Essas pessoas na sala de jantar

“Cada um se arranca do silêncio para virar narrativa”, escreve Eliane Brum em ‘Os meus desacontecimentos’. Então, encontrei no fio condutor das mudanças de casa, a matéria a partir da qual virar narrativa. É que experimentei demasiadas vezes a sensação de entrar num espaço vazio e projetar algo novo naquelas duas ou três assoalhadas, subir malas e caixotes ou aninhar-me no território de outras pessoas. Mudar de casa implicou reduções de contrato e separações. Foi preciso refazer caminhos, desprender-me de objetos, desapegos afetivos, para dar lugar ao que viria: novos parceiros de refeições, outros cartazes na sala e lavatórios para esfregar, renovados entusiasmos e dores. Nódoas negras ao embater nos móveis, como quem reaprende a andar. Dessa sucessão de mudanças, nasceu a vontade de encapsular temporadas em certos lugares e circunstâncias…. Textos ambientados em vários bairros de Lisboa, e no Faial, Paris, Mindelo, Luanda, Rio de Janeiro, São Paulo, Maputo, Ourique, e em várias almofadas… Publicado pela editora Tigre de Papel. Lançamento na Feira do Livro de Lisboa com a Golgona Anghel.

14.05.2026 | por martalanca | crónicas, livro

Restaurar o Futuro, conferência de David Scott

Moderação: Liliana Coutinho

Como as práticas de restituição de objetos, memórias e histórias se podem tornar gestos de reconfiguração de futuros? Scott propõe uma crítica pós-colonial que vai para além da reparação. Ao articular ética, crítica e imaginação, Scott convida-nos a pensar na restituição não como um mero retorno, mas como um movimento criativo, um fundamento para futuros plurais, ou seja, não como a restauração de um passado perdido, mas como novas formas de coexistência e de responsabilidade partilhada. 

David Scott leciona no departamento de Antropologia da Universidade de Columbia. É autor de vários livros, entre os quais Refashioning Futures: Criticism after Postcoloniality (1999), Stuart Hall’s Voice: Intimations of an Ethics of Receptive Generosity (2017) e The Paradox of Freedom: A Biographical Dialogue (2023). Foi também curador da Bienal de Kingston de 2022, com o tema “Pressure”, bem como das exposições Caribbean Queer Visualities (Belfast 2016, Glasgow 2017) e The Visual Life of Social Affliction (Nassau e Miami, 2019 e Roterdão, 2020). 

19 MAI 2026 TER 19:00 - Culturgest 

14.05.2026 | por martalanca | David Scott

Festival Panos

22 - 24 MAICentro Cultural de Paredes

O PANOS — palcos novos palavras novas é um projeto onde se lê, faz e apresenta teatro de e para jovens, dos 12 aos 19 anos.
Ao longo de quase um ano, num processo composto por várias fases, o PANOS promove e valoriza o teatro juvenil em Portugal e as novas dramaturgias, a partir da criação artística em conjunto com dezenas de grupos de norte a sul do país. Grupos de jovens, de escolas, associações, teatros e grupos municipais escolhem e encenam um de três textos, ensaiam e apresentam o espetáculo nas suas cidades, vilas ou aldeias e os palcos descentralizam-se. Seis criações são depois selecionadas por um júri para apresentação no Festival PANOS, uma celebração coletiva e intensa da experiência teatral, que decorre durante três dias, em Paredes.
Conheça os grupos participantes na edição 2026 do PANOS – palcos novos palavras novas, aqui.
Festival PANOS – Centro Cultural de Paredes
22 MAIO ESPETÁCULOS 

O Meu Pai Carlitos de Joaquim Arena pelo grupo Outros Trevos (Portalegre)

Pequeno Auditório > 18h  

Carlitos, 40 anos, pai de Pedro, Joana e Luís (falecido aos 15 anos), desaparece. A família desespera: a mulher Maria Teresa e a mãe; bem como a D. Bia Zé, os vizinhos e amigos. O tempo passa e as autoridades não têm sucesso nas buscas que vão fazendo na região. Em O Meu Pai Carlitos, de Joaquim Arena, percorremos em revista, durante a investigação, o passado de Carlitos. Porque afinal Carlitos desapareceu? Por causa da morte do filho Luís? Porque a vida lhe é insuportável? Que homem é afinal Carlitos?


Insegura – Uma Tragédia de Enganos de Ana Markl pelo grupo de teatro infanto juvenil RecreArte (Marinha Grande) Grande Auditório > 21h  

23 MAIO LANÇAMENTO DO LIVRO PANOS 2025coordenação Sandro William Junqueira edição TNDMII Foyer > 16h ESPETÁCULOS

Insegura – Uma Tragédia de Enganos de Ana Markl pelo grupo Sol d’Alma – Associação de Teatro (Ovar) Pequeno Auditório > 18h Olívia de Mariana Jones pelo grupo Art´J - Escola Profissional de Artes Performativas da Jobra (Branca) Grande Auditório > 21h

Festa PANOS
Arena > 22h30
  24 MAIO ESPETÁCULOSOlíviade Mariana Jonespelo grupo Ateatra (Vila Nova de Santo André)Pequeno Auditório > 18h Insegura – Uma Tragédia de Enganosde Ana Marklpelo grupo Escola Secundária Dr. Ginestal Machado (Santarém)Grande Auditório > 21h

14.05.2026 | por martalanca | Joaquim Arena, panos

Ceci n’est Pas Francisco MARTA PINTO MACHADO

Centro Cultural Cabo Verde, Lisboa

22 de maio de 2026, patente até 27 de junho

18h00 - Conversa com Inês Vieira Gomes, investigadora, e Marta Pinto Machado, artista

19h00 - Abertura da exposição

3ª a 5 ª feira, das 12h00 às 19h00 | 6ª e Sab, das 13h00 às 20:00

Na continuidade da exposição apresentada no MNAC – Museu Nacional de Arte Contemporânea, Ceci n’est Pas Francisco expande-se no CCCV – Centro Cultural Cabo Verde como um novo momento do projecto de Marta Pinto Machado em torno de Francisco Mendonça, das ausências do arquivo e das histórias que ficaram por contar. Entre 1961 e 1962, não existe um registo claro sobre Francisco. Esse intervalo coincide com o período da sua tentativa falhada de fuga, no contexto das lutas anticoloniais e da Casa dos Estudantes do Império. É a partir desse vazio que a artista desenvolve uma investigação feita de imagens, documentos, vídeo e instalação.

No CCCV, a exposição ganha outra presença no espaço. O filme apresentado no MNAC é agora acompanhado por novos elementos, propondo uma leitura mais fragmentada desta história. Francisco surge entre vestígios, perguntas e imagens possíveis, não como uma figura totalmente recuperada, mas como uma presença marcada por uma ausência que continua activa.

A exposição aproxima-se do arquivo como lugar incompleto, onde a memória se constrói também a partir de falhas, silêncios e restos. Ao trazer este trabalho para o CCCV – Centro Cultural Cabo Verde, reforça-se a relação com histórias comuns, atravessadas tambem por cabo-verdianos atravessadas pela circulação, pela resistência e pela dificuldade de inscrição nos relatos oficiais.

Ceci n’est Pas Francisco permanece nesse ponto instável entre documento, imagem e memória, procurando dar forma a uma história interrompida.

Curadoria: Filipa Oliveira e Ricardo Barbosa Vicente

Sobre a artista

Marta Pinto Machado é portuguesa-caboverdiana. É doutoranda em História pela Universidade NOVA de Lisboa, mestre em Fotografia pela Universidade Católica do Porto. O seu trabalho fotográfico analisa as ambiguidades da História e a sua relação com as narrativas ditas oficiais do mundo ocidental, centrando-se nas temáticas do colonialismo, identidade e território e está em coleções privadas e na coleção do Estado Português (Museu da Presidência). Expõe frequentemente. Durante os últimos cinco anos expôs em Dublin, Utrecht, Budapeste, Novi Sad, Braga, Lamego, Lisboa e Guimarães. No campo académico, publicou artigos nas revistas “Interact: Revista Online de Arte, Cultura e Tecnologia”, “Aniki: Revista Portuguesa da Imagem em Movimento” e “JSTA - Journal of Science and Technology of the Arts”. Durante o ano 2026, o seu trabalho figurará na revista Zum do Instituto Moreira e Salles de São Paulo, Brazil. O projeto “Nos Txôn”, foi publicado

em livro pela editora Pierrot Le Fou. É membro da UNA - União Negra das Artes. O seu trabalho tem sido referenciado em diversos jornais de referência por autores como Filipa Lowndes Vicente e Djaimilia Pereira de Almeida. 

13.05.2026 | por martalanca | Casa dos Estudantes do Império

Como falar com(o) a terra? IV CONFERÊNCIA INTERNACIONAL COUNTER-IMAGE

18, 19 e 20 de novembro Universidade do Algarve (Faro, Portugal)

Conhecimentos situados, métodos para desnomear e visões do umbral

“Eu não podia tagarelar como costumava fazer, tomando tudo por garantido. As minhas palavras agora devem ser tão lentas, novas e hesitantes quanto os passos que dei descendo o caminho para longe de casa…”

Ursula K. Le Guin, Ela Tira-lhes os Nomes, 1985/2025 [trad. Liliana Coutinho]

A pergunta “Como falar com(o) a terra?” não é uma metáfora, mas uma urgência política, ontológica e epistémica diante do colapso ecológico, do esgotamento das gramáticas antropocêntricas e dos modelos de representação do regime colonial-capitalista e o seu paradigma de expansão e ocupação da terra – a plantação, cuja lógica de extração, objetificação e extinção perdura (Le Petitcorps et al. 2023; Bastos 2020; Thomas 2019; Haraway 2015; Tsing 2015, McKittrick 2013; Mirzoeff 2011; Stoler 2008, 2016; Hartman 2007). Os Pós com que insistimos em nomear um mundo (ainda) não superado – pós-colonialismo, pós-modernismo, pós-humanismo – estão a ser substituídos pelo prefixo Geo (Pratt 2025, 2022; Coelho & Ponce de Léon 2025; Krieger 2022; Ray 2019, 2026; Latour 2018; Povinelli 2016). O “advento do Geo”, esclarece Mary Louise Pratt (2025), marca uma mudança de escala (do global para o planetário), de imaginário (do político para o ecológico) e de tempo (do histórico para o “tempo profundo” geológico). Esta condição requer o questionamento do que tomamos por garantido e formas outras de pensar e produzir conhecimento que Gabriela Milone e Franca Maccioni, em “The Land of Language, the Language of the Earth” (2025), iluminaram como “geo-logia” (a linguagem da terra) e “geo-grafia” (a escrita da terra).

Tal implica “falar com a terra” em vez de “sobre a terra” e em termos de “semelhança” em vez de “diferença” – um “trabalho de imaginação” e “experimentação”. De subjetivação em vez de objetificação (Kopenawa 2010). De fusão em vez de ocupação (Krenak 2022).

“Como falar com(o) a terra” é então inseparável da questão de como a terra foi constituída como objeto, recurso e imagem e disso nos fala o conto de Ursula K. Le Guin, Ela tira-lhes os nomes (1985). Sobre o impulso colonial de nomear e identificar sem cuidado, criando fronteiras artificiais, ao mesmo tempo que nos exorta a encontrar formas de falar com outras criaturas. Falar “com” ou “como” em vez de “sobre” sinaliza

um deslocamento epistemológico e exige-nos repensar a sua nomeação, mediação e representação. E se a terra não fosse o referente do discurso, mas a sua condição? E se a possibilidade de falar com(o) ela abrisse um espaço entre o individual e o múltiplo, entre o território situado e a totalidade planetária? Esta dialética é metodológica: uma prática de “desnomeação” – de erosão da semântica objetificante, extrativista e extintora. Se a terra foi mapeada, renomeada e cercada (e a propriedade privada criada), ela é também resistência, cosmopercepção e ritual.

A IV Counter-Image propõe explorar a terra não como tema, mas como onto-episteme. Não a linguagem universal e logocêntrica (que teima em separar o sujeito do objeto), mas antes conhecimentos situados, enraizados nos territórios, corpos e relações que habitam as frestas da colónia e do capital. Não a semântica antropocêntrica da ciência positivista e da sua fictícia objetividade, mas antes métodos para desnomear

que suspendam as taxonomias coloniais e permitam que o solo, o fóssil, o animal, a planta, a pedra, a árvore, o rio, a montanha, o líquen, o fungo se apresentem na sua singularidade irredutível e também em proximidade. Não a pseudo “visão de lugar -2-Submissões até 25 de Maio nenhum”, mas antes as visões do umbral, aquelas fabricadas a partir do pial das casas das nossas avós ou nas horas crepusculares, em imagens dialéticas e incandescentes de sínteses impossíveis.

Com vista à profusão de questionamentos, mais do que à sua resolução, a IV Counter-Image pergunta: o que significa pensar com(o) a terra em vez de sobre ela? É possível traduzir a linguagem da terra, dos animais, das plantas, dos minerais? É a “desnomeação” um método filosófico-estético? Como é que as visões do umbral suspendem os regimes extrativos de representação? Que práticas artísticas resistem, reconfiguram ou perturbam os regimes coloniais sobre a terra? Como dar vida a formas de pertença, cuidado e reparação com vista a um mundo pós-extrativista? Ancorada no território do Algarve, mas expandindo ligações a outros territórios, convidamos investigadores, artistas, ativistas e ensaístas a submeterem propostas que dialoguem com os seguintes eixos temáticos:

1. Conhecimentos Situados

Como e o que é que a terra lembra? Este eixo acolhe trabalhos ancorados em composições relacionais e geo-subjectividades que desafiam a “visão de lugar nenhum”, bem como a incerteza, a falha e a contradição, encorajando a conexão entre pesquisa e experiência vivida.

• “Terricidio” (Millán 2024) e buen vivir
• Epistemologias artesanais (Farago et al 2025) e epistemologias do Sul
• Ecologias decoloniais, anti-extrativistas, ecofeministas, queer e trans
• “Ecologias exílicas” (Marder 2023)
• Cosmopolíticas indígenas e afro-diaspóricas
• O baldio e o quilombo/quilombismo (B. Nascimento 1977, A. Nascimento 1980)
• “Arquivos Insurgentes” (Biehl 2022) e contra-cartografias
• Lutas ambientais, os seus lutos e justiça multiespécie
• Crítica às taxonomias Lineanas e biopolíticas
• Histórias ambientais, políticas da paisagem e “piropolítica” (Marder 2020)

2. Métodos para Desnomear

Se nomear é colonizar, como podemos desnomear para aproximar? Este eixo acolhe trabalhos sobre geo-semânticas e experimentações metodológicas e pedagógicas que erodam o olhar extrativista e especista.

• Desnomear como método filosófico-estético

• Poéticas do silêncio e escuta profunda

• Caminhar como método e “ver com o corpo todo” (Cusicanqui 2015)

• Ontologias fósseis (Castro 2023), minerais e animais

• Geo-estéticas (Coelho & Ponce de Léon 2025; Krieger 2022; Ray 2019), incluindo

vulcânicas e das ervas ditas daninhas

• Estéticas e “alianças líquidas” (Mendes & Garcia-Antón 2026)

• Narrativas de relacionalidade e métodos multiespécie

• Contracolonizar (Nêgo Bispo 2015)

• Arte como laboratório de pensamento (e não como representação)

• Cinema animista e montagens visuais anti-extrativistas e anti-especistas

3. Visões do Umbral

Como habitar o umbral e mover-se entre mundos? Neste eixo acolhemos as formas que excedem os preceitos dualistas do Plantationoceno/Capitaloceno – as geo-coreografias que nos conduzem ao alargamento de afinidades e alianças.

• Epistemologias do umbral

• “Dark ecology” (Morton 2016), deep time e temporalidades submersas

• Ecologia popular

• Agência não-humana e a redistribuição do sensível

• “Ruínas do Plantationoceno/Capitaloceno” (Tsing 2015)

• “Zonas intersticiais” (Gomez-Barris 2017), conhecimentos ribeirinhos e da beira-mar

• Imagens dialéticas (Benjamin 1940) e “peles de imagens” (Kopenawa 2010)

• Visões “ch’ixi” (Cusicanqui 2015)

• “Alianças afetivas” (Krenak 2022)

• “Florestania” (Krenak 2022) e “lutas com a floresta” (Milanez 2024)

+DATAS IMPORTANTES

25 de maio | envio de propostas

30 de junho | notificação de aceitação

18-20 de novembro | conferência

Formatos de submissão:

1. Comunicações (pesquisas teóricas ou empíricas): sumário até 300 palavras

2. Intervenções artísticas (performances, leituras poéticas): memória descritiva até 300 palavras

3. Rodas de conversa, oficinas, caminhadas de escuta, cartografias afetivas: memória descritiva até 300 palavras

O sumário (em português, espanhol ou inglês) deve fazer-se acompanhar de uma biografia breve (até 100 palavras) para: counterimageconference@fcsh.unl.pt

Oradores principais: Gabriela Milone e Franca Maccioni (Universidade Nacional de Córdoba, Argentina) e Felipe Milanez (Universidade Federal da Bahia, Brasil)

Organização:

Inês Beleza Barreiros (ICNOVA, NOVA FCSH / CIAC, Universidade do Algarve)

Liliana Coutinho (IHC, NOVA FCSH)

Maria do Carmo Piçarra (ICNOVA, NOVA FCSH)

Salomé Lopes Coelho (ICON, Utrecht University / ICNOVA, NOVA FCSH)

Sílvia Leiria Viegas (CIAC, Universidade do Algarve)

Teresa Castro (IRCAV, Sorbonne Nouvelle / ICNOVA, NOVA FCSH)

Teresa Mendes Flores (ICNOVA, NOVA FCSH)

-4-Submissões até 25 de Maio

Comité Científico:

Ana Lúcia Marsillac (Universidade Federal de Santa Catarina)

Bruno Mendes da Silva (CIAC, Universidade do Algarve)

Cristiana Bastos (Instituto de Ciências Sociais)

Filippo Di Tomasi (ICNOVA, NOVA FCSH)

Iacã Macerata (Universidade Federal de Santa Catarina)

Isabel Stein (ICNOVA, NOVA FCSH)

Leila Lehnen (Brown University)

Luís Trindade (IHC, NOVA FCSH)

Margarida Brito Alves (IHA, NOVA FCSH)

Margarida Mendes (ICNOVA, NOVA FCSH)

María Gloria Robalino (Washington University St. Louis)

Maria Teresa Cruz (ICNOVA, NOVA FCSH)

Marita Sturken (New York University)

Maura Castanheira Grimaldi (ICNOVA, NOVA FCSH)

Mirian Nogueira Tavares (CIAC, Universidade do Algarve)

Patrícia Martins Marcos (University of Oklahoma)

Patrícia Martinho Ferreira (Brown University)

Paulo Nuno Vicente (ICNOVA, NOVA FCSH)

Romy Castro (ICNOVA, NOVA FCSH)

Rui Gomes Coelho (Durham University)

Susanne Knittel (ICON, Utrecht University)

Organização institucional:

ICNOVA, FCSH, Universidade Nova de Lisboa

CIAC, Universidade do Algarve

Coordenação do CIAC:

Bruno Mendes da Silva

Mirian Tavares

Comissão de Comunicação e Logística do CIAC:

João Paulo dos Reis e Cunha (Gestão)

Juan Manuel Escribano Loza

Cobertura Fotográfica e Audiovisual:

João Paulo dos Reis e Cunha

Desenho gráfico:

Maura Grimaldi

Apoio institucional:

IHC, FCSH, Universidade Nova de Lisboa

ICON-Institute for Cultural Inquiry, Utrecht University

 

12.05.2026 | por martalanca | conferência

Lançamento Crânio Impromptu, Brassalano Graça

19/6/2026 na ZDB

11.05.2026 | por martalanca | Brassalano Graça

MEG STUART - SULPHUR EDGES

13 MAY 2026
WED 19:00 Culturgest Moderation: Liliana Coutinho 


Sulphur Edges is a choreographic encounter shaped with and through place. Created during Forum Dança’s PACAP 8 / Mystery School residency, the 60-minute film unfolds across São Miguel’s thermal sites, oceanfront pools, traces of a mine, and the shell of an abandoned hotel. These places act as co-agents in a process of sensing and transmission. Guided by Meg Stuart’s direction, the performers respond to the elemental conditions of each site. Movement arises from relation — to temperature, texture, invisible forces, and to one another. The camera moves as a choreographic partner, tracing tensions between body, place, and atmosphere. Before the film screening, a conversation with Meg Stuart, about project Mystery School will explore modes of presence, transmission, and artistic practice that resonate through the work.

Following the screening of the film, there will be a conversation with Meg Stuart about the Mystery School project, exploring modes of presence, transmission, and artistic practice that resonate throughout the work.

10.05.2026 | por martalanca | MEG STUART

MEG STUART - SULPHUR EDGES

13 MAY 2026
WED 19:00 Culturgest Moderation: Liliana Coutinho 


Sulphur Edges is a choreographic encounter shaped with and through place. Created during Forum Dança’s PACAP 8 / Mystery School residency, the 60-minute film unfolds across São Miguel’s thermal sites, oceanfront pools, traces of a mine, and the shell of an abandoned hotel. These places act as co-agents in a process of sensing and transmission. Guided by Meg Stuart’s direction, the performers respond to the elemental conditions of each site. Movement arises from relation — to temperature, texture, invisible forces, and to one another. The camera moves as a choreographic partner, tracing tensions between body, place, and atmosphere. Before the film screening, a conversation with Meg Stuart, about project Mystery School will explore modes of presence, transmission, and artistic practice that resonate through the work.

Following the screening of the film, there will be a conversation with Meg Stuart about the Mystery School project, exploring modes of presence, transmission, and artistic practice that resonate throughout the work.

10.05.2026 | por martalanca | MEG STUART

1001 Noites – Irmã Santomense

estreia a 8 de maio, em Palmela 

 1001  NOITES – IRMÃ SANTOMENSE estreia em Palmela no próximo dia 8 de maio. Com dramaturgia e encenação de Miguel  Jesus e cenografia de João Brites, será o último espetáculo da tetralogia que  o Teatro O Bando tem vindo a traçar desde 2023, a partir d’ As Mil e Uma  Noites. No elenco, Rita Brito (Xerazade), Fabian Bravo (Xariar), Adozia Cristo  (Dinarzade) – atriz consagrada em São Tomé e Príncipe pela sua histórica personagem Saco de Boxe –, Nicolas Brites (Bacbaca), Diogo Rocha (Silencioso),  aos quais se junta a percussão de Mick Trovoada (Zantune) e as batidas de DJ  Marfox. Um espetáculo ao ar livre, de 8 a 31 de maio junto ao Cine-Teatro São João, em Palmela. Nos dias 5 e 6 de junho na Quinta do Anjo - Sociedade de Instrução Musical e 12 e 13 de junho no Pinhal Novo - Edifício Santa Rosa.

Um Demónio que quer conhecer a voz dos Anjos, um Barbeiro que fala mais do que corta cabelo, um Jovem apaixonado que diz ter aversão pelas mulheres, um Pobre cheio de fome que come comida invisível, um Alfaiate que trabalha por amor até à exaustão e à humilhação, enfim, muitas são as personagens que Xerazade evoca para tentar apaziguar o coração de Xariar. Mas será que ele vai conseguir controlar os seus impulsos destrutivos? Poderá ainda ser levado a sonhar, a rir, a aceitar as falhas dos outros e as suas? E se o fizer, poderemos ainda assim perdoá-lo, ou teremos de nos vingar? Qual a responsabilidade de cada um de nós face àqueles que nos oprimem?

 

Venham, venham. Venham ver e ouvir como é tão boa esta história. Soia se sa fina. 8 de maio junto ao Cine-Teatro São João, em Palmela.

Ficha Artística

 

1001 NOITES – IRMàSANTOMENSE

texto a partir de As Mil e Uma Noites (tradução de Hugo Maia)

 

dramaturgia e encenação Miguel Jesus

elenco Adozia Cristo, Diogo Rocha, Fabian Bravo, Mick Trovoada, Nicolas Brites e Rita Brito

cenografia João Brites

música Mick Trovoada e DJ Marfox

figurinos Clara Bento

pintura cenográfica Emerson Quinda

apoio à dramaturgia Susana Mateus

apoio à corporalidade Juliana Pinho

desenho Maria Taborda

produção Inês Gregório

apoio à produção Isabel Mota

execução de figurinos Inês Reis e Rosa Silva

montagem Vitor Santos

apoio a ensaios Beatriz Oliveira e Viviana Nicolau

 

 Sobre O Teatro o Bando

Fundado em 1974 e constituindo-se como uma das mais antigas cooperativas culturais do país, o Teatro O Bando assume-se como um coletivo que elege a transfiguração estética enquanto modo de participação cívica e comunitária. Na génese do Bando encontram-se o teatro de rua e as atividades de animação para a infância, em escolas e associações culturais, integradas em projetos de descentralização. O Bando continua a procurar o singularismo das suas criações, na medida em que pretende alcançar obras de arte mais acutilantes e inesperadas. Estas são resultado duma metodologia coletivista onde uma direção artística alargada procura a diferença, a interferência, a rutura, a colisão dos pontos de vista, até que essa intersecção revele o seu potencial ao exprimir-se para além do controlo e da capacidade de previsão dos criadores envolvidos. 

06.05.2026 | por martalanca | BAndo

3ª Edição do Festival Literário L.O.V.E AFRICA

LER OUVIR VER E EXPRESSAR! Data: 15, 16 e 17 de maio Local: Palácio Baldaya, um espaço da Junta de Freguesia de Benfica. Este ano, o festival acontece na semana do Dia de África e, como sempre, trazemos uma programação rica e diversificada!  Além da literatura, preparem-se para uma explosão de culturas africanas com: Música ao vivo; Artes plásticas; Artesanato; Capoeira; Gastronomia típica africana … e muito mais!
“Ler, Ouvir, Ver e Expressar” — o nosso lema L.O.V.E. representa a essência do projeto da Livraria Lulendo, uma livraria africana que celebra a literatura africana, afrodescendentes e os conteúdos sobre África, independentemente da origem do autor/a. É uma livraria diversificada e inclusiva. 
Venham celebrar connosco a identidade e o orgulho africano!  Preparem-se para ouvir contos, romances, poesia, ensaios, história e muito mais nos dias 15, 16 e 17 de maio no jardim do Palácio Baldaya.
Não percam! Vamos juntos fazer desta festa um momento inesquecível! 
#LOVEEAFRICA #FestivalLiterário #IdentidadeAfricana #Cultura #LiteraturaAfricana 

05.05.2026 | por martalanca | L.O.V.E AFRICA

3ª Edição do Festival Literário L.O.V.E AFRICA

LER OUVIR VER E EXPRESSAR! Data: 15, 16 e 17 de maio Local: Palácio Baldaya, um espaço da Junta de Freguesia de Benfica. Este ano, o festival acontece na semana do Dia de África e, como sempre, trazemos uma programação rica e diversificada!  Além da literatura, preparem-se para uma explosão de culturas africanas com: Música ao vivo; Artes plásticas; Artesanato; Capoeira; Gastronomia típica africana … e muito mais!
“Ler, Ouvir, Ver e Expressar” — o nosso lema L.O.V.E. representa a essência do projeto da Livraria Lulendo, uma livraria africana que celebra a literatura africana, afrodescendentes e os conteúdos sobre África, independentemente da origem do autor/a. É uma livraria diversificada e inclusiva. 
Venham celebrar connosco a identidade e o orgulho africano!  Preparem-se para ouvir contos, romances, poesia, ensaios, história e muito mais nos dias 15, 16 e 17 de maio no jardim do Palácio Baldaya.
Não percam! Vamos juntos fazer desta festa um momento inesquecível! 
#LOVEEAFRICA #FestivalLiterário #IdentidadeAfricana #Cultura #LiteraturaAfricana 

05.05.2026 | por martalanca | L.O.V.E AFRICA

Ghost Kitchen in a City Shell Performance/Debate Sábado 16h-18h30

“GHOST kitchen IN THE city SHELL” é uma conversa performativa, em formato de long-table, cruzando antropologia e arquitetura para pensar a cidade a partir das ghost kitchens enquanto infraestruturas invisíveis. Convocando a noção de hauntologia abordada por Mark Fisher, e a narrativa ciberpunk de Ghost in the Shell, de Masamune Shirow, onde a questão do humano é central, também aqui se interrogam presenças, mediações e invisibilidades na cidade e cozinhas contemporâneas.

Propõe-se refletir sobre ‘ghost’, a aura fantasmagórica, invisível e anónima destas cozinhas — em referência às plataformas a partir das quais se opera a entrega de comida (apesar da existência de um espaço físico) — e ‘dark’, adjetivo pouco conseguido, como se estas cozinhas fossem um segredo a manter escondido.

À mesa, com comida, propomos interrogar a deslocação da cozinha — espaço afetivo da casa — para um sistema logístico espectral, onde consumidores e trabalhadores permanecem anónimos. Na antítese desta ideia, pretende-se mostrar, explorar e contrapor o filme “FOOD” de Matta-Clark onde a cozinha surge a preto&branco, como espaço simultaneamente doméstico e experimental, coletivo e marginal, que implementa dinâmicas e (re)desenha cidade(s).

Autoria e organização de: Patrícia Azevedo da Silva (antropóloga) e Luísa Sol (arquitecta)

Trienal de Lisboa. + infos 

04.05.2026 | por martalanca | conversa performativa

Fidju Kitxora: sessão de escuta do novo álbum: Ti Manxe

O segundo álbum de Fidju Kitxora, Ti Manxe nasce da escuta de situações que atravessam a vida cabo-verdiana. Gravado entre as ilhas de São Nicolau, São Vicente e Santiago, o disco constrói-se a partir de conversas, gravações de campo e fragmentos que revelam camadas menos visíveis do contexto local. Ti Manxe, que pode ser entendido como “até amanhecer” em kriolu, sugere um percurso feito de camadas sobrepostas, entre memória, presença e tensão, onde diferentes experiências coexistem sem se fecharem numa narrativa única.

 

30.04.2026 | por martalanca | Fidju Kitxora

Novas Narrativas de Caça

“Até que os leões contem as suas próprias histórias, os caçadores serão sempre os heróis das narrativas de caça.”

Novas Narrativas de Caça é uma antologia composta por sete histórias independentes ligadas pelo seu tema – a busca de identidade e pertença de personagens negros, portugueses afrodescendentes que lutam para fazer parte de uma sociedade que muitas vezes os ignora e oprime.

Ficha Técnica

Realizadores – Luís Almeida, Cláudia Semedo, Lara Mesquita, Fábio Silva, Dércio Tomás Ferreira, Diogo Carvalho

Argumentistas – Luís Almeida, Ana Lúcia Carvalho, Gisela Casimiro, Lara Mesquita, Fábio Silva, Dércio Tomás Ferreira, Diogo Carvalho, Cláudia Semedo

Produtoras – Galo Bravo, Many Takes

Diretor de Fotografia – Maurício Franco, Marco Bento, Johel Almeida

Diretor de Som – Ruben Santiago

30.04.2026 | por martalanca | série

Conversa com Christiane Taubira

Dia 6 de maio, pelas 18h, na Casa do Comum 

A escravatura de africanos é o crime mais grave contra a humanidade: implicações para os países que escravizaram e traficaram pessoas.

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução histórica que considera a escravização de africanos durante o período do tráfico transatlântico o crime mais grave contra a humanidade, apelando simultaneamente aos Estados-membros para que se desculpem pelo comércio de pessoas escravizadas e assumam reparações históricas. Foi ainda sublinhado que a herança do racismo esclavagista constitui uma causa estrutural da violência racista.

Os países europeus envolvidos no tráfico transatlântico de pessoas, como Portugal, abstiveram-se, mas veem-se, de qualquer forma, confrontados com a necessidade de tomar em consideração a resolução das Nações Unidas.

Que significado histórico tem esta resolução? Que impacto poderá ter na luta contra o racismo?  Que implicações terá a resolução das Nações Unidas para os países europeus? Como se pode responder ao apelo de reparações?

30.04.2026 | por martalanca | Álvaro Vasconcelos, CHRISTIANE TAUBIRA, Kitty Furtado

fred, de Ska Batista

fred é um livro de noite. De corpos que se encontram, se perdem e se reinventam. Um diário visual fragmentado onde Ska Batista acumula imagens como se acumulam memórias — sem ordem, sem hierarquia, com a lógica própria do desejo. Performances, errâncias urbanas, cenas domésticas, gestos que resistem à definição: tudo coexiste num espaço onde a identidade recusa ser fixada. fred é queer não apenas no que mostra, mas na forma como olha — com a mesma atenção ao corpo que se oferece e ao corpo que se esquiva, ao íntimo que se expõe e ao que permanece na sombra. Um retrato aberto, onde a vulnerabilidade torna-se poder.

Lançamentos:

Livraria GRETA, Lisboa

Dia 8 de maio, 19h00 

Rua Palmira 66C, 1170-287 Lisboa

Conversa com Maura Grimaldi, David Guéniot e artista

https://www.gretalivraria.com/

Livraria STET, Lisboa

Dia 9 de maio, 17h00 

R. Actor António Cardoso 12A, 1900-011 Lisboa

Conversa com Sofia Silva, David Guéniot e artista

@stet_books

Exposição individual:

Imagem objeto imagem relação, de Ska Batista

Inauguração dia 4 de Julho, 16h00

Espaço Gaivotas 6

Rua das Gaivotas 6

1200-202 Lisboa

https://ruadasgaivotas6.pt/

“Em meio a tantas imagens, o que faz fred acreditar nelas? O que o faz percorrer por laboratórios sem a certeza se os seus retratos emergirão. Seus frames são pequenos brilhos, cintilam feito pequenas surpresas. Acaso, erro e descontrole. Isso que nos leva ao maravilhamento, algo como abrir um presente. E seria precisamente pela surpresa que teríamos a possibilidade de sermos arrebatados por uma pequena beleza. Esta que aflora a partir do que esperávamos pouco ou que fizemos um trabalho para não esperar, porque tínhamos a plena consciência de fugirmos às regras e protocolos. Encontrar “coisas acesas por dentro” em meio ao acúmulo de decisões que sabíamos implicar em erros parece ser um breve milagre.
Nesse fenômeno de arrebatamento e de construção de um espaço extremamente íntimo, somos fatalmente capturados: um encontro com Eros. Debruçar-se nessa obra é ver-se tomado por um espaço especial de nossa entrega perante esses registros, mas também da entrega de quem fotografa ao seu entorno. Aqui é justamente onde estar atento, dedicado e apaixonado, se confundem. Onde se abre uma nesga de desejo, em meio à crescente e assombrosa deserotização do mundo sobre a qual nos alerta Franco Bifo Berardi e Luigi Zoja. fred é, assim, a jornada entre os anos, os lugares de afeto e os seres que os integram. Lembremos o que Anne Carson nos conta: “Eros é um verbo”, isto é, “o desejo se move”. Eros é essa pulsão de mover-se, de dividir e partilhar os mundos, de perder-se e alargar-se nos outros. Eros é esse lançar-se a um outro, em um sentido vasto, seria a capacidade de “arrancar o sujeito de si mesmo e direcionar para o outro. […] Ele dá curso a uma denegação espontânea do si mesmo, um esvaziamento voluntário do si mesmo.” Se o sujeito narcisista é aquele que “não consegue perceber o outro em sua alteridade e reconhecer essa alteridade”, fred é o seu antagonista, bem como apaixonar-se é antídoto para não se afogar em si. ”

Extracto do texto “O Grão e o poro”, de Maura Grimaldi, publicado no livro fred, de ska batista.

Ska Batista (1987) acumulador de imagens e iluminador, radicada em Lisboa. Sua prática desenvolve-se entre a fotografia, o vídeo e a iluminação cênica, com foco na investigação da performatividade do fazer e dos processos de criação. Atualmente investigando a não imagem a partir da recusa da lógica da eficácia e do instantâneo. Integra a plataforma Matéria Leve, projeto de pesquisa e formação em iluminação coordenado por Letícia Skrycky. Colaborou em criações de luz para espetáculos como, Mandaki, violetas, de Vânia Doutel Vaz; Cantar, de Francisco Cavalcanti; Quase Nada e Um Plano, de Márcia Lança; e A Roda que Não Tem Fim. Entre as exposições das quais participou, destacam-se a série fotográfica Anarquivo, apresentada no Arquivo Municipal de Lisboa; a instalação fotográfica Rebojo, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, sob coordenação de Susana Sousa Dias; e a obra Desconectado, exibida na Casa da Cultura de Beja. Em 2022, realizou as exposições individuais As luzes vermelhas invadem a noite, na Galeria dos Encontros da Imagem, em Braga, e corpa incognita, no âmbito do festival de performances #PRECÁRIAS, com direção artística de Tita Maravilha, no Espaço Gaivotas 6, em Lisboa. Em 2025 participou da exposição coletiva Rota dos Ventos, na PLATO, no Porto. Colabora no projeto Fotonovelo, uma investigação que tenta resgatar criticamente um conjunto de objetos culturais e dispositivos hoje considerados obsoletos — da fotonovela aos dispositivos de pré-cinema e a técnicas de impressão.

 

 

GHOST Editions

www.ghost.pt

@ghost_editions

A editora GHOST surge em 2011 da conjunção dos interesses e práticas da fotógrafa Patrícia Almeida (1970-2017) e do editor David-Alexandre Guéniot para dar corpo a projectos editoriais e eventos programáticos.

Em 15 anos de existência, a GHOST publicou mais de 40 livros que abrangem um vasto leque de disciplinas: fotografia, artes visuais, design, dança contemporânea, dramaturgia e ciências sociais. Propõe-se publicar livros que articulam uma ‘política da imagem’, ou seja aproximações críticas sobre os usos e as condições de recepção da imagem fotográfica, seja ela documental, arquivística, ficcional ou apropriada. 

Em 2018, a publicação “Anatomia de uma decisão”, de João Fiadeiro, recebeu o Prémio de Design de Livro do Ano da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB/MC). Em 2019 e 2021, as publicações “Caldas 77” e “Ma vie va changer” receberam menções honrosas do mesmo prémio. Em 2023, “O Livro da Patrícia” foi selecionado para o Prémio de Melhor Livro do Ano pelo festival internacional de fotografia PhotoEspaña. Em 2024, o livro “I Photograph You Photographing Her Photographing Me” foi nomeado para o Premio do Melhor Livro do Ano nos Rencontres de la Photographie d’Arles em França, na categoria do Livro-Texto. Em 2024, “Livros de Fotografia em Portugal: da Revolução ao Presente” ganhou o Prémio de Melhor Livro do Ano pelo festival internacional de fotografia PhotoEspaña bem como o Premio ArtsLibris Banc Sabadell Barcelona. Foi ainda selecionado para o prémio de melhor livro do ano nos Rencontres d’Arles, o Premio Eloi Gimeno 2024 e o Buchkunst Stiftung, Best Book Design from all over the World 2025.

As publicações da GHOST integram colecções nacionais e internacionais, de instituições públicas e privadas e são regularmente integradas em exposições sobre livros de artista. Entre outras: “Vermelho Vivo”, festival Solar, Fortaleza (BR), 2024-25; “Narrativas do Eu, entre o público e o privado”, Biblioteca de Arte, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2024-25; “Nervo: Observatório do Fotolivro Português no séc. XXI”, Centro Português de Fotografia, Porto, 2024; “Fazer”, Culturgest, Lisboa, 2023; “Photo Vogue Festival”, Milão (IT), 2019; “Atlas Portugal”, Casa Encendida, Madrid (ES), 2019; “Ink#2”, Fotokino, Marselha (FR), 2017; “Uncensored Books”, Belgrade (YU) e Palermo (IT), 2017; “Everything is about to happen”, Museu de Serralves (PT), 2017; “Portugal em Flagrante – Operação 1”, CAM, Fundação Gulbenkian 2016 (PT), “EDIT: Sequence/Meaning”, CGAC - Centro Galego de Arte Contemporânea de Santiago de Compostela (ES), 2015, Galerie LENDROIT, Rennes (FR), 2015, Galeria Anamesa Atenas (GR), 2014.

A GHOST tem participado em mais de 65 feiras de edições internacionais e nacionais como Offprint Paris (desde 2012), Offprint London (de 2015 a 2018), Pa/per View Art Book Fair (Porto, 2012 e Bruxelas, 2013 e 2014), Libros Mutantes/Madrid Art Book Fair (2013 e 2022), ARCO Madrid (2014), Wiels Art Book Fair em Bruxelas (2015), Friends with Books (Berlim, de 2015 a 2019), P.A.G.E.S (Genebra, 2023), Mira Look Books Madrid (2023), Arts Libris Barcelona (2024), Fiebre Photobook Fest XII, Madrid (2025) bem como em feiras nacionais como a Feira do livro de fotografia de Lisboa (desde 2012), Feira de edições no Carpe Diem Lisboa (2012-2014), Est Art Fair no Estoril (2014), ARCO Lisboa (desde 2016), EDIT (2015-2017), Feira Gráfica de Lisboa (2018-2020), Feira do Livro de Arte de Coimbra (desde 2023), Matéria Impressa/Centro de Arte Oliva, S. João da Madeira (2023) e F.E.R.A (2023).

Os livros da GHOST são distribuídos através de uma rede nacional e internacional de livrarias especializadas em livros de arte. Concluiu em 2016, um contrato de distribuição com a distribuidora internacional Anagram Books com sede em Berlim. Ao nível nacional, os livros da GHOST são distribuidos pela editora Orfeu Negro em mais 150 livrarias em Portugal, e nas Feiras do Livro de Lisboa e do Porto, desde 2018.

 

fred

 

 

Fotografias: ska batista

 

Design: Joana Durães

 

Texto crítico “O Grão e o poro”: Maura Grimaldi

 

Impressão e acabamentos: Gráfica Maiadouro

 

Agradecimentos: Aurora, Francine Ramos, Izabel Nejur, Kimmy Simões, Julia Cury, Mandi Kaibo, Manoella Valadares, Yura, Zaya

 

Apoio: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto/DGARTES – Direção-Geral das Artes

 

Formato: 205 x 260 mm, 56 pp.

(43 fotografias, offset, duotone)

 

ISBN 978-989-36209-2-2

 

Editora: GHOST Editions - www.ghost.pt

 

Data de publicação: Abril 2026

 

PVP: 28€

Preço pré-venda: 22€ (até dia 5 de Maio, exclusivamente no site ghost.pt)

envio grátis para Portugal.

29.04.2026 | por martalanca | queer

Debate com CHRISTIANE TAUBIRA

Escravatura crime contra a humanidade, Implicações para os países que escravizaram e traficaram pessoas.

Debate animado por :Álvaro Vasconcelos e Kitty Furtado

Dia 6 de maio, pelas 18h, na Casa do Comum

Morada:Rua da Rosa, 285, Lisboa

Organização: Forum Demos, Casa do Comum e Red Cloud

CHRISTIANE TAUBIRACHRISTIANE TAUBIRA

27.04.2026 | por martalanca | CHRISTIANE TAUBIRA

Moçambique e o Sul Global - Uma Perspetiva a Partir das Epistemologias do Sul

Este livro visa construir e comunicar narrativas e argumentos sobre o passado e o presente assentes em metodologias que vão muito além das metodologias de investigação tradicionais. Uma investigação ativista, crítica e atenta aos conhecimentos próprios sobre o passado e o presente das sociedades do Sul global abre um mundo de novas interpretações, ao mesmo tempo que revela narrativas e experiências não incluídas nas conceções dominantes sobre a história e a natureza das sociedades em análise. Trata-se de compreender o longo e complexo período que se iniciou com a independência de Angola e Moçambique. O primeiro volume centra-se na investigação de diferentes processos históricos à luz das novas perspetivas epistemológicas e metodológicas.

26.04.2026 | por martalanca | Maria Paula Meneses, Moçambique

"Santas e Insubmissas: moral cristã e (de)colonização do corpo feminino na criação artística luso-brasileira"

Irá compor o número 02 (Julho-Dezembro) de 2026 da Revista Tempo, Espaço e Linguagem. A Revista recebe também contribuições em fluxo contínuo de artigos livres, ensaios e resenhas em português, inglês e espanhol. 

Proposta:

Este dossiê convida pesquisadoras e pesquisadores a submeterem estudos interdisciplinares que analisem criticamente a evangelização católica no mundo luso-brasileiro como um dos principais dispositivos coloniais de controle, normatização e disciplinamento do corpo feminino. Partindo de perspectivas feministas e decoloniais, o dossiê propõe investigar tanto os mecanismos históricos e simbólicos de imposição da moral cristã patriarcal quanto os modos de resistência, reinvenção subjetiva e reexistência que emergem na arte, na literatura, no cinema e em práticas espirituais dissidentes.
Interessam contribuições que articulem história, estudos culturais, teoria feminista, estudos da religião e artes, explorando as relações entre colonialismo, gênero, sexualidade, fé, memória e trauma no contexto luso-brasileiro, bem como o papel da criação artística como espaço de denúncia, contra-arquivo e potência crítica frente ao projeto colonial cristão.

Convidamos autoras e autores a submeterem trabalhos que abordem, entre outros, os seguintes temas:

• Representações do corpo feminino na arte e na literatura sob e contra a moral cristã;
• Missionação, colonização e disciplinamento dos corpos femininos no mundo luso-brasileiro;
• Releituras feministas e decoloniais de figuras religiosas (freiras, santas, mártires, mães);
• Resistência simbólica e artística em contextos de clausura, catequese e repressão moral;
• Subjetividades femininas e dissidentes em narrativas luso-brasileiras decoloniais;
• Interseções entre religião, sexualidade, colonialismo e práticas artísticas;
• Performances de reexistência: arte como contra-arquivo e contra-catecismo;
• A crítica ao catolicismo nos feminismos do Sul Global;
• Espiritualidades afro-brasileiras e cosmologias femininas como resistência ao colonialismo cristão;
• Arte, trauma e memória: transmissão, silenciamento e processos de cura.

A organização do dossiê será feita por Bruno Marques (UAb; IHA-NOVA FCSH/IN2PAST) & Nadia Maria Guariza (UNICENTRO)

Submissões até: 10 de agosto de 2026 pelo endereço eletrônico da revista (https://revistas.uepg.br/index.php/tel/about/submissions)


24.04.2026 | por martalanca | arte, revista

“Regeneração: Arte, Ecologia e Pós-Colonialismo”

Evento Interact Offline em torno do nº40 da revista Interact, “Regeneração: Arte, Ecologia e Pós-Colonialismo”, a decorrer no dia 28 de abril, às 18h, na NOVA FCSH (Torre B, Auditório B2).O encontro propõe uma reflexão sobre as ligações entre crise ecológica, heranças coloniais e práticas artísticas contemporâneas, partindo da ideia de que a exploração ambiental está profundamente ligada a sistemas históricos de dominação. Reúne artistas e investigadores para pensar formas regenerativas de habitar o mundo, convocando novas narrativas, pedagogias e modos de relação entre humanos e mais-que-humanos.

Organizado em dois painéis: Painel 1 com André Vaz, Francisca Dores e Laila Nuñez; Painel 2 com Falcão Nhaga, Marta Lança e Maíra Zenun.

O evento inclui ainda a exibição das curtas-metragens Linhas de Bordadura (2025), de Francisca Dores, e Mistida (2022), de Falcão Nhaga.

design de Sara Vermelhidodesign de Sara Vermelhido

23.04.2026 | por martalanca | arte, ecologia, pós-colonialismo