Mito Elias apresenta SANTO DI 1 BEZ

Mito Elias apresenta SANTO DI 1 BEZ - Mini Doc que procura narrar a história dos Rabelados da Ilha de Santiago num formato Break Beat.

Integrando o Ciclo de Tertúlias subordinado ao tema Reflexões sobre a Cultura Cabo Verdiana
Covidados: José Cunha, José Luís Hopffer e Mito Elias
Livraria Buchholz - Sábado 19 de Novembro às 16:00

16.11.2011 | por joanapires | documentário, história, rabelados

ATELIER de Susana Nascimento Duarte, com Gonçalo Pena

no Festival Temps d’Images - PRÉMIO DE CINEMA para FILMES SOBRE ARTE - PORTUGAL 2011.

Terça-feira, dia 15 de Novembro, às 17h30, no Auditório da Faculdade de Belas Artes de LisboaEntrada Livre 

Portugal I 2011 I 84’ I HDV I 16:9 I Cor  

montagem/editors Susana Nascimento Duarte. Luísa Homem
montagem de som/sound editor Nuno Morão 
misturas/sound post-production Tiago Matos 
pós-produção vídeo/video post-production Bikini 
correcção de cor/colorist Paulo Américo 
produtores/producers João Matos. Joana Gusmão
produção TerraTreme

 

O atelier do pintor Gonçalo Pena confunde-se com o seu trabalho, revelando uma ocupação do espaço que se reparte entre os momentos solitários e silenciosos dedicados à pintura e os momentos partilhados dedicados às conversas com os que o visitam.
The atelier of the painter Gonçalo Pena merges into his work. The space’s occupation is divided between the solitary and silent moments devoted to painting and the shared moments devoted to conversations with all those who visit him. 

apoio Fundação Calouste Gulbenkian 

PROGRAMA DETALHADO

14.11.2011 | por martalanca | documentário

O BARULHAMENTO DO MUNDO: Para além da tolerância

PARA ALÉM DA TOLERÂNCIA

INSTITUT FRANÇAIS DU PORTUGAL | 25 outubro | 19h00-23h00

No panorama atual do mundo, a questão capital é saber-se como ser um eu mesmo sem sufocar o outro, e como abrir-se ao outro sem asfixiar o eu mesmo.”

(E. Glissant, Introduction à une Poétique du Divers, 1996)

Prosseguindo com o projeto editorial que integra o programa do AFRICA.CONT, publica-se agora o livro Poética da Relação de Édouard Glissant, inaugurando assim a nossa primeira incursão nos domínios da ensaística e das ciências sociais e humanas. O lançamento é acompanhado da estreia nacional de um filme documentário de Manthia Diawara - “Édouard Glissant, Um Mundo em Relação”, que co-financiamos; de um debate e de uma performance que o tomaram como ponto de partida.

Pretendemos assim chamar a atenção para uma obra e um autor muito pouco conhecidos entre nós, mas que têm um lugar cimeiro nos debates recentes, e nunca tão politicamente atuais, sobre o estudo crítico dos processos coloniais, dos seus efeitos e legados culturais nas sociedades e culturas colonizadas e colonizadoras, e sobre a interpenetrabilidade cultural que caracteriza o nosso mundo globalizado.

Ao procurarmos situá-lo, não podemos deixar de notar como as diferentes filiações nesse campo de estudos coincidem amplamente com as zonas de influência dos antigos, e resilientes, impérios coloniais – os mundos anglófono, francófono, hispanófono, e lusófono.

Apesar das suas proximidades, surgiram com diferentes designações: “estudos póscoloniais” dominantes, “crioulidade e crioulização”, “modernidade/colonialidade”, “mestiçagem”, e outras. Em qualquer dos casos se questionam se os respectivos pressupostos e desenvolvimentos têm um valor geral, ou se ficam circunscritos a particularismos históricos; com defensores de um ou outro ponto de vista. Mas curiosamente, os diálogos entre as diferentes correntes são inexistentes ou quase; e se os anglófonos partem exclusivamente das experiências coloniais e pós-coloniais anglosaxónicas, o mesmo pode ser observado nos restantes casos; na América hispânica e no Brasil os estudos das relações interculturais coincidem com os processos de construção e definição das respectivas identidades nacionais; os espaços da francofonia (negritude, crioulidade, etc), ao contrário dos outros casos, mantêm o seu centro de gravidade em França; e entre nós, vive-se privilegiadamente na paróquia lusófona.

No lugar das indiferenças mútuas, às vezes só relativamente indiferentes, parece-nos que seguir as pisadas de Glissant pode levar-nos por um caminho mais interessante e fecundo.

Se abordarmos o conjunto destas correntes como um arquipélago, seguindo o modelo de pensamento arquipelágico que propõe, será certamente possível reconhecer e proporcionar ligações litorais e de horizontes, sem que cada uma das ilhas abandone as suas especificidades, e idiossincrasias. Parafraseando Édouard Glissant, uma forma de pensamento mais intuitivo, mais frágil, exposto mas também disposto ao caos do mundo e aos seus imprevistos e desenvolvimentos.

Este livro abre a passagem para um arquipélago interpretativo cujos mares o Africa.Cont pretende continuar a navegar. www.edouardglissant.fr

19h00 POÉTICA DA RELAÇÃO, de Édouard Glissant

Lançamento do livro. Edição portuguesa pela Sextante/Porto Editora

Projecto co-financiado pelo AFRICA.CONT/CML

ÉDOUARD GLISSANT, UM MUNDO EM RELAÇÃO, de Manthia Diawara

Documentário, 2010, 51min | [estreia nacional]

Projecto co-financiado pelo AFRICA.CONT/CML

Manthia Diawara acompanhou Édouard Glissant no Queen Mary II, para uma travessia do Atlântico entre South Hampton (Reino Unido) e Brooklyn (Nova Iorque), uma rota que tantos escravos atravessaram. Uma viagem também pelo pensamento de

Édouard Glissant, dividida em temáticas diferentes, que traz uma nova luz ao seu trabalho.

Poeta, filósofo e romancista Édouard Glissant (1928-2011), francês nascido na

Martinica, é um dos principais pensadores contemporâneos no universo da crioulização, da diversidade e da identidade cultural. Desenvolve as teorias da Poética da Relação e de Todo-Mundo (Tout-Monde), nas quais o conceito de “relação” vem desconstruir a ideia de identidades fixas e unitárias, na defesa de uma nova dimensão da identidade na relação, um processo aberto interdependente, um sistema relacional que produz novas identidades, que acredita e valoriza a diferença e o direito à opacidade, sua e dos outros, reverso da mundialização uniformizante, um encontro onde despertamos o imaginário do mundo no outro.

Édouard Glissant é uma daquelas vozes excecionais que iluminam ou perturbam o trabalho e o pensamento daqueles que o cruzam pelo livro ou pela poesia. Nesta biografia intelectual, Manthia Diawara traça o perfil de Édouard Glissant e do seu conceito de Todo-Mundo. Uma voz que irá marcar o século XXI.

TRAILER 


Realização Manthia Diawara | Câmara Karim Akadiri Soumaila | Som Didier Brudell, Karim

Akadiri Soumaila | Montagem Laurence Attali | Assistentes Daman Diawara, Edgardo Parades

| Assistente de Produção na Martinica Danielle Nollet | Música Jacques Coursil | Tradução

Christopher Winks

A RELAÇÃO PARA ALÉM DA TOLERÂNCIA

Mesa Redonda com Manthia Diawara, Miguel Vale de Almeida,

Manuela Ribeiro Sanches e José António Fernandes Dias

22h00 CAIXA PRETA, um espectáculo de André e. Teodósio com Diogo Bento

Performance

“Tem o tempo a sua ordem já sabida; O mundo, não.” Camões

É com frequência que quem se dedica à aventura acabe por ir de encontro ao pior da experimentação.

Que afinal de contas o tempo dispendido em construção poderia ser inversamente calculado como anos andados à deriva.

Foi o que aconteceu a este ‘descobri dor’ que deu à costa na pior das manifestações do homem: uma caixa preta só comparável ao mercado dos escravos de Lagos. A convite do AFRICA.CONT, eis a minha homenagem a Édouard Glissant.

Porque a caixa preta é também a caixa negra onde se visualizam os acidentes do percurso da humanização.

Um espectáculo de André e. Teodósio | Interpretação Diogo Bento | Produção

Cristina Correia | Co-Produção AFRICA.CONT/CML e Teatro Praga

PARA ALÉM DA TOLERÂNCIA

[BEYOND TOLERANCE]

INSTITUT FRANÇAIS DU PORTUGAL | 25th October | 7 pm – 11 pm

In the current panorama of the world, the main question is to know how to be oneself without suffocating

the other, and how to open oneself up to the other without asphyxiating oneself.”

(E. Glissant, Introduction à une Poétique du Divers, 1996)

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24.10.2011 | por joanapires | documentário, Édouard Glissant, livro, mesa redonda, o barulhamento do mundo

Doclisboa 2011: Retrospectiva Movimentos de libertação em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau (1961-1974)

O doclisboa 2011 Festival Internacional de Cinema apresenta este ano uma programação dedicada aos Movimentos de libertação em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau (1961-1974). Cinquenta anos depois do início da luta armada dos povos colonizados por Portugal, apresentamos uma retrospectiva histórica de filmes sobre as guerras de libertação das colónias portuguesas em África. Um resgate das obras cinematográficas mais significativas filmadas junto dos Movimentos de Libertação.

No dia 28 de Outubro, às 21h30, no Cinema São Jorge (sala 2) haverá uma Mesa Redonda sobre a Retrospectiva, com António Loja Neves e outros convidados a confirmar.

A pesquisa nos arquivos cinematográficos tem surpresas sem fim. Na procura dos filmes desta retrospectiva também as houve. A maior foi constatar, uma vez mais, quão frágil é o material cinematográfico e como se vai perdendo o rasto do seu passado à medida que os anos passam. O contrário foi de igual modo surpreendente, ao depararmo-nos com obras essenciais estimadas e preservadas. Como foi exemplo dos Serviços Audiovisuais do Exército, onde visionámos filmes em impecável estado de conservação e catalogação, para mais tratando-se de obras realizadas para apoiar “a causa do inimigo”, rodadas em plena guerra ultramarina e nessa época adquiridas pelo Exército português.

São esses materiais que devolvemos agora ao público. Preparámos o acervo possível de mostrar na actualidade. Tiveram que ser recuperados vários títulos cujas cópias se apresentavam maltratadas pelo tempo e pelo uso. O que vos damos a olhar é o que de mais significativo se filmou na altura e o que de mais sólido hoje se preserva ainda.

Mafalda Melo
Comunicação e Assessoria de Imprensa

Lista de filmes que compõem a retrospectiva:

25 Celso Luccas, Zé Celso Retrospectiva Movimentos de libertação em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau (1961-1974) São Jorge
Alheava_filme / Alheava_film Manuel Santos Maia Retrospectiva Movimentos de libertação em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau (1961-1974) São Jorge
Behind the Lines Margaret Dickinson Retrospectiva Movimentos de libertação em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau (1961-1974) São Jorge
10 Giorni con i Guerriglieri nel Mozambico Libero Franco Cigarini Retrospectiva Movimentos de libertação em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau (1961-1974) São Jorge
Nshajo (O Jogo) / Nshajo (The Game) Raquel Schefer Retrospectiva Movimentos de libertação em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau (1961-1974) São Jorge
Festival Panafricain d’Alger / The Algiers Pan-African Festival William Klein Retrospectiva Movimentos de libertação em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau (1961-1974) São Jorge
Soldier playing with Dead Lizard Daniel Barroca Retrospectiva Movimentos de libertação em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau (1961-1974) São Jorge
A Embaixada / The Embassy Filipa César Retrospectiva Movimentos de libertação em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau (1961-1974) São Jorge
No Pincha! Tobias Engel, René Lefort, Gilbert Igel Retrospectiva Movimentos de libertação em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau (1961-1974) São Jorge
A Luta Continua / The Struggle Continues Robert F. van Lierop Retrospectiva Movimentos de libertação em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau (1961-1974) São Jorge
Carnaval da Vitória António Olé Retrospectiva Movimentos de libertação em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau (1961-1974) São Jorge
Guerre du Peuple en Angola Antoine Bonfanti, Bruno Muel, Marcel Trillat Retrospectiva Movimentos de libertação em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau (1961-1974) São Jorge
Labanta Negro! Piero Nelli Retrospectiva Movimentos de libertação em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau (1961-1974) São Jorge
I Vårt Land Börjar Kulorna Blomma / In Our Country the Bullets Begin to Flower Lennart Malmer, Ingela Romare Retrospectiva Movimentos de libertação em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau (1961-1974) São Jorge
En Nations Födelse / The Birth of a Nation Lennart Malmer, Ingela Romare Retrospectiva Movimentos de libertação em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau (1961-1974) São Jorge
Mesa Redonda - Movimentos de libertação em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau (1961-1974) (convidados a confirmar) Retrospectiva Movimentos de libertação em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau (1961-1974) São Jorge
A Group of Terrorists Attacked… John Sheppard Retrospectiva Movimentos de libertação em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau (1961-1974) São Jorge
Madina Boé José Massip Retrospectiva Movimentos de libertação em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau (1961-1974) São Jorge
Vredens Poesi / Poetry of Anger Lennart Malmer Retrospectiva Movimentos de libertação em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau (1961-1974) São Jorge
O Povo Organizado / The People Organised Robert F. Van Lierop Retrospectiva Movimentos de libertação em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau (1961-1974)

São Jorge

 

 

19.10.2011 | por joanapires | DocLisboa, documentário, festival internacional de cinema

Nôs Terra

Os pais vieram de uma antiga colónia portuguesa. Eles nasceram em Lisboa mas sentem-se mais cabo-verdianos. Saíram do bairro de infância para ir viver para o bairro social. Falam português mas também, desde muito cedo, aprenderam crioulo. Falam sobre a dualidade e a conflitualidade de pertencer a dois mundos que vivem de costas voltadas, mas que apesar de tudo, lhes pertencem como um só “Nôs Terra” é um documentário centrado no processo de construção de um contra discurso protagonizado por jovens negros portugueses.

http://crioulidades.blogspot.com/p/filmes.html

21.06.2011 | por franciscabagulho | cabo verde, documentário

I Oficina de Criação de Cinema Documentário de Maputo - “Olhares para o Território”

Embaixada de Espanha em Moçambique tem o prazer de anunciar a abertura das inscrições para a I Oficina de Criação de Cinema Documentário de Maputo - “Olhares para o Território”, destinada a jovens entre os 18 e 28 anos de idade, que demonstrem alto nível de motivação e não possuam recursos, nem formação prévia.

“Olhares para o Território” realizasse-a em Maputo, como resultado da colaboração entre Audiovisuales Sin Fronteras(Espanha), KUGOMA – Fórum de Cinema de Curta-metragem (Moçambique) e DROM (Espanha), iniciada pela Embaixada da Espanha em Moçambique, contando com o apoio institucional do INAC, do Ministério da Cultura e o patrocínio doHotel Turismo.

Audiovisuales Sin Fronteras (Audiovisuais sem Fronteiras) é um projecto que nasce para fomentar o diálogo e os novos espaços de comunicação intercultural, mediante a capacitação e a produção de audiovisuais criativos. Durante os anos de 2010 e 2011, a ASF implementou workshops nas Filipinas, Peru, Bolívia, Marrocos, Cambodja, Senegal e Chile. Em Maputo, a ASF, em parceria directa com o KUGOMA – Fórum de Cinema de Curta-metragem e a DROM, vai levar a cabo, entre 3 e 15 de Junho de 2011, a I Oficina de Maputo. 

Este Workshop, intitulado “Olhares para o Território”, será o primeiro a realizar-se na África Austral e, para dar continuidade a este projecto, ao longo dos próximos 4 anos, o mesmo será dotado de câmaras e outro material técnico, para a especialização dos participantes em termos de produção e exibição/difusão, procurando a autonomia local e criando uma ponte entre Barcelona e Maputo, que passe pela formalização de acordos de cooperação e a criação uma Web entre as diversas oficinas nos vários países envolvidos.

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06.05.2011 | por martalanca | documentário, workkshop

PRAIA “A CIDDE DE SONHOS” de Júlio Silvão

DOCUMENTÁRIO

ESTREIA

DIA 29 ABRIL-SEXTA-FEIRA-18:30 Palácio da cultura, PRAIA

O filme retrata a problemática da ocupação de espaços, demonstrando a real situação da Cidade da Praia.

“Todos nós estamos cá e conhecemos sem dúvida a situação da Praia, mas do ponto de vista cinematográfico de certeza que muita gente vai compreender melhor a situação da Cidade da Praia”, disse Júlio Silvão.

A ideia foi apresentar várias visões sobre a capital do país e por isso Júlio Silvão diz ter procurado envolver pessoas com conhecimento de causa, pessoas que, em diferentes ocasiões, já tinham feito uma análise sobre a cidade da Praia e que no filme se apresentam como personagens.

O filme tem dois momentos: um que conta a história da urbe colonial, e outro sobre a capital da jovem nação cabo-verdiana, enquanto pólo de cruzamento de culturas, cruzamento de etnias e diversidades de sons e movimentos.

“Encontramos uma visão de uma cidade muito linda em termos arquitectónicos, inicialmente muito bem estruturada, mas que por diferentes dificuldades vai sofrendo alterações e não foram acompanhadas de políticas ao longo dos anos”, explicou.

26.04.2011 | por martalanca | documentário, praia

Baile do Carmo


direção: Shaynna Pidori

 assistente de direção: Luana A. Costa

 produção executiva: Daniel Hanai

Com 26 minutos de duração, Baile do Carmo foge das tradicionais formas de narrar documentários sobre festejos históricos e constrói sua narrativa a partir das expectativas e preparativos de seus personagens: o imaginário dos frequentadores do evento é o detalhe mais importante da produção. Assim, destacam-se os preparativos para a festa, a integração entre as famílias e a valorização da comunidade negra na formação da sociedade local. A consciência de sua ancestralidade afro-brasileira junto ao desejo pela partilha do momento festivo e da alegria do encontro, toma o primeiro plano nas falas das personagens, desvelando-nos o segredo da longevidade e resistência do Baile do Carmo.

Em clara manifestação ritualística, a encenação de sua véspera traz à tona as histórias íntimas e coletivas de homens e mulheres que assinalam em suas palavras e gestos a beleza de sua afro-brasilidade: o cuidado com as vestimentas, a criação dos penteados, o frio na barriga ao pisar o salão pela primeira vez, a expectativa dos reencontros… O ápice do ritual, o Baile do Carmo em seu esplendor, congrega as diferentes gerações que, ao longo da história, inscreveram no tecido social de Araraquara a letra da cultura afro-brasileira. 

 

aqui matéria da TV Brasil

22.04.2011 | por martalanca | Baile do Carmo, documentário

Tarrafal - Memórias do Campo da Morte Lenta

Diana Andringa, 2010

Com: Edmundo Pedro, Eulalia Fernandes de Andrade, Joaquim Lopes, Morgan Rusler 
Produção: Diana Andringa

vai passar na RTP1, dia 27, às 23h

 

Filmado durante o Simpósio Internacional sobre o Campo de Concentração do Tarrafal, que reuniu na Ilha de Santiago, Cabo Verde, muitos dos que por ali passaram – antifascistas portugueses (1936-1954) e nacionalistas de Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde (1962- 1974) – o documentário recolhe as memórias do português Edmundo Pedro, um dos dois únicos sobreviventes do primeiro período do campo, e de angolanos, guineenses e cabo-verdianos que ali foram encarcerados na sequência do desencadear da luta de libertação nas colónias. Os relatos, na primeira pessoa, revelam-nos a extrema dureza desse “campo da morte lenta”, criado à imagem dos campos de concentração nazis, mas também o modo como os prisioneiros conseguiram organizar-se para resistir e para, apoiados apenas na força dos seus ideais, ali reinventar a vida, até à Libertação.

21.04.2011 | por martalanca | documentário, tarrafal

Doc's Kingdom 2011

Todas as fronteiras
A edição 2011 do seminário Doc’s Kingdom será programada tomando como base o conceito de fronteira no sentido mais lato do termo. Partindo da interrogação de “Todas as fronteiras”, pretende-se abordar a questão das fronteiras geográficas e políticas mas também, muito para além disso, a das fronteiras entre géneros cinematográficos ou entre diferentes dispositivos de filmagem – que, em rigor, é antes de mais a ultrapassagem de tais fronteiras no documentarismo contemporâneo. Partindo justamente da constatação de que esse estilhaçar de fronteiras é um dos traços identitários do documentário recente – senão mesmo de todo o cinema contemporâneo – o tema em causa será, como sempre, uma sugestão de entrada no programa e uma proposta para os debates, não uma limitação destes, sendo apenas subordinado à própria dinâmica do grupo de participantes.

All the frontiers
The 2011 edition of Doc’s Kingdom seminar will be programmed taking as its basis the concept of frontier in its broadest sense. Starting from the interrogation “All the frontiers”, we intend to address the issue of geographical and political frontiers but also, much beyond that, the issue of frontiers between cinematographic genres or between different shooting methods — which, strictly speaking, amounts to overtaking such frontiers in contemporary documentary filmmaking. Taking as its starting point the recognition that such a shattering of frontiers constitutes one of the identity traits of recent documentary – if not of all contemporary cinema – the theme in question will be, as always, a suggested path into the program and a proposal for the debates, not a limitation; it will only be dependent on very dynamics of the group of participants.

 

Doc’s Kingdom Seminário International sobre Cinema Documental

19.04.2011 | por martalanca | documentário, fronteiras

A Cidade dos Mortos, um filme de Sérgio Tréfaut

A Cidade dos Mortos, no Cairo, é a maior necrópole do mundo. 
Um milhão de pessoas vivem dentro do cemitério – em casas tumulares ou nos edifícios que cresceram em redor. Dentro do cemitério há de tudo: padarias, cafés, escolas para as crianças, teatros de fantoches… 
A Cidade dos Mortos estende-se por mais de dez quilómetros ao longo de uma auto-estrada, mas não deixa de ser uma aldeia, com mães à caça de um bom partido para as filhas, rapazes a correr atrás das raparigas, disputas entre vizinhos.
Preparado e rodado ao longo de cinco anos (2004-2009), este filme procura dar a ver a alma invisível do cemitério.

+ info

08.04.2011 | por martalanca | Cairo, documentário, morte

Ciclo Diana Andringa na Malaposta - Um Longo Caminho para a Liberdade

12-17 de Abril na Malaposta, em Lisboa

entrevista à Diana Andringa sobre o filme As Duas Faces da Guerra, co-realizado com Flora Gomes

02.04.2011 | por martalanca | Diana Andringa, documentário, guerra colonial

Trèsor, de Rita Brás

“O Tesouro da Juventude é uma colecção que nos traz a memória de um tempo feliz. Descobri-o no meu terceiro quarto em Belo Horizonte, indício de uma herança cultural comum. Tal como aponta Otávio Paz nos seus escritos políticos: “si nada nos dice sobre nuestro origen, como puede enseñarnos a morir?”.
Fiz este filme para capturar a impressão da minha primeira viagem ao Brasil.
Em Minas Gerais, onde fiquei, foi através da história de uma família que eu senti uma conexão com um património único: a vida e a morte de um passado comum, o português que veio para tirar o ouro da terra, a música negra nas ruas, a minha própria experiência tatuada no corpo. Uma dádiva que eu tinha de pagar, uma morte que tinha de acontecer. Este filme, minha primeira longa-metragem, é em si mesmo uma viagem de vertigem para reconquistar a sensação de riqueza que está para além da dor da colonização, da escravidão, do poder: as pessoas e os lugares que eu conheci.” (Rita Brás)

 

passa no dia 3 de abril no cinema São Jorge às 19h (Lisboa), Festival Panorama

27.03.2011 | por martalanca | Brasil, documentário, Rita Brás

Angola nos Trilhos da Independência

Angola segue, independente, a caminho dos 40 anos e esse facto torna urgente a necessidade de preservar os testemunhos dos que contribuíram para que aqui chegássemos.

Na luta pela independência participaram indivíduos, que nos podem ainda narrar as suas experiências vividas. Testemunhos que é preciso recolherregistar e preservar.

A tarefa é urgente e a colaboração de todos é necessária. Só assim poderemos assegurar que através do trabalho de estudiosos e investigadores, as gerações mais novas e vindouras venham a enriquecer o seu conhecimento sobre a nossa História.

Com o objectivo de contribuir com a sua parte nesta tarefa de todos, a Associação Tchiweka de Documentação (ATD) decidiu, para além das suas actividades correntes, levar a cabo o Projecto “Angola nos Trilhos da Independência” que tem por objectivo proceder à recolha de testemunhos orais de nacionais ou estrangeiros, directa ou indirectamente envolvidos na luta anticolonial.

Angola nos Trilhos da Independência”, pretende contribuir para uma pesquisa abrangente, que permita o registo de testemunhos no mosaico do movimento nacionalista.

Este Projecto tem uma duração de 5 anos. Em 2015, com base no material recolhido e com execução Geração-80, a ATD pretende promover um documentário sobre o trabalho realizado.

veja o trailler 

22.11.2010 | por martalanca | angola, Angola nos Trilhos da Independência, documentário, independência

Festival international de documentaire à Agadir

9-13 novembre, Agadir, Marroque

Premier Festival marocain entièrement dédié au Documentaire, le FIDA DOC a trois ans. Il a fait ses preuves, imposant le documentaire comme un genre cinématographique à part entière, qui aujourd’hui, trouve sa place dans d’autres manifestations nationales.
Le FIDA DOC a acquis une véritable reconnaissance à l’International, nouant des partenariats avec les festivals et marchés de Documentaires les plus importants au Monde.
Pour cette troisième édition, dans la continuité de son engagement citoyen, le FIDA DOC se rend dans les universités avec une programmation destinée aux étudiants et investit plusieurs espaces de la ville d’Agadir, avec notamment une exposition photographique consacrée aux enfants du monde entier.
Le FIDA DOC donnera aussi l’occasion à de jeunes réalisateurs marocains l’occasion de rejoindre le réseau de production, de diffusion et de formation, que nous avons l’ambition de constituer avec nos homologues Africains, Arabes et Euro Méditerranéens.
Le FIDA DOC grandit, il doit aujourd’hui trouver les moyens nécessaires et pérennes pour continuer d’assurer sa mission : offrir à tous les Marocains des fenêtres ouvertes sur le Monde.
Avec conviction et rigueur, l’A.C.E.A et toute l’équipe du FIDA DOC oeuvrent pour le Partage et la Convivialité.

ici

10.11.2010 | por martalanca | documentário, Marrocos

QUARTAS DOCUMENTAIS Mostra de Cinema Documental

 A propósito do lançamento em DVD de um conjunto de documentários de autor, a Galeria Zé dos Bois e a TERRATREME Filmes apresentam uma mostra de cinema documental.

CAIXA DE DVDs TERRATREME
Uma edição com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian
A edição da caixa de DVDs com 5 documentários é a primeira experiência da TERRATREME no campo da edição. Este projecto pretende trazer à luz filmes que não teriam outra possibilidade de ser editados dentro dos canais até hoje existentes e que no entanto merecem ser editados, distribuídos e vistos, como provam os seus percursos por vários festivais nacionais e internacionais onde têm sido alvo de destaque. Estes 5 filmes correspondem a 5 incursões em 5 universos complexos elaboradas a partir de pontos de vista extremamente reveladores. O que une estes filmes não são afinidades de género ou de forma mas serem filmes de jovens realizadores, praticamente desconhecidos, guiados pela urgência de fazerem os seus filmes à sua maneira e inventando para isso modelos de produção adaptados às necessidades dos seus projectos. São também 5 filmes que exploram diferentes zonas dentro do que é o documentário e por isso o conjunto permite expandir o entendimento comum do género. O lançamento desta caixa é ainda a afirmação de uma forma de produzir cinema que é aquela em que a apostamos e trabalhamos.

* A caixa de DVDs poderá ser adquirida com um desconto de 20% na ZDB em cada uma das sessões. Os DVDs estarão também à venda nas livrarias Ler Devagar, Carpe Diem, Laie (Barcelona), Uma Casa Portuguesa (Barcelona) entre outras. Para encomendar online envie um e-mail para: info@terratreme.pt
Galeria Zé dos Bois Rua da Barroca 59 1200-047 Lisboa 213430205 ou reservas@zedosbois.org

 

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11.10.2010 | por martalanca | documentário, Terratreme

Anti-bruxaria do Sul dos Camarões no DocLisboa 2010

«Dia é tudo o que podemos ver e tocar… enquanto que a coisas da noite não se podem observar à simples vista. Só aqueles que sabem conseguem vê-las»

Na edição deste ano do Festival DocLisboa teremos a oportunidade de ver um documentário sobre a vida de um anti-bruxo do Sul dos Camarões. O filme –Dansa als esperits– é um retrato de um personagem extraordinário e um tributo à cultura Evuzok.

Para os Evuzok existem dois tipos de doenças: as «naturais» e as que vêm do mundo na noite, causadas pela bruxaria. Esta é a história de Mba Owona Pierre o ngengang –o «curandeiro». Ele lida com as doenças que vêm do mundo da noite, onde os espíritos vivem e atacam as pessoas. Pierre tem um dom especial e uma responsabilidade para com o seus conterrâneos. As rotinas diárias da aldeia –agricultura, pesca, culinária– representam o mundo do dia, onde a vida decorre pacificamente num ambiente no qual a modernidade começa a despontar. Elas falam-nos dos sentimentos, ações e necessidades básicas que nos unem a todos os humanos. Pierre escreve os seus pensamentos sobre a modernidade, a religião e a medicina, e leva-nos a presenciar o seu ritual de tratamento mais importante: a dança aos espíritos.

Sessões:
Sexta-feira, 15 de Outubro, 2010 · 21 h · Culturgest, Grande Auditório
Domingo, 17 de Outubro 2010· 18 h · Culturgest, Pequeno Auditório

Também haverá um Workshop com o realizador Ricardo Íscar no Sábado dia 16 às 11 h

Aqui pode ver-se um trailer de 3 minutos.

06.10.2010 | por luisestevao | camarões, DocLisboa, documentário

DOCTV na Cinemateca

A partir de amanhã e até sexta-feira decorre na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, a Mostra dos Documentários resultantes do 1º Programa DOCTV da CPLP, com filmes de todos os países membros desta organização.

Mais informações nos sites do ICA e da Cinemateca.

14.09.2010 | por guilhermecartaxo | cinema, cinemateca, CPLP, documentário

5 x favela

5X Favela, agora por nós mesmos 
Debate e exibição de documentário Mediação: Cacá Diegues

Nesta aula aberta, os diretores de 5X Favela, agora por nós mesmos, mediados pelo cineasta Cacá Diegues, discutem o filme e a vigorosa cultura que emerge das favelas cariocas. No encontro, também será exibido 5X Favela, o documentário, dirigido por Quito Ribeiro, que revela o processo de produção do projeto, das oficinas de roteiro à filmagem e finalização, com envolvimento de mais de 600 jovens moradores de favelas.

Produzido por Cacá Diegues e Renata de Almeida Magalhães, 5X favela, agora por nós mesmos nasceu de oficinas profissionalizantes de audiovisual ministradas por grandes nomes do cinema brasileiro, como Nelson Pereira 

dos Santos, Ruy Guerra, Walter Lima Jr., Daniel Filho, Walter Salles, Fernando Meirelles, João Moreira Salles e muitos outros.

Presença dos diretores Cacau Amaral, Cadu Barcellos, Luciana Bezerra, Luciano Vidigal, Manaíra Carneiro, Quito Ribeiro e Rodrigo Felha Wagner Novais.

31 de agosto, terça-feira, às 20h  Evento gratuito Inscrições pelo telefone (21) 2227-2237

25.08.2010 | por martalanca | documentário, favela, periferia