ESTREIA DE OURO NEGRO

5 FEVEREIRO / CINEMATECA PORTUGUESA

“No sul profundo da Índia, um gesto íntimo — pentear, cortar, oferecer cabelo — liga fé, corpo e economia global. OURO NEGRO, de Takashi Sugimoto, acompanha Saraswathi num acto de devoção que revela uma cadeia invisível onde alguém, algures no mundo, lucra sempre. O misticismo do filme não foi indiferente na sua passagem pelos festivais de Tallin Black Nights e Cinema Etnográfico de Belgrado, onde arrecadou o Prémio do Júri e o Grand Prix, respectivamente.

Takashi conduz-nos numa viagem onde o sagrado se agarra às fibras de cada ser e convida-nos a testemunhar o percurso de cada fio de cabelo. O livro SPIRITUS, que será apresentado num formato de double bill, encarrega-se de compilar estas provas da convivência e intimidade feitas entre 2017 e 2022, durante o processo de pesquisa e rodagem do filme.

SINOPSE

Numa zona rural do sul profundo da Índia, a poderosa divindade hindu Balaji exerce uma forte influência sobre Saraswathi. Como muitas mulheres da sua aldeia, ela penteia os longos cabelos escuros das suas jovens filhas num ritual diário. O excesso de cabelo ganha valor monetário quando os Narikurava, uma tribo marginal de caçadores de pássaros, visitam as aldeias para recolher cabelo em troca de objectos domésticos.

OURO NEGRO é cabelo humano. Um dia, Saraswathi decide oferecer o seu precioso cabelo comprido à divindade Balaji, num templo, para realizar um desejo. Uma vez mais, alguém, algures no mundo, lucra com o seu ato espiritual.

DATA DE ESTREIA  5 de Fevereiro  19:00 - Apresentação livro - SPIRITUS 21:30 - Estreia filme OURO NEGRO  Cinemateca Portuguesa (R. Barata Salgueiro, nº39, 1269-059 Lisboa)
 

27.01.2026 | por martalanca | Ouro Preto

"Colonialismo vs. Descolonização", de Maria Clara Anacleto e Raquel Ascensão

A partir da Coleção Folhetos Políticos, do Fundo José Neves Águas, à guarda do Arquivo Municipal de Lisboa apresenta-se uma seleção de documentos datados en-tre as décadas de 1950 e 1980 que incidem sobre a questão colonial. Estes documentos permitem obser-var a intensificação da oposição à política colonial do Estado Novo e as suas repercussões na propaganda oficial do regime. O corpus abrange ainda o período revolucionário subsequente, marcado pelo processo de transição democrática e pela rutura do sistema co-lonial português, bem como os ecos da descolonização que permanecem no regime democrático.

Colonialismo vs. Descolonização: A questão colonial na Coleção Folhetos Políticos de José Neves Águas (1951-1985)“Colonialismo vs. Descolonização: A questão colonial na Coleção Folhetos Políticos de José Neves Águas (1951-1985)”, de Maria Clara Anacleto e Raquel Ascensão

Ler aqui o artigo completo..

N.º 24 (2025): Colonizar e descolonizar: Relações Europa-África nos séculos XIX e XX

Coordenação científica:
Isabel Castro Henriques
Universidade de Lisboa, Portugal

Imagem de capa: Alfredo Cunha

Publicado: 16-07-2025

 

27.01.2026 | por martalanca | colonialismo, Descolonização

Set-up: Podcast sobre dança contemporânea portuguesa anuncia terceira temporada

O podcast Set-up, dedicado à dança contemporânea portuguesa, regressa com a sua terceira temporada, a 18 de fevereiro de 2026. Criado pela Sekoia – Artes Performativas, o projeto continua a afirmar-se como um espaço de memória, reflexão e partilha em torno dos percursos artísticos e humanos de criadores fundamentais da dança em Portugal. O podcast estará disponível no YouTube, no Spotify e Apple Podcasts. 

Lançado em 2023, o Set-up tem como missão a construção de um arquivo sonoro e visual que documenta histórias de vida, processos criativos e trajetórias profissionais de diferentes gerações e linguagens artísticas. A nova temporada aprofunda esse objetivo, reunindo onze nomes cujos trabalhos têm marcado de forma significativa o panorama da dança contemporânea.

À semelhança das edições anteriores, as conversas são moderadas por Ana Rocha e estarão disponíveis em formato áudio no Spotify e Apple Podcasts, bem como em vídeo no YouTube, com tradução para inglês e interpretação em Língua Gestual Portuguesa, reforçando o compromisso do projeto com a acessibilidade e a internacionalização.

A terceira temporada contará com a participação de: Ângela Guerreiro, Aurora Pinho, Diana Niepce, Flávio Rodrigues, Henrique Furtado, Inês Campos, Marta Cerqueira, Né Barros, Paulo Ribeiro, São Castro e Teresa Silva. Um conjunto diverso de artistas que representa diferentes visões, práticas e gerações da dança contemporânea portuguesa.

Com duas temporadas já lançadas, o Set-up consolidou-se como uma plataforma de encontro entre criadores, público e investigadores, promovendo o diálogo intergeracional e dando visibilidade à pluralidade de percursos que constroem este campo artístico.

 

26.01.2026 | por martalanca | dança

Ateliê Mutamba, Luanda

É com grande alegria que anunciamos esta chamada aberta, para 5• edição do Ateliê Mutamba.

És artista emergente(entre 18 e 29 anos), vive em Angola, Moçambique ou São Tomé e Príncipe e deseja participar de uma imersão artística de 45 dias na capital Luandense?

A Residência acontecerá entre 06/03 e 08/04.

* É importante que haja disponibilidade presencial a partir do dia 28/02.

* Leia o regulamento.

Para dúvidas ou informações:associacaokinoyetu@gmail.com.

A 5• edição do Ateliê Mutamba é uma realização KinoYetu, com financiamento Fundação Calouste Gulbenkian e apoio da Geração80.

 

25.01.2026 | por martalanca | Luanda, Mutamba

Palestras na Nova FCSH

organização Inês Beleza Barreiros (ICNOVA) e Margarida Rendeiro (CHAM).

Pensado os sentidos do desvario antropocêntrico a partir de uma imaginação sensorial multiespécies

No livro The Great Derangement, Amitav Ghosh argumenta que a ficção de tradição realista se revela incapaz de imaginar adequadamente as transformações desencadeadas pelo Antropoceno. Essa insuficiência decorre, em grande medida, da centralidade conferida ao humano nesse modelo narrativo — a mesma centralidade que está na raiz da própria crise antropocênica. Ao observar esta “nova era geológica”, Ghosh destaca a emergência de vozes que desafiam não apenas a primazia humana, mas também o apagamento de coletividades que incluem modos de existência não humanos. Partindo da noção de um sensorium relacional e interespécies, esta palestra investiga como a literatura contemporânea e as artes visuais têm respondido às limitações apontadas por Ghosh. Propõe-se, assim, refletir sobre a ideia de um sensorium multiespécies como possível horizonte estético e epistemológico capaz de tensionar a imaginação hegemônica do Antropoceno. A partir da leitura de textos e obras de escritores e artistas indígenas e afrodescendentes, buscarei rastrear como certas formas de sensorialidade — que atravessam distintos modos de ser e perceber e imaginar/criar — instituem outras maneiras de imaginar o mundo, desestabilizando a supremacia do humano e abrindo caminho para contranarrativas ao paradigma antropocênico.

Leila Lehnen é Professora Associada no Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros da Brown University (EUA). É especialista em literatura e cultura contemporâneas do Brasil e da América Latina, com interesses de pesquisa que abrangem as humanidades ambientais, o extrativismo, as práticas textuais e visuais contracoloniais, além de literaturas e produções culturais indígenas. Sua obra analisa, de modo crítico, o papel da literatura e das artes na expansão de imaginários democráticos, na contestação às formações autoritárias e no enfrentamento dos legados persistentes da colonialidade. Seu livro, Citizenship and Crisis in Contemporary Brazilian Literature, examina como a literatura brasileira contemporânea representa e problematiza formas diferenciadas de cidadania. Seu segundo livro investiga as interseções entre a literatura brasileira e a vida democrática, examinando como textos culturais articulam e reconfiguram imaginários democráticos, especialmente no tocante aos direitos ambientais e indígenas. Publicou textos acadêmicos sobre ecocrítica, literatura indígena, decolonialidade, literatura afro-brasileira, cidadania e direitos humanos em contextos brasileiros e latino-americanos. Permanecendo com o problema: possibilidades trans*amazônicas líquidas

Frente a atual crise ecológica e ontológica mundial, esta apresentação argumenta que as performances du Uyra (Emerson Pontes) posicionam a comunidade trans* como permanecendo com a Amazônia, encarnando um compromisso de reimaginar as possibilidades do agora. Uyra nas suas performances evita o discurso da futuridade para “permanecer com o problema” (Haraway), recusando a paralisia tanto do desespero quanto do otimismo ingênuo. Esta recusa é estratégica. Uyra posiciona-se para fora e além da oposição binária entre a não-futuridade queer e o futurismo hetero-reprodutivo (Edelman) ou entre um porvir distópico inevitável e um futuro technotopia que salve a sociedade, o mundo. Em vez disso, Uyra (re)imagina um presente fluido, molhado queer como simultaneamente imbuído do desejo de Julio Esteban Muñoz por novas formas de ser, fazer e relacionar-se, isto é, cuir como possibilidade. Ao mesmo tempo, o filme não ignora a realidade material da perda. Nas performances, Uyra reconhece o que foi, é, e será a destruição (Halberstam, Pratt), fluindo pela tensão entre possibilidade e perda, entre esses dois polos, essas forças contraditórias. Através da interconexão / intercalação de comunidades humanas e além-humanas, ecossistemas trans* e amazônicos, Uyra convida os espectadores a “permanecer com o problema”, “dwell in the dissolve” (Alaimo) a re-imaginar possibilidades líquidas no agora, não num futuro distante ou abstrato.

Jeremy Lehnen é diretor da Brazil Initiative no Watson Institute e diretor do Center for Language Studies na Brown University. Atuou como diretor interino do programa de Estudos de Gênero e Sexualidade e diretor associado interino do Centro de Pembroke para Ensino e Pesquisa sobre Mulheres, também na Brown U. Atualmente, é editor executivo do Journal of Lusophone Studies. O seu livro Neo-authoritarian Masculinity in Brazilian Crime Film foi publicado pela University of Florida Press em 2022. Fez seu doutorado na University of New Mexico em estudos latino-americanos e lecionou na University of New Mexico, no Macalester College e na University of Colorado, Boulder. Tem ensaios publicados na Luso-Brazilian Review, Journal of Lusophone Studies, e Mexican Studies, entre outras revistas acadêmicas. Seus principais interesses de pesquisa abordam questões de gênero e sexualidade, particularmente a construção da masculinidade, no cinema latino-americano contemporâneo, produção cultural, e humanidades digitais.

23.01.2026 | por martalanca | CHAM, palestras

METEORIZAÇÕES, Filipa César et al

JAN – MAI 2026 Fundação Serralves, Porto 

Meteorizações, a primeira exposição antológica da artista Filipa César em Portugal, reúne mais de quinze anos de pesquisa, produção e colaborações com cineastas, artistas e investigadores como Sana na N’Hada, Sónia Vaz Borges, Marinho de Pina, Louis Henderson, et al.  A mostra apresenta filmes, objetos e documentos que evocam eventos históricos como a desobdiência antifascista portuguesa e a resistência anticolonial guineense, atravessando os arquivos audiovisuais do período das lutas de libertação, reflexões sobre o mangal, políticas da ótica e da tecelagem, e o pensamento agropoético de Amílcar Cabral.
O título remete para um conceito geológico usado por Cabral para pensar a relação entre território, história e transformação, orientando o percurso da exposição e a forma como são apresentados imagens, sons e memórias. Meteorizações articula diferentes épocas e materiais, convidando o público a refletir sobre processos e poéticas de resistência e a sua utilidade no presente.
A exposição é organizada pela Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea, com curadoria de Inês Grosso, curadora-chefe do Museu de Serralves, e de Paula Nascimento, curadora convidada. A arquitetura da exposição, concebida em colaboração com o atelier Barbosa Mateus Arquitetos, recorre a materiais naturais e integra uma paisagem sonora criada por João Polido Gomes.


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Meteorisations, Filipa César’s first anthological exhibition in Portugal, brings together more than fifteen years of research, production and collaborations with filmmakers, artists and researchers such as Sana na N’Hada, Sónia Vaz Borges, Marinho de Pina, Louis Henderson, et al..The exhibition presents films, objects and documents that evoke historical events such as Portuguese anti-fascist disobedience and Guinean anti-colonial resistance, drawing on audiovisual archives from the period of liberation struggles, reflections on the mangrove, the politics of optics and weaving, and the agropoetic thinking of Amílcar Cabral.
The title refers to a geological concept used by Cabral to think about the relationship between territory, history, and transformation, guiding the exhibition’s trajectory and the way images, sounds, and memories are presented. Meteorisations articulates different times and materials, inviting the public to reflect on processes and poetics of resistance and their use in the present.
The exhibition is organised by the Serralves Foundation — Museum of Contemporary Art, curated by Inês Grosso, chief curator of the Serralves Museum, and Paula Nascimento, guest curator. The exhibition’s architecture - designed in collaboration with Barbosa Mateus Arquitetos - uses natural materials and incorporates a soundscape created by João Polido Gomes.

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Filipa César (Porto, 1975) desenvolve uma prática multidisciplinar que habita o território entre o cinema e as artes visuais. O seu trabalho explora os aspetos ficcionais do documentário e as políticas e poéticas da imagem em movimento, questionando as fronteiras entre realidade e representação. Integrada numa geração que utiliza o vídeo como ferramenta de registo e de expressão, César constrói narrativas deliberadamente ambíguas, onde a perceção se torna um campo de investigação estética e política.
Desde 2011, a artista dedica-se à investigação do cinema militante da Guiné-Bissau através do projeto coletivo Luta ca caba inda (A luta ainda não acabou), que examina o legado visual e político desse movimento. Este trabalho afirma-se como uma plataforma crítica sobre o passado colonial português e as suas reverberações contemporâneas, consolidando Filipa César como uma das vozes mais relevantes na reflexão pós-colonial em Portugal.
A exposição — a sua primeira grande antologia — marca o regresso da artista ao Museu de Serralves e apresenta um percurso abrangente da sua obra, funcionando também como ponto de partida para uma retrospetiva dedicada ao seu trabalho fílmico.

 

mais infos 

 

07.01.2026 | por martalanca | filipa césar

Memory Activism Across the Lusophone World: (Im)Possibilities of Decolonial Practice (Special Issue - Portuguese Studies Review)

Call for Papers 

Focusing on the past decade – particularly the summer of 2020 and its aftermath, which witnessed an unprecedented wave of iconoclastic acts against monuments and statues linked to colonialism, white supremacy, and slavery, alongside renewed calls for the decolonisation of museums and urban toponyms – much of the subsequent scholarly attention in English has centred on developments in the Anglophone world. Although these incidents, including but not limited to removals, renaming, and other symbolic transformations are not new and have long been part of political and cultural strategies of regimes and societies throughout history, their contemporary resurgence invites renewed reflection on how tangible and intangible forms of commemorations continue to affect national memory and collective identities. Against this backdrop, this special issue seeks to bring together new studies on parallel and emerging developments within the Lusophone (Portuguese-speaking) world.

By situating Lusophone case studies within a broader and longer historical pattern of memory contestations, and drawing on postcolonial memory scholarship – among them, Sites of Imperial Memory (Geppert and Müller, 2015) and Postcolonial Realms of Memory (Achille et al., 2020), which extend Pierre Nora’s (1984–1992) concept of lieux de mémoire (‘sites of memory’) to include imperialism and colonialism in national memory – the special issue aims to contribute to the expanding, though still comparatively limited, English-language scholarship on memory activism involving present-day commemorations and spaces connected with Portuguese colonial history. It will examine decolonial practices and explore the (im)possibilities of these efforts, whether through overt acts of iconoclasm or through subtler interventions – such as artistic or media-based engagements with ‘sites’. At the same time, it will recognise that such acts, in seeking either to erase entirely commemorations associated with Portuguese colonialism or to open space alongside commemorations for marginalised voices and silenced histories, simultaneously provoke retaliatory responses from those who criticise these (decolonial) actions.                                                            We seek contributions that engage with this outline, and while we welcome all studies addressing memory activism in relation to colonial memory sites of Portuguese provenance within Lusophone spaces, submissions should focus on events from the past decade (2015–2025), or revisit incidents before 2015 if they are examined in light of recent developments concerning ‘sites’, and relate to one or more of the themes listed below.


 

Commemoration, memory, and resistance in Lusophone contexts:

  • Analyses of commemorative and memory politics, including critiques of preservation, erasure, and (re)interpretation by government bodies, cultural institutions, or museums, particularly in relation to enduring colonial heritage and objects associated with colonialism.
  • Resistance to decolonisation initiatives, including political, institutional, or social defences of colonial sites, as well as responses from far-right movements, nationalist groups, or other actors opposing changes to public commemorative memory.
  • Public debates, controversies, or media coverage surrounding the maintenance, removal, or reinterpretation of colonial monuments and spaces.

Decolonisation, activist interventions, and cultural engagements in Lusophone contexts:

  • Acts of iconoclasm, vandalism, and other physical interventions which directly target colonial sites.
  • Popular and grassroots activist-led initiatives confronting or transforming Portuguese colonial sites, including protests, guided tours, and pedagogical interventions to decolonise sites.
  • Artistic and cultural interventions in any medium – literature, theatre, film, television, photography, or modern artworks – that challenge or reframe colonial sites and their associated narratives.
  • Collaborative or participatory projects that amplify marginalised voices, interrogate historical silences, or foster new forms of collective remembrance.

The chosen selection of the articles will be submitted to the journal Portuguese Studies Review for a special issue, with publication anticipated sometime in 2027. Please note that the journal is not open access and is freely available only to members of the Lusophone Studies Association (LSA). Contributors should be aware that the readership is therefore primarily academic and association-affiliated.

Initially, we seek abstracts of 350–500 words from potential contributors, along with a short bio (including institutional affiliation if any) of no more than 250 words. Please note that abstracts that are accepted will likely be included in the special issue following the contents page(s), under the title of contributors. As such, please ensure high-quality abstract submissions.

Abstracts, titles, and short bios must be sent by 31 March 2026 to both editors of the special issue: Andrew Nunes (studies.andrewnunes@gmail.com) and Leonor Rosas (leosrosas@gmail.com)

The goal is to incorporate nine articles with an introduction by the editors, resulting in the special issue consisting of ten articles. Once authors are informed if their abstract has been accepted (first in the special issue proposal to be sent to Portuguese Studies Review, and then in the final issue if it is accepted by the journal) authors will be required to submit their article of no more than 7,000–8,000 words, including footnotes, by 30 October 2026. Please note to NOT include images in your submissions, so please best describe anything that would otherwise have been done so using visual figures. Moreover, submissions must be in English and follow British spelling and the Chicago Manual of Style (footnote referencing with no bibliography at the end of the article). After receiving feedback from both the editors and anonymous reviewers, authors will revise their articles and send their finalised version in accordance with the provisional timeline below:

UNDERTAKINGS AND DUE DATES:

‘Call for Papers’ published online to solicit potential contributors. Dec. 2025

Potential contributors submit title, abstract (350–500 words, excluding references), and short bio (250 words). 31 Mar 2026

Editors review abstracts and notify contributors of acceptance or rejection. Apr. 2026

Submission of full special issue proposal to Portuguese Studies Review. May 2026

Contributors notified of acceptance of the full proposal and invited to submit full articles. May 2026

Submission of full articles (7,000–8,000 words, including footnotes; no images; English – British spelling; Chicago Manual of Style). 30 Oct. 2026

Full paper review by editors and anonymous peer reviewers. Nov. 2026 – Jan. 2027

Contributors submit revised papers based on reviewer/editor feedback. Feb. – Mar. 2027

Finalisation of special issue for journal editorial board review. Apr. – Jun. 2027

Target publication of special issue in Portuguese Studies Review. Q3–4 2027

We thank you for your interest in this special issue and look forward to receiving your submissions.

WORKS CITED:

Achille, Etienne, Charles Forsdick and Lydie Moudileno (eds.), Postcolonial Realms of Memory: Sites and Symbols in Modern France (Liverpool: Liverpool University Press, 2020).

Geppert, Dominik and Frank Lorenz Müller (eds.), Sites of Imperial Memory: Commemorating Colonial Rule in the Nineteenth and Twentieth Centuries (Manchester: Manchester University Press, 2015).

Nora, Pierre (ed.), Les Lieux de Mémoire, 7 volumes (Paris: Gallimard, 1984–1992). 

SELECT FURTHER READINGS:

Bethencourt, Francisco, ‘A Memória da Expansão’, in Francisco Bethencourt and Kirti Chaudhuri (eds.), História da Expansão Portuguesa: Ultimo Imperio e Recentramento (1930–1998), vol. 5 (Lisbon: Circulo de Leitores, 1999), pp. 442–80.

Cardina, Miguel, O Atrito da Memória: Colonialismo, Guerra e Descolonização no Portugal Contemporâneo (Lisbon: Tinta da China, 2023).

Gensburger, Sarah and Jenny Wüstenberg (eds.), De-Commemoration: Removing Statues and Renaming Places (Oxford: Berghahn Books, 2023).

Gutman, Yifat and Jenny Wüstenberg et al. (eds.), The Routledge Handbook of Memory Activism (Abingdon: Routledge, 2023).

Jerónimo, Miguel Bandeira and Walter Rossa (eds.), Patrimónios Contestados (Lisbon: Público, 2021).

Nunes, Andrew, ‘Decolonising Difficult Heritage Through Political Graffiti: (Re)Interpreting the Commemoration of Pedro Álvares Cabral in Santarém, Portugal’, Patrimônio e Memória, vol. 21, no. 1 (2025), 1–29.

Peralta, Elsa, Lisboa e a Memória do Império: Património, Museus e Espaço Público (Lisbon: Outro Modo and Le Monde Diplomatique – Edição Portuguesa, 2017). 

Ribeiro, Carla, ‘Wars of Memory and Identity Narratives in a Post-colonial World: The Case of the Monument to the Discoveries in Lisbon’, in Rodrigo Christofoletti (ed.), Heritage in Eight Acts: International Themes (Cham: Springer, 2024), pp. 1–22.

Rosas, Leonor, De quem se esqueceu Lisboa? - A luta pela inscrição da memória anticolonial e antirracista no espaço público (Vila Nova de Famalicão: Húmus, 2023).

Sousa, Vítor de, ‘Memory as an Interculturality Booster in Maputo, Through the Preservation of the Colonial Statuary’, Comunicação e Sociedade, special issue (2019), 269–86. 

05.01.2026 | por martalanca | call for papers

"Úlcera, Útero", de Brassalano Graça

Lançamento de Úlcera, Úteroromance de Brassalano Graça.

Apresentação por Teresa Pina, Professora universitária (ISCTE ), Ex-Directora da Amnistia Internacional.pt, Ex-Jornalista Sic-Notícias.

Revisitação de – Ofertório de Pragas – (contos) idemIntervenção por Abílio Neto, apresentador RTP-África, comentador RDP-África.

23 de Janeiro, 17h (chegada) UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa,

Avenida da Índia, n.º 110 1300-300 Lisboa.

Brassalano Graça Português, natural de São Tomé, tendo-se licenciado em Comunicação Social pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa em 1995 ( com especialização em Televisão e Cinema ), laborou seguidamente na Rádio Paris-Lisboa / Radio France Internationale durante oito ( 8 ) anos, onde para além de incumbências jornalísticas várias deteve um referencial programa de Jazz intitulado ‘Até Jazz’, e foi condutor da série de Entrevistas ‘Geração 2000’. Colaborou com reportagens para o jornal Público, e com crónicas para o jornal Diário de Notícias, a título cívico. Foi colaborador e curador da Culturgest. Efectuou um mestrado na FCSH e ocupou a função de Gestor de Informação do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. É um entusiasta de Fotografia e Teatro, Tradutor, tem publicados um livro de poemas intitulado Súbito, e um livro de contos intitulado Ofertório de Pragas. Tem também publicado o romance Úlcera, Útero. É Autor do programa de rádio «Paixões Privadas» ( marca ) - https://www.rtp.pt/programa/radio/p7267 , e fundador do projecto ‘Odo’ ( iniciativa cultural para o Sul).

info lançamento aqui.

05.01.2026 | por martalanca | Brassalano Graça, literatura

Inauguração da exposição “Água Mole em Pedra Dura” — Eduardo Malé

Curadoria de Ricardo Barbosa Vicente, no Museu da Água – EPAL.
A água insiste, infiltra-se e transforma.
Onde havia limite, abre-se passagem.Água Mole em Pedra Dura apresenta um conjunto de obras onde escultura, desenho, pintura e instalação se afirmam como um único organismo sensível. A água surge menos como motivo e mais como princípio operativo: metáfora de resiliência e persistência, matéria que liga, corrói, aproxima e revela a instabilidade que nos constitui.
Museu da Água – Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos
18 de dezembro (quinta-feira)
 18h00
Exposição patente até 22 de marçoOrganização: Museu da Água / EPAL
Galeria: THIS IS NOT A WHITE CUBE
Apoio institucional: Embaixada de São Tomé e Príncipe em Portugal
Media partners: RTP · Téla Nón · BUALA
Parceiro cultural: Roça Mundo – Cultura e Desenvolvimento
Entrada livre na inauguração.

 

18.12.2025 | por martalanca | Eduardo Malé

"Precópio" conversa com Kitty Furtado e Marta Lança

Conversa com Kitty Furtado e Marta Lança // Ações paralelas “Precópio” - 15 dezembro > Aveiro


A reflexão sobre a descolonização no passado, no presente e no futuro é matéria que integra o processo de criação de Precópio. A próxima sessão de “conversas paralelas” no âmbito deste projeto promovido pela Red Cloud Teatro de Marionetas, conta com a participação de Kitty Furtado e Marta Lança. Podemos contar com a apresentação de alguns dos importantes projetos que ambas desenvolvem e que contribuem para a Reparação e reflexão para a resposta à pergunta: “Como vemos a democracia e o desenvolvimento, transversalmente com a descolonização?”
Esta iniciativa conta com transmissão online em direto e decorre no âmbito do processo criativo da nova criação da companhia - o espetáculo “Precópio”, sobre o pós-1974 e o pós-2025.

15 de dezembro - 21h no Espaço Red Cloud Teatro de Marionetas (Rua Hintze Ribeiro, 52A, Aveiro) / evento presencial e com transmissão online em direto no canal de Youtube da companhia: www.youtube.com/@redcloudteatrodemarionetas1507

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O Precópio da Red Cloud Teatro de Marionetas é uma mistura de Grand Guignol e mini-cabaré, sobre o pós-1974 e o pós-2025, que vai do café Le Procope, da revolução francesa, aos bares onde se conspirava no PREC. Aqui mostram-se vícios e virtudes, a guerra e a paz, a revolução e a democracia… em copos meio cheios, ou meio vazios; conforme a mesa.

Ficha Artística
Produção | Red Cloud Teatro de Marionetas
Direção artística companhia | Sara Henriques e Rui Rodrigues
Encenação e texto | Jorge Louraço Figueira
Interpretação, manipulação | Sara Henriques e Inês Teixeira
Composição e arranjo musical | Pedro Almeida
Desenho, construção de Marionetas e Luz | Rui Rodrigues
Desenho de Figurinos | Cláudia Ribeiro
Desenho de cenografia | João Calixto
Realização vídeo e imagem em movimento | João Garcia Neto
Consultoria Movimento | Paula Moreno
Técnico de luz e som | João de Matos
Preparação vocal | Aoife Hiney
Produção e comunicação | Ana Gavina e Sara Henriques
Construção do cenário | Patrick Hubmann
Costureiras | Adelaide Castro e Marlene Rodrigues
Aderecistas | Ana Brandão e Catarina Brandão
Assistente estagiária (figurinos) | Íris Rocha
Apoio | Arte pela Democracia / Governo de Portugal - Cultura, Juventude e Desporto / Direção Geral das Artes
Coprodução | Teatro Aveirense / Câmara Municipal de Aveiro
Agradecimentos | Kitty Furtado, Marta Lança, Ana Amaral, Manuela Henriques, Mário Jorge Henriques, Rita Dias, Associação SOS Racismo, Iniciativa Cívica pela Memória Colonial do Palácio, Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra

Ficha artística e técnica:
O acolhimento desta ação de serviço educativo decorre no âmbito da nova criação da companhia – “Precópio”, uma produção da Red Cloud Teatro de Marionetas, em coprodução com o Teatro Aveirense / Câmara Municipal de Aveiro. Conta com o apoio do programa Arte pela Democracia (50 Anos 25 Abril) / República Portuguesa | Cultura, Juventude e Desporto - Direção-Geral das Artes.

_Link para site

12.12.2025 | por martalanca | precópio

UIVO celebra 15 edições a imaginar mundo(s) sem guerra com a ilustração como ato de reflexão e resistência

A partir desta sexta-feira, 12 de dezembro, a Maia recebe a UIVO – Mostra de Ilustração naquela que é a mais internacional das suas edições com um desafio à reflexão – Como seria o Mundo (s)em guerra? O evento recusa a banalização da violência e convida-nos a imaginar mundos possíveis, sem conflitos. Estarão presentes trabalhos de mais de 40 ilustradores nacionais e internacionais. A mostra habitará as galerias do Fórum da Maia, que terá um dos seus espaços nobres transformado em Casa da Democracia, mas não só. A UIVO acontece também fora de portas. Confirmadas a 2.ª edição do Mercado de Ilustração, oficinas criativas, a UIVINHO para os mais pequenos, a exposição de mais de 100 cartazes nas ruas do concelho, visitas guiadas, lançamento de livros, mostra exterior de David Álvarez, uma masterclasse e workshop com Isidro Ferrer. São os mundos possíveis da UIVO a espalhar Amor até 1 de março de 2026.

 Fuad Alymani, UIVO 2025 Fuad Alymani, UIVO 2025

Promovido pelo Pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Maia, e com curadoria e programação de Cláudia Melo, a UIVO 15 habitará dentro das galerias do Fórum da Maia, mas também terá eco no espaço público exterior. Este é um evento cultural anual onde são abordadas questões da contemporaneidade, com referência à prática da ilustração, apresentando obras de 40 artistas nacionais e estrangeiros que enfatizam as diferentes formas de fazer e pensar através desta expressão artística.

E porque criar, é também resistir, nos 15 anos de atividade da UIVO na Maia, esta Mostra congrega a Arte, a Comunidade e a Imaginação ao serviço da Ilustração, para pensar um Mundo (s)em guerra, dando voz e expressão à força do traço e da ilustração como verdadeiro manifesto para pensarmos, globalmente, na Paz.

A 15.ª edição da Mostra de Ilustração da Maia, que inaugura a 12 de dezembro, no Fórum da Maia, é uma exposição de trabalhos de mais de 40 artistas sobre guerras, conflitos e barbáries, mas também sobre resistência, criatividade e o potencial humano para o amor.

O evento volta a ser espaço de questionamento, de reflexão, de confronto, de suposição, de (in)certezas e simbolismo. Recusa a banalização da violência e convida-nos a imaginar mundos possíveis, sem guerra, sabendo que para se falar de paz tem que se falar de guerra. O tema central - “Um Mundo (s) em Guerra” apresenta registos de guerras históricas e contemporâneas, mas também dimensões utópicas de um mundo sem conflitos, através da ilustração. Confronta-nos com a brutalidade do nosso tempo e pergunta: como seria a humanidade se o amor fosse a nossa força motriz?

Destaque para a residência artística “The Children’s Dreams”, entre 11 e 14 de dezembro. O artista palestiniano, Fuad Alymani, desenvolverá um projeto que articula o seu percurso visual com a energia criativa da comunidade local, através de oficinas com crianças e jovens (dos 10 aos 18 anos). Será trabalhado inicialmente a perceção dos diferentes contextos vivenciais - locais de guerra e de paz. Esta ação transformará algumas paredes da exposição da UIVO 15 num espaço vivo de encontro: um território partilhado onde a arte se torna diálogo, a criação desafia fronteiras.

A partir de 12 de dezembro estará patente uma instalação do coletivo de artistas 3 Pontos… (Ricardo Gonçalves, Jacinta Costa e Carlos Casimiro Costa), uma instalação a três dimensões que parte da dicotomia fundamental entre a guerra e a paz. No exterior estão dispostos os cartazes de artistas ucranianos da campanha “Stand with Ukraine” e ilustrações do estúdio Aza Nizi Maza, conhecido por transformar o seu espaço criativo num abrigo durante a guerra e por dar voz, através da arte, ao olhar das crianças em tempo de conflito. Já no interior, a Casa da Democracia abre-se um refúgio improvável. No dia da inauguração da UIVO, em sussurro, no momento do voto, o ator Pedro Lamares fará uma performance simbólica, surgindo como um fio de esperança que resiste no escuro — uma promessa ou um aviso.

Mercado da Ilustração regressa ao Café Concerto do Fórum da Maia. A partir do dia 12 de dezembro e até ao dia 14 estarão representadas várias editoras e ilustradores como Bartłomiej Kiełbowicz, Amanda Baeza, Cátia Vide, Helena Sá, Carolina Monteiro, Fabricia Melo, Vitoria Silis (MIEI), IPCA, etc. Ao longo destes três dias, o Mercado da Ilustração tem livros e ilustrações à venda, oficinas para crianças e jovens por Núria Tomàs Mayolas e Angelina Pereira, a hora do conto com Carina Novo, o lançamento de livro “Natália” com a ilustradora Eva Evita e uma masterclass e workshop com Isidro Ferrer, um dos mais destacados nomes da ilustração e do design gráfico espanhol.

E, se no espaço interior, a UIVO obriga-nos a pensar e a questionar a possibilidade do Amor em tempos de guerra, no espaço exterior a Ilustração voltará a sair à rua num “Uivo que espalha Amor”, com mais de 100 cartazes produzidos por estudantes do ensino superior disseminados pelas ruas do concelho da Maia.

UIVO Fora de Portas terá ainda expostas na Praça do Fórum da Maia, 11 ilustrações concebidas pelos alunos de Escolas de Ensino Superior Artístico, como a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto; a Escola Superior de Educação-IPPorto; o Instituto Politécnico Cávado e Ave; e a Universidade Lusófona - Centro Universitário do Porto. As paredes exteriores do Fórum da Maia voltam a receber ilustrações em grande formato, desta vez coube ao artista mexicano David Álvarez apresentar uma série composta por quatro ilustrações.

Mais informações

Curadoria

Cláudia Melo - Curadora e diretora artística independente. Com formação na área artística, assume desde 2012 práticas de direção artística, curadoria e consultadoria artística de projetos públicos e privados. Curadora da Uivo - Mostra de Ilustração da Maia desde 2019.

Artistas Confirmados

Ahmed ElKhalidi (Jordânia); Amanda Baeza (Chile/Portugal); Angelo Abu (Brasil); Bartek Kiełbowicz (Polónia); Charlie Guerreiro (Portugal); Chila Mochila (Portugal); Damien Glez (França/Burquina Faso); Daniel Garcia (Portugal); David Alvarez (México); Deimante Rybakoviene (Lituânia); Delfim Ruas (Portugal); Edgar Vargas Ávila (Venezuela); Elisabeth Pérez Fernández (Espanha); Fahd Al-Bahady (Síria); Fuad Alyamani (Estado da Palestina - Cisjordânia); Hani Abbas (Síria); Inês da Fonseca (Portugal); Isidro Ferrer (Espanha); João Vaz de Carvalho (Portugal); Karolis Strautniekas (Lituânia); Mar Reboredo (Argentina); Mo Qasem (Estado da Palestina); Mohammad Sabaaneh (Estado da Palestina); Mykhailo Skop (Ucrânia); Núria Tomàs Mayolas (Espanha); Pedro Ribeiro Ferreira (Portugal); Rabbit Hutch (Austrália); Ricardo Ladeira (Portugal); Rui Vitorino Santos  (Portugal); Sonja Danowski (Alemanha); Twożywo (Polónia); Vasco Gargalo (Portugal); Yaroslava Yatsuba (Ucrânia); Aza Nizi Maza (Ucrânia); Poster Territory; Coletivo 3 Pontos… (Jacinta Costa, Carlos Casimiro Costa e Ricardo Gonçalves - Portugal), entre outros.

Materiais: Trabalhos Artistas em Exposição neste LINK 

Comunicado e Dossier de Imprensa neste LINK

Redes Sociais

Facebook: https://www.facebook.com/uivoilustra/

Instagram: https://www.instagram.com/mostra_ilustracao_maia/

12.12.2025 | por martalanca | ilustração, uivo

À volta da Chama: uma conversa para celebrar o lançamento da revista Chama Rubra — Issue 01 Twinkle Twinkle

Revista Chama Rubra, Issue 01 Twinkle Twinkle

Uma nova revista de arte e cultura nasce para dar voz a quem raramente o tem: a Chama Rubra lança o primeiro número impresso e celebra-o com uma conversa na Greta Livraria.

Informações do Evento

Data: 12 de dezembro de 2025
Hora: 19h
Local: Livraria Greta — R. Palmira 66 C, Lisboa
Entrada: Livre
Atividades: Conversa, convívio e venda de revistas 

A conversa “À volta da Chama” assinala o lançamento da Chama Rubra, uma revista independente de arte e cultura contemporânea que nasce da necessidade de criar um espaço de criação acessível, inclusivo e sem portas fechadas. Reunimos Camis , Inês Faráh Gomes, Lune Rodas e Marta Costa, artistas e autores desta edição, para uma conversa aberta sobre os trabalhos que nela apresentam. Falaremos sobre a Luz, processos criativos, comunidade e tudo aquilo para onde a Chama nos levar. A conversa será mediada pelas duas editoras e fundadoras da revista, Laurinda Branquinho e Maria Miguel Café.

A Chama Rubra nasce como um projeto editorial dedicado a expandir a forma como a arte e a cultura visual são pensadas, vividas e sentidas hoje, repensando o papel tradicional da revista no presente. Explora formatos híbridos que cruzam texto, imagem e pensamento crítico com práticas artísticas emergentes. O projeto assume um compromisso claro com a diversidade e a inclusão, dando visibilidade a artistas sub-representados no contexto português.

A revista reúne ensaios, poemas, prosa poética, editoriais de moda, contos, projetos visuais, fotografia, ilustração, pintura e vídeo. Parte da ideia das revistas populares dos anos 2000 — como a Bravo ou a Super Pop — que marcaram o imaginário das crianças e adolescente dessa geração. Recupera essa estética como gesto político e cultural, com o objetivo de criar um sentido de pertença, reinstalar o prazer de folhear, colecionar e reconhecer-se numa publicação. A Chama Rubra defende que a arte e a cultura contemporânea devem ser acessíveis a todas as pessoas, e que essa acessibilidade é urgente.

A primeira edição, Twinkle Twinkle, parte do tema Luz — enquanto fenómeno físico, metáfora pessoal e signo cultural. Organizada em sete capítulos, a revista atravessa dimensões mitológicas, tecnológicas, afetivas e sensoriais, explorando como a luz molda a perceção, a memória, o desejo e a relação que criamos com o mundo. A Luz foi escolhida para esta estreia pela sua pluralidade, acessibilidade e por ser uma experiência comum a todos.

Na sua multiplicidade, a luz torna-se espelho das nossas tensões mais profundas: entre o que mostramos e o que escondemos, entre o que nos aproxima e o que nos consome. Por vezes, chega até nós a ferro e fogo, forçando-nos a confrontar aquilo que permanece oculto nas sombras. Esta edição da Chama Rubra é, por isso, uma tentativa de mapear este percurso com a consciência de que onde há luz, há sempre escuridão, e isso não é necessariamente algo mau, mas parte do equilíbrio e da experiência de ser humano.

A capa da primeira edição é protagonizada por Mariela, jovem cantora em ascensão no panorama musical português, simbolizando o espírito de novas vozes que a Chama Rubra procura dar visibilidade. A escolha de Mariela reflete o compromisso da revista com artistas emergentes e a celebração de talentos que ainda não ocupam os espaços centrais da cultura contemporânea.

Este evento celebra o trabalho coletivo de mais de 30 criativos de diferentes áreas que tornaram a revista possível. 

 

Sobre:
A Chama Rubra é um projeto editorial da Associação Chama Rubra, que nasce com a missão de criar um espaço alternativo, inclusivo e interseccional para a produção cultural e artística. A revista nasce da urgência em dar visibilidade e apoio a artistas emergentes marginalizados em Portugal. Mulheres, pessoas LGBTQIA+, racializadas, neurodivergentes e com deficiência enfrentam barreiras estruturais que limitam a sua expressão e acesso ao mercado artístico. O projeto surge como um manifesto pela inclusão e democratização da arte, propondo-se a ser mais que uma revista: uma plataforma híbrida, dinâmica e acessível. 

O nome Chama Rubra carrega o simbolismo do fogo, significando transformação, resistência e paixão. E traduz a essência do nosso projeto: um espaço de expressão radical, livre e profundamente necessário.

 

 

Biografias:

 

Camis (Lisboa, 1995) é estrategista independente, pesquisadora em políticas sociais (ISCSP -UL), escritora e curadora cultural. Atua entre o Brasil e Portugal, desenvolvendo projetos interseccionais sobre migração, cultura, gênero e justiça social. A sua prática combina pesquisa, escrita e criação coletiva. Atravessada pela escuta, pelo afeto e pela insistência em imaginar futuros possíveis. Gosta de criar mapas, playlists e narrativas em trânsito.

 

Inês Faráh Gomes (Caldas da Rainha, 1999) licenciou-se em Artes Visuais e Multimédia pela Universidade de Évora (2020) e tornou-se mestre em Design e Cultura Visual no IADE (2022). Fárah colaborou como designer gráfica com várias entidades culturais: Museu José Malhoa (2023) e Doclisboa (2023). Participou em várias feiras de publicações independentes enquanto ilustradora. Recentemente Inês Faráh apresentou o seu trabalho artístico a solo na Stolen Books (2025) e participou em exposições coletivas no Buraco (2025) e na Irmã Feia (2023).

 

Lune Rodas (Lisboa, 1999) é artista multidisciplinar e escritore. Estudou na ESAD nas Caldas da Rainha. Debruça-se principalmente sobre a investigação de género, a infância, e a visceralidade da experiência feminina, contos, poesia e refazer o tecido subconsciente coletivo através do poder do ritual e dos símbolos.

 

Marta Costa (Lisboa, 1995) é artista visual e fotógrafa. Estudou na António Arroio, formando-se em Realização Plástica do Espetáculo, Som e Imagem nas ESAD.CR e Arte Multimédia na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa. Desenvolve vários projetos relacionados com a identidade, o conceito de diário e como este se contrapõe com a experiência feminina; assim como photoshoots conceptuais e a procura de representar a beleza no mundano.

 

Laurinda Branquinho (Alvor, 1996) e Maria Miguel Café (Portimão, 1997) são as fundadoras da Chama Rubra. Com percursos complementares no meio artístico e cultural, ambas trazem uma sólida experiência em criação, curadoria, design e investigação.  Laurinda Branquinho é artista, curadora e investigadora de arte contemporânea, com prática centrada na curadoria digital e na mediação cultural. Maria Miguel Café é artista multidisciplinar e web designer, explorando temas de memória, arquivo e identidade em suportes como performance, instalação e vídeo. Em conjunto, têm desenvolvido um trabalho de investigação sobre o panorama artístico em Portugal, com base em metodologias de Design Thinking, que sustenta a visão crítica e colaborativa da Chama Rubra.

 

 

 

Colaboram nesta edição:

Ana Cláudia Santos

Anita Pimenta

Aphrodiet

Bela Andrade

Braids by K

Camis

Carolina Lemos

Catarina Magalhães

Cirçe

Claud Bita

Dear Vains

EchoEcho

Ethelia Mohr

Filipa Carmona

GandaTreta

Helena Bulcão (SAGA)

Inés Hernández

Inês Faráh Gomes

Inês Serrano

Lune Rodas

Maria das Espadas

Maria Karolina

Mariana Moura

Mariela

Marta Costa (Arielle)

Mel

Mohr Studios

Musa

Natacha Vieira

Rita Carvalho

Rita Santa Marta

Sara Marques de Oliveira

Simbioticaa

Sof

Tomás Chambel

Vitória Coutinho

 

 

Ficha Técnica

Organização: Associação Chama Rubra

Direção Criativa: Laurinda Branquinho e Maria Miguel Café

 

 

Redes sociais: @chamarubra

Contacto: chamarubra@gmail.com

 

10.12.2025 | por martalanca | Chama Rubra, revista

Intercâmbios intelectuais entre a África Revolucionária e a América Latina, 1950-1990

Este ano assinala-se o 50º aniversário da independência de Angola, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe do domínio colonial português, após a independência da Guiné-Bissau, dois anos antes. As lutas violentas pela libertação da África Lusófona articularam-se com o projeto mais amplo da revolução africana, da descolonização do continente e da luta alargada pela libertação do Terceiro Mundo. Políticas supra-nacionais foram expressas de variadas formas, através da négritude, do pan-africanismo, do movimento anti-apartheid, da solidariedade afro-asiática, do movimento global dos trabalhadores e do tricontinentalismo.

Este workshop pretende examinar criticamente os férteis intercâmbios intelectuais, políticos e culturais que ocorreram no contexto da revolução em/e/entre África e a América Latina, de 1950 a 1990, um período caracterizado por uma busca consciente, ainda que imperfeita, de uma teoria e prática de libertação adequadas ao projeto de revolução e descolonização no Terceiro Mundo. A nossa abordagem propõe considerar trocas críticas de ideias, temas e conceitos que informaram e sustentaram os projetos de libertação em África, e mais além, articulados com o projeto mais amplo da revolução africana e da luta alargada pela libertação do Terceiro Mundo.

O nosso objetivo é explorar como estas interações podem matizar a nossa compreensão histórica de intercâmbios revolucionários e moldar conceções atuais de revolução e libertação no continente, bem como no resto do mundo. Pretendemos promover discussões comparativas entre investigadores, escritores e ativistas que trabalham sobre/com uma variedade de períodos históricos e regiões geográficas, com vista a futuras colaborações.

Organização: Georgia Nasseh (University of Cambridge), Giulia Dickmans (Freie Universität Berlin), Raquel Ribeiro (FCSH – NOVA) e Tom Stennett (Investigador independente)

 

09.12.2025 | por martalanca | intercâmbios

Maneiras de Ver: Empregadas Domésticas e Mulheres-a-dias em Portugal

Sexta-feira, 12 de Dezembro, 18h00 Conversa com Mafalda Araújo e Inês Brasão, com moderação por Bernardino Aranda. Livraria Tigre de Papel

A partir de Empregadas Domésticas e Mulheres-a-Dias em Portugal, um livro de anotações de Lieve Meersschaert, psicóloga de origem belga e fundadora da Associação Moinho da Juventude, e que tem vindo desde o final dos anos 1970 a investigar sobre a situação das empregadas domésticas em Portugal, Mafalda Araújo e Inês Brasão publicaram uma leitura no número de outubro do Le Monde diplomatique – edição portuguesa que será o ponto de partida para o 9.º encontro do ciclo Maneiras de Ver.

Como referem as autoras do artigo, «Segundo Lieve, este livro é “um testemunho direto, sem retoques, e que reflete o espírito do tempo, dos dias vividos apaixonadamente ao lado de mulheres que tomaram nas mãos a luta pela mudança da sua vida e do seu futuro”. Trata-se de uma pérola etnográfica, por muitos anos guardada: as recolhas decorreram entre final dos anos de 1970 e início dos anos de 1980. O potencial de análise dos testemunhos vai muito além do esperado. À importância do conteúdo, no âmbito de uma antropologia do trabalho doméstico, acrescenta-se a virtude da forma.»

A sessão contará com a participação das autoras do artigo, Mafalda Araújo e Inês Brasão, com moderação de Bernardino Aranda.

Organização
Tigre de Papel e Le Monde Diplomatique - edição portuguesa

Entrada livre.

09.12.2025 | por martalanca | empregadas, Inês Brasão

E Tudo Mudou, de Carla Fernandes

No dia 13 de dezembro de 2025, Carla Fernandes vai fazer a apresentação do seu mais recente livro E Tudo Mudou, acompanhada de uma sessão de autógrafos, na Casa Mocambo, em Lisboa.
A autora fará também uma reflexão sobre o livro infantil enquanto ferramenta de transformação intergeracional. A sua visão do livro infantil coloca-o no lugar de encontro entre gerações que cria um espaço de entendimento, estabelecendo pontes e possibilidades de crescimento mútuo. O tema do livro - a mudança - estará também no centro da reflexão, apelando a uma maior sensibilidade para as transformações internas e externas constantes pelas quais passamos e nem sempre reconhecemos ou validamos.
Carla Fernandes é jornalista, escritora e dinamizadora cultural, que se dedica atualmente, entre outras atividades, à criação de livros infantis que promovem a diversidade e a curiosidade.
Autora da obra “Uma Visita Inesperada” lançou o seu mais recente livro infantil “E tudo Mudou”, Carla utiliza a sua escrita sensível e cativante para transformar temas complexos em narrativas acessíveis e inspiradoras para os mais novos.
Além do seu trabalho como escritora, Carla Fernandes é uma das fundadoras e dinamizadoras do projeto AFROLIS – Associação Cultural, uma iniciativa de grande relevância que se dedica a mapear, preservar e divulgar a história e o património das comunidades africanas e afrodescendentes em Lisboa. O seu empenho em dar visibilidade a estas narrativas reflete-se na sua literatura, que celebra a identidade cultural afrodescendente.

09.12.2025 | por martalanca | Carla Fernandes

Outros Itinerários: Viagens, Arte e Literatura Antropológica

Local: Escola de Artes Visuais do Parque Lage

Dia, Horário e Periodicidade: Quintas-Feiras, dias 22/01, 29/01, 05/02, 12/02, 19/02 e 26/02, das 19h às 21h.

Modalidade: Híbrido (Presencial e Online)

Investimento (Valor): R$ 496,00 [parcela única] – Bolsa de 50% para estudantes e professores (cota ilimitada)

Preparativos da Viagem:

Wanderlust, desejo de viajar. De sair do seu lugar, se deslocar e ser outros, se abrir e escutar as alteridades do mundo. Se descolonizar. A antropologia não pode ser reduzida de forma maniqueísta ao colonialismo racista branco. Ela fala de um desejo do pensamento à esquerda de ver além do próprio umbigo, de sair da ilha europeia e buscar outros horizontes e mundos possíveis. E de certo modo, é esse desejo de viajar que move a antropologia contra qualquer captura identitária. A antropologia contemporânea é contra o Estado e o transe/transporte/viagem é seu erotismo e pulsão criativa. Ela é cosmopolítica, carrega na mala da viagem todos os entes que a constituem: humanos, não-humanos, ancestrais, espíritos, objetos e a própria natureza. Esse curso aposta no movimento enquanto vida, enquanto antropofagia e desejo de ir além. Iremos acompanhar e problematizar as fantasias e fantasmas de sujeitos que se jogaram em mundos radicalmente distantes e distintos dos seus e tiveram a generosidade de partilhar suas experiências e afetos, e publicizá-las para o pensamento e a vivência de outras gerações.

Como afirma a antropóloga Fernanda Peixoto, a viagem antropológica é um mergulho nas profundezas da alma. Tem algo de aventura do corpo e do espírito, de peregrinação, profissão e vocação. As viagens articulam lazer e estudo, pesquisa e turismo, descoberta e reconhecimento, deslocamento físico e temporal, e transformação subjetiva. A viagem se torna mais que lugar de deleite, mas também de formação e encontro com as alteridades planetárias, tem uma dimensão crítica, narrativa e reflexiva. Viajar é também uma maneira de estar no mundo, construindo um lugar próprio que afirma um modo de ser e fazer, reconfigurando as estratégias e táticas de nossas existências, recalculando rotas e raízes de si na relação com os outros através de uma deambulação tão provisória quanto os afetos e as ideias que as mobilizam.

A proposta do curso é, portanto, e sobretudo, viajar na escrita etnográfica de antropólogos que produziram trabalhos canônicos e recentes no campo antropológico, sem perder de vista suas almas de artistas e literários, no desejo de partilhar e criar em conjunto. Mais do que o consumo de imagens e paisagens, a proposta aqui é pensar a antropologia das viagens com um lugar dos devires e afecções. Iremos acompanhar as aventuras e a letra literária desses autores e problematizar os limites, impasses e paradoxos de suas atuações, para futuros outros itinerários. 

O que você vai aprender:

Histórias da antropologia, suas diferentes tradições, a origem do trabalho de campo. Museus etnográficos, pilhagem e colecionismo de objetos, teorias sobre artes primitivas e primitivismo artístico. Os primeiros trabalhos de campo, as diferentes modalidades da etnografia moderna e as ontografias pós-sociais e pós-plurais atuais. As relações entre a antropologia e a literatura, os cadernos de campo e os diários íntimos da burguesia no romantismo. As relações entre as viagens de artistas modernos e dos primeiros antropólogos. A viagem como ciência, magia, transe, sonho, experiência iniciática, busca filosófica pelo sentido da existência. As relações entre o eu e o outro como poética literária, como política artística e como violência colonialista. As aproximações e tensões entre as viagens, o desterro, o refúgio, a diáspora e o turismo no contexto atual do neoliberalismo multicultural espetacularizado. As práticas artísticas contemporâneas e suas relações com as viagens antropológicas, deambulações, errâncias, desterritorializações e devires at home e no at home, dentro e fora do corpo em trânsito.

The Ghost in Between (2013), de Janaina Tschäpe.The Ghost in Between (2013), de Janaina Tschäpe. 

Itinerários:

1. [Check-in] Viagem como Vocação e Evocação: Aventura, Transe e Sonho

2. “África Fantasma” de Michel Leiris

3. “Tristes Trópicos” de Lévi-Strauss

4. [Conexão] “Lanças do Crepúsculo” de Philipe Descola

5. “Escute as Feras”, de Nastassja Martin

6. [Check-out] Artes, Literatura de Viagens e Decolonialidade: Diáspora, Refúgio e Turismo

Este curso é indicado para:

Quaisquer pessoas interessadas nas relações entre as artes visuais, humanidades e as ciências sociais. Não é necessário nenhum pré-requisito. Estudantes, professores, artistas, curadores e arte-educadores são bem-vindxs. Estudantes de artes visuais, história, ciências sociais, psicologia, literatura e ciências humanas em geral poderão se beneficiar com a proposta. O curso é um convite a todos os poetas e humanistas de quaisquer áreas interessados na multiplicidade de formas viventes, e na fantasia urgente de pensar novos laços através das viagens antropológicas pelo mundo.

Dinâmica:

Aulas expositivas e dialógicas com base nos repertórios sugeridos aos alunos a partir das trocas com o professor. Serão usados recursos audiovisuais e auditivos durante as aulas, com indicação de leituras, filmes e músicas. Pretende-se estimular os alunos a escreverem textos ensaísticos, poesias, roteiros, obras artísticas e performativas a partir dos conteúdos teóricos discutidos em sala de aula.

A Bordo:

BAUDELAIRE, Charles. Spleen de Paris. São Paulo: Iluminuras, 1995.

BARRETTO, Margarita; STEIL, Carlos Alberto; GRABURN, Nelson; SANTOS, Rafael José dos (orgs.). Turismo e Antropologia: Novas Abordagens. Campinas: Papirus Editora, 2019.

BHABHA, Homi K. O Local da Cultura. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2005.

BONA, Dénètem Touam. Cosmopoéticas do Refúgio. São Paulo: Cultura e Barbárie, 2020.

BRUMANA, Fernando G. Sonho Dogon: Nas Origens da Etnologia Francesa. São Paulo: Edusp, 2021.

CAUQUELIN, Anne. A Invenção da Paisagem. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

CLIFFORD, James. Routes: Travel and Translation in the Late Twentieth Century. Cambridge: Harvard University Press, 1997.

CONRAD, Joseph. Coração das Trevas. São Paulo: Penguin Companhia, 2010.

CORBUSIER, Le. Viagem ao Oriente. São Paulo: Cosac Naify, 2005.

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Nomadologia: A Máquina de Guerra. In: Mil Platôs: Capitalismo e Esquizofrenia. São Paulo: Editora 34, 1996. pp. 11-68.

DESCOLA, Philippe. As Lanças do Crepúsculo: Relações Jivaro na Alta Amazônia. São Paulo: Cosac Naify, 2006.

FERRARI, Florencia. Contos Ciganos. São Paulo: Cosac Naify, 2004.

FREIRE MEDEIROS, Bianca. Gringo na Laje: Produção Cultural e Consumo nas Favelas Cariocas. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006.

FREUD, Sigmund. A Transitoriedade. In: Obras Completas: Volume 12 – Textos Culturais e Sociais (1912–1914). São Paulo: Companhia das Letras, 2010. pp. 295–298.

GAY, Peter. O Coração Desvelado: A Experiência Romântica na Arte e na Vida. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

GAUGUIN, Paul. Noa Noa: The Tahitian Journey. New York: Dover Publications, 1985.

GILROY, Paul. O Atlântico Negro: Modernidade e Dupla Consciência. São Paulo: Editora 34, 2001.

HALL, Stuart. Da Diáspora: Identidades e Mediações Culturais. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003.

KIRSHENBLATT-GIMBLETT, Barbara. Destination Culture: Tourism, Museums, and Heritage. Berkeley: University of California Press, 1998.

LEIRIS, Michel. África Fantasma. São Paulo: Cosac Naify, 2007.

LÉVI-STRAUSS, Claude. Tristes Trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.

MALINOWSKI, Bronislaw. Argonautas do Pacífico Ocidental. São Paulo: Ubu, 2018.

MARTIN, Nastassja. Escute as Feras. São Paulo: Editora 34, 2021.

NODARI, Alexandre. Literatura como Antropologia Especulativa: Conjunto de Variações. Curitiba: Cultura e Barbárie, 2024.

PEIXOTO, Fernanda Arêas. Viagem como Vocação: Itinerários, Parcerias e Formas de Conhecimento. São Paulo: Edusp, 2015.

PENNA, Fábio Rodrigo. Viagem em Transe Mítico: Mestiçagens, Imaginários e Reencantamento do Mundo. São Paulo: Perspectiva, 2021.

PRATT, Mary Louise. Os Olhos do Império: Relatos de Viagem e Transculturação. Bauru: EDUSC, 1999.

SOMMER, Michelle. Mover-se: Ensaios sobre Mobilidade e Arte Contemporânea. Rio de Janeiro: Circuito, 2019.

TRÓTSKY, Liev. Fuga da Sibéria. São Paulo: Ubu Editora, 2023.

VALENTINI, Luísa. Um Laboratório de Antropologia: O Encontro entre Mário de Andrade, Dina Dreyfus e Claude Lévi-Strauss. São Paulo: Alameda, 2013.

YÁZIGI, Eduardo; CARLOS, Ana Fani Alessandri; CRUZ, Rita de Cássia Ariza da (orgs.). Turismo: Espaço, Paisagem e Cultura. São Paulo: Hucitec, 1996.

YOUNG, Robert J. C. Desejo Colonial: Hibridismo em Teoria, Cultura e Raça. São Paulo: Perspectiva, 2005.

06.12.2025 | por martalanca | arte, Literatura Antropológica, viagens

As experiências femininas nas ditaduras: entre práticas artísticas feministas e narrativas do eu,

Convidamos para a submissão de resumos ao Simpósio Temático 23 – As experiências femininas nas ditaduras: entre práticas artísticas feministas e narrativas do eu, que estou a coordenar juntamente com a Dra. Carla Cristina Nacke Conradi (UNIOESTE), no âmbito do V Colóquio de Gênero e Pesquisa Histórica.

O V Colóquio, organizado pelo Departamento de História, pelo Programa de Pós-Graduação em História e pelo Núcleo de Estudos de Gênero, Espaços Simbólicos e História da UNICENTRO (Campus Irati-PR), tem como objetivo promover reflexões sobre os estudos de gênero articulados à pesquisa e ao ensino, contemplando temas como relações de gênero, multiculturalismo e linguagens culturais. O evento contará com duas conferências e sessões de comunicações realizadas via Meet, e resultará na publicação de anais e de uma coletânea com textos de pesquisadoras convidadas.

Neste contexto, o ST 23 propõe discutir os protagonismos de mulheres na elaboração do trauma histórico e político das ditaduras ibéricas e latino-americanas, seja por meio de práticas artísticas feministas que articulam memória, corpo e cuidado, seja através de narrativas do eu produzidas por mulheres militantes políticas — em testemunhos orais, escritos ou expressões artísticas.

Partindo da compreensão da arte como gesto reparador, convidamos pesquisadoras/es e artistas a refletirem sobre como a criação visual, performativa e curatorial atua como espaço de reinscrição subjetiva e coletiva das violências deixadas pelos regimes autoritários. No eixo das narrativas autobiográficas, buscamos trabalhos que abordem a luta política e as resistências femininas, incluindo participação em organizações de esquerda, relações de género, maternidade na militância, experiências de cárcere, clandestinidade ou exílio, entre outros temas.

Serão bem-vindas propostas que analisem projetos artísticos, exposições, performances, práticas curatoriais, bem como narrativas autobiográficas que dialoguem criticamente com o trauma político e a memória, produzindo contranarrativas e políticas do cuidado de si.

 As submissões devem ser realizadas pelo site do evento:
https://evento.unicentro.br/site/coloquiodegenero/2025/1

 Acompanhe novidades pelo Instagram: @coloquiodegenerounicentro

03.12.2025 | por martalanca | simpósio

Casa 75, Branca Clara das Neves

Danda, Fitinha, Marika, Daluz, Hendrix, Roberto e Naka são os eixos deste romance num lugar em que a urgência estonteante da sua juventude conflui com o romper dos seus novos países.Algumas outras personagem atravessam este contar, vivendo todos a excepcionalidade da transição, as suas memórias conduzindo a raptos súbitos para lugares de vida extrema — a guerra, uma parede rolante de fogo, o amor por dentro do cheiro do medo e do corpo que empurra leva e traz de volta, o esforço do criar também com o violão que se punha a perguntar, à medidaque a sua ilha se ia afastando, o luto, o poder da festa. Na presença pulsional da utopia e do apagamento da violência.

No centro está a Casa, antigo lar feminino ocupado, onde partilham sonhos, ambições, reflexões e descobertas com os sons das músicas e das suas línguas, no ritmo dos debates e eventos políticos, rupturas e escolhas que irão marcar o seu futuro.

Apresentação
Ana Paula Tavares
Raquel Lima
Paulo Pascoal
Víctor Barros
Data: 6 de Dezembro de 2025
Local: Palácio da Independência, Largo São Domingos, 11, 1150-320 Rossio - Lisboa

02.12.2025 | por martalanca | independência

TEATRO MERIDIONAL PROMOVE AS JORNADAS DE REFLEXÃO SOBRE O IMPACTO DA DESCOLONIZAÇÃO NAS ARTES PERFORMATIVAS

Teatro Meridional promove nos dias 15 e 16 de dezembro de 2025, no seu espaço em Lisboa, as Jornadas de Reflexão: A Descolonização e as Artes Performativas. 

 

O evento, com entrada gratuita, marca os 50 anos das independências de Angola, Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau, reunindo artistas, investigadores, mediadores culturais e representantes institucionais, para discutir o impacto da descolonização na criação artística contemporânea. 

 

Com 33 anos de percurso e forte ligação à dramaturgia da lusofonia, o Teatro Meridional propõe um encontro plural que cruza história, política, memória e criação artística, para refletir criticamente sobre o legado da descolonização e pensar futuros possíveis nas artes performativas contemporâneas. 

 

Programação do evento:

 

15 de dezembro

Manhã (10h): Memórias e Narrativas Pós-Coloniais

Tarde (15h): O trabalho Apoiado por Instituições, Desenvolvido em Artes Performativas em Portugal, Fazendo e Criando Pontes com os Países da Lusofonia 

 

16 de dezembro

Tarde (15h): 50 Anos de Independências: O Trabalho Desenvolvido em Artes Performativas em Portugal, Fazendo e Criando Pontes com os Países da Lusofonia

Noite (19h): Leitura encenada de “Um Dia Sonhei que Existia uma Cobra…”, texto de Mariana Antão sobre o tema do “Retorno”

 

Contaremos com a participação de companhias como Teatro GRIOTACERTAurora Negra e Escola da Noite, e com representantes da DGARTESCamões - Instituto da Cooperação e da Língua, e Fundação Calouste Gulbenkian.

 

Este é um espaço de diálogo horizontal onde poderemos refletir criticamente sobre o legado colonial, partilhar experiências de cocriação e imaginar futuros possíveis para as artes performativas. Um encontro plural que cruza história, política, memória e criação artística.

 

Informações práticas:

Local: Teatro Meridional (Rua do Açúcar, Beco da Mitra Nº 64, Lisboa)

Tel.: 91 999.doze.treze

Entrada gratuita, sujeita à lotação da sala.

01.12.2025 | por martalanca | artes performativas

Deep time Soundings / Escuta do Tempo Profundo Palestra-Performance de Margarida Mendes

As Portas de Rodão foram um ponto de encontro para as primeiras comunidades paleolíticas, que há 250 mil anos começaram a percorrer o vale do Tejo. Atualmente, são ladeadas por terras desertificadas onde a monocultura do eucalipto absorve o ritmo dos locais, transformando ecossistemas ao mesmo tempo que se inverte o ciclo hidrológico, dado o controle industrial do fluxo do rio pelas suas barragens. Escuta do Tempo Profundo apresenta parte da investigação artística de Margarida Mendes sobre o contexto ecológico do Rio Tejo ao longo de vários anos. Acompanhando uma comunidade de ativistas que monitorizam o curso do rio Tejo, são narrados eventos em torno de Vila Velha de Rodão, considerada epicentro de crimes ambientais. Ao entrelaçar testemunhos de guardiões do rio com notas sobre a paisagem ribeirinha e práticas de escuta, Margarida Mendes amplia o nosso entendimento de luto ambiental e de um ecossistema em profunda transformação. 

Margarida Mendes é investigadora, artista, curadora e educadora. A sua prática explora a mediação ecológica, com enfoque no cruzamento entre as artes visuais, cinema experimental, práticas sonoras e humanidades ambientais.

Ensaio Aberto dia 6 Dezembro no AADK, Azeitão 15h30

Apresentação 10 Dezembro na Culturgest - Pequeno Auditório 19h 
Dentro do ciclo Água – Ecossistemas em Coexistência  Apoio DGArtes

29.11.2025 | por martalanca | som, Tempo