África, os quatro rios, de António Pinto Ribeiro

22.05.2017 | by martalanca | Africa, antónio pinto ribeiro, livro | 0 comments

Colóquio Memória, História, Esquecimento. O 27 de Maio de 1977 em Angola

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL),  26 de maio 2017 / 09h 30m   

Um colóquio multidisciplinar que assinala a passagem de 40 anos dos acontecimentos de 27 de Maio de 1977 em Angola, cujas consequências perduram até hoje na sociedade angolana. A necessidade de se criar um espaço de reflexão no meio académico serviram de mote aos organizadores para proporem a realização de um colóquio, no qual os investigadores pudessem partilhar e debater as suas pesquisas com a comunidade científica e a sociedade em geral.

A participação de investigadores de diferentes áreas do conhecimento permitirá uma abordagem multidisciplinar, para uma melhor compreensão deste fenómeno histórico angolano, através das suas múltiplas dimensões: política, social e cultural. Por isso, participam investigadores da história, da música, da antropologia, dos direitos humanos e da justiça.

Pretende-se que esta problemática saia da penumbra e do mujimbosocial em que tem estado confinada e reduzida até hoje na sociedade angolana, para que seja incluída como tema próprio nas discussões académicas das Ciências Sociais, nomeadamente dos Estudos Africanos, da História de África e, em particular, da História de Angola.

Comissão Organizadora: Myriam Taylor de Carvalho, Verónica Leite de Castro, Edson Vieira Dias Neto, Pedro Aires Oliveira

PROGRAMA 

9h 30m – Receção, inscrição, Venda de livros

10h / 10h 20m – Boas vindas e apresentação do evento

Pedro Aires Oliveira (IHC-FCSH-UNL)

Verónica Leite de Castro (Membro da Organização)

1º Painel – 10h 20m / 12h 20m  

Moderador Michel Cahen (CNRS / Casa Velazques)

Mabeko Tali (HUW)

O 27 de Maio, 40 anos depois: uma exégese do discurso nitista.

Margarida Paredes (UFBA)

Uma narrativa silenciada, a liderança das mulheres na revolta do 27 de   Maio de 1977. O caso do ‘Destacamento Feminino’ das FAPLA.

Leonor Figueiredo (Investigadora Independente)

A importância das fontes orais na abordagem ao «27 de Maio».

Francisco Júnior (FLUC)

Cânticos silenciados em 1977: Lembranças musicais de Artur Nunes, David Zé e Urbano de Castro.      

12h 20m / 13h 30m – Debate 

13h 30m / 15h – Almoço livre

2º Painel – 15h – 17h  

Moderador José Pedro Castanheira (Jornalista)

Marcolino Moco (Ex primeiro Ministro de Angola)

O 27 de Maio. Problema angolano no contexto africano. Que tipo de justiça?

Benja Satula (UCAN – UCP)

“Do processo ao não processo”, a irracionalidade dos“guerrilheiros da razão”.

Fernando Macedo (UCT)

A Barbárie do 27 de Maio e o Direito à Memória.

Joaquim Sequeira Carvalho (ISP-UKB)

“O 27 de Maio de 1977”

17h – 18h Debate

– Encerramento

- Venda livros, coffee break

19.05.2017 | by martalanca | 27 de maio 1977, Agostinho Neto, angola, colóquio, desaparecidos, fracionismo, genocídio, memória, política, trauma | 0 comments

Faradai & Ikonoklasta, Poemas Sem Cor

Quando dois músicos que partilham gostos musicais, começam a conversar muito um com o outro o resultado torna-se previsível: Vão fazer mambos juntos. 

Fara e Ikono tiveram este encontro casual em 2014, depois de muita conversa fiada, para lá de um(1) ano e uma prisão pelo meio, surgiu o desafio lançado por Faradai: Vamos gravar uma joint! 

Aproveitando a prisão domiciliária de 3 meses de Ikonoklasta, um instrumental foi engravidado e nasce o tema ’’Poemas Sem Cor’’.

Sob a produção de Faradai, a viagem sonora e experimental procura dar corpo ao manifesto de forma mista, onde cada artista escrevive na sua visão os dikulos desta constante realidade, na qual buscamos a sanidade da loucura nesta Angola.
E é sob o selo da Kongoloti Records, que estes dois artistas apresentam neste rebento, a necessidade orgânica que a dinâmica destes opostos vos pode oferecer.
Irão fazer mais joints? Provavelmente. Mas até lá para acalmar a curiosidade, venham daí tomar esta refeição.

Bom apetite!!


http://kongorecs.com/pt/faradai-colabora-com-ikonoklasta/
https://soundcloud.com/kongoloti-records/faradai-ikonoklasta-poemas-sem-cor
https://faradaiikonoklasta.bandcamp.com/track/poemas-sem-cor


15.05.2017 | by martalanca | Faradai, ikonoklasta, música, Poemas Sem Cor, rap angolano | 0 comments

Africa is / in The Future I Bruxelles 19.05 > 20.05.2017

Deux journées interdisciplinaires qui portent un regard nouveau et décomplexé sur l’Afrique et sa diaspora.

 PointCulture Bruxelles, rue Royale 145 I  Cinéma Nova, rue d’Arenberg 3                    VENDREDI 19 MAI

  • 15h-16h : Fabio Vanin “African future urban challenges : Luanda and Nairobi” (PointCulture Bruxelles)
  • 16h30-17h30 : Rebel Up ! et NGHE “Afrika Sound” (PointCulture Bruxelles)
  • 18h-19h : Performance OZFERTI (PointCulture Bruxelles)
  • 20h : Projection « Kin Kiesse » et « Kingelez » (Cinéma Nova)
  • 22h : Projection « The Tower » (Cinéma Nova)

SAMEDI 20 MAI

  • 14h-15h : Pascale Obolo et Gato Preto « L’afrofuturisme, terrain d’expérimentation esthétique ou outil de déconstruction et d’émancipation ? » (PointCulture Bruxelles - en français/ anglais)
  • 15h30-16h30 : Oulimata Gueye « La science-fiction, une technique d’adaptation » (PointCulture Bruxelles)
  • 17h-18h : Jean-Christophe Servant « L’Afrique, entre futur et avenir » (PointCulture Bruxelles)
  • 19h30 : Table d’hôtes et microboutiek (Cinéma Nova)
  • 20h : Projection « I love kuduro » et « Woza taxi » (Cinéma Nova)
  • 22h : Concert Gato Preto (Cinéma Nova)
  • 00h00 : Rebel Up djset (Cinéma Nova)

PROGRAMME DÉTAILLÉ

VENDREDI 19 MAI

·         15h00 – 16h00 Conférence “African future urban challenges : Luanda and Nairobi” de Fabio Vanin

Quels sont les défis environnementaux et sociaux auxquels les villes de Luanda et Nairobi sont confrontées ? Comment ces deux villes traitent l’idée d’avenir ? Comment les arts et l’utilisation de différents récits nous projettent vers le futur ?

Fabio Vanin est professeur d’urbanisme paysager à la VUB et cofondateur et directeur de LATITUDE Platform for Urban Research and Design. Ses recherches actuelles portent sur les menaces environnementales dans les zones urbaines, en particulier sur l’eau, et sur les modèles urbains émergents en fonction des problèmes de sécurité. Il a également un fort intérêt dans la recherche de la croissance des villes africaines, en particulier dans les pays lusophones.

·         16h30 – 17h30 Conférence “Afrika Sound ” de Rebel Up ! + Médiathèque NGHE

Rebel Up! & la NGHE Mediatheque proposent un voyage personnel et subjectif à travers les sons, ceux du passé et ceux de la musique électronique contemporaine en constante évolution, issus d’Afrique et de la diaspora. À partir de leur expérience et de leur travail singulier, Ils esquisseront les contours de plusieurs mouvements, styles, labels musicaux et autres manifestations culturelles de l’ère numérique, aidés d’une sélection de musiques et de vidéos YouTube. Attendez-vous à une session passionnée alliant faits musicaux et histoires personnelles à une énergie débordante.

NGHE est un espace de découverte et de partage de la musique localisé à Molenbeek. Sous forme d’une médiathèque subjective et ouverte à tous, nous voulons mettre en valeur la singularité musicale de certaines régions du monde et promouvoir le réseaux des labels indépendants.

Rebel Up ! est un collectif bruxellois diffusant des sons innovants, il s’est rapidement imposé comme expert en musique « du monde » folk et urban et en culture alternative globale. En 2010, Rebel Up! insuffle son concept « global » dans la vie culturelle bruxelloise à travers soirées, concerts et festivals.

·         18h00 - 19h00 Performance OZFERTI

Début 2016, après des mois de recherches graphiques et musicales, Florian Doucet se lance en solo et crée OZFERTI son alias venu de la planète NUBIA NOVA. En Mars 2016, il sort l’album ADDIS ABOUMBAP, un mélange envoûtant de Tezeta Ethiopien et de Beats Electronique. Suivrons les albums AFROGRIME vol.I & vol.II, mashups où la puissance de l’Afrobeat Nigérian rencontre le fracas du Grime Britanique. Ozferti accompagne son live de projections vidéo où s’entremêlent les images des légendes de l’Afrique de l’Ouest et des motifs géométriques psychédéliques.

https://soundcloud.com/ozferti

·         20h : Projection « Kin Kiesse » et « Kingelez » (Cinéma Nova)

> Kin Kiesse

Mwezé Ngangura, 1983, CD, 16mm, vo ang st fr, 28’

Ce film “classique” réalisé par Mweze Ngangura, considéré comme le père du cinéma congolais, est un portrait de “Kin la belle quand elle était encore capitale du Zaïre. Tourné en pellicule, couleurs chaudes et superbes, la ville se découvre à travers les yeux de Chéri Samba, peintre populaire, aujourd’hui mondialement reconnu, alors à ses débuts. Quartiers animés, coiffeurs, immeubles, ambiance, on découvre une ville au rythme endiablé dans laquelle la musique, quelles que soient ses formes et ses origines, fait le lien entre des éléments disparates mais vivants. Et tout ceci à l’apogée d’une dictature…

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04.05.2017 | by martalanca | Africa, cinema, Future | 0 comments

People-Centred Processes: Performances in the Everyday.

The forms of dialogue, participation and performances in the everyday are processes to create new meanings within interactions and reveal intersubjectivity in positions of the self and different others. These are part of Art-Led Participative Processes (ALPP), a methodology to discuss and respond to working in real world situations.
Convidado confirmado
Jay Koh (iFIMA)
Jay Koh, Doctor of Fine Arts, is a cross-disciplinary artist-curator, educator and consultant focused on public participative and socially-engaged art. He has practiced and lectured in over 40 countries in Europe, Asia and elsewhere. 
In 1995, he founded international Forum for InterMedia Arts (iFIMA) and in 2000 was joined by Chu Yuan to initiate public, participative and socially engaged art projects, such as the Open Academy program in Hanoi, Hue, Ulaanbaatar and Yangon. 
Jay’s book Art-Led Participative Processes: Dialogue & Subjectivity within Performances in the Everyday(University of the Arts Helsinki, 2015; SRID/Gerakbudaya, 2016) discusses holistic and ethical art processes in building relationships and seeking affirmation across sectors and disciplines. Currently, he is based in Southeast Asia and working on his forthcoming books, Performing Politics: Arts & Society and A Reader on Praxis/es: People-Centred and Public Engagement Processes.
Recently, he convened the conference “People-Centred Processes: Arts, Education and Cross-Sector Collaboration” at the Asia Centre in Bangkok and lectures at King Mongkut’s University of Technology (Thonburi Bangkok), Glasgow Sculpture Studios (Scotland), Zurich University of Applied Art and Lucerne School of Art and Design. Presently, Jay Koh collaborates with centers  for art and health, art and pedagogy and arts education at Bangkok, Hong Kong, Kuala Lumpur, and Singapore.
Comissão Organizadora
Carlos Garrido Castellano (CEC-FLUL)
Manuela Carvalho (CEC-FLUL)
Marta Traquino (FBAUL)

10 de Maio, 2017 16:00 – 19:00Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Jardim D. Pedro V)

Atividade conjunta entre os projectos Comparing We’s / CITCOM e OFF-OFF Lisbon / THELEME do Centro de Estudos Comparatistas.

 

 

03.05.2017 | by martalanca | CEC, Performances | 0 comments

Exposição “Conexões Afro-Ibero-Americanas” até 7 de maio

Esta mostra conta com a presença de 63 importantes autores, oriundos de África (Angola, Cabo Verde, Guiné, Moçambique e São Tomé e Príncipe), Península Ibérica (Portugal e Espanha) e continente americano (Brasil, Chile, Argentina e Cuba), que são exemplo: Cruzeiro Seixas, Mário Cesariny, Salvador Dalí, Pablo Picasso, Joan Miró, Malangatana, Wifredo Lam, Marcelo Grassmann, Fernando Botero, Eduardo Nery, Mito, entre tantos outros.

É uma iniciativa da UCCLA, com curadoria de Cabral Nunes, a exposição está organizada em três núcleos em torno de núcleos dedicados aos temas “Autoritarismo, Ditames e Resistência”, “O Dealbar das Democracias” e “Presente Futuro”, para refletir sobre os percursos e conexões que a arte, produzida num contexto Afro-Ibero-Americano, tem registado, em especial a que foi materializada a partir da década de 1940, até ao presente. 

Autoritarismo, Ditames e Resistência: O primeiro momento expositivo integra obras de autores cujo trabalho começou a afirmar- se durante o período em que vigoraram regimes autoritários fascistas na Península Ibérica (Estado Novo 1933-74 e Franquismo 1939-75), nos países colonizados em África e durante as ditaduras militares que vigoraram na América Latina no decurso da Guerra Fria, que medeia o final da Segunda Guerra Mundial (1945) e a extinção da União Soviética (1991). Esse foi um período de enorme violência à qual a generalidade dos artistas se opôs, resistindo e enfrentando, através da arte, o jugo ditatorial.

O dealbar das democracias: Segundo momento expositivo, integrando obras realizadas no decurso (e após) os processos revolucionários de afirmação democrática na América Latina, África e também em Espanha e Portugal, onde a liberdade que se seguiu a décadas de repressão se fez sentir de modo particular no desenvolvimento artístico.

Presente-Futuro: Terceiro e último momento da mostra, procura apresentar a criação artística que se tem vindo a verificar na contemporaneidade, fruto de uma geração que, felizmente, não passou pelas agruras das gerações precedentes mas que, num contexto de mundo interconectado, enfrenta desafios de validação e identidade quiçá nunca antes observados no meio artístico. Esta geração de autores tem conseguido precisamente isso: a sua afirmação no contexto de democracias consolidadas ou das que ainda estão em processo de consolidação, não fugindo à responsabilidade de enfrentar os (novos) desafios colocados pela era da Globalização.

Horário: De terça a domingo, das 10 às 18 horas. Até 7 de maio de 2017

02.05.2017 | by martalanca | Afro-Ibero-Americanas, exposição | 0 comments

MIGRANT INTEGRATION:WHAT ROAD TO FOLLOW IN LEGISLATION AND MENTAL HEALTH?

INTERNATIONAL SEMINAR CONFERENCE DEBATE 20 de maio 2017 - 09h30-13h00
Morning of conferences and debate with two international specialists about the paradigmatic experiences in Brexit England and in Canada. The European Legislations on Migrants, specifically, irregular migrants (Sarah Spencer), and the promotion of mental health policies for migrant women and children (Nazilla Khanlou).
 Debate on migration and integration in the United Kingdom, Canada and Portugal.
 20 de maio 2017 | 09h30-13h00 | Sala de Exposições
Nazilla Khanlou
Professor and Chair of the Office of Women’s Health Research at York University.
Founder of INYI - International Network of Youth Integration.
 Ontario. Canada
Sarah Spencer
Director of the Global Exchange on Migration and Diversity Centre on Migration, Policy and Society (COMPAS).
 University of Oxford. United Kingdom
 Entrada Livre Mediante Inscrição Para mais informações, contacte: Tel: 21 721 40 00

 saude@ics.lisboa.ucp.pt <mailto:saude@ics.lisboa.ucp.ptwww.ics.lisboa.ucp.pt <http://www.ics.lisboa.ucp.pt/>
Formulário de Inscrição 

02.05.2017 | by martalanca | Conference, integration, migrant | 0 comments

"Aprender a viver com o inimigo" de Pedro Neves Marques

A 19 de maio, o Museu Coleção Berardo inaugura a exposição “Aprender a viver com o inimigo” de Pedro Neves Marques, com curadoria de Pedro Lapa.”Pode a ficção científica ser uma ferramenta para olhar o colonialismo? E pensar o colonialismo em si mesmo enquanto ficção científica? Não é essa ficção, no fim de contas, também movida pela ambiguidade daquilo que é natural e daquilo que é humano?Esta exposição reúne um conjunto de novos filmes e peças de Pedro Neves Marques, uma paisagem enraizada no contexto da extração de recursos naturais no Brasil e na coexistência entre diferentes cosmologias, diferentes mundos: modernos, animistas, tecnofílicos.”A exposição fica patente até ao dia 17 de setembro de 2017.

28.04.2017 | by martalanca | Pedro Neves Marques | 0 comments

Teatros da América Latina - Colóquio Internacional - 4 - 7 Setúbal

28.04.2017 | by martalanca | america latina, tchiloli, Teatros | 0 comments

Questões indígenas: ecologia, terra e saberes ameríndios TMM

Conferencias, debates e filmes em torno das questões ameríndias no Brasil e países vizinhos com alguns dos mais importantes antropólogos e lideranças indígenas. Pensar em solidariedade com os indígenas na América do Sul enquanto conhecemos as suas culturas ou lutas políticas é o grande desafio que propomos neste programa. Éticas ou estéticas indígenas, a Terra como ser sensível e a expressão de potencialidades múltiplas de interação, a Amazónia e a Patagónia como espaço de resistência e confronto, mas também de proposição de formas de viver em conjunto que diferem do modo que ali tem sido imposto pelo projeto colonial serão parte deste diálogo. Ao pensarmos com os indígenas, veremos que a ideia antiga de que culturas, línguas ou sociedades minoritárias indígenas estão ou estiveram em vias de extinção são afinal expressão de ameaças que, ao tocarem um povo indígena, tocam um projeto de mundo sobre o qual iremos debater e no qual nós, Europeus, também estamos implicados.

curadoria: Liliana Coutinho com Susana de Matos Viegas ilustração: Pedro Lourenço

ver programa

28.04.2017 | by martalanca | ameríndias, antropólogos, Brasil, conferências, debates, filmes, índigenas, Teatro Maria Matos | 0 comments

EXPOSIÇÃO Racismo e Cidadania

De 6 de Maio a 3 de SetembroTodos os dias, das 10H00 às 19H00 (última entrada às 18h30) PADRÃO DOS DESCOBRIMENTOS 

A exposição tem por objetivo discutir a relação entre racismo e cidadania num espaço de seis séculos, de 1497 ao presente. A exposição vai estar centrada no caso português, embora abra janelas comparativas para a compreensão do racismo como preconceito relativo a descendência étnica combinado com ação discriminatória. No período considerado, ocorreram a expulsão de muçulmanos, a conversão forçada de judeus, o tráfico de escravos, a colonização de territórios em África, América e Ásia, a abolição da escravatura, a descolonização e o início de um processo inverso de imigração.

A exposição visa estimular o grande público a questionar o passado e o presente das relações entre povos, conjugando emigração com imigração, exclusão e integração, ausência de direitos e acesso à cidadania.

Com curadoria científica e investigação de Francisco Bethencourt(Portugal) 

SEMINÁRIO

RACISMO E CIDADANIA
FRANCISCO BETHENCOURT, JORGE VALA, TERESA BELEZA (PORTUGAL)
SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL
DIA 24 DE MAIO
QUARTA, ÀS 18H00

26.04.2017 | by martalanca | racismo | 0 comments

Testemunhos da Escravatura Memória africana

No século XV, Portugal iniciou aquilo a que podemos chamar de tráfico de escravos a nível mundial. Se é verdade que no nosso território se praticava a escravatura desde sempre, também é verdade que é nesta altura que se inicia o comércio em larga escala e o seu desvio para o Atlântico. Os negros, capturados e depois comprados em África, serviam às tradições escravistas da Europa, mas eram sobretudo mão de obra necessária para a exploração das riquezas dos novos mundos descobertos.

Portugal foi um país esclavagista por mais de quatro séculos. Os portugueses, conjuntamente com os ingleses, franceses, espanhóis, holandeses (e mais brasileiros e norte-americanos), dominaram o tráfico negreiro, transportando um número que se calcula de cerca de 10 a 12 milhões de africanos para a Europa e América. Alterando radicalmente o desenvolvimento futuro dessas regiões.

Lisboa foi o destino do primeiro carregamento de escravos, muito diminuto no início, mas símbolo do que se veio a tornar depois. Em 1441, chegam a Lisboa dois escravos, capturados a sul do Bojador, acontecimento descrito por Gomes Eanes de Zurara na Crónica dos Feitos da Guiné. O número de escravos negros rapidamente aumenta na cidade, passando a estar presentes em todas as casas, diferenciando-se ricos e pobres apenas pelo número de escravos que possuíam.

A presença dos negros em Lisboa e os testemunhos que a escravatura deixou na memória da cidade são o ponto de partida para este projeto desenvolvido pelo Gabinete de Estudos Olisiponenses, nascido de uma reflexão acerca do que são hoje as sociedades ibero-americanas, dos problemas e desafios que enfrentam.

A identificação de um conjunto de museus, arquivos, bibliotecas e de outras instituições da cidade de Lisboa e a existência de memórias e de património da escravatura, foram o ponto de partida para o convite a estes equipamentos para selecionarem, nas suas coleções, peças e/ou documentação que, de uma forma direta ou indireta, se pudessem relacionar com a escravatura negra.

Estes testemunhos e heranças recuperados, foram objeto de uma abordagem particular que fomentou uma variabilidade de leituras e reflexões relacionadas com o tema.

Mais de duas centenas de peças e documentos mostrados em pequenas exposições, ou destacados nas próprias exposições permanentes, ou ainda disponibilizados apenas em linha, permitem desvendar tópicos sobre o tráfico, o combate e abolição da escravatura, as questões económicas, as vivências e os quotidianos do escravo, o racismo, a legislação, tradições culturais e religiosas, ou ainda, entre outras matérias, olhar para a iconografia do africano. Um vasto património e uma parte da nossa História que se vai desvendando.

Com este projeto, que parte das representações do que a escravatura foi no passado, pretende-se contribuir para uma consciencialização dos equipamentos culturais, bem como contribuir para a construção de uma discussão do que, ainda no presente, significa a escravatura.

ver o site 

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25.04.2017 | by martalanca | escravatura, Memória africana, Testemunhos | 0 comments

The Parliament of Bodies, How does it feel to be a problem?

 

 Kassel April 27–29, 2017  

The Parliament of Bodies, the Public Programs of documenta 14, emerged from the experience of the so-called “long summer of migration” in Europe, revealing the simultaneous failure not only of modern representative democratic institutions but also of ethical practices of hospitality. The Parliament was in ruins. The real Parliament was on the streets, constituted by unrepresented and undocumented bodies resisting austerity measures and xenophobic policies.

The planet is going through a process of “counter-reform” that seeks to reinstall white-masculine supremacy and to undo the democratic achievements that the workers’ movements, the anti-colonial, indigenous, ecologist, feminist, sexual liberation, and anti-psychiatric movements have struggled to grant during the last two centuries. In this context, The Parliament of Bodies becomes a site of activism, alliance, and cooperation.

After eight months of activity in Athens, The Parliament of Bodies is gathering for the first time in Kassel calling for an anti-fascist, trans-feminist, and anti-racist coalition. The Parliament of Bodies takes W. E. B. Du Bois’s question “How does it feel to be a problem?” as a possible interpellation directed today at the “99 percent” of the planet, taking into consideration the process that African philosopher Achille Mbembé has called “becoming black of the world.” Whereas the modern colonial and patriarchal regime invented the “worker,” the “domestic woman,” the “black,” the “indigenous,” and the “homosexual,” today new government technologies are inventing new forms of subjection: from the criminalized Muslim to the undocumented migrant, from the precarious worker to the homeless, from the disabled to the sick as consumers of the industries of normalization to the sexualized worker, and the undocumented transsexual.

This performative gathering establishes no hierarchies between radically different knowledge, languages, and practices, between activism and performance, between theory and poetry, between art and politics: collectively, we experiment with the construction of a public space of visibility and enunciation. This is a gathering of those who have become a “problem” for today’s hegemonic discourse: we don’t share identities, we are bound by different forms of oppression, of displacement and dispossession more than by our skin color, our sex, gender, or sexuality. The Parliament of Bodies is not made of identities but of critical processes of disidentification.

(Paul B. Preciado)

iQhiya, The Portrait, 2016, Performance, photo Stathis Mamalakis iQhiya, The Portrait, 2016, Performance, photo Stathis Mamalakis

PROGRAM

Thursday April 27, 2017

FRIDERICIANUM

3 pm  Introduction by Adam Szymczyk and Paul B. Preciado
3:15 pm  Boris Buden, Fascism: A Crime in Search of Perpetrators
4 pm  iQhiya, Fresh off the Boat
4:45 pm  Ulrich Schneider, Facing History and Ourselves: Preserving Memory—Acting Today—Change for the Future
5:30 pm  Chto Delat, Here Me Burning
6 pm  Evelyn Taocheng Wang, Idle Chatter 2nd – Holzwege

7 pm  BREAK

8 pm  Dimitris Kousouris, Old and New Fascisms and Antifascisms
8:45 pm  Lerato Shadi, Dinonyane tse Pedi
9:15 pm  The Apatride Society of the Political Others (Max Jorge Hinderer Cruz, Nelli Kambouri, Margarita Tsomou), Integrated World Capitalism and the Ithagenia Condition: On Indigenous Knowledge in the European Crisis, Migration and Borders, the Coloniality of Contemporary Capitalism, and Self-Determined Otherness
10 pm  Zoe Mavroudi, The Witch Hunts of Athens: An Experiment for a New Europe
10:45 pm  Raúl de Nieves, La Mosca/The Fly

11:15 pm  BREAK

12:30 am  Adespotes Skiles, The Waltz of the Dirty Streets
1:30 am LOTIC

(Mattin, Unscheduled Interventions)

Friday April 28, 2017

FRIDERICIANUM

10 am–3 pm  Georgia Sagri, Attempt. Come
3 pm  Franco “Bifo” Berardi, Questions about the Double-Headed Monster That Is Destroying Life on the Planet, and How to Deal with It
3:45 pm  Grada Kilomba, Illusions
4:15 pm  Tatiana Roque, Back to the Closet! A Backlash Against Emerging Political Subjectivities
5 pm  Zülfukar Çetin, Bodily Autonomy of Refuged Sex Workers and the Moralization of the Sex of the Other
5:45 pm  María Galindo, Manifesto and How to Deal with the Feminist Insurrection

7 pm  BREAK

8 pm–10:30 pm ALLIANCES BETWEEN MINOR INSTITUTIONS
Stavros Stavrides, Emergent Common Spaces: Reinventing the Politics of Sharing
Anna Dević/WHW, From Partisan Exhibitions to Exhibitions of Partisanship
Gigi Argyropoulou, (Im)potential Resistances
Emanuele Braga, Beyond Work and Private Property, the Macao Experience as an Institution of the Commons
Maria Mitsopoulou and Mariza Avgeri, Clercking
Vasyl Cherepanyn, Thinking Under Attack: On the International Principles of Contemporary Antifascism
Olga Lafazani, Subverting the Borders Between Host and Hosted. The Everyday Life in City Plaza Project
Chto Delat (Dmitry Vilensky), To be a Dissident: Screening and Questioning

10:30 pm  BREAK

11:30 pm  Vaginal Davis, No One Leaves Delila
12:15 am  Boris Baltschun and Serge Baghdassarians, Backing Track
12:45 am  The Boy

(Mattin, Unscheduled Interventions)

Saturday April 29, 2017

FRIDERICIANUM

12 pm  Film screening, Aris ChatzistefanouFascism Inc, 2015, Greece, 73 min.   
 Directed by Aris Chatzistefanou, Greek with English/German subtitles

4 pm–6:30 pm ALLIANCES BETWEEN ANTIFASCIST MOVEMENTS FROM ATHENS AND KASSEL
Aris Chatzistefanou
Ayşe Güleç
Dimitris Kousouris
Thanassis Kampagiannis
Kassel postcolonial (Joshua Kwesi Aikins and Evelyn Wangui)
Forensic Architecture (Stefanos Lividis)
Magda Fyssa
Yannis Nifakos
The Society of Friends of Halit and The Initiative of 6th of April (Lilimor Kuht, Serdar Kazak, and Fritz Laszlo Weber)
Eleftheria Tompatzoglou
Natascha Sadr Haghighian
Niovi Zarampouka-Chatzimanou

7 pm  BREAK

8 pm   Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, An Alignment of Contested Bodies and Spaces: On Alterity, Asynchrony, and Heterogeneity
8:45 pm  Alfredo Jaar, It Is difficult
9:45 pm  Cecilia Vicuña, Breaking the Heart of Creation
10:30 pm  Schwabinggrad Ballett & Arrivati, Beyond Welcome

(Mattin, Unscheduled Interventions)

 

22.04.2017 | by martalanca | Documenta, Paul B. Preciado, The Parliament of Bodies | 0 comments

"AAH Room" Sarat Maharaj

 29.04. – 04.06.2017

29.04 | 16h00  Inauguração da exposição|17h00  Conferência: “The World Turned Upside Down: Art and Ethics in the Rise of the Stone Age South’, por Sarat Maharaj


Sarat Maharaj é um conceituado curador, historiador e teórico da arte que, desenvolvendo o seu trabalho entre Londres e Malmö, se dedica com particular enfâse à obra de Marcel Duchamp e de James Joyce. A ideia para o projeto “AAH Room” partiu de Sarat Maharaj, inspirando-se no modelo da sua sala de aulas quando estudava História da Arte numa universidade destinada a “negros de origem indiana” pelo regime do apartheid, em Salisbury Island (Durban, África do Sul), durante os anos de 1960. Na época, a sala revelava-se como um espaço híbrido, exibindo uma “pirâmide evolutiva” de artefactos, obras de arte e culturas que minava a insistência numa clara separação imposta pelo governo do apartheid.

Depois de uma primeira apresentação de “AAH Room” na Academia de Arte de Malmö (Suécia), foi desenvolvida uma nova versão para Lisboa, exibindo obras de arte de Pedro Barateiro, Harun Farocki, Ângela Ferreira, Renée Green, Allan Sekula e Heimo Zobernig, juntamente com artefactos e material documental de diferentes origens. Todos os objetos “equipam” a sala de aula de História da Arte de Sarat Maharaj, para metaforicamente a recriar no espaço Lumiar Cité, transformando uma sala do passado num contexto contemporâneo.

Um internalizado sistema eurocêntrico de classificação, organizando objetos por categorias ou compartimentos segregados, sugere universos paralelos e a sua exibição corporiza essa separação. No espaço Lumiar Cité interessa também perceber a que tipo de leituras e contraposições, provavelmente involuntárias, a que a exposição também se abre. A “AAH Room” torna-se mais híbrida, funcionando como espaço de exposição e, ao mesmo tempo, como sala de seminários, onde Sarat Maharaj, Ângela Ferreira e Manuela Ribeiro Sanches, entre outros, conduzem e discutem num cenário que convida a pensar: Como lidar com uma descolonização do conhecimento numa sociedade de amplo conhecimento, num mundo enciclopédico? Qual o proveito para a ideia de prática artística não como uma realista produção de conhecimento, mas o seu oposto – ignorância conhecedora enquanto método do “ignorantitis sapiens”?

Para mais informações, por favor contactar:

Carlos Alberto Carrilho | Tel + 351 21 352 11 55 | carlos.carrilho@maumaus.org | www.maumaus.org

Lumiar Cité, Rua Tomás del Negro, 8A

1750-105 Lisboa, Portugal

Terça a Domingo, 15h00 às 19h00 ou através de marcação

Carris: 798 paragem Rua Helena Vaz da Silva, 717 paragem Av. Carlos Paredes

Metro: Lumiar (saída Estrada da Torre)

 

 

21.04.2017 | by martalanca | Art and Ethics, Sarat Maharaj | 0 comments

Álbum de estreia de Nandele

Lançamento a 2 de Maio, no Centro Cultural Franco - Moçambicano 

Depois do aclamado Argolas Deliciosas, o beat maker e artista moçambicano Nandele lança o álbum Likumbi, onde explora “vértices, zonas obscuras que sempre existem”, como revelou numa entrevista.

O álbum cruza sonoridades diversas, influências do Trip hop ao Drum and bass, do
experimental ao Big beat, num percurso profissional de mais de 18 anos. Likumbi (ritos de iniciação no grupo étnico Makonde, em Mueda, de onde é originário o Nandele) é também, simbolicamente, uma iniciação na produção discográfica e uma emancipação numa trajectória que se foi impondo com singularidade no contexto moçambicano e regional. O álbum, que foi produzido nos últimos dois anos e será editado pela Kongoloti Records em Maputo, conta com os trabalhos de mistura e masterização de Grasspopers, participações de embrion e do sul-africano Dion Monti. Com doze faixas, a produção de Likumbi foi, como o ritual que designa, uma experiência com medos, hesitações e aprendizagem, e é também uma
sincera homenagem ao povo Makonde. Nandele diz ter “tido a certeza de que era este o caminho que seguiria ao fim de vários meses de dúvida”, não só pelos compassos que foi tomando como pela integração de elementos sonoros distintos em todo o processo. É, portanto, um álbum que oferece surpressa ao ouvinte,
da primeira à última faixa.
Likumbi, 2 de Maio, Centro Cultural Franco – Moçambicano, 19H30


Info: nandele.bandcamp.com

15.04.2017 | by martalanca | Moçambique, música, Nandele | 0 comments