SEMINÁRIO #5 - OS PAPÉIS DA PRISÃO DE JOSÉ LUANDINO VIEIRA

SEMINÁRIO #5
27 de abril de 2023, 16h00 (GMT+1)
OS PAPÉIS DA PRISÃO DE JOSÉ LUANDINO VIEIRA
Margarida Calafate Ribeiro (CES)

O ciclo As Tramas da Memória: datas para contar é organizado pela coordenação da linha de investigação Europa e o Sul Global: patrimónios e diálogos do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. O ciclo visa assinalar e refletir sobre datas menos sonoras, mas igualmente determinantes para a construção do 25 de Abril de 1974 e das independências dos países africanos de língua oficial portuguesa e de Timor-Leste. Os seminários decorrem online, sempre que possível na data a assinalar, todos os meses, pelas 16 horas, ao longo de 2023. Esta atividade está integrada na iniciativa do CES, «50 anos de Abril».

24.04.2023 | por mariadias | As Tramas da Memória, Margarida Calafate Ribeiro, OS PAPÉIS DA PRISÃO DE JOSÉ LUANDINO VIEIRA, seminário

Comemorações do 25 de Abril

A um ano de comemorarmos o 50.º aniversário do 25 de Abril, aqui estamos de novo parafestejar esse heróico levantamento militar do Movimento das Forças Armadas que pôs fim a48 longos anos de obscurantismo e ditadura fascista.Comemorar o 25 de Abril é festejar aquela madrugada por que tanto esperava o povoportuguês para emergir da noite e do silêncio e poder construir, em liberdade, uma sociedadedemocrática, justa e inclusiva. Por isso o povo saiu à rua e juntou-se aos heróicos capitães paradar corpo à Revolução de Abril: conquistaram-se liberdades e garantias, direitos políticos,económicos, sociais e culturais, afirmou-se a soberania e independência nacionais – princípios,direitos e garantias consagrados na Constituição da República Portuguesa.Uma sociedade democrática, justa e inclusiva constrói-se ou desconstrói-se conforme asopções de políticas públicas e a capacidade de participação dos cidadãos. Por isso, desde o 25de Abril de 1974, tem havido avanços e recuos nessa construção. Persistem discriminaçõespor género, idade, deficiência, origem étnica ou carências de ordem socioeconómica que seagravaram com a pandemia COVID 19 e com o recente, aumento do custo de vida que está acriar cada vez mais desigualdades em Portugal. São de valorizar e continuar a defender osavanços nas garantias e liberdades individuais, no reconhecimento dos direitos das minorias edo direito à diferença.Há, pois, que continuar a lutar para cumprir Abril porque cumprir Abril é garantir que todos osportugueses tenham acesso a pensões, reformas e salários dignos, à saúde, educação, cultura,habitação porque, como diz o poeta, sem isso não há liberdade a sério. Cumprir Abril écontribuir para a construção de uma sociedade em que se possa viver com dignidade, nummeio ambiente amigo da natureza, em que a Paz, o diálogo e a cooperação entre as Nações eos Povos sejam uma realidade.Para cumprir Abril é preciso defender e reforçar o Serviço Nacional de Saúde, essa construçãomaior da democracia, sem o qual teria sido impossível combater eficazmente a pandemia doCOVID 19, dotando-o dos meios necessários e compensando os profissionais de saúde deforma digna e consistente.Para cumprir Abril é preciso investir na Educação, respondendo ao clamor dos seusprofissionais de forma a poder aplicar-se efetivamente os desígnios da Escola Inclusiva.Para cumprir Abril é preciso investir na Cultura, pois é pela Cultura que se preserva a memóriaidentitária dos povos, sem a qual o futuro fica comprometido, não esquecendo que a práticado desporto é um fator dinamizador da consciência coletiva, sobretudo na juventude.Para cumprir Abril é preciso garantir o direito à habitação, em condições de habitabilidade ede acessibilidade.Para cumprir Abril é preciso combater a pobreza e o agravamento das desigualdades sociais.Nesse combate ocupa lugar de destaque a valorização dos direitos laborais, pondo fim àprecarização do trabalho e aos baixos salários, mas, também, é preciso aumentar as reformase pensões e garantir uma efetiva proteção dos grupos sociais mais vulneráveis emarginalizados.Para cumprir Abril deve ser reconhecido o combate às alterações climáticas, entendendo quepartilhamos todos o mesmo desafio existencial e que temos uma responsabilidadeintergeracional, de deixarmos um mundo melhor para as próximas gerações.Para cumprir Abril é preciso que a todos seja garantido o direito de acesso à Justiça.Em todas estas dimensões é preciso avançar.


As enormes marcas negativas que a guerra colonial deixou na sociedade portuguesaprovocaram no nosso povo um profundo sentimento de defesa da Paz, objectivo assumido naConstituição da República Portuguesa que garante a soberania e independência , preconizandoa criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entreos povos e os Estados, em particular no reforço da identidade Europeia e nos laçosprivilegiados de amizade e cooperação com os países de Língua Portuguesa.Face ao recrudescimento de expressões reacionárias de cariz racista, xenófobo,antidemocrático e fascista, afirmamos que estamos unidos na convicção de que os valores deAbril estão bem presentes na história, na identidade de Portugal e dos portugueses e que tudofaremos para combater ideias e acções que ataquem Abril e a Constituição da RepúblicaPortuguesa que corporiza os seus valores.A todos quantos se revejam nos valores constantes neste Apelo da Comissão Promotora dasComemorações Populares do 25 de Abril, que se juntem e participem no Desfile Popular, às 15horas do dia 25 de Abril de 2023, no Marquês de Pombal/Avenida da Liberdade.Viva o 25 de Abril!

24.04.2023 | por mariadias | 25 de abril, desfile, liberdade, participação

Lançamento do livro: "Lenços Pretos, Chapéus de Palha e Brincos de Ouro"

Lançamento do mais recente livro de Susana Moreira Marques Lenços Pretos, Chapéus de Palha e Brincos de Ouro que sexta-feira, 28, às 18h30 na Brotéria. A autora estará à conversa com Isabel Lucas. 

24.04.2023 | por mariadias | Chapéus de Palha e Brincos de Ouro, lançamento de livro, Lenços Pretos, livro, Susana Moreira Marques

SESSÃO DE ABRIL DO CICLO “CINEMA E DESCOLONIZAÇÃO: MOÇAMBIQUE EM FOCO”

PROJEÇÃO DOS DOCUMENTÁRIOS “A ÚLTIMA PROSTITUTA” E “SONHOS GUARDADOS” e debate com CatarinaLaranjeiro (IHC/NOVA FCSH) e Paulo Granjo (ICS/ULisboa e CEA/UEMCuradoria de Isabel Noronha e Camilo de Sousa
A coordenadora Jessica Falconi (CEsA/CSG/ISEG/ULisboa) e os curadores e realizadores Isabel Noronha eCamilo de Sousa convidam a tod@s para a sessão de abril do Ciclo “Cinema e Descolonização:Moçambique em foco”, que terá lugar no dia 22 de abril de 2023, pelas 10h, no Auditório 2 do ISEG (Entrada pela Rua do Quelhas, no 6, Piso do Claustro, 1200-781 Lisboa, Portugal).Esta sessão contará com a projeção dos documentários “A última prostituta” (Licínio Azevedo, 1999, Documentário, 48 min, português) e “Sonhos guardados” (Isabel Noronha, 2005, Documentário, 29 min, português). Seguir-se-á o debate com os investigadores Catarina Laranjeiro (IHC/NOVA FCSH) e Paulo Granjo (ICS/ULisboa e CEA/UEM).

 

“A última prostituta” é um documentário de Licínio Azevedo que deu origem ao célebre filme de ficção

Virgem Margarida (2012) do mesmo realizador. Inspirado numa fotografia de Ricardo Rangel, prolífero fotógrafo moçambicano, Licínio Azevedo retira testemunhos de quatro mulheres levadas para campos de reeducação de prostitutas na província de Niassa, Moçambique, no pós-guerra. Conhece-se também a perspetiva de uma comandante desse centro de reeducação e do próprio fotógrafo Ricardo Rangel, comentando as fotografias que produziu na rua Araújo, a mais conhecida rua de jogo, diversão noturna e prostituição da então cidade de Lourenço Marques (atual Maputo, capital de Moçambique). Diversamente do filme de ficção, “A última prostituta” continua praticamente desconhecido junto do público geral e académico.“Sonhos guardados” é um documentário de Isabel Noronha, premiado em vários festivais, incluindo os prémios de melhor filme moçambicano. Aborda as trajetórias, os sonhos e as dificuldades diárias de um grupo de homens que perderam os seus empregos e ficaram a trabalhar como guardas de segurança. Os documentários serão reproduzidos em português. Recomendamos o registo prévio (clique aqui), mas a lotação do auditório será por ordem de chegada. O Ciclo “Cinema e Descolonização: Moçambique em foco” pretende debater e refletir sobre os legados e as memórias da descolonização em Moçambique, através de projeções mensais de filmes em formato cineclube. Urge entender a descolonização como um processo ainda em curso, que é preciso aceitar e integrar na dinâmica social, política, cultural e pessoal. Assim, pretende-se criar um espaço de partilha, aberto e dinâmico, em que possam surgir memórias, narrativas, diálogos e reflexões.

 

24.04.2023 | por mariadias | a última prostituta, iseg, moçambique em foco, sonhos guardados

“Madonna: Uma Americana em Paris”

SÁBADO, 22 Abril, 17h30, no Espaço MIRA

A iconoclastia, o HIV, o fim da guerra fria e outras memórias, 1986-1993 por João SousaCardosoInspirada por Charles Baudelaire, Madonna, dizia em 1991 ser a sua própria obra de arte.Estrela da televisão e do videoclip, Madonna é uma performing artist que ampliou ohorizonte estético, a provocação iconoclasta, a consciência política da mulher e das minoriasno universo pop mainstream como nenhum outro artista. E encontrou na nostalgia dafotografia e do cinema, na moda europeia, nos concertos, nos acontecimentos, nas revistase no livro SEX a resposta à América do patriarcado enquanto reinventava o imaginário dasdemocracias.Conferência integrada na programação da exposição coletiva “Madonna, Deeper andDeeper”, patente no Espaço MIRA até 27 de maio

Madonna Deeper and Deeper, Espaço MIRA Madonna Deeper and Deeper, Espaço MIRA

João Sousa Cardoso

Doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Paris Descartes (Sorbonne). Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian entre 2006 e 2009. Encenou Sequências Narrativas Completas, a partir de Álvaro Lapa, com estreia no Teatro Nacional D. Maria II, em 2019.Dirigiu o TEATRO EXPANDIDO!, no ano de reabertura do Teatro Municipal do Porto, em2015, projeto que atravessou a dramaturgia do século XX, levando à cena 11 peças em 12meses e mobilizando dezenas de atores, profissionais e amadores. Criou, ainda, osespetáculos O Bobo (2006) a partir de Alexandre Herculano, A Carbonária (2008), Rasocomo o Chão (2012) e Barulheira (2015) a partir de Álvaro Lapa, os dois últimos com estreiano Teatro Nacional São João. Realizou os filmes A Ronda da Noite (2013) a partir de HeinerMüller; e Baal (2013), A Santa Joana dos Matadouros (2014) e Na Selva das Cidades (2016) apartir de Bertolt Brecht. É consultor do novo Museu da Cidade, no Porto, dirigido por NunoFaria. Publicou os livros Sequências Narrativas Completas e A Espanha das Espanhas, em2020. Professor na Universidade Lusófona. Escreve regularmente ensaio para a revistaContemporânea e o jornal Público.https://cargocollective.com/joaosousacardoso.

Para mais esclarecimentos, fotografias e vídeo contactar: José Maia, curador 933288141Marta Aires Ferreira, assistente de curadoria 919415583Espaços MIRA, Rua Miraflor, 159, Campanhã, Porto.

espacomira@miragalerias.netmiragalerias.net
PRESS RELEASE EspaçoMIRA 929113431 ENTRADA LIVRE

Madonna Deeper and Deeper, Espaço MIRA Madonna Deeper and Deeper, Espaço MIRA


A conferência integra o programa da exposição colectiva “Madonna, Deeper and Deeper”, patente até 27 Maiocom:Alexandre Osório, Alice Geirinhas, April, António Lago, Filipa Valente, Francisca Castro, ÉricMany, Inês Coelho, Nika e Vítor Moreira, João Sousa Cardoso, José Almeida Pereira, MartaAmorim, Manuel Santos Maia, Nenaza, Super Bronca, Sérgio Costa Araújo, Sérgio Leitão.Teresa BessaCuradoria: José Maia, Sérgio Costa Araújo

Assistente de curadoria: Marta Aires Ferreira Mostra comemorativa do 25 de ABRIL e 1°de Maio, no Espaço MIRA

Integrada na comemoração do 10º aniversário do MIRA

20.04.2023 | por martalanca | “Madonna: Uma Americana em Paris”

Ensaios escolhidos de Alfredo Margarido. Colonialismo, Resistência, Independência

LANÇAMENTO | 26 abr. ‘23 | 18h00 | Auditório | Entrada livre

Alfredo Margarido nasceu em Moimenta, Vinhais, em 1928. Personalidade complexa, polémica e generosa, de uma curiosidade infinita sobre as coisas da vida, da história, do conhecimento, pensou Portugal, a África e o Mundo e dispersou o seu talento criativo através de uma multiplicidade de produções intelectuais e culturais. Professor, escritor, ensaísta, crítico literário, poeta, jornalista, tradutor, artista plástico, historiador, sociólogo, antropólogo, politólogo, deixou uma vasta obra multifacetada e foi um dos grandes pensadores portugueses do século XX. Viveu no norte do país, onde frequentou a Escola de Belas-Artes do Porto até se fixar em Lisboa, tendo sido preso pela PIDE entre finais de 1940 e inícios da década de 1950. Trabalhou em São Tomé e Príncipe e Angola, de onde foi expulso em 1958. Regressado a Lisboa, anticolonialista, foi um destacado intelectual da Casa dos Estudantes do Império (CEI). Exilado em Paris desde 1964, obteve o diploma de sociologia (EHESS), onde permaneceu como investigador e professor.

Após o 25 de Abril de 1974, ensinou em universidades portuguesas e brasileiras, passando a viver primeiro, entre Lisboa e Paris nos anos 1990, e depois sobretudo em Lisboa. Escreveu em inúmeros periódicos portugueses, publicou obras diversas, dedicou-se à poesia, à pintura, à cerâmica. Morreu em Lisboa, em 2010.

Um percurso de vida que contribui para explicar a sua obra, onde se integra o seu vasto conhecimento das coisas africanas, da história à antropologia, à literatura e às realidades e quotidianos dos tempos contemporâneos.

Este livro de Ensaios Escolhidos de Alfredo Margarido (volume I) - Colonialismo, Resistência, Independência, organizado por Isabel Castro Henriques, cuja edição e apresentação constituem também uma homenagem ao seu autor, reúne textos africanos escritos ao longo de décadas, entre 1964 e 2005, dispersos em muitas publicações de difícil acesso. Estes estudos põem em evidência a singularidade e atualidade das suas leituras relativas à África e às relações entre africanos e portugueses, relações que se foram desenvolvendo sobretudo no século XX, no quadro de um colonialismo português longo e doloroso, que se manteve até 1974.

O eixo central deste livro pode definir-se como uma história do colonialismo português em África, com base numa teoria inédita da prática pós-colonial. Numa primeira parte, apresentam-se textos do autor relativos ao processo de luta e de denúncia das mais diversas formas de dominação colonial, bem como os que dizem respeito às lutas pela independência, autonomia e estratégias de resistência. Numa segunda parte, analisam-se as ideologias de justificação do colonialismo. Assim, são escrutinadas as construções fabricadas com recurso à ciência e aos saberes disciplinares ou as que se definiram a partir de locais, práticas ou conceitos agregadores, como sucedeu quer na Casa dos Estudantes do Império, onde Alfredo Margarido foi um militante dinâmico e produtivo, marcado por uma dimensão cultural anticolonialista, quer no espaço imaginário da Lusofonia, esse conceito português, que, como ele próprio escreveu, emerge de uma «redescoberta da língua como Força Imperial».

19.04.2023 | por martalanca | Alfredo Margarido

SOMBRAS PRECIOSAS : Uma exposição de Joana Taya

Este projeto tem sido a viajem de um diálogo com a mente e sobre imagem corporal. Esta reflexão começou depois de diversas experiências que me deixaram com registos no corpo. Cicatrizes, riscos e gravuras que são constantes memórias de histórias que me marcaram. Que fazem parte de um processo de compreensão e reprogramação de uma perspectiva e imagem mental, emocional e corporal. Ensinando-me a refletir não apenas sobre aspectos físicos, mas a questionar as causa das minhas escolhas. A sociedade e a cultura também desempenham um papel nestas perspectivas. Não é fácil ser mulher numa sociedade onde temos que ser fortes para não abdicar da nossa auto-estima por consequência do meio social.

Em África, a Escarificação é praticada há séculos como símbolo de Beleza e Valentia. Para celebrar o nascimento, a puberdade e a identidade de um clã. A dor e o sacrifício pessoal associados a escarificação representam por muitos clãs, marcas de caráter espiritual individual e um veículo de transcendência para um estado superior. É visto como um sinal de força mental e amadurecimento espiritual. Este processo levou-me a pesquisa e observação, de como a imagem corporal é vista em épocas e culturas diferentes. Desde esculturas gregas quebradas (amputadas), até qualquer forma que fui associando a imperfeições perfeitas, como, por exemplo, como o chão de uma calçada é moldado pelas raízes de uma árvore. Na arte Kintsugi, uma forma de arte japonesa do século XV, uma arte de remendar cerâmicas quebradas com folhas de ouro. Arte singular, não só visualmente, mas sobretudo pela sua representação metafórica, que ensina a filosofia do valor das imperfeições, nos objectos e nas pessoas. Cicatrizes, corpos amputados, estrias, marcas não só físicas, mas também como mentais e emocionais. As mulheres que pinto são as minhas segredistas. Seres e ferramentas de desabafos e conversas com a minha mente e sombra. Com um desejo de consciência de auto- conhecimento Sombras preciosas que nos fazem quem somos. Título inspirado no livro A Historia Fabulosa de Peter Schlemihl de Adalbert Von Chamisso.

 

19.04.2023 | por mariadias | Africa, arte, exposição, Joana Taya, sombras preciosas

"BARCELONA GÓTICA. Obras do Museu Diocesano e da Catedral de Barcelona"

A exposição temporária Barcelona gótica. Obras do Museo Diocesano e da Catedral de Barcelona inaugura no Museu nacional de Arte Antiga, em Lisboa no dia 20 de abril, às 18h00.

Esta exposição oferece uma vasta seleção de algumas das obras mais importantes do período gótico da Coroa de Aragão entre os séculos XIII e XV e que fazem parte da coleção da Arquidiocese de Barcelona.

 

18.04.2023 | por martalanca | Barcelona gótica, Museu nacional de Arte Antiga

O caminho da água passa

O caminho da água passa por Brasil, Angola e Moçambique Performance através da exposição Submersos Maria LynchPerformer Gio LourençoMúsico Mbalango MbalangoPoeta Maurício Vieira Dia 19  de Abril  as 19h na Galeria Eritage estão todes convidades a entrada é gratuita hello@eritageartprojects.com (confirmar a presença através do email)

18.04.2023 | por martalanca | Gio Lourenço

Escola Feminista Manamiga

LANÇAMENTO DA PRIMEIRA ESCOLA FEMINISTA EM PORTUGAL: 
19 DE ABRIL, ÀS 19H, NO LARGO RESIDÊNCIAS 
(Quartel do Largo Cabeço da Bola, Lisboa)

ESCOLA FEMINISTA MANAMIGA é um espaço de desenvolvimento de pensamento crítico, criação de sabedoria prática e fomento à ação feminista.  

Criada por Marta Martins e Valquiria Porto, a escola insere-se no contexto do projeto de ativismo feminista manamiga, que vai incluir uma variedade de iniciativas, entre as quais a agenda cultural feminista que já se encontra online nas redes sociais do projeto.  

Em jeito de inauguração da escola, no dia 19 de abril, às 19h, no Largo Residências (Quartel do Largo Cabeço da Bola, Lisboa), convidamos todes para a ASSEMBLEIA MANAMIGA, onde vamos debater os temas da educação e do feminismo em Portugal. 


Programa: 
19h receção e acolhimento 
19h15 apresentação da Escola Feminista manamiga 
19h30 contributos de feministas em vídeo 
19h45 conversa aberta  

20h30 brinde 

Contamos com a sua presença para ficar a conhecer a escola feminista manamiga e também para participar na nossa primeira Assembleia.  

PARA DOWNLOAD:  Escola Feminista Manamiga 

17.04.2023 | por martalanca | Escola Feminista Manamiga, feminismo

"Território, imigração e literatura: uma tertúlia-ocupação"

No dia 20 de abril, às 19h, mês simbólico de defesa da liberdade, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães acolhe o evento “Território, imigração e literatura: uma tertúlia-ocupação” que irá promover uma tarde de partilhas sobre a produção da literatura dos imigrantes, bem como as experiências dos autores, curadores e escritores estrangeiros em Portugal. 

O evento inicia-se às 19h00 com uma pequena mostra de vídeos-poemas produzidos por escritores estrangeiros que vivem e trabalham em Portugal, selecionados pelo editor Wladimir Vaz. Segue-se uma tertúlia com moderação da escritora e jornalista Carla Mühlhaus, onde participarão Manuella Bezerra de Melo, escritora, investigadora em Literatura Comparada pela Universidade do Minho, curadora e organizadora da coleção de antologias “Volta para a tua Terra”; e Wladimir Vaz, também organizador da mesma antologia e editor responsável da Urutau em Portugal e Espanha, responsável por trazer ao mercado várias dezenas de títulos de autores estrangeiros em atuação no País. A atividade encerra com um momento de leituras de autoras convidadas a partilharem os seus poemas e contos com o público.

 Entrada gratuita, até ao limite da lotação disponível

Manuella Bezerra de Melo é autora de “Pés Pequenos pra Tanto Corpo” (Urutau, 2019), “Pra que roam os cães nessa hecatombe” (Macabea,2020) e “Um Fado Atlântico” (Urutau,2022) e “Nova Poesia Brasileira: território, disputa e resistência” (Zouk, 2013). Organizou a coleção de antologias “Volta para a tua Terra” (Urutau, 2021; 2022) e participou de outras enquanto autora, entre elas a “Um Brasil ainda em chamas” (Contracapa, 2022) e “A Boca no ouvido de Alguém” (Através, 2023). Tem poemas e contos publicados em revistas literárias no Brasil, Portugal, Argentina, Colômbia, México, Equador e EUA. É graduada em Comunicação Social com especialização em Literatura Brasileira, mestre em Teoria da Literatura e Literaturas Lusófonas e frequenta o Programa Doutoral em Modernidades Comparadas da Universidade do Minho, no norte de Portugal, onde vive desde 2017. 
Wladimir Vaz é graduado em Filosofia (IFCH/Unicamp) e mestre em Artes Visuais (IA/Unicamp). Nasceu em São Paulo, viveu muitos anos na Galiza e hoje reside no Barreiro. Foi editor da editora ‘Medita’ e da revista ‘euOnça’. Desde 2015 é editor da ‘Urutau’. 
Carla Mühlhaus é jornalista e escritora brasileira, nascida no Rio de Janeiro, mas vive no Porto. É mestre em Comunicação e Cultura (UFRJ), especializada em Arte & Filosofia (PUC-RJ) e pós-graduada em Filosofia para crianças e adolescentes (UCP-Lisboa). Entre outros livros de não-ficção, é autora das biografias “A bela menina do cachorrinho” (Ediouro) e “Marilia Carneiro no Camarim das Oito” (Aeroplano / Senac RIo). Estreou-se na literatura com as novelas “À sua espera” (Dublinense) e “Nós vemos em Marduk” (Patuá). Recentemente integrou os dois volumes, poesia e prosa, das antologias “Volta para a tua Terra”: uma antologia antirracista/antifascista de poetas estrangeiros em Portugal (Urutau). É colunista na Revista Pessoa. 
Gabriela do Amaral nasceu em Niterói, no Rio de Janeiro, mas vive no Porto. É poeta, designer, pesquisadora independente e mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes pela Universidade do Porto (Portugal), cidade onde vive desde 2017. Autora de “Acidentes Tropicais” (Quelônio, São Paulo, 2019 e “Exclamação”, Porto, 2022), Cloro (“Flan de Tal”, Vila do Conde, 2019), “Língua-mãe” (Fresca, Porto, 2021) e “Pequenas Erupções” (Ed.7letras, Rio de Janeiro, 2022). Tem textos publicados nas plataformas portuguesas Gerador e Interruptor. Escreve sobre temas da língua, exílio e maternidade e conduz através de plataformas online encontros sobre escrita, leitura, maternidade e produção feminista. 
Hannah Bastos nasceu na Paraíba, mas reside a Guimarães. Licenciada em Estudos Portugueses pela Universidade do Minho, integra o Grupo de Estudos Brasileiros (GEB) e é pesquisadora autónoma sobre experiências afro diaspóricas e decolonais. O seu eu conto “papas de aveia” foi publicado pela editora Urutau no segundo volume da coleção de antologias “Volta para tua Terra”. Coordena o clube Mulheres do Atlântico, voltado para a literatura afro-diaspórica produzida por mulheres e compõe a equipa que realiza o ‘Minha Poetry Slam’ em Guimarães. 
Jorgette Dumby nasceu em Luanda, na Angola. Tem vários textos publicados, entre eles um poema e um conto nos dois volumes da antologia “Volta para a tua Terra”, para além de dois poemas na antologia “Reconstituição Portuguesa”, publicada pela Companhia das Letras (Penguin). É Slammer, coordenadora do Slam das Minas Coimbra e da Secção de Escrita e Leitura da Associação Académica de Coimbra (SESLA

 

 

 

13.04.2023 | por martalanca | imigração, literatura:, manuella bezerra de melo, território

Aula aberta com Silvia Rivera Cusicanqui

No dia 18 de Abril, às 18h30, Silvia Rivera Cusicanqui dará uma aula aberta na FCSH - UNL. Socióloga e ativista boliviana de ascendência aymara, vinculada ao movimento indígena katarista e ao movimento dos cultivadores de coca. Em 1983, juntamente com outros intelectuais indígenas e mestiços, fundou o Taller de Historia Oral Andina, grupo que se dedica à oralidade, identidade, direitos e cultura dos povos indígenas e dos movimentos populares, bem como às questões de género, e integra o Colectivo Ch’ixi desde 2008, onde oferece oficinas livres. Professora emérita de sociologia da Universidad Mayor de San Andrés de La Paz, foi professora visitante na Universidade da Columbia, em Nova Iorque, na École des Hautes Études, em Paris, na Universidade do Texas em Austin, na Universidade La Rábida, em Huelva (Espanha) e na Universidade Andina Simón Bolívar, em Quito (Equador). Cusicanqui é autora de vários livros, entre eles “Oprimidos pero no vencidos: Luchas del campesinado aymara y qhechwa de Bolivia, 1900-1980” (1986), “Las fronteras de la coca: epistemologías coloniales y circuitos alternativos de la hoja de coca” (2003), “Sociología de la imagen: miradas ch’ixi desde la historia andina” (2010), “Ch’ixinakax utxiwa. Una reflexión sobre prácticas y discursos descolonizadores” (2010), “Violencia (re)encubiertas en Bolivia” (2012), “Repensar el anarquismo en América Latina: Historias, epistemes, luchas y otras formas de organización” (2019), “Ch’ixinakax utxiwa: On Decolonising Practices and Discourses” (2020). É também autora de vários filmes documentais e de ficção, nomeadamente “La Retirada de los Yungas” e “Viaje a la Frontera del Sur”, ambos de 2003, ambos de 2003, e “Fin de Fiesta” e “Sumaj Qhaniri, Chuyma Manqharu” [Tu que iluminas o fundo escuro do coração], em co-realização com Marco Arnéz

 Marta Fiolic Marta Fiolic
E no dia 19 de Abril, pelas 19.30h na Galeria Zé dos Bois (em colaboração com o CRIA), um dos nomes e dos coletivos mais importantes da Performance e dos Estudos da Performance:
Guillermo Goméz-Peña e Balitrónica do coletivo La Pocha Nostra estarão em Coimbra este final de semana, 14 e 15 
https://zedosbois.org/programa/the-pandemia-chronicles-a-divination-ritual/ 

13.04.2023 | por martalanca | america latina, aymara, movimento indígena, Silvia Rivera Cusicanqui

Exposição: … É como trazer à luz a claridade

Inauguração: 29 de abril de 2023 Patente até: 2 de junho de 2023 Local: Galeria Quattro, LeiriaLino Damião nasceu em Luanda em 1977. Encorajado pelo seu pai, começou muito cedo a desenhar e pintar, tendo recebido o seu primeiro prémio em 1989 - Prémio de Pintura na União Nacional de Artistas Plásticos. Tem participado em várias exposições individuais e coletivas: “1a Paragem: Lisboa” 2012, I Festival Literário “Rota das Letras” de Macau 2012, Feira de Arte Contemporânea de Lisboa 2010, I Trienal de Luanda 2007, entre outras. As suas obras estão em coleções públicas e privadas em África, na Europa, Ásia, América do Sul e EUA. Colaborou, desde 1992, com a produtora j.j.jazz em Luanda, na organização de concertos de jazz e exposições de pintura e fotografia subordinadas à mesma temática

Será um expressionismo abstracto de cariz lírico. Ou um vocabulário visual enraizado na abstracção vagamente gestual. Será isso ou não será exactamente isso porque prevalece uma certa ambiguidade na dinâmica das implicações visuais incorporadas na pintura. Luz, textura, transições do fluxo da cor nas superfícies lisas definem o critério estético. Há uma articulação de carácter intimista entre a tinta e a tela com uma certa abertura à narrativa, permitindo assim o improviso. A narrativa ainda que elusiva está lá. Projecta basicamente sentimentos conflituantes do artista numa determinada situação. Talvez na captura da história pessoal incorporada num contexto onde aflora a sua identidade que permanece imersiva. Um sentimento forte e abrangente que se intromete no caos estrutural oculto que sustenta a obra. Contraste O nosso olhar atento tropeça nas teias cromáticas da pintura onde descortinamos coisas reais ou imaginárias. Descobrimos ciclos de vida já extintos, sugestões de mudança sem mudança no contexto temporal, anímico e vivencial. Linhas e manchas indicam a leveza de um esboço mais complexo que transparece na exuberância das cores em contraste. Na verdade oferecem uma atmosfera que proporciona uma legibilidade possível, penetrando nas ideias que o artista tinha em mente quando arquitectou a composição aleatória. Um abstracto atraente pode ser como a realidade. E até transmitir uma sensação tangível de optimismo nas sombras luminosas. A finalidade da arte é produzir uma emoção, seja de que ordem for. Mutação Música, poema, natureza densa e memórias conjugam-se na linguagem contaminada por diferentes nuances. Ar, terra e água. Ou, melhor dito, a sensação de um rumor da água imaginado. Vestígios deixados pela passagem do tempo. É o que vejo ali. Pinceladas estratégicas evocando por vezes folhagens no emaranhado da superfície da tela onde se desenrolam os gestos hábeis que controlam o caos. Verificase uma continuidade no movimento exercido na tela. A acção que se desenvolve de uma forma rápida é como se fosse uma voz de timbre poético que se quer fazer ouvir. Sugere mutações inesperadas, luz e sombra, e uma certa instabilidade que se vai atenuando. No enredo imagético ressaltam pinceladas de amarelo, verde-escuro e as tonalidades de azul que, por vezes, são dominantes na paleta convocada. Sempre vislumbres de tons quentes. Traços ou gestos que divergem e convergem. No espaço pictórico onde acontece a dinâmica da composição do quadro. Atmosfera Estas pinturas reflectem um padrão visual onde se projecta com alguma subtileza a temática supostamente abordada. A sinfonia das cores que se torna ressonante domina as representações abstractas. A visão sensorial do artista desliza obviamente para um assunto que envolve aspectos de ordem biográfica. Existe uma identidade que se vai construindo numa lógica consistente. Sensações atmosféricas, percepções do mundo geográfico onde o artista se insere. Recordações muito físicas de um universo marcante que está sempre presente, ainda que invisível. É essa energia que se insinua na linguagem respiratória da pintura deste artista africano. Já agora gostaria de lembrar que a convocação destas metáforas não é inocente. Permitem tornar visível o invisível.

13.04.2023 | por mariadias | arte, estética, exposição imersiva, luz, pintura, sombra, textura

3º Encontro com a Cultura sob o tema Arquivo e Tradição Oral na Guiné-Bissau

No próximo dia 13 de abril, iremos realizar o 3º Encontro com a Cultura sob o tema Arquivo e Tradição Oral na Guiné-Bissau, na Sala 1 da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Esta atividade será dinamizada no âmbito do projeto “Ur-GENTE – Centro de Artes Cénicas Transdisciplinar de Bissau” apoiado pelo PROCULTURA (financiado pela União Europeia e gerido e cofinanciado pelo Camões, IP.), e implementado na Guiné-Bissau pela ONGD VIDA, em estreita parceria com diversas entidades.

Os “Encontros com a Cultura” são uma atividade integrada neste projeto, tendo iniciado em novembro de 2022 na Guiné-Bissau. Com frequência regular, reúnem um coletivo diversificado que se encontra – em presença ou digitalmente – para debater, refletir e gerar novos olhares que resultam do cruzamento que interliga o contexto e vozes da Guiné-Bissau, ao mundo. Com foco em temáticas relacionadas com as áreas artísticas, culturais e sociais, pretendem gerar um movimento contínuo de pensamento, que inspire ações democráticas e inclusivas no planeamento e no desenho estratégico da política cultural da Guiné-Bissau. O 3º Encontro com a Cultura conta com a parceria do Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e será dinamizado a partir da Fundação Calouste Gulbenkian em simultâneo com o Centro Cultural Português em Bissau.

Muito gostaríamos de contar com a sua participação! Para se inscrever (apenas para quem assiste presencialmente desde Lisboa), deverá preencher o formulário aqui.


12.04.2023 | por mariadias | cultura, Guiné Bissau, ONGD Vida, tradição oral

Visita guiada ao Alentejo da Reforma Agrária

A Cultra e a campanha Abril é Agora organizam no próximo dia 15 de abril uma visita guiada ao Alentejo da Reforma Agrária. Inscrições e programa completo aqui
A reforma agrária que ocorreu no período subsequente a abril de 1974, por iniciativa dos assalariados rurais dos campos do Sul, configurou uma revolução dentro de uma revolução mais geral vivida pelo país neste período. Na sua concretização e desenvolvimento, com o enquadramento de uma arquitetura legislativa elaborada pelo IV Governo Provisório, que legalizou a situação edificada no terreno, os trabalhadores rurais fizeram seus mais de 1 milhão e meio de hectares de terra que exploraram de forma coletiva sob a forma de cooperativas e UCPs (Unidades Coletivas de Produção), na esperança de com isso poderem vir a ter uma vida melhor.


Pela ação dos vários governos que se formaram a partir de 1976, a reforma agrária passou a ser alvo de um ataque sistemático comandado por uma contra revolução legislativa aplicada pela força, através da GNR, ofensiva que foi desarticulando a conquista da terra feita pelos trabalhadores, apesar da resistência destes.
De mais de 1 milhão e meio de hectares de terra, integrando UCPs e cooperativas, dando emprego, em 1976, a 71 776 assalariados rurais (46 257 homens e 25 529 mulheres) passou-se, em 10 anos (1975/76 a 1985/86), para 360 000 hectares controlados pelos trabalhadores, área que, com o decorrer dos anos, foi diminuindo até
ser meramente residual.
Lembrar a reforma agrária pelo testemunho de alguns dos seus protagonistas que ainda hoje resistem, de que são exemplos as cooperativas “Seara de Vento”, de Albernoa, e “Monte Coito”, de Ourique, é, pois, o objetivo desta visita guiada. Visita Guiada ao Alentejo da Reforma Agrária onde os assalariados rurais foram derrotados com a devolução das terras aos grandes proprietários, mas que foram vencedores no plano da vida social e da cidadania com a destruição da ordem latifundista, como sublinha o Professor Fernando Oliveira Baptista. “A democracia só consolidou o que a reforma tinha conquistado”.

Para sabres de mais iniciativas segue-nos nas redes: 

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08.04.2023 | por martalanca | Alentejo, Reforma Agrária

Tributo a Azagaia - Povo no Poder

O concerto em homenagem ao rapper moçambicano de intervenção social que perdeu a vida no passado dia 9 de março, em Maputo, vai realizar-se na Casa Independente, em Lisboa, no dia 6 de abril, às 21h.

Cerca de 22 músicos vão reunir-se na próxima quinta-feira, dia 6 de abril, às 21h, na Casa Independente, para homenagear a vida e obra do músico e ativista moçambicano Azagaia. Consagrado herói nacional pelo povo moçambicano e com repercussão internacional, Edson da Luz deixa um legado e reportório musical que desconstrói o período pós-colonial e o presente de descolonização, transversal a Portugal e a todos os países de expressão portuguesa.

O concerto vai contar com a as vozes de Valete, Sérgio Godinho, Paulo Flores, MCK, Maria João, Luiz Caracol, João Afonso, Mirza, Prodígio, Papillon, Batida, Milton Gulli, Karyna Gomes, Scuru Fitchadu, Ikonoklasta, Prince Wadada, Conductor, Bruno Huca, Chullage, Phoenix RDC e Lancelot e Hindira Mateta no Dj Set.

A curadoria está a cargo do rapper Valete, da empresária Inês Valdez, do músico Milton Gulli, da jornalista Magda Burity e da empresária Lídia Amões.

Uma homenagem que celebra a sua vida e obra, pautada pela luta pelos direitos universais da dignidade humana, pela resistência e solidariedade, acrescidas de uma construção lírica que reúne consenso no panorama musical nacional e não se resume só a Moçambique.

“Azagaia”, através do rap e do uso da língua portuguesa, conseguiu ser transversal, unindo gerações, independentemente de “estratos sociais” ou cor da pele. Nunca antes tinha aparecido, em Moçambique, um artista que estivesse tão em sintonia com a alma do seu povo e da sua nação, qual um Bob Marley ou um Fela Kuti, que carregasse nas costas toda a frustração de uma geração pós-colonial e que retratasse de forma certeira os anseios, desilusões e sonhos do povo moçambicano.” , Milton Gulii - Rimas e Batidas

Edson da Luz nasceu a 6 de Maio de 1984, na Namaacha, mesmo ao lado da fronteira com Eswatini (antiga Suazilândia). Filho de pai cabo-verdiano e mãe moçambicana, mudou-se com a mãe aos 10 anos para a cidade de Maputo, depois da separação dos seus pais. Concluiu o ensino médio e ingressou na faculdade, no curso de Geologia, tendo ainda passado pelo Desportivo de Maputo, na equipa de basquetebol.

Em 2007 edita o seu primeiro álbum a solo: Babalaze (ressaca na língua changana), pela editora Cotonete Records, que atingiu um recorde de vendas no dia do lançamento. O primeiro single, “As Mentiras da Verdade”, põe Azagaia no mapa pela forte crítica política e representa um marco na história da música de intervenção e na defesa da liberdade de expressão em Moçambique. Pela primeira vez, surge um artista que fala aquilo que toda a gente pensa, mas ninguém tem coragem de verbalizar.

Cubaliwa, que significa renascimento na língua sena, é editado em 2013 pela Kongoloti Records, editora criada por Milton Gulli e pelos cineastas Pipas Forjaz e Mickey Fonseca. Para este disco, Azagaia reuniu alguns dos mais proeminentes beatmakers moçambicanos: Guto, Jay Leopard (Scam), Mr. Dino, Black Snow, Mak Da P, Proofless, entre outros. O álbum conta com as participações de vários cantores e rappers moçambicanos como Guto, Júlia Duarte, Dama do Bling, Bhaka, Stewart Sukuma, Tira-Teimas e ainda com as participações internacionais de Hélio Bentes (Ponto de Equilíbrio), MCK e Valete, companheiros habituais em vários projetos.

Contatos

Comunicação: Magda Burity - 930 524 843 Artistas - Milton Gulli - 910 993 314

madamecomunicacao@gmail.com

04.04.2023 | por martalanca | Azagaia, Moçambique, rapper

Não é portuguesa o suficente

A artista de banda desenhada, Amanda Baeza, não foi considerada “portuguesa o suficiente” para poder participar na criação de cartazes comemorativos do 25 de Abril deste ano na Amadora.Convidada pela organização do AmadoraBD para participar num grupo de artistas na criação de cartazes comemorativos do 25 de Abril naquele município, Amanda Baeza foi depois “desconvidada” com um argumento insustentável.

Pedro Moura, colaborador esporádico do Buala, e investigador dedicado à banda desenhada, escreveu um artigo no site da especialidade Bandas Desenhadas, no qual expõe toda a situação. Sendo um tema muito caro à missão do Buala, divulgamos aqui o mesmo.

Ler aqui 

 Amanda Baeza Amanda Baeza

04.04.2023 | por martalanca | Amanda Baeza, banda desenhada, nacionalidade, Pedro Moura, Portugalidade, xenofobia

WOMAN IS POWER! de Raquel Lima e Kwame Write

Woman is Power é uma homenagem às mulheres ancestrais, aquelas queestão/foram/estarão presentes em todo o universo e além, com e sem úterobiológico, cujas vozes moldam a dinâmica das nossas vidas partilhadas, cujotrabalho de amor dá origem a revoluções e tece a cultura de resistência, àspioneiras da linguagem da civilização e comunidade de frente unida.Depois de se encontrarem em festivais de poesia no Rio, Madrid, Lisboa e maisadiante em Tema, Raquel Lima e Kwame Write constroem ritmos e anos de contribuiçãocomo artesãos de palavras e sons, enriquecidos por suas origens únicas em buscade libertação, humanidade e amor, face ao excessivo domínio patriarcal das nossassociedades.Todos os aspetos de Woman is Power resultam de um encontro cósmico que desafiaa temporalidade, a espacialidade e a espontaneidade da vida, mergulhadas no picodo tear colaborativo de artistas no Gana, São Tomé e Príncipe.

Oiça na integra AQUI!

03.04.2023 | por mariadias | arte, Kwame Write, mulheres, música, poesia, Raquel Lima, Woman is power

Afrolis: Ritual de Escuta

06 Abril - quinta 18h30

Preço Entrada Livre (sujeita a lotação) mediante levantamento prévio de bilhete a partir das 15h (máximo de 2 bilhetes por pessoa)
Sala Manuela Porto : Duração 2h

O projeto Afrolis foi criado em 2014, enquanto audioblogue – a Rádio Afrolis – pela jornalista angolana Carla Fernandes para registar a experiência de afrodescendentes a viver em Lisboa. Em 2020, o projeto passou pelo TBA para apresentar Djidiu – a herança do ouvido, uma coletânea de poemas sobre a experiência negra em Portugal. Regressa agora com o primeiro episódio de uma série de três audiodramas a produzir ao longo de 2023 a partir da vivência das mulheres negras. Numa sessão de escuta coletiva, Carla Fernandes e Carla Gomes, do Afrolis, conversam com a argumentista Lara Mesquita e os intérpretes Daniel Moutinho e Manuela Paulo sobre este episódio, os seus processos e temas. Mas a escuta não fica por aqui. O primeiro episódio da série será disponibilizado no Dito e Feito, o podcast do TBA.

AFROLIS é um projeto de jornalismo independente liderado por mulheres negras que rei- vindica a utilização de práticas de oralidade como herança ancestral e a arte de contar histórias como recurso de sobrevivência e de partilha de saberes, experiências e diferentes visões. Ao longo de 8 anos produziu mais de 200 episódios com entrevistas que apresentam diversas perspetivas da cidade e do país pela voz de afrodescendentes. Em 2022 o projeto venceu o Desafio de Inovação da Google News Initiative, que contou com 605 candidaturas da Europa, Médio Oriente e África, sendo um dos 47 projetos apoiados internacionalmente pela Google no próximo ano. A escolha do Afrolis como um dos únicos projetos apoiados no país configura-se como um importante reconhecimento do trabalho desenvolvido com as comunidades afrodescendentes não apenas em Portugal, mas também em outros países de língua portuguesa, como Angola, Brasil, Moçambique e Cabo Verde, entre outros.

Mais informação aqui!

 

30.03.2023 | por mariadias | afrodescendentes, afrolis, Carla Fernandes, discurso, Ritual de escuta

Patrimónios, Artes e Feridas Coloniais

performance-protesto + debate sobre “Patrimónios, Artes e Feridas Coloniais” literalmente em cima dos brasões do Jardim do Império em Belém. Conversa com Paulo Raposo, Marta Lança, Francesca de Luca, Kitty Furtado, Bia Leonel. Performance com André Soares, Izabela Tamaso, Emiliano Dantas, Paulo Raposo e quem se queira juntar… Dia 31 de Março, 15h…

 

30.03.2023 | por martalanca | Belém, colonialismo, Patrimónios