A pertinência de se ler Fanon, hoje - parte 1

A pertinência de se ler Fanon, hoje - parte 1 Fanon diagnostica, como resultado dessa violência política, económica, social e cultural do opressor – que resulta em massiva horda de marginalizados com ódio ao outro (também decorrente do «medo ao outro») –, uma reacção incontrolada do oprimido: violência gerada pelo recurso às regressões identitárias e étnicas. Esta é uma das evidências da actualidade da sua obra se pensarmos que esta é a situação que (ainda) vivemos hoje.

Mukanda

07.10.2015 | por Inocência Mata

Estudos sobre a violência no contexto de Cabo Verde e Guiné Bissau

Estudos sobre a violência no contexto de Cabo Verde e Guiné Bissau Mais do que o comprazimento no pathos da definição, importa, sim, que os estudos sobre a violência se mostrem capazes explorar o alcance do conceito através de uma abordagem específica dos contextos diferenciados em que determinadas práticas ou comportamento, determinados actos ou discursos, certas acções e omissões, são percebidos como violentos. Só este trabalho de contextualização permite captar o carácter multidimensional do problema e, nomeadamente, evitar lugares comuns e chavões persistentes, como, por exemplo, os que localizam em certas camadas jovens ou em certos grupos étnicos ou sociais uma particular tendência ou potencial de violência, muitas vezes vistos como inatos ou como imanentemente constitutivos de uma identidade.

A ler

08.02.2013 | por António Sousa Ribeiro

Delinquência juvenil na Praia

Delinquência juvenil na Praia A delinquência juvenil trata-se de um dos temas de maior atenção em Cabo Verde e, em particular, na cidade da Praia, pelos vários motivos que os autores referem nos seus trabalhos. Numa perspectiva mais ampla, a delinquência juvenil é, seguramente, um dos domínios mais escrutinados actualmente, associado à violência urbana e à guerra de gangs ou bandos, conforme o lugar a que se refere a análise. No que se refere aos textos sobre a cidade da Praia, considero que cumprem aquilo a que academia deve se dedicar, ou seja, propõem quadros outros de leitura da realidade e apontam os limites das leituras hegemónicas feitas até ao momento sobre a realidade cabo-verdiana.

A ler

08.02.2013 | por Iolanda Évora

Violência na Guiné Bissau

Violência na Guiné Bissau Quando pensamos em segurança na Guiné-Bissau, a imagem que dai resulta é a da violência política e militar, dos sucessivos golpes de estado, dos assassinatos políticos e da impunidade, e do narcotráfico. Recentemente, podemos ainda acrescentar o terrorismo e o tráfico de seres humanos. Ora, por causa destas preocupações, a atenção, as políticas e os fluxos financeiros têm sido desviados para as questões da segurança e as suas dimensões internacionais. Um dos exemplos claros deste desvio é a atenção dada à Reforma do Sector da Segurança: Reformar os militares é tido como essencial para um cenário de paz e desenvolvimento na Guiné-Bissau. Isto baseado no princípio que não há paz sem desenvolvimento nem desenvolvimento sem paz. Este posicionamento tem remetido para segundo plano outras dimensões das dinâmicas sociais na Guiné-Bissau que se vão tornando invisíveis; como também tem remetido para segundo plano muitas das reais preocupações dos guineenses em matéria de segurança.

A ler

08.02.2013 | por Ana Larcher

O polícia que assassinou o Kuku foi absolvido

O polícia que assassinou o Kuku foi absolvido Do ponto de vista Racial também tem funcionado perfeitamente. Legitimando a violência estrutural racista da qual a violência policial é uma parte, ou os desalojamentos e remoções de pessoas é outro. Legitimando o uso da forca para manter nos no nosso lugar. O Não lugar.

Mukanda

05.12.2012 | por Chullage

Thugs no feminino: um breve olhar sobre o fenómeno

Thugs no feminino: um breve olhar sobre o fenómeno Claramente que o fenómeno da existência de grupos femininos em actividades delituosas não é novo em Cabo Verde, nem a existência de brigas entre “konbossas” (onde o troféu é o homem). No entanto, a adesão de jovens do sexo feminino em actividades grupais de hooliganismo pode ser considerada uma novidade. A moda pode não ter pegado no rap, mas pegou na manifestação thug da violência. De facto, deparo-me hoje na Praia com alguns grupos thugs femininos, em que as principais actividades são o “kasu bodi” e o hooliganismo.

Cidade

28.12.2011 | por Redy Wilson Lima

Marcha pelo Fim da Violência contra as Mulheres

Marcha pelo Fim da Violência contra as Mulheres É tão antiga como a Humanidade. Envergonha e diminui. É uma violação dos direitos humanos e liberdades fundamentais. É um crime público. É uma barreira à igualdade de género. Uma em cada quatro mulheres é alvo de violência. O espaço doméstico tem sido o maior palco de violência contra as mulheres. Quem bate nas mulheres fere toda a família. É preciso combater a violência sexista. É urgente mudar as mentalidades e eliminar a violência contra as mulheres. Somos contra a impunidade da violência contra as mulheres.

Mukanda

11.11.2011 | por UMAR-União de Mulheres Alternativa e Resposta, Movimento SlutWalk Lisboa e Associação ComuniDária

Racismo e cultura

Racismo e cultura Não é, pois, na sequência de uma evolução dos espíritos que o racismo perde a sua virulência. Nenhuma revolução interior explica esta obrigação de o racismo se matizar, de evoluir. Por toda a parte há homens que se libertam, abalando a letargia a que a opressão e o racismo os tinham condenado.

Mukanda

07.06.2011 | por Frantz Fanon

De corpo e alma - Ingrid Mwangi

De corpo e alma - Ingrid Mwangi Temas como o racismo, discriminação — seja pela cor da pele, posição social ou género — violência, guerra e os media encontram lugar no trabalho desta artista. A força no feminino e da projecção das mulheres no mundo: “Fui ganhando consciência que o meu corpo de mulher negra é, em si, uma afirmação.”

Cara a cara

15.05.2010 | por Joana Simões Piedade