Caro Amigo Preto

Caro Amigo Preto Estava a escrever para o amigo branco, mas tirei um pouco de tempo para ti. Resolvi que era melhor começar por falar contigo, por estares aqui mais perto de mim. Mas antes amigo preto, peço que não faças veto a que eu comece pelo amigo panafricanista guineense. Não penses que é nacionalismo, é apenas comodismo, porque eu o conheço melhor e tenho com ele mais espaços de encontros em comum… Hmmm, sabes que mais, mudei de ideias, acho que vou deixar o guineense para último, típico, tipo que é mais específico.

Mukanda

24.05.2021 | por Marinho de Pina

Um ecrã em mil tons de branco

Um ecrã em mil tons de branco Discriminação é um sinónimo de violência. É uma violência de contornos específicos, focada na diferença entre um sujeito e o outro, e o espaço que fica reservado a cada um. Esta operação premeditada de diminuir alguém com base na sua pertença está presente em quase todos os recantos da sociedade portuguesa. Estas dinâmicas de opressão estão bem entrelaçadas na estrutura do sistema, mas é na comunicação que são validadas e disseminadas.

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10.05.2021 | por Rute Correia

"Batida de Lisboa" - Um olhar sobre as diferenças culturais presentes na música

"Batida de Lisboa" - Um olhar sobre as diferenças culturais presentes na música Portugueses de origem africana manifestam o orgulho comum do seu legado e cultural, reacriação e mistura. E é através da música que o perpetuam. Kuduro, Afrohouse, Ghetto, Funaná, Rap Crioulo, Batuque, são vários os estilos que procuram disseminar e fazer chegar aos mais diversos públicos. Ao longo do documentário observamos que todas estas vertentes musicais africanas unem as comunidades num ambiente de descontração e interação. E Portugal? Que papel tem nesta história? Desde sempre “senhorio”, quer em terras estrangeiras injustamente expropriadas, quer na sua própria “casa”. Se é assim acolhedor quanto se pinta, qual é a razão para tanta discriminação?

Afroscreen

20.10.2020 | por Alícia Gaspar

Teresa Coutinho: "É difícil ser mulher e não ter sentido já discriminação"

Teresa Coutinho: "É difícil ser mulher e não ter sentido já discriminação" E se o mundo fosse ao contrário? Se em vez de serem os homens a dominar o discurso, fossem as mulheres? Se num debate televisivo o normal fosse ter um painel maioritariamente feminino? E se, ao mesmo tempo que pregam as maravilhas da pluralidade, as mulheres fossem tratando o único homem na mesa com condescendência? E se, em vez de poder dizer o que pensa e ser ouvido, ele fosse constantemente interrompido e ignorado, elogiado pela roupa que traz e criticado pela maneira como fala? Esta é a proposta de O Eterno Debate: trocar os papéis para pôr em evidência a discriminação de género que está presente em tanto daquilo que dizemos e fazemos.

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16.10.2020 | por Maria João Caetano

E quão livres são os imigrantes?

E quão livres são os imigrantes? Redescobrimos no século XXI em Lisboa a cidade cosmopolita, desaparecido durante a maior parte do século XX. Somos morenos, somos louros, somos negros, somos mulatos, somos asiáticos, somos sul-americanos, somos de muitas nacionalidades, somos europeus, somos portugueses. Somos cada vez mais pessoas crescendo com diferentes coordenadas. Um em cada oito bebés que nascem no país tem pelo menos um dos pais estrangeiro. Falar sobre diversidade não é moda; é o nosso futuro. Este é um debate sobre “migração”, “discriminação”, “integração”, entre jovens para os quais estas palavras são o quotidiano.

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15.06.2011 | por Susana Moreira Marques