Legado Cultural e Político de Mário Pinto de Andrade - Colóquio

EXPOSIÇÃO ARQUIVÍSTICA, CONFERÊNCIAS, PAINÉIS TEMÁTICOS E MESAS-REDONDAS, SESSÃO CULTURAL, BANCAS DE LIVROS 

 Datas: 25, 28, 29 e 30 de Maio de 2026

LocaisCentro de Intervenção para Desenvolvimento Amílcar Cabral (CIDAC) – Rua Tomás Ribeiro, nº 3 a 9, Lisboa (Picoas); Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL), Auditório 1 – Cidade Universitária e Espaço Cultural Mbongi 67 – Praceta António Sérgio 4A, Monte Abraão

Organização: Casa da Cultura da Guiné-Bissau (CCGB), Associação de Amigos de Sarah Maldoror e Mário de Andrade, Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral (CIDAC), Fundação Bienal MoAC Biss, Centro de Estudos Internacionais-ISCTE e Núcleo de Estudantes Africanos da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (NEA-FDL). Apoios: Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL), Falas Afrikanas, Mbongi 67, TuduTicket, LDA


PROGRAMA

** Bancas de livros: Durante os dias das conferências e mesas-redondas na FDUL e da Sessão Cultural no Mbongi 67, a editora Falas Afrikanas organiza bancas de livros de autores e temáticas africanos, incluindo obras de Mário Pinto de Andrade.

25-29 de Maio – Exposição arquivística: Mário Pinto de Andrade, Memória no papel 

Esta exposição permitirá aos/às visitantes mergulhar nos bastidores da luta anticolonial, a partir do acervo do CIDAC, com livros, publicações periódicas, comunicações em conferências, artigos de e sobre Mário Pinto de Andrade, ilustrando a sua trajetória política, cultural e literária.

no CIDAC – Rua Tomás Ribeiro, nº 3 a 9, Lisboa (Picoas), das 10:30 às 18:00 (de 25 a 29 de Maio)

25 de Maio | 17:00 – Abertura da exposição

Roda de conversa: Da memória no papel ao papel da memória – os arquivos e o anti-colonialismo em discussão 

Moderadora: Cristina Cruz (CIDAC)

Oradoras: Ângela Coutinho, Livia Apa e Luísa Teotónio Pereira

CONFERÊNCIAS E MESAS-REDONDAS

Mestre do evento: Edson Incopté (CCGB)

28 de Maio

Local: Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa – Auditório 1

Manhã: 09:00-12:30

Mesa de abertura: 09:30-10:00

Mote: Evocar o legado e praticar os ensinamentos

Intervenções: Prof. Dr. Eduardo Vera-Cruz Pinto (Diretor da FDUL), Henda Ducados (Associação de Amigos de Sarah Maldoror e Mário de Andrade), Ana Lúcia Sá (CEI-ISCTE), Stéphane Laurent (CIDAC) e Sumaila Jaló (CCGB) 

Pausa-café: 10:00-10:30

Conferência de abertura: 10:30-12:00 

Moderadora: Ana Lúcia Sá (CEI-ISCTE)

Mário de Andrade e o lugar do intelectual na luta armada anticolonial – Jean-Michel Mabeko Tali (Universidade de Howard)

Esta intervenção propõese oferecer uma abordagem de carácter geral sobre a questão do lugar do intelectual no contexto da luta armada anticolonial, tomando o caso de Mário Pinto de Andrade como ponto de observação privilegiado para compreender os dilemas, responsabilidades e vulnerabilidades que atravessaram esse papel histórico

Almoço: 12:30-15:00

Tarde: 15:00-18:30

Mesa-redonda I: 15:00-16:30

Mário – o Homem, o governante e um dinamizador cultural em exílio

Nesta mesa-redonda, duas pessoas que conviveram com Mário Pinto de Andrade em contextos familiar, de governação e de dinamização cultural partilham connosco os seus testemunhos, como convite para olharmos para outras faces do Homem.    

Moderador: Amadu Dafé (CCGB)

Palestrantes: Henda Ducados (ISCTE-IUL) e Tony Tcheka (escritor e jornalista)

Painel I: 16:30-18:30

Mário Pinto de Andrade: intelectual militante, pensamento crítico e ação anticolonial 

Moderador: Luca Fazzini (CEComp/FLUL)

Este painel acolhe comunicações que analisam o percurso intelectual e político de Mário Pinto de Andrade enquanto figura central do pensamento anticolonial africano, destacando a articulação entre reflexão teórica, militância revolucionária e intervenção histórica nos processos de libertação das colónias portuguesas em África. 

Comunicações:

Mário Pinto de Andrade: Um intelectual engajado ao serviço das lutas de libertação nacional – Julião Soares Sousa (Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade Coimbra – CEIS20)

Mário Pinto de Andrade e Amílcar Cabral: uma amizade intelectual e política – Ângela Coutinho (IPRI – Universidade Nova de Lisboa)

Mário Pinto de Andrade na Frente Leste: Etnógrafo do seu próprio país – Elisa Scaraggi (Instituto de História Contemporânea – Universidade Nova de Lisboa)

29 de Maio

Local: Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa – Auditório 1

Manhã: 09:00-12:30

Painel II: 09:00-10:30  

O tecelão de redes transnacionais de luta e cultura

Moderador: Miguel de Barros (CESAC)

Esta mesa integra comunicações sobre a inserção de Mário Pinto de Andrade nos movimentos pan-africanos e de negritude, bem como sobre as redes intelectuais, culturais e políticas transcontinentais que atravessaram África, Europa e as diásporas negras, com particular atenção à Présence Africaine e aos congressos internacionais de escritores e artistas negros. 

Comunicações:

Mário Pinto de Andrade: entre Portugal e França (1954-1955) Miguel Cardina (Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra)

Mário Pinto de Andrade: Exílio e solidariedade anticolonial – Lívia Apa (Investigadora independente)

Contributo Teórico e Político de Mário Pinto de Andrade para as Redes Transnacionais de Solidariedade Anticolonial e Anti-imperialista – Víctor Barros (Instituto de História Contemporânea — NOVA FCSH)

Mário Pinto de Andrade e o seu “interlúdio africano”. Redes políticas e intelectuais a partir de Conakry (1960-1961) – Helena Wakim Moreno (FCHS-UNESP/IHC-FCSH-UnL)

Pausa-café: 10:30-11:00

Mesa-redonda II: 11:00-12:30

“As Origens” – Mário Pinto de Andrade e os estudos sobre o movimento negro-africano de Lisboa do início do século XX – Cristina Roldão (Iscte-IUL e ESSE/IPS), José Augusto Pereira (Gabinete de Estudos Olissiponenses) e Pedro Varela é (Cies-Iscte – Instituto Universitário de Lisboa)

Esta mesa-redonda propõe revisitar os itinerários de pesquisa e reflexão que Mário Pinto de Andrade nos legou, a partir do seu contributo pioneiro para a compreensão da luta pela emancipação dos povos negros ao longo do século XX.

Almoço: 12:30-14:30

Tarde: 14:30-18:30

Painel III: 15:00-16:30

Cultura, literatura e política nas lutas de libertação africanas

Moderadora: Marissa Moorman (Universidade de Wisconsin-Madison)

As comunicações neste painel propõem-se a refletir sobre o papel da cultura e da literatura como instrumentos de resistência, mobilização e emancipação, analisando a obra crítica e editorial de Mário Pinto de Andrade – nomeadamente as antologias poéticas – e a sua conceção da palavra como força histórica e política. 

Comunicações: 

Mário Pinto de Andrade: um impulsionador das literaturas africanas escritas em português – Salvador B. D. Tito (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

Mário Pinto de Andrade e a internacionalização da luta anticolonial, entre ensaio e trabalho editorial – Noemi Alfieri (CHAM – Centro de Humanidade, NOVA-FCSH)

Cultura e política no trabalho editorial de Mário Pinto de Andrade – Jessica Falconi (CEsA-ISEG, Universidade de Lisboa)

Conferência de encerramento: 16:30-18:00

Moderadora: Marta Lança (BUALA)

Mário Pinto de Andrade e a Cultura enquanto Campo de Libertação – Inocência Mata (FLUL/CEComp)

Esta intervenção propõe uma leitura da obra de Mário Pinto de Andrade a partir da centralidade da Cultura enquanto espaço estratégico da libertação. Mais do que celebrar uma figura histórica, trata-se de reinscrever no presente uma tradição intelectual africana que pensou a liberdade como tarefa crítica permanente.

30 de Maio

Manhã: 09:00-12:30

Itinerários de Mário Pinto de Andrade em Lisboa 

Neste evento coorganizado com a Associação Batoto Yetu e orientado por historiadora Ângela Coutinho, realiza-se um passeio por lugares que marcaram a vivência e militância de Mário Pinto de Andrade em Lisboa, enquanto estudante do Ensino Superior. Para mais informações sobre como participar nesta actividade, visite os sites da Batoto Yetu e da CCGB.  

Tarde: 16:00-20:30

Local: Espaço Cultural Mbongi 67 (Praceta António Sérgio, nº 4 A, Queluz)

SESSÃO CULTURAL

Mote: Cultura como instrumento de libertação dos povos

Moderação: Rita Ié (CCGB) 

16:00-16:10 | Boas-vindas: um representante do Mbongi 67 e outro da comissão organizadora

16:10-16:20 | Animação cultural: Ibrahima Galissa

16:20-17:50 | Roda de conversa

Pensar o nacionalismo africano e o pan-africanismo desde as “origens”: uma conversa a partir do livro “Origens do Nacionalismo Africano”

Orador: Apolo de Carvalho (militante pan-africanista) 

17:50-18:30 | Ler através do Mário (sessão de leitura ao ritmo de korá)

Leitura e comentário de três fábulas de Angola, adaptadas e/ou traduzidas por Mário Pinto de Andrade: O Galo e a Raposa; A Perdiz e o Cágado; O Homem e o Cágado

Leitura do poema “Muimbu ua Sabalu” ou “Canção do Sabalu” 

18:30-20:30 | “Sambizanga” – exibição do filme realizado por Sarah Maldoror, com a co-argumentação de Mário Pinto de Andrade, seguida de debate

Oradores: Annouchka de Andrade (especialista em audiovisuais, património cultural e produção), Ruth Wilson Gilmore (geógrafa e académica-militante) e Manuel dos Santos (sociólogo, historiador e ativista)

 

 

25.05.2026 | por martalanca | Mário Pinto de Andrade

O legado cultural e político de Mário Pinto de Andrade

Um encontro em torno do legado intelectual, político e cultural de Mário Pinto de Andrade — figura central do pensamento anticolonial africano, fundador do MPLA, ensaísta, etnógrafo, tecelão de redes transnacionais entre África, Europa e as diásporas negras. O colóquio reúne, em Lisboa, investigadores, militantes, escritores, cineastas e familiares para revisitar a obra de Mário Pinto de Andrade. Articula uma exposição arquivística, conferências, painéis temáticos, mesas-redondas, uma sessão cultural e bancas de livros ao longo de quatro dias — 25, 28, 29 e 30 de Maio de 2026 — distribuídos por três locais: o CIDAC em Picoas, a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, e o Espaço Cultural Mbongi 67 em Monte Abraão.

Organização: Casa da Cultura da Guiné-Bissau (CCGB), Associação de Amigos de Sarah Maldoror e Mário de Andrade, Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral (CIDAC), Fundação Bienal MoAC Biss, Centro de Estudos Internacionais–ISCTE e Núcleo de Estudantes Africanos da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (NEA-FDL). 

Apoios: Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL), Falas Afrikanas, Mbongi 67, TuduTicket, LDA. Durante os dias das conferências e mesas-redondas na FDUL e da Sessão Cultural no Mbongi 67, a editora Falas Afrikanas organiza bancas de livros de autores e temáticas africanos, incluindo obras de Mário Pinto de Andrade. Datas: 25, 28, 29 e 30 de Maio de 2026 Locais: CIDAC, FDUL e MBONGI 67 (Lisboa)

Destaques:• Conferência de Abertura: Jean-Michel Mabeko Tali (Howard University)• Conferência de Encerramento: Inocência Mata (CEComp/FLUL)

Acede ao programa completo no seguinte link: https://casadaculturagb.org/doc/programa-coloquio-mpa

Realizar a necessária síntese entre o engajamento político e a necessidade inelutável de dizer o verdadeiro, o justo, o belo. — Mário Pinto de Andrade, 1966.


 

22.05.2026 | por martalanca | colóquio, Mário Pinto de Andrade

Mário, a revolução é um ato de poesia

Integrado nas celebrações do Mês de África, este evento homenageia os 50 anos das independências e o papel da cultura na luta pela libertação colonial

A 14 de maio será exibido o documentário Mário, de de Billy Woodberry, realizador nascido em Dallas e um dos fundadores do movimento cinematográfico L.A. Rebellion, com foco principal nos 50 anos de Independência de Angola, em diálogo com a história e o legado de Mário Pinto de Andrade – pensador, poeta, ativista e fundador do MPLA.

No dia a seguir, terá lugar uma mesa redonda, conduzida através de um debate intergeracional, proporcionando uma reflexão aprofundada sobre a missão crítica e intelectual de Mário Pinto de Andrade. 

O tema da conversa será Revolução, um ato de Poesia – Independência, Cultura e Identidade Africana, e é organizado pelo Africadelic, uma plataforma comprometida com a programação e promoção da criatividade, diversidade e ativismo cultural africano e da diáspora africana nos Países Baixos, em parceria com o Biso, um projeto de vocação educacional, cuja abordagem abrange temas ligados à cultura, política, artes e costumes, com valores filantrópicos e associativos, focado na realidade angolana, com extensão para os PALOP.

O evento irá decorrer no Museu do Aljube, em Lisboa. Será moderado pela professora e investigadora angolana Leopoldina Fekeyãmale, e contará com a presença de Henda Ducados, filha de Mário Pinto de Andrade, José Eduardo Agualusa, jornalista, editor e escritor angolano, e Livia Apa, investigadora e tradutora Italiana. 

Conta ainda com um momento artístico, com recital de poesia e cânticos escritos por Mário Pinto de Andrade, interpretados pelo artista angolano Gari Sinedima. 

Os objetivos são refletir criticamente sobre os 50 anos de independência e seus desafios contemporâneos, analisar a dimensão política, intelectual e o senso humanista de Mário Pinto de Andrade, explorar a relação entre cultura e resistência nos movimentos de libertação, bem como, discutir a identidade africana e os caminhos para o futuro. 

Africadelic, organizado em parceria com a plataforma BISO e Museu do Aljube.


25.04.2025 | por martalanca | angola, independência, Mário Pinto de Andrade

Concerto: Bonga. Em homenagem a Mário Pinto de Andrade

Concerto inédito no Teatro Tivoli BBVA do músico angolano Bonga, em homenagem ao político, escritor e poeta Mário Pinto de Andrade, sobre o qual Billy Woodberry realizou o filme Mário, que se estreia no LEFFEST’24. A primeira parte do concerto contará com a leitura de poemas de Mário Pinto de Andrade por Isabél Zuaa.

15 de Novembro, 21h Teatro Tivoli BBVA Espectáculos Preço: 15€. Bilhetes disponíveis aqui.

28.10.2024 | por martalanca | Bonga, Mário Pinto de Andrade

Jornal O Negro: Órgão dos Estudantes Negros

Na celebração dos 110 anos da publicação do jornal O Negro, haverá reedição no dia de aniversário, em formato digital e em papel, com comentários e enquadramento de Cristina Roldão, José Pereira e Pedro Varela. A publicação será das FALAS AFRIKANAS. Todos os dias, a partir de hoje, haverá informações adicionais.  Acompanhem a página!

A 9 de março de 1911 era lançado em Lisboa o jornal O Negro: Órgão dos Estudantes Negros. 110 anos depois decidimos fazer uma reedição comemorativa dos três números desta publicação. Este foi o primeiro periódico de uma geração de ativistas que, durante 22 anos, se organizou em torno do pan-africanismo, da luta contra o racismo e da reivindicação de direitos para os territórios colonizados. Este jornal, que era dirigido por estudantes negros em Portugal, pretendia combater as «iniquidades, opressões e tiranias», apelava à construção de um partido africano e exigia da República o fim da desigualdade racial.

Num momento como o actual, em que a sociedade portuguesa e outras entram numa intensa disputa sobre os legados coloniais e racismo, e em que os jovens negros são protagonistas de importantes movimentos sociais, a reedição d’O Jornal “O Negro: Orgão dos Estudantes Africanos”, dificilmente poderia ser mais oportuna. Trazer para o presente este jornal e revelar a importância do movimento de que ele fez parte é ferramenta imprescindível para questionar o silenciamento constante a que a história dos afrodescendentes e africanos é votada na sociedade portuguesa. É também homenagear e dar continuidade ao trabalho de Mário Pinto de Andrade que deixou pistas preciosas para que as gerações seguintes pudessem conhecer a sua presença multissecular em solo português e a resistência histórica de que são herdeiros. Assim sendo, reeditar O Negro 110 anos depois não se resume à comemoração de uma efeméride, mas é o exercício do direito à memória, que é, acima de tudo, um instrumento de combate antirracista na atualidade.A versão em papel poderá ser adquirida a partir de dia 9 de março nas seguintes livrarias: Letra Livre, Bazofo & Dentu Zona (Cova da Moura) e Tchatuvelah.A versão PDF é gratuita e estará disponível a partir do dia 9 de Março nesta página e noutras plataformas.

02.03.2021 | por martalanca | estudantes, jornal, Mário Pinto de Andrade, O Negro