Curso Cinema: leituras e contextos 8 a 10 de abril

3 dias de reflexão e interacção com o universo do cinema: visita ao Arquivo Nacional da Imagem em Movimento da Cinemateca Portuguesa, à Videoteca de Lisboa e à Cinemateca Portuguesa, em articulação com sessões sobre literacia audiovisual, a investigação em ou através de arquivos, e contextos de exibição. Cada um dos 3 módulos consiste numa sessão de discussão com base em apresentações de pessoas ligadas a festivais e cineclubes, ao mundo das artes e à academia, e visita a uma instituição que desenvolve actividade na área. O curso tem a duração de 20 horas, decorrendo entre 8 e 10 de Abril.
Inscrições até 3 de Abril. Lugares limitados.Mais informação  sobre o programa e inscrições: ICS Evento Facebook.

12.03.2019 | por martalanca | cinema, curso, leituras

DEBATE, 18 março - NOVA FCSH - 18H IDENTIDADES AFRO-EUROPEIAS: RECONHECIMENTO Vs DISCRIMINAÇÃO

Como se constrói a comunidade da diversidade?

Na semana em que se assinala o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa leva a cabo mais um debate do Ciclo organizado pelo Projeto “Narrativas Afro-Europeias”, do Instituto de comunicação (ICNOVA). Numa perspetiva de cidadania, convidam-se interlocutores de diversos perfis e responsabilidades sociais e políticas a debater a temática da discriminação e das estratégias identitárias numa sociedade marcada por uma crescente diversidade etno-cultural.

11.03.2019 | por martalanca | IDENTIDADES AFRO-EUROPEIAS

Tremor nos Açores

O festival açoriano que regressa a São Miguel, entre os dias 9 e 13 de Abril, volta a apostar na criação de uma rota de actividades que, partindo da música, propõe a descoberta da natureza, das tradições e da comunidade local. A fechar as contas no plano dos concertos, confirmações finais para Hailu Mergia,Yin Yin Fumaça Preta. Nas residências artísticas, inauguração da exposição que sumariza o trabalho realizado por Renato Cruz Santos Duarte FerreiraSístole será composta por um conjunto de instalações que juntando imagem e som constroem uma viagem imersiva ao encontro da ilha do Tremor, pautada pelos ritmos da paisagem.
Apostando na criação de experiências únicas, o Tremor convida ainda a companhia polaca Instytut B61 para a apresentação de uma peça-performance imersiva que ocupará um espaço mistério da ilha de São Miguel. Na secção dedicada ao público infanto-juvenil e familiar, o Mini-Tremor, o Estúdio 13, o novo espaço de indústrias criativas de Ponta Delgada, torna-se a casa de miúdos e graúdos com um programa de workshops, concertos, mini-disco e brincadeiras. E porque o cartaz de um festival não se faz sem dança e festa, as noites do evento estarão entregues às mão de Odete, MCZO & DUKELa Flama Blanca feat. ZÉFYREBlack vs DJ FITZZuga 73 + Tape + Nex DJ Milhafre b2b DJ Fellini.
Desde que, em 2013, a Awesome Tapes from Africa recuperou a sua primeira obra,Hailu Mergia and His Classical Instrument, que o sucesso e reconhecimento do etíope Hailu Mergia não tem conhecido abrandamento. Espaços como a Pitchfork, The Wire ou The New York Times rangam-se nos elogios sobre o lugar cimeiro que o músico ocupa na história e evolução do ethio-jazz. O seu mais recente disco, Lala Belu, saiu para o mercado em 2017, mais de uma década depois da última edição, como prova inequívoca da sua história de sobrevivência: um instrumentista forçado ao exílio por um regime ditatorial hostil para com as artes e que acabou a conduzir táxis por mais de 30 anos.
Na Fumaça Preta juntam-se elementos de tropicalismo, fuzz funk, música concreta, acid house e electrónica vária. Juntam-se África e Brasil, Europa de Norte e o mundo latino. Surgiram quase por acaso quando Alex Figueira juntou um grupo de amigos no seu estúdio analógico mínimo em Amesterdão. Dessa sessão nasceria A Bruxa, o primeiro 45 rotações que deixava já clara a vontade do grupo em derrubar todas as barreiras musicais. Com dois longos duração selados pela incontornável Soundway, é ainda inexplicável o mundo por onde se movem e imprevisível o território que trilham, qual espécie de voodoo que amarra as linhas entre a tradição, o género, a composição e a improvisação.
No Verão de 2017, Kees Berkers e Yves Lennertz começaram a escrever e gravar canções numa escola de ballet na isolada vila de Plateau de Doenrade. Ávidos coleccionadores de discos, os Yin Yin transportam para a sua música a variedade de géneros que podemos encontrar nas suas prateleiras de discos. Partindo da música sul asiática dos anos 60 e 70, construíram um diálogo multilingue, com incursões na música do mundo, funk e electrónica. Pingpxng, a cassete com que se estrearam, simboliza isso mesmo, explicando em detalhe como duas forças aparentemente opostas podem actuar em complementaridade.
Fundado pelo curador e astrónomo Jan Świerkowski, o Instytut B61 é um colectivo artístico e científico dedicado à criação de espectáculos multimédia, filmes e projectos digitais que unam arte contemporânea e ciência. Com um vasto historial de performances por todo mundo, das quais se destaca o projecto Cosmic Underground apresentado em Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura, o colectivo juntar-se-á, no Tremor, aos músicos do Laxmi Bomb, duo electro pop originário de Bombaim, e a artistas açorianos para ali apresentar mais uma experiência imersiva. A proposta promete uma viagem até ao espaço sideral para acompanhar o ciclo de vida das estrelas. O Instytut B61 – Interstellar Sugar Center de Ponta Delgada estará instalado em lugar mistério, a ser revelado aos participantes poucas horas antes do início da aventura.
Concertos, workshops, instalações, cenografias interactivas e uma mini-disco são algumas das iniciativas através das quais o Mini-Tremor – espaço infanto-juvenil e familiar do festival – pretende estimular a população local e visitante para a criação e fruição artística. Na edição deste ano, o Estúdio 13 é o quartel-general e acolhe um workshop/concerto de panelas pelo músico e compositor Samuel Martins Coelho, uma instalação sensorial da bailarina e coreógrafa Maria João Gouveia, e aulas criativas para pais e filhos.
A programação deste Tremor 2019 integra ainda o percurso programático The Future is Female, que pretende olhar, debater e pensar o papel da mulher nas indústrias criativas e musicais europeias e dos Estados Unidos. A par de um ciclo de conversa com artistas como Instytut B61, Odete, Lafawndah, Laura Diaz (Teto Preto), fazem parte deste circuito os concertos de Lula Pena, Odete, Hayley Heynderickx, Moon Duo e Vive La Void. Este ciclo conta com o apoio da FLAD e Embaixada dos Estados Unidos da América.
Juntando mais de 40 artistas, o Tremor apresentará uma vasta programação que ocupa salas de espectáculo e espaços informais de Ponta Delgada e Ribeira Grande. A par dos concertos, a edição 2019 apresenta também aquele que será, porventura, o cartaz mais ambicioso de residências artísticas desde a sua formação. Do espectáculo de abertura, a ser desenvolvido entre o colectivo ondamarela com a Es.Música.RP e a Associação de Surdos da Ilha de São Miguel até ao diálogo entre as tradicionais danças das Despensas de Rabo de Peixe e os ZA! (a ser também documentado em fotografia por Rúben Monfort), passando pelos trabalhos site specificde Natalie Sharp para o Tremor Todo-o-Terreno e pelos encontros diversos entre músicos. Para ver em Abril, o segundo episódio do trabalho de Rafael Carvalho FLiP em torno da viola da terra, e os diálogos entre Balada Brassado e dB; Cristóvão Ferreira e a dupla espanhola Tupperwear; Pedro Lucas e os We Sea e o rapper LBC e o realizador Diogo Lima. Destaque especial ainda para o regresso de Lieven Martens ao arquipélago, para uma recriação da sonata The Cow Herder, um retrato sonoro da vida de um guardador de vacas da Ilha do Corvo.

08.03.2019 | por martalanca | Açores, festival, Tremor

Prolongamento do prazo da CFP | Conferência Internacional “In/Visibilidades Negras Contestadas”

A 7ª Conferência Bianual da Rede Afroeuropeans: “In/Visibilidades Negras Contestadas” irá decorrer em Lisboa (ISCTE - IUL), e é uma importante plataforma para a produção de conhecimento nas áreas de pesquisa transdisciplinar sobre racismo, culturas negras e identidades na Europa. Esta conferência também oferece a oportunidade de fortalecer e alargar redes entre académicos, activistas e artistas que questionem o racismo estrutural e estejam envolvidos criticamente na produção de conhecimento pós-colonial sobre a negritude europeia e a diáspora africana. Estas redes de diálogo serão promovidas através de palestras, painéis temáticos, mesas-redondas, comunicações individuais e um programa artístico e cultural.

Em escuta entrevista da Raquel Lima à Afrolis

Esta conferência é o resultado de uma longa colaboração entre académicos, escritores e artistas de muitas universidades e institutos de pesquisa europeus e de outras partes do mundo e que deu origem à rede internacional “Afroeurope@s: Culturas e Identidades Negras na Europa”. Com o objetivo de aprofundar o conhecimento das populações negras na Europa e a sua contribuição para a sociedade em todas as áreas da vida, a rede organizou conferências em diferentes universidades europeias: Universidade de León em 2006 e 2009; Universidade de Cádiz em 2011; Universidade de Londres e Universidade Aberta em 2013; Universidade de Münster em 2015 e Universidade de Tampere em 2017. Sentimo-nos honrados de trazer este debate pela primeira vez para Lisboa, uma cidade com uma das maiores diásporas africanas, e que influenciou a literatura, a música, a língua e a sociedade portuguesa em geral nos últimos cinco séculos. O comitê organizador local é composto por pesquisadores, artistas e ativistas de diferentes universidades e coletivos de Portugal, Brasil e Suíça.

O título da conferência incorpora as tensões, ambiguidades e paradoxos da Negritude na Europa. Da mesma forma que as histórias, culturas e condições sociais das negras e dos negros são invisibilizadas pelas forças hegemónicas europeias, existe uma hipervisibilidade dos seus estereótipos na cultura popular europeia. Além disso, enquanto a questão racial desapareceu largamente dos discursos políticos, sociológicos e administrativos (na Europa continental), e enquanto o desengajamento com o racismo institucional e estrutural foi reformulado no âmbito das novas retóricas capitalistas pós-raciais, os estereótipos raciais ainda têm muita importância, e os corpos negros continuam a ser invocados ora como convidados tolerados, na melhor das hipóteses, ora como intrusos ameaçadores, na pior. A consequência é a prática de “incorporação de uma identidade que é declarada como impossível apesar de ser vivida por milhões”, nomeadamente europeus não-brancos, e especificamente por negros europeus. Esta identidade tornou-se ainda mais condicionada pela nova integração dos discursos de direita e as políticas de imigração mais restritivas que também afetam os refugiados e as pessoas de ascendência africana.

A conferência aborda não só estas relações de dominação, e modos de exclusão racial, mas relaciona-se principalmente com as contestações e resistências contínuas que têm sustentado estas in/visibilidades. Focamos o nosso olhar nas histórias e culturas desconsideradas, e investigamos sobre formas passadas, novas e contínuas de resistência e intervenção afro-europeia, nos âmbitos político, social, cultural e artístico. Isto implica ter em consideração os diferentes posicionamentos no interior da Negritude Europeia, ligados por exemplo com a origem diaspórica, língua,  género, classe social, estatuto de cidadania, sexualidade, dis/abilidades, assim como as várias formações históricas geo-espaciais e pós-coloniais.

Esta Conferência e os Painéis Aprovados foram organizados de acordo com seis linhas temáticas:

> A Europa Negra e suas Interseções:

Os painéis devem refletir sobre os vários eixos de diferenciação que co-estruturam as culturas e identidades negras da Europa. Propostas que reflitam sobre gênero e sexualidade, mulheres negras, comunidades LGBTIQ, mas também sobre masculinidades e feminilidades negras, seus condicionamentos, redes e formas de resistência serão especialmente bem-vindos.

+ info 

> Afroeuropeus nas Artes e na Mediasfera:

Painéis nesta área temática devem abordar as múltiplas expressões artísticas e mediáticas (literatura, artes visuais, estética, mídia tradicional e digital, etc.) da população negra europeia, entendendo estas práticas como espaços de criação de visibilidade para histórias, experiências e culturas negras, assim como para o anti-racismo.

+ info 

> Ativismos, Resistências e Políticas Públicas na Europa do Capitalismo Tardio:

Por um lado, este eixo pretende abordar as formas em que as políticas públicas “que não vêem cor” e “Europa Fortaleza” afectam, distorcem e (in)visibilizam as diversas expressões de desigualdade às quais a populações negras são submetidas em tempos de capitalismo tardio avançado. Por outro lado, este eixo dedica-se à análise dos movimentos sociais afroeuropeus (locais, regionais, nacionais e transnacionais), organizações e práticas de contestação e resistência a essas políticas e processos.

+ info 

> Cidades Negras. Espaço Público, Racismo, Culturas Urbanas e Segregação:

Convidamos propostas de painel que abordem a racialização negra na vida urbana e as experiências (e inserções) de pessoas de ascendência africana. Estamos interessados em ampliar o debate sobre os problemas que afetam os negros nas cidades contemporâneas - segregação, racismo, subalternidade, estigmatização, guetização - bem como analisar as intervenções afroeuropeias no espaço público: estilo de vida, expressões artísticas, culturas urbanas e identidades.

+ info 

> Descolonizando o Conhecimento sobre a Europa Negra, a Diáspora Africana e a África:

Painéis que debatam a descolonização do conhecimento sobre a Europa Negra, a Diáspora Africana, a África e os impérios coloniais, mas também os processos reais de construção de novas narrativas contra-hegemônicas sobre esses temas serão bem-vindos.

+ info 

> Teorizando a Negritude e a Europa Racial:

Os painéis desta área temática devem abordar as questões teóricas que moldam o conjunto das relações sociais e a experiência social dos afroeuropeus, discutindo as próprias definições de raça, racismo, negritude e branquitude e como isso co-produz a Europa como uma formação espaço-temporal.

+ info 

06.03.2019 | por martalanca | AfroEuropeanStudies, “In/Visibilidades Negras Contestadas”

Chalo Correia apresenta novos tema no B.leza

Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, a 8 de Março, o B.leza convida um cantor muito especial: Chalo Correia. Neste espectáculo, o músico e compositor angolano pretende dar voz à luta das mulheres. “Na minha música, as mulheres têm um papel importante, não só no amor, mas na vida social. Tenho uma mulher muito forte na minha vida que é a minha mãe, Conceição. Ensinou-me tudo o que sei hoje e fez de mim a pessoa que sou.  Com este concerto, neste dia especial, também pretendo dar voz à luta das mulheres contra a violência doméstica e à luta pela representatividade das mulheres na sociedade. Devemos viver numa sociedade de mulheres e de homens, mas em que elas também tenham um papel relevante.”

Com mais de 30 anos de carreira, Chalo Correia está de volta ao B.leza com a sua banda: João Mouro (guitarra eléctrica) Galiano Neto (Congas), Ricardo Quinteira (Baixo) e Simons (Bongós). Traz na bagagem novos temas, sempre com a sua marca pessoal, do som que herdou em Angola, a sua terra natal. As letras são influenciadas pelas memórias da vida em Angola, mas também pela experiência no ambiente multicultural de Lisboa.

A música de Chalo promete levar-nos a uma viagem pelas memórias, cultura e tradições africanas. “Akuá Musseque”, o último álbum do cantor, é um exemplo dessa viagem. Ao ritmo do semba, da kazukuta e da rumba, sinta a magia do cantautor angolano, nesta noite dedicada às mulheres. Um espectáculo onde todos são bem-vindos para se divertirem e dançarem. Músicas como “Tia”, “Kudihohola”, “Chercher Crioula” ou “Rumba da Madrugada” vão ser recordadas ao vivo pelo seu próprio intérprete.

Em 2016, o seu álbum de estreia, “Kudihohola”, foi nomeado para melhor disco de música popular durante os Prémios de Música Angolana. Chalo é a grande promessa de uma nova geração de músicos angolanos.
Concerto Chalo Correia
Dia 8 de Março, sexta-feira, pelas 00h00, abertura das portas às 22h30. Entrada 10€ (inclui 5€ de consumo).
B.leza Clube
Cais da Ribeira Nova, Armazém B. (Cais do Sodré) 1200-109Lisboa| geral.bleza@gmail.com| 210106837| Quinta a sábado das 22h30 às 05h00|Quartas das 22h00 às 02h00 | Domingo das 19h00 às 02h00 | Encerra à segunda e à terça (excepto vésperas de feriado).

05.03.2019 | por martalanca | B.Leza, Chalo Correia

Uma História das Mulheres em imagem, de Inês Brasão e Ana Biscaia

Na próxima sexta, Dia Internacional da Mulher, pelas 18h00, será lançado um livro feito a duas mãos. A Ana Biscaia compôs as ilustrações, e a Inês Brasão escreveu os textos. São 36 temas que contam uma História das Mulheres, deixando ao leitor muitos cantos vulneráveis em que se queira abrigar para refletir. A apresentação, acompanhada da inauguração da Exposição ligada ao livro, decorrerá no no Museu Nacional de Etnologia.

“Sabemos que a história oficial fez das mulheres sujeitos sem história. Fez das mulheres sujeitos sem desejo de falar, de se exprimir, de ter prazer, de se associar a partidos ou a causas. Fez delas profissionais de desejo, material de desejo, mas não sujeito de desejo. Fez da mulher um sujeito sem direito ao desejo de não fazer nada.”

04.03.2019 | por martalanca | género, ilustração, memória, mulheres

A SACALINA de MANGA THEATRE

Texto: Melânia Ramos, Pedro Mendonça e Tiago de Faria || Direção/Encenação: Tiago de Faria

6 a 17 março || 4ª a sáb - 21:30 | dmg - 16:00

‘…um espectáculo de cariz biográfico sobre a deriva na vida de um homem, ladrilhos de um espaço de tempo na vida de Anton Tchekhov.’

A SACALINA, um projeto que iniciámos há cerca de ano e meio e que em muitos aspetos se tornou um espelho da viagem que vamos “ilustrar” em cena, protagonizada na vida real pelo icónico autor russo, Anton Tchékhov, à estância penal russa no oceano pacífico norte… a ilha de Sacalina, a Sibéria da Sibéria, o inferno gelado. Exaustiva, longa, dura, apaixonada, dedicada, reveladora e deslumbrante.

Fomos procurando ao longo destes 18 meses de trabalho a melhor forma de vos darmos de empréstimo os nossos corpos, as nossas vozes, a nossa renúncia ao medo do ridículo, da exposição, a nossa vontade de vos deixar ler na plenitude das nossas marcas pessoais. Uma espécie de mobile que é o conjunto da equipa criativa dentro de outro mobile que somos nós enquanto indivíduos. Uma mecânica inspirada no formato “aos quadradinhos” e na subversão da imagem que retemos da obra de Katsushika Hokusai. Apropriámo-nos de pormenores de linguagens das artes performativas distintas. Misturando sem pedir permissão influências orientais e ocidentais. Também atentámos contra vários frutos da nossa cultura contemporânea, pedimos desculpa pelo desaforo. Afinal somos filhos do nosso tempo.

É o espetáculo de estreia da estrutura Manga Theatre|Teatro Manga em Portugal. Estará em cena no Teatro Meridional de 6 a 17 de Março de 2019.

Reunimo-nos neste projeto cerca de 20 profissionais de diversas áreas artísticas, e diversos países, uns chegaram ao fim connosco outros tiveram de se ausentar. A todos estamos infinitamente gratos pelo tempo, esforço e poesia que nos ofereceram. Criámos em conjunto um espetáculo, dois livros de Banda Desenhada, um álbum com a música original do espetáculo, postais ilustrados, e houve ainda quem generosamente se associasse ao nosso trabalho oferecendo a quem nos apoiasse financeiramente uma estadia mesmo sobre o vale do Rio Douro.

Para facilitar o acesso a quem se quiser juntar a nós ou a quem queira levar uma recordação nossa para casa, criámos uma campanha de crowdfunding (cirúrgica ;)). 

Apostamos no apoio através do crowdfunding, por acreditarmos que este modo de financiamento é mais fiel do que os subsídios estatais, por ser um movimento social direto, participativo, genuíno e menos seleto. 

Podem encontrá-lo aqui: https://ppl.pt/sacalina#campanha 

O Manga Theatre|Teatro Manga que produz este espetáculo, é uma estrutura não subsidiada de investigação e de formação teatral a trabalhar em Inglaterra e Portugal desde 2016. Estreia-se agora em Lisboa e em Portugal.

O MANGA THEATRE | TEATRO MANGA procura um modo evocativo de dar a ver a vivência e a comunicação humana. A estética do Manga Theatre |Teatro Manga abraça componentes plásticas oriundas da fusão de linguagens performativas que privilegiam a poesia no espaço. Valoriza um modo de produção cultural interativa. Prima pelo envolvimento da comunidade na criação artística e na formação de um público amplo e eclético no decorrer das suas produções.

Sigam-nos no Facebook: https://www.facebook.com/mangatheatre/e no Instagram: https://www.instagram.com/manga.theatre/

MANGA theatre is a fresh approach to performance inspired by graphic novels, and comics in particular Manga comics. It encompasses a fusion of different performance techniques.

It translates to the work of the performer particular aspects of comics’ storytelling techniques, using references from Bunraku, Butoh, Clown and Commedia Dell’Arte.                    

It is built upon an advanced performer-training scheme aimed at developing tools to further explore and refine devised work.                                                                                                                             

03.03.2019 | por martalanca | A Sacalina, Anton Tchékhov, Manga Theatre

Memória pública da escravidão e reparações: um debate internacional com uma história longa e atual

MESA-REDONDA + CONFERÊNCIA I  18 de março de 2019, 09h30 I  Sala 1, CES | Alta

Esta iniciativa, no âmbito do programa de doutoramento de Patrimónios e com a colaboração do projecto CROME e do programa de doutoramento de “Pós-Colonialismos e Cidadania Global”, visa apresentar o trabalho da historiadora Ana Lúcia Araújo a que seguirá um espaço de pergunta e resposta, sobre a história das reparações da escravatura no longo curso e de um ponto de vista global.

A conferência será precedida de uma mesa-redonda que versará sobre “História e legados da questão colonial na sociedade portuguesa”, onde participarão os investigadores do CES: Miguel Cardina, Bruno Sena Martins, Marta Araújo, Raquel Lima e José Pedro Monteiro. Também esta mesa redonda terá um breve espaço de interacção com o público. Moderação: Walter Rossa.

Nota biográfica
Ana Lúcia Araújo: “I am a social and cultural historian, working on the history and public memory of the Atlantic slave trade and slavery and their social and cultural legacies. I was born and raised in Brazil. I completed a BA in Fine Arts in 1995 (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) and an MA in History of Brazil in 1997 (Pontíficia Universidade Católica do Rio Grande do Sul). Trained as a historian and as an art historian, I obtained a PhD in Art History in 2004 (Université Laval, Canada) and a PhD in History and Social and Historical Anthropology (Université Laval and École des Hautes Études en Sciences Sociales) in 2007.

In the last fifteen years, I authored and edited over ten books and published nearly fifty articles and chapters on these themes. I have lectured in English, Portuguese, French, and Spanish in the United States, Canada, Brazil, Argentina, France, England, Portugal, Germany, the Netherlands, and South Africa. Currently, I am Professor of History at the historically black Howard University in the capital of the United States, Washington DC.

In 2017, I was honored to join the International Scientific Committee of the UNESCO Slave Route Project. I am also a proud member of the Editorial Board of the British journal Slavery and Abolition and of the Editorial  Board of Black Perspectives.  Currently, I am the editor of the book series Slavery: Past and Present, by Cambria Press and a member of the Executive Committee of the Brazilian Studies Association, the most important association of Brazilian studies in the world.

My most recent book is Reparations for Slavery and the Slave Trade: A Transnational and Comparative History. The book examines from a transnational perspective the history of the demands of reparations for slavery and the slave trade in the Americas, Europe, and Africa.

Over the last years, I published a number of books. Brazil Through French Eyes: A Nineteenth-Century Artist in the Tropics (2015) is a revised, updated, and expanded English version of my book Romantisme tropical (2008). I explore the idea of “tropical romanticism,” a vision of Brazil with an emphasis on the exotic. I examine the travelogue Deux années au Brésil by the French artist François-Auguste Biard, by situating his work in the context of the European travel writing of the time. The book shows how representations of Brazil through French travelogues contributed and reinforced cultural stereotypes and ideas about race and race relations in Brazil.

My book Shadows of the Slave Past: Memory, Heritage and Slavery (2014) examines the processes that led to the memorialization of slavery and the Atlantic slave trade in the second half of the twentieth century. I explore numerous kinds of initiatives such as monuments, memorials, and museums as well as heritage sites. By connecting different projects developed in  Europe, Africa, and the Americas during the last two decades, I discuss how different groups and social actors have competed to occupy the public arena by associating the slave past with other human atrocities, especially the Holocaust. I look at how the populations of African descent, white elites, and national governments, very often carrying particular political agendas, appropriated the slave past by fighting to make it visible or conceal it in the public space of former slave societies.”

Organização: Programas de Doutoramento «Patrimónios de Influência Portuguesa» e «Pós-Colonialismos e Cidadania Global», Camões - Instituto da Cooperação e da Língua e projetos de investigação «CROME - Memórias cruzadas, políticas do silêncio: as guerras coloniais e de libertação em tempos pós-coloniais» (ERC Starting Grant 715593) e «Os mundos do (sub)desenvolvimento: processos e legados do império colonial português em perspectiva comparada (1945-1975)».

01.03.2019 | por martalanca | Ana Lúcia Araújo, escravidão, reparação

LANÇAMENTO Atlantica: Contemporary art from Angola and its diaspora

LANÇAMENTO Atlantica: Contemporary art from Angola and its diaspora

Data: 9 de Março de 2019 Hora: 16:00 Locais: MAAT: Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, Sala dos Geradores & Espaço Espelho d’Água

LANÇAMENTO, MESA-REDONDA, PERFORMANCE

Local: MAAT: MUSEU DE ARTE, ARQUITETURA E TECNOLOGIA

16:00 | Mesa-redonda e apresentação do livro moderada por Paul Goodwin com Ana Balona de Oliveira, André Cunha, Afonso Ramos, Marissa J. Moorman, Nadine Siegert e Paula Nascimento

19:00 | Performance de Nástio Mosquito: “O Que a Minha Avó Me Deu” 

> 5€ bilhete entrada museu | 50% desconto estudantes, desempregados, seniores

JANTAR E FESTA DE LANÇAMENTO

Local: Espaço Espelho d’Água

21:00 | Jantar tradicional Angolano 

23:00 | Live Act PONGO

00:00 – 02:00 | DJ Set Rádio Cacheu

> Jantar & Festa: €25 pré-venda: hangarcia.production@gmail.com

€30 no dia do evento

> Festa (a partir das 23:00): €10

Menu:

- Pães, húmus e zaalouk

- Tabule de trigo e couscous marroquino

- Sigá de Frango à moda da Guiné com arroz ou Calulu de peixe fresco e seco ou Muamba de tofu

- Pudim de mandioca com Cremoso de Tangerina

Nástio Mosquito é um artista conhecido pelas performances, vídeos, música e poesia que mostram um compromisso intenso com o potencial aberto da linguagem. Facilmente mal interpretado como uma espécie de cansaço, é a expressão extraordinária de um desejo urgente de se envolver com a realidade a todos os níveis.

PONGO encarna a renovação do kuduro, misturando a mistura das suas raízes africanas, langa, zaïco, com EDM, bass music, dancehall e pop melódica. A sua voz poderosa, ritmada, mas igualmente frágil e sensível, arrasta-nos para o seu universo envolvente, aos confins da dança e da saudade – lá onde ninguém nos tinha levado antes. 

A Rádio Cacheu sintoniza dois kambas que rolam em Stéreo por Lisboa. Com Portugal, Guiné-Bissau e Angola a correr pelas veias, backgrounds e percursos de vida diferentes, cresceram com a constante presença da música, do mundo, e sobretudo africana, PALOP. Convictos de que a cura do mundo passa pela música, optam por sons orgânicos, embebidos em batidas provenientes de diversos tempos e géneros. Desde o Soul ao Funky do Steide, ao Samba Rock Zuca, passando pelo Semba, Kuduro e Funaná da Mamã África, não fosse a Música Negra o fio pavio dos seus explosivos Sets.

O livro Atlantica: Contemporary art from Angola and its diaspora assinala o início da editora Hangar Books, especializada em publicações no contexto das artes contemporâneas, com foco nas epistemologias do sul. É uma co-edição HANGAR – CEC e conta com o apoio da FCT, Orfeu Negro e FAS. Organizado pelo HANGAR.

Artistas: Alice Marcelino, Alida Rodrigues, Ana Silva, Binelde Hyrcan, Délio Jasse, Edson Chagas, Francisco Vidal, Grada Kilomba, Ihosvanny, Januário Jano, Keyezua, Kiluanji Kia Henda, Mónica de Miranda e Yonamine

Ensaios: Adriano Mixingue, Afonso Dias Ramos, Ana Balona de Oliveira, Ana Cristina Cachola, Ashleigh M. Barice, Bruno Leitão, Delinda Collier, Denise Ferreira da Silva, Gabi Ngcobo, Maria-Gracia Latedjou, Marissa J. Moorman, Marta Jecu, Nancy Dantas, Nadine Siegert, Negarra A. Kudumu, Paul Goodwin, Paula Nascimento, Pontus Kyander e Raquel Schefer.

In the Days of a Dark Safari, 2017 © Kiluanji Kia HendaIn the Days of a Dark Safari, 2017 © Kiluanji Kia Henda

** 

Book Launch Atlantica: Contemporary art from Angola and its diaspora

Date: 9 March 2019

Time: 4:00 PM

Venues: MAAT: Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, Sala dos Geradores & Espaço Espelho d’Água

BOOK LAUNCH, ROUND TABLE, PERFORMANCE 

Local: MAAT: MUSEUM OF ART, ARCHITECTURE AND TECHNOLOGY

4.00PM | Round table and presentation of the book moderated by Paul Goodwin with Ana Balona de Oliveira, André Cunha, Afonso Ramos, Marissa J. Moorman, Nadine Siegert e Paula Nascimento

7.00PM | Performance by Nástio Mosquito: “What My Grandmother Gave Me”

> 5€ museum admission | 50% discount for students, jobseekers, seniors

DINNER AND LAUNCH PARTY

Local: Espaço Espelho d’Água

9:00PM | Angolan traditional dinner

11:00PM | Live Act PONGO

00:00AM – 02:00AM | DJ Set Radio Cacheu

> Dinner & Party: €25 pre-sale: hangarcia.production@gmail.com

€30 in the day of the event

> Party (from 11:00PM): €10

Menu:

- Bread, humus and zaalouk

- Wheat tabule and Moroccan couscous

- Guinea chicken sigá with rice or Calulu of fresh and dry fish or Tofu Muamba

- Cassava pudding with creamy tangerine

Nástio Mosquito is a multimedia artist known for performances, videos, music and poetry that show an intense commitment to the open-ended potential of language. Easily misread as a kind of world weariness, it is the extraordinary expression of an urgent desire to engage with reality at all levels.

PONGO embodies the renewal of kuduro, mixing the mixture of its African roots, langa, zaïco, with EDM, bass music, dancehall and melodic pop. Her powerful, rhythmic but equally fragile and sensitive voice draws us into his surrounding universe, the confines of dance and longing – where no one had taken us before.

Rádio Cacheu tunes to two kambas that roll in Stéreo through Lisbon. With Portugal, Guinea-Bissau and Angola running through the veins, different backgrounds and life paths, they grew with the constant presence of music, the world, and especially Africa, PALOP. Convinced that the healing of the world passes through music, they opt for organic sounds, soaked in beats from different times and genres. From Soul to Funky Steide, to Samba Rock Zuca, to Semba, Kuduro and Funaná from Mamã Africa, were not Black Music the thread of their explosive Sets.

The book Atlantica: Contemporary art from Angola and its diaspora marks the start of publisher Hangar Books, specialising in publications within the context of contemporary arts, with particular incidence on southern epistemology.

It is co-edited by HANGAR – CEC and has the support of FCT, Orfeu Negro and FAS. Organized by HANGAR. 

Artists: Alice Marcelino, Alida Rodrigues, Ana Silva, Binelde Hyrcan, Délio Jasse, Edson Chagas, Francisco Vidal, Grada Kilomba, Ihosvanny, Januário Jano, Keyezua, Kiluanji Kia Henda, Mónica de Miranda and Yonamine
Essays: Adriano Mixingue, Afonso Dias Ramos, Ana Balona de Oliveira, Ana Cristina Cachola, Ashleigh M. Barice, Bruno Leitão, Delinda Collier, Denise Ferreira da Silva, Gabi Ngcobo, Maria-Gracia Latedjou, Marissa J. Moorman, Marta Jecu, Nancy Dantas, Nadine Siegert, Negarra A. Kudumu, Paul Goodwin, Paula Nascimento, Pontus Kyander and Raquel Schefer

 

28.02.2019 | por martalanca | arte angolana, arte contemporânea, HANGAR

Recipes for Survival, by Maria Thereza Alves

Pivô @ Kunsthalle Lissabon has the pleasure of presenting Recipes for Survival, by artist Maria Thereza Alves, with an introduction by Michael Taussig. Sunday Feb. 24, 18h

Maria Thereza Alves, Recipes for Survival, 1983.Maria Thereza Alves, Recipes for Survival, 1983.
In 1983, when acclaimed Brazilian artist Maria Thereza Alves was an art student at Cooper Union in the United States, she returned to her native country to document the backlands of Brazil, where her family is from. Working with the local people in a collaborative process that has become the hallmark of her mature work, Alves photographed their daily lives and interviewed them to gather the facts that they wanted the world to know about them. Unlike documentation created by outsiders, which tends to objectify Brazil’s indigenous and rural people, Alves’s work presents her subjects as active agents who are critically engaged with history. Following the images are texts in which the villagers matter-of-factly describe the grinding poverty and despair that is their everyday life—incessant labor for paltry wages, relations between men and women that often devolve into abuse, and the hopelessness of being always at the mercy of uncontrollable outside forces, from crop-destroying weather to exploitative employers and government officials. Though not overtly political, the book powerfully reveals how the Brazilian state shapes the lives of its most vulnerable citizens. Giving a voice to those who have been silenced, Recipes for Survival is, in Alves’s words, “about we who are the non-history of Brazil.” 
This event is co-organized by Giulia Lamoni and Gillian Sneed. The book launch will include a short reading by the artist, followed by a conversation between Alves and Sneed.

Maria Thereza Alves is a Brazilian-born artist descended from the country’s indigenous, African, and European peoples. She is best known for her award-winning work Seeds of Change (2004–2018), which links ecology and colonial history. One of the founders of Brazil’s Green Party in São Paulo, Alves received the 2016–2018 Vera List Center Prize for Art and Politics, awarded to artists who take great risks to advance social justice in profound and visionary ways.
Gillian Sneed is an art historian and independent curator currently based in Lisbon. Her research focuses on contemporary Latin American art and feminist art histories across the Americas. She is a Ph.D. candidate in art history at the Graduate Center of the City University of New York, and she has written for Women’s Art Journal, Flash Art, AWARE Magazine, Art in America, and Texte zur Kunst.

22.02.2019 | por martalanca | Maria Thereza Alves, Recipes for Survival

CES Summer School ARCHIVES OF THE PRESENT | RACISM, ACTIVISM, AND REMEMBRANCE

Applications are now open for the CES Summer School ARCHIVES OF THE PRESENT | RACISM, ACTIVISM, AND REMEMBRANCE (2 to 6 September, 2019), and the programme is already online. This Summer School engages with international struggles for racial justice and the contemporary politics of remembrance. Through interdisciplinary approaches to the analysis of multiple processes and initiatives for the memorialization of European colonialism and its legacy (e.g. monuments, commemorations, exhibitions, digital media, arts, education, community libraries), the School aims to produce an archive of the present with contributions from academics and anti-racist activists from a variety of contexts, namely Belgium, Brazil, Cape Verde, Finland, France, the Netherlands, Portugal, the United Kingdom and the United States.

21.02.2019 | por martalanca | ACTIVISM, racism, REMEMBRANCE

Revista Mundo Crítico

Lançamento do terceiro número da revista Mundo Crítico - Revista de Desenvolvimento e Cooperação, que terá lugar no próximo dia 28 de Fevereiro, pelas 17 horas, na Fundação Calouste Gulbenkian (Sala 1), em Lisboa.
Na sessão, procurar-se-á prolongar a “conversa imperfeita” iniciada na revista sobre as tendências actuais da Cooperação Internacional, entre a antiga Secretária de Estado do Desenvolvimento Internacional britânico, Clare Short, e a coordenadora de assessoria do Instituto de Estudos Socioeconómicos (INESC, Brasil), Nathalie Beghin, com moderação da jornalista Bárbara Reis.
Mais informações serão disponibilizadas na página do evento no Facebook.

21.02.2019 | por martalanca | Cooperação, Mundo Crítico

Mostra Ameríndia, Percursos do Cinema Indígena no Brasil -13 - 17 MARÇO 2019

A produção cinematográfica indígena no Brasil tem contribuído de um modo decisivo para a emergência de novos instrumentos de conhecimento indígena e intervenção no mundo.  Em Portugal, esta mostra de cinema emergiu do interesse de um grupo de pesquisadores/as, programadores/as culturais e ativistas em aprofundar o contributo do pensamento e cinema ameríndios, especificamente dos povos indígenas que vivem no Brasil, para a sociedade contemporânea. 

É neste sentido que a Apordoc, em conjunto com os centros de investigação CHAM, CRIA, ICS,  IHA, e o Museu Calouste Gulbenkian, apresenta a Mostra Ameríndia: Percursos do Cinema Indígena no Brasil.

Pensado de forma colaborativa com projetos envolvidos na produção e difusão desta cinematografia no Brasil, como a Mostra Aldeia SP, o programa integra uma multiplicidade de experiências que nos retiram dos lugares convencionais de olhar e entender o cinema. 

A Mostra apresenta uma seleção de filmes em que os coletivos indígenas actuam em diferentes níveis. Por vezes, são cineastas no sentido ocidental e direcionam a câmara para o quotidiano da sua aldeia, rituais ou a sociedade colonial.  Outras vezes colaboram com não-indígenas na produção de obras. As propostas, selecionadas de diferentes momentos históricos e produzidas por diferentes povos indígenas em diversos contextos de produção, dão forma a uma real multiplicidade nas suas escolhas formais e temáticas.

Still 'Já me transformei em imagem'Still 'Já me transformei em imagem'

A presença inédita de quatro cineastas indígenas, Zezinho YubeMaria Dalva Manduca Mateus Kaxinawá (Ayani)Patrícia Ferreira, Alberto Álvares, assim como a vinda do curador e ativista Ailton Krenak e da artista plástica e ativista Daiara Tukano, oferecem ao programa uma singularidade na comunicação com o público. 

A Mostra terá ainda um ciclo de debates e uma publicação que funciona como instrumento de difusão do conhecimento sobre os povos ameríndios, o seu cinema, cosmovisões e lutas na atualidade. 
A sessão de abertura será no dia 13 de Março, com o filme Já Me Transformei em Imagem de Zezinho Yube e haverá um cocktail a partir das 20h00. 

Datas: 13 - 17 de Março de 2019 Local: Museu Calouste Gulbenkian – Coleção Moderna – Sala Polivalente

R. Dr. Nicolau Bettencourt, 1050-078 Lisboa Sessões: 13 sessões (16h00 | 19h00 | 21h00) + oficina infantil (16 Março - 11h00) 

Preço:  3 euros
Conheça a programação completa AQUIImagens da Mostra
Mais informações em:  www.doclisboa.org    www.gulbenkian.pt

Evento FB.

19.02.2019 | por martalanca | Brasil, Cinema Indígena, Mostra Ameríndia

DALABA: SOL d'EXIL (House of Miriam Makeba)

19.02.2019 | por martalanca | ângela ferreira

Tu e África têm uma história?

 

clicar aqui 

Welcome to African-European Narratives!

Sharing stories … uncovers the diversity of Europe and the potential of the intercultural dialogue within it.

Your story matters … to make sense of African-European memories, present experiences and identities;

to raise awareness of Europe’s colonial past and foster a real post-colonial present.

Participate as co-author …

in this collective work and research

It may take only a few minutes …

to share an inspirational story!

 

18.02.2019 | por martalanca | Africa, African-European Narratives

Circulador em São Paulo

O Circulador é um plataforma de pesquisa baseada na cidade de São Paulo, Brasil, que tem como objetivo identificar e fortalecer as redes de diálogos e cooperação artística e cultural entre os países de língua portuguesa.
Defendendo uma maior integração deste espaço complexo, diverso e descontínuo, o projeto busca desafiar a exclusividade da cooperação cultural do eixo Norte-Sul, articulando conversas entre os principais centros urbanos da CPLP e promovendo encontros mais constantes entre a comunidade artística dos países da comunidade.
O primeiro projeto de publicação da plataforma será produzido em 2019, com fundos do Programa de Ação Cultural (ProAC) da Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo, e terá como foco a comunidade artística da CPLP atuante na cidade de São Paulo, maior metrópole de língua portuguesa do mundo.


As edições do Circulador operam como suporte para experimentação em pesquisa e para a identificação e exposição da produção jovem destes países em distintos setores da cultura, pautando a reflexão sobre políticas culturais internacionais e a integração deste espaço de língua partilhada.
O projeto está atualmente fazendo um levantamento de profissionais da cultura, de todas as linguagens artísticas, que tenham nacionalidade de algum país ou território de língua portuguesa e que estejam atualmente baseados na cidade ou Estado de São Paulo, ou que pratiquem intensamente o trânsito entre a cidade e outra cidade lusófona. Quem quiser participar da pesquisa ou tenha indicações de perfis pode escrever para a direção do projeto no contato: ocirculador@gmail.com
A publicação será impressa e disponibilizada integralmente em formato digital, sendo também enviada aos principais acervos e bibliotecas de instituições em todos os países da CPLP. Site

18.02.2019 | por martalanca | artistas, CPLP, trabalho em rede

Problematizar a realizar - encontros entre cinema e arte

PROGRAMA 6 28.02.2019 | 18h30

Goethe-Institut, Auditório, Campo dos Mártires da Pátria 37, 1169-016 Lisboa Une jeunesse allemande (2015, 93 Min.) de Jean-Gabriel Périot
Discussão: Alain Brossat, Jean-Gabriel Périot

As obras de arte, nomeadamente aquelas que trabalham a partir de material documental, podem oferecer um apelo particularmente desafiante para refletir sobre a realidade. Enquanto a ligação indexante à realidade que abordam garante ao som e à imagem uma credibilidade especifica, a postura do artista, a sua escolha estética, temática e política, bem como a posição autorreflexiva, podem gerar uma avaliação critica sobre a constituição dessa realidade. É neste ponto que a arte encontra a filosofia. A reflexão sobre a relação entre o mundo factual e a sua apropriação subjetiva, questionando as reivindicações hegemónicas de objectividade e autoridade e problematizando as contradições inerentes à sociedade, são, por imanência, questões filosóficas. Problematizar a realidade – encontros entre arte, cinema e filosofia é um conjunto de programas que decorre de uma parceria entre IFILNOVA (CineLab) / FCSH / UNL, Goethe-Institut Portugal e Maumaus / Lumiar Cité e em colaboração com Apordoc / Doc’s Kingdom. Estes encontros internacionais entre artistas e investigadores focam-se no momento em que a arte, o cinema e a filosofia se entrelaçam num diálogo produtivo.
No sexto programa o encontro é entre o filósofo Alain Brossat e o cineasta Jean-Gabriel Périot, numa discussão em torno do filme Une jeunesse allemande (Jean-Gabriel Périot,

2015). Através de uma complexa montagem de diversos materiais audiovisuais - incluindo filmes experimentais de estudantes da DFFB (Deutsche Film - und Fernsehakademie Berlin), excertos de programas de televisão e de atualidades, e extratos de proeminentes filmes de autor das décadas de 1960 e 1970 -, Une jeunesse allemande procura traçar a politização das gerações mais jovens da então Alemanha Ocidental. Em última instância, esta politização levou à formação do grupo Baader-Meinhof e à sua luta armada, bem como à sua ligação com a política de representação e a produção de imagens. Imagens de protestos por movimentos de esquerda contra as duradouras estruturas fascistas da Alemanha capitalista, no período pós-nazi, são entrelaçadas com declarações de intelectuais e artistas. Estes, por sua vez, são colocados perante imagens que denotam o enviesamento ideológico da comunicação social e as reações das autoridades, invariavelmente exigindo um aumento da repressão estatal. A constelação resultante não só permite uma abordagem dialética do clima político tenso da época, como também convida a uma reflexão crítica sobre o uso político das imagens e a instrumentalização de noções como terrorismo, democracia, esfera pública e resistência.

Alain Brossat (1946) vive e trabalha em Paris. É Professor no Departamento de Filosofia da Université Paris VIII. O seu trabalho abrange os campos da topografia do terror, da deportação e internamento na Europa de Leste e na União Soviética, dos regimes terroristas e pessoas desaparecidas, bem como da estética e das políticas do cinema, com foco em autores como Michel Foucault, Gilles Deleuze, Hannah Arendt, Walter Benjamin, Norbert Elias, Pierre Clastres, Zygmint Bauman, Jacques Rancière, Alain Badiou e Giorgio Agamben. As suas publicações mais recentes incluem: “Ce que peut le cinéma – conversation” (com Jean-Gabriel Périot, 2018), “Interroger l’actualité avec Michel Foucault, Téhéran 1978 / Paris 2015?” (com Alain Naze, 2018), “Le plébéien enragé. Une contre-histoire de la modernité de Rousseau à Losey” (2013), “Autochtone imaginaire, étranger imaginé : Retour sur la xénophobie ambiante” (2012), “Biopolitics, ethics and subjectivation” (editado com Yuan-Horng Chu, Rada Ivekovic and Joyce C.H. Liu, 2011).

Jean-Gabriel Périot, Une jeunesse allemande, 2015. Local FilmsJean-Gabriel Périot, Une jeunesse allemande, 2015. Local Films

Jean-Gabriel Périot (1974) vive e trabalha em Paris. Entre o documentário, a animação e o cinema experimental, a maioria do seu trabalho aborda a violência e a história. Realizou diversas curtas-metragens, desenvolvendo um estilo particular no trabalho de montagem a partir de arquivos. O seu trabalho de curta duração, incluindo Dies Irae (2005), Eût-elle été criminelle… (2006), Nijuman no norei (2007) e The Devil (2012), foi exibido em inúmeros festivais e homenageado com prémios. Une jeunesse allemande (2015), o seu primeiro documentário de longa-metragem, abriu a secção Panorama da Berlinale 2015, recebeu prémios em vários festivais e foi posteriormente lançado nas salas de cinema francesas, alemãs e suíças. Natsu no hikari (Summer Lights, 2016), a sua primeira longa-metragem de ficção, estreou no Festival de Cinema de San Sebastian, em 2016, e foi exibido noutros festivais antes de ser lançado nas salas de cinema francesas, em 2017.

Duração da sessão: 150 Min. | M/12 | Entrada livre, sujeita à lotação da sala.

Para mais informações, por favor contactar:
Tel: +351 21 352 11 55 | info@problematisingreality.com | www.problematisingreality.com www.facebook.com/ProblematisingReality

18.02.2019 | por martalanca | arte, cinema, filosofia

Do desaparecimento institucional – Celebrando uma década de Kunsthalle Lissabon

Jacopo Miliani 'A Slow Dance Without Name'Jacopo Miliani 'A Slow Dance Without Name'A Kunsthalle Lissabon celebra o seu décimo aniversário em 2019. Iniciámos a nossa atividade a 3 de julho de 2009 e desde então produzimos e apresentámos mais de quarenta exposições e publicámos catorze volumes, entre monografias, livros de artista e a série Performing the Institution(al). Colaborámos com inúmeras instituições tanto locais como internacionais e desenvolvemos uma reflexão continuada sobre pensamento e ação institucionais no contexto das artes visuais. Foi uma década incrível!

Decidimos comemorar a ocasião não organizando uma festa de proporções épicas, não redigindo um manifesto sobre quão difícil é gerir uma pequena instituição dedicada à arte contemporânea. Decidimos comemorar a ocasião simplesmente desaparecendo do panorama artístico da cidade. Parando para refletir. A Lisboa que foi propícia ao aparecimento da Kunsthalle Lissabon em 2009 tem muito pouco em comum com a Lisboa gentrificada e turistificada de 2019. Dificilmente seria possível começar hoje como começamos em 2009. Queremos refletir sobre a responsabilidade que temos no desenvolvimento desse processo e queremos também refletir sobre o papel crítico que podemos ter no pensamento de outras formas de imaginar a posição que a arte contemporânea ocupa neste xadrez.

Quatro instituições internacionais, quatro parceiras de caminho, irão ocupar o espaço que deixaremos vago. Não apenas o espaço como também a nossa infraestrutura de produção e de comunicação, os nossos recursos e até a nossa presença online. Será como se cada uma destas quatro instituições abrisse uma versão pop-up de si própria em Lisboa durante um certo período de tempo. Terão de negociar com e interagir com um contexto que não é o seu mas para o qual terão que trabalhar publicamente. A Kunsthalle Lissabon será o anfitrião que de tão radical que é, entrega tudo aos seus convidados, desaparecendo nesse processo. A noção de hospitalidade sempre foi um dos pilares centrais do nosso pensamento institucional e, para o décimo aniversário, queremos levá-la ao extremo. Em paralelo, queremos também investigar o desaparecimento temporário como um modo de refletir sobre o tecido cultural de uma cidade como Lisboa, no momento atual. Não fazemos a menor ideia dos resultados que advirão de todo este processo.

A atividade regular da Kunsthalle Lissabon regressará, muito provavelmente, em 2020.

A Kunsthalle Lissabon é generosamente apoiada pela República Portuguesa – Direção Geral das Artes, Foundation for Arts Iniciatives e Coleção Maria e Armando Cabral.

 

 

 

 

12.02.2019 | por martalanca | arte contemporânea, Kunsthalle Lissabon

Figurações de Amílcar Cabral – memória, política e cultura.

O colóquio reúne investigadores de projetos que, a partir de diferentes olhares, estudam e lidam com a figura política, cultural e artística de Amílcar Cabral. Ao longo deste dia, a partir de um ponto de vista interdisciplinar e multiforme, a biografia, o pensamento, a ação política, as imagens e as heranças de Amílcar Cabral, tanto do ponto de vista artístico como político estarão em discussão em mesas redondas temáticas, seguidas de debate. Um debate final reunirá todos os intervenientes.  No próximo dia 22 fevereiro, pelas 9h30, na Sala 1 do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES-Alta).


 

12.02.2019 | por martalanca | Amílcar Cabral, memoirs, memória, política

Hotel Europa / André Amálio Amores pós-coloniais

FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica 2019

MAIO 10 Sex 19.00h & 11 Sáb 22.00h CAMPO ALEGRE Sala-Estúdio 5.00€ • >14

“Amores Pós-Coloniais” inicia um novo capítulo na companhia Hotel Europa, estendendo o ciclo de investigação do colonialismo ao tema do amorEste espetáculo de teatro documental pretende refletir sobre o amor enquanto espaço político, discutindo o que significava amar no espaço colonial e pós-colonial, usando como metodologia um cruzamento entre a pesquisa de arquivo e a recolha de testemunhos reais. Pretende retratar políticas do amor no espaço colonial e perceber como a violência do colonialismo condicionava as relações amorosas. Parte de uma variada e extensa recolha de testemunhos de pessoas que viveram esta realidade, desde antigos soldados portugueses que tiveram filhos com mulheres de África no tempo da guerra a mulheres de origem portuguesa que se apaixonaram por homens negros pertencentes aos movimentos de Libertação. Um olhar também sobre as relações que emergiram entre os países Africanos e os países da Europa de Leste, tentando fazer oescrutínio do que era o amor durante o período Colonial e Pós-Colonial.

Com André Amálio, Tereza Havlíčková, Selma Uamusse, Toni Fortuna, Laurinda Chiungue, Júlio Mesquita /  Criação e Interpretação Musical Selma Uamusse, Toni Fortuna / Cenografia Pedro Silva / Desenho de Luz e Direção Técnica Carlos Arroja / Produção Hotel Europa / ‘1.30h

**
Hotel Europa é uma companhia formada por dois artistas de dois países diferentes (Portugal e República Checa) e oriundos das disciplinas da dança edo teatro. André Amálio e Tereza Havlíčková conheceram-se no programa de mestrado MA Performance Making na Goldsmiths University, em Londres. Têm vindo a colaborar juntos, desenvolvendo trabalho que explora as fronteiras entre a dança, performance e teatro num processo de criação coletiva com referências de cultura popular e clássica, criando espetáculos que permitem ao público a oportunidade de viajar entre culturas, tempos e géneros.

08.02.2019 | por martalanca | amor, Hotel Europa