Na boca da unidade

 Na boca da unidade Fazer uma história da unidade africana a partir da língua, do músculo, deste órgão que sente e experimenta, é reconhecer o potencial do corpo na sua totalidade: da planta dos pés aos intestinos, passando pelo pulmão até à boca, onde se mastigam matérias orgânicas e gramaticais. Pensar a comida, os alimentos e a gastronomia no processo de unificação do continente é permitir também a nossa humanização, a fertilização da nossa capacidade criativa e inventiva e uma fraternidade mais genuína, porquanto a comida é uma escola de sinceridade.

A ler

26.05.2026 | por Apolo de Carvalho

UM “OBRONI” NO GANA -da boca para o pensamento

UM “OBRONI” NO GANA -da boca para o pensamento Se é verdade que a arte africana acontece, na sua grande maioria, no hemisfério Norte, e as suas maiores conquistas (políticas, financeiras, filosóficas, estéticas, etc.) aqui tiveram lugar, é certo que o continente africano se afirma cada vez mais como espaço relacional privilegiado para os agentes culturais. Jorge Rocha trabalhou sobre as relações sociais que se estabelecem em torno da comida. Digamos que entrou pela boca de cada um dos participantes, que o mesmo é dizer, pelos seus desejos, necessidades, ou primitivismos. Entrou pela boca, no centro de África. Pelos seus paladares, cheiros, cores, e sabores.

Cara a cara

08.02.2011 | por Marta Mestre