«A Afirmação Negra» em Portugal através dos textos de Mário Domingues (1919-1928)

17.01.2022 | par Alícia Gaspar | afirmação negra, colonialismo, mário domingues, negritude, Portugal

Alkantara Festival | Tarantode no Espaço Urbano Desmemoriado

@ © Irineu Destourelles - Sobre o original chafariz D’el Rey, C. 1570-80, Anónimo, Coleção Berardo@ © Irineu Destourelles - Sobre o original chafariz D’el Rey, C. 1570-80, Anónimo, Coleção Berardo

20.11 2021, sábado, 19h30
TERRA BATIDA
Vídeo Performance - 180 Min Conversa Performance - 60 Min

Nesta vídeo-performance transmitida em direto via Internet, o artista visual Irineu Destourelles reflete sobre a ausência ideológica e histórica dos corpos negros na cidade de Lisboa, contraposta à exacerbação da vídeo-vigilância e da punição.

À vídeo-performance, segue-se uma conversa performance, intitulada “Leituras dos desassossegos de Tarantode: performance”, entre Irineu Destourelles e Gio Lourenço, do Teatro Griot, sobre desmemorização, violência, vigilância, e ‘animalização’ do corpo negro.

Dizem que Tarantode é a feia alma penada de João de Sá Panasco que anda pela nossa cidade sem segredo. Outrora, por desígnio real, nobre cavaleiro ao serviço da Ordem de Santiago. O “Preto da casa do Rei” com língua sanguinária e desdenhado pela corte. Morreu infeliz e só. Seguido à distância, Irineu Destoureles na pele de Tarantode, meio-pessoa, meio-animal, percorre Lisboa à procura de borboletas. Uma vídeo-performance transmitida em directo via internet.

— Irineu Destourelles

Nota biográfica

Irineu Destourelles é um artista visual cuja prática artística é sublinhada por um tratamento especulativo do impacto da violência discursiva sobre a personalidade. Trabalhando predominantemente com a imagem em movimento e com particular atenção ao conceitos que constroem categorias sociais ele propõem estados de ser problemáticos. Os seus trabalhos tem sido apresentados no Museu Calouste Gulbenkian (Lisbon, 2019), MAMA Showroom (Rotterdam, 2019), Goodman Gallery (Cidade do Cabo, 2019), Transmission (Glasgow, 2017), Transmediale (Berlim, 2015), Videobrasil 18 (São Paulo, 2013) entre outros. Estudou Belas artes na Willem de Kooning Academy (Roterdão) e Central Saint Martins (London). Nascido em Santo Antão, Cabo Verde em 1974 e vive em Edimburgo, Reino Unido.

Mais informação aqui.

Bilhetes aqui.

12.11.2021 | par Alícia Gaspar | alkantara festival, cultura, Irineu destourelles, negritude, tarantode no espaço urbano desmemoriado, vídeo performance

UNA - União NEGRA das Artes

AṢẸ! SOMOS A UNA!

É com alegria que lançamos publicamente a UNA - União NEGRA das Artes, constituída em Abril de 2021, no seio da luta antirracista em Portugal e na sequência das diversas manifestações e debates recentes em torno da reivindicação de direitos humanos, da descolonização do conhecimento e da valorização do legado artístico-cultural protagonizado por pessoas negras. Estamos felizes por constituir esta associação que visa defender os interesses específicos da negritude no setor cultural, tendo em conta as continuidades históricas do racismo colonial que, até hoje, mantém assimetrias profundas que dificultam a criação, a fruição, o acesso, a produção, a programação e, consequentemente, a representatividade negra no setor artístico em Portugal.

Somos um espaço aberto para quem se reveja nos nossos princípios - celebração, denúncia, transparência, interseccionalidade, horizontalidade, representatividade e ancestralidade - e pretenda combater as desigualdades raciais historicamente construídas assim como celebrar o nosso longo e rico legado artístico.

Os nossos principais objetivos são a promoção, elevação e fortalecimento da representatividade negra no campo artístico, assim como o reconhecimento e a valorização do património imaterial da população negra em Portugal.
O nosso foco principal é contribuir para a elaboração de políticas de reparação e medidas de ação afirmativa no setor cultural, em articulação com artistas, movimentos sociais, entidades públicas e privadas. Cabe-nos também produzir dados e ferramentas que evidenciem as desigualdades raciais, através de um auto-mapeamento ao nível nacional.

Somos uma equipa diversificada composta por 35 pessoas que desenvolvem o seu trabalho no setor cultural em vertentes artísticas abrangentes, enquanto artistas, mas também nas áreas da gestão cultural, agenciamento, curadoria, programação, investigação e arte-educação.

O nosso trabalho já começa a dar frutos, e este é um momento de importante celebração para o setor artístico e a sociedade civil, pois a ponte de diálogo estabelecida entre a União Negra das Artes e a Direção Geral das Artes, resultou na adição de um novo subcritério de apreciação no Programa de Apoio a Projetos 2021, que valoriza a inclusão de elementos que representem a diversidade étnico-racial, designadamente de afrodescendentes.

ARTE, UNIDADE E LUTA!

UNA - União Negra das Artes

www.uniaonegradasartes.pt

geral@uniaonegradasartes.pt

comunicacao@uniaonegradasartes

02.08.2021 | par Alícia Gaspar | arte, cultura, DGA, multiculturalidade, negritude, Portugal, união negra das artes

« Aimé Césaire, une voix pour l’histoire » no Inst Franco-Português, LISBOA

En hommage à Aimé Césaire et dans le cadre de sa politique de diffusion culturelle du documentaire français à l’étranger, le ministère des Affaires étrangères et européennes met à disposition des postes le coffret DVD multilingue « Aimé Césaire, une parole pour le XXIèmesiècle » comprenant un portrait en trois partie réalisé par Euzhan Palcy, « Aimé Césaire une voix pour l’histoire », ainsi qu’un recueil de textes, « A B Césaire », conçu à partir d’interviews menées par Euzhan Palcy et Annick Thébia-Melsan.

Poète, dramaturge, essayiste, pamphlétaire, historien, Aimé Césaire est universellement reconnu comme l’un des grands écrivains du XXème siècle. Euzhan Palcy lui rend hommage dans ce portrait construit en trois parties, qui explore les interrogations de notre temps à partir de l’œuvre et la pensée du grand chantre de la Négritude.

1ère partie : L’île veilleuse - 55’

La vie, l’œuvre et l’action politique du poète. Aimé Césaire nous fait découvrir sa Martinique.

2ème partie : Au rendez-vous de la conquête : 57’

L’éthique, la théorie et la philosophie de la Négritude. Les différentes rencontres du jeune étudiant Aimé Césaire à Paris avec des penseurs, des intellectuels ; sa rencontre avec l’Afrique par le biais du jeune Senghor.

3ème partie : La force de regarder demain - 52’

Comment trouver « La force de regarder demain » après les désillusions de la colonisation, les dérives de la Négritude, les échecs du tiers-mondisme, la « maladie du développement » et face à la crise planétaire ?

Aimé Césaire, un recueil de textes :

Un recueil conçu à partir des interviews menées par Euzhan Palcy et Annick Thébia-Melsan. Au fil de l’alphabet, une promenade dans la vie d’Aimé Césaire : les souvenirs d’enfance, les combats politiques, les amitiés. L’hommage aussi à l’un des plus grands poète de son époque.

Réalisation : Euzhan Palcy

Conception : Euzhan Palcy et Annick Thébia-Melsan

Coproduction : SALIGNA AND SO ON - France 3 - INA - RFO - RTS (Sénégal)

Année : 1994 - Couleur et NB

Version originale française/ Langues : Anglais, Allemand, Arabe, Espagnol, Portugais NTSC

08.04.2011 | par martalanca | Aimé Césaire, negritude