimento a este tema, de modo a aprofundar a conversa sobre o que é o sucesso nas suas diferentes possibilidades e ambivalências. Vai contar ainda com a presença de personalidades como a ex-ministra da justiça Francisca Van-Dunem, a atriz e apresentadora Nádia Silva, a historiadora Joacine Katar Moreira, o jornalista Conceição Queiroz, a deputada Romualda Fernandes e muitas mais.

Sobre CBA

CBA é um evento que visa promover o afroempreendedorismo e networking, através de palestras e testemunhos de personalidades que inspiram e são fonte de inspiração. Conta também com momentos musicais de artistas afrodescendentes e com uma homenagem a uma figura de destaque.

O evento decorreu no passado dia 4 de Junho presencialmente no Fórum Lisboa, das 14h00 às 00h00, contou com oradoras e oradores de diversas áreas, nomeadamente Romualda Fernandes, da esfera política; a apresentadora Nádia Silva, a atriz e modelo Ana Sofia Martins e a estilista Roselyn Silva, da moda, entre outras/os do empreendedorismo, coaching, consultoria de imagem, e não só.

O Chá de Beleza Afro é um evento genuinamente inclusivo e representativo que nos últimos anos tem promovido o encontro e aproximação entre a comunidade negra e afrodescendentes que vive e passa por Lisboa.

Através da sua dinâmica de relação próxima entre participantes e oradores, esta rede tem permitindo a criação de parcerias e sinergias para a valorização e promoção da africanidade em vários domínios, quebrando estigmas e preconceitos sociais em relação às pessoas e certas profissões, e colocando lado a lado, com todo o mérito e humanismo, exemplos tradicionais e improváveis de sucesso. A escolha do tema “Vive o Teu Sucesso” justifica-se numa altura em que muito se fala de autocuidado, aceitação, autoconhecimento, e cada vez mais temos acesso a informações que nos levam a questionar quem realmente somos e que caminho queremos seguir colocando o sucesso muitas vezes como algo intangível ou condicionado a fatores diversos.

“Mas, afinal o que é o sucesso?” A sexta edição ajudou os participantes a refletirem e encontrarem respostas sobre isso. O evento foi dividido entre palestras, dinâmicas adaptadas ao tema, testemunhos reais, momentos culturais, uma tarde e noite que proporcionou aos participantes uma tarde rica em debate e ação empoderadora com foco na mulher africana e afrodescendente,mas incluindo todos, independentemente do género ou nacionalidade, que se interessem sobre empreendedorismo, inclusão e humanismo.

Redes Sociais:

Instagram: @chadebelezaafro

Facebook @chadebelezaafro

15.06.2022 | by Alícia Gaspar | chá de beleza afro, espaço espelho d'agua, feminismo, fórum lisboa, jantar cba, negritude, networking, vive o teu sucesso

Chá de Beleza Afro — Vive o Teu Sucesso!

Chá de Beleza Afro prepara-se para receber cerca de 600 pessoas no maior evento de Afroempreendedorismo e networking feminino de Portugal!

 

Seja uma mulher que levanta outra mulher

Inspirar e ser fonte de inspiração

Sucesso não combina com desculpas

Vais querer o teu chá, com ou sem açúcar?

Junta-te ao Chá de Beleza Afro e sê AfroPower!

O Chá de Beleza Afro prepara-se para bater o recorde de participação e receber cerca de 600 pessoas na sua sexta edição, a realizar-se no dia 04 de junho, no Fórum Lisboa, sob o lema “Vive o Teu Sucesso”. Este é um evento que visa promover o afroempreendedorismo e networking, através de palestras e testemunhos de personalidades que inspiram e são fonte de inspiração. Conta também com momentos musicais de artistas afrodescendentes e com uma homenagem a uma figura de destaque.

O evento que vai decorrer presencialmente, das 14h00 às 20h00, conta com oradoras e oradores de diversas áreas, nomeadamente Romualda Fernandes, da esfera política;  a apresentadora Nádia Silva, a atriz e modelo Ana Sofia Martins e a estilista Roselyn Silva, da moda, entre outras/os do empreendedorismo, coaching, consultoria de imagem, e não só.

O Chá de Beleza Afro é um evento genuinamente inclusivo e representativo que nos últimos anos tem promovido o encontro e aproximação entre a comunidade negra e afrodescendentes que vive e passa por Lisboa. Através da sua dinâmica de relação próxima entre participantes e oradores, este rede tem permitindo a criação de parcerias e sinergias para a valorização e promoção da africanidade em vários domínios, quebrando estigmas e preconceitos sociais em relação às pessoas e certas profissões, e colocando lado a lado, com todo o mérito e humanismo, exemplos tradicionais e improváveis de sucesso.

A escolha do tema “Vive o Teu Sucesso” justifica-se numa altura em que muito se fala de autocuidado, aceitação, autoconhecimento, e cada vez mais temos acesso a informações que nos levam a questionar quem realmente somos e que caminho queremos seguir colocando o sucesso muitas vezes como algo intangível ou condicionado a fatores diversos.“Mas, afinal o que é o sucesso?” A sexta edição vai ajudar a refletir e encontrar respostas sobre isso.

O evento será dividido entre palestras, dinâmicas adaptadas ao tema, testemunhos reais, momentos culturais, proporcionando aos participantes uma tarde rica em debate e acção empoderadora com foco na mulher africana e afrodescendente,mas incluindo todos, independentemente do género ou nacionalidade, que se interessem sobre empreendedorismo, inclusão e humanismo.

Como toda boa festa, haverá música ao vivo e outras performances artísticas.

 Sobre o Chá de Beleza Afro

O Chá de Beleza Afro surgiu com o propósito de conectar mulheres africanas e afrodescendentes.

Há 6 anos, aquando da sua criação não existia nenhum espaço fora da academia que abordasse as problemáticas das mulheres negras. O CBA é um espaço pioneiro que congrega as mulheres negras, dando-lhes voz e contribuindo para a visibilidade e sucesso dos seus projectos de empreendedorismo.

O Chá de Beleza Afro é uma plataforma de networking que visa promover e empoderar as mulheres africanas e afrodescendentes em várias esferas da sociedade,  através de eventos, debates e ciclos de conversas.

Criado por Neusa Sousa, Mestranda em Estudo das Mulheres, Promotora cultural, apresentadora e produtora de Conteúdos do programa bem-vindos da RTP África, o Chá de Beleza Afro vai além deste evento, sendo um movimento de conexão, oportunidades e inspiração entre mulheres e homens, através de histórias de superação e sucesso.

Temas e oradores

Para o painel de oradoras nesta 6ª Edição, trazemos mulheres de diferentes nacionalidades, que se têm destacado nas mais diversas áreas da sociedade e na defesa e promoção das mulheres africanas e afrodescendentes.

●      Quem define sucesso e o que entendemos por sucesso;

●      Sucesso é uma coisa transversal para todos;

●      A visão homogéneo de sucesso;

●      A jornada da mulher no mercado de trabalho;

●      Realidade atual da mulher africana na esfera social, política, económica e na educação;

●      Falta de referência negra nos lugares de decisão;

●      O olhar discriminatório da formação e competências na ótica do sucesso.

●      Sociologia do sucesso

Como participar: Participação mediante inscrição obrigatória.

O valor da inscrição é 25,00€ e a lotação é limitada.

O Pagamento poderá ser feito por transferência bancária pelo NIB 0007 0386 0003 3170 0099 8 (Titular: Ednilze Luiz) ou através do MBWay pelo número 969641760

Os interessados devem enviar o comprovativo para o e-mail: eventochadebelezaafro2021@gmail.com

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Contactos

Neusa Sousa

Tlm 969 641 760

Local

Fórum Lisboa - Av. de Roma 14, 1000-143 Lisboa

26.05.2022 | by Alícia Gaspar | ana sofia martins, chá de beleza afro, comunidade negra, empreendedorismo, nádia silva, negritude, neusa sousa, romualda fernandes, roselyn silva

Exposição - “Para uma história do movimento negro em Portugal, 1911-1933”

A exposição “Para uma história do movimento negro em Portugal, 1911-1933” pretende resgatar a memória sobre uma geração de afrodescendentes, que no início do século XX, constituiu o primeiro movimento panafricanista da cidade de Lisboa. Esta é uma história dos portugueses negros, esta é uma história silenciada de Portugal.

Da autoria de Cristina Roldão, José Pereira e Pedro Varela, a exposição é uma iniciativa do Roteiro para uma Educação Antirracista, da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal. Em parceria com a Vereadora da Câmara Municipal de Lisboa, Beatriz Gomes Dias, a exposição estará pela primeira vez na cidade de Lisboa, de 25/05 a 26/05 na Biblioteca do Palácio Galveias.

Entrada Livre 

Mais informações

20.05.2022 | by Alícia Gaspar | afrodescendentes, Beatriz Gomes Dias, cristina roldão, educação antirracista, josé pereira, movimento negro, movimento panafricanista, negritude, pedro varela, Portugal

CCB | Ciclo Visualidades Negras — 13 abril com o cineasta Billy Woodberry

©Joana Linda©Joana Linda

Cineasta, Billy Woodberry é um dos fundadores do movimento coletivo L.A. Rebellion (Los Angeles School of Black Filmmakers), uma geração de jovens cineastas afro-americanos que procuraram a construção de um novo cinema negro. Ficou conhecido por ter realizado a longa-metragem de ficção Bless Their Little Hearts (1984), que foi premiada no Festival Internacional de Cinema de Berlim. Billy Woodberry é também professor de Cinema na Escola de Artes da Califórnia (CalArts) e ainda na UCLA.

O ciclo Visualidades Negrascom curadoria e moderação de Filipa Lowndes Vicente (Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa), propõe várias reflexões sobre a relação entre visualidade e negritude, abordando problemáticas que passam pela justiça racial, política e social.

Com o apoio da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento.

Descontos
Estudantes 20% 
Membros de associações 20%*
Preço de grupo: Mínimo de 10 pax – 20%*
*Estes descontos são válidos apenas na compra de bilhetes individuais e vendidos presencialmente no CCB.

06.04.2022 | by Alícia Gaspar | billy woodberry, CCB, ciclo visualidades negras, cultura, cultura visual, negritude

Entre ideias e reflexões — Alice Marcelino

No episódio de março, Alícia Gaspar conversou com a fotógrafa Alice Marcelino sobre comunidades negras, violência policial, e a celebração do cabelo. Foram também discutidos e explicados dois dos seus projetos: “Black Skin White Algorithms” e “Kindumba”.

Podem acompanhar o trabalho de Alice Marcelino em www.alicemarcelino.com

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Alice Marcelino é uma fotógrafa baseada em Londres. A artista vive e trabalha entre Londres e Lisboa. Nasceu em Luanda, Angola a 1980.

Em 2016 Alice formou-se na Universidade de Londres em Fotografia. Atualmente frequenta um mestrado em Meios Digitais na Universidade de Goldsmiths.

O seu trabalho explora a cultura, tradição, migração e identidade, reflectindo sobre o seu significado no nosso mundo globalizado em constante mudança.

Episódio já online no Spotify e outras plataformas.

Apple Podcasts

Spotify

Anchor

25.03.2022 | by Alícia Gaspar | alice marcelino, black skin white algorithms, buala podcast, comunidades negras, entre ideias e reflexões, fotografia, kindumba, negritude, podcast, Violência policial

Alcindo - Novas datas

Sinopse

A 10 de Junho de 1995, para celebrar o Dia da Raça e a vitória na Taça de Portugal do Sporting, um grupo de etno-nacionalistas portugueses sai às ruas do Bairro Alto, em Lisboa, para espancar pessoas negras. O resultado oficial foram 11 vítimas, uma delas mortal.

Com o apoio de: Maus da Fita I SOS Racismo

Todas as exibições serão seguidas de debate - e até concertos/performances - connosco ou com outros intervenientes.

Mais informações aqui.

07.03.2022 | by Alícia Gaspar | alcindo, debate, documentário, filme, maus da fita, negritude, racismo, SOS Racismo

Visita guiada | Mostra Mário Domingues

Anarquista, cronista e escritor da condição negra

14 jan. - 28 mar. ’22 │Sala de Referência | Entrada Livre | Biblioteca Nacional de Portugal

A mostra centra-se na obra de rebelião negra de Mário Domingues, jornalista, cronista e escritor, realizada com palavras, argumentos e uma história de coragem no Portugal de há um século. Nascido na antiga colónia portuguesa de São Tomé e Príncipe, a 3 de julho de 1899, Mário Domingues, com apenas 20 anos de idade, começou a escrever regularmente no diário anarcossindicalista A Batalha e noutros periódicos, e destacou-se como um dos primeiros a defender abertamente, em Lisboa, a independência das colónias portuguesas em África. São textos onde o jovem Mário Domingues, adotando a causa libertária, se manifestou contra a exploração dos trabalhadores, a dominação colonial, o racismo, a opressão sobre as mulheres e a tirania política do colonialismo moderno, em defesa da dignidade, da cultura e das organizações da população negra e africana.

«Colonização», publicado a 9 de setembro de 1919 em A Batalha, inaugurou um caminho de Mário Domingues no diário lisboeta, que o conduziu, nos últimos anos da Primeira República portuguesa, a ser a voz mais audível na esfera pública contra o racismo, pela emancipação dos negros e de oposição cívica e moral ao colonialismo português. Um caminho que percorreu como pôde e enquanto pôde, publicando um vasto conjunto de artigos e de obras de ficção, até à instauração da repressão às liberdades, da perseguição policial, administrativa e judicial e da imposição da censura oficial por parte do regime do Estado Novo de Salazar, que institucionalizou a ditadura e fortaleceu o projeto colonial uns anos depois do golpe militar de 28 de maio de 1926. 

Com a instituição do regime ditatorial de Salazar, seguiu na vida intrépida e insegura de subsistir da venda dos livros que escrevia. A extraordinária pseudonímia de Mário Domingues é sinal de um percurso empreendido num dos momentos mais decisivos da sua existência quando resolveu manter-se unicamente como escritor profissional, audácia que o terá levado a dissimular-se sob pseudónimos estrangeiros, com os quais assinou mais de uma centena de romances policiais e de aventuras extraordinárias.

A presente mostra traz a público, por meio de documentos, fotos e da reprodução de artigos de imprensa e de livros, a vida e obra de Mário Domingues, nas suas diversas facetas: a de grande expoente, durante a Primeira República, do movimento negro em Portugal e da oposição moral e política ao imperialismo e ao colonialismo português no jornal A Batalha; a de jornalista negro no Detective e no Repórter X; a de novelista e romancista; a de escritor de livros de aventura e evocações históricas. Voltar à história e às publicações de Mário Domingues pode alumiar as regiões obscurecidas do que ficou recalcado na memória e ajudar a compreender o âmago do que significou a dominação imperial moderna. Cerca de um século depois de terem sido escritos e difundidos, é tempo de os textos e de a figura de Mário Domingues serem conhecidos, discutidos e estimados.

José Luis Garcia (ICS |  Universidade de Lisboa)
Tânia Alves (ICS | Universidade de Lisboa)
José Neves (IHC|NOVA|FSCH)

25.01.2022 | by Alícia Gaspar | anarquista, biblioteca nacional de portugal, mário domingues, negritude, visita guiada

«A Afirmação Negra» em Portugal através dos textos de Mário Domingues (1919-1928)

17.01.2022 | by Alícia Gaspar | afirmação negra, colonialismo, mário domingues, negritude, Portugal

Alkantara Festival | Tarantode no Espaço Urbano Desmemoriado

@ © Irineu Destourelles - Sobre o original chafariz D’el Rey, C. 1570-80, Anónimo, Coleção Berardo@ © Irineu Destourelles - Sobre o original chafariz D’el Rey, C. 1570-80, Anónimo, Coleção Berardo

20.11 2021, sábado, 19h30
TERRA BATIDA
Vídeo Performance - 180 Min Conversa Performance - 60 Min

Nesta vídeo-performance transmitida em direto via Internet, o artista visual Irineu Destourelles reflete sobre a ausência ideológica e histórica dos corpos negros na cidade de Lisboa, contraposta à exacerbação da vídeo-vigilância e da punição.

À vídeo-performance, segue-se uma conversa performance, intitulada “Leituras dos desassossegos de Tarantode: performance”, entre Irineu Destourelles e Gio Lourenço, do Teatro Griot, sobre desmemorização, violência, vigilância, e ‘animalização’ do corpo negro.

Dizem que Tarantode é a feia alma penada de João de Sá Panasco que anda pela nossa cidade sem segredo. Outrora, por desígnio real, nobre cavaleiro ao serviço da Ordem de Santiago. O “Preto da casa do Rei” com língua sanguinária e desdenhado pela corte. Morreu infeliz e só. Seguido à distância, Irineu Destoureles na pele de Tarantode, meio-pessoa, meio-animal, percorre Lisboa à procura de borboletas. Uma vídeo-performance transmitida em directo via internet.

— Irineu Destourelles

Nota biográfica

Irineu Destourelles é um artista visual cuja prática artística é sublinhada por um tratamento especulativo do impacto da violência discursiva sobre a personalidade. Trabalhando predominantemente com a imagem em movimento e com particular atenção ao conceitos que constroem categorias sociais ele propõem estados de ser problemáticos. Os seus trabalhos tem sido apresentados no Museu Calouste Gulbenkian (Lisbon, 2019), MAMA Showroom (Rotterdam, 2019), Goodman Gallery (Cidade do Cabo, 2019), Transmission (Glasgow, 2017), Transmediale (Berlim, 2015), Videobrasil 18 (São Paulo, 2013) entre outros. Estudou Belas artes na Willem de Kooning Academy (Roterdão) e Central Saint Martins (London). Nascido em Santo Antão, Cabo Verde em 1974 e vive em Edimburgo, Reino Unido.

Mais informação aqui.

Bilhetes aqui.

12.11.2021 | by Alícia Gaspar | alkantara festival, cultura, Irineu destourelles, negritude, tarantode no espaço urbano desmemoriado, vídeo performance

UNA - União NEGRA das Artes

AṢẸ! SOMOS A UNA!

É com alegria que lançamos publicamente a UNA - União NEGRA das Artes, constituída em Abril de 2021, no seio da luta antirracista em Portugal e na sequência das diversas manifestações e debates recentes em torno da reivindicação de direitos humanos, da descolonização do conhecimento e da valorização do legado artístico-cultural protagonizado por pessoas negras. Estamos felizes por constituir esta associação que visa defender os interesses específicos da negritude no setor cultural, tendo em conta as continuidades históricas do racismo colonial que, até hoje, mantém assimetrias profundas que dificultam a criação, a fruição, o acesso, a produção, a programação e, consequentemente, a representatividade negra no setor artístico em Portugal.

Somos um espaço aberto para quem se reveja nos nossos princípios - celebração, denúncia, transparência, interseccionalidade, horizontalidade, representatividade e ancestralidade - e pretenda combater as desigualdades raciais historicamente construídas assim como celebrar o nosso longo e rico legado artístico.

Os nossos principais objetivos são a promoção, elevação e fortalecimento da representatividade negra no campo artístico, assim como o reconhecimento e a valorização do património imaterial da população negra em Portugal.
O nosso foco principal é contribuir para a elaboração de políticas de reparação e medidas de ação afirmativa no setor cultural, em articulação com artistas, movimentos sociais, entidades públicas e privadas. Cabe-nos também produzir dados e ferramentas que evidenciem as desigualdades raciais, através de um auto-mapeamento ao nível nacional.

Somos uma equipa diversificada composta por 35 pessoas que desenvolvem o seu trabalho no setor cultural em vertentes artísticas abrangentes, enquanto artistas, mas também nas áreas da gestão cultural, agenciamento, curadoria, programação, investigação e arte-educação.

O nosso trabalho já começa a dar frutos, e este é um momento de importante celebração para o setor artístico e a sociedade civil, pois a ponte de diálogo estabelecida entre a União Negra das Artes e a Direção Geral das Artes, resultou na adição de um novo subcritério de apreciação no Programa de Apoio a Projetos 2021, que valoriza a inclusão de elementos que representem a diversidade étnico-racial, designadamente de afrodescendentes.

ARTE, UNIDADE E LUTA!

UNA - União Negra das Artes

www.uniaonegradasartes.pt

geral@uniaonegradasartes.pt

comunicacao@uniaonegradasartes

02.08.2021 | by Alícia Gaspar | arte, cultura, DGA, multiculturalidade, negritude, Portugal, união negra das artes

« Aimé Césaire, une voix pour l’histoire » no Inst Franco-Português, LISBOA

En hommage à Aimé Césaire et dans le cadre de sa politique de diffusion culturelle du documentaire français à l’étranger, le ministère des Affaires étrangères et européennes met à disposition des postes le coffret DVD multilingue « Aimé Césaire, une parole pour le XXIèmesiècle » comprenant un portrait en trois partie réalisé par Euzhan Palcy, « Aimé Césaire une voix pour l’histoire », ainsi qu’un recueil de textes, « A B Césaire », conçu à partir d’interviews menées par Euzhan Palcy et Annick Thébia-Melsan.

Poète, dramaturge, essayiste, pamphlétaire, historien, Aimé Césaire est universellement reconnu comme l’un des grands écrivains du XXème siècle. Euzhan Palcy lui rend hommage dans ce portrait construit en trois parties, qui explore les interrogations de notre temps à partir de l’œuvre et la pensée du grand chantre de la Négritude.

1ère partie : L’île veilleuse - 55’

La vie, l’œuvre et l’action politique du poète. Aimé Césaire nous fait découvrir sa Martinique.

2ème partie : Au rendez-vous de la conquête : 57’

L’éthique, la théorie et la philosophie de la Négritude. Les différentes rencontres du jeune étudiant Aimé Césaire à Paris avec des penseurs, des intellectuels ; sa rencontre avec l’Afrique par le biais du jeune Senghor.

3ème partie : La force de regarder demain - 52’

Comment trouver « La force de regarder demain » après les désillusions de la colonisation, les dérives de la Négritude, les échecs du tiers-mondisme, la « maladie du développement » et face à la crise planétaire ?

Aimé Césaire, un recueil de textes :

Un recueil conçu à partir des interviews menées par Euzhan Palcy et Annick Thébia-Melsan. Au fil de l’alphabet, une promenade dans la vie d’Aimé Césaire : les souvenirs d’enfance, les combats politiques, les amitiés. L’hommage aussi à l’un des plus grands poète de son époque.

Réalisation : Euzhan Palcy

Conception : Euzhan Palcy et Annick Thébia-Melsan

Coproduction : SALIGNA AND SO ON - France 3 - INA - RFO - RTS (Sénégal)

Année : 1994 - Couleur et NB

Version originale française/ Langues : Anglais, Allemand, Arabe, Espagnol, Portugais NTSC

08.04.2011 | by martalanca | Aimé Césaire, negritude