Não perder o ânimo (como não)

Não perder o ânimo (como não) é o refrão-interrogação difusa que me acompanha há mais ou menos duas décadas. Em legato ao longo da última. Encurralada numa certa história do presente, cambaleio entre dois vícios persistentes: repensar como viemos aqui parar e imaginar outras condições, outras maneiras de viver, ouvir e contar histórias. Como tecer um estado de espírito para viver coletivamente, em termos melhores do que os que nos são dados no âmbito da “nova (nada nova) economia”; onde ir buscar ânimo para viver como se tivéssemos de facto a liberdade de viver em outros termos, um ânimo para reconhecer que, apesar do poder esmagador dos sistemas de dominação que tentam, por todos os meios, erradicar as vidas não conformes e as formas de divergência, imaginação e insurgência (que felizmente abundam), nunca poderão aniquilá-las completamente, assim dizia Avery Gordon em 2019, a propósito do livro que editou, The Hawthorne Archive: Letters from the Utopian Margins (2018). Não desesperar. Há desmontagem coletiva no ar, pessoas a recusar consentir, a produzir ritmos experimentais de solidariedade e a diversificar formas de amor e amizade. Não esquecer. Tornou-se claro que os termos do sujeito autodeterminado – da economia e autonomia do próprio, da self-performance bem conseguida, da propriedade, apropriação e expropriação – são inadequados para tentar dar conta de (e viver com) um rodilhão de crises que não podem pensar-se separadamente, muito menos dar conta das formas de luta e solidariedade que as pessoas conseguem, ainda assim, organizar por todo o lado, como salienta Denise Ferreira da Silva em conversa com Fred Moten (2021). Para repensarmos os termos em que pensamos e aprendermos a ouvir e a valorizar as iniciativas coletivas de resistência, recusa e insurgência que nunca deixaram de proliferar, são precisas mudanças estruturais profundas nas instituições e sistemas de educação, investigação e produção de conhecimento. Particularmente, parece-me, no que toca às formas de fazer história(s) e de com ela(s) nos relacionarmos.

 

Des-esquecer: a violência socioambiental e epistémica que carateriza o presente destas linhas constitui, entre outras coisas, um legado da economia de conhecimento e perceção que configurou os arquivos do liberalismo, nomeadamente através das formas de separar, classificar, narrar, ignorar e dissimular que coproduziu. Para praticar des-esquecimentos (mais do que para lembrar), a leitura de Dear Science and Other Stories (McKittrick 2021) tem sido um guia precioso: para interrogar a historiografia da liberdade, e especificamente a historiografia dos movimentos de libertação e as suas imaginações futuras, em particular os arquivos e as metodologias de investigação arquivística em que assentam, é preciso desfazer as bases epistemológicas a partir das quais teorizamos, imaginamos e nomeamos a dita “libertação”. Para acabar com a tendência dessas metodologias de investigação histórica a invisibilizar e tornar ilegíveis as relações entre os arquivos do liberalismo, os arquivos coloniais e os arquivos das lutas anticolonialistas – como demonstra Lisa Lowe em The Intimacies of Four Continents (2015), outro guia indispensável –, precisamos de convocar contra epistemologias, outras formas de ler, ouvir, sentir, reler, pensar com e através de arquivos mais diversos (dentro e fora de portas). Em suma, seria bom arranjarmos melhores condições para aprender a imaginar e praticar outras formas de (re)encontrar conhecimento, de ouvir e contar histórias, recorrendo a metodologias transdisciplinares e internacionalistas. 

Com que ânimo (a toada esfalfada não descansa). Na sociedade da performance generalizada, a arte de ser uma trabalhadora criativa “insone” (investigadora, artista, escritora, consumidora) que se tornou, com a dita “nova economia”, o novo ethos da arte e da investigação, é antes de mais um novo modelo de normatividade. Um modelo de normatividade do tipo dos que governam e administram sorrateiramente o comportamento e a subjetividade dos corpos 24 horas por dia, como se lhes estivessem a conceder liberdade. Aquilo a que Irit Rogoff (2017) chamou, na senda de Wendy Brown (2015) e de André Lepecki (2016), “condicionamento neoliberal” por via de subjetividades capturadas sub-repticiamente. Um modelo de normatividade dedicado à fabricação de sujeitos humanos criativos independentes uns dos outros, capazes de coincidir intensamente com os mercados “24 horas por dia, sete dias por semana”, ou seja, com “a infraestrutura global de trabalho e consumo contínuos” (Crary 2013, 3-4) que se começou a instalar no planeta há séculos – embora não em todos os continentes ao mesmo tempo, afetando assim comunidades diversas em momentos e ritmos distintos. Face à homogeneização e à globalização da duração sem pausas definida por um princípio de funcionamento contínuo, as perguntas abundam, em diálogo com leituras que dão forças renovadas, como é o caso de “Napins. Politiques de la sieste”, de Emma Bigé (2021): como gerar interlúdios não performativos; com que antídotos podemos sonhar, contra essa lógica insone de solicitação permanente?

Sem dúvida, à medida que se torna evidente, na crista da atual sociedade do conhecimento e da performance, que muitas das práticas intervencionistas ligadas a práticas experimentais próximas das artes performativas (tal como se desenvolveram a partir dos anos 1960-1970) não culminaram numa transformação profunda das lógicas representacionais que continuam a reger os centros de arte, as universidades, o espaço público, a vida e o trabalho de uma grande parte do mundo; nem no desmantelamento de corpos profissionalizados codificados maioritariamente como masculinos, brancos, cisgénero e fisicamente aptos, torna-se igualmente evidente que as histórias do experimental nas artes e comunidades relacionadas requerem ainda mais atenção crítica, poética e historiográfica.

O ciclo de Histórias do Experimental que este livro documenta atravessou a pandemia de Covid-19 que se expandiu a partir de fevereiro de 2020, com pessoas bloqueadas em todo o lado experienciando várias formas de opressão, numa desigualdade de condições que a pandemia apenas ajudou a revelar e a exacerbar. Num clima já marcado pela divisão, a situação trouxe conflitos que desencobriram de maneira brutal as várias formas de injustiça racial e de violência estatal profundamente inscritas nos dispositivos institucionais, nomeadamente a polícia. Neste sentido, a pandemia trouxe eventos trágicos que obrigaram a debates mais vastos sobre o colonialismo, a supremacia branca, o legado do imperialismo, o racismo institucional e as desigualdades estruturais em curso há vários séculos. É inegável que a violência dirigida às pessoas, ao ambiente e ao planeta, que temos vindo a experienciar carregam os ecos de um projeto imperial euro-norte-americano que repousa no mito – historiográfica e infinitamente continuado – da sua supremacia incorporada-inquestionada. Um mito que continua a reclamar-se portador e defensor da (supostamente única) forma de democracia possível à face da terra.

As Histórias do Experimental que este livro nos permite continuar a frequentar reanimaram forças de imaginação que andavam muito abatidas na vida deste corpo pós-pandémico e arredores. Não estou só a pensar nas forças de imaginação inspiradas pelas formas de experimentalismo estético-artístico e sociocultural que sempre constituíram, para mim, o melhor dos refúgios; a este livro agradeço particularmente as forças de imaginação coletiva produzidas pelas formas de experimentalismo propriamente arquivístico e historiográfico que reúne, e que me parecem indispensáveis para recobrar formas experimentais de imaginação existencial e sociopolítica. Cheguei a um momento da minha história pessoal (esse ‘pessoal’ que não é só político, que não é só teórico, mas também ‘histórico’ e ‘historiográfico’ dos pés à cabeça) em que não consigo imaginar formas de vida comum diferentes das que nos são dadas no regime do capitalismo (neo)liberalista sem interrogar o tipo de relações que mantemos com a história e os arquivos com que se tece: a história que (continuamente) herdamos, a que estudamos, a que fabricamos, a que ensinamos, a que reiteramos (tantas vezes sem querer); a que não sabemos ver, a que apagamos (por vezes sem querer/saber), a que recusamos e a que chegamos, por vezes, por preciosos interstícios de assombração rítmica a várias vozes, a ouvir e a re-imaginar. 

With a little help from our friends and their ghosts, pode ser: em proximidade com leituras, pessoas e pensamentos que reconhecem as pós-vidas da colonialidade no pós-colonial e o extrativismo da modernidade ocidental a prosseguir-se criativamente na multiculturalidade do pós-moderno, e propõem de facto outras historiografias. Pode ser, desviando-se de operações de salvamento nostálgicas que, para (re)animar as lutas pela liberdade, tentam simplesmente recuperar, pela via de uma documentação representacional, práticas de experimentação artística e social radical levadas a cabo em momentos particulares, nomeadamente ao longo dos anos 1960 e 1970. Pode ser, sim, reconhecendo que “a coisa que acabou e a coisa que nunca acaba” (como diz Maddy Costa em referência ao período entre as crises de 2008 e 2020, sobre o qual versa o livro que coedita com Andy Field, Performance in an Age of Precarity) e as formas de precariedade que lhes estão associadas reiteram infinitamente um processo de financeirização da vida humana que já começou a acontecer há vários séculos, nomeadamente nos corpos/vidas dos povos colonizados e escravizados, e não apenas a partir da viragem neoliberalista. Ruminar: o projeto de colonização do capital humano não começou com o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial; a crise dos subprimes, o sistema de crédito de alto risco que explodiu em 2008, reproduz em boa medida o esquema do colonialismo de povoamento, como lembra Lisa Lowe (2015, 197).

Só com uma historiografia que vá para além da temporalidade linear ocidental – essa que bloqueia a implicação e a solidariedade entre tempos, pessoas e lugares – se percebe que as várias crises e catástrofes operam ao serviço da mesma infraestrutura, ao sabor das suas várias iterações: o capital estatal, como tem dito e escrito, em várias ocasiões, Denise Ferreira da Silva. Ora, a infraestrutura económica liberal – e a viragem neoliberal que a intensifica e redistribui pelo planeta inteiro – depende da “violência total” iniciada há mais de 500 anos e continua a trabalhar para a (re)produzir e manter, através de múltiplos reapetrechamentos e tráfegos de separação: deslocalização, expropriação e desempoderamento.

Na introdução inacabada a Comunismo ácido, projeto de livro que não chegou a escrever, Mark Fisher (2022) reativa o “espetro de um mundo que poderia ser livre”. Nesse texto acutilante e cintilante, Fisher salienta que, mais do que visar a “criação de riqueza”, o capitalismo tem-se focado em impedir (e reequipado para) bloquear e suprimir constantemente a produção de riqueza comum, empenhando-se em tornar inimagináveis todas as formas de solidariedade e de experimentação de mundos comuns divergentes. Na versão neoliberalista, o capitalismo tem-se revelado um projeto focado na destruição das experimentações do socialismo democrático e do comunismo libertário que floresceram no final dos anos 1960 e início dos 1970;  com astúcia e grande capacidade de escuta, pode dizer-se, tem incorporado e inculcado modos de vida e trabalho que apenas promovem formas de liberdade, experimentação e criatividade individuais, surripiando e revalorizando noções-chave extraídas da experimentação artística: as noções de processo, improvisação e performance servem às mil maravilhas para validar suavemente a globalização da precariedade política e existencial. Nesta nova (não completamente nova) iteração do capitalismo, uma das características distintivas do capital é, como também refere Fisher, a conjunção circular entre a produção de escassez real (de recursos naturais) e a produção de escassez fictícia (a de tempo, essa que “nos distrai da possibilidade imanente de liberdade”), aliada à obstrução da capacidade de praticar formas de cuidado comum e ao aniquilamento (assaz performativo) da nossa capacidade de imaginar/desfrutar de uma vida para além do trabalho.

Há urgência em des-esquecer as ligações mais do que íntimas deste presente a outras temporalidades. Desencurralar a elipse programada entre geografias e praticar historiografias que, como as que este livro coloca em coexistência, complexificam as relações de interdependência entre geografias e entre passado, presente e futuro. Se o capitalismo contemporâneo depende fortemente, como afirma Angela Davis em conversa com Manthia Diawara (2022), da confiança que deposita no facto de pensarmos o futuro a partir da experiência de um presente condicionado, isolado e desolado (sob a eficácia deprimente da afirmação reiterada de TINA: there is no alternative), é mesmo preciso repensarmos em conjunto e em simultaneidade – num presente multidirecional que não é de hoje  – não apenas as crises e as catástrofes, mas as várias lutas de libertação e as imaginações de outras formas de vida comum. Libertarmo-nos dos espartilhos mentais da temporalidade ocidental e dos termos da separação em que opera, abrindo outras possibilidades – apesar de nos dizerem vezes sem conta que estamos a sonhar alto para nada – de forjar e/ou continuar práticas e utopias emancipatórias na tradição daquelas que, reiteradamente, foram e continuam a ser levadas a cabo por pessoas em situações aparentemente sem saída. Urgência também em reparar, com Fisher, na dimensão de ameaça que constitui, para o capitalismo, a solidariedade e o experimentalismo coletivo. O que o sistema mais teme é que ousemos imaginar outras formas e meios de vida e que, reunindo forças, insistamos na sua manutenção, como afirma também Françoise Vergès (2023). Com isso em mente, vale a pena experimentar acolher os espetros de “margens” ditas “utópicas” e as suas práticas de fugitividade generativa, dar ouvido às centelhas que soltam, pois veiculam possibilidades de libertação que atravessam tempos e espaços, acumulando uma espécie de “excedente cultural ou político” (dizia Avery Gordon na entrevista já mencionada). Para desencurralar esse excedente e abrir a porta a algo como uma “geografia histórica do futuro”, será preciso “mover constantemente a atenção de lugar em lugar”, seguindo as palavras de Ruth Gilmore no prefácio a Rehearsals for Living (Maynard e Betasamake Simpson 2021), para valorizar as práticas de descrição detalhada das diferentes maneiras como as pessoas se conseguem organizar em forças sociais e entusiasmar-se com as transformações inesperadas que ocorrem na prática de umas e outras (procedimentos que, segundo Gilmore, vão para além da documentação de acontecimentos passados).

Numa outra historiografia, o passado ainda não aconteceu e tem de ser continuamente frequentado e recontado. Daí a importância de criar espaços de cuidado comum em sincronia com outros presentes (incluindo presentes não presentes) e em temporalidades enredadas, espaços onde haja espaço suficiente para quem já não está presente e para quem vier; espaço para alojar os “fantasmas” do dito passado e herdar a força das potencialidades que nele hibernam, como declara o coletivo Rede de Conceitualismos do Sul. Numa historiografia experimental do comum como as que encontramos ensambladas neste livro, as forças reunidas nas práticas da contracultura, as lutas e práticas emancipatórias que surgiram nos anos 1960 e se intensificaram ao longo da década de 1970, por exemplo, não foram simplesmente esgotadas ao encontrarem-se cooptadas como precursoras do “novo espírito do capitalismo” (segundo Mark Fisher, o argumento oposto seria mais convincente: o fracasso da esquerda a partir dos anos 1960 explica-se melhor pelo repúdio dos sonhos e utopias emancipatórias desencadeados pela contracultura). Uma historiografia experimental recusa, claro está, a narrativa de      culpabilização da contracultura, que se expandiu com a emergência e afirmação do neoliberalismo e deixou tanta gente sem chão.

Contra as linhas de narração que se tornaram dominantes e afirmam a morte do potencial que não se esgota, há que insistir na dita (supostamente cega e inútil) utopia, abraçar a cócega da fantasmagoria, o desassossego do espetro como metodologia. Uma metodologia assim pode permitir reabitar histórias cujos futuros foram suprimidos pelo capital. Não se trata, contudo, parece-me, de reparar, preservar ou reinventar o passado; mas de o retomar com as metodologias historiográficas – e as “formas de fabulação” – que darão ao passado em causa a oportunidade de modificar o futuro do presente que o reativa (Despret 2023, 15).

Certo é que para ouvir e deixar a assombração fazer o seu trabalho, é necessário forjar práticas de historiografia experimental coletiva, nem que seja pela via do remedeio mal-amanhado; qualquer via que nos permita não dar descanso às histórias dominantes repetidamente reconduzidas, sobretudo àquelas que nos parecem muito claras, certas, quietas, dadas e completamente acabadas. É necessário reconhecer a importância de virar a lógica imperialista dos arquivos contra si própria, para que não haja descanso nos arquivos que tão eficazmente contribuem para a perpétua revitalização das mesmas “ficções políticas vivas” (para usar a expressão de Paul B. Preciado, 2020). Compete-nos ir à procura de outros arquivos e outras relações com os arquivos que encontramos, os que incorporámos, os que nos caem em cima ou os que pisamos todos os dias (imaginar); ir à procura dos que nunca encontrámos por onde tiver que ser, para que não haja, nos arquivos, descanso possível, ao jeito do que escrevem Giulia Palladini e Marco Pustianaz em Lexicon for an Affective Archive (2017). Porque nos queremos mover noutros ritmos e companhias, e porque precisamos mesmo muito de respirar melhor, recusamo-nos a ouvir e a recontar mais histórias de uma certa história supostamente resolvida e encurralada para todo o sempre.

Parece-me que não foi por acaso que a editora deste livro, Ana Bigotte Vieira, ao programar com o Teatro do Bairro Alto uma série de conferências e conversas para reencontrarmos, a partir do presente, estas histórias de prática experimental e de imaginação sociocultural e política ligadas às artes performativas, chamou à conversa uma multiplicidade de vozes – artistas, académicas, estudiosas, ativistas, desejosas, desassossegadas. Vozes que, nas suas práticas a partir de posições diversas, têm vindo a articular e a coligar temporalidades, comunidades, metodologias, tensões e tramas afetivas de geografias dissonantes. Também não será por acaso que os textos agora aqui reunidos avivam a nossa consciência de que, sem uma dinâmica de solidariedade reforçada entre as lutas de libertação coletiva levadas a cabo por tantas e tantas e tantas comunidades, através de tantos e tantos e tantos tempos, lugares e obstáculos, e sem a criação de arquivos e historiografias do (e para o) comum, não será      possível re-imaginar futuros diferentes dos presentes irrespiráveis que se vivem neste globo hiper globalizado.

Em coro dissonante: mais do que documentar práticas de solidariedade acontecidas, mais do que meramente recordá-las, os textos aqui reunidos ensinam-nos a ouvir com minúcia e a entretecer num bordado miudinho (como parece dizer melhor o re-member), os ritmos das diferentes maneiras em que as pessoas se conseguem reunir em torno de práticas e atos de des-esquecimento do “espetro de um mundo que poderia ser livre”.

 

Referências

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Brown, Wendy. 2015. Undoing the Demos: Neoliberalism’s Stealth Revolution. Nova Iorque: Zone Books.

 

Costa, Maddy, e Andy Field. 2020. Performance in an Age of Precarity. Londres, Nova Iorque, Oxford, Nova Delhi, Sydney: Methuen Drama.

 

Crary, Jonathan, 2013. 24/7: Late Capitalism and the Ends of Sleep. Londres, Nova Iorque: Verso.

 

Davis, Angela. 2022. “Angela Davis and Manthia Diawara in Conversation”. Sharjah Institute of Theatrical Arts. Consultado em 21/01/2024. https://www.youtube.com/watch?v=wfT-YxRjNPU.

 

Despret, Vinciane. 2023. Les morts à l’oeuvre. Paris: La Découverte.

 

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Gilmore, Ruth Wilson. 2022. “Spectacles”. Em Rehearsals for Living, editado por Robyn Maynard e Leanne Betasamosake Simpson. Toronto: Knopf / Penguin Random House Canada. 

 

Gordon, Avery. 2018. The Hawthorn Archive: Letters from the Utopian Margins. Nova      Iorque: Fordham University Press.

 

Gordon, Avery. 2019. “Unshrinking the World: An Interview with Avery F. Gordon about The Hawthorn Archive: Letters from the Utopian Margins”. Entrevista por Krystian Woznicki. Transversal Texts, eipcp – European Institute for Progressive Cultural Policies, Fevereiro de 2019. Consultado em 21/01/2024. https://transversal.at/blog/unshrinking-the-world.

 

Lepecki, André. 2016. Singularities: Dance in the Age of Performance. Nova Iorque: Routledge.

 

Lowe, Lisa. 2015. The Intimacies of Four Continents. Durham e Londres: Duke University Press.

 

McKittrick, Katherine. 2021. Dear Science and Other Stories. Durham e Londres: Duke University Press.

 

Palladini, Giulia e Marco Pustianaz, ed. 2017. Lexicon for an Affective Archive. Bristol e      Chicago, IL: intellect books.

 

Preciado, Paul B. 2020. “Virus et révolution: histoires subalternes de la sexualité et changement de paradigme”. Conferência. Paris: Centre Pompidou.

 

Rogoff, Irit. 2017. “Becoming Research: The Way We Work Now”. Conferência dada em           Cosmopolis #1: Collective Intelligence. Paris: Centre Pompidou.

 

Silva, Denise Ferreira da (com Fred Moten). 2021. “The Multiplicity Turn: Theories of Identity from Poetry to Mathematics”. Seminar Stanford DLCL, France-Stanford Center for Interdisciplinary Studies. Consultado em 21/01/2024.

https://www.youtube.com/watch?v=hRfsGzvK144.

 

Vergès, Françoise. 2023. Programme de désordre absolu: décoloniser le musée. Paris: La Fabrique éditions.

por Paula Caspão
Palcos | 28 Fevereiro 2026 | Ana Bigotte Vieira, Teatro Experimental