Não perder o ânimo (como não)

Não perder o ânimo (como não) Com que ânimo (a toada esfalfada não descansa). Na sociedade da performance generalizada, a arte de ser uma trabalhadora criativa “insone” (investigadora, artista, escritora, consumidora) que se tornou, com a dita “nova economia”, o novo ethos da arte e da investigação, é antes de mais um novo modelo de normatividade. Um modelo de normatividade do tipo dos que governam e administram sorrateiramente o comportamento e a subjetividade dos corpos 24 horas por dia, como se lhes estivessem a conceder liberdade.

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28.02.2026 | por Paula Caspão

ACARTE: heterotopia, heterocronia e a construção do comum

ACARTE: heterotopia, heterocronia e a construção do comum A partir do ACARTE, Bigotte desenvolve um sofisticado exercício de interpretação das transformações sociais ocorridas em Portugal na década de 80, usando um não menos sofisticado aparelho critico que lhe permite abordar as temporalidades, espacialidades e as múltiplas corporalidades que se colocam em jogo num período de intensas transformações. ACARTE aparece como uma heterotopia e heterocronia. Aparece como um ALEPH no qual se suspendem as determinações de uma sociedade recém-saída do longo período da ditadura de Salazar, no qual se viram truncadas, espacial, temporal e corporalmente, as aspirações da modernidade proclamadas por Almada.

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14.12.2022 | por Jesús Carrillo