Online Distortion / Border Line(s)

ONLINE DISTORTION / BORDER LINE(S), a mais recente criação do coletivo OS PATO BRAVO, tem estreia marcada no Teatro Viriato, em Viseu, a 16 e 17 de julho. Seguem-se depois dez apresentações em Lisboa, no espaço Casa do Capitão, no Hub Criativo do Beato, de 21 de julho a 1 de agosto.

Um espetáculo-instalação desenvolvido a partir da experiência de uma viagem à Arménia e do cruzamento entre diferentes contextos aí vividos, ONLINE DISTORTION / BORDER LINE(S) é uma criação de Pedro Sousa Loureiro, que conta com criação musical e espaço sonoro de Francisco Barahona

O espetáculo parte do contraste experienciado por Pedro Sousa Loureiro quando, em setembro de 2019, realizou uma residência artística em três localidades da Arménia, com o objetivo de filmar um documentário, e aí contactou com o trabalho de diversas artistas plásticas feministas e com um enorme confronto urbano/rural. A este cruzamento entre contextos urbanos e rurais vivido em Yerevan (capital da Arménia), Byurakan e Talin (duas localidades rurais), junta-se o regresso ao quotidiano, em Portugal, e a experiência pandémica que se seguiu.  

ONLINE DISTORTION / BORDER LINE(S) relaciona estas questões com a obra da artista plástica Cindy Sherman, procurando abordar os conceitos de feminidade, excentricidade e insólito, e questionando se a realidade, tal como a conhecemos, é resultado da perceção ou da distorção. O espetáculo-instalação contará com filmagem e projeção em tempo real, ferramentas que ampliarão o tamanho do corpo dos performers e criarão uma diferença de escala, explorando assim os limites físicos e psicológicos, as disfunções e contrastes, as diferentes relações hierárquicas e a luta de egos.

Com criação e direção de Pedro Sousa LoureiroONLINE DISTORTION / BORDER LINE(S) contará com interpretação do próprio e de Joana Cotrim, Marta Barahona Abreu e Susana Blazer. O espetáculo é uma produção do coletivo OS PATO BRAVO, em coprodução com o Teatro Viriato.

ENSAIO DE IMPRENSA - LISBOA: 5 DE JULHO (SEGUNDA-FEIRA):

15h: Ensaio corrido, seguido de entrevistas

Local: Liceu Camões (Praça José Fontana, 1050-129 Lisboa)

ENSAIO DE IMPRENSA - VISEU: 14 DE JULHO (QUARTA-FEIRA):

15h: Ensaio corrido, seguido de entrevistas (possibilidade de filmar e fotografar)

Local: Teatro Viriato

29.06.2021 | par Alícia Gaspar | espetáculo, lisboa, música, pato bravo, teatro Viriato, Viseu

Itinerários Sonoros na Performance art: processos de criação e recriação artística

Nos dias 7, 14 e 21 de Abril terá lugar o Seminário Itinerários Sonoros na Performance art: processos de criação e recriação artística (Núcleo de Investigação em História da Arte: Práticas Artísticas Contemporâneas do CITCEM / FLUP) com a participação de Manoel Barbosa, Vítor Rua, António Olaio,  Jaime Reis, Tânia Dinis, Frederico Dinis, António Barros, Gustavo Costa e Ana Cancela.
Este seminário corresponde a uma das etapas da investigação de doutoramento em curso Artes Sonoras na Performance Art em Portugal (Flup / CITCEM) que tem como principal enfoque o estudo e identificação da relação entre a performance art portuguesa e a música/som — sinergias, práticas e arquivo — desenvolvido num arco temporal compreendido entre a década de 1960 do século XX até à atualidade.

Com este seminário pretende-se problematizar e mapear o extenso território onde a performance e as artes sonoras se fundem, através de um cruzamento entre a circulação do saber teórico, do arquivo e da prática artística contemporânea. Assim. este seminário tem como objectivo promover o diálogo entre artistas e investigadores em História da Arte Contemporânea de forma a estabelecer o confronto entre a prática artística e estudos teóricos até agora realizados em Portugal sobre esta temática.
O seminário realizar-se-à via Zoom (https://videoconf-colibri.zoom.us/j/83805523320) com entrada livre.


30.03.2021 | par Alícia Gaspar | arte, artes sonoras na performance art em portugal, CITCEM, contemporânea, entrada livre, FLUP, história da arte, música, online, processos de criação e recriação artística, seminário

CICLO MUNDOS Galandum Galundaina

GALANDUM GALUNDAINA (Portugal) faz parte da genealogia de uma região com um património musical e etnográfico único, que durante muito tempo ficou esquecido. Ao longo dos últimos 20 anos o grupo contribuiu para o estudo, preservação e divulgação da identidade cultural das Terras de Miranda, Nordeste Transmontano.
O seu trabalho de investigação e recolha, junto de pessoas mais velhas com conhecimentos rigorosos do legado musical da região, a par da formação académica na área da música, concretizou-se num sentido renovado no modo de entender as sonoridades que desde sempre conheceram. Com a sua música não procuram criar novos significados, mas antes descrever os lugares e a vida; encontrar as raízes que permitem que a cultura se desenvolva.
Em palco os quatro elementos apresentam um repertório vocal e instrumental na herança do cancioneiro tradicional das Terras de Miranda, onde as harmonias vocais e o ritmo das percussões nos transportam para um universo atemporal. Das memórias da Sanfona, da Gaita-de-foles Mirandesa, da Flauta pastoril, do Rabel, do Saltério, do Cântaro, do Pandeiro mirandês, do Bombo e da Caixa de Guerra do avô Ventura, nasce uma música que acumula referências, lugares, intensidades, tempos. Para Galandum Galundaina a música não se inventa; reencontra-se.
Os álbuns editados têm tido uma excelente apreciação pela crítica especializada. Em 2010 para além da atribuição do Prémio Megafone, o álbum Senhor Galandum foi reconhecido pelos jornais Público e Blitz como um dos dez melhores álbuns nacionais.


MELINGO (Argentina)
Ao vivo, Melingo, voz marcada pela vida, é um portento de alma e emoção, que consegue incorporar o lado maldito do rock de Nick Cave e da chanson de Serge Gainsbourg na criação elevada por Gardel até à condição de banda sonora por excelência das vielas de Buenos Aires. Em Paris, Melingo ainda aprendeu algo do cabaret que faz com que a sua música soe melhor com luzes baixas e um copo na mesa em frente a nós. As suas canções pegam no tango e retorcem-no, sem nunca o descaracterizar. Melingo soa perfeito por cima de bandoneon e baixo, por cima de trombone ou guitarra. Ao vivo, é um actor possuído que vive as histórias negras de que falam as canções. No britânico Guardian afirmou-se que «a extravagante teatralidade dos seus concertos irá conduzir Melingo ao sucesso internacional.» Sem dúvida. Melingo regressa a Portugal para apresentar o disco novo que sairá em outubro.
CICLO MUNDOS – Fundação INATEL | Teatro da Trindade INATEL – Lisboa
Uma proposta musical intercultural, intergeracional e universalista
Programação 2019
26 FEV. MARI BOINE (Noruega) | RECANTO (Portugal)
19 MAR. LE TRIO JOUBRAN (Palestina) | O GAJO (Portugal)
23 ABR. LADYSMITH BLACK MAMBAZO (África do Sul) | MARTA PEREIRA DA COSTA (Portugal)
30 ABR. SOFIANE SAIDI & MAZALDA (Argélia) | REALEJO (Portugal)
14 MAI. BEATRIZ NUNES (Portugal) | MAGANO (Portugal)
28 MAI. REFUGEES FOR REFUGEES BAND (Síria/Tibete/Paquistão/Iraque/Afeganistão/Bélgica) | URZE DE LUME (Portugal)
11 JUN. BLICK BASSY Camarões (Camarões) | NIÑO DE ELCHE (Espanha)
12 JUN. AMADOU E MARIAM (Mali) | TOQUES DO CARAMULO (Portugal)
16 JUL. ANTONIO CHAINHO (Portugal) convida RÃO KYAO (Portugal) | UXÍA (Galiza)
15 OUT. LEYLA MCCALLA (EUA/Haiti) | TÓ TRIPS (Portugal)
29 OUT. MELINGO (Argentina) | GALANDUM GALUNDAINA (Portugal)
19 NOV. MUZSIKÁS (Hungria) | LULA PENA (Portugal)
17 DEZ. CAPICUA (Portugal)

24.10.2019 | par martalanca | música

WI Project

O WI Project (WI – amigo em calão angolano) é uma dupla musical fundada pelo angolano Wilder Amado (voz, violão, baixo) e o israelita Ilia Kushner (saxofone, flauta, limba). Os jovens músicos encontraram-se pela primeira vez em 2012 em Luanda, Angola, onde começou a trajetória de colaboração artística e projetos de carácter variado, nomeadamente acompanhamento de artistas angolanos, internacionais, produção, trabalhos individuais e, ao longo da partilha conjunta nasce a ideia do WI Project.

Nem Wilder nem Ilia se definem pelo local de nascimento, simplesmente como seres humanos - afropolitanos e cidadãos do mundo. Assim, a sonoridade do duo é abrangente, e assenta no afro jazz, MPB, reggae, funk, música latina, fusão de estilos alternativos de raiz africana, e angolana em particular, como Kilapanga ternária e Massemba. Richard Bona, André Mingas, Djavan, Ed Motta, Filipe Mukenga, Boy Gé Mendes, Sara Tavares, Stevie Wonder, Toto ST, Fela Kuti, Clube da Esquina, Jimmy Dludlu e Sting são alguns dos artistas que inspiram a dupla. O seu repertório é composto quer por músicas originais como por covers de temas em português, inglês, espanhol, crioulo cabo-verdiano e antilhano, línguas regionais angolanas (kimbundu, umbundu, tchokwe), lingala (RD Congo), douala (Camarões) e hebraico. 

WI Project foi apresentado em vários lugares de Angola, bem como na África do Sul (2014) e São Tomé (2016). Em 2018 realizaram a “Europe Kudissanga Tour”, atuando em Portugal, Espanha, Alemanha, Inglaterra e Holanda como finalidade colaborar com músicos locais e angariação de fundos para o “Project WI for África” na África Austral, dentro do mesmo conceito usando a plataforma musical tendo como objetivo: propagação da cultura e mensagens de educação e paz em lugares remotos da África Austral e futuramente noutras partes do mundo. 

O álbum de estreia Kudissanga é produzido e gravado de forma independente. O disco conta com a participação de artistas angolanos, bem como de músicos de renome de Israel, África do Sul, Botswana e RD Congo.

Shows de Lançamento:

17 de Outubro - Apresentação e lançamento Kudissanga em Miami Beach (Ilha do Luanda)

2 de Novembro – Show WI Proejct e amigos na nova Fundação Arte e Cultura (Ilha de Luanda, junto ao Centro Médico e à Escola Primária 120

Mais música e informações nas redes sociais: 

Facebook: https://www.facebook.com/WIProjectWI

Instagram: https://www.instagram.com/wiprojectmusic

YouTube: https://tinyurl.com/ycujfsfw

Sound Cloud: https://soundcloud.com/wiproject

WI Project (WI – friend, in Angolan slang) was founded by Angolan Wilder Amado (lead vocals, guitar) and Israeli Ilia Kushner (saxophone, flute, limba). The young musicians met in Luanda, Angola´s capital, in 2012 where they began an artistic collaboration across different projects, including the accompaniment of national and international artists, production, individual works, ultimately creating the “WI Project”.

The two are not defined by their place of birth, but simply as human beings, Afropolitanos and World Citizens. Duo´s sound ranges from Afrojazz, MPB (Brazilian popular music), Reggae, Funk, and Latin, merged with alternative styles of African and Angolan traditional rhythms such as ternary Kilapanga, and Massemba. Richard Bona, André Mingas, Djavan, Ed Motta, Filipe Mukenga, Boy Gé Mendes, Sara Tavares, Stevie Wonder, Toto ST, Fela Kuti, Clube da Esquina, Jimmy Dludlu and Sting are some of pair´s inspiration. Their repertoire consists of both original songs and interpretations of themes and rhythms in Portuguese, English, Spanish, Cape Verde and Antilles Creole, Angolan regional languages (Kimbundu, Umbundu, Tchokwe), Lingala (Congo), Douala (Cameroon) and Hebrew.

WI Project presented in Angola, as well as in South Africa (2014) and São Tomé (2016). In 2018 they made the “Europe Kudissanga Tour”, playing in Portugal, Spain, Germany, England and The Netherlands in order to collaborate with local musicians and fundraise for “Project WI for Africa”. Wilder and Ilia would like to use their musical platform spread culture, education and peace messages across remote parts of Southern Africa and other parts of the world thereafter.

The debut album, Kudissanga, has produced and recorded independently. This CD includes original compositions and participation of musicians from Angola, Israel, South Africa, Botswana and RD Congo. 

Release concerts:

17 October - Kudissanga apresentation and concert in Miami Beach (Ilha do Luanda)

2 NovembrWI Proejct e amigos concert in the new Fundação Arte e Cultura (Ilha de Luanda, junto ao Centro Médico e à Escola Primária 120

30.09.2019 | par martalanca | música

Ciclo Mundos 2019 I Teatro da TrindadeI 30 abril

21h00 REALEJO (Portugal)

Formado em 1990, o grupo Realejo dedica-se à criação e interpretação de música das tradições europeias (a partir da Idade Média), com especial incidência na música para sanfona, instrumento que havia desaparecido completamente no nosso país durante o século XIX. O grupo utiliza instrumentos tradicionais portugueses, a maior parte dos quais construídos por Fernando Meireles que é, atualmente, o único construtor de sanfonas em Portugal. Com três álbuns editados, o Realejo já realizou mais de 200 espetáculos em todo o país e no estrangeiro. A partir de 2000, o grupo começou também a explorar a utilização da voz em temas tradicionais e outros da sua própria autoria. Dotado de um conjunto de músicos talentosos, o Realejo consegue um equilíbrio notável entre a tradição e a modernidade de que resulta uma música inventiva e personalizada, unanimemente elogiada pela mais exigente crítica musical portuguesa.

22h00 SOFIANE SAIDI & MAZALDA (Argélia)

Chamam-lhe “o príncipe do raï 2.0”, o novo expoente do estilo mais febril da música argelina. Natural de Sidi Bel Abbès, aos 15 anos já cantava nos clubes mais lendários de Orão. Em Paris, para onde emigrou, transformou-se numa criatura da noite. Era possível encontrá-lo em cabarets, clubes, bares, a acompanhar DJs à beira do Sena. Depois, chegaram os grandes palcos. Como Khaled com a sua banda mágica nos anos 90, Sofiane Saidi encontrou no sexteto Mazalda o entorno que o ajuda a focar. Uma banda com instrumentos como o saz e o mezoued, mas essencialmente elétrica, trazendo para os nossos dias o raï de sabor clássico que Sofiane tem na voz rouca e quente.

29.04.2019 | par martalanca | música

Faradai & Ikonoklasta, Poemas Sem Cor

Quando dois músicos que partilham gostos musicais, começam a conversar muito um com o outro o resultado torna-se previsível: Vão fazer mambos juntos. 

Fara e Ikono tiveram este encontro casual em 2014, depois de muita conversa fiada, para lá de um(1) ano e uma prisão pelo meio, surgiu o desafio lançado por Faradai: Vamos gravar uma joint! 

Aproveitando a prisão domiciliária de 3 meses de Ikonoklasta, um instrumental foi engravidado e nasce o tema ’’Poemas Sem Cor’’.

Sob a produção de Faradai, a viagem sonora e experimental procura dar corpo ao manifesto de forma mista, onde cada artista escrevive na sua visão os dikulos desta constante realidade, na qual buscamos a sanidade da loucura nesta Angola.
E é sob o selo da Kongoloti Records, que estes dois artistas apresentam neste rebento, a necessidade orgânica que a dinâmica destes opostos vos pode oferecer.
Irão fazer mais joints? Provavelmente. Mas até lá para acalmar a curiosidade, venham daí tomar esta refeição.

Bom apetite!!


http://kongorecs.com/pt/faradai-colabora-com-ikonoklasta/
https://soundcloud.com/kongoloti-records/faradai-ikonoklasta-poemas-sem-cor
https://faradaiikonoklasta.bandcamp.com/track/poemas-sem-cor


15.05.2017 | par martalanca | Faradai, ikonoklasta, música, Poemas Sem Cor, rap angolano

Álbum de estreia de Nandele

Lançamento a 2 de Maio, no Centro Cultural Franco - Moçambicano 

Depois do aclamado Argolas Deliciosas, o beat maker e artista moçambicano Nandele lança o álbum Likumbi, onde explora “vértices, zonas obscuras que sempre existem”, como revelou numa entrevista.

O álbum cruza sonoridades diversas, influências do Trip hop ao Drum and bass, do
experimental ao Big beat, num percurso profissional de mais de 18 anos. Likumbi (ritos de iniciação no grupo étnico Makonde, em Mueda, de onde é originário o Nandele) é também, simbolicamente, uma iniciação na produção discográfica e uma emancipação numa trajectória que se foi impondo com singularidade no contexto moçambicano e regional. O álbum, que foi produzido nos últimos dois anos e será editado pela Kongoloti Records em Maputo, conta com os trabalhos de mistura e masterização de Grasspopers, participações de embrion e do sul-africano Dion Monti. Com doze faixas, a produção de Likumbi foi, como o ritual que designa, uma experiência com medos, hesitações e aprendizagem, e é também uma
sincera homenagem ao povo Makonde. Nandele diz ter “tido a certeza de que era este o caminho que seguiria ao fim de vários meses de dúvida”, não só pelos compassos que foi tomando como pela integração de elementos sonoros distintos em todo o processo. É, portanto, um álbum que oferece surpressa ao ouvinte,
da primeira à última faixa.
Likumbi, 2 de Maio, Centro Cultural Franco – Moçambicano, 19H30


Info: nandele.bandcamp.com

15.04.2017 | par martalanca | Moçambique, música, Nandele

Festival ImigrArte 2016 // 10ª Edição

O Festival ImigrArte vai celebrar a sua 10ª edição nos dias 12 e 13 de Novembro com a participação de organizações e artistas de 24 países. O resultado é uma ampla programação que consta de dois dias de espectáculos e eventos nas áreas da música, dança, teatro, literatura, cinema, artes, workshops, debates, gastronomia e muito mais. 

Organizado pela Solidariedade Imigrante - Associação para a Defesa dos Direitos dos Imigrantes, o ImigrArte envolve os imigrantes na organização deste evento, oferecendo-lhes a possibilidade de divulgarem as suas culturas, de debaterem as questões que mais os preocupam e de desenvolverem o sentimento de pertença ao nosso país.
A intenção do Festival não é a de ser uma mera mostra de culturas: o ImigrArte é fruto da partilha e solidariedade entre os povos e da interacção entre associações de imigrantes e portuguesas e pretende promover a cidadania activa e consciente. 
O Festival é uma ocasião para juntar países e culturas, mas sobretudo para dar espaço a debates e temas de importância central na vida dos imigrantes no nosso pais.
A 10ª edição do ImigrArte vai incluir uma manifestação que luta pela igualdade de direitos entre portugueses e imigrantes. A concentração terá lugar na Praça Martim Moniz no dia 13 de Novembro a partir das 14.00 horas, seguindo em marcha até ao Ateneu Comercial de Lisboa.
O Festival conta com a participação de cerca de 30 organizações que estarão presentes com bancas onde, além de informações sobre as suas actividades, se poderá encontrar artesanato e gastronomia dos quatro cantos do mundo. Entre as actividades oferecidas encontrarão workshops, exposições, debates e concertos, e também não faltará o divertimento para os mais pequenos que poderão desfrutar dum espaço lúdico com animadores e convidados especiais. 
Ao dispor do público estará também um serviço gratuito de rastreios de saúde. A entrada para o Festival e para todas as suas actividades é gratuita. 

10ª Edição do Festival ImigrArte
Onde: Ateneu Comercial de Lisboa (junto ao Coliseu dos Recreios), Rua das Portas de Santo Antão n.º 110, Lisboa.
Quando: 12 e 13 de Novembro 2016   Sábado das 14,30 às 2.00 ; Domingo das 17 às 00.00
Países participantes:  Angola, Bangladeche, Brasil, Bielo - Rússia, Cabo Verde, Costa do Marfim, 
Espanha, Guiné Bissau, Índia, Itália, México, Moçambique, Moldávia, Nepal, Paquistão, Perú, Portugal, Reino Unido, República Dominicana, Roménia, Rússia, São Tomé e Príncipe, Ucrânia e Venezuela.

Toda a programação do evento disponível em www.festival-imigrarte.com ou www.facebook.com/festivalimigrarte.

Direção do Festival ImigrArte : Solidariedade Imigrante – Associação para a Defesa dos Direitos dos
Imigrantes,  Rua da Madalena nº8 – 2º , 1100-321 Lisboa
Telm: (00351) 96 89 89 720
Tel/Fax: (00351) 21 887 07 13
E-mail: comunicacaoimigrarte@gmail.com  

03.11.2016 | par marianapinho | artes, cinema, dança, debates, Festival ImigrArte 2016, gastronomia, literatura, música, Solidariedade Imigrante, teatro, workshops

Aline Frazão, concertos Lisboa, Porto e Coimbra

Aline Frazão regressa a Portugal para uma temporada de concertos de Outono, com a estreia do seu novo espectáculo “Insular”.
Após a apresentação do seu novo disco no início do ano em Portugal, e da tour internacional, Aline Frazão volta aos palcos nacionais para partilhar a poesia da sua mensagem, capaz de construir pontes entre a urgência da acção e a serenidade do isolamento, e uma linguagem musical que, ao terceiro disco, integra a vertente eléctrica na sua costumeira toada acústica.
Os concertos trarão os temas do tão aclamado novo disco, que contou com a produção de Giles Perring e a participação de Pedro Geraldes (Linda Martini), não esquecendo os trabalhos anteriores “Movimento” (2013) e “Clave Bantu” (2011).

11.10.2016 | par martalanca | Aline Frazão, música

Ciclo Mundos – setembro | Teatro da Trindade INATEL

8 de Setembro |  21h30

 

KAYHAN KALHOR & TOUMANI DIABATÉ (Irão/Mali)

Apesar dos 6 500 quilómetros que separam Teerão de Bamako, Kayhan Kalhor e Toumani Diabaté têm numerosos pontos em comum. Têm praticamente a mesma idade, iniciaram a carreira de solistas muito jovens - Toumani tinha 5 anos e Kayhan sete anos- e fizeram a mesma escolha dão aprender a música clássica dos seus respectivos países. A sua principal particularidade é tornarem-se, através de um jogo bastante pessoal e uma pesquisa inovadora, os embaixadores culturais das suas regiões e até do seu continente. Ambos têm a ousadia de ultrapassar as fronteiras da sua arte graças aos numerosos encontros internacionais. Então se este diálogo entre o kora mandinga e o kamanché persa é totalmente imprevisível, aquele entre Toumani Diabaté e Kayhan Kalhor é evidente. Fazem-nos partilhar uma preciosa aventura musical e humana.

15 de Setembro | 21h30

METÁ METÁ (Brasil)

O trio trabalha com a diversidade de géneros musicais brasileiros, utilizando arranjos nus e económicos que ressaltam elementos melódicos e signos da música de influência africana no mundo, explorando o silêncio e o contraponto, fugindo das ideias convencionais, seja nas características estéticas, ou seja, no modo alternativo de compartilhar a sua arte. No show, o trio chama ao palco os músicos Marcelo Cabral (baixo), Samba Ossalê (percussão) e Sérgio Machado (bateria). Com a banda, Metá Metá revela o lado mais pulsante do cd, com grooves dançantes, e arranjos em que a polifonia explorada pelo trio se expande para dialogar agora com referências do rock, afrobeat e dos batuques brasileiros em geral.

 

22 de Setembro |  21h30

DAKHABRAKHA (Ucrânia)

O nome parece impronunciável, como uma formula diretamente saída de um conto de fadas. Um homem e três mulheres vindos da Ucrânia e vestidos com trajes tradicionais. Com os seus cantos polifónicos e toucas na cabeça, eles misturam a tradição com a modernidade. É um dos grandes fenómenos dos últimos anos no circuito das músicas do mundo. O quarteto ucraniano DakhaBrakha parte de melodias tradicionais do seu país recolhidas em aldeias onde sobrevivem algumas dessas expressões quase esquecidas, pervertendo-as depois com um amplo dicionário de outras músicas resgatadas às mais variadas geografias – chamam-lhe «caos étnico». Tão bela quanto estranha, esta súmula desafia classificações e tanto assenta em harmonias vocais feéricas como toma caminhos de um transe eminentemente físico.

 

Local dos concertos:

MORADA |Teatro da Trindade INATEL

Rua Nova da Trindade, 9 | 1200-301 LISBOA

Coordenadas GPS: 38° 42′ 43.1” N | 9° 08′ 33.6” W

30.08.2016 | par martalanca | Ciclo Mundos, música

Lançamento de "Chapa Quente" novo disco da editora Príncipe

A editora Príncipe, no próximo dia 15 de Abril, orgulha-se de lançar o novo disco de Dj Marfox “Chapa Quente”.

DJ Marfox e a Príncipe têm percorrido um feliz e transformador caminho desde o lançamento do seu EP de debute, e da editora, “Eu Sei Quem Sou”, em finais de 2011, onde tornava clara a sua intenção em apresentar as suas raízes culturais, e raízes enquanto ímpeto para uma evolução crítica, criativa, tecnológica e social. A herança de Marlon Silva aka Marfox ascende a São Tomé e Príncipe, tendo começado a produzir e a tocar ao vivo como DJ na adolescência, disseminando a sua música pelo YouTube e lançando de forma independente singles em mp3 a partir da Portela de Sacavém. A compilação “DJs di Ghetto” (2006), produzida com a sua crew com o mesmo nome, ganhou estatuto lendário no Portugal urbano e nas comunidades da diáspora luso-africana pela Europa fora, contribuindo a partir daí para a emergência de uma rede consistente de jovens criativos ávidos por inovações na cultura e som da música electrónica de dança.

Dj Marfox | Marta Pina

O seu som outrora fundamentalmente cru e minimal progrediu para uma rede complexa e rica de influências e realizações, reflexo da vida que informa a sua música, leal às suas bases, mas ciente de onde está e para onde quer ir. “Chapa Quente” transmite um sentimento de uma contínua cena de perseguição numa Nova Lisboa em dinâmica reorganização pela coexistência de diferentes culturas, algo que ressoa com a vida passada de Marfox no entretanto demolido ‘bairro das barracas’ da Quinta da Vitória, onde cresceu entre vizinhos e amigos emigrantes da Índia, Paquistão, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde, algo que ele vê como tendo informado a sua música, sonhada e praticada. Uma paragem para apanhar sol (“Tarraxo Everyday”) mas tudo o resto corre mais rápido que todos nós.

Godspeed.

ARTISTA: DJ Marfox

TÍTULO: “Chapa Quente”

EDITORA: Príncipe

FORMATOS: Vinil 12’’ / Digital

CAT#: P014

DATA DE LANÇAMENTO: 15 Abril 2016

PEDIDOS PROMOCIONAIS: andre@filhounico.com

O tema de avanço “2685” está desde hoje em streaming no soundcloud Príncipe:
DJ Marfox “2685” 

15.03.2016 | par claudiar | editora príncipe, lançamento, música

Buraka Som Sistema encerram as Festas de Lisboa'16 com um último concerto da banda

Do Mundo para Lisboa, os Buraka Som Sistema regressam a casa para encerrar as festas populares e despedir-se dos fãs.

Foto de Gonçalo F. SantosDia 1 de julho, na Torre de Belém, os Buraka Som Sistema encerram as Festas de Lisboa com um grande espetáculo de entrada livre. Depois de 800 concertos pelo mundo, Lisboa, onde tudo começou, é o lugar ideal para uma homenagem ao grupo que irá começar uma pausa no seu trabalho em conjunto.

Em dez anos de atividade, o grupo - composto por Branko, Riot, Kalaf, Conductor e Blaya – andou na estrada e levou o novo som eletrónico da Buraca para todo o mundo, deu concertos e cruzou inspiração, géneros musicais, ideias e projetos com inúmeros artistas internacionais, lançou dois EP, três álbuns e dezenas de singles, ganhou prémios nacionais e estrangeiros. A banda regressa agora a Lisboa para se despedir do mundo e dos seus fãs.

A ponte multicultural é a síntese do ADN dos Buraka Som Sistema, grupo que olha o mundo como um todo e lhe apresentou uma sonoridade musical única criada entre Luanda e a Amadora, Lisboa e o Rio de Janeiro, Londres e Nova Iorque. Uma mistura entre o legado cultural português e a «modernidade musical internacional e contemporânea».

Num ano em que as Festas de Lisboa comemoram os 50 anos da Ponte 25 de Abril, os Buraka Som Sistema e a EGEAC preparam um dia e uma noite memoráveis, em que convidam à viagem, à partilha e à criação de pontes entre distintas culturas, idiomas, géneros musicais e estilos de dança.

 

29.02.2016 | par claudiar | Buraka Som Sistema, música

Fonko, a música que se faz em África

Fonko is a new 6-part documentary series about the musical revolution taking place in Africa today. New African artists are creating their own style of music and thus defining a whole new generation. The program will illustrates how music plays a huge role in African’s growing economy. In the trailer, Ghanaian musician Wanlov discusses his African-gypsy style and artist Sister Fa talks about how politics play a huge role in the Senegalese music scene. There are also interviews and commentaries from Nigerian artists Nneka and 2Face idibia, South African musician Hugh Masekela and Senegalese legend Youssou N’dour to name a few. The program will also discuss the rise of Azonto, South African House and other trends that play a huge role in the shaping of Africa’s music scene. 

 

24.11.2014 | par martalanca | african music, música

Fera - EP com 5 temas, lançamento digital e em cassete

Fera é um quarteto musical rock composto por Pedro Januário, Ivo Relveiro, Nuno Carvalho e Ana Gandum. Fera formou-se em 2013 depois de várias colaborações musicais entre os seus membros no espaço associativo e de criação artística Goela, em Lisboa. 

Disponível online aqui.
Download disponível para efeitos de divulgação.
Teledisco “Escada Fria”


Lançamento em cassete: final de Novembro de 2014 
Gravado ao vivo num celeiro em Foros de Vale Figueira, Alentejo, Julho de 2014. 
Todas as músicas compostas pela fera, excepto moor por Fernando Fadigas. Canção da Vontade inspirada em Your Pillow de Gisèle Pape. 


Mistura e gravação em cassete: Daniel Pinheiro. 
Master e electrónica: Fernando Fadigas. 
Design: Silvia Matias. 
Fotografia: Daniel Pinheiro e Nuno Carvalho 
Produção fera & Fernando Fadigas. 
Edição independente Goela, Lisboa 2014 
Contactos:mailto.fera@gmail.com / 91 605 97 29 (Ana Gandum)

19.11.2014 | par martalanca | Fera, música

Jagwa Music (Tanzânia), 24 Julho, LISBOA e 26 Julho, SINES

Dos subúrbios de Dar Es Salaam, capital da Tanzânia, regressa a Portugal o grupo Jagwa Music para um concerto em Lisboa (dia 24 de Julho _ MusicBox) e outro em Sines (dia 26 de Julho _ Festival Músicas do Mundo).

O seu estilo de dança, o mchiriku, deriva de ritmos de transe tradicionais e tem como elementos característicos a secção rítmica improvisada e o uso de teclados Casio “low-cost” amplificados.

O colectivo, composto por 8 músicos, estará em Lisboa a fechar o primeiro semestre das Musicbox Heineken Series, no MusicBox e a fechar a programação do Festival Músicas do Mundo deste ano.

09.07.2014 | par franciscabagulho | música, Tanzania

Manu Dibango, 20 Jun, LISBOA

Manu Dibango é uma referência mundial do afrobeat e do afrofunk. O saxofonista natural dos Camarões, chegou à Europa nos anos 40 e foi aqui, nas suas inúmeras viagens entre Bruxelas e Paris, que conheceu os mestres Charlie Parker, Duke Ellington e Louis Amstrong. Na década de 50, a convite do músico zairense Kabasele integra a banda African Jazz na qual passa a tocar. Manu Dibango, que desde cedo desenvolveu um ouvido eclético, tem uma ideia que queria materializar ao longo da sua vida: criar numa linguagem musical, um registo sonoro que colocasse em diálogo a riqueza e espiritualidade do jazz e das sonoridades de raiz africana. Foi neste caminho que, em 1972, Soul Makossa chegou aos tops europeus e americanos. Ao longo do tempo este tema foi utilizado por Michael Jackson ou Rihanna, em temas como Wanna be start something ou Don’t stop the music. Produtor, músico e activista, percorreu o mundo em inúmeras tournées e trabalhou para conseguir criar música que caminhasse entre a tradição e os sons do futuro. Manu Dibango irá festejar em Lisboa o seu 80º aniversário, o que fará deste concerto um momento muito especial.

MANU DIBANGO (Camarões, França)

20 JUN // Sexta-feira  22h CASTELO DE SÃO JORGE

sonsdalusofonia.com

16.06.2014 | par franciscabagulho | afrobeat, música

ÁFRICA NEGRA no FMM Sines e no B.Leza em Julho

Os Filho Único apresentam os míticos África Negra para dois concertos: Festival Músicas do Mundo de Sines a 23 de Julho e em Lisboa no B.Leza a 31 de Julho, seguido de uma apresentação a 2 de Agosto no festival Wassermusik em Berlim, que constituirá o primeiro concerto de sempre da formação num país europeu que não Portugal.

+ info

23 de Julho - FMM Sines , 31 de Julho B.Leza 2 de Agosto - Wassermusik Festival, Berlim

27.05.2014 | par franciscabagulho | música

Nástio Mosquito @ Lux Frágil, 17 Abril, LISBOA

28.03.2014 | par franciscabagulho | angola, música

AfrikPlay, Abril 2014, Lisboa

Música no Quotidiano

A programação do Afrikplay | Filmes à Conversa de abril de 2014 é dedicada ao tema “Música no Quotidiano”, com documentários de três países diferentes (Angola, Tanzânia e Botswana).

São três filmes completamente díspares entre si, quer nos contextos sociais que captam quer nas técnicas de realização utilizadas. No entanto, a música e as musicalidades que caracterizam os quotidianos filmados são o seu elo em comum, quer tenham contornos mais contemporâneos, quer estejam enraizadas em tradições ancestrais.

Cada sessão conta com um convidado, que comentará o filme e conduzirá o debate com a audiência.
As sessões são de entrada livre e abertas ao público em geral.

+ infos

1 Abril: É Dreda Ser Angolano (Rádio Fazuma. 65′, 2007)

Com Marta Lança (Rede Angola)

ISCTE-IUL, Ed. I, Auditório J.J. Laginha, 18h00

Este documentário apresenta um dia passado na Luanda pós guerra, viajando num Kandongueiro sintonizado na rádio “Feita por gente, com gente e para toda a gente.” Uma Luanda que abana as ancas com os beats, que ri com as “historinhas” e que, de vez em quando, provoca murros no estômago. Com participações dos Ngonguenha, Mck, Shunnoz, Sbem, Fridolim, Turbantu, Afro e Laranja, entre muitos.

27.03.2014 | par franciscabagulho | angola, música

Mr. Isaac - Vim, Vi, Venci

realização: Inês Henriques

Mr. Isaac é guitarra, voz e movimento de Lisboa. Dias começados em Luanda, traz a sua arte para a Europa aos onze anos. No vínculo com as cordas fala sobre pessoas reais, histórias que nos são perto, caminhos que chegam aos outros. De claves de sol em vinyl colecciona inspiração que viaja de Miles Davis a Bob Marley, na ânsia de nunca se perceber o mesmo.

17.11.2013 | par martalanca | Mr. Isaac, música