Sou Quarteira, entrevista a Dino d’Santiago

Sou Quarteira, entrevista a Dino d’Santiago Os meus pais protegeram-me sempre muito para eu não crescer com estigma. Só já bem adulto é que adquiri noção de algumas coisas que vivemos. Como sou do bairro, habituei-me muito cedo a coisas como ser seguido por um segurança de cada vez que entrava numa loja. E em Cabo Verde não havia disso. Éramos todos iguais. Foi lá que me apercebi do racismo de cá. Quando voltei, pensei «eu não estou no meu país. Por mais que tenha nascido aqui eu nunca vou ser um português inteiro, porque sou filho de imigrantes, porque sou negro». Decidi que tinha de ver isto num outro prisma, de mostrar às novas gerações que, independentemente disso, podes ser tudo, podes triunfar.

Cara a cara

07.04.2021 | por Sara Goulart Medeiros

Festival Música do Mundo - reportagem vídeo do BUALA

Festival Música do Mundo - reportagem vídeo do BUALA Durante 4 dias Mariana Pinho e Giorgio Gristina estiveram em Sines a seguir os concertos, a entrevistar músicos e a recolher ritmos e histórias para fazer este vídeo. Um olhar BUALA para o Festival de Músicas do Mundo de 2016.

Palcos

17.08.2016 | por Mariana Pinho e Giorgio Gristina

O mundo inteiro em Sines (27 de Julho)

O mundo inteiro em Sines (27 de Julho) Numa breve conversa com o BUALA, MOH contava que cresceu a ouvir os clássicos de blues, rock e jazz mas afirma a sua grande inspiração na tradição mandinga e nos artistas guineense mais antigos.

Palcos

28.07.2016 | por Mariana Pinho e Giorgio Gristina

Festival de Sines: uma explosão à última noite

Festival de Sines: uma explosão à última noite Pelo que o grande dia acabou por ser a noite de sexta-feira, única em que aquela mistura geracional e de classes típica de Sines se fez sentir, em que a electricidade fluiu no ar. Ajudou ter tido Mário Lúcio, o ex-líder dos Simentera a abrir a noite. Apostado numa carreira a solo, Lúcio, senhor de uma grande voz, foi o primeiro a pôr as gentes a darem-se ao abanico, mercê dos tremendos ritmos que saltavam da sua guitarra. Lúcio tem vindo a dar a conhecer géneros cabo-verdianos que têm permanecido à sombra das mornas e das coladeras e foi curioso verificar a boa recepção que aquela música mais rude teve.

Palcos

06.08.2011 | por João Bonifácio