"O Sistema", exposição do artista angolano Cristiano Mangovo

A galeria de arte .insofar convida: O SISTEMA

Cristiano Mangovo

Curadoria de Katrine Sirois

4.02 – 30.04.2022 na Rua Capitão Leitão, nº 53, Marvila, 1950-050 Lisbon


A galeria de arte .insofar apresenta “O Sistema”, uma exposição individual do artista angolano Cristiano Mangovo. Inaugura dia 4 de fevereiro entre as 16h-21h, coincidindo com a comemoração do Dia do Início da Luta Armada de Libertação Nacional.

Sob a curadoria da canadiana Katherine Sirois, a exposição é composta por uma seleção de pinturas que abordam questões sóciopolíticas complexas, tais como as hierarquias, as mentalidades de divisão e oposição profundamente enraizadas e difundidas, os conflitos de interesses ou o exercício do poder, a sua conquista e preservação a todo o custo.

Ecoando uma expressão comum em Angola, o título da exposição – O Sistema – impregna o conjunto das obras de Mangovo com um ligeiro toque de filosofia política. Esta referência à expressão popular e largamente utilizada para qualificar algo que seja disfuncional, ineficiente, fraudulento, inadequado ou injusto destaca o questionamento sobre a natureza ardilosa e intangível do “sistema” que assombra as obras de grandes dimensões.

Sem pretender mostrar a natureza profunda de um tal sistema de poder, cujo magnetismo e dinâmica são capazes de corroer qualquer espírito elevado, a exposição propõe-se questionar e estimular a reflexão sobre o imperialismo, as rivalidades e os jogos de poder entre indivíduos, tribos, regiões, países, géneros ou mesmo entre Estados e as suas populações.

Cristiano Mangovo

Nascido em Angola no ano de 1982, vive e trabalha presentemente em Lisboa. Sendo natural de Cabinda, a sua visão, imaginação e referências estão enraizadas na rica e complexa paisagem sócio-cultural multicamada dessa região. As suas aptidões artísticas e o seu interesse precoce pelo desenho levaram-no a estudar pintura na Academia de Belas Artes de Kinshasa. Considerado como um dos mais prolíficos entre os pintores da geração angolana do pós-guerra, Mangovo desenvolveu um estilo único, profundo, exuberante e maduro, que poderia ser definido como Expressionismo Figurativo. Motivado por um apurado sentido de observação e um espírito crítico perspicaz, a marca artística de Mangovo caracteriza-se por um impulso criativo energético, ritmos visuais fortes, cores e contrastes ousados, formas em movimento orgânicas desinibidas e representações corporais distorcidas.

Colocando o seu foco em tópicos complexos através de uma peculiar ótica satírica, a sua abordagem inovadora, com o uso de tipologias e símbolos arquetípicos e a sua atenção a questões como a injustiça, a desigualdade, a pobreza e o ecocídio, vai além das especificidades locais visando almejar uma dimensão universal. A sua obra faz parte de várias colecções de arte, tal como: AFRICANA Art Foundation (Suíça), Centro Cultural Brasil (Angola), Dâr-alMakhzen (Marrocos), Fondation Gandur pour l’Art (Suíça), Fundo das Nações Unidas para a População (RDC), Lycée Français A.E.F.L. (Angola) e Museu da Presidência da República Portuguesa (Portugal). Destaques recentes incluem a Residência Artistica Black Rock no Senegal, Prémios Lusofonia (2021) na categoria de artes visuais e a próxima Bienal de Kinshasa. Actualmente, Cristiano Mangovo é representado pela galeria de arte .insofar.

Katherine Sirois

curadora

Historiadora de arte canadiana sediada em Lisboa, autora independente e co-curadora da revista de arte contemporânea Wrong Wrong.

Como bolseira do Social Sciences and Humanities Research Council of Canada, concluiu os seus diplomas em Estudos de História da Arte na Université du Québec em Montreal. Assistente de ensino e de investigação na UQÀM, nomeadamente no projecto federal “The Self and the Other” no âmbito de “Issues of Identity Definitions in Contemporary Aboriginal Arts”, migrou para a Europa para realizar estudos de doutoramento em Estética (EHESS, Paris e Paris I-Panthéon Sorbonne). É actualmente associada ao Instituto de História das Artes da Universidade Nova de Lisboa.

Autora de ensaios e textos para catálogos de exposições de arte contemporânea e, por último, curadora da exposição “Fukuko Ando: Weaving (the) Cosmos” no Museu da Fundação do Oriente em Lisboa e membro da equipa de curadoria de “Histórias de Rostos: Variações Belting” no Museu Berardo.

31.01.2022 | par Alícia Gaspar | arte, cristiano mangovo, exposição, insofar, o sistema

"Música da Terra" — novo EP do Dj Nigga Fox

No dia 11 de Fevereiro a Príncipe lançará o novo EP do Dj Nigga Fox, intitulado “Música da Terra”.

Capa do EP por Márcio MatosCapa do EP por Márcio Matos

O disco encontra-se já disponível em pré-venda na página da editora no Bandcamp, onde podem também ouvir a soberba faixa de abertura “Madeso”:

https://principediscos.bandcamp.com/album/m-sica-da-terra 

Agenda confirmada para o futuro próximo: 

Dj Nigga Fox por Marta PinaDj Nigga Fox por Marta Pina12 de Fevereiro - Plano B, Porto

3 de Março - Decca “B Side Series”, Filadélfia

5 de Março - Nowadays, Nova Iorque

11 de Março - Papi Juice, Nova Iorque

12 de Março - Flash, Washington D.C.

17 de Março - tba, Guadalajara

18 de Março - festa NAAFI, Cidade do México

26 > 31 de Março - residência artística em Bergen c/ Bjørn Torske para uma composição colaborativa & instalação Ambisonics a apresentar em Bergen e Lisboa

2 de Abril - Festival Gop Tun, São Paulo

8 de Abril - Sónar Lisboa, Príncipe no Coliseu (c/ Arca, Nídia, Total Freedom, Dj Lycox e Dj Marfox) * 

23 de Abril - Backsteinboot, Berlim + 

5 de Junho - Festival Lente Kabinet, NL *  

* ao vivo 

+ dj set

Créditos Marta PinaCréditos Marta Pina

30.01.2022 | par Alícia Gaspar | cultura, dj nigga fox, editora príncipe, EP, música

Streams of Memories — 28-30 January 2022

A free online screening programme of Black experimental cinema curated by CAS as part of a residency with The Showroom at Metroland Studio


Schedule:

S. Pearl SharpBack Inside Herself, 1984, 4 minutes

Barbara McCulloughWater Ritual #1: An urban rite of purification, 1979, 6 minutes

Kym RagusaDemarcations, 1992, 5 minutes

Omah DieguAfrican Women, U.S.A., 1980, 20 minutes

Martina AttilleDreaming Rivers, 1988, 30 minutes

Please note that Demarcations (1992) and African Woman, U.S.A (1980) contain references to rape so viewer discretion is advised.

Please note that you must book via the eventbrite link below.
https://www.eventbrite.co.uk/e/streams-of-memories-tickets-230343442437

About this event

Streams of Memories is a free online screening programme curated by us at the culmination of our curatorial research residency with The Showroom at Metroland Studio, Kilburn, 2021.

The programme presents five experimental short films by S. Pearl Sharp, Barbara McCullough, Kym Ragusa, Omah Diegu, and Martina Attille; exploring the ways in which these experimental filmmakers weave and unravel stories, fears and hopes across the African continent and diaspora, between generations and over time.

Each film touches upon the sociality and sensuality of gathering; heightened by being shown together as part of this programme in company and dialogue with one another. S. Pearl Sharp’s film Back Inside Herself (1984) is a visual poem on self-invention and shows a Black woman finding her own sense of self while rejecting white hegemonic societal expectations of who she should be and how she should behave. Barbara McCullough extends the poetics of cinema in Water Ritual #1: An urban rite of purification (1979) to enact the spiritual and psychological journey of a Black woman as she (re)connects with the African continent and the Caribbean on a cosmological level. A different sense of wandering and wondering is conveyed in Kym Ragusa’s Demarcations (1992) through mediations on how the trauma of rape leaves its inflictions on the body yet does not determine self-identity. African Women, U.S.A. (1980) by Omah Diegu further explores misogynoir and transnational complexities by addressing family, labour and gender power relations. Dreaming Rivers (1988) by Martina Attille reflects and recalls the ghosts of love, loss and kinship.

Together these short films pull, release and upsurge the histories, experiences and lives of Black women. Rather than merely presenting how they are viewed, particularly by the white gaze, these films - or memories - intervene in dominant Western cinematic aesthetics and redirect vision towards how Black women themselves view the structures, relations and intimacies of their lives. These five filmmakers look at the camera not for recognition, but to confront and impose their looking onto and against the camera.

It is this ambivalence to visibility and wildness to capture that led us to accompany the screening programme with the essay Why Black Cinema? (1987) by the late poet, writer, and social activist Toni Cade Bambara. The text and film programme will be discussed in an accompanying reading group at The Showroom. This follows our s ongoing work to both explore and host discussion framed by the intersectional relations between contemporary art practice and (Black) literary theory.

The programme is free to attend, although booking via Eventbrite will be essential. after which you will receive a link to watch the films online over full the screening programme weekend, Friday 28–Sunday 30 January 2022.

With thanks to each of the filmmakers and to distributors Cinenova, Third Worlds Newsreel, UCLA Film Archive and LUX.

About CAS

CAS is an interdisciplinary curatorial platform founded in 2013 that foregrounds archival research to facilitate institutional as well as public awareness and engagement with past and present artistic productions from the African continent and diaspora. Core to CAS’s work is creating access to these knowledge productions and artistic curricula, including hosting trans-geographical dialogues that centre critical pedagogies and decolonial paradigms to bring into focus the historiography, theory, and practices of Black cultural workers for exhibition projects and public programming.

About Awa Konaté

Awa Konaté is a London and Copenhagen based curator, researcher, and founder of CAS. Her curatorial practice foregrounds archives, decolonial thought, and interdisciplinary frameworks of artistic productions from the African continent and diaspora with a focus on lens-based practices. Konaté has worked with The Showroom and The Danish Film Institute to mention a few. Her writings have been published in Third Text, Phaidon, Paletten Art Journal, and more.

About The Showroom

The Showroom is a contemporary art space focused on collaborative and process-driven approaches to cultural production; be that art work, exhibitions, events, discussions, publications, knowledge and relationships, within its locality
 and beyond.

About Metroland Studio

A new site for research, experimentation and production, the new Metroland Studio residencies carry forward the core aims of Metroland Cultures to make new places for artists and art in Brent; and to build a legacy for the borough and its surrounding spaces, institutions and organisations.

28.01.2022 | par Alícia Gaspar | black cinema, black movies, cinema, culture, films, online events, online screening

Programa - Terra Batida

No âmbito da Feminist School de Rita Natálio com Teresa Castro e Alina Ruiz Folini. (Portugal / Argentina)

27 Jan 2022

Quin > 11H, 14H30, 17H

Salão Nobre Ageas | Entrada Livre*

Terra Batida é uma rede de pessoas, práticas e saberes em disputa com formas de violência ecológica e políticas de abandono, coordenada por Rita Natálio. Neste dia da Feminist School Terra Batida convoca as relações entre ecologia, transfeminismo e linguagem.

Haverá uma leitura performativa do artista e investigador Rita Natálio que propõe uma releitura de Lesbian Peoples: material for a dictionary de Monique Wittig e Sande Zeig (1976), uma conferência ecofeminista da investigadora em cinema e plantas Teresa Castro e uma performance da artista lésbica não binária Alina Ruiz Folini que se posiciona sobre a questão da escuta profunda, não só das propriedades sensoriais do som da voz, da respiração e das palavras, mas também das sensibilidades lésbicas e cuir.

11h – 12h30

RITA NATÁLIO (Portugal)

Leitura performativa de Spillovers, texto tátil também apresentado como um manual sexual ou um ensaio de ficção científica transfeminista.

14h30 – 16h

TERESA CASTRO (Portugal)

Conferência Ecofeminismo e a eclosão do biotariado que explora os entrelaçamentos prolíferos entre o militantismo e o pensamento eco-feministas e a eclosão duma classe biótico-social: o biotariado.

17h – 18h30

ALINA RUIZ FOLINI (Argentina)

Performance Ruído Rosa que surge do desejo de desierarquizar a relação entre ver-dizer-escutar, para abrir narrativas e mitologias a partir da imaginação oral.

* Mediante reserva para o email bilheteira@tndm.pt, até 48h antes da sessão. Sujeito à lotação disponível.

26.01.2022 | par Alícia Gaspar | feminist school, LGBTQI, teatro dona maria, Terra batida

Visita guiada | Mostra Mário Domingues

Anarquista, cronista e escritor da condição negra

14 jan. - 28 mar. ’22 │Sala de Referência | Entrada Livre | Biblioteca Nacional de Portugal

A mostra centra-se na obra de rebelião negra de Mário Domingues, jornalista, cronista e escritor, realizada com palavras, argumentos e uma história de coragem no Portugal de há um século. Nascido na antiga colónia portuguesa de São Tomé e Príncipe, a 3 de julho de 1899, Mário Domingues, com apenas 20 anos de idade, começou a escrever regularmente no diário anarcossindicalista A Batalha e noutros periódicos, e destacou-se como um dos primeiros a defender abertamente, em Lisboa, a independência das colónias portuguesas em África. São textos onde o jovem Mário Domingues, adotando a causa libertária, se manifestou contra a exploração dos trabalhadores, a dominação colonial, o racismo, a opressão sobre as mulheres e a tirania política do colonialismo moderno, em defesa da dignidade, da cultura e das organizações da população negra e africana.

«Colonização», publicado a 9 de setembro de 1919 em A Batalha, inaugurou um caminho de Mário Domingues no diário lisboeta, que o conduziu, nos últimos anos da Primeira República portuguesa, a ser a voz mais audível na esfera pública contra o racismo, pela emancipação dos negros e de oposição cívica e moral ao colonialismo português. Um caminho que percorreu como pôde e enquanto pôde, publicando um vasto conjunto de artigos e de obras de ficção, até à instauração da repressão às liberdades, da perseguição policial, administrativa e judicial e da imposição da censura oficial por parte do regime do Estado Novo de Salazar, que institucionalizou a ditadura e fortaleceu o projeto colonial uns anos depois do golpe militar de 28 de maio de 1926. 

Com a instituição do regime ditatorial de Salazar, seguiu na vida intrépida e insegura de subsistir da venda dos livros que escrevia. A extraordinária pseudonímia de Mário Domingues é sinal de um percurso empreendido num dos momentos mais decisivos da sua existência quando resolveu manter-se unicamente como escritor profissional, audácia que o terá levado a dissimular-se sob pseudónimos estrangeiros, com os quais assinou mais de uma centena de romances policiais e de aventuras extraordinárias.

A presente mostra traz a público, por meio de documentos, fotos e da reprodução de artigos de imprensa e de livros, a vida e obra de Mário Domingues, nas suas diversas facetas: a de grande expoente, durante a Primeira República, do movimento negro em Portugal e da oposição moral e política ao imperialismo e ao colonialismo português no jornal A Batalha; a de jornalista negro no Detective e no Repórter X; a de novelista e romancista; a de escritor de livros de aventura e evocações históricas. Voltar à história e às publicações de Mário Domingues pode alumiar as regiões obscurecidas do que ficou recalcado na memória e ajudar a compreender o âmago do que significou a dominação imperial moderna. Cerca de um século depois de terem sido escritos e difundidos, é tempo de os textos e de a figura de Mário Domingues serem conhecidos, discutidos e estimados.

José Luis Garcia (ICS |  Universidade de Lisboa)
Tânia Alves (ICS | Universidade de Lisboa)
José Neves (IHC|NOVA|FSCH)

25.01.2022 | par Alícia Gaspar | anarquista, biblioteca nacional de portugal, mário domingues, negritude, visita guiada

Ciclo Migrações - podcast por Marta Lança, 2018

Podcast Maria Matos - Teatro Maria Matos

41 - Ciclo Migrações: Ir ver do outro lado -

Neste episódio do Podcast Maria Matos, abordamos as migrações no mundo: quais as rotas, impulso para migrar, o securitarismo europeu e as desigualdades na mobilidade, as representações e narrativas sobre os migrantes, histórias de refugiados e algumas ideias soltas. Marta Lança, editora do BUALA, conversa com o sociólogo do Observatório de Emigração Rui Pena Pires, a ativista Rita Silva, o antropólogo José Mapril, a socióloga Raquel Matias e a realizadora Sinem Tassi.

Ouvir aqui o Podcast

 

42 - Ciclo Migrações:  Hospitalidade e hostilidade para com os imigrantes

Respondendo, em parte, à pergunta: “como tem sido a vivência de algumas comunidades imigrantes em Portugal?”, abordamos questões como a habitação, segregação espacial, acesso à cidadania, bilinguismo, preconceitos, auto-emprego e trabalho doméstico. Quisemos conhecer mais sobre a população caboverdiana, brasileira, bangladeshi e hindu. O podcast dá igualmente algumas pistas sobre a situação da emigração portuguesa nos últimos anos.

Sobre estes e outros assuntos, Marta Lança, editora do BUALA, conversa com a ativista Rita Silva, Beatriz Dias (dirigente da Djass), a professora Josefa Cardoso, a socióloga Raquel Matias, a psicóloga Cíntia de Paula, o antropólogo José Mapril e os sociólogos Nuno Ferreira Dias e Rui Pena Pires.

Ouvir aqui o Podcast

Excertos:

“Lisboetas”, Sérgio Tréfaut (2004)

“Provisional Figures Great Yarmouth” Marco Martins (2018)

Música:

“Alto Cutelo” Os Tubarões (Pépé Lopi, 1976)

“Filosofia” Bau (Inspiração, 1998)

“Arrasta Pé Alagoano” Hermeto Pascoal (Cérebro Magnético, 1980)

“Glória” Pixinguinha interpretado por Luperce Miranda (A música genial de Pixinguinha, 1980)

“Saudade” Maria Bethânia e Lenine (Tua, 2009)

“Voltei, voltei” Dino Meira (Voltei, 1993)

“Vim de longe” José Mário Branco (Ser solidário, 1982)

 

 

21.01.2022 | par Alícia Gaspar | beatriz dias, cíntia de paula, hospitalidade, imigrantes, josé mapril, josefa cardoso, Marta Lança, migrações, nuno ferreira dias, Portugal, raquel matias, rita silva, rui pena pires

Counter Image International Conference

Proposals may be academic, artistic or hybrid 

Open until March 31  

A blended experience    

Choose which way to participate

A virtual and on-site conference

Decolonizing visuality: working towards sustainable sociocultural practices

This edition of Counter Image International Conference (CIIC22) proceeds the work of unveiling the ways in which images operate within the power and knowledge structures and systems of truth which tend to constitute hegemonic historical narratives and marginalize or erase those that are conflicting or minoritarian.

Establishing counter narratives, counter archives and counter images is then a challenge to hegemonic social, cultural and political systems and a contribution to a much needed dialogue around themes that are difficult and complex, in view of a pluralist, diverse and balanced society. 

The scope of the conference includes, but is not limited to the following topics:

  • Colonial visual cultures and strategies for decolonization

  • Colonial and postcolonial photography and film

  • Museums and colonial heritage

  • Social sustainability and image practices

  • Counter-hegemonic narratives 

  • Visual Culture of the “colonial sciences”

  • Colonial cosmoramas, panoramas and other “ramas”

  • Archive dynamics in relation to counter-power and counter-memory

  • Artistic practices as resistance 

  • The use of vernacular images and processes in artistic production

  • Ecocriticism in visual practices

Check our website and send us a proposal

Frame do filme  O Festim [The Feast] (2021) by Soraya VasconcelosFrame do filme O Festim [The Feast] (2021) by Soraya Vasconcelos

The Counter Image International Conference is organized by EVAM, the Visual Studies and Media Archaeology Observatory of NOVA Institute of Communication Sciences  (ICNOVA) at NOVA FCSH, NOVA University of Lisbon. 

This 2nd edition of the CIIC hosts the final conference of the Photo Impulse research project.

 

17.01.2022 | par Alícia Gaspar | decolonizing visuality, international conference, socioculture practices, visual culture

Lugar de Cultura - Janeiro e Fevereiro 2022

Novo bloco da programação da Livraria Barata Lugar de Cultura.


17.01.2022 | par Alícia Gaspar | livraria barata, lugar de cultura, temos de falar

Voto Negro

Voto Negro é uma campanha de mobilização do voto que pretende combater a abstenção e a exclusão social e política dos afrodescendentes em Portugal.

Com o objetivo de aproximar a política de todos os cidadãos e relembrar que o voto é também um mecanismo de transformação social, o Voto Negro surge como um espaço de informação, onde será possível consultar as propostas de todos os partidos candidatos às eleições legislativas de 2022 no âmbito da discriminação e igualdade étnico-racial.

A equipa do Voto Negro pretende ainda contextualizar a situação dos direitos e integração dos Afrodescendentes em Portugal, recorrendo a estudos e pareceres nacionais e internacionais. 

Acreditamos que a sub-representação e marginalização dos afrodescendentes nos processos de decisão política pode ser combatida através do acesso à nacionalidade portuguesa. Assim, o Voto Negro pretende também informar, de forma clara e objetiva, quem está em condições de requerer a nacionalidade portuguesa, nomeadamente os novos perfis previstos na lei (após as últimas alterações de 2020) referentes a filhos de estrangeiros.

O Voto Negro é uma campanha apartidária que pretende contribuir para um voto informado e refletido, independentemente de preferências ideológicas. Nesse sentido, todos os programas eleitorais serão apresentados, tendo em conta as propostas que envolvam questões étnico-raciais.

Para alcançar o maior número possível de eleitores informados nas próximas eleições legislativas de 30 de janeiro de 2022, pedimos o vosso apoio e divulgação das páginas Voto Negro no Instagram e Facebook, onde iremos publicar todos os conteúdos.

https://www.instagram.com/votonegro2022/

https://www.facebook.com/votonegro2022

Muito obrigada, A equipa Voto Negro

 

 

13.01.2022 | par martalanca | democracia, Voto Negro