Buluku: entre cosmologia africana, tecnologia e imaginação

Buluku: entre cosmologia africana, tecnologia e imaginação A palavra Buluku surgiu primeiro como som. Curta, circular, rítmica. Uma palavra que cabe no corpo e na voz. Ao dizê-la em voz alta, senti imediatamente que tinha uma força particular: podia ser dita, cantada, repetida. Era fácil de memorizar e tinha uma presença sonora que funcionava bem no contexto performativo. Antes mesmo de compreender todas as suas camadas simbólicas, já intuía que aquela palavra continha uma espécie de energia inicial.

Palcos

13.03.2026 | por Djam Neguim

Djam Neguim artista cabo-verdiano: “Só é possível um futuro em que todes existam de todas as formas”

Djam Neguim artista cabo-verdiano: “Só é possível um futuro em que todes existam de todas as formas” Náná é o sufixo de Funaná, uma dança e música com origens na ilha de Santiago, música forjada, sobretudo por homens no mundo rural onde as mulheres têm um lugar passivo. A proposta de Djam Neguim consiste numa distorção destas "normatizações" da cultura cabo-verdiana, ainda muito rígida. “Com o meu trabalho tento romper com estas representações folclóricas e turísticas”, refere na nossa conversa que aconteceu pelas plataformas digitais.

Cara a cara

28.04.2023 | por André Castro Soares

Afrofuturismo e Perspectivismo Ameríndio: duas ferramentas para um pensamento decolonial

Afrofuturismo e Perspectivismo Ameríndio: duas ferramentas para um pensamento decolonial Trazendo algumas reflexões sobre práticas de decolonização do conhecimento e artes no contexto afro e índio brasileiro, este artigo alerta sobre o possível esvaziamento de termos e teorias, concentrando-se no movimento afrofuturista. Em paralelo, o debate sobre o afropolitanismo em relação ao cosmopolitanismo, pan-africanismo, e a formação da identidade africana, reconhecendo múltiplas modernidades. Para concluir, aponta-se para o perspectivismo ameríndio como possível fuga na assunção de humanidades como base de um pensamento decolonizado. E ainda alguns trabalhos de artistas africanos, afrodescendentes e indígenas brasileiros.

A ler

02.07.2019 | por Laura Burocco