Hugo Vieira da Silva adapta Conrad para o século XIX angolano

Hugo Vieira da Silva adapta Conrad para o século XIX angolano A compreensão da cosmologia bantú é algo a que os portugueses não podiam aceder. O filme reflecte muito sobre a impossibilidade de tradução das culturas. Diria que a loucura das minhas personagens é gerada pela impossibilidade de compreensão do outro. Esses delírios são também os delírios provocados pela amnésia portuguesa auto-infligida, amnésia da inquisição nos trópicos, da escravatura, da violência sobre o outro.

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10.08.2021 | por Amarílis Borges

Nos Trilhos da Independência: 90 dias pelo Leste de Angola

Nos Trilhos da Independência: 90 dias pelo Leste de Angola 90 dias de viagem, por terra, no leste de Angola com passagem pela Zâmbia. O objectivo mantém-se desde o início do projecto, em 2010: recolher depoimentos e registar imagens de locais históricos relacionados com a luta de libertação nacional, numa perspectiva o mais abrangente possível. Isso significa entrevistar combatentes e não combatentes, personagens bem conhecidos e outros anónimos, militantes de organizações políticas ou crentes de diversas igrejas que também sofreram a repressão colonial.

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01.09.2013 | por Associação Tchiweka de Documentação

A nova cidade do Dundo

A nova cidade do Dundo Mundialmente conhecido pelo seu acervo em arte Lunda/Tchokwe, o Museu do Dundo possui documentação composta por centenas de relatórios dos diferentes serviços da Companhia de Diamantes de Angola (Diamang), cobrindo detalhadamente cerca de meio século da ocupação colonial da área. O acervo compreende ainda milhares de fotografias e outra documentação relativa à vida cultural das populações do Leste de Angola.

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31.07.2013 | por Carlos Lousada

Coffee-break na branca do Lucapa

Coffee-break na branca do Lucapa O complexo da De Beers é apenas uma coordenada ilusória; à parte do mundo lunda-tchokwe que ali se edificou, entre as paredes que falam em inglês, hesitam em falar português e onde o tchokwé ficou soterrado, longe dos lençóis luzentes de pedras preciosas. A fronteira com o Congo oferece apenas a alusão à famosa vida das fronteiras, dos contrabandos, dos kilapes, da iminência da sobrevivência, dos idiomas que se fusionam em dialetos de notas musicais quase intocáveis, dos filhos feitos à sombra do camião de carga que espera voltar à estrada e das incontáveis gasosas.

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20.12.2012 | por Sílvia Norte