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O objetivo principal deste evento, organizado pelo Museu Afro Brasil, é aprofundar o diálogo a respeito das formas como instituições museológicas representam o continente africano por meio de suas elaborações conceituais-curatoriais. O encontro tem como proposta refletir sobre as diversas possibilidades de interpretar a arte africana tradicional e contemporânea e sua inserção em museus nacionais e internacionais. A discussão sobre a arte africana e o conceito de arte, além do debate sobre as coleções de importantes museus, serão alguns dos principais temas abordados durante o encontro. Para isso, o encontro conta com a presença de palestrantes que são curadores e pesquisadores de projeção internacional, pertencentes a instituições de destaque, tais como National Museum of African Art – Smithsonian Institution (Washington, D.C.), Museum For African Art (New York), The Museum of Art and Origins (New York), The Cleveland Museum of Art (Ohio) e Institut Fondamental d’Afrique Noire (IFAN-Senegal), entre outros. O evento, que terá duração de quatro dias, conta com o apoio do Consulado Geral dos EUA em São Paulo e com a parceria do Smithsonian Institution (Washington D.C), uma das mais consolidadas instituições museológicas do mundo. O Museu Afro Brasil, ancorado em sua proposta de valorização da herança africana, faz votos de que este evento constitua mais um importante momento no processo de reflexão acerca dos múltiplos caminhos pelos quais a África se fez e se faz presente no percurso das instituições culturais do Brasil e do mundo, abrindo perspectivas para o aprofundamento de um diálogo que conecta todas as margens do Atlântico. MUSEU AFRO BRASIL - Parque Ibirapuera - Portão 10 - São Paulo, SP - 04094 050 - Fone: (11) 3320-8900
Cerca de 900 mil pessoas são traficadas pelas fronteiras internacionais a cada ano exclusivamente para fins de exploração sexual. Entretanto, apesar de todos os perigos, jovens mulheres brasileiras, ao entrar no mundo do turismo sexual, acreditam que vão mudar de vida e sonham com o seu príncipe encantado. Uma minoria até consegue encontrar um grande amor e casar. O filme vai do nordeste brasileiro a Berlim buscando entender os imaginários sexuais, raciais e de poder das jovens cinderelas do sul e dos lobos do norte. Temas polêmicos, como turismo sexual, racismo e abuso sexual de crianças e adolescentes são o centro do documentário. Em Cinderelas, lobos e um príncipe encantado, viajando pelo Brasil e também pela Europa, na Itália e Alemanha, o diretor discute o sonho de várias mulheres brasileiras de encontrar um marido europeu. Muitas migram e se tornam dançarinas em apresentações de ritmos ligados ao Brasil. Sem estudo ou formação profissional, outras se transformam, ainda, em prostitutas e raramente realizam o sonho. Embora, no filme, também haja finais felizes. 



