andar na linha

andar na linha Jogando com a dicotomia periferia/centro, dentro e fora, transversal às suas vidas e obras, os Unidigrazz interrompem a ideia da Linha de Sintra enquanto lugar cinzento contrapondo a esta ideia uma produção artística rica, viva, colorida.

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24.04.2024 | por Patrícia Azevedo da Silva

Do cinema de estado ao cinema fora do Estado: Moçambique

Do cinema de estado ao cinema fora do Estado: Moçambique A cinematografia moçambicana é hoje também marcada por preocupações ecológicas, que passam pela revalorização dos saberes ancestrais, pelo tratamento de questões identitárias (incluindo de género e raciais), e, muito fortemente, relativas às articulações entre as memórias pessoais e coletivas, tanto numa perspetiva de questionamento do que falhou na construção do país, como das possibilidades de esperança e de superação dos traumas provocados pelo colonialismo e pela guerra civil.

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18.04.2024 | por Maria do Carmo Piçarra

Maryse Condé “Amar os outros parece-me ser a forma, talvez a única, de causar impacto”

Maryse Condé “Amar os outros parece-me ser a forma, talvez a única, de causar impacto” “A morte na nossa casa é um espetáculo. Não se permite que a dor seja silenciosa. Deve ser acompanhada por um alvoroço de lágrimas, gritos, queixas, repreensões, imprecações contra Deus. Pessoas desesperadas rolam no chão. Outras ameaçam cometer um ato irreparável. Todas as pálpebras estão inchadas e vermelhas.” Tradução livre de Maryse Condé em “Victorie, Les Saveurs et les Mots”, 2006.

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13.04.2024 | por Pedro Cardoso

Steve Biko (1948-1977) (1977-BC) - Prefácio de "Consciência Negra"

Steve Biko (1948-1977) (1977-BC) - Prefácio de "Consciência Negra" Assim, por todo o Soweto, rugiu uma rebelião, durante a qual a juventude paralisou o regime, pagando um preço altíssimo por isso. Sabemos que após a repressão local, esta rebelião se espalhou para os principais centros urbanos do país, sendo que a polícia assassinou perto de 700 pessoas, maioritariamente estudantes, não poupando os seus familiares nem os seus vizinhos. Esta página de luta, é para muitos uma completa inversão no processo de luta contra o apartheid.

Mukanda

13.04.2024 | por António Tonga

Batuku cabo-verdiano, musica di terra

Batuku cabo-verdiano, musica di terra Foi com a Revolução de 1975 que o Batuku, até então adormecido, renasceu no seio de ocasiões comemorativas como o casamento. E foi numa celebração matrimonial que, ainda criança, tive o meu primeiro contacto com a energia contagiante do Batuku, que é tradicionalmente cantado e dançado, durante toda a noite, pelas mulheres mais velhas, que celebram a união que se avizinha.

Palcos

11.04.2024 | por Nélida Brito

A resistência da Livraria Ulmeiro

A resistência da Livraria Ulmeiro Antes do 25 de Abril fui processado como fundador, também, da Assírio e Alvim, pela edição do livro “Portugal sem Salazar” e, depois do 25 de abril, pela edição do livro “Massacres na Guerra Colonial Tete” num processo movido pelo Estado Maior General das Forças Armadas que chegou, depois, ao 5º Tribunal Militar Territorial de Lisboa e o acusador público, o militar que fazia esse papel, pediu que o processo fosse integrado na chamada Lei da Amnistia, a Amnistia dos crimes de abuso de liberdade de imprensa.

Cara a cara

09.04.2024 | por Mariana Ribeiro Mota

O meu irmão Nhonhô, por Tuna Furtado Lopes*

O meu irmão Nhonhô, por Tuna Furtado Lopes* E de repente eclodiu o 25 de Abril de 1974, considerado pelo Nhonhô numa entrevista à RTC sobre o seu percurso de vida como “uma autêntica revolucão”. E de facto foi a festa infinita que começou com a caça aos informadores da PIDE/DGS na cidade da Praia e na qual o Nhonhô e os seus amigos estudantes da Assomada residentes na cidade-capital da colónia/província ultramarina portuguesa e, logo depois, com a libertação dos presos políticos do Tarrafal, prosseguindo com os frequentes comícios e sessões de esclarecimento, os saraus culturais e as muitas e acaloradas discussões políticas nas quais nós, adolescentes, também nos envolvíamos entusiástica e freneticamente.

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08.04.2024 | por José Luís Hopffer Almada

Danças afrobrasileiras, dança dos Orixás, Entrevista a Rita Carneiro

Danças afrobrasileiras, dança dos Orixás, Entrevista a Rita Carneiro As danças afro-brasileiras estão muito conectadas à religião. São danças de inspiração afro-religiosa, como a Dança dos Orixás, que são as divindades do Candomblé. Cada orixá está ligado a um elemento da natureza, como por exemplo a Iansã, que é a deusa das tempestades, dos raios e trovões. Ela é uma deusa muito forte, que lida com o fogo e é a única que lida com a morte, não tem medo da morte. No caso do Afoxé, ele é considerado candomblé de rua porque era o momento em que as pessoas do candomblé levavam o que acontecia no terreiro (lugar onde aconteciam as cerimônias) para a rua.

Palcos

08.04.2024 | por Nélida Brito

Segunda edição do Festival do Pensamento acontece em Lisboa

Segunda edição do Festival do Pensamento acontece em Lisboa Em um cenário de crises e transição para uma nova era da razão, como devemos entender o papel da tecnologia? Nesta mesa redonda, convidamos o público a explorar diferentes perspectivas sobre A Ecologia do Caos, repensando e reimaginando a nossa relação com a aceleração tecnológica e formas experimentais de literatura. Vamos procurar entender como dois romances radicalmente orais e visuais, "Finnegans Wake", de James Joyce, e "Grande Sertão: Veredas", de João Guimarães Rosa, encontram ressonância na Ecologia do Caos. O rio, presente nessas obras, surge como metáfora para a tensão entre o finito e o infinito. A partir de uma reorientação que se guia pela filosofia e pela arte, talvez possamos compreender a experiência de sentir, pensar e ser ecológico.

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08.04.2024 | por vários

O FANTASMA DA LIBERDADE Anozero’24 – Bienal de Coimbra

O FANTASMA DA LIBERDADE Anozero’24 – Bienal de Coimbra procura-se também evocar uma outra revolução operada na linguagem: o centenário do “Manifesto Surrealista” (1924). À semelhança de Fantômas, o herói ficcional do romance de Pierre Souvestre et Marcel Allain, que sobrevoava os telhados da cidade de Paris, os fantasmas que se evocam nesta Bienal têm um valor poético, isto é, procuram sequestrar os acontecimentos históricos das suas convenções e leituras cristalizadas, e provocar uma suspensão e movimento, aliás, qualidades próprias dos fantasmas.

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05.04.2024 | por vários

O momento África - notas de uma formação com Nadia Beugré

O momento África - notas de uma formação com Nadia Beugré Nadia Beugré, nascida na cidade de Abidjan na Costa do Marfim, tem origem de uma família de artistas muçulmanos. É uma das primeiras mulheres a integrar uma companhia contemporânea de dança exclusivamente de mulheres no continente Africano, a Cia Tchetché, liderada por Béatrice Kombé. Suas obras estão sempre conectadas com a vida e a experiência potente do sentido e conexão da alma, e extrapolam o campo da dança, conectando artes visuais, música, filosofia, espiritualidade entre tantos outros campos.

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03.04.2024 | por Dally Schwarz

Lerbd – El cielo en la cabeza. Antonio Altarriba, Sergio García, Lola Moral (Norma Editorial)

Lerbd – El cielo en la cabeza. Antonio Altarriba, Sergio García, Lola Moral (Norma Editorial)   O problema, revelado por esta ficção brutal, é que no momento em que essa consciência se forma, o pecado é assinalado ao mesmo tempo. E os autores não estão preocupados com redenções, boas fortunas, finais felizes. Bem pelo contrário, o livro é atravessado uma e outra vez por crimes abjectos e hediondos, que não desejo sequer relatar ou sumariar. Apesar das roupagens estilísticas de grande espectacularidade – García cria muitas composições radiais, serpeantes, ou fragmentadas que obrigam o nosso olhar a procurar sempre cartografias complexas de leitura das pranchas –, Cielo não quer criar uma armadilha de facilitismos ou de naturalidade, não há quaisquer moralismos (ainda que, por vezes, num diálogo ou numa cena, haja algo de esquemático na apresentação do “problema”) mas sim mantém uma certa distância pelo horror que Nivek tem não apenas de atravessar, como de perpetrar, como um constante mecanismo de auto-salvação.

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03.04.2024 | por Pedro Moura

Sindicato dos Jornalistas Angolanos: uma história singular com mais de 30 anos a partir a pedra dura da democratização

 Sindicato dos Jornalistas Angolanos: uma história singular com mais de 30 anos a partir a pedra dura da democratização Um sindicalismo que começou por ter como grande reivindicação a defesa intransigente do primeiro de todos os direitos fundamentais que é a liberdade de expressão sem a qual a liberdade de imprensa tão cara aos jornalistas mas não só, poderia ser o bem público que a todos serve, sem excepção. É claro que, na prática, as coisas nem sempre são conforme estão escritas, sendo Angola um caso emblemático deste choque, que é permanente, do discurso com a realidade, do texto com o contexto.

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02.04.2024 | por Reginaldo Silva