Fidju Kitxora: sessão de escuta do novo álbum: Ti Manxe

O segundo álbum de Fidju Kitxora, Ti Manxe nasce da escuta de situações que atravessam a vida cabo-verdiana. Gravado entre as ilhas de São Nicolau, São Vicente e Santiago, o disco constrói-se a partir de conversas, gravações de campo e fragmentos que revelam camadas menos visíveis do contexto local. Ti Manxe, que pode ser entendido como “até amanhecer” em kriolu, sugere um percurso feito de camadas sobrepostas, entre memória, presença e tensão, onde diferentes experiências coexistem sem se fecharem numa narrativa única.

 

30.04.2026 | by martalanca | Fidju Kitxora

Novas Narrativas de Caça

“Até que os leões contem as suas próprias histórias, os caçadores serão sempre os heróis das narrativas de caça.”

Novas Narrativas de Caça é uma antologia composta por sete histórias independentes ligadas pelo seu tema – a busca de identidade e pertença de personagens negros, portugueses afrodescendentes que lutam para fazer parte de uma sociedade que muitas vezes os ignora e oprime.

Ficha Técnica

Realizadores – Luís Almeida, Cláudia Semedo, Lara Mesquita, Fábio Silva, Dércio Tomás Ferreira, Diogo Carvalho

Argumentistas – Luís Almeida, Ana Lúcia Carvalho, Gisela Casimiro, Lara Mesquita, Fábio Silva, Dércio Tomás Ferreira, Diogo Carvalho, Cláudia Semedo

Produtoras – Galo Bravo, Many Takes

Diretor de Fotografia – Maurício Franco, Marco Bento, Johel Almeida

Diretor de Som – Ruben Santiago

30.04.2026 | by martalanca | série

Conversa com Christiane Taubira

Dia 6 de maio, pelas 18h, na Casa do Comum 

A escravatura de africanos é o crime mais grave contra a humanidade: implicações para os países que escravizaram e traficaram pessoas.

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução histórica que considera a escravização de africanos durante o período do tráfico transatlântico o crime mais grave contra a humanidade, apelando simultaneamente aos Estados-membros para que se desculpem pelo comércio de pessoas escravizadas e assumam reparações históricas. Foi ainda sublinhado que a herança do racismo esclavagista constitui uma causa estrutural da violência racista.

Os países europeus envolvidos no tráfico transatlântico de pessoas, como Portugal, abstiveram-se, mas veem-se, de qualquer forma, confrontados com a necessidade de tomar em consideração a resolução das Nações Unidas.

Que significado histórico tem esta resolução? Que impacto poderá ter na luta contra o racismo?  Que implicações terá a resolução das Nações Unidas para os países europeus? Como se pode responder ao apelo de reparações?

30.04.2026 | by martalanca | Álvaro Vasconcelos, CHRISTIANE TAUBIRA, Kitty Furtado

fred, de Ska Batista

fred é um livro de noite. De corpos que se encontram, se perdem e se reinventam. Um diário visual fragmentado onde Ska Batista acumula imagens como se acumulam memórias — sem ordem, sem hierarquia, com a lógica própria do desejo. Performances, errâncias urbanas, cenas domésticas, gestos que resistem à definição: tudo coexiste num espaço onde a identidade recusa ser fixada. fred é queer não apenas no que mostra, mas na forma como olha — com a mesma atenção ao corpo que se oferece e ao corpo que se esquiva, ao íntimo que se expõe e ao que permanece na sombra. Um retrato aberto, onde a vulnerabilidade torna-se poder.

Lançamentos:

Livraria GRETA, Lisboa

Dia 8 de maio, 19h00 

Rua Palmira 66C, 1170-287 Lisboa

Conversa com Maura Grimaldi, David Guéniot e artista

https://www.gretalivraria.com/

Livraria STET, Lisboa

Dia 9 de maio, 17h00 

R. Actor António Cardoso 12A, 1900-011 Lisboa

Conversa com Sofia Silva, David Guéniot e artista

@stet_books

Exposição individual:

Imagem objeto imagem relação, de Ska Batista

Inauguração dia 4 de Julho, 16h00

Espaço Gaivotas 6

Rua das Gaivotas 6

1200-202 Lisboa

https://ruadasgaivotas6.pt/

“Em meio a tantas imagens, o que faz fred acreditar nelas? O que o faz percorrer por laboratórios sem a certeza se os seus retratos emergirão. Seus frames são pequenos brilhos, cintilam feito pequenas surpresas. Acaso, erro e descontrole. Isso que nos leva ao maravilhamento, algo como abrir um presente. E seria precisamente pela surpresa que teríamos a possibilidade de sermos arrebatados por uma pequena beleza. Esta que aflora a partir do que esperávamos pouco ou que fizemos um trabalho para não esperar, porque tínhamos a plena consciência de fugirmos às regras e protocolos. Encontrar “coisas acesas por dentro” em meio ao acúmulo de decisões que sabíamos implicar em erros parece ser um breve milagre.
Nesse fenômeno de arrebatamento e de construção de um espaço extremamente íntimo, somos fatalmente capturados: um encontro com Eros. Debruçar-se nessa obra é ver-se tomado por um espaço especial de nossa entrega perante esses registros, mas também da entrega de quem fotografa ao seu entorno. Aqui é justamente onde estar atento, dedicado e apaixonado, se confundem. Onde se abre uma nesga de desejo, em meio à crescente e assombrosa deserotização do mundo sobre a qual nos alerta Franco Bifo Berardi e Luigi Zoja. fred é, assim, a jornada entre os anos, os lugares de afeto e os seres que os integram. Lembremos o que Anne Carson nos conta: “Eros é um verbo”, isto é, “o desejo se move”. Eros é essa pulsão de mover-se, de dividir e partilhar os mundos, de perder-se e alargar-se nos outros. Eros é esse lançar-se a um outro, em um sentido vasto, seria a capacidade de “arrancar o sujeito de si mesmo e direcionar para o outro. […] Ele dá curso a uma denegação espontânea do si mesmo, um esvaziamento voluntário do si mesmo.” Se o sujeito narcisista é aquele que “não consegue perceber o outro em sua alteridade e reconhecer essa alteridade”, fred é o seu antagonista, bem como apaixonar-se é antídoto para não se afogar em si. ”

Extracto do texto “O Grão e o poro”, de Maura Grimaldi, publicado no livro fred, de ska batista.

Ska Batista (1987) acumulador de imagens e iluminador, radicada em Lisboa. Sua prática desenvolve-se entre a fotografia, o vídeo e a iluminação cênica, com foco na investigação da performatividade do fazer e dos processos de criação. Atualmente investigando a não imagem a partir da recusa da lógica da eficácia e do instantâneo. Integra a plataforma Matéria Leve, projeto de pesquisa e formação em iluminação coordenado por Letícia Skrycky. Colaborou em criações de luz para espetáculos como, Mandaki, violetas, de Vânia Doutel Vaz; Cantar, de Francisco Cavalcanti; Quase Nada e Um Plano, de Márcia Lança; e A Roda que Não Tem Fim. Entre as exposições das quais participou, destacam-se a série fotográfica Anarquivo, apresentada no Arquivo Municipal de Lisboa; a instalação fotográfica Rebojo, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, sob coordenação de Susana Sousa Dias; e a obra Desconectado, exibida na Casa da Cultura de Beja. Em 2022, realizou as exposições individuais As luzes vermelhas invadem a noite, na Galeria dos Encontros da Imagem, em Braga, e corpa incognita, no âmbito do festival de performances #PRECÁRIAS, com direção artística de Tita Maravilha, no Espaço Gaivotas 6, em Lisboa. Em 2025 participou da exposição coletiva Rota dos Ventos, na PLATO, no Porto. Colabora no projeto Fotonovelo, uma investigação que tenta resgatar criticamente um conjunto de objetos culturais e dispositivos hoje considerados obsoletos — da fotonovela aos dispositivos de pré-cinema e a técnicas de impressão.

 

 

GHOST Editions

www.ghost.pt

@ghost_editions

A editora GHOST surge em 2011 da conjunção dos interesses e práticas da fotógrafa Patrícia Almeida (1970-2017) e do editor David-Alexandre Guéniot para dar corpo a projectos editoriais e eventos programáticos.

Em 15 anos de existência, a GHOST publicou mais de 40 livros que abrangem um vasto leque de disciplinas: fotografia, artes visuais, design, dança contemporânea, dramaturgia e ciências sociais. Propõe-se publicar livros que articulam uma ‘política da imagem’, ou seja aproximações críticas sobre os usos e as condições de recepção da imagem fotográfica, seja ela documental, arquivística, ficcional ou apropriada. 

Em 2018, a publicação “Anatomia de uma decisão”, de João Fiadeiro, recebeu o Prémio de Design de Livro do Ano da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB/MC). Em 2019 e 2021, as publicações “Caldas 77” e “Ma vie va changer” receberam menções honrosas do mesmo prémio. Em 2023, “O Livro da Patrícia” foi selecionado para o Prémio de Melhor Livro do Ano pelo festival internacional de fotografia PhotoEspaña. Em 2024, o livro “I Photograph You Photographing Her Photographing Me” foi nomeado para o Premio do Melhor Livro do Ano nos Rencontres de la Photographie d’Arles em França, na categoria do Livro-Texto. Em 2024, “Livros de Fotografia em Portugal: da Revolução ao Presente” ganhou o Prémio de Melhor Livro do Ano pelo festival internacional de fotografia PhotoEspaña bem como o Premio ArtsLibris Banc Sabadell Barcelona. Foi ainda selecionado para o prémio de melhor livro do ano nos Rencontres d’Arles, o Premio Eloi Gimeno 2024 e o Buchkunst Stiftung, Best Book Design from all over the World 2025.

As publicações da GHOST integram colecções nacionais e internacionais, de instituições públicas e privadas e são regularmente integradas em exposições sobre livros de artista. Entre outras: “Vermelho Vivo”, festival Solar, Fortaleza (BR), 2024-25; “Narrativas do Eu, entre o público e o privado”, Biblioteca de Arte, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2024-25; “Nervo: Observatório do Fotolivro Português no séc. XXI”, Centro Português de Fotografia, Porto, 2024; “Fazer”, Culturgest, Lisboa, 2023; “Photo Vogue Festival”, Milão (IT), 2019; “Atlas Portugal”, Casa Encendida, Madrid (ES), 2019; “Ink#2”, Fotokino, Marselha (FR), 2017; “Uncensored Books”, Belgrade (YU) e Palermo (IT), 2017; “Everything is about to happen”, Museu de Serralves (PT), 2017; “Portugal em Flagrante – Operação 1”, CAM, Fundação Gulbenkian 2016 (PT), “EDIT: Sequence/Meaning”, CGAC - Centro Galego de Arte Contemporânea de Santiago de Compostela (ES), 2015, Galerie LENDROIT, Rennes (FR), 2015, Galeria Anamesa Atenas (GR), 2014.

A GHOST tem participado em mais de 65 feiras de edições internacionais e nacionais como Offprint Paris (desde 2012), Offprint London (de 2015 a 2018), Pa/per View Art Book Fair (Porto, 2012 e Bruxelas, 2013 e 2014), Libros Mutantes/Madrid Art Book Fair (2013 e 2022), ARCO Madrid (2014), Wiels Art Book Fair em Bruxelas (2015), Friends with Books (Berlim, de 2015 a 2019), P.A.G.E.S (Genebra, 2023), Mira Look Books Madrid (2023), Arts Libris Barcelona (2024), Fiebre Photobook Fest XII, Madrid (2025) bem como em feiras nacionais como a Feira do livro de fotografia de Lisboa (desde 2012), Feira de edições no Carpe Diem Lisboa (2012-2014), Est Art Fair no Estoril (2014), ARCO Lisboa (desde 2016), EDIT (2015-2017), Feira Gráfica de Lisboa (2018-2020), Feira do Livro de Arte de Coimbra (desde 2023), Matéria Impressa/Centro de Arte Oliva, S. João da Madeira (2023) e F.E.R.A (2023).

Os livros da GHOST são distribuídos através de uma rede nacional e internacional de livrarias especializadas em livros de arte. Concluiu em 2016, um contrato de distribuição com a distribuidora internacional Anagram Books com sede em Berlim. Ao nível nacional, os livros da GHOST são distribuidos pela editora Orfeu Negro em mais 150 livrarias em Portugal, e nas Feiras do Livro de Lisboa e do Porto, desde 2018.

 

fred

 

 

Fotografias: ska batista

 

Design: Joana Durães

 

Texto crítico “O Grão e o poro”: Maura Grimaldi

 

Impressão e acabamentos: Gráfica Maiadouro

 

Agradecimentos: Aurora, Francine Ramos, Izabel Nejur, Kimmy Simões, Julia Cury, Mandi Kaibo, Manoella Valadares, Yura, Zaya

 

Apoio: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto/DGARTES – Direção-Geral das Artes

 

Formato: 205 x 260 mm, 56 pp.

(43 fotografias, offset, duotone)

 

ISBN 978-989-36209-2-2

 

Editora: GHOST Editions - www.ghost.pt

 

Data de publicação: Abril 2026

 

PVP: 28€

Preço pré-venda: 22€ (até dia 5 de Maio, exclusivamente no site ghost.pt)

envio grátis para Portugal.

29.04.2026 | by martalanca | queer

Debate com CHRISTIANE TAUBIRA

Escravatura crime contra a humanidade, Implicações para os países que escravizaram e traficaram pessoas.

Debate animado por :Álvaro Vasconcelos e Kitty Furtado

Dia 6 de maio, pelas 18h, na Casa do Comum

Morada:Rua da Rosa, 285, Lisboa

Organização: Forum Demos, Casa do Comum e Red Cloud

CHRISTIANE TAUBIRACHRISTIANE TAUBIRA

27.04.2026 | by martalanca | CHRISTIANE TAUBIRA

Moçambique e o Sul Global - Uma Perspetiva a Partir das Epistemologias do Sul

Este livro visa construir e comunicar narrativas e argumentos sobre o passado e o presente assentes em metodologias que vão muito além das metodologias de investigação tradicionais. Uma investigação ativista, crítica e atenta aos conhecimentos próprios sobre o passado e o presente das sociedades do Sul global abre um mundo de novas interpretações, ao mesmo tempo que revela narrativas e experiências não incluídas nas conceções dominantes sobre a história e a natureza das sociedades em análise. Trata-se de compreender o longo e complexo período que se iniciou com a independência de Angola e Moçambique. O primeiro volume centra-se na investigação de diferentes processos históricos à luz das novas perspetivas epistemológicas e metodológicas.

26.04.2026 | by martalanca | Maria Paula Meneses, Moçambique

"Santas e Insubmissas: moral cristã e (de)colonização do corpo feminino na criação artística luso-brasileira"

Irá compor o número 02 (Julho-Dezembro) de 2026 da Revista Tempo, Espaço e Linguagem. A Revista recebe também contribuições em fluxo contínuo de artigos livres, ensaios e resenhas em português, inglês e espanhol. 

Proposta:

Este dossiê convida pesquisadoras e pesquisadores a submeterem estudos interdisciplinares que analisem criticamente a evangelização católica no mundo luso-brasileiro como um dos principais dispositivos coloniais de controle, normatização e disciplinamento do corpo feminino. Partindo de perspectivas feministas e decoloniais, o dossiê propõe investigar tanto os mecanismos históricos e simbólicos de imposição da moral cristã patriarcal quanto os modos de resistência, reinvenção subjetiva e reexistência que emergem na arte, na literatura, no cinema e em práticas espirituais dissidentes.
Interessam contribuições que articulem história, estudos culturais, teoria feminista, estudos da religião e artes, explorando as relações entre colonialismo, gênero, sexualidade, fé, memória e trauma no contexto luso-brasileiro, bem como o papel da criação artística como espaço de denúncia, contra-arquivo e potência crítica frente ao projeto colonial cristão.

Convidamos autoras e autores a submeterem trabalhos que abordem, entre outros, os seguintes temas:

• Representações do corpo feminino na arte e na literatura sob e contra a moral cristã;
• Missionação, colonização e disciplinamento dos corpos femininos no mundo luso-brasileiro;
• Releituras feministas e decoloniais de figuras religiosas (freiras, santas, mártires, mães);
• Resistência simbólica e artística em contextos de clausura, catequese e repressão moral;
• Subjetividades femininas e dissidentes em narrativas luso-brasileiras decoloniais;
• Interseções entre religião, sexualidade, colonialismo e práticas artísticas;
• Performances de reexistência: arte como contra-arquivo e contra-catecismo;
• A crítica ao catolicismo nos feminismos do Sul Global;
• Espiritualidades afro-brasileiras e cosmologias femininas como resistência ao colonialismo cristão;
• Arte, trauma e memória: transmissão, silenciamento e processos de cura.

A organização do dossiê será feita por Bruno Marques (UAb; IHA-NOVA FCSH/IN2PAST) & Nadia Maria Guariza (UNICENTRO)

Submissões até: 10 de agosto de 2026 pelo endereço eletrônico da revista (https://revistas.uepg.br/index.php/tel/about/submissions)


24.04.2026 | by martalanca | arte, revista

“Regeneração: Arte, Ecologia e Pós-Colonialismo”

Evento Interact Offline em torno do nº40 da revista Interact, “Regeneração: Arte, Ecologia e Pós-Colonialismo”, a decorrer no dia 28 de abril, às 18h, na NOVA FCSH (Torre B, Auditório B2).O encontro propõe uma reflexão sobre as ligações entre crise ecológica, heranças coloniais e práticas artísticas contemporâneas, partindo da ideia de que a exploração ambiental está profundamente ligada a sistemas históricos de dominação. Reúne artistas e investigadores para pensar formas regenerativas de habitar o mundo, convocando novas narrativas, pedagogias e modos de relação entre humanos e mais-que-humanos.

Organizado em dois painéis: Painel 1 com André Vaz, Francisca Dores e Laila Nuñez; Painel 2 com Falcão Nhaga, Marta Lança e Maíra Zenun.

O evento inclui ainda a exibição das curtas-metragens Linhas de Bordadura (2025), de Francisca Dores, e Mistida (2022), de Falcão Nhaga.

design de Sara Vermelhidodesign de Sara Vermelhido

23.04.2026 | by martalanca | arte, ecologia, pós-colonialismo

Sempre em Abril

“Um filme que pinta com as cores e as tintas do presente, o mesmo mural colectivo dos artistas e actores de Abril.
Um remake, uma ficção, um documentário, um ensaio, um fresco? Tudo e nada disso. Só um projecto destes, baseadona colossal pesquisa de querer ver tudo - e que já foi uma belíssima instalação projectada numa parede de tijolona Cinemateca Portuguesa - nos pode emocionar desta maneira. Nestes 50 anos da revolução, que mais bela,
justa e sincera homenagem poderíamos esperar para partir e reconstruir as paredes que nos tapam sempre o caminho?”O Júri dos Caminhos do Cinema Português 2024  — Filipa Vasconcelos, João Pedro Rodrigues, Mina Andala, Paulo Cunha, Pedro Brito —, na atribuição do Grande Prémio Cidade de Coimbra ao filme SEMPRE, de Luciana Fina.

 

23.04.2026 | by martalanca | 25 de abril

"Tudo em prol do bairro. O SAAL em Tavira e a construção em comum"

O Museu Municipal de Tavira inaugura no próximo dia 24 de abril, às 18h00, no Palácio da Galeria, a exposição “Tudo em prol do bairro. O SAAL em Tavira e a construção em comum”.

Tavira e Cabanas foram palco de duas operações SAAL (Serviço de Apoio Ambulatório Local) realizadas no Algarve após o 25 de Abril de 1974, um processo pioneiro que procurava responder às necessidades e desejos das populações mal alojadas, envolvendo-as diretamente na construção das suas próprias habitações.

As Associações de Moradores assumiram um papel central em todo o processo: na promoção do bairro, na escolha do sítio, na participação no projeto, na gestão da obra e na distribuição das casas. “Tudo em prol do bairro”, como recorda uma das moradoras.

A exposição retrata as operações SAAL “Amigos Unidos de Cabanas” (Cabanas de Tavira) e “1.º de Maio” (Tavira), a partir do contributo fundamental das pessoas envolvidas no seu arranque, desenvolvimento e concretização. Reflete igualmente sobre a importância do seu legado nos dias de hoje, considerando a questão da habitação e o direito à cidade.

O projeto resulta de uma investigação promovida pelo Município de Tavira e desenvolvida pela Universidade do Algarve, coordenada por Miguel Reimão Costa, com a participação de Lia Antunes, João Baía, Eva Costa e Patrícia Gonçalves (nas áreas da história da arquitetura e antropologia) e o trabalho fotográfico de Pedro Barros. O processo contou igualmente com o contributo das moradoras e moradores dos bairros SAAL e respetivas Associações de Moradores, bem como com o apoio de diversas entidades e arquivos.

A exposição pode ser visitada no pátio do Palácio da Galeria entre 28 de abril e 3 de outubro, dentro do horário normal de funcionamento (de terça a sábado, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00).

Informações:  Museu Municipal de Tavira

22.04.2026 | by martalanca | SAAL, Tavira