Duplo vê

Duplo vê Duplo vê é, ao mesmo tempo, o nome em extensão da letra W (inspirado no título de George Perec, W ou les souvenirs d’enfance) e também o “duplo ver” de um Deus vesgo. Duplo vê poderia ter um subtítulo: ensaio sobre o estrabismo de Deus.

Mukanda

17.02.2017 | por Mattia Denisse

Visão Yanomami

Visão Yanomami Há desde retratos feitos durante o transe xamânico até um conjunto de ações que o fotografado desempenha para a câmera. A busca é por aquilo que é pessoal em cada retratado, incluindo rosto e corpo, mas também ornamentos que conferem pessoalidade na construção do indivíduo.

Vou lá visitar

06.02.2017 | por Instituto Inhotim

Escravatura nos nossos pratos: os trabalhadores imigrantes na agricultura

Escravatura nos nossos pratos: os trabalhadores imigrantes na agricultura O azeite do olival intensivo esventrou de vez os solos do nosso futuro, os frutos vermelhos das estufas plastificam a nossa paisagem e a destruição do território e do nosso horizonte humano é assumida entre dois campos separados: as lutas dos imigrantes e as lutas ambientais contra a imposição da agroindústria devastadora. A urgência de olhar de forma abrangente para essas lutas levou-nos dos olivais de Ferreira do Alentejo e Beja às estufas de Odemira e aos pomares do Algarve.

A ler

31.01.2017 | por Filipe Nunes

"Somos todos pós-coloniais"

"Somos todos pós-coloniais" sei que não nomear e / ou reivindicar o ponto de vista possibilita que se abra espaço para que essa posição seja infiltrada por pessoas, instituições e ideias que só pensam nas nossas subjetividades como metáforas para outra coisa. É tão necessário salvaguardar termos como "o Sul" como ser vigilante sobre a forma como são usados ​​para descrever e/ou discriminar.

Cara a cara

31.01.2017 | por Gabi Ngcobo e Katerina Valdivia Bruch

Esperar, esperar… desesperar. A política imigratória em Portugal

Esperar, esperar… desesperar. A política imigratória em Portugal “Espera, espera…” é a única resposta que recebem do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), que em 2016 entendeu fechar ainda mais as portas da Europa-fortaleza. Tão fácil e popular é o medo e a paranoia securitária, que veem terroristas em cada semblante vindo de fora, mesmos naqueles que jazem no fundo do mar Mediterrâneo.

Jogos Sem Fronteiras

30.01.2017 | por Filipe Nunes

Panafricanismo e comunismo: conversa com Hakim Adi

Panafricanismo e comunismo: conversa com Hakim Adi Para combater o oportunismo, o chauvinismo implícito ou explícito desses militantes, a Internacional comunista procedeu à estruturação de uma série de organizações transnacionais, encarregadas de coordenar a atividade revolucionária em torno da «questão negra»: África do Sul, colónias da África negra, segregação nos Estados Unidos, etc. Hakim Adi conta agora esta história inédita, a de um encontro original entre o comunismo, o nacionalismo negro e o panafricanismo.

Cara a cara

29.01.2017 | por Hakim Adi

Notas de rodapé sobre o estado de excepção

Notas de rodapé sobre o estado de excepção O nosso contacto com a informação geopolítica aumentou, mas é cada vez menos íntimo e, o vocabulário, convocado para definir toda estas exterioridades, começa a desgastar-se. Os corpos que recebem este mar de notícias da frente tornaram-se inorganizáveis. Os olhares repousam sobre os ecrãs. Recordações-ecrãs, imagens-ecrãs: a realidade fragmentada dá origem a novas necessidades de diversão. As nossas percepções apenas se alinham esporadicamente: este é o efeito mais devastador e inédito desta guerra.

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23.01.2017 | por Claire Fontaine

Sem Título (Carta a A.)

Sem Título (Carta a A.) Para escrever um texto que fala das relações entre arte e luta necessitaria de uma língua estrangeira dentro da própria linguagem, uma língua de saltimbancos que materialize a possibilidade de dançar numa corda bamba e de combater. Ao invés, tenho apenas os trapos de palavras gastas que tento coser à volta dos problemas. Por exemplo, o problema de nem sequer conseguir pensar em atravessar a ponte que liga a arte e a vida, se ela alguma vez existiu, sem cair nos braços da lei. E de não conseguir admitir este estado de coisas sem me deixar cair em cobardia ou depressão.

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19.01.2017 | por Claire Fontaine

Artistas ready-made e greve humana: algumas clarificações

Artistas ready-made e greve humana: algumas clarificações Este tipo de greve que interrompe a mobilização total a que todos estamos submetidos e que permite que nos transformemos pode ser chamado de greve humana, pois é a mais geral das greves gerais e o seu fim é a transformação das relações sociais informais que constituem a base da dominação. O carácter radical deste tipo de revolta reside no seu desconhecimento de qualquer tipo de resultado reformista com que pudesse ficar satisfeita.

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18.01.2017 | por Claire Fontaine

Meridiano Pacífico

Meridiano Pacífico Linha abstracta que atravessa o globo de um polo ao outro, canal onde a energia flui através do corpo, o meridiano cria conexões entre pontos longínquos e, ao mesmo tempo, determina divisões entre hemisférios diferentes. Meridiano significa também, em sentido figurado, transparente, luminoso. «Meridiano Pacífico», de Eugénia Mussa, explora esta irresolução semântica entre as possibilidades da linha e a qualidade da luz, entre imaginários geográficos e mapas da emoção.

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18.01.2017 | por Giulia Lamoni

2029: fábula da extinção

2029: fábula da extinção as circunstâncias vividas no Brasil e na África nas duas primeiras décadas do século XXI, pautadas por uma série de eventos nefastos que revelaram países paralisados em uma encruzilhada social e política de suas particulares evolução, murmuram o interesse e a urgência em produzir uma literatura investigativa e disposta a olhar para o nosso futuro próximo de modo crítico e comprometido.

Mukanda

17.01.2017 | por Adriano Mattos Corrêa

Somos todos uma singularidade qualquer

Somos todos uma singularidade qualquer É a possibilidade de descobrir que todos somos uma singularidade qualquer, igualmente amável e terrível, prisioneira das malhas do poder, à espera de uma insurreição que nos permita mudar a nós mesmos.Que amemos o comunismo quer dizer que acreditamos que as nossas vidas, empobrecidas pelo comércio e pela informação, estão prontas a elevarem-se como uma onda e a reapropriarem-se dos meios de produção do presente.

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17.01.2017 | por Claire Fontaine

C L A I R E / F O N T A I N E

C L A I R E / F O N T A I N E A propósito do lançamento do livro "Claire Fontaine: em vista de uma prática ready-made” em Portugal, o Buala organiza uma conversa com um dos organizadores, Leonardo Araujo, Miguel Cardoso, Pedro Bismack, e uma performance de Silvia. A partir do conceito de greve humana, que percorre todo o pensamento de Claire Fontaine, pretende-se pensar a intervenção estética como prática política de um “artista ready-made”.

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16.01.2017 | por vários

Claire Fontaine: em vista de uma prática ready-made

Claire Fontaine: em vista de uma prática ready-made Lançamento do livro + Conversa + Performance // O título do livro dá nome a este encontro que parte do conceito de "greve humana" do coletivo Claire Fontaine para pensar a intervenção estética como prática política de um "artista ready-made".

Palcos

12.01.2017 | por vários

Lugares onde Portugal foi buscar escravos

Lugares onde Portugal foi buscar escravos A proposta da viagem era ir aos lugares de onde foram tirados esses africanos. Muitos já tinham sido escravizados por senhores locais, que com o interesse dos europeus incrementaram a prática; muitos outros foram aprisionados pela primeira vez; mas a exposição não entra por estes antecedentes. Concentra-se no que o fotógrafo foi encontrando da memória afro-brasileira: castelos, fortalezas, pelourinhos, rituais, danças, festas. Aquilo que foi levado para o Brasil, mas também o que do Brasil voltou para África, com os escravos libertos no século XIX, os retornados, chamados de agudás no Benim, amarôs no Togo e na Nigéria, ou tabons no Gana. Acontece terem nomes como Almeida, Silva. Fazem churrasquinho, feijoada, carnaval.

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05.01.2017 | por Alexandra Lucas Coelho