Baralho de Cartas 31

Baralho de Cartas 31 Nasci e cresci numa sociedade dissolvida e pacificada, sem a força dos que passaram por conflitos colectivos, o meu corpo não tem o saber dos que os viveram. Tenho, no entanto, de encontrar a escala que me leve às questões de conjunto, que me arranque aos problemas individuais. É essa leitura — demorada, atenta, radical — que se impõe como tarefa. O mundo em que vivemos não nos pertence; é uma ficção que nos foi imposta, uma construção que nos castra, empobrece e diminui. Romper com essa ficção exige não apenas o desejo de outro mundo, mas a aposta concreta na sua criação. Trata-se de inventar tempo, um tempo que não se deixe medir ou controlar — um tempo que fuja aos mecanismos de captura da norma e do capital.

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28.07.2026 | por Ricardo Norte

Baralho de Cartas 28

Baralho de Cartas 28 Creio que estou a ter um início de burnout. Coincidiu com o aviso da Google: devia libertar espaço ou comprar armazenamento, sob pena de deixar de receber emails a partir de 26 de junho. Projetei, com toda a verdade, o meu cérebro a crashar juntamente com a memória externa - nem saberia distinguir memória externa de interna. A minha cloud precisava de fazer upgrade para continuar. Ok, resigno-me à dependência dos donos do capital para funcionarmos.

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07.07.2026 | por Marta Lança