AFROEUROPEANS: OPEN CALL/RESIDÊNCIA ARTÍSTICA

Esta Residência Artística é organizada pelo projeto de investigação “À margem do cinema português: estudo sobre o cinema afrodescendente produzido em Portugal” e dirige-se a artistas afro-europeus ou afrodescendentes residentes em Portugal.  É coordenada pelos professores Michelle Sales (UFRJ/CEIS20), Sérgio Dias Branco (UC/CEIS20/LIPA) e Fernando Matos Oliveira (UC/CEIS20/TAGV)

O programa visa proporcionar espaço criativo e de diálogo para artistas afro-europeus a fim de catalisar novos trabalhos, projetos em comum e formação de novas redes de trabalho e colaboração. A residência irá selecionar até cinco artistas afro-europeus residentes em Portugal, que estejam a trabalhar há pelo menos dois anos consecutivos, para apresentação pública de portfolio e finalização de trabalho. Esta residência interessa-se pelo aprofundamento de questões políticas e identitárias que dizem respeito aos modos de pensar, sentir e existir afro-europeus em contextos urbanos violentos, pós-industriais e pós-coloniais em crise.

Esta iniciativa decorre entre os dias 21 de junho e 4 de julho de 2019 na cidade de Coimbra e conta com os apoios do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (Ceis20) da Universidade de Coimbra, do Laboratório de Investigação e Práticas Artísticas (LIPA) da Universidade de Coimbra, do Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) e do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra.

A residência prevê a apresentação de um trabalho em sessão pública conjunta no TAGV, em Coimbra. O programa visa promover encontros e troca de experiências que permitam trabalhar e desenvolver temas, tais como: o desenvolvimento de projetos de criação; a captação de recursos; as dinâmicas decoloniais nas artes performativas, na performance e na história do cinema português. 

  1. Palavras-chave: território; espaço; cartografia; geografia; sociedade; identidade; céu; appropriação; construção; forma; essência; percepção; registro; memória; cultura; tradição; isolamento; ancestralidade; magia, potencial.
  1. Quem pode concorrer: Qualquer artista que esteja a trabalhar há, pelo menos, dois anos seguidos.
  1. Área de atuação: Artes Visuais/ Cinema;  Artes performativas
  2. JúriMichelle Sales, curadora (UFRJ/CEIS20) Carlos Antunes, curador (CAPC/ Coimbra) Pedro Pousada, artista visual e professor (CAUC/CES) Sérgio Dias Branco, professor (FLUC/CEIS20) Fernando Matos Oliveira, professor (FLUC/CEIS20) 
  1. Residência irá disponibilizar: Cachê: 500,00 €; Um viagem ida e volta pela Companhia CP Comboios; Alojamento; O LIPA e TAGV irão oferecer suporte para a produção artística de acordo com os recursos humanos e equipamentos disponíveis; Espaço de trabalho individual: a ser definido;
  1. Inscrições: Todas as inscrições terão que ser submetidas online;

Deadline: Todas as inscrições devem ser submetidas até 00:00 local time (UTC - 01:00) do dia25 de abril de 2019; Inscrições incompletas não serão consideradas; Para inscrever-se deverá enviar portfolio com até 3 trabalhos, além da descrição do trabalho que pretende realizer ou finalizar através da Residência Afroeuropeans e carta de motivação de até 1000 palavras, além de uma breve biografia e deve ser enviada em arquivo .pdf para afroeuropeus@gmail.com . 

 

 

01.04.2019 | por martalanca | Residência Artística

Em Fluxo - 3 a 5 de abril

3 de Abril, 18h30 Biblioteca de Marvila 

PRÁTICAS DE ATENÇÃO EM PROCESSOS DE CRIAÇÃO NA CENA EXPANDIDA CASSIANO SYDOW QUILICI Professor de teatro e performance, Instituto de Artes da UNICAMP, Universidade Estadual de Campinas, São Paulo

Apresentação de práticas de atenção enquanto dispositivos de interrupção e transformação de hábitos perceptivos e existenciais, abrindo-se espaço para a emergência de processos criativos configurados de diferentes maneiras. Discussão das dimensões micro-políticas de tais exercícios. 

SUSPENSÃO E EQUILÍBRIO. RITUAIS DE PERFORMATIVIDADE NA HISTÓRIA DO BALOIÇO JAVIER MOSCOSO Professor de história e filosofia da ciência, Consejo Superior de Investigaciones Científicas, Madrid.

Esta conferência explora a utilização do baloiço e da dança através da história. Da Antiguidade grega à China pré-imperial até ao mundo contemporâneo, baloiçar tem sido uma forma notável de subverter a ordem social e natural. Abordarei a correlação entre oscilação, suspensão e sexo como parte de uma teoria performativa das emoções. Apesar de ser considerado hoje uma brincadeira de crianças, as origens e usos do baloiço têm raízes mais profundas. 

4 de Abril, 18h30, Museu da Água

PAUSA E(M) EBULIÇÃO: A REATIVAÇÃO DAS FLUTUAÇÕES DE FLUXO EM PROCESSOS SOMÁTICO-PERFORMATIVOS CIANE FERNANDES Performer e professora titular da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia, Salvador

Apresentação de processos, procedimentos e criação de sentidos a partir do Movimento Autêntico, em conjunção com sistemas de análise movimento advindas de Rudolf Laban, em especial a Análise Laban/Bartenieff de Movimento e o Perfil de Movimento de Kestenberg. Processos de criação coreográfica baseados em princípios como reativação de fluxos e ritmos, ao invés de fragmentos e montagens, enfatizam a coerência interna e transformam congelamento pós-traumático em cena pulsante, conectando realização e análise, arte e vida.

CENÁRIOS EMARANHADOS: CORPOS IMATERIAIS, AFECTOS E PERFORMANCE* LISA BLACKMAN
Professora de estudos de corpo, media e teoria da cultura, Goldsmiths – Universidade de Londres 
*conferência em inglês, sem tradução

Discutirei a distinção entre “empoderamento” (empowerment) e “desempoderamento” (disempowerment), central no trabalho de Lauren Berlant para pensar sentimentos públicos e afectos, a partir de noções de fluxo usadas pela psicologia positiva, frequentemente ligadas ao desenvolvimento pessoal e ao empoderamento, à criatividade e aos afectos positivos. Contrastarei esta ênfase na positividade com o conceito de desempoderamento como estratégia de reconfiguração dessas noções. Esta conferência incidirá sobre o arquivo de experiências que são consideradas estranhas, desconcertantes ou invulgares e que, de diferentes modos, resituam fronteiras e limites entre o self e o outro, o interior e o exterior, o material e o imaterial, o público e o privado, o humano e o tecnológico. 

5 de abril - 18h às 20h - Teatro D. Maria II 

O Jogo da Glória – Flow  Sentimentos Públicos, Cidadania e Europa

Com: Anabela Rodrigues (coordenadora do Grupo de Teatro do Oprimido), Daniel Tércio (professor e crítico de dança), Raquel Freire (cineasta), Rui Pina Coelho (professor e dramaturgo), Rui Tavares (historiador/candidato ao PE pelo LIVRE).
O Jogo da Glória – Flow é um dispositivo para debate, com o objectivo de chegar mais rápido a novas questões sobre sentimentos públicos e o modo como o fluxo, determinado por forças culturais e políticas, molda e condiciona o nosso contacto com o mundo. Qual o nosso posicionamento nesse fluxo? Como identificar a construção cultural do medo e da raiva em conflitos sociais? Como ultrapassar a vergonha como legado histórico? Como actuar perante situações de desigualdade de género? Como reconhecer as intenções escondidas num mar de afectos?  O conjunto de perguntas a que os jogadores terão de responder a cada lance de dados será elaborado ao longo dos encontros e incluirá a participação do público (presente e online).
O KIT do Jogo da Glória – Flow (tabuleiro, regras e perguntas) estará disponível para download gratuito em www.performativa.com

ENTRADA GRATUITA MEDIANTE INSCRIÇÃO PARA: FLUXOSENTIMENTOSPUBLICOS@GMAIL.COM

31.03.2019 | por martalanca | Ana Pais, Em Fluxo

Residência Artística UPCYCLES - mobilidade nos PALOP

Iniciativa de incentivo à criação artística, à mobilidade e ao intercâmbio entre artistas emergentes dos PALOP, cuja 1.ª edição se realiza em 2019. Durante um período de 2 meses, num regime de desenvolvimento à distância, seguido de 10 dias intensivos de finalização e montagem, os participantes serão orientados para a concepção e criação de obras multimédia que “reciclem” imagens do arquivo audiovisual destes países e proporcionem novas interpretações da História e da Memória, a elas associadas, criando novas narrativas. O trabalho será acompanhado por dois formadores principais e por uma tutora e equipa técnica de apoio às questões de exibição dos trabalhos desenvolvidos. Os últimos 4 dias do programa são dedicados, exclusivamente, à montagem de uma exposição e sua inauguração pública, a 7 de Setembro de 2019, no espaço da Fortaleza de Maputo. 

Objectivos Fomentar a criação de uma rede de artistas emergentes dos PALOP;  Estimular o reconhecimento e a visibilidade internacional do trabalho autoral dos participantes; Incentivar a mobilidade de artistas e obras de arte; Promover a formação avançada ao nível da concepção, desenvolvimento e edição de projectos multimedia; Proporcionar um espaço dedicado de criação, diálogo e partilha entre artistas profissionais e emergentes, dos PALOP e lusófonos; Proporcionar o contacto dos participantes com curadores e educadores internacionais de destaque no âmbito da arte contemporânea Africana e Lusófona; Promover o conhecimento, o acesso e a reutilização dos arquivos audiovisuais dos PALOP e que a eles façam referência; Advogar pela urgência dos processos de preservação e conservação destes arquivos; Promover o emprego e a profissionalização do trabalho artístico.

Destinatários  Artistas visuais emergentes, dos PALOP, que desenvolvam a sua prática artística em campos vários de execução multimédia e que apresentem um ante-projecto para a re-utilização de recursos de arquivos audiovisuais públicos e/ou privados.

Candidaturas  A inscrição é feita via formulário online:

No formulário será solicitado o envio de dados pessoais e os seguintes documentos: Scan do Documento de Identificação; Portfólio em formato PDF (ficheiro não superior a 10MB); CV; Carta de Motivação; Ante-projecto; Link ou website para trabalhos anteriores;

Período de candidatura  30 de Março a 15 de Maio de 2019 

Divulgação dos resultados  25 de Maio de 2019 

Elementos do júri  Diana Manhiça (AAMCM), Ângela Ferreira (artista/formadora), Alda Costa (DC-UEM)

Número máximo de participantes Até 7 artistas emergentes dos PALOP, sendo 4 de Moçambique. 

Formadores Residência Criativa 2019 Ângela Ferreira (Portugal/África do Sul) e Maimuna Adam (Moçambique)

Tutoria Técnica e Montagem Diana Manhiça e Leonardo Banze (AAMCM - Moçambique) 

Condições de participação para os artistas dos PALOP* Oferta de 100% do valor da viagem internacional (até 800€), alojamento, apoio à alimentação e 100€ para materiais necessários à montagem exposição.  

Condições de participação para os artistas de Moçambique*  Oferta de apoio à alimentação e 150€ para materiais necessários à montagem exposição.

Todos os participantes deverão estar totalmente disponíveis durante os dias de formação à distância e presencial, o período de concepção do projecto e a apresentação dos resultados em exposição. 

Mais informações através do link

Qualquer pedido de esclarecimento deve ser enviado para: upcycles2019@gmail.com 

Organização 

AAMCM - Associação dos Amigos do Museu do Cinema em Moçambique

Principal Entidade Financiadora  Fundação Calouste Gulbenkian 

Parceiro Institucionais Nacionais Instituto Nacional de Audiovisual e Cinema

Fortaleza de Maputo - Direcção de Cultura da UEM

Centro Cultural Franco-moçambicano

Camões - Centro Cultural Português - Maputo

Parceiro Comunicação RTP África e RDP África

Parceiros Locais ZOOM - Produção Gráfica e Vídeo

* A AAMCM está empenhada em colaborar com os participantes para garantir a finalização das obras e o acesso a imagens de arquivo e poderá apoiar neste processo com o envio de carta-convite e o contacto com instituições parceiras. 

Biografias 

Associação Amigos do Museu do Cinema em Moçambique A AAMCM é uma organização sem fins lucrativos fundada em 2016, que se dedica à pesquisa e comunicação sobre a(s) História(s) do Cinema em Moçambique. Anualmente, a AAMCM realiza um Seminário Internacional e uma Exposição Anual  Temporária, cujos temas vão compondo a base de dados de um futuro Museu Digital online. Este trabalho, com um objectivo essencialmente educativo, é realizado através de actividades que incluem estudantes e docentes de diferentes graus de ensino e aventura-se agora numa iniciativa de fomento à criação, através da reutilização do património dos arquivos audiovisuais dos PALOP.

Ângela Ferreira (1958) é uma artista plástica nascida em Moçambique, que cresceu e estudou na Cidade do Cabo (África do Sul) e, actualmente, vive e trabalha em Lisboa. Licenciou-se em escultura e obteve o seu Master of Fine Arts (MFA) na Michaelis School of Fine Arts, Universidade da Cidade do Cabo, África do Sul. É doutorada pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa onde também lecciona. site da artista

Diana Manhiça (1975) é artista audiovisual, realizadora, produtora e curadora luso-moçambicana que reside e trabalha em Moçambique onde dirige o KUGOMA - Fórum de Cinema Moçambique, e preside à AAMCM que criou o projecto Museu do Cinema. Colabora na produção e consultoria para eventos e acções de formação ligados ao cinema. Coordenou a realização do Concurso Curtas PALOP-TL, em 2017/2018.

Completou o Bacharelato em escultura e é finalista de Mestrado em comunicação educacional e media digitais, na Universidade Aberta, em Portugal. 

http://kugomashortfilms.wixsite.com/kugoma

http://museucinemamoz.wixsite.com/museu-cinema-moz

Maimuna Adam (1984) é uma artista visual moçambicana que cresceu entre o país, a Suécia e a Suazilândia. Completou a licenciatura em Belas-Artes na Universidade de Pretoria, na África do Sul em 2008. Leccionou desenho no ISArC (Moçambique) entre 2010 e 2012. Participou em diversas exposições e bienais em Moçambique, Lisboa, Vitória, São Paulo, São Tomé, Bruxelas, Pretoria, Bayreuth e Le Port. Recebeu o prémio CPLP da PLMJ para um projecto de vídeo arte.

Trabalha com meios tão diversos como o papel e o vídeo e a sua temática é a migração e o acto de viajar.

Reside e trabalha a partir do Reino Unido.

https://maimunaadam.wordpress.com

Cronograma da Residência Criativa UPCYCLES 2019

Os 7 artistas seleccionados serão informados no dia 26 de Maio recebendo uma carta convite (para pedido de visto e outros procedimentos) e devem confirmar a sua total disponibilidade, enviando a cópia dos seus documentos pessoais actualizados até ao dia 30 de Maio, e um Termo de Compromisso assinado.

O módulo à distância tem início a 1 de Junho 2019.

a) Desenvolvimento de Projecto

MÓDULO DE TUTORIA À DISTÂNCIA

Este módulo consiste num processo de tutoria para o desenvolvimento da parte conceptual dos projectos assim como o desenho de uma proposta de execução.

Será dividido em 2 fases; sendo o início de cada fase marcado por um encontro Skype geral - os 7 artistas, os 2 formadores e a organização. No primeiro desses encontros, a 1 de Junho, serão agendados os restantes.

O processo de tutoria complementa-se, nesta fase, pela definição de metas e a entrega da documentação definida para cada meta, sobre a qual as tutoras emitirão um parecer com recomendações de seguimento, após o que, cada artista terá uma reunião Skype individual para esclarecimentos.

b) Finalização e Montagem de Projecto

MÓDULO DE TUTORIA PRESENCIAL

Este módulo consiste num processo de tutoria para a finalização e montagem/integração da obra no local de exposição. Será realizado de forma presencial, em Maputo, entre 26 de Agosto a 7 de Setembro, com acompanhamento diário das duas tutoras, culminando com a inauguração da exposição, a 7 de Setembro, pelas 18h30, na Fortaleza de Maputo.

A presença dos (as) artistas na inauguração é obrigatória.

Durante a fase presencial, que decorrerá nas instalações do Instituto Nacional de Audiovisual e Cinema, os (as) artistas terão apoio técnico para a finalização de processos de edição de conteúdos audiovisuais e para o transporte e a montagem de quaisquer estruturas necessárias à exposição da obra.

Para além do apoio orçamental para materiais, cada artista poderá recorrer a 1 ecrã TV ou 1 projector de vídeo, fornecidos pela organização, para a exibição do material audiovisual no espaço de exposição.

O organização envidará esforços para apoiar os (as) artistas caso seja necessário algum material ou equipamento adicional fora do previsto, mas não pode garanti-lo.

30.03.2019 | por martalanca | ângela ferreira, cinema, PALOP, residências

terceira e última versão de "coisas de lá / aqui já está sumindo eu"

ARQUIVO MUNICIPAL FOTOGRÁFICO DE LISBOA 28 MARÇO - 18H

“Conversas Foto-fílmicas” são momentos de diálogo entre artistas e investigadores das áreas da Fotografia e do Cinema e o público. Procurámos um território comum, para que todos possam sentir-se em casa: o Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico.
As convidadas deste ciclo serão Ana Gandum e Daniela Rodrigues. A moderação estará a cargo de Marta Vilar Rosales (ICS – ULisboa).
coisas de lá / aqui já está sumindo eu parte de duas investigações académicas distintas, com um universo de pesquisa comum: a circulação de coisas [objectos e fotografias] no contexto transnacional de migrações portuguesas para o Brasil.
Num primeiro momento, o projecto consistiu numa instalação de objectos pessoais trazidos de Portugal para o Brasil, diários de campo, diapositivos, narrativas e impressões fotográficas. A instalação decorreu de 6 a 8 de Outubro de 2016 na #8 Monográfica da galeria Saracvra, no Rio de Janeiro e foi acompanhada de uma publicação. Esta explorava o conceito de catálogo como elemento compósito, documental e classificatório das coisas em análise: objectos que circularam nas malas de portugueses em trânsito entre Portugal e o Brasil entre 2015 e 2017 / souvenirs fotográficos na trama de correspondência entre os dois países até inícios da década de 1970.
Qual fichário em aberto, a primeira versão da publicação previa o encarte de textos adicionais e a integração contínua de novos itens em fichas catalográficas. A 11 de Março de 2017 uma versão ampliada com novas fichas foi lançada no Arquivo 237, no âmbito da FACA – Festa de Antropologia e Cinema, em Lisboa. Aí, um dos exemplares foi desmontado e as suas fichas catalográficas dispersas pelos visitantes.
Publicamos agora a terceira e última versão de coisas de lá / aqui já está sumindo eu. A esta foram acrescentados novos textos, sendo algumas das fichas anteriores substituídas ou alteradas.
O livro tem o apoio da livraria STET e estará em pré-venda neste evento.
Moderadora: Marta Vilar Rosales (ICS – ULisboa)
Entrada gratuita, sujeita ao número de lugares disponíveis.
O ciclo “Conversas Foto-fílmicas” é uma iniciativa do ICNOVA - Observatório de Estudos Visuais e Arqueologia dos Média, do GI de Cultura, Comunicação e Artes em parceria com o Arquivo Municipal de Lisboa.
Link Facebook: https://www.facebook.com/events/390194265096021/
STET - livros & fotografias18h30 - 20h30 Rua Acácio Paiva, 20 A, Lisboa
Lançamento “Coisas de lá / aqui já está sumindo eu”
Ana Gandum & Daniela Rodrigues
FICHA TÉCNICA
Título: coisas de lá / aqui já está sumindo eu III
Autoras: Ana Gandum e Daniela Rodrigues
Organização: Adriano Mattos Corrêa, Ana Gandum e Daniela Rodrigues
Edição: Escola de Arquitetura UFMG, Belo Horizonte, Brasil
Ano: 2018
Projecto Gráfico: Ana Cecília Souza, André Victor e Rita Davis
Ilustrações: Daniela Rodrigues
Formato: 10,5 x 15cm
Tipologia: Circular STD e Sabon
Papel: Kraft 200g (capa); Pólen Bold 90g e Pólen Soft 70g
Número de Páginas Finais: 205
ISBN: 978-85-98261-12-6
Impresso na Guide, 2018
Publicação afecta a duas pesquisas financiadas pela FCT
BIOS:
Ana Gandum (n. Évora, 1983) é uma historiadora e fotógrafa que pesquisa a história das imagens fotográficas e cultura material. Dedica-se à escrita de textos independentes e académicos e à pesquisa em arquivo, assim como a exposições com fotografias, objectos e publicações que frequentemente recorrem a fotografia vernacular. Concluiu recentemente um Doutoramento em Estudos Artísticos - Arte e Mediações pela Universidade Nova de Lisboa - FCSH, sobre fotografias enviadas como recordações nas correspondências entre portugueses migrados no Brasil e seus familiares em Portugal.
Daniela Rodrigues (n. Lisboa, 1984) é Antropóloga e Ilustradora. Está a terminar um Doutoramento em Políticas e Imagens da Cultura e Museologia onde estuda a relação entre pessoas e objectos do quotidiano em contextos de mobilidade migratória entre Portugal e o Brasil. Interessa-se sobretudo sobre os campos da cultura material e do desenho etnográfico.
Link Facebook:https://www.facebook.com/events/2188088004580851/permalink/2188168034572848/

26.03.2019 | por martalanca | coisas de lá / aqui já está sumindo eu

Apresentação Orlando e o Tambor Mágico, de Alexandra Lucas Coelho

Vamos fazer uma festa na apresentação da nova aventura de Orlando, o menino de carapinha ruiva! Quem quer vir fazer desenhos e ouvir histórias?

25.03.2019 | por martalanca | Alexandra Lucas Coelho, literatura infantil, orlando

Castiel Vitorino Brasileiro curadoria de Jota Mombaça I Galeria BUALA

Aglutinar e Redistribuir. Castiel Vitorino Brasileiro. Fotografia digital, 2019Aglutinar e Redistribuir. Castiel Vitorino Brasileiro. Fotografia digital, 2019“Aqui foi o Quilombo do Pai Felipe” de Castiel Vitorino Brasileiro

17 DE MARÇO DE 2019

Bicha,

A história tem, de fato, nos exigido crueldade.

A ingenuidade perante as formas do poder não é um luxo ao qual nos podemos dar.

Não se sobrevive a uma guerra fingindo simplesmente que os canhões não estão apontados, que não há arame farpado nas ruas e que os cães de guarda não enxergam sua mira em nosso pescoço.

Eu sei que você sabe do que estou falando.

Nós ouvimos o ruído das bombas despencando céu abaixo e vimos muita gente desaparecer em muito pouco tempo.

Nós corremos em direção ao apocalipse porque sabíamos que ele ia nos pegar de qualquer jeito.

E chega dessa conversa de ficar surpresa a cada vez que o caldo entorna.  Você tem razão: a história tem exigido crueldade, porque vimos tudo isso vindo.

Eu sei que você sabe que a nossa experiência do tempo - de formas mais ou menos desastrosas - tropeça entre temporalidades sempre muito distintas, e que por vezes somos arrastadas por velhas correntes, tornamo-nos habitantes compulsórias de um passado que se atualiza.

A matéria orgânica do nosso corpo é acostumada a esses sobressaltos.

Toda bicha preta viva deve estar atenta como condição de estar viva. Essa regra nós não inventamos, mas há forças e saberes que só poderiam ter emergido do fato de termos sido submetidas a ela.

Há algo no que estamos fazendo que não pode ainda ser apreendido nem por nós mesmas nem pelas gentes e coisas que nos cercam.

Por isso não há linguagem para descrever a força que me arrasta até o seu trabalho, mas também não há nada por desvendar. Nós ouvimos os sussurros e nos dedicamos a montar e desmontar o quebra-cabeça..

Um manjericão roxo plantado na sua garganta, uma raiz costurada com tinta vermelha. Eu não me interesso pelo significado dessas imagens, mas pelas profecias que tem nelas. Em outras palavras: não é o significado, mas o sussurro que me motiva. O que eu consigo ler não é o foco, pois a nossa conversa está no ilegível.

Muito intuitivamente eu diria que posso sentir de longe a vibração que viaja no tempo e se manifesta no seu quarto de cura.

Mas por que os olhos ainda doem?

Nós entendemos o recado e sabemos que vamos testemunhar uma época brutal, mas quais épocas não foram brutais conosco?

Depois de ser esquartejado, o corpo jamais retorna a seu estado íntegro, de modo que o nosso corpo - esquartejado intergeracionalmente - é testemunha do fato de que a integridade se constitui na aliança. Que nossos corpos partidos encontram extensão e órgão uns nos outros e nas coisas - nas flores, na terra.

Jamais fomos humanas e por isso podemos ser flor e merda e sagradas.

A saúde elegida pelo Império que rege o mundo como conhecemos é o patógeno.

Se nós enxergamos a cura, é porque dos nossos olhos foram arrancadas todas as capas que mascaravam o mundo e a sua integridade.

Para nós nada é íntegro. Isso é a história a exigir-nos crueldade.
Nós enxergamos a cura, e enxergamos na cura o limite do mundo que nos foi dado.

Sabemos que a semente disso está para florescer agora.

Somos a anunciação em cada gesto.
Merdas e sagradas.
Aqui foi o Quilombo do Pai Felipe.

Com Carinho,
Jota Mombaça

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23.03.2019 | por martalanca | Castiel Vitorino Brasileiro, Jota Mombaça

OFICINAS DO BUALA em BISSAU

4, 5 e 6 de abril - abertas ao público (12 participantes)

no Centro Cultural Português. Av. Cidade de Lisboa. Bissau

JORNALISMO CULTURAL E CULTURA VISUAL com Marta Lança e João Ana. 4 e 5 de abril 16h - 20h

Apresentação do portal BUALA, sua dinâmica e conteúdos. Jornalismo cultural enquanto mediação cultural, em ambiente digital, interdisciplinar e colaborativo. Reflexão através de objectos artísticos nas suas diversas manifestações e formatos: entrevista, críticas, recensões, ensaios. Os circuitos artísticos - criação e condições de produção - nos países de língua portuguesa.

Prática: Leitura e discussão de dois artigos do BUALA. Mostra de excertos de filmes (conceitos sobre cinema e imagem) para discussão. Propostas para conteúdos (artigos ou vídeos) dos participantes, com nosso acompanhamento, sobre aspetos da cultura guineense a serem publicados no BUALA. 

Alexandre Diaphra (Birú)Alexandre Diaphra (Birú)A PALAVRA E A SUA PERFORMANCE com Alexandre Diaphra (Birú). 6 de abril a 10h-13h Esta oficina pretendemos explorar o uso da palavra em termos de comunicação/expressão, aliada à criatividade. Aqui a palavra tem espaço para ser desenhada, pintada, cantada, transformada. E espaço até para ganhar outro significado, expressar uma outra ideia que não a inerente, ser inventada. O objetivo é criar familiaridade com a palavra, explorando a relação entre as duas, através da arte e da sua performance, na fala, na escrita e na leitura. A palavra como ferramenta que permite comunicar/expressar e experimentar o Eu, criativamente, através de ideias/pensamentos e dos sentimentos – emoções e vontades

17h-20h - apresentação de SLAM POETRY (concurso de poesia performada) pelo artista e participantes

Para participação por favor enviar nome e três textos de autor que pretendam apresentar no evento. Ou simplesmente, tragam alguma coisa de casa e apareçam!

INSCRIÇÕES Envie nome e um parágrafo sobre o seu perfil profissional e de interesses e em que dias pode participar para buala@buala.org  (podem partcipar só numa ou em ambas).

contacto de whatsapp +351934728061 

Passados 9 anos de atividade regular, o portal BUALA é um crescente arquivo de reflexão e de intervenção sobre questões pós-coloniais e do sul global. Tendo colaboradores e leitores no mundo inteiro, defende a interdisciplinaridade e a variedade de linguagens escrita e visual (do ensaio teórico ao jornalismo, passando por exposições virtuais), para que os discursos e olhares se contaminem nessa polifonia e transnacionalidade. Numa linha editorial muito abrangente, grande quantidade dos artigos produzidos para o BUALA versam sobre aspectos da história e da cultura de países africanos e da América Latina, abordando, entre outras, questões das continuidade coloniais, políticas de memória, urbanismo e expressões artísticas contemporâneas.  

Com esta oficinas, pretendemos reforçar a colaboração com três países africanos: Cabo Verde, Guiné Bissau e Congo, pela riqueza cultural que é gerada nos seus contextos e pela escassez de trabalhos sobre os mesmos no portal BUALA. Queremos, assim, ampliar os “lugares de fala” deste portal internacional.

Objetivos das oficinas 

  1. Internacionalização do BUALA. 
  2. Dar a conhecer o portal junto de novos públicos.
  3. Promover debate e troca de ideias entre realidades artísticas da CPLP.
  4. Produzir material escrito e visual para o portal com os participantes. 
  5. Convidar novos colaboradores para o BUALA.
  6. com apoio da Corubal, do Centro Cultural Português e da Dgartes.

MARTA LANÇA  Lisboa (1976). Jornalista, programadora, tradutora, pesquisadora e editora. Licenciatura em Estudos Portugueses, doutoranda em Estudos Artísticos na FCSH-UNL com bolsa da FCT. Criou as publicações independentes: V-ludoDá FalaJogos Sem Fronteiras e, desde 2010, é editora da plataforma BUALA. Escreveu para várias publicações em Portugal e em Angola. Traduziu livros de  francês, nomeadamente de Achille Mbembe. Em Luanda colaborou com a 1ª Trienal de Luanda, com o Festival Internacional de Cinema e lecionou na Universidade Agostinho Neto, em Maputo com o Dockanema e fez vários projetos no Brasil. Programou Roça Língua, encontro de escritores lusófonos (S. Tomé e Príncipe 2011); com Rita Natálio, concebeu o programa Expats para o FITEI (2015); o ciclo Paisagens Efémeras dedicado a Ruy Duarte de Carvalho (Lisboa, 2015); o programa Vozes do Sul para o Festival do Silêncio (2017); conferências do projeto NAU! Do TEP (2018) e, com Raquel Lima e Raquel Schefer, o ciclo ‘Para nós, por nósprodução cultural africana e afrodiaspórica em debate’ (CEC,FL-UL 2018). Fez pesquisa e produção nas séries Eu Sou África (RTP2 2010), Triângulo (Portugal, Brasil e Angola2012), No Trilho dos Naturalistas (Terratreme 2012-16) e colaborou no guião do filme Amanhã de Pedro Pinho (em rodagem).  

JOÃO ANA Moçâmedes (1979). Músico, artista, vídeo, produtor. Frequentou, de 2001 a 2009, o curso de Novas Tecnologias da Comunicação, em Aveiro. Como artista, trabalha num campo abrangente, com amplas influências estéticas, temporais e latitudinais: em música, vídeo, cinema, produção, curadoria e texto. Foi artista, co-curador e produtor de edições do projeto Fuckin’ Globo (2015, 2016, 2017 e 2018), projeto de um coletivo de artistas, que acontece em Luanda. Apresentou como convidado, em 2013, a performance sonora “Celebrating Life by Slowing Down Perception”, na Trienal de Arquitetura de Lisboa. De 2014 a 2016, trabalhou no Rede Angola, como produtor/editor de vídeo e jornalista. Alguns trabalhos: Câmara/Edição: Aline Frazão - “Insular” | RA 2015 ; Filme/Curta Experimental: Há Um Zumbido, Há Um Mosquito, São Dois de Ery Claver Música: João Ana, Edição: João Ana FG III (2017)I  Check In, APDES, Festival Neopop, 2017, Câmara/edição. 

 ALEXANDRE DIAPHRA (Birú) Lisboa (1980). Rapper, Poet, Beatmaker and Multimedia Artist. Tem raízes na Guiné-Bissau e em Angola. Ganhou o Prémio no Poetry Slam em Portugal e ficou em terceiro lugar na competição da América Latina no Rio de Janeiro (2014).  O seu trabalho anda à volta da visão das influências do passado tradicional e de um futuro imaginado, através de instrumentos e samples e incorporando o imaginário através de experimentação em vídeo e fotgografia. Tem colaborado regularmente como vocalista com o projeto Batida, e lançou em 2015 o seu Diaphra’s Blackbook of Beats sob nome de Alexandre Francisco Diaphra com a Bazzerk/Mental Groove Records. 

    

22.03.2019 | por martalanca | Alexandre Biaphra, Bissau, João Ana, joranlismo cultural, Marta Lança, oficinas Buala, spoken word

IMAGINÁRIOS PÓS-COLONIAIS E DESOCIDENTALIZAÇÃO DA ARTE

CONVITE | 28 Março | NOVA FCSH | 18H00 CICLO DE DEBATES “NARRATIVAS AFRO-EUROPEIAS” Av. de Berna 26 C Torre B, Aud 1 ENTRADA LIVRE
Algumas práticas artísticas das últimas décadas têm contribuído muito significativamente para a investigação e crítica dos imaginários coloniais e para a construção de um pensamento pós-colonial. A valorização de outras culturas e de outros imaginários, nomeadamente interculturais e de mestiçagem, têm também aberto caminho à desconstrução do universalismo e primordialidade da arte do ocidente. Contudo, algumas codificações da arte contemporânea, assim como as suas práticas de enquadramento (museus, bienais, mercado da arte), vão sendo ao mesmo tempo replicados em várias partes do mundo. Estará a arte ocidental em vias de perder o seu olhar e lugar dominantes ou estará ela em vias de se globalizar?
Conversa com:
Ana Balona de Oliveira (investigadora, NOVA FCSH - IHA)
Ângela Ferreira (artista)
Delfim Sardo (curador, Culturgest)
Francisco Vidal (artista)
Vasco Araújo (artista)
Moderação: Maria Teresa Cruz (FCSH - ICNOVA)
Organização: Projeto AFRICAN-EUROPEAN NARRATIVES
NOVA FCSH | ICNOVA - Instituto de Comunicação
NEAL – Núcleo de Estudantes Africanos e Lusófonos (AE NOVA FCSH)
NEA – Núcleo de Estudantes Africanos (AE FCT-UNL)
Av. de Berna, 26 C, 1069-061 Lisboa | Telef. 21 790 83 00
info@africaneuropeanarratives.pt | http://africaneuropeanarratives.eu

20.03.2019 | por martalanca | imaginários, Projeto AFRICAN-EUROPEAN NARRATIVES

Contar Áfricas com...música!

Uma visita conversada com Cristina Sá Valentim, cujos estudos se têm concentrado no designado Folclore Musical Indígena organizado entre 1940 e 1970 pela ex-Companhia de Diamantes de Angola, a Diamang, e com Braima Galissá, professor e mestre griot do kora, instrumento musical presente também na nossa exposição, escolhido pela Djass – Associação de Afrodescendentes.
 A sessão é às 11h de domingo, 24 de Março. 
Entrada gratuita, mediante marcação prévia através do 213 031 950 ouinfo@padraodosdescobrimentos.pt

20.03.2019 | por martalanca | Contar Áfricas!

21 a 24 Março - Apresentação do livro «Colapso» com o autor, Carlos Taibo

APRESENTAÇÃO DO LIVRO COLAPSO, DE CARLOS TAIBO
versão portuguesa co-editada por Jornal Mapa e Letra Livre

PORTO 21 Março. 21H. Gato Vadio
Apresentação do livro, conversa com o autor e conversa sobre descrescimento e autonomia com a Rede pelo Descrescimento. +info

LISBOA 22 Março. 21H. RDA49
Apresentação do livro e conversa com o autor. +info 

MONTEMOR-O-NOVO 24 Março. 15H. Oficinas do Convento
Apresentação do livro, conversa com o autor e conversa sobre o Jornal Mapa com membros do colectivo. +info 


 

CARLOS TAIBO

Para além de ser professor de Ciência Política na Universidade Autónoma de Madrid, Carlos Taibo é um dos mais activos autores libertários da actualidade. Entre os seus interesses, aparecem destacadas as questões do Decrescimento e a análise do colapso social, económico e ambiental. O colapso não é um acontecimento do futuro mas antes um processo já plenamente instalado nas nossas sociedades industriais. Em contraste com outros autores, Taibo propõe-se explicar, com a máxima clareza possível, as causas e os processos que apontam hoje um colapso global. É esse o intento do livro cuja edição portuguesa será apresentado nesta sessão: Colapso. Capitalismo terminal, Transição ecossocial, Ecofascismo.

 

 

19.03.2019 | por martalanca | Colapso, jornal Mapa

21 a 24 Março - Apresentação do livro «Colapso» com o autor, Carlos Taibo

APRESENTAÇÃO DO LIVRO COLAPSO, DE CARLOS TAIBO
versão portuguesa co-editada por Jornal Mapa e Letra Livre

PORTO 21 Março. 21H. Gato Vadio
Apresentação do livro, conversa com o autor e conversa sobre descrescimento e autonomia com a Rede pelo Descrescimento. +info

LISBOA 22 Março. 21H. RDA49
Apresentação do livro e conversa com o autor. +info 

MONTEMOR-O-NOVO 24 Março. 15H. Oficinas do Convento
Apresentação do livro, conversa com o autor e conversa sobre o Jornal Mapa com membros do colectivo. +info 

 

CARLOS TAIBO

Para além de ser professor de Ciência Política na Universidade Autónoma de Madrid, Carlos Taibo é um dos mais activos autores libertários da actualidade. Entre os seus interesses, aparecem destacadas as questões do Decrescimento e a análise do colapso social, económico e ambiental. O colapso não é um acontecimento do futuro mas antes um processo já plenamente instalado nas nossas sociedades industriais. Em contraste com outros autores, Taibo propõe-se explicar, com a máxima clareza possível, as causas e os processos que apontam hoje um colapso global. É esse o intento do livro cuja edição portuguesa será apresentado nesta sessão: Colapso. Capitalismo terminal, Transição ecossocial, Ecofascismo.

 

 

19.03.2019 | por martalanca | Colapso, jornal Mapa

“Do Que Permanece - Arte Contemporânea Brasil Portugal”, exposição na UCCLA

A diversidade cultural do Brasil e de Portugal, a memória e a história do que se constrói e não desaparece, numa multiplicidade de suportes visuais, podem ser visitadas na exposição “Do Que Permanece - Arte Contemporânea Brasil Portugal” que será inaugurada no dia 20 de março, às 18h30, na UCCLA. 

Sob a coordenação de Adelaide Ginga (Curadora do Museu de Arte Contemporânea do Chiado) a curadora Carolina Quintela apresenta-nos uma exposição “com especial foco em obras e discursos artísticos de relevância produzidos ou apresentados a partir do ano 2000, e que muito têm contribuído para o bom entendimento e desenvolvimento do valor artístico no panorama da contemporaneidade, esta exposição reúne uma seleção de obras de artistas de nacionalidade brasileira com representação em galerias e em coleções institucionais e privadas em Portugal, assim como de artistas portugueses que no seu percurso tiveram contacto com o Brasil, nomeadamente em residências artísticas”. 

A mostra reúne obras dos seguintes artistas brasileiros e portugueses:

Adriano Amaral

Adriano Costa 

Alex Flemming

André Cepeda 

Bruno Cidra 

Ding Musa

Diogo Bolota 

Dora Longo Bahia 

Efrain Almeida

Gabriela Albergaria 

Inês Norton

João Pedro Vale + Nuno Alexandre Ferreira

Luiz Zerbini 

Marcelo Cidade

Márcio Vilela

Nelson Leirner 

Pedro Neves Marques 

Pedro Vaz 

Reis Valdrez

Rodrigo Oliveira

Rosana Ricalde

Vik Muniz 

A exposição estará patente ao público até ao dia 14 de junho, de 2.ª a 6.ª feira, das 10 às 19 horas (sendo a última entrada às 18h30). A entrada é livre.

Díptico da exposição disponível em https://www.uccla.pt/sites/default/files/diptico_a4_do_que_permanece.pdf 

Morada:

Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa

Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém

Comboio: Estação de Belém

Elétrico: 15E - Altinho 

Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W

 

18.03.2019 | por martalanca | arte contemporânea, Brasil. UCCLA

Herói Independente: Brasil em Transe

No rescaldo do carnaval, da vitória da Mangueira com a face de Marielle e do #goldenshowerbolsonaro, todo o Brasil treme entre forças tectónicas opostas: apressemo-nos a ajudar a lançar um foco sobre as trevas do oportunismo. Todo o cinema é político, ora veja-se a programação deste Herói Independente do IndieLisboa 2019, o cinema amado vindo do Brasil.
Há 25 anos o cinema brasileiro vivia a sua retomada. O ano de 1994 marcava o regresso à produção nacional, depois do período de interregno em que Collor de Mello dissipara todos os apoios e incentivos à criação cinematográfica. Em 2019 o país e o seu cinema vivem de novo tempos turbulentos, uma conjuntura que escolhemos não ignorar.
Depois dos filmes brasileiros terem arrecadado os principais prémios do IndieLisboa em 2018, é tempo de celebrar a criatividade, de apoiar uma comunidade que vive um período particularmente auspicioso. Neste programa mostraremos filmes muito recentes e inéditos em Portugal, espelhando uma produção audaciosa e politicamente desperta. Seremos (também) a voz e o espaço deste cinema, contribuiremos activamente para a sua continuidade.
Uma carta de amor do IndieLisboa ao último ano em filmes brasileiros, este programa reflecte a proximidade entre o festival e um cinema atento, revelador, destemido, original, que tem estado no radar IndieLisboa desde a primeira edição. É tempo de homenagear esta longa relação num período em que o mundo pede que estejamos atentos, que  façamos a nossa parte.
Juntamente com as longas metragens apresentadas, poderão ser vistas mais um conjunto de curtas metragens recentes, que revelaremos em breve. O programa terá também ecos nas secções Competição Internacional, Competição Nacional, Silvestre e Boca do Inferno, numa selecção que será revelada integralmente no dia 2 de Abril. Os convidados do programa estarão em Lisboa para uma conversa sobre o presente e o futuro do cinema brasileiro (e do Brasil) durante o festival.Programa (em construção):
A Noite Amarela, Ramon Porto Mota
A Rosa Azul de Novalis, Gustavo Vinagre, Rodrigo Carneiro
Divino Amor, Gabriel Mascaro
Domingo, Clara Linhart, Fellipe Barbosa
Fabiana, Brunna Laboissière
No Coração do Mundo, Gabriel Martins, Maurilio Martins
Os Jovens Baumann, Bruna Carvalho Almeida
Querência, Helvécio Marins Jr
Seus Ossos e Seus Olhos, Caetano Gotardo
Temporada, André Novais Oliveira
 

12.03.2019 | por martalanca | Brasil

quarta assembleia METABOLIC RIFTS

Posicionamentos modernos e contemporâneos inscrevem o sujeito num presente fracturado de gestão financeira e desordem climática à escala planetária — desde as suas raízes “iluministas” até futuras rotas de extinção. Na atual era global, a aceleração económica converte sintomas mentais em expressões físicas e perpetua relações insustentáveis que condicionam intenções e afetações, reificando simultaneamente a distinção entre sujeitos e objetos. Quais as cesuras e contradições óbvias que operam nestes limites narrativos? De que forma se podem abordar urgências contemporâneas e protocolos de representação cujo predicado é indiscernível? 


A quarta assembleia METABOLIC RIFTS reúne-se sob a forma de lançamento de livro e de palestra pelo filósofo Michael Marder, convidando os seus participantes para uma leitura e discussão partilhada. A partir das suas assembleias passadas (2017-2018), este novo livro, publicado e desenhado por ATLAS Projectos, inclui contribuições críticas e prospectivas em torno dos discursos do Antropoceno. A publicação explora como diferentes meios, incluindo investigação académica, dança, dramaturgia, e discurso curatorial, problematizam conexões aparentemente desconexas entre as geo-histórias e fragilidades que envolvem os trajectos temporais da Terra, passados, presentes e futuros. 
Publicação com os contributos de: Brenna Bhandar, Susana Caló, Nikita Dhawan, Ligia Lewis, Michael Marder, Matteo Pasquinelli, Feminist Duration Reading Group, Helena Rickett, Boaventura de Sousa Santos, Ana Vujanovic, Vivian Ziherl.
13 de Março 2019, 19:00, Teatro Rivoli, Café Rivoli.
Entrada gratuita.
A palestra e a conversa serão apresentadas na íntegra em português.
METABOLIC RIFTS Reader conta com o apoio generoso de República Portuguesa / Direção-Geral das Artes. 
Apoio Institucional e à Produção: Teatro Municipal do Porto
****

Modern and contemporary planetary positions have inscribed the subject in a fractured present of financial governance and climatic disarray—both in its roots to an “enlightened” past and future routes to extinction. In the current global era, politics, law, and international economy continue to consolidate intractable relations that secure the distinction between particular subjects and objects while defining their intentions and affectabilities. What schisms and obvious contradictions operate at these narrative boundaries? 
The fourth METABOLIC RIFTS assembly gathers as a publication launch and keynote lecture by philosopher Michael Marder, inviting its participants for a shared reading and discussion. Drawing from its past assemblies (2017-2018), the METABOLIC RIFTS Reader, published and designed by ATLAS Projectos, contains critical contributions that address the prospect of global strife surrounding the discursive foreclosures of the Anthropocene. The book explores how different media, including scholarship, dance, dramaturgy, and curatorial knowledge, connect seemingly disconnected geohistories and vulnerabilities that engage with the Earth’s past, present and future tenses. 
Reader with contributions by: Brenna Bhandar, Susana Caló, Nikita Dhawan, Ligia Lewis, Michael Marder, Matteo Pasquinelli, Feminist Duration Reading Group, Helena Rickett, Boaventura de Sousa Santos, Ana Vujanovic, Vivian Ziherl.
March 13th, 7.00pm, Rivoli Theatre, Café Rivoli.
Free entrance.
The lecture and talk will be presented in Portuguese.
The METABOLIC RIFTS Reader received generous support from República Portuguesa / Direção-Geral das Artes.  
Institutional and Production support: Porto Municipal Theatre 

12.03.2019 | por martalanca | METABOLIC RIFTS

Curso Cinema: leituras e contextos 8 a 10 de abril

3 dias de reflexão e interacção com o universo do cinema: visita ao Arquivo Nacional da Imagem em Movimento da Cinemateca Portuguesa, à Videoteca de Lisboa e à Cinemateca Portuguesa, em articulação com sessões sobre literacia audiovisual, a investigação em ou através de arquivos, e contextos de exibição. Cada um dos 3 módulos consiste numa sessão de discussão com base em apresentações de pessoas ligadas a festivais e cineclubes, ao mundo das artes e à academia, e visita a uma instituição que desenvolve actividade na área. O curso tem a duração de 20 horas, decorrendo entre 8 e 10 de Abril.
Inscrições até 3 de Abril. Lugares limitados.Mais informação  sobre o programa e inscrições: ICS Evento Facebook.

12.03.2019 | por martalanca | cinema, curso, leituras

DEBATE, 18 março - NOVA FCSH - 18H IDENTIDADES AFRO-EUROPEIAS: RECONHECIMENTO Vs DISCRIMINAÇÃO

Como se constrói a comunidade da diversidade?

Na semana em que se assinala o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa leva a cabo mais um debate do Ciclo organizado pelo Projeto “Narrativas Afro-Europeias”, do Instituto de comunicação (ICNOVA). Numa perspetiva de cidadania, convidam-se interlocutores de diversos perfis e responsabilidades sociais e políticas a debater a temática da discriminação e das estratégias identitárias numa sociedade marcada por uma crescente diversidade etno-cultural.

11.03.2019 | por martalanca | IDENTIDADES AFRO-EUROPEIAS

Tremor nos Açores

O festival açoriano que regressa a São Miguel, entre os dias 9 e 13 de Abril, volta a apostar na criação de uma rota de actividades que, partindo da música, propõe a descoberta da natureza, das tradições e da comunidade local. A fechar as contas no plano dos concertos, confirmações finais para Hailu Mergia,Yin Yin Fumaça Preta. Nas residências artísticas, inauguração da exposição que sumariza o trabalho realizado por Renato Cruz Santos Duarte FerreiraSístole será composta por um conjunto de instalações que juntando imagem e som constroem uma viagem imersiva ao encontro da ilha do Tremor, pautada pelos ritmos da paisagem.
Apostando na criação de experiências únicas, o Tremor convida ainda a companhia polaca Instytut B61 para a apresentação de uma peça-performance imersiva que ocupará um espaço mistério da ilha de São Miguel. Na secção dedicada ao público infanto-juvenil e familiar, o Mini-Tremor, o Estúdio 13, o novo espaço de indústrias criativas de Ponta Delgada, torna-se a casa de miúdos e graúdos com um programa de workshops, concertos, mini-disco e brincadeiras. E porque o cartaz de um festival não se faz sem dança e festa, as noites do evento estarão entregues às mão de Odete, MCZO & DUKELa Flama Blanca feat. ZÉFYREBlack vs DJ FITZZuga 73 + Tape + Nex DJ Milhafre b2b DJ Fellini.
Desde que, em 2013, a Awesome Tapes from Africa recuperou a sua primeira obra,Hailu Mergia and His Classical Instrument, que o sucesso e reconhecimento do etíope Hailu Mergia não tem conhecido abrandamento. Espaços como a Pitchfork, The Wire ou The New York Times rangam-se nos elogios sobre o lugar cimeiro que o músico ocupa na história e evolução do ethio-jazz. O seu mais recente disco, Lala Belu, saiu para o mercado em 2017, mais de uma década depois da última edição, como prova inequívoca da sua história de sobrevivência: um instrumentista forçado ao exílio por um regime ditatorial hostil para com as artes e que acabou a conduzir táxis por mais de 30 anos.
Na Fumaça Preta juntam-se elementos de tropicalismo, fuzz funk, música concreta, acid house e electrónica vária. Juntam-se África e Brasil, Europa de Norte e o mundo latino. Surgiram quase por acaso quando Alex Figueira juntou um grupo de amigos no seu estúdio analógico mínimo em Amesterdão. Dessa sessão nasceria A Bruxa, o primeiro 45 rotações que deixava já clara a vontade do grupo em derrubar todas as barreiras musicais. Com dois longos duração selados pela incontornável Soundway, é ainda inexplicável o mundo por onde se movem e imprevisível o território que trilham, qual espécie de voodoo que amarra as linhas entre a tradição, o género, a composição e a improvisação.
No Verão de 2017, Kees Berkers e Yves Lennertz começaram a escrever e gravar canções numa escola de ballet na isolada vila de Plateau de Doenrade. Ávidos coleccionadores de discos, os Yin Yin transportam para a sua música a variedade de géneros que podemos encontrar nas suas prateleiras de discos. Partindo da música sul asiática dos anos 60 e 70, construíram um diálogo multilingue, com incursões na música do mundo, funk e electrónica. Pingpxng, a cassete com que se estrearam, simboliza isso mesmo, explicando em detalhe como duas forças aparentemente opostas podem actuar em complementaridade.
Fundado pelo curador e astrónomo Jan Świerkowski, o Instytut B61 é um colectivo artístico e científico dedicado à criação de espectáculos multimédia, filmes e projectos digitais que unam arte contemporânea e ciência. Com um vasto historial de performances por todo mundo, das quais se destaca o projecto Cosmic Underground apresentado em Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura, o colectivo juntar-se-á, no Tremor, aos músicos do Laxmi Bomb, duo electro pop originário de Bombaim, e a artistas açorianos para ali apresentar mais uma experiência imersiva. A proposta promete uma viagem até ao espaço sideral para acompanhar o ciclo de vida das estrelas. O Instytut B61 – Interstellar Sugar Center de Ponta Delgada estará instalado em lugar mistério, a ser revelado aos participantes poucas horas antes do início da aventura.
Concertos, workshops, instalações, cenografias interactivas e uma mini-disco são algumas das iniciativas através das quais o Mini-Tremor – espaço infanto-juvenil e familiar do festival – pretende estimular a população local e visitante para a criação e fruição artística. Na edição deste ano, o Estúdio 13 é o quartel-general e acolhe um workshop/concerto de panelas pelo músico e compositor Samuel Martins Coelho, uma instalação sensorial da bailarina e coreógrafa Maria João Gouveia, e aulas criativas para pais e filhos.
A programação deste Tremor 2019 integra ainda o percurso programático The Future is Female, que pretende olhar, debater e pensar o papel da mulher nas indústrias criativas e musicais europeias e dos Estados Unidos. A par de um ciclo de conversa com artistas como Instytut B61, Odete, Lafawndah, Laura Diaz (Teto Preto), fazem parte deste circuito os concertos de Lula Pena, Odete, Hayley Heynderickx, Moon Duo e Vive La Void. Este ciclo conta com o apoio da FLAD e Embaixada dos Estados Unidos da América.
Juntando mais de 40 artistas, o Tremor apresentará uma vasta programação que ocupa salas de espectáculo e espaços informais de Ponta Delgada e Ribeira Grande. A par dos concertos, a edição 2019 apresenta também aquele que será, porventura, o cartaz mais ambicioso de residências artísticas desde a sua formação. Do espectáculo de abertura, a ser desenvolvido entre o colectivo ondamarela com a Es.Música.RP e a Associação de Surdos da Ilha de São Miguel até ao diálogo entre as tradicionais danças das Despensas de Rabo de Peixe e os ZA! (a ser também documentado em fotografia por Rúben Monfort), passando pelos trabalhos site specificde Natalie Sharp para o Tremor Todo-o-Terreno e pelos encontros diversos entre músicos. Para ver em Abril, o segundo episódio do trabalho de Rafael Carvalho FLiP em torno da viola da terra, e os diálogos entre Balada Brassado e dB; Cristóvão Ferreira e a dupla espanhola Tupperwear; Pedro Lucas e os We Sea e o rapper LBC e o realizador Diogo Lima. Destaque especial ainda para o regresso de Lieven Martens ao arquipélago, para uma recriação da sonata The Cow Herder, um retrato sonoro da vida de um guardador de vacas da Ilha do Corvo.

08.03.2019 | por martalanca | Açores, festival, Tremor

Prolongamento do prazo da CFP | Conferência Internacional “In/Visibilidades Negras Contestadas”

A 7ª Conferência Bianual da Rede Afroeuropeans: “In/Visibilidades Negras Contestadas” irá decorrer em Lisboa (ISCTE - IUL), e é uma importante plataforma para a produção de conhecimento nas áreas de pesquisa transdisciplinar sobre racismo, culturas negras e identidades na Europa. Esta conferência também oferece a oportunidade de fortalecer e alargar redes entre académicos, activistas e artistas que questionem o racismo estrutural e estejam envolvidos criticamente na produção de conhecimento pós-colonial sobre a negritude europeia e a diáspora africana. Estas redes de diálogo serão promovidas através de palestras, painéis temáticos, mesas-redondas, comunicações individuais e um programa artístico e cultural.

Em escuta entrevista da Raquel Lima à Afrolis

Esta conferência é o resultado de uma longa colaboração entre académicos, escritores e artistas de muitas universidades e institutos de pesquisa europeus e de outras partes do mundo e que deu origem à rede internacional “Afroeurope@s: Culturas e Identidades Negras na Europa”. Com o objetivo de aprofundar o conhecimento das populações negras na Europa e a sua contribuição para a sociedade em todas as áreas da vida, a rede organizou conferências em diferentes universidades europeias: Universidade de León em 2006 e 2009; Universidade de Cádiz em 2011; Universidade de Londres e Universidade Aberta em 2013; Universidade de Münster em 2015 e Universidade de Tampere em 2017. Sentimo-nos honrados de trazer este debate pela primeira vez para Lisboa, uma cidade com uma das maiores diásporas africanas, e que influenciou a literatura, a música, a língua e a sociedade portuguesa em geral nos últimos cinco séculos. O comitê organizador local é composto por pesquisadores, artistas e ativistas de diferentes universidades e coletivos de Portugal, Brasil e Suíça.

O título da conferência incorpora as tensões, ambiguidades e paradoxos da Negritude na Europa. Da mesma forma que as histórias, culturas e condições sociais das negras e dos negros são invisibilizadas pelas forças hegemónicas europeias, existe uma hipervisibilidade dos seus estereótipos na cultura popular europeia. Além disso, enquanto a questão racial desapareceu largamente dos discursos políticos, sociológicos e administrativos (na Europa continental), e enquanto o desengajamento com o racismo institucional e estrutural foi reformulado no âmbito das novas retóricas capitalistas pós-raciais, os estereótipos raciais ainda têm muita importância, e os corpos negros continuam a ser invocados ora como convidados tolerados, na melhor das hipóteses, ora como intrusos ameaçadores, na pior. A consequência é a prática de “incorporação de uma identidade que é declarada como impossível apesar de ser vivida por milhões”, nomeadamente europeus não-brancos, e especificamente por negros europeus. Esta identidade tornou-se ainda mais condicionada pela nova integração dos discursos de direita e as políticas de imigração mais restritivas que também afetam os refugiados e as pessoas de ascendência africana.

A conferência aborda não só estas relações de dominação, e modos de exclusão racial, mas relaciona-se principalmente com as contestações e resistências contínuas que têm sustentado estas in/visibilidades. Focamos o nosso olhar nas histórias e culturas desconsideradas, e investigamos sobre formas passadas, novas e contínuas de resistência e intervenção afro-europeia, nos âmbitos político, social, cultural e artístico. Isto implica ter em consideração os diferentes posicionamentos no interior da Negritude Europeia, ligados por exemplo com a origem diaspórica, língua,  género, classe social, estatuto de cidadania, sexualidade, dis/abilidades, assim como as várias formações históricas geo-espaciais e pós-coloniais.

Esta Conferência e os Painéis Aprovados foram organizados de acordo com seis linhas temáticas:

> A Europa Negra e suas Interseções:

Os painéis devem refletir sobre os vários eixos de diferenciação que co-estruturam as culturas e identidades negras da Europa. Propostas que reflitam sobre gênero e sexualidade, mulheres negras, comunidades LGBTIQ, mas também sobre masculinidades e feminilidades negras, seus condicionamentos, redes e formas de resistência serão especialmente bem-vindos.

+ info 

> Afroeuropeus nas Artes e na Mediasfera:

Painéis nesta área temática devem abordar as múltiplas expressões artísticas e mediáticas (literatura, artes visuais, estética, mídia tradicional e digital, etc.) da população negra europeia, entendendo estas práticas como espaços de criação de visibilidade para histórias, experiências e culturas negras, assim como para o anti-racismo.

+ info 

> Ativismos, Resistências e Políticas Públicas na Europa do Capitalismo Tardio:

Por um lado, este eixo pretende abordar as formas em que as políticas públicas “que não vêem cor” e “Europa Fortaleza” afectam, distorcem e (in)visibilizam as diversas expressões de desigualdade às quais a populações negras são submetidas em tempos de capitalismo tardio avançado. Por outro lado, este eixo dedica-se à análise dos movimentos sociais afroeuropeus (locais, regionais, nacionais e transnacionais), organizações e práticas de contestação e resistência a essas políticas e processos.

+ info 

> Cidades Negras. Espaço Público, Racismo, Culturas Urbanas e Segregação:

Convidamos propostas de painel que abordem a racialização negra na vida urbana e as experiências (e inserções) de pessoas de ascendência africana. Estamos interessados em ampliar o debate sobre os problemas que afetam os negros nas cidades contemporâneas - segregação, racismo, subalternidade, estigmatização, guetização - bem como analisar as intervenções afroeuropeias no espaço público: estilo de vida, expressões artísticas, culturas urbanas e identidades.

+ info 

> Descolonizando o Conhecimento sobre a Europa Negra, a Diáspora Africana e a África:

Painéis que debatam a descolonização do conhecimento sobre a Europa Negra, a Diáspora Africana, a África e os impérios coloniais, mas também os processos reais de construção de novas narrativas contra-hegemônicas sobre esses temas serão bem-vindos.

+ info 

> Teorizando a Negritude e a Europa Racial:

Os painéis desta área temática devem abordar as questões teóricas que moldam o conjunto das relações sociais e a experiência social dos afroeuropeus, discutindo as próprias definições de raça, racismo, negritude e branquitude e como isso co-produz a Europa como uma formação espaço-temporal.

+ info 

06.03.2019 | por martalanca | AfroEuropeanStudies, “In/Visibilidades Negras Contestadas”

Chalo Correia apresenta novos tema no B.leza

Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, a 8 de Março, o B.leza convida um cantor muito especial: Chalo Correia. Neste espectáculo, o músico e compositor angolano pretende dar voz à luta das mulheres. “Na minha música, as mulheres têm um papel importante, não só no amor, mas na vida social. Tenho uma mulher muito forte na minha vida que é a minha mãe, Conceição. Ensinou-me tudo o que sei hoje e fez de mim a pessoa que sou.  Com este concerto, neste dia especial, também pretendo dar voz à luta das mulheres contra a violência doméstica e à luta pela representatividade das mulheres na sociedade. Devemos viver numa sociedade de mulheres e de homens, mas em que elas também tenham um papel relevante.”

Com mais de 30 anos de carreira, Chalo Correia está de volta ao B.leza com a sua banda: João Mouro (guitarra eléctrica) Galiano Neto (Congas), Ricardo Quinteira (Baixo) e Simons (Bongós). Traz na bagagem novos temas, sempre com a sua marca pessoal, do som que herdou em Angola, a sua terra natal. As letras são influenciadas pelas memórias da vida em Angola, mas também pela experiência no ambiente multicultural de Lisboa.

A música de Chalo promete levar-nos a uma viagem pelas memórias, cultura e tradições africanas. “Akuá Musseque”, o último álbum do cantor, é um exemplo dessa viagem. Ao ritmo do semba, da kazukuta e da rumba, sinta a magia do cantautor angolano, nesta noite dedicada às mulheres. Um espectáculo onde todos são bem-vindos para se divertirem e dançarem. Músicas como “Tia”, “Kudihohola”, “Chercher Crioula” ou “Rumba da Madrugada” vão ser recordadas ao vivo pelo seu próprio intérprete.

Em 2016, o seu álbum de estreia, “Kudihohola”, foi nomeado para melhor disco de música popular durante os Prémios de Música Angolana. Chalo é a grande promessa de uma nova geração de músicos angolanos.
Concerto Chalo Correia
Dia 8 de Março, sexta-feira, pelas 00h00, abertura das portas às 22h30. Entrada 10€ (inclui 5€ de consumo).
B.leza Clube
Cais da Ribeira Nova, Armazém B. (Cais do Sodré) 1200-109Lisboa| geral.bleza@gmail.com| 210106837| Quinta a sábado das 22h30 às 05h00|Quartas das 22h00 às 02h00 | Domingo das 19h00 às 02h00 | Encerra à segunda e à terça (excepto vésperas de feriado).

05.03.2019 | por martalanca | B.Leza, Chalo Correia

Uma História das Mulheres em imagem, de Inês Brasão e Ana Biscaia

Na próxima sexta, Dia Internacional da Mulher, pelas 18h00, será lançado um livro feito a duas mãos. A Ana Biscaia compôs as ilustrações, e a Inês Brasão escreveu os textos. São 36 temas que contam uma História das Mulheres, deixando ao leitor muitos cantos vulneráveis em que se queira abrigar para refletir. A apresentação, acompanhada da inauguração da Exposição ligada ao livro, decorrerá no no Museu Nacional de Etnologia.

“Sabemos que a história oficial fez das mulheres sujeitos sem história. Fez das mulheres sujeitos sem desejo de falar, de se exprimir, de ter prazer, de se associar a partidos ou a causas. Fez delas profissionais de desejo, material de desejo, mas não sujeito de desejo. Fez da mulher um sujeito sem direito ao desejo de não fazer nada.”

04.03.2019 | por martalanca | género, ilustração, memória, mulheres