A caixa preta e outros mal-entendidos: Histórias do Experimental

A caixa preta e outros mal-entendidos: Histórias do Experimental Em causa, como no caso da disseminação da Caixa Preta, estariam então uma série de mal-entendidos: entre concepções do tempo e modos de fazer, filiações dramatúrgicas, modos de habitar a cidade, modos de entender o teatro e o fazer artístico. Mas para entender o que está em causa num mal-entendido é sempre necessário proceder a um exercício de localização dos vários entendimentos das partes em questão, ou por outras palavras, o mal-entendido opera frequentemente como revelador de formas de temporalidade e regimes de historicidades diferentes.

A ler

01.03.2026 | por Ana Bigotte Vieira

Não perder o ânimo (como não)

Não perder o ânimo (como não) Com que ânimo (a toada esfalfada não descansa). Na sociedade da performance generalizada, a arte de ser uma trabalhadora criativa “insone” (investigadora, artista, escritora, consumidora) que se tornou, com a dita “nova economia”, o novo ethos da arte e da investigação, é antes de mais um novo modelo de normatividade. Um modelo de normatividade do tipo dos que governam e administram sorrateiramente o comportamento e a subjetividade dos corpos 24 horas por dia, como se lhes estivessem a conceder liberdade.

Palcos

28.02.2026 | por Paula Caspão

“FOI NA LÓGICA DO MESTRE ANDRÉ” Um Outro Teatro – Histórias do Teatro Experimental em Portugal de André e. Teodósio

“FOI NA LÓGICA DO MESTRE ANDRÉ”  Um Outro Teatro – Histórias do Teatro Experimental em Portugal de André e. Teodósio UM OUTRO TEATRO – Histórias do Teatro Experimental em Portugal é um livro muito generoso e corajoso, onde se fazem propostas analíticas concretas. E que se lê com grande prazer: por ele aparecem de forma estruturada e organizada – segundo aquilo a que o autor chama a “lógica do mestre andré” – sujeitos (no duplo sentido temas e protagonistas) muito diversos e variados, ajudando a abrir metodologicamente um campo muito negligenciado, que é o da historiografia sobre artes performativas em Portugal feita a partir dos próprios arquivos e fontes primárias (e não a partir dos textos dramáticos ou da crítica).

Palcos

28.02.2026 | por Ana Bigotte Vieira